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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.50 número3

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2004; 50(3): 229-51 248

C

omentário

SÍNDROME

DO

INTESTINO

CURTO

NA

CRIANÇA

TRATAMENTO

COM

NUTRIÇÃO

PARENTERAL

DOMICILIAR

Várias doenças congênitas e adquiridas podem levar à necessidade de ampla ressecção cirúrgica do intestino delgado, provocando má absorção de nutrientes e caracterizando a síndrome do intestino curto (SIC). Tal situação sempre foi muito temida pelo mau prognósti-co, principalmente e anteriormente à utilização da terapia nutricional parenteral domiciliar.

O artigo publicado nesta edição, pág. 330, é de grande importância no conhecimento desta síndrome, já que faz uma descrição completa da conduta terapêutica clínica hospi-talar, complicações e terapia nutricional parenteral domiciliar. Outra parte importante do artigo é a descrição da experiência do autor, com uma casuística significativa e com-parável a outras análises em grandes serviços de cirurgia pediátrica da Europa e dos Estados Unidos da América.

Alguns aspectos devem ser enfatizados na terapêutica e evolução da SIC que estão longe da resolução, apresentando várias situa-ções que necessitam maior esclarecimento para minimizar a letalidade e morbidade da síndrome (elevada na casuística apre sen-tada). A terapia nutricional domiciliar melho-ra o estado nutricional dos pacientes, tmelho-razen- trazen-do qualidade de vida para a criança e tranqüi-lizando algumas expectativas dos familiares, até que o intestino apresente seu processo adaptativo caracterizado por: hiperplasia mucosa, alongamento das vilosidades, au-mento e aprofundaau-mento das criptas e dila-tação das alças intestinais. As complicações infecciosas relacionadas ao cateter venoso são muito temidas, mas podem ser reduzidas quando os cuidados domiciliares são adequa-dos comparativamente à utilização hospitalar.

Com a modernização das soluções e das vias de administração, as complicações metabólicas e mecânicas diminuíram significa -tivamente.

Nos casos de má evolução, com gran-de sofrimento do paciente, há neces si-dade de orientação contínua dos familiares sobre as múltiplas complicações e fre-qüentes reinternações.

A terapêutica medicamentosa vem sendo utilizada mais recentemente com hormônio do crescimento, glutamina e outras subs -tâncias como o peptídeo II semelhante ao glucagon (GLP-II), que parece ser promis-sor no estímulo à hiperplasia e hiper trofia da mucosa, facilitando a introdução e aproveitamento de nutrientes da terapia nutri -cional enteral.

ARTUR FIGUEIREDO DELGADO

De Marchi – "O tocador de berrante" – Galeria Jacques Ardies – Tel.: (11) 3884-2916

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