Grupo SER Educacional | Segurança, Meio Ambiente, Saúde e Responsabilidade Social 1
SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE, SAÚDE E RESPONSABILIDADE SOCIAL
Segurança, Meio Ambiente, Saúde e
Responsabilidade Social
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA
SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
AULA 05
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS Direção Editorial
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA Projeto Gráfico
MANUELA CÉSAR DE ARRUDA Autor
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA Desenvolvedor
CAIO BENTO GOMES DOS SANTOS
O Autor
Andréa César Pedrosa
Olá. Meu nome é Andréa César. Sou graduada em Administração, especialista em Educação a Distância e mestranda em Pedagogia do e - Learning, mas minha história profissional começou bem antes da formação superior, a partir da graduação técnica em Se gurança do Trabalho e Meio Ambiente, pela antiga Escola Técnica Federal do estado de Pernambuco (hoje IFPE). Durante 17 anos exerci com muita paixão a profissão, contribuindo da melhor forma para assegurar a integridade física, qualidade de vida e meio amb iente nos ambientes de trabalho por onde passei. É uma linda profissão, cuja missão transcende a função de Técnico em Segurança, pois todos precisam vestir a camisa da Segurança, da Saúde, do Meio Ambiente e da Responsabilidade Social.
Acredito que por essa paixão antiga fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Vamos juntos construir as competências necessárias e contribuir de forma efetiva para um ambiente de trabalho seguro, saudável e comprometido com o meio ambiente e equidade social! Contamos com sua dedicação e comprometimento!
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA
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Iconográficos
Olá. Meu nome é Manuela César de Arruda. Sou o responsável pelo projeto gráfico de seu material. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que:
INTRODUÇÃO para o início do desenvolvimento de uma nova
competência;
DEFINIÇÃO
houver necessidade de se apresentar um novo conceito;
NOTA
quando forem necessários observações ou complementações para o seu
conhecimento;
IMPORTANTE as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você;
EXPLICANDO MELHOR
algo precisa ser melhor explicado ou detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias;
SAIBA MAIS textos, referências bibliográficas e links para aprofundamento do seu conhecimento;
REFLITA
se houver a necessidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou discutido sobre;
ACESSE
se for preciso acessar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast;
RESUMINDO
quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últimas abordagens;
ATIVIDADES quando alguma atividade de
autoaprendizagem for aplicada;
TESTANDO quando o
desenvolvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas;
Sumário
1 Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho ... 8
1.1 Ergonomia ... 8
1.2.1 Áreas de Atuação da Ergonomia ... 11
1.3 L.E.R. e D.O.R.T. ... 12
1.3.1 Principais doenças associadas aos DORT e aos Esforços Repetitivos... 14
1.4 Estratégias de Prevenção ... 15
1.4.1 A importância da postura ... 16
Considerações Finais ... 21
Atividades de Autoaprendizagem ... 21
Questionário Avaliativo ... 21
Bibliografia ... 22
Trilha de Aprendizagem
Olá. Meu nome é Andréa César. Sou responsável pela direção editorial deste livro didático e de todos os demais recursos relacionados com a sua trilha de aprendizagem. Você está iniciando seus estudos sobre SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE, SAÚDE E RESPONSABILIDADE SOCIAL, e o nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das competências necessárias ao seu exercício profissional. Para isto, distribuímos os conteúdos didáticos deste livro em quatro semanas de estudo, onde, em cada uma delas, haverá uma competência a ser construída. Cada uma dessas competências será desenvolvida por meio de quatro atividades de estudo, que podemos chamar de “aulas”. Em cada aula, você terá uma introdução ao tema abordado, os objetivos a serem alcançados, uma atividade de autoaprendizagem proposta e uma lista de exercícios a serem respondidos. Quer saber quais serão as competências que você irá desenvolver ao longo dessas quatro semanas de estudo? Então vamos a elas:
Identificar os riscos ocupacionais que podem estar presentes no 1.
ambiente de trabalho, atuando de forma preventiva, em conformidade com as normas de segurança.
Atuar na preservação e manutenção da saúde no ambiente de 2.
trabalho, conhecendo as doenças ocasionadas pela falta de controle e prevenção dos riscos ergonômicos, presta ndo os primeiros socorros em casos de acidentes e aplicando boas práticas para uma boa qualidade de vida.
Adotar ações preventivas e de cuidado no contexto ecológico, 3.
atuando no combate a princípios de incêndio, mitigando o efeito nocivo do fogo ao Meio Ambiente.
Identificar os princípios e diretrizes da responsabilidade 4.
socioambiental, bem como o conjunto dos direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, visando à valorização dos Direitos Humanos.
Ao longo desta semana iremos desenvolver a competência de número: 2.
Vamos arregaçar as mangas? Ao trabalho!
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2ª SEMANA DE ESTUDOS
INTRODUÇÃO:
assamos a maior parte do nosso dia no ambiente de trabalho, com o objetivo de prover a nossa sobrevivência e contribuir com o progresso de nossa sociedade, além de nossa satisfação pessoal em realizar uma atividade na qual temos aptidão e talento. Popularmente, fala-se que “ganhamos a vida”
quando trabalhamos; então esse ambiente deve ser saudável em todos os sentidos, não apenas no que se refere à saúde física, mas também à mental, pois o clima organizacional no ambiente de trabalho é fundamental. Ambientes doentios fazem com que “a vida se perca”, e isso não deve ocorrer. Na primeira semana focaremos os acidentes de trabalho, suas causas e formas de proteção. Nesta etapa iremos mudar o foco para a saúde, analisando os riscos que podem ocasionar adoecimento do trabalhador, além de contextualizar a importância da qualidade de vida e o trabalho. Você aprenderá também os procedimentos de primeiros socorros (ou atendimento pré-hospitalar).
Antes de começarmos, porém, é importante esclarecer um ponto de atenção importante: para a previdência social, a doença ocupacional (ou do trabalho) é equiparada ao acidente de trabalho. Estamos t ratando a doença separadamente, devido a sua característica de desenvolvimento gradual durante um determinado tempo de exposição a uma situação de risco. Ao contrário do acidente, a doença não se apresenta de forma imediata, fazendo com que a prevenção seja mais negligenciada, pois geralmente achamos que “nunca vamos adoecer”, não é verdade? Mas o conhecimento acerca dos aspectos relacionados à saúde ocupacional certamente fará você mudar de ideia.
OBJETIVOS:
Ao término do desenvolvimento desta semana de es tudos, você será capaz de:
Identificar os riscos ergonômicos e as formas de prevenção no ambiente de trabalho.
Contextualizar a importância da qualidade de vida no trabalho e as ações que promovem a manutenção de um bom clima organizacional.
Contextualizar a saúde ocupacional, identificando seu campo de atuação.
Conhecer os principais procedimentos para prestar os primeiros socorros em situações de emergência
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1 Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho
INTRODUÇÃO:
Vimos anteriormente que, na época do apogeu da Revolução Industrial, ocorrido na segunda metade do século XIX, o ambiente de trabalho era extremamente hostil e insalubre, a ponto de ser comum a contratação de crianças. As jornadas de trabalho eram longas e nenhum cuidado com a segurança e saúde do trabalhador era adotado pelo empregador. As leis chegaram para melhorar esses cenários e lentamente a consciência da necessidade de prover condições seguras para a realização do trabalho.
Essas leis eram completamente voltadas para os trabalhadores, pois eles eram as principais vítimas. Posteriormente, os próprios empregadores começaram a perceber que acidentes e doenças traziam grandes prejuízos para os meios de produção. Os cuidados iniciais abarcaram as atividades mais perigosas, nas quais os acidentes e doenças eram de muita gravidade, levando, não raras vezes, trabalhadores a perderem a vida no ambiente de trabalho. Mas existem riscos silenciosos, que por não comprometer de imediato a saúde ou integridade fí sica, são subestimados e deixados à margem dos cuidados necessários. Os riscos ergonômicos fazem parte desse conjunto de riscos silenciosos. Eles foram subestimados por um grande tempo. Sua importância somente foi reconhecida há menos de 100 anos atrás. Vamos conhecer melhor essa história e suas implicações?
1.1 Ergonomia
A palavra ergonomia é formada pela junção de dois termos originados do latim: “Ergo” e “Nomos”. Ergonomia, portanto, significa: “Leis que regem o trabalho”, ou “Leis do Trabalho”.
OBJETIVO:
Ao final desta aula você será capaz de contextualizar a importância da ergonomia no ambiente de trabalho, independente mente da atividade produtiva na qual você venha a trabalhar. Identificará a aplicação da ergonomia, seu conceito e histórico, e as principais medidas de proteção contra os riscos ergonômicos.
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Ergonomia significa “Leis que regem o trabalho”, ou “Leis do Trabalho”.
Mas será apenas isso? Vamos conhecer a definição da Associação Brasileira de Ergonomia, a ABERGO, que adota a definição da IEA (Associação Internacional de Ergonomia):
A Ergonomia (ou Fatores Humanos) é uma disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas, e à aplicação de teorias, princípios, dados e métodos a projetos, a fim de otimizar o bem estar humano e o desempenho global do sistema.”
O uso das crianças nas grandes fábricas no auge da revolução industrial não era unicamente por falta de mão-de-obra ou por se tratar de uma força de trabalho mais barata.
As crianças eram usadas para chegar em locais da máquina onde o adulto não poderia chegar, porque era grande demais. Elas faziam reparos e limpezas em espaços pequenos, que não foram construídos pensando nos adultos que iriam operar aquelas máquinas.
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Figura 1 - Foto de crianças trabalhando na indústria. Fonte:
http://3.bp.blogspot.com/_qfmRyBj5SBg/R37lDDVSsbI/AAAA AAAAAA8/K16NxQIdx6Q/s400/lonkpedia-
revolu%C3%A7%C3%A3o+industrial.jpg (Acesso em 25/04/2018)
ETMOLOGIA “ERGONOMIA”: Ciência que estuda a origem das palavras.
DEFINIÇÃO
Em outras palavras, a Ergonomia preocupa-se com a adaptação do ambiente ao ser humano, buscando tornar esta interação o mais confortável e saudável possível.
RESUMINDO
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A Ergonomia preocupa-se, fundamentalmente, como a adaptação do ambiente ao ser humano, e não o contrário. Por exemplo, uma cadeira que será usada por mais de uma pessoa deverá ser pensada com ajustes que a torne confortável para usuários de vários tamanhos e estaturas físicas.
A atenção com as proporções corporais na concepção de máquinas e objetos fez com que a imagem do Homem Vitruviano (Figura 2), representando o primeiro grande tratado de proporções humanas, segundo o referencial de perfeição física daquela época, passasse a ser bastante utilizada para simbolizar a ergonomia até os dias de hoje.
Figura 2 - ilustrativa do Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, desenho feito pelo artista em seu diário, em 1490. Representa as proporções do corpo humano masculino, baseado nos postulados do arquiteto romano Vitrúvio. Fonte:
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/22/Da_Vinci_
Vitruve_Luc_Viatour.jpg/800px -Da_Vinci_Vitruve_Luc_Viatour.jpg .
Claro, partindo-se de estudos que determinem os valores médios das estruturas físicas da população para a qual a cadeira será vendida, pois usuários da China não têm a mesma estatura de um Europeu.
NOTA
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1.2.1 Áreas de Atuação da Ergonomia
A Ergonomia preocupa-se de forma sistêmica...
Com todos os aspectos envolvidos na atividade humana, e não apenas no ambiente de trabalho, vamos conhecer as áreas de atuação da
Ergonomia, de acordo com a ABERGO e IEA:
Ergonomia física: Seu foco de atenção está voltado para as características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica (atividade física). Esse campo de aplicação da Ergonomia estuda a postura no trabalho, o manuseio de materiais, os movimentos repetitivos, os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, as adequações do posto de trabalho, a segurança e saúde do trabalhador.
Ergonomia cognitiva: Estuda e propõe soluções para otimização dos processos mentais, tais como percepção, memória, racio cínio e resposta motora, conforme afetem as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. O foco desta área de atuação é a carga mental de trabalho, a tomada de decisão, a interação homem -computador, o esgotamento mental e o treinamento conforme esses se relacionem a projetos envolvendo seres humanos e sistemas.Quer saber mais sobre o Homem Vitruviano? Acesse https://www.todamateria.com.br/homem-vitruviano/
SAIBA MAIS
SISTÊMICA: Geral, organizada e metódica. Considera o todo e suas interligações.
DEFINIÇÃO
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Ergonomia organizacional: Neste campo os esforços são voltados para as estruturas organizacionais, políticas e de processos. A adequação almejada nesta área diz respeito àscomunicações, ao gerenciamento de recursos de tripulações (domínio aeronáutico), à organização do trabalho em todos os sentidos, à cultura organizacional, à gestão da qualidade, e às modalidades de trabalho realizado por intermédio da tecnologia.
1.3 L.E.R. e D.O.R.T.
No ambiente de trabalho, os principais problemas que acometem os trabalhadores são as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que estão diretamente relacionados à falta de uma intervenção ergonômica ou ao não cumprimento das orientações para ajuste do ambiente ao trabalhador.
A principal diretriz que deve ser atendida pelo empregador para prevenção das LER/DORT é a Norma Regulamentadora NR 17, que trata exclusivamente da Ergonomia, e tem como objetivo “estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.”
(NR-17)
Figura 3 - Foto ilustrativa das áreas de atuação da ergonomia.
Fonte:
https://pixabay.co m/pt/photos/?pagi
=1&q=boss&image _type=all&order=po
Você poderá acessar a NR-17, na íntegra, clicando no link:
http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR1 7.pdf
SAIBA MAIS
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Basicamente, o desencadeamento das LER e DORT pode ser exemplificado da seguinte forma:
A lesão ocorre quando uma determinada parte do corpo é exposta a esforços excessivos ou repetitivos, e não existe tempo para que a estrutura osteomuscular se recupere. Por exemplo, trabalhos de digitação devem ter uma pausa de 10 minutos há cada 50 minutos trabalhados, em conformidade com a NR-17:
17.6.4 d) nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada normal de trabalho” (NR 17)
Risco
Sobrecarga na estrutura osteomuscular Inexistência de tempo de
recuperação
LER DORT
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Figura 4 - Foto ilustrativa de partes do corpo acometidas por distúrbios osteomusculares. Fonte:
https://static.wixstatic.com/media/284e5b_ae66c68d708744119c6985f827bf5a5f~mv2.jpg/v1 /fill/w_768,h_512,al_c,lg_1,q_85/284e5b_ae66c68d708744119c6985f827bf5a5f~mv2.webp
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Esse tempo de descanso serve para que a estrutura utilizada na tarefa se recupere.
1.3.1 Principais doenças associadas aos DORT e aos Esforços Repetitivos
Tenossinovite Os tendões possuem uma estrutura, semelhante a um canal de proteção, conhecido por bainha sinovial. A tenossinovite é a inflamação desta bainha. Além da dor, sensações como sentir
„ranger‟ ao fazer o movimento, ou enrijecimento ou fraqueza dos dedos e mãos são sintomas comuns.
Tendinite A tendinite é a inflamação nos tendões, que consiste em uma estrutura fibrosa, espalhada por todo o corpo, com o objetivo de unir o músculo ao osso. As tendinites mais comuns são as dos membros superiores, causadas por posturas inadequadas, sobrecarga de peso e movimentos repetitivos.
Bursite A mais comum é a bursite no ombro, que se refere a uma inflamação na Bursa, que é uma bolsa com líquidos lubrificantes posicionada nas articulações, para evitar atrito entre o músculo, os tendões e ossos.
Movimentos bruscos, repetitivos ou que demandem muita força para levantar ou segurar algo pode lesionar esta região.
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Síndrome do
Túnel do Carpo Acontece quando há uma compressão no nervo mediano da mão, causando inflamação com dor e adormecimento na região do punho, mão e dedos.
Síndrome
cervicobraquial Da nossa coluna cervical saem nervos que se ramificam e controlam os movimentos dos membros superiores e cabeça.
Posturas inadequadas podem ocasionar inflamações nesses nervos, gerando a síndrome.
Doença de
Quervain É um tipo de tendinite que ocorre no punho, especificamente nos tendões responsáveis pela movimentação do polegar. A compressão e atrito nesta região causa a inflamação, com muita dor, além da sensação de
fraqueza nas mãos.
Epicondilite Conhecida também como
“cotovelo de tenista”, é uma inflamação que acomete os tendões da região do cotovelo.
Pode estar relacionada a movimentos intensos e/ou repetitivos dos braços, como aperto de parafusos, escovas em salão de beleza, movimentos em preparos de alimentos nas cozinhas profissionais, entre outros.
Agora que já conhecemos os principais distúrbios associados ao trabalho, vamos conhecer a principal estratégia de prevenção: a boa postura.
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1.4 Estratégias de Prevenção
Como vimos no início de nossos estudos sobre ergonomia, a área de estudos que se dedica ao estudo dos movimentos e anatomia humana é a Ergonomia Física, que utiliza esses conhecimentos para a prevenção das doenças associadas a inadequação do meio ambiente ao trabalhador e indica ações como as adequações dos postos de trabalho e boas posturas para cada atividade executada.
Vejamos, inicialmente, as recomendações da NR -17:
17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos:
a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento;
b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;
c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais.
1.4.1 A importância da postura
A forma como posicionamos o nosso corpo é conhecida como postura, e devemos manter nossa atenção para assegurar que esse posicionamento não force nenhuma estrutura osteomuscular.
A postura neutra é sempre a mais indicada, e tem por base o alinhamento do segmento do corpo que está sendo utilizado.
“
Percebemos que uma boa postura não descarta a adoção de medidas de proteção coletiva, respaldadas na
organização do ambiente de trabalho e na adoção de mobiliário e fluxos produtivos que contribuam para a adequação ergonômica do posto de trabalho. O empregador deverá prover os recursos físicos para prevenir os riscos ergonômicos.
IMPORTANTE
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Em se tratando da coluna, ela deve estar sempre alinhada, como podemos ver na imagem a seguir:
Figura 5 - Posturas erradas (duas primeiras da esquerda para a direita) e postura correta (última da esquerda para a direita). Fonte:http://blogpilates.com.br/wp-content/uploads/2016/10/Coluna- Neutra-4.jpg
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Figura 6 - Foto ilustrativa de uma intervenção ergonomizadora em um posto de trabalho com uso do computador.
Considerações Finais
SAIBA MAIS:
O Programa “Ergonomia - Séria Mão Dupla”, da Fundacentro, aborda a Ergonomia de forma bastante esclarecedora. Acesse e compartilhe suas impressões: https://www.youtube.com/watch?v=c19zsf3GRvw
Atividades de Autoaprendizagem
ATIVIDADES:
Pronto para consolidar seus conhecimentos? Leia atentamente o enunciado de sua atividade de autoaprendizagem proposta para esta aula. Se você está fazendo o seu curso presencialmente, é só abrir o seu caderno de atividades. Se você estiver cursando na modalidade de EAD (Educação a Distância), acesse a sua trilha de aprendizagem no seu ambiente virtual e realize a atividade de modo online. Você pode desenvolver esta atividade sozinho ou em parceria com seus colegas de turma. Dificuldades? Poste suas dúvidas no fórum de discussões em seu ambiente virtual de aprendizagem. Concluiu a sua atividade? Su bmeta o resultado em uma postagem diretamente em seu ambiente virtual de aprendizagem e boa sorte!
Questionário Avaliativo
TESTANDO:
Chegou a hora de você provar que aprendeu tudo o que foi abordado ao longo desta aula. Para isto, leia e resolva atentamente as questões do seu caderno de atividades. Se você estiver fazendo este curso a distância, acesse o QUIZ (Banco de Questões) em seu ambiente virtual de aprendizagem.
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Bibliografia
ARAÚJO. Giovanni Moraes de. Normas regulamentadoras Comentadas. 4ª ed.
Volume 1 e 2, Rio de Janeiro, 2003.
GONÇALVES. Edwar Abreu. Manual de segurança e saúde no trabalho. 3ª ed. São Paulo: LTr Editora, 2006.
NR-05. Disponível em http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR5.pdf Ergonomia na Prática. IEA – International Ergonomics Association. Disponível em
http://www.iea.cc/whats/practice.html
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