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LAUDO PERICIAL DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

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Academic year: 2021

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GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

LAUDO PERICIAL

DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

SESMT – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE

SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO

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2 1 IDENTIFICAÇÃO

Nome: Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia – SESAU-RO.

Setor: SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho

CNPJ: 04.287.520/0001-88

CNAE Principal: 86.60-7-00 – Atividades de apoio à Gestão de Saúde Grau de Risco 01 CNAE Secundário: Grau de Risco 03

8610-1/01 ATIVIDADES DE ATENDIMENTO HOSPITALAR, EXCETO PRONTO-SOCORRO E UNIDADES PARA ATENDIMENTO A

URGÊNCIAS.

8610-1/02 ATIVIDADES DE ATENDIMENTO EM PRONTO-SOCORRO E UNIDADES HOSPITALARES PARA ATENDIMENTO A

URGÊNCIAS.

8630-5/01 ATIVIDADE MÉDICA AMBULATORIAL COM RECURSOS PARA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS.

8630-5/02 ATIVIDADE MÉDICA AMBULATORIAL COM RECURSOS PARA REALIZAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES.

8630-5/04 ATIVIDADE ODONTOLÓGICA.

8630-5/06 SERVIÇOS DE VACINAÇÃO E IMUNIZAÇÃO HUMANA.

8640-2/01 LABORATÓRIOS DE ANATOMIA PATOLÓGICA E CITOLÓGICA. 8640-2/02 LABORATÓRIOS CLÍNICOS.

8640-2/03 SERVIÇOS DE DIÁLISE E NEFROLOGIA. 8640-2/04 SERVIÇOS DE TOMOGRAFIA.

8640-2/05 SERVIÇOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM COM USO DE RADIAÇÃO IONIZANTE, EXCETO TOMOGRAFIA.

8640-2/07 SERVIÇOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM SEM USO DE RADIAÇÃO IONIZANTE, EXCETO RESSONÂNCIA

MAGNÉTICA.

8640-2/08 SERVIÇOS DE DIAGNÓSTICO POR REGISTRO GRÁFICO - ECG, EEG E OUTROS EXAMES ANÁLOGOS.

8640-2/09 SERVIÇOS DE DIAGNÓSTICO POR MÉTODOS ÓPTICOS - ENDOSCOPIA E OUTROS EXAMES ANÁLOGOS.

8640-2/99 ATIVIDADES DE SERVIÇOS DE COMPLEMENTAÇÃO DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA NÃO ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE.

Data do levantamento: 10/10/2021 a 15/10/2021 Laudo elaborado por:

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3 2 OBJETIVO

O objetivo deste laudo é reconhecer legalmente a percepção do adicional de insalubridade (NR –15) e periculosidade (NR – 16), por quem de direito (servidores) que laboram na SESAU-RO, incluindo as unidades de saúde que possuir o respectivo setor SESMT.

3 METODOLOGIA

Realizou-se inspeções nos ambientes onde são realizadas atividades pelos profissionais que laboram no setor SESMT, incluindo Unidades Estaduais de Saúde, setores administrativos, galpões, almoxarifados e demais espaços onde as atividades dos profissionais se fazem necessários.

A avaliação tem o sentido de analisar “in loco”, a organização do trabalho, os ambientes de trabalho e o processo produtivo; realizando entrevistas com servidores públicos, analisando e avaliando os riscos ambientais - visualmente, por instrumentos e de acordo com a fundamentação legal.

4 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL

Foram utilizadas as Consolidação das Leis do Trabalho - CLT art. 189 e 193; Lei de nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, regulamentada pela portaria MTb. Nº 3.214, de junho de 1978; Lei nº 7.369, de 20 de setembro de 1985, regulamentada pelo decreto nº 93.412, de 14 de outubro de 1986; legislação trabalhista referente a segurança e medicina do trabalho; Art. 244 da Constituição do Estado de Rondônia; Lei Complementar nº 068, de 9 de dezembro de 1992; Lei nº 1068 de 19 de abril de 2002 e Decreto nº 10.214 de 03 de dezembro de 2002 que regulamenta a concessão do adicional de insalubridade e periculosidade; e da Lei n° 2.165 de outubro de 2009, DO n° 1359 de 03 de novembro de 2009 que regulamenta a concessão de adicional de insalubridade e periculosidade.

Adotou-se como critério de fundamentação legal e científica:

a) as Normas Regulamentadoras expedidas através da Portaria MTB nº 3.214, de 08 de julho de 1978, especialmente a NR n°`4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT; NR n°5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA; NR n° 6 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI; NR n°7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO; NR n°9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA; NR nº13 – Caldeiras e Vasos de Pressão; NR nº 15 e seus anexos - Atividades Insalubres, agentes físicos, químicos e biológicos; NR nº 16 e seus anexos - Atividades Perigosas: explosivos, líquidos combustíveis, energia elétrica e radiações ionizantes; NR n° 17 – Ergonomia; NR n° 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis; NR n° 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho; NR nº 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde; b) Lei nº 6.514 de dezembro de 1977;

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d) Decreto nº 93.412/86 específico para Energia Elétrica; e) Portaria MTb n° 3393 de 1987, Anexo 03 – Radiações Ionizantes; f) Art. 16 da Lei n. 7.394/95 (técnicos de radiologia).

5 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, a Norma Regulamentadora nº 09, destaca que:

[...]9.1.5 Para efeito desta NR, consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.

9.1.5.1 Consideram-se agentes físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infrassom e o ultrassom.

9.1.5.2 Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.

9.1.5.3 Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. [...] (BRASIL, Ministério do Trabalho e Emprego 1978).

5.1 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

Atualmente instituído pela Portaria nº 1168/2018/SESAU-CRH, o SESMT possui como coordenação a nível estadual, SESMT Central, o qual realiza o planejamento, gestão e inspeções periódicas nas atividades de Segurança e Medicina do Trabalho nos SESMT das unidades de saúde estaduais.

A estrutura é formada pelas unidades do SESMT Norte - Porto Velho, SESMT Sul - Porto Velho, SESMT Cacoal e representações dos SESMT nas unidades de Saúde dos municípios de Buritis, Extrema e São Francisco do Guaporé. A equipe é composta por engenheiros de segurança do trabalho, médicos do trabalho, enfermeiras do trabalho, técnicos de segurança do trabalho e técnicos de enfermagem do trabalho.

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Cargo Descrição da atividade

Enfermeiro do Trabalho Atividades de médio, de relativa complexidade, envolvendo a assistência complementar a clientes e o desenvolvimento de ações de enfermagem sob supervisão e orientação do enfermeiro; Participar da equipe de enfermagem; Auxiliar no atendimento a pacientes nas unidades hospitalares e de saúde, sob supervisão; Orientar e revisar o autocuidado do cliente, em relação à alimentação e higiene pessoal; Executar a higienização ou preparação dos clientes para exames ou atos cirúrgicos; Cumprir as prescrições relativas aos clientes; Zelar pela limpeza, conservação e assepsia do material e do instrumental; Executar e providenciar a esterilização de salas e do instrumento adequado às intervenções programadas; Observar e registrar sinais e sintomas e informar a chefia imediata, assim como, o comportamento de clientes em relação a ingestão e excreção; Manter atualizado o prontuário dos pacientes; Verificar temperatura, pulso e respiração e registrar os resultados no prontuário; Ministrar oxigênio por sonda nasal com prescrição; Ministrar medicamentos, aplicar injeções e/ou imunizantes e fazer curativos; Participar dos cuidados de clientes monitorizados sob supervisão; Administrar soluções parenterais previstas; Alimentar, mediante sonda gástrica; Realizar sondagem vesical, enema e outras técnicas similares, sob supervisão; Orientar clientes em nível de ambulatório ou de internação a respeito das prescrições de rotina; Fazer orientação sanitária de indivíduos, em unidades de saúde; Colaborar com os enfermeiros nas atividades nas atividades de promoção e proteção específica da saúde; Executar outras tarefas correlatas.

Engenheiro de Segurança do Trabalho

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Médico do Trabalho Realizar consulta e atendimento médico, exames, levantar hipóteses diagnósticas, solicitar exames complementares, interpretar dados de exame clínico e complementares, diagnosticar estado de saúde de clientes, discutir diagnóstico, prognóstico e tratamento com clientes, responsáveis e familiares. Realizar atendimentos de urgência e emergência e visitas domiciliares. Planejar e prescrever tratamento aos clientes, praticar intervenções, receitar drogas, medicamentos e fitoterápicos. Realizar exames para admissão, retorno ao trabalho, periódicos, e demissão dos servidores em especial daqueles expostos a maior risco de acidentes de trabalho ou de doenças profissionais. Implementar medidas de segurança e proteção do trabalhador, promover campanhas de saúde e ações de controle de vetores e zoonoses. Elaborar e executar ações para promoção da saúde, prescrever medidas higiênico- dietéticas e ministrar tratamentos preventivos. Realizar os procedimentos de readaptação funcional instruindo a administração da Instituição para mudança de atividade do servidor. Participar juntamente com outros profissionais, da elaboração e execução de programas de proteção à saúde do trabalhador, analisando em conjunto os riscos, as condições de trabalho, os fatores de insalubridade, de fadiga e outros. Participar, conforme a política interna da Instituição, de projetos, cursos, eventos, comissões, convênios e programas de ensino, pesquisa e extensão. Elaborar relatórios e laudos técnicos em sua área de especialidade. Participar de programa de treinamento, quando convocado. Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e programas de informática. Executar outras tarefas compatíveis com as exigências para o exercício da função

Técnico em Enfermagem do Trabalho

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indivíduos, em unidades de saúde; Colaborar com os enfermeiros nas atividades nas atividades de promoção e proteção específica da saúde; Executar outras tarefas correlatas.

Técnico em Segurança do Trabalho

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5.2 LIMITE DE TOLERÂNCIA

De acordo com a norma regulamentadora NR 15, Limite de tolerância é a concentração máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador durante sua vida laboral.

Segundo a Lei nº 2165 de 28 de outubro de 2009 que dispõe sobre a concessão de adicional de insalubridade e periculosidade aos servidores da administração direta, das autarquias e fundações do Estado de Rondônia, os valores que o adicional insalubridade assume são: 10% do valor fixado em Lei para grau mínimo; 20% do valor fixado em Lei para grau médio; 30% do valor fixado em Lei para grau máximo, do valor fixado em Lei.

Porém a instituição/orgão deverá adotar medidas para minimizar a exposição dos trabalhadores a agentes insalubres e conservar o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância através de medidas administrativas, equipamentos de proteção coletiva e em último caso, cessada todas as outras possibilidades, a adoção do equipamento de proteção individual, respectivamente nesta ordem.

A caracterização do adicional de insalubridade é feita através de Laudo Técnico elaborado por Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho, devidamente habilitado.

CARACTERIZAÇÃO DA INSALUBRIDADE - Os serviços realizados pelos profissionais do SESMT são exercidos em todos os ambientes da unidade de saúde, cuja insalubridade varia em graduação na dependência: da hierarquização e complexidade da unidade de saúde (nível primário, secundário ou terciário); da unidade funcional do servidor (atendimento imediato, atendimento ambulatorial, internamento, apoio ao diagnóstico e terapia, apoio técnico); da função exercida pelo profissional e dos riscos de agravo à saúde, que podem ser variados e cumulativos. Além disso, caracteriza-se no SESMT o fator de circulação livre em todos os ambientes hospitalares, por características próprias da função.

As atividades e operações insalubres estão regulamentadas pela NR-15, a qual considera como atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem:

 Acima dos limites de tolerância previstos nos anexos nº s 1, 2, 3, 5, 8, 11 e 12;

 Nas atividades mencionadas nos anexos nº s 6, 13 e 14;

 Comprovadas através de laudo de inspeção no local de trabalho, constantes dos anexos nº s 7,9 e 10.

Os agentes: ruídos, calor, radiações não ionizantes, vibrações e umidade enquadram-se no grau médio; radiações ionizantes, ar comprimido e poeiras minerais enquadram-se no grau máximo. Os agentes químicos, conforme o caso ensejarão insalubridade mínima, média ou máxima. Os agentes biológicos somente ensejarão insalubridade média ou máxima.

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o principal para caracterização do adicional é o Biológico. A caracterização para percepção do adicional de insalubridade deve-se enquadrar no Anexo 14 da NR 15, aprovado pela portaria 12, de Novembro de 1979, publicado no diário oficial da União em 23/11/1979.

Insalubridade de Grau Máximo:

Trabalho ou operações, em contato permanente com:

- pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas, bem como objetos de seu uso, não previamente esterilizados;

- carnes, glândulas, vísceras, sangue, ossos, couros, pelos e dejeções de animais portadores de doenças infectocontagiosas (carbunculose, brucelose, tuberculose);

- esgotos (galerias e tanques); e

- lixo urbano (coleta e industrialização).

Insalubridade de Grau Médio

Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes, animais ou com material infecto- contagiante, em:

- hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes, bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes, não previamente esterilizados);

- hospitais, ambulatórios, postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados ao atendimento e tratamento de animais (aplica-se apenas ao pessoal que tenha contato com tais animais);

- contato em laboratórios, com animais destinados ao preparo de soro, vacinas e outros produtos;

- laboratórios de análise clínica e histopatológica (aplica-se tão-só ao pessoal técnico);

- gabinetes de autópsias, de anatomia e histoanatomopatologia (aplica-se somente ao pessoal técnico);

- cemitérios (exumação de corpos);

- estábulos e cavalariças; e

- resíduos de animais deteriorados.

Os resultados das avaliações encontram-se nos Itens 7 e 8 deste laudo técnico. 6 PERICULOSIDADE

São consideradas Atividades e Operações perigosas, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a:

 Atividades e Operações Perigosas com explosivos;  Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis;

 Atividades e Operações Perigosas com exposição a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de Segurança Pessoal ou Patrimonial;

 Atividades e Operações Perigosas com Energia Elétrica;

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substâncias radioativas;

 Atividades e Operações Perigosas dos trabalhadores em Motocicleta. O trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário básico sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. O trabalhador poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido, porém, a percepção dos adicionais não é acumulativa.

As avaliações encontram-se nos Itens 7 e 8 deste laudo técnico.

6.1 RADIOPROTEÇÃO

De conformidade com o art. 191 da CLT, a eliminação ou neutralização da insalubridade ocorrerá:

 com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância;

 com a utilização de EPIs - Equipamentos de Proteção Individual pelo trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo ao limite de tolerância.

No primeiro caso, estamos falando das medidas de proteção coletiva que, além de mais racional, é o método que apresenta maior eficácia contra os agentes insalubres. As melhorias nos ambientes de trabalho - hospitais, ambulatórios e laboratórios da SESAU, é de fundamental importância.

O sistema de saúde do Estado vive um momento de reformulação e reestruturação. Urge a definição de um plano plurianual e o incremento de medidas técnicas administrativas que visem o fortalecimento das estruturas físicas; a melhoria das instalações e dos equipamentos; a logística de EPIs e EPCs; o treinamento do servidor público implantando uma nova mentalidade de biossegurança e a humanização do trabalho no setor de saúde.

Existe distinção entre a eliminação e a neutralização da insalubridade. A eliminação do agente insalubre depende da adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; já a neutralização é possível com a adoção de equipamentos de proteção individual - EPIs, que diminuem a intensidade do agente agressivo aos limites de tolerância.

Observamos que a eliminação do agente insalubre cessará o pagamento do adicional.

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O EPI, para ser comercializado, deverá possuir o CA - Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho; por seu turno, o fabricante deverá possuir registro junto ao DNSST - Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador, além de CRF - Certificado de Registro de Fabricante e CRI - Certificado de Registro de Importador se for o caso.

6.2 ELETRICIDADE

É assegurado o adicional de periculosidade aos empregados que trabalham em sistema elétrico de potência em condições de risco, ou que o façam inspeções em equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia elétrica.

Portaria GM n.º 518, de 04 de abril de 2003 e no anexo (*) da NR-16.

§ 1º - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.

Os serviços dos profissionais do SESMT, técnicos em segurança do trabalho e engenheiros de segurança do trabalho, incluem-se em realizar inspeções, avaliações e análises de riscos e elaboração do programa de gerenciamento de riscos nos setores de subestação, geradores e transformadores existentes do hospital. Outra atividade realizada nos setores que envolvem eletricidade é sobre a análise de acidentes, quando na ocorrência de um incidente ou acidente é necessária o deslocamento do profissional para realização do levantamento das causas e fatores originários do fato.

6.3 LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS

A NR-16 da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho não estabelece o limite de líquidos inflamáveis para o deferimento do adicional de periculosidade quando se trata de armazenamento, somente impondo limite mínimo de 200 litros no caso de transporte. Ressaltando-se que a nova legislação, inscrita no item 16.6 da NR-16 da Portaria nº 3.214/78.

Em algumas unidades hospitalares, durante as inspeções realizadas pelos profissionais é mantido trabalhos nas proximidades dos grupos geradores que são movidos através de combustíveis inflamáveis. Como exemplos, há geradores que possuem 250L, 300L e até 1000L de diesel em depósitos de armazenamento.

6.4 A CARACTERIZAÇÃO DA PERICULOSIDADE

Na realização das atividades do SESMT, percebemos analisou-se a exposição dos profissionais em relação às atividades perigosas que ensejam adicional de periculosidade, abordadas pela NR-16, por:

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Eletricidade - introduzida em nossa legislação pela lei n° 7.369, de 20.9.85, regulamentada pelo Decreto n° 93.412, de 14.10.86.

Radiação Ionizante - Medicina Nuclear - Serviços de radiologia clínica - Portaria MTb. nº 3.393 de 1987, Anexo 03 – Radiações Ionizantes. Art. 16 da Lei n. 7.394/95 (estrito ao pessoal técnico de radiologia).

Explosivos - não detectamos atividades perigosas por explosivos.

O adicional de periculosidade é equivalente a 30%, e em especial 40% para Radiações Ionizantes.

A Neutralização da periculosidade

Difícil é a neutralização da periculosidade, pois, na maioria dos casos, o risco está associado à atividade, sendo inerente a ela. Não há como isolar o agente perigoso, como no caso da eletricidade. Em algumas situações, os equipamentos de proteção coletiva (EPCs), que na verdade são medidas de proteção coletiva, promovem a neutralização do risco.

Em alguns tipos de periculosidade é extremamente difícil a conceituação de equipamentos de proteção individual, já que o risco é inerente à função ou ao local de trabalho. Em outros casos, os equipamentos de proteção individual também cumprem sua função, como, por exemplo: luvas e sapatos especiais para se fazer um rearme de chave, trajes anti-radioativos etc.

Em Radioproteção, é obrigatório o uso de contadores individuais de exposição radiológica (dosímetros) e exames médicos periódicos a fim de definir o afastamento preventivo e férias periódicas devido ao excesso de exposição.

7 Mapeamento de Riscos Ambientais e Qualificação dos Setores Insalubres

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13 8 Mapeamento de Riscos Ambientais e Qualificação dos Setores Periculosos

Setor SESMT Perigoso Tipo de Exposição

Sim Não Inflam. Rad.

Ionizante Energia Roubos Violencia Enfermeiro do Trabalho X Engenheiro de Segurança do Trabalho X X X Médico do Trabalho X Técnico em Segurança do Trabalho X X X Técnico em Enfermagem do Trabalho X 9 RECOMENDAÇÕES

O presente laudo, caso necessário, seja reavaliado bienalmente ou assim que novas legislações sobre os temas Insalubridade e Periculosidade sejam modificadas;

Os equipamentos de proteção individual – EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição. Fornecer e orientar o uso mediante protocolo de recebimento, preferencialmente pelo setor de saúde e segurança do trabalho;

Caso, por meio de perícia, se constate que a atividade exercida seja, concomitantemente, insalubre e perigosa, será facultado aos empregados que estão sujeitos a estas condições, optar pelo adicional que lhe for mais favorável.

10 CONCLUSÕES

1) Aos servidores lotados no setor SESMT cuja insalubridade foi caracterizada conforme preconiza o Mapeamento do Riscos Ambientais e Qualificação da Insalubridade, perceberão o devido adicional conforme o grau citado na referido Mapa.

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biológicos.

3) Aos servidores lotados nos setores cuja periculosidade foi caracterizada conforme preconiza o Mapeamento dos Riscos Perigosos, perceberão o devido adicional no valor de 30% (trinta por cento) conforme preconiza a legislação estadual vigente.

4) Os profissionais envolvidos com Roubos ou violências - Lei 6.514 de 22 de dezembro de 1977 e Portaria 3.214 de 08 de Junho de 1978, NR 16, Anexo 3, Atividades e operações perigosas com exposição a roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissional de segurança pessoal ou patrimonial.

11 BIBLIOGRAFIA

BRASIL - MTE. Portaria 3.214, de 08/06/1978. Normas Regulamentadoras - NR. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 08 jun 1978.

BRASIL. Portaria n.° 25, de 29/12/1994, Norma Regulamentadora 09 - Programa de prevenção a riscos ambientais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 15 dez 1995. Seção 1, pt. 1.987 a 1.989.

BRASIL. Portaria n° 1.339/GM, de 18/11/1999, Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 nov 1999.

BRASIL. Portaria n° 2.616/MS/GM, de 12/05/1998, Programa de Controle de Infecção Hospitalar. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 mai 1998.

BRASIL. Segurança no Ambiente Hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 1995. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doenças relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os serviços de saúde. Série A: Normas e Manuais Técnicos. Ministério da Saúde, Representação no Brasil da OPAS/OMS, Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 580 p., 2001.

OIT. Diretrizes sobre Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho. São Paulo: Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, 2005.

SALIBA, Tuffi Messias. Manual prático de higiene ocupacional e PPRA: Avaliação e controle dos riscos ambientais. São Paulo: Ltr, 2005.

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15 11 RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Este Laudo Técnico Ocupacional de Insalubridade e Periculosidade é composto por quinze páginas numeradas e assinado pelos profissionais responsáveis pelo levantamento e avaliação técnica.

Casos especiais não previstos neste Laudo Técnico, desde que haja condição insalubre e/ou perigosa, deverão ser constatados através de laudo pericial complementar a este.

Porto Velho, 15 de setembro de 2021.

ENG. ALLAN ROBERT RAMALHO MORAIS Engenheiro de Segurança do Trabalho SESAU CREA n° 2100405977/RN.

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