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INTENÇÃO E VALORES DE UM RECURSO COMPUTACIONAL UTILIZADO PARA O ENSINO DO PROCESSO DE RACIOCÍNIO PARA O DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM 1

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INTENÇÃO E VALORES DE UM RECURSO COMPUTACIONAL

UTILIZADO PARA O ENSINO DO PROCESSO DE RACIOCÍNIO

PARA O DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM

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SILVA, Carla Luiza da – UEPG - PUCPR [email protected]

MORENO, Fabiane Novais – PUCPR [email protected]

Eixo Temático: Educação e Saúde Agência Financiadora: CNPq

Resumo

A informática em enfermagem é uma área em desenvolvimento e, nesta perspectiva, tem uma demanda para a busca de novos conhecimentos e suas aplicações. As inovações tecnológicas podem potencializar o desenvolvimento do raciocínio do estudante para o diagnóstico de enfermagem por meio da prática diária de estudos clínicos. O objetivo desta pesquisa foi analisar a intenção e os valores inseridos na inclusão de uma tecnologia computacional para auxílio ao ensino do processo para o raciocínio do diagnóstico de enfermagem. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, que teve como participantes seis docentes de uma Escola de Enfermagem de uma Instituição Filantrópica, localizada na capital do Estado do Paraná. Os docentes foram submetidos a uma entrevista aberta e seus discursos foram submetidos à análise de discurso. Das falas emergiram nove subcategorias interpretativas sobre a utilização desta ferramenta computacional, sendo cinco relacionadas à categoria intenção: facilitador de processo de raciocínio clínico, autoavaliação e avaliação do aluno, reflexão sobre a prática, facilitador do ensino-aprendizagem e indutor de mudança; e quatro subcategorias à categoria valores: utilidade na prática assistencial, inovação, aprendizagem e capacitação contínua. Considera-se importante a inserção de um sistema computacional para auxiliar o processo ensino-aprendizagem e para o desenvolvimento do pensamento e raciocínio clínico. A ferramenta permite que o aluno realize autoavaliação no momento da realização do exercício e que o professor verifique lacunas existentes no ensino e no aprendizado do aluno. Outro ponto salientado é a renovação contínua dos recursos computacionais, sendo que as instituições devem proporcionar capacitação contínua aos seus profissionais.

1Resultado parcial de pesquisa intitulada “Avaliação de um sistema computacional para o auxílio diagnóstico

individual e coletivo com uso da CIPE® / CIPESC®”, financiada pelo Edital Universal MCT/CNPq no 14/2009.

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Palavras-chave: Educação em Enfermagem. Informática em Enfermagem. Diagnóstico de Enfermagem.

Introdução

A Informática em Enfermagem é uma área de conhecimento com mais de 30 anos de aplicação e desenvolvimento no Brasil. Porém, para muitos profissionais em nossa realidade trata-se de uma área desconhecida e para outros, representa grande perspectiva de atuação e crescimento, utilizando seus recursos e produtos, quer seja como auxílio para o dia-a-dia na prática e no cuidado direto ao paciente, quer seja na realização de pesquisas, no ensino, como um instrumento a mais para estimular alunos e pacientes, na busca de informações com qualidade (MARIN e CUNHA, 2006).

A utilização de computadores na Enfermagem, principalmente pelo enfermeiro teve início nos hospitais, na década de 1950. No início, o interesse era pela capacidade do

hardware e software. Hoje, a preocupação concentra-se nos recursos computacionais e sua

aplicabilidade, de forma a trazer vantagens e melhoria na atuação no cuidado prestado pelo profissional em qualquer área de especialidade (MARIN e CUNHA, 2006).

A atuação do enfermeiro é muito ampla, podendo ser aplicada em várias áreas no domínio da saúde. Para que seu cuidado seja efetivo e realizado com qualidade, o enfermeiro necessita realizar o planejamento do cuidado de forma sistematizada, por meio do Processo de Enfermagem (PE), que engloba cinco fases. Dentre elas, o diagnóstico de enfermagem (DE), é uma das fases mais complexa, pois é neste momento que o enfermeiro analisará os dados coletados, traçará conclusões e determinará as condutas de tratamento para melhorar o estado de saúde-doença (ALFARO-LEFEVRE, 2010).

Para que este profissional consiga exercer esta habilidade, ele necessita: conhecer as teorias de enfermagem; possuir um julgamento clínico adequado a cada cuidado; além de ter capacidade técnica, intelectual, cognitiva e interpessoal. Para sua utilização e desenvolvimento destas capacidades, é compreensível que estas sejam desenvolvidas a partir da vivência acadêmica da graduação, ao longo de sua formação teórica e prática (LEADEBAL, FONTES e SILVA, 2010).

O desenvolvimento do raciocínio diagnóstico voltado à enfermagem trata os problemas clínicos na perspectiva da ciência da enfermagem, focalizando respostas humanas a processos de saúde e doença nos diferentes ciclos de vida. Individualmente, monitora as

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reações do paciente aos tratamentos clínicos e, também, o impacto dos problemas clínicos e das mudanças na vida diária sobre a sensação de bem-estar do indivíduo (ALFARO-LEFEVRE, 2010).

Atualmente, são utilizadas taxonomias para denominar os DE, entre elas, a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®). Esta classificação faz uso de recursos computacionais, tanto para sua aplicação como para seu desenvolvimento.

A CIPE® funciona como sistema dinâmico, acompanhando as frequentes mudanças nos cuidados de saúde sujeitas aos seus próprios contextos e desenvolvimentos independentes de forças políticas, econômicas e sociais que influenciem de forma direta ou indireta a vida de indivíduos e comunidades no mundo inteiro (ICN, 2009).

Para que o processo de raciocínio clínico ocorra, em conjunto com o uso de sistemas classificatórios, durante a formação de futuros enfermeiros, os professores devem incluir estes dois aspectos do conhecimento aos seus métodos de ensino. Entretanto, eles necessitam ser ancorados em princípios, ações e, principalmente, nos desafios frente a uma diferente forma de ensinar que se utiliza de tecnologias como instrumento educacional, mediadoras do processo ensino-aprendizagem (PERES, MEIRA, e LEITE,2007; COGO, et al, 2009).

Importante ressaltar que, neste processo, a tecnologia enquanto equipamento de um método de trabalho, auxilia o desenvolvimento do processo de raciocínio do aluno, pois este o conteúdo poderá ser compreendido e transmitido de uma forma que todos estejam envolvidos no processo de raciocínio (NIETSCHE, 2003).

As tecnologias computacionais podem apoiar, ajudar, desafiar e até mesmo provocar e incentivar os alunos a desenvolver criatividade, criticidade, autonomia de pensamento e curiosidade (PERES, MEIRA, e LEITE,2007; COGO, et al, 2009).

Neste contexto, saber ensinar não é apenas transmitir conhecimento, mas criar possibilidades para a própria construção ou produção do mesmo (COGO, et al, 2010). A tecnologia vem para auxiliar esta construção, fazendo com que o professor e aluno aprendam simultaneamente.

Nesta perspectiva, foi elaborado, no ano de 2009, por alunos de Bacharelado em Sistemas de Informação, um protótipo para auxiliar o aprendizado do raciocínio diagnóstico individual e coletivo. Este protótipo está sendo aplicado e avaliado, para posterior uso na prática pedagógica. Este sistema é objeto de pesquisa de um projeto denominado “Avaliação de um sistema computacional para o auxílio diagnóstico individual e coletivo com uso da

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CIPE® / CIPESC®”, do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia em Saúde (PPGTS), da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Este manuscrito apresenta os resultados de um subprojeto da pesquisa anteriormente citada, e possui a seguinte questão norteadora: “Qual a intenção e os valores inseridos num recurso computacional de auxílio ao ensino do processo de raciocínio diagnóstico”?

Objetivos Geral:

Analisar a intenção e os valores inseridos na inclusão de tecnologia computacional de auxílio ao ensino do processo de raciocínio diagnóstico.

Método

Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, tendo como cenário uma Escola de Enfermagem de uma Instituição Filantrópica, localizada na capital do Estado do Paraná. Os sujeitos de pesquisa foram seis docentes selecionados pelos seguintes critérios de inclusão: lecionarem disciplinas de prática clínica ou estágio supervisionado, tanto na área hospitalar como na saúde coletiva, por um período superior a três anos; e que fossem mestres ou doutores na área de enfermagem ou da educação. Os critérios de exclusão do trabalho foram docentes que tivessem duplo vínculo empregatício em instituições e que tivessem um período de trabalho inferior a três anos.

Aos participantes, individualmente, foi apresentado o protótipo do sistema, acompanhado de uma breve explicação de cada uma de suas fases. A coleta de dados foi realizada por meio de formulário aberto, composto por questões que abordavam aspectos relacionados à intenção e os valores incluídos na ferramenta pedagógica.

A organização dos dados se deu mediante a transcrição literal das entrevistas, com posterior limpeza. As falas foram organizadas por Temas e Figuras, com extração das Frases Temáticas e, posteriormente das subcategorias interpretativas. A análise dos dados foi realizada mediante ao conteúdo e contexto, usando análise de discurso (CAR E BERTOLOZZI, 1999). As categorias de análise foram: a Intenção da Ferramenta Computacional e os Valores inseridos na Ferramenta Computacional.

Antes do início da entrevista, foi entregue aos participantes o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A pesquisa que originou este artigo foi aprovada pelo

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Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, sob parecer no 3309/2009, atendendo a Resolução N° 196/96, do Conselho Nacional de Saúde.

Resultado e Discussão

Participaram da pesquisa docentes que atuam em disciplinas de Cuidados ao Adulto no Processo Saúde/Doença Clínico e Cirúrgico; Saúde da Família e Estágio Supervisionado no Cuidado em Enfermagem em Serviço de Saúde. Estas disciplinas estão inseridas a partir do quarto período da graduação do curso de enfermagem.

As entrevistas tiveram em média 45 minutos de duração. Após transcrição e limpeza dos dados verbais, foram extraídos 50 temas, os quais foram divididos em duas grandes categorias analíticas: a Intenção da ferramenta computacional e os Valores inseridos na mesma, sendo que estes 50 temas foram agrupados em nove subcategorias interpretativas, sendo cinco relacionadas a Intenção e quatro a Valores.

Quando relacionado à ferramenta computacional com as intenções inerentes a esta ferramenta, os professores colocam este sistema como um facilitador de processo de

raciocínio clínico, concluindo que o sistema vem como auxílio no sentido de organizar,

facilitar, desenvolver e aperfeiçoar o raciocínio do aluno, bem como apontam que na prática de estágio, o campo não disponibiliza aos enfermeiros este tipo de ferramenta.

Os professores referem dificuldade no ensino do raciocínio, por entender que isso faz parte do desenvolvimento do aluno. Neste caso, a ferramenta pode expor uma dificuldade e o aluno tem possibilidade de exercitar um caso clínico e aprender com seus erros. Estes pontos podem ser verificados na seguinte fala: “Acho que o raciocínio diagnóstico não é uma coisa

fácil do aluno fazer, mas a ferramenta dá essa possibilidade....de facilitar esse raciocínio”.

Na atuação profissional, a condução do raciocínio clínico é um grande desafio no ensino da enfermagem e o exercício deste processo durante a graduação permite estreitar possibilidades de erros (CRUZ e PIMENTA, 1999). Pois, ao oferecer exercícios para o aluno, este tem a chance de desenvolver o raciocínio clínico e adquirir conhecimentos para interpretar dados coletados, tendo como referencial os diagnósticos de enfermagem (CRUZ e PIMENTA, 1999).

Outra subcategoria emergida dos discursos é a possibilidade de autoavaliação e

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concomitantemente, desta forma faz uma autoavaliação sobre o seu raciocínio. Por outro lado, o professor verifica se o aluno conseguiu realizar a tarefa e os exercícios após o término do conteúdo proposto.

Alguns professores colocaram que: “Se o aluno conseguir se autoavaliar, consegue

reestruturar o seu conhecimento ou sua reflexão, faz uma análise crítica disso e faz uma nova proposta de ensino, seu próprio ensino”. Portanto, este instrumento pode oferecer aos alunos

a percepção de seu desenvolvimento ao possibilitar autoavaliação, bem como ao professor a avaliação do que o aluno aprendeu.

A avaliação deve ocorrer ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem, bem como, ser considerada um dos principais processos de aprendizagem, pois este elemento permite que professores e alunos percebam o quanto foi apreendido e verificar qual a lacuna existente para a verificação do ensino, do aprendizado e da própria avaliação (BOTH, 2005).

Em relação à reflexão sobre a prática alguns professores relatam que os enfermeiros que estão na prática comumente não utilizam todas as etapas do processo de enfermagem, mas com a utilização de uma ferramenta poderá ocorrer uma interação bem como um ganho para os hospitais universitários; como também a ferramenta possibilita enxergar o pensamento e decodificá-lo relacionando-o com o ensino, a educação continuada e com o processo de aprendizagem. Este elemento é verificado em relação a primeira frase na seguinte frase temática: “Se bem que você percebe que às vezes essas etapas não se têm, mas com uma

ferramenta facilitadora dessa, acho que esta interação do enfermeiro seria muito diferente”;

já em relação a segunda, concluímos que é necessário fazer uma reflexão teórica da diferença entre os conceitos básicos inclusos no processo de raciocínio diagnóstico para se chegar a um consenso. Portanto, antes de iniciar o ensino que utilize algo novo, é necessário que ocorra uma discussão com os envolvidos: “Acho que a gente tinha que primeiro fazer um estudo

teórico ou uma reflexão teórica da diferença entre esses conceitos”.

Verificou outra subcategoria em relação a ferramenta que ela é um facilitador do

ensino-aprendizagem foi relatada a partir do momento em que os professores percebem a

informação decodificada: “A informação da forma como é trazida, decodificada e oferecida,

acho que pode ser uma ferramenta muito boa, muito facilitadora do nosso processo”, pois ela

facilitaria o uso da ferramenta para o ensino, auxiliando no desenvolvimento de todo o processo de raciocínio.

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Os docentes levantam, também, que a ferramenta não deverá incluir todo o conteúdo ao aluno, pois desta forma ele não desenvolverá todo o processo de raciocínio: “Ela também

pode ser dificultadora no sentido de que muitas vezes temos que nos enquadrar na ferramenta. Então às vezes ela funciona como uma camisa de força”. Desta forma, o aluno

deve ser capaz de construir sua forma de pensar, assim elaborará o diagnóstico e as intervenções condizentes a ele.

O conhecimento progressivo e cumulativo deve ancorar o aprendizado do aluno, pois por meio da utilização de situações de complexidade crescente é que o raciocínio clínico será incorporado (ALMEIDA, 2004). Para tal, o ensino não deve ser somente baseado na memorização, mas sim em um conhecimento fundamentado com certo grau de memorização, mas acima de tudo, com reflexão e criticidade (ALMEIDA, 2004).

A ferramenta como indutor de mudança foi identificada como uma transformação na forma de ensinar podendo levar o aluno a usar o sistema para aprender e se divertir: “Já está

no sistema e ele usa do sistema tanto para se divertir como para estudar”.

Por outro lado, alguns professores colocam que ao se utilizar algo diferenciado, faz-se necessário que ocorra uma discussão posterior, pois mesmo facilitando o seu trabalho, é premente a realização de uma avaliação do impacto na modificação da forma de ensinar:

“Depois para usar realmente no ensino a gente tem que fazer esta discussão”.

Recursos tecnológicos, como ferramentas pedagógicas a disposição de professores e alunos, constituem-se em valiosos agentes de mudanças para o avanço da qualidade do processo ensino-aprendizagem (SILVA, 2003). Mediante isto, professores devem avaliar continuamente novas tecnologias que estimulem a construção criativa e a capacidade de reflexão e também que favoreçam o desenvolvimento da capacidade intelectual de seus alunos (SILVA, 2003).

Já em relação aos valores inseridos na ferramenta computacional testada por estes professores, estes destacam que é uma utilidade na prática assistencial, pois veem a possibilidade de uso do sistema na prática dos enfermeiros, o que resultaria em incremento para evolução e qualidade do processo de enfermagem.

Uma das formas da ferramenta ser introduzida na prática de campo é adequá-la para tal tendo-a disponibilizada para os profissionais de campo mostrando assim diferentes possibilidades em relação ao que os mesmos estão utilizando. Desta forma, a ferramenta

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agregaria valor à prática: “Se for para agregar valor e qualidade a nossa prática, tem que ir

para o campo, até para não ficar só aqui dentro”.

A enfermagem adotando ferramentas computacionais no desenvolvimento do seu trabalho deve se beneficiar para favorecer o acesso às informações dos pacientes, o gerenciamento do cuidado e na administração do seu tempo trabalho, já que é através da gestão do conhecimento que agregará valor a este (RODRÍGUEZA, GUANILOB, FERNANDESC E CANDUNDOD, 2008).

A inovação é percebida pelos estes professores devido a poucos instrumentos informatizados relacionados a métodos de ensino. Portanto esta ferramenta vem estimular a busca de novas metodologias: “Acho que é uma relação de estímulo e de incentivo a busca de

um novo conhecimento das novas metodologias”. Já em outra fala, encontramos que o uso de

tecnologias isto trará inovação para a prática profissional: “O implícito talvez fosse de

aproximar a prática, a nossa prática profissional com a tecnologia mais desenvolvida, que no primeiro momento a gente não percebe”.

A introdução de recursos computacionais na área da enfermagem envolve uma mudança em todo o processo de trabalho desta área, trazendo novas oportunidades e novos desafios para a prática profissional, renovando desta forma sua atuação assistencial (MARIN e CUNHA 2006).

No que diz respeito à aprendizagem, professores relataram que a ferramenta se tornará útil para o ensino-aprendizagem do raciocínio clínico devido a sequência das telas apresentadas neste instrumento, pois desta forma o professor conseguirá verificar tanto o seu aprendizado como também o do aluno, o que está demonstrado na fala: “Acho que o

instrumento vai propiciar uma qualidade no aprendizado para o nosso aluno”.

Também foi abordada a temática da ferramenta não substituir leituras diárias que os alunos devem realizar, mas ela vem potencializar o estudo e possibilitar a identificação dos alunos que realmente estão realizando os exercícios práticos inseridos pelos professores na ferramenta: “A ferramenta nesse sentido, não que ela vá substituir leituras prévias. Ela não

substitui, mas com certeza potencializa, chama mais atenção para que o aluno execute esse ato de ter um estudo um pouquinho mais rotineiro”.

Para o processo do ensino-aprendizagem seja efetivo, os alunos devem aprimorar os conhecimentos e desenvolver habilidades observando, analisando os assuntos abordados, ou seja, deve procurar apreender utilizando-se de vários recursos pedagógicos como as aulas

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expositivas, as discussões de casos clínicos, utilização de recursos computacionais e não deixar de lado as literaturas (AMANTE et al, 2010).

Outro ponto destacado pelos professores está relacionado à capacitação contínua, que tem a necessidade de um suporte institucional para que todos os envolvidos na utilização deste recurso computacional tenham a possibilidade de enriquecer seu conhecimento, como se pode verificar na fala: “Tem que haver um bom treinamento, uma boa educação continuada,

permanente, para esses profissionais e para os alunos da graduação”.

A necessidade de apoio técnico e pedagógico na utilização de recursos tecnológicos instiga a curiosidade e motiva a constante renovação e recapacitação de todos os que estão envolvidos direta ou indiretamente no uso de ferramentas computacionais (PERES, MEIRA, e LEITE, 2007; COGO et al, 2009).

Finalizando, percebe-se que utilização de recursos computacionais como instrumento efetivo no processo ensino-aprendizagem vem se confirmando ao longo dos últimos tempos. Portanto, é necessário encarar a realidade das novas tecnologias e entender que essa nova fase permite a utilização desses recursos para apoiar e estimular o processo ensino-aprendizagem (LOPES et al, 2011).

Conclusão

Ao longo deste trabalho verificou-se a importância da inserção de um sistema computacional para auxiliar o processo ensino-aprendizagem. A ferramenta vem ajudar na construção do pensamento e do desenvolvimento do raciocínio clínico, permitindo ao aluno realizar autoavaliação no momento da realização do exercício, concomitantemente o professor consegue verificar lacunas existentes no ensino e no aprendizado do aluno.

Também foi considerada importante a utilização de recursos computacionais na prática profissional dando qualidade ao processo de enfermagem e, consequentemente, na assistência de enfermagem.

Outro ponto salientado é a renovação contínua dos recursos computacionais. Devido a isso as instituições devem proporcionar aos seus profissionais capacitação contínua para que ocorra com qualidade o processo ensino-aprendizagem bem como a prática profissional.

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REFERÊNCIAS

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