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Atualizado em 05/2011.

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Academic year: 2021

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Aluno: Maurício Ventura Mazzi

Título: "Caracterização funcional e estrutural de uma metaloprotease hemorrágica isoalda da peçonha de Bothrops jararacussu"

Orientador: Profª. Dra. Suely Vilela Data da Defesa: 19/08/2005

RESUMO

Mazzi, M. V. Caracterização funcional e estrutural de uma metaloprotease hemorrágica isoalda da peçonha de Bothrops jararacussu. 2005. 142 p. Tese (Doutorado)-Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.

Neste trabalho descrevemos o isolamento, a caracterização funcional e estrutural de uma metaloprotease hemorrágica, denominada BjussuMP-I. A proteína foi isolada da peçonha de Bothrops jararacussu por combinação de dois passos cromatográficos, utilizando filtração molecular em Sephacryl S-200, equilibrada em tampão Tris-HCl (0,01 M, pH 7,0) seguida de cromatografia de interação hidrofóbica em Phenyl-Sepharose CL-4B, equilibrada em tampão Tris-HCl (0,01 M, pH 7,6 mais NaCl 4 M) e eluída com gradiente de NaCl (4-0 M) a 25°C no mesmo tampão. BjussuMP-I é uma proteína com massa molecular de 60 kDa e pI ≅ 5,6, a qual induziu hemorragia após injeção intradérmica em camundongos, com uma dose hemorrágica mínima (DHM) de 4,5 μg. A atividade hemorrágica da BjussuMP-I foi totalmente inibida após incubação com um agente quelante (EDTA), confirmando a dependência de metal da enzima para esse efeito. BjussuMP-I possui atividade proteolítica sobre a caseína e fibrinogênio e nenhum efeito sobre a gelatina. Por outro lado, demonstrou alta especificidade pela cadeia α do fibrinogênio enquanto que a cadeia β somente foi hidrolisada na presença de altas concentrações da metaloprotease. A protease foi ativa sobre o fibrinogênio em pH neutro e alcalino e inativada a 75 °C. A dependência de metal da enzima foi demonstrada pela inibição exercida por EDTA, EGTA e 1,10 fenantrolina. Verificou-se uma inibição parcial pelo β-mercaptoetanol e PMSF, enquanto que leupeptina e aprotinina não afetaram a atividade fibrinogenolítica. A enzima foi ativada na presença de íons Ca++ e Mg++, sendo inibida por Mn++, Fe++, Zn++, Co++ e Ni++. Além disso, baixas concentrações da enzima produziram lise no coágulo de fibrina. BjussuMP-I também demonstrou inibição da agregação plaquetária induzida por colágeno e ADP e atividade bactericida sobre Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Verificou-se que as atividades hemorrágica e proteolítica da BjussuMP-I foram neutralizadas pelo

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Palavras-chave: 1. Metaloprotease. 2. Atividade hemorrágica e proteolítica. 3. Peçonha de serpentes. 4. Bothrops jararacussu.

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Aluno: Jocivânia Oliveira da Silva

Título: "Isolamento e identificação de componentes antibotrópicos ‘Pentaclethara macroloba’ W. (mimosaceae)"

Orientador: Profª. Dra. Suely Vilela Data da Defesa: 19/08/2005

RESUMO

Em quase todas as localidades do mundo, onde acidentes ofídicos ocorrem, numerosas espécies de plantas são usadas pela medicina popular para tratar os efeitos de picadas de serpentes. Os habitantes da região Amazônica fazem uso, entre outros, da casca macerada de uma planta denominada “Pracaxi” (Pentaclethra macroloba W.), aplicada sob a forma de emplastros no local da picada, para combater os efeitos do envenenamento. A serpente Bothrops atrox é a espécie responsável pela maioria de acidentes ofídicos nesta região. Com base nestes conhecimentos, estudou-se a ação do extrato aquoso de Pentaclethra macroloba W. (EPEMA) e de suas frações, sobre os efeitos tóxicos produzidos pelo veneno de Bothrops atrox. O EPEMA inibiu significamente a hemorragia e não produziu efeito sobre as outras atividades testadas. O extrato foi submetido a uma partição com solventes e os compostos obtidos foram posteriormente fracionados em Sephadex LH 20. As atividades das frações obtidas foram constantemente acompanhadas para avaliação dos efeitos destas sobre o veneno. A fração SF3, obtida a partir da FBu1, inibiu totalmente a hemorragia nos camundongos e foi selecionada para purificação em CLAE, resultando em 2 outras frações: a SF3A e a SF3B. Estas, na concentração de 25,6 mg/ Kg, inibiram 100% a hemorragia, sendo selecionadas para a elucidação estrutural por métodos espectrofotométricos. As amostras foram identificadas como duas saponinas triterpenóides. A estrutura da fração SF3A foi 3β-O-{[O-β-D-glicopiranosil-(1→2)-O-β- D-glicopiranosil-(1→4)-O-β-D-glicopiranosil-(1→3)-O-α-L-raminopiranosil-(1→2)]-[O-β-D-glicopiranosil-(1→3)-O-β-D-glicopiranosil-(1→4)]}-α-L-arabinopiranosilederagenina e a da SF3B foi 3β-O-{[O-β-D-glicopiranosil-(1→2)-O-β-D-glicopiranosil-(1→4)-O-β-D- glicopiranosil-(1→3)-O-α-L-raminopiranosil-(1→2)]-[O-β-D-glicopiranosil-(1→3)-O-β-D-glicopiranosil-(1→4)]}- ácido α-L-arabinopiranosiloleanólico. Com isso, concluímos que as frações isoladas da Pentaclethra macroloba constituem importantes compostos bioativos com atividade anti-hemorrágica, que poderão ser utilizadas, associadas ao

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Aluno: Giuliano Rodrigo Barissa

Título: "PK-PD e inversão quiral do fenoprofeno: estudos experimentais e estudos clínicos com pacientes portadores de Lupus eritematoso sistêmico"

Orientador: Profª. Dra. Vera Lúcia Lanchote Data da Defesa: 10/05/2005

RESUMO

O fenoprofeno é um antiinflamatório não esteroidal empregado na clínica como mistura racêmica apesar da atividade farmacológica (inibição da COX-1 e COX-2) residir principalmente no enantiômero (+)-(S). O objetivo da presente investigação foi avaliar a influência do Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) na farmacocinética enantiosseletiva e na farmacodinâmica do fenoprofeno administrado como mistura racêmica. Foram investigados 17 pacientes portadores de LES e 13 voluntários sadios tratados com dose única oral de 600 mg do fenoprofeno cálcico racêmico. Amostras seriadas de sangue foram coletadas no período de zero a 24 h após a dose analisadas por HPLC com o uso de coluna com fase estacionária quiral. A análise farmacocinética do eutômero (+)-(S)-fenoprofeno foi realizada através de metodologias compartimental (WinNonlin) e populacional (NONMEM). A análise farmacodinâmica foi realizada através do modelo Emax Sigmoidal Inibitório utilizando-se como biomarcadores de efeito a trombosana B2 sérica e a prostaglandina B2 plasmática. Adicionalmente, foram realizados ensaios in vitro e in vivo em modelo animal com o objetivo de se obter um modelo pré-clínico preditivo de efeito do antiinflamatório em humanos. Não foram encontradas diferenças nas estimativas dos principais parâmetros farmacocinéticos entre o grupo de voluntários sadios e de pacientes portadores de LES. A aplicação do modelo Emax Sigmoidal Inibitório na avaliação da relação entre as concentrações de (+)-(S)-fenoprofeno e dos marcadores de efeito, sugere diferenças in vivo entre ratos e voluntários sadios e diferenças in vivo entre voluntários sadios e pacientes portadores de LES na atividade de COX-1. Em relação à inibição da COX-2 não foram observadas diferenças inter-espécies ou diferenças entre voluntários sadios e pacientes portadores de LES. Os dados sugerem o rato como um modelo experimental conveniente para a avaliação da inibição de COX-2 pelo (+)-(S)-fenoprofeno fazendo-se desnecessário a utilização de ajuste de doses.

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Aluno: Wilson Roberto Malfará

Título: "Estudo da correlação dose/concentração plasmática e de alterações bioquímicas, hematológicas, hemostáticas e histopatológicas induzidas pela rifampicina, ofloxacina e minociclina, em ratos Wistar"

Orientador: Profª. Dra. Regina Helena Costa Queiroz Data da Defesa: 06/04/2005

RESUMO

Malfará, W.R. Estudo da correlação dose/concentração plasmática e de alterações bioquímicas, hematológicas, hemostáticas e histopatológicas induzidas pela rifampicina, ofloxacina e minociclina, em ratos Wistar. 2005. 209 f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2005.

A hanseníase, doença crônica, granulomatosa, infecto-contagiosa, transmitida pelo Mycobacterium leprae, ainda se mantém prevalente nos dias atuais, principalmente em países subdesenvolvidos. A OMS propôs aos países endêmicos um novo esquema terapêutico alternativo para pacientes com hanseníase paucibacilar com lesão única, que vem sendo implantado gradativamente no Brasil, constituindo-se da administração de rifampicina (600mg), ofloxacina (400mg) e minociclina (100mg), em dose única. Sendo uma estratégia recente, estudos são necessários para se avaliar a toxicidade principalmente na associação medicamentosa dos fármacos. O objetivo deste trabalho foi investigar a correlação dose/concentração plasmática versus alterações bioquímicas, hematológicas, hemostáticas e histopatológicas da administração da rifampicina, ofloxacina e minociclina a ratos machos Wistar, em regime de dose única e múltiplas em monoterapia e na associação medicamentosa. Após a administração intraperitoneal dos fármacos nos animais, foi determinada a concentração plasmática por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), e avaliação dos parâmetros bioquímicos, hematológicos, hemostáticos e histopatológicos. A rifampicina e ofloxacina sofreram um aumento na concentração plasmática em esquema de dose única quando administradas associadas, e a minociclina uma redução. Em esquema de doses múltiplas, a rifampicina sofreu redução na concentração plasmática, a ofloxacina aumento, e a minociclina não sofreu alteração significativa, provavelmente por interferências em processos farmacocinéticos. Na análise bioquímica concluímos que houve alteração hepática e renal nos animais que receberam a rifampicina e o esquema ROM em dose única, fato

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Palavras-chave: Esquema ROM. Rifampicina. Concentração plasmática. Alterações hepáticas, renais, hematológicas e histopatológicas. .

Referências

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