A possibilidade de ocorrer uma terceira guerra mundial foi levantada por internautas brasileiros na manhã desta sexta-feira, 3, após os Estados Unidos confirmarem que um bombardeio matou um general iraniano e o país do Oriente Médio prometer “forte
vingança”.
Embora haja sensação de medo, as pessoas começaram a fazer memes com o
assunto e o termo “Terceira Guerra Mundial” chegou ao topo dos mais comentados no Twitter no Brasil.
Os brasileiros temem o conflito armado entre Estados Unidos e Irã porque o presidente Jair Bolsonaro sempre declarou apoio a Donald Trump. E pela história das duas
grandes guerras anteriores, diversas nações se envolvem nas batalhas para defender seus interesses e de seus aliados.
ISTOÉ Independente - 3 de jan. de 2020
A morte do general iraniano Qassem Soleimani, durante ação com drone ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quinta-feira (2/1), acendeu um alerta em todo o mundo e gerou receios sobre as possíveis
consequências do ataque.
Correio Braziliense – 08 de jan. de 2020
As Forças Armadas do Irã derrubaram um drone dos Estados Unidos perto do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio.
O drone americano pode voar por até 30 horas enquanto grava em alta definição e transmite as imagens ao vivo. Para os americanos, um drone de vigilância;
para os iranianos, um drone espião.
O governo iraniano diz que o drone invadiu o espaço aéreo do país e que, por isso, disparou um míssil. O momento da explosão foi gravado e divulgado por eles mesmos.
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Houssein Salami, disse que a derrubada do drone é uma mensagem clara para os Estados Unidos: o Irã vai reagir a qualquer invasão.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou na quinta-feira (20) um ataque contra o Irã em retaliação à derrubada pelos iranianos de um drone militar norte-americano, mas suspendeu a ordem antes que o Pentágono a executasse, informou o jornal "The New York Times".
Autoridades ouvidas sob anonimato pelo jornal disseram que Trump ordenou ataques contra vários alvos iranianos, como radares ou baterias de mísseis.
A operação, marcada para antes das 19h (hora local), já estava em andamento: as aeronaves já estavam no ar e os navios estavam em posição, quando a operação foi suspensa antes de qualquer míssil ser disparado, disseram funcionários do Pentágono.
O incidente ocorre na esteira de acusações dos EUA de que o Irã vem atacando petroleiros na região do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, nos últimos meses. Além disso, EUA, Arábia Saudita e outras nações atribuem ao país persa o atentado com drones que destruiu instalações da petrolífera Saudi Aramco em setembro. O governo iraniano nega ambas as acusações.
Em setembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, em entrevista transmitida pelo canal americano CNN, disse que um ataque a seu país provocaria uma
“guerra total“, ao ser questionado: “qual seria a consequência de um ataque militar dos Estados Unidos ou da Arábia Saudita ao Irã?”
EUA envia tropas à Arábia Saudita diante de ameaça iraniana
Os Estados Unidos aprovaram nesta sexta- feira, em um contexto de forte tensão regional, o envio de milhares de militares à Arábia
Saudita para proteger seu principal aliado no Oriente Médio dos atos de “desestabilização”
praticados pelo Irã.
Após o incidente, o preço do Brent subia 2,3%, para 60,46 dólares, e o do West Texas
Intermediate aumentava 2,1%, para 54,69 dólares.
A Companhia Nacional de Petroleiros do Irã (NITC), operadora da frota iraniana, afirmou que o casco do petroleiro Sabiti foi atingido por duas explosões a cerca de 100 km da costa saudita.
ISTOÉ - 15 de out. de 2019
Dezenas de milicianos xiitas iraquianos e seus apoiadores invadiram o complexo da embaixada dos Estados Unidos, em Bagdá, no Iraque, nesta terça- feira (31). O presidente americano, Donald Trump, acusou o Irã de estar por trás dos ataques, mas o país negou responsabilidade.
"O Irã está orquestrando um ataque na embaixada dos Estados Unidos no Iraque. Eles serão completamente reponsabilizados", escreveu Trump no em uma rede social.
O presidente americano disse ainda que a embaixada do país no Iraque está "a salvo", e que o Irã irá pagar "um preço muito alto" se houver mortes ou dano em instalações americanas. "Isso não é um aviso, é uma ameaça. Feliz Ano Novo!", escreveu Trump.
Qassem Soleimani,
chefe de uma unidade
especial da Guarda
Revolucionária do Irã e
um dos homens mais
poderosos do país,
morreu em um ataque
com drone dos Estados
Unidos nesta quinta-
feira (2) em Bagdá, no
Iraque.
Um ataque aéreo dos Estados Unidos ao aeroporto de Bagdá, no Iraque, matou no início desta sexta-feira o general iraniano Qasem Soleimani, um dos homens mais poderosos do país persa.
Soleimani, de 62 anos, liderou as operações militares iranianas no Oriente Médio como comandante da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã.
Ele foi morto quando sua comitiva deixava o aeroporto de Bagdá, junto a integrantes de uma milícia iraquiana aliada do Irã, em um bombardeio ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
O ataque aconteceu poucos dias após manifestantes invadirem a embaixada dos EUA em Bagdá, entrando em confronto com as forças americanas no local. E, de acordo com o Pentágono, Soleimani teria aprovado os ataques à embaixada.
Os manifestantes protestavam contra o bombardeio, no domingo passado, a bases do grupo Kataeb Hezbollah no Iraque e na Síria, em que pelo menos 25 pessoas morreram.
Os restos mortais dos 11 ucranianos que morreram na queda do Boeing 737 da Ukraine International Airlines, abatido pelo Irã no último dia 8, chegaram neste domingo a Kiev, capital ucraniana.
Os caixões dos nove integrantes da tripulação e dois passageiros foram repatriados e recebidos em uma cerimônia que participaram o presidente do país, Volodymyr
Zelenski, o primeiro-ministro, Alexei Goncharuk, e outras autoridades.
Imediatamente após o incidente do voo PS752, que ia de Teerã a Kiev, e até 72 horas depois, as autoridades do Irã negaram que se tratava de um abatimento causada por suas forças militares. Entretanto, no dia 11, as Forças Armadas admitiram que
derrubaram o avião por engano, confundindo com um míssil.
Centenas de manifestantes saíram às ruas na capital iraniana, Teerã, para protestar neste sábado (11) contra autoridades do país que "mentiram", segundo eles, ao negarem inicialmente que derrubaram um avião com 176 pessoas a bordo na semana passada, nos arredores da cidade.