REGULAMENTO INTERNO
CAPÍTULO I
ACESSO AO CURSO DE ENFERMAGEM – 1º CICLO Artigo 1º
Vagas
1. As vagas para o Curso de Enfermagem – 1º ciclo são fixadas anualmente pelos órgãos de gestão da Escola, até 28 de Fevereiro.
Apresentação da Candidatura
2. Os candidatos apresentarão a sua candidatura, com os seguintes documentos:
a) Boletim de candidatura (a fornecer pelos serviços académicos);
b) Fotocópia do B.I.;
c) Ficha de classificação para Acesso ao Ensino Superior.
3. As regras de selecção são as legalmente estabelecidas para o Ensino Superior Privado e serão afixadas na Escola, em local público e no Portal da Escola.
ACESSO AOS CURSOS DE PÓS-LICENCIATURA
Vagas
1. O número de vagas a admitir anualmente são aprovadas pelo CD. e DGES.
Apresentação da Candidatura
1. Os candidatos apresentarão a sua candidatura com os seguintes documentos:
a) Requerimento dirigido à Presidente do Conselho de Direcção da Escola;
b) Cédula profissional ou certificado de inscrição na Ordem dos Enfermeiros, válidos;
c) Fotocópia do Bilhete de Identidade;
d) Certidão comprovativa da titularidade do Grau de Licenciado em Enfermagem ou equivalente legal, indicando a respectiva classificação final;
e) Certidão comprovativa do tempo de exercício e experiência profissional como Enfermeiro;
f) Curriculum profissional e académico do requerente (ficha a fornecer pelos serviços académicos);
g) Comprovativos dos dados constantes da ficha curricular.
2. As regras de selecção constam do Edital que será divulgado no Portal e afixado na Escola, em local público.
CAPÍTULO II
MATRÍCULAS, INSCRIÇÕES, FREQUÊNCIAS E CREDITAÇÕES
Secção I
Matrículas e Inscrições
Artigo 2º
1. Matrícula é o acto pelo qual o aluno dá entrada na Escola; Inscrição é o acto que lhe faculta, depois de matriculado, a
frequência às diversas disciplinas e estágios dos respectivos Cursos.
2. São considerados alunos da Escola todos os que nela estiverem validamente matriculados e inscritos.
3. A matrícula e inscrição poderão ser efectuadas pelo aluno ou seu procurador.
Artigo 3º
1. No início de cada semestre é obrigatório que cada aluno se inscreva em todas as disciplinas e estágios do respectivo semestre.
Artigo 4º
Curso de Licenciatura - Enfermagem
1. O aluno não poderá transitar de ano com disciplinas em atraso.
2. No cálculo das médias a ponderação das diferentes disciplinas será feita com base nos créditos.
3. A transição de semestre obriga ao aproveitamento nas disciplinas de Enfermagem, Práticas Simuladas e Práticas Clínicas.
4. A transição de ano obriga à totalidade dos créditos:
1º ano – 60 créditos 2º ano – 120 créditos 3º ano – 180 créditos 4º ano – 240 créditos
5. A Prática Clínica sem aproveitamento não impossibilita a frequência das outras disciplinas do semestre, mesmo que seja feita no início do semestre.
6. A Prática Simulada sem aproveitamento impossibilita a frequência da Prática Clínica.
Cursos Pós-Licenciatura
1. O aluno poderá inscrever-se no segundo semestre com uma disciplina em atraso, excepto enfermagem.
Secção II Frequência
Artigo 5º
1. Segundo o artigo da portaria nº 353/97 de 26 de Maio a presença ao ensino teórico não é obrigatória.
2. A assiduidade e a participação nas actividades pedagógicas influenciarão a classificação das disciplinas e das práticas clínicas.
3. A presença nas teórico-práticas e práticas clínicas é obrigatória.
4. O aluno que nas aulas teórico-práticas, ou em práticas clínicas tenha dado um número de faltas superior a 15% perde a inscrição de acordo com o art. 9º da portaria nº 195/90 de 17 de Março.
5. Por motivos justificados e após análise caso a caso, desde que não sejam prejudicados os objectivos da aprendizagem, a Escola poderá relevar as faltas até 50%.
Secção III
Creditação
Artigo 6º
1. A concessão ou denegação de creditação de disciplinas é da competência do Conselho Técnico Científico (CTC).
2. A concessão de creditação em qualquer disciplina poderá, contudo, ser condicionada à aprovação em exame “adhoc” ou de outro tipo de provas, conforme a legislação aplicável.
3. A creditação será requerida ao Presidente do Conselho de Direcção devendo o requerimento mencionar obrigatoriamente as disciplinas dos Cursos de Enfermagem em que se integravam.
4. Formularão o seu pedido com os seguintes documentos: a) Certificado das disciplinas do curso frequentado;
b) Programas e carga horária das disciplinas que pretendem equivalência.
5. O CTC poderá solicitar ao requerente os elementos adicionais que entenda ser necessários para a apreciação do pedido.
Prazos
Curso de Licenciatura - Enfermagem
1. Os pedidos de creditação serão efectuados de 1 a 15 de Outubro.
Cursos de Pós-Licenciatura
2. Para os Cursos de Pós-Licenciatura os pedidos de creditação serão efectuados durante a 1ª semana de aulas.
CAPÍTULO III
DESENVOLVIMENTO DO ANO ESCOLAR
Artigo 7º
Períodos lectivos
1. O ano lectivo inicia-se na 2ª quinzena de Setembro e termina em Julho do ano seguinte.
2. O ano lectivo é dividido em dois semestres. 1º semestre - de Setembro a Fevereiro; 2º semestre – de Março a Julho.
Artigo 8º
1. O calendário das actividades lectivas será afixado durante a primeira quinzena do ano escolar.
Períodos de férias
2. As actividades pedagógicas interrompem-se nos períodos de Natal, Carnaval, Páscoa e Verão, para o Curso de Licenciatura e Pós-Licenciatura
Artigo 9º
1. As actividades escolares decorrerão de segunda a sexta-feira, alguns sábados exceptuando os feriados.
CAPÍTULO IV
SEGURANÇA E PROTECÇÃO DOS ALUNOS
Artigo 10º
1. Todos os alunos se encontram segurados aquando no desempenho das suas actividades curriculares, quer nas práticas clínicas quer nas visitas de estudo patrocinadas por este estabelecimento e respectivas deslocações.
Artigo 11º
1. Os alunos do Curso de Licenciatura - Enfermagem usarão a farda da Escola para as práticas clínicas e simuladas.
3. Os alunos do Curso Pós-Licenciatura poderão usar as fardas que usam na vida profissional.
4. Os alunos terão, de usar o cartão de identificação de estudante, durante as práticas clínicas.
CAPÍTULO V
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM Secção I
Princípios Gerais Artigo 12º
A classificação do aluno resultará:
a) Dos conhecimentos demonstrados em testes, trabalhos, práticas simuladas e práticas clínicas e visitas de estudo; b) Da capacidade de utilização dos instrumentos para a resolução
de problemas;
c) Da capacidade de expressão escrita e oral;
d) Da capacidade crítica em relação aos assuntos em estudo e) Da capacidade de trabalhar em grupo;
f) Da mobilização e inter-relação dos conhecimentos na teoria e na prática;
Artigo 13ª
Os alunos inscritos numa disciplina terão o direito a submeter-se ao esquema da avaliação da aprendizagem, excepto quando:
a) Estejam abrangidos pelo nº 4 do artigo 5º;
b) Não tenham entregue nos serviços académicos toda a documentação exigida;
c) Não tenham satisfeito as propinas ou quaisquer obrigações pecuniárias.
Artigo 14º
1. Em cada disciplina e estágio, a avaliação dos alunos será da responsabilidade do docente a quem foi confiada a respectiva regência.
2. Em caso de impedimento do docente da disciplina o Conselho de Direcção designará um substituto.
Artigo 15º
1. As classificações serão expressas em escala numérica, sem classificação qualitativa.
Secção II
PROCESSO DE AVALIAÇÃO Artigo 16º
1. A avaliação da aprendizagem dos alunos será contínua, formativa e sumativa através do nível da intervenção e participação dos alunos e de prova de frequência.
2. O aluno no início de cada semestre, deverá optar pela avaliação teórica das disciplinas através de frequências ou exame em época normal.
3. As provas de frequências incidem sobre conteúdos programáticos com implicação do aluno e orientação do professor.
4. As provas serão classificadas em valores de zero a vinte de acordo com escala constante no artigo 22 nº 3.
5. A desistência do aluno em qualquer prova equivalerá à obtenção da classificação de zero valores.
6. A organização dos exames é da competência do Conselho Científico que, para o efeito, consultará os docentes que coordenam cada semestre.
Artigo 17º
A realização de provas de frequência e de exames obedecerá aos seguintes princípios gerais:
a) As provas serão feitas em folha de papel timbrado fornecido pela Escola e distribuída aos alunos;
b) Findo o tempo afixado, os candidatos entregarão as suas provas no estado em que estas se encontrarem, assinando-as com o nome por inteiro.
Artigo 18º
1. Durante as provas escritas, é vedado aos candidatos: a) Servirem-se de elementos não autorizados;
b) Comunicarem entre si ou com terceiras pessoas, excepto com o pessoal docente encarregado da vigilância;
c) Usarem meios fraudulentos ou colaborar em fraudes ainda que não seja em proveito próprio;
d) Ausentarem-se da sala, excepto no caso de decidir terminar a prova, entregando-a então no estado em que esta se encontrar, juntamente com o respectivo enunciado e assinando-a com o nome por inteiro;
e) Perturbarem o trabalho dos outros candidatos ou manifestar por qualquer forma menos respeito pelo acto que realizam.
2. Aos candidatos que infringirem o disposto neste artigo será atribuída a classificação de zero valores, sem prejuízo de procedimento disciplinar.
Artigo 19º
1. Em cada semestre, em relação a cada disciplina, haverá frequências, épocas normais de exames (para os alunos que optaram, pela avaliação das disciplinas por exame, no acto da inscrição) e épocas de recurso.
2. O aluno que faltar, reprovar uma frequência ou exame normal poderá candidatar-se a exame de recurso.
3. O exame na época de recurso destina-se a alunos que por qualquer motivo, não puderem comparecer na frequência, ao exame, ou deles desistiram. Aos que nas frequências ou exames obtiverem nota negativa e ainda para os que requeiram melhoria de nota.
4. Se o aluno obtiver nota negativa em uma disciplina que seja precedente, será submetido a exame em época normal no semestre seguinte.
5. A disciplina precedida poderá ser avaliada através de frequência, não sendo a nota publicada até a aprovação da procedente.
6. O aluno que obtiver nota negativa na disciplina de Enfermagem será submetido a exame de recurso e poderá realizar a prática clínica, mas a nota desta não será publicada até que obtenha a nota do exame.
7. Aos alunos que não obtenham aproveitamento na Prática Simulada será dada possibilidade de recurso na semana seguinte, mediante requerimento à Presidente do Conselho da Direcção da Escola.
8. O exame de recurso deverá realizar-se quatro dias consecutivos após o requerimento.
9. O aluno deverá ter pelo menos uma orientação do professor.
10. Para realizar provas de exames, o aluno preencherá um boletim fornecido pelos serviços académicos, no prazo estipulado.
Artigo 20º
Melhoria de Nota
1. No exame para melhoria de nota a nota final será a mais elevada.
2. O aluno que pretenda melhoria de nota numa prática clínica, poderá requerê-lo ao Conselho de Direcção, que o autorizará ou não conforme contexto global da situação.
3. Para obtenção de diploma, poderá haver exame em época especial.
4. Para obtenção do diploma poderá haver realização especial de prática clínica em época especial.
Artigo 21º
1. A aprovação terá de ser traduzida por escala numérica.
2. A reclamação de qualquer nota de disciplina ou estágio só poderá ser feita no prazo de 24 horas, após a fixação das notas.
CAPÍTULO VI
DIPLOMA E SUPLEMENTO AO DIPLOMA
Artigo 22º
Curso de Licenciatura - Enfermagem
1. Aos alunos aprovados em todas as disciplinas e respectivos estágios constantes no Plano de Estudos será concedido o Diploma e Suplemento ao Diploma, (Dec-Lei nº 42/2005 de 22 de Fevereiro e Portaria nº 30 de 10 de Janeiro) depois do aluno ter solicitado a sua passagem e pago a importância devida aos emolumentos.
2. Cálculo da média do Curso: C=
i i ip
c
p
, onde C é a classificação final, pi é o peso de cada cadeira e ci é a respectiva classificação.
O valor de C é arredondado às unidades.
3. De acordo do Dec-Lei nº-42/2005 de 22 de Fevereiro artigo 17º, às classificações finais do Curso será associada uma menção qualitativa com 4 classes:
a) 10 a 13 valores - Suficiente b) 14 a 15 valores - Bom c) 16 e 17 valores - Muito Bom d) 18 a 20 valores - Excelente
4. Elementos que constam no Diploma: a) Nome; b) Filiação; c) Naturalidade; d) Identificação do Curso; e) Data de conclusão; f) Classificação final; g) Informação final.
5. O prazo de emissão do Diploma e seu Suplemento será 1 mês após a conclusão do curso.
CARTA DE CURSO
Cursos de Pós-Licenciatura em Enfermagem
1. Aos alunos aprovados em todas as disciplinas e respectivos estágios constantes no Plano de Estudos será concedida a respectiva Carta de Curso, depois do aluno ter solicitado a sua passagem e pago a importância devida aos emolumentos.
2. Elementos que constam na Carta de Curso: a) Nome; b) Filiação; c) Naturalidade; d) Identificação do Curso; e) Data de conclusão; f) Classificação final; g) Grau que confere; h) Informação final.
3. O prazo de emissão da Carta de Curso será de 1 mês após a conclusão do curso.
CAPÍTULO VII PROPINAS E EMOLUMENTOS
Artigo 23º
1. As propinas e as taxas de emolumentos são afixadas até início do período das matrículas e a respectiva tabela vigora no ano escolar.
2. Da tabela constará as propinas, matrícula e inscrição, provas de exames de recurso ou para melhoria da classificação e as taxas de emolumentos relativos a certidões e Carta de Curso 3. Os alunos pagam propinas somente quando estão
matriculados no Curso, se frequentarem disciplinas isoladas, pagam por cada disciplina.
Artigo 24º
1. A matrícula é paga, por uma só vez, no acto da matrícula.
2. A inscrição é paga semestralmente no momento da confirmação das disciplinas em que o aluno se inscreve no respectivo semestre.
3. A propina, estabelecida num valor unitário para o ano lectivo, corresponde ao período de Setembro a Julho, inclusive, e será liquidada mensalmente.
Artigo 25º
Durante os estágios será disponibilizado tempo ao aluno para preceder ao pagamento da propina.
Artigo 26º
O não pagamento atempado da propina de frequência, dará lugar ao agravamento do seu valor.
Artigo 27º
Em caso de desistência ou de perda de inscrição, não serão devolvidas quaisquer importâncias pagas aos alunos.
CAPÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES FINAIS
Artigo 28
1. As dúvidas suscitadas na interpretação e aplicação deste regulamento serão resolvidas pelo Presidente do Conselho Directivo, ouvidos os órgãos competentes, quando for o caso disso.