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Dada uma sucess˜ ao de n´ umeros complexos, (z

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Academic year: 2022

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(1)

S´ eries num´ ericas e s´ eries de potˆ encias

Dada uma sucess˜ ao de n´ umeros complexos, (z

n

) = (z

1

, z

2

, z

3

, . . .), chamamos s´ erie (num´ erica) a uma express˜ ao do tipo

z

1

+ z

2

+ z

3

+ . . . + z

n

+ . . . (ou

X

n=1

z

n

) Soma parcial da s´ erie ´ e um termo da sucess˜ ao definida por s

n

= z

1

+ z

2

+ z

3

+ . . . + z

n

Aten¸ c˜ ao: as sucess˜ oes (z

n

) e (s

n

) s˜ ao diferentes!

A s´ erie diz-se “convergente” quando (s

n

) ´ e convergente. Nesse caso chama-se “soma da s´ erie” ao lim

n→∞

s

n

e escreve-se

X

n=1

z

n

= s em vez de lim

n→∞

s

n

= s

(2)

“S´ erie geom´ etrica” ´ e qualquer s´ erie em que o quociente (ou “raz˜ ao”) de dois termos consecutivos ´ e sempre igual, ou seja, z

n

= z

1

r

n−1

X

n=1

z

1

r

n−1

converge se e s´ o se |r | < 1

sendo nesse caso

X

n=1

z

1

r

n−1

= z

1

1 − r , ou seja,

A soma da s´ erie geom´ etrica (com |raz˜ ao| < 1) ´ e: primeiro termo

1 − raz˜ ao

(3)

I

Se

X

n=1

z

n

for convergente ent˜ ao lim z

n

= 0 (mas pode acontecer que lim z

n

= 0 e

X

n=1

z

n

seja divergente)

I

Se

X

n=1

|z

n

| for convergente ent˜ ao

X

n=1

z

n

ser´ a convergente

I

Se lim p

n

|z

n

| = L < 1 ent˜ ao a s´ erie X

|z

n

| ´ e convergente.

Se lim p

n

|z

n

| = L > 1 ou lim p

n

|z

n

| = +∞

ent˜ ao a s´ erie X

z

n

´ e divergente.

I

Se lim |z

n+1

|

|z

n

| = L < 1 ent˜ ao a s´ erie X

|z

n

| ´ e convergente.

Se lim |z

n+1

|

|z

n

| = L > 1 ou lim |z

n+1

|

|z

n

| = +∞

ent˜ ao a s´ erie X

z

n

´ e divergente.

(4)

Uma s´ erie de potˆ encias ´ e uma express˜ ao da forma

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

= a

0

+ a

1

(z − z

0

) + a

2

(z − z

0

)

2

+ · · ·

onde z

0

e (a

n

)

n∈N

s˜ ao n´ umeros complexos previamente definidos.

Se na s´ erie de potˆ encias substituirmos z por um n´ umero complexo obteremos uma s´ erie convergente ou divergente, dependendo do valor de z.

Uma s´ erie de potˆ encias define assim uma fun¸ c˜ ao complexa de vari´ avel

complexa (cujo dom´ınio ter´ a pelo menos um elemento: z = z

0

).

(5)

Para cada s´ erie de potˆ encias,

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

, estaremos numa das trˆ es situa¸c˜ oes seguintes:

I

A s´ erie converge s´ o se z = z

0

I

A s´ erie converge para qualquer z ∈ C

I

Existe R > 0 tal que

a s´ erie converge para |z − z

0

| < R e diverge para |z − z

0

| > R No terceiro caso chama-se a R raio de convergˆ encia da s´ erie que geralmente se pode determinar por aplica¸c˜ ao do crit´ erio da raz˜ ao ou do crit´ erio da raiz

(de onde se poderiam obter as f´ ormulas, que n˜ ao ´ e necess´ ario decorar, R = lim 1

p

n

|a

n

| ou R = lim |a

n

|

|a

n+1

| , se algum destes existir).

(6)

Teorema: seja

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

uma s´ erie de potˆ encias com raio de convergˆ encia R > 0 e seja f a fun¸ c˜ ao definida por f (z ) =

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

(em D = {z : |z − z

0

| < R})

Ent˜ ao

1) A deriva¸ c˜ ao termo a termo conserva o raio de convergˆ encia.

2) A fun¸ c˜ ao f ´ e anal´ıtica em D e f

0

(z ) =

X

n=1

na

n

(z − z

0

)

n−1

Exerc´ıcio:

(7)

Teorema: seja

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

uma s´ erie de potˆ encias com raio de convergˆ encia R > 0 e seja f a fun¸ c˜ ao definida por f (z ) =

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

(em D = {z : |z − z

0

| < R})

Ent˜ ao

1) A deriva¸ c˜ ao termo a termo conserva o raio de convergˆ encia.

2) A fun¸ c˜ ao f ´ e anal´ıtica em D e f

0

(z ) =

X

n=1

na

n

(z − z

0

)

n−1

Exerc´ıcio:

(8)

Exerc´ıcios:

1. Seja p(z ) o polin´ omio a

0

+ a

1

(z − 2) + a

3

(z − 2)

3

. (a) Calcule p

00

(2).

(b) Sabendo que p(2) = i, p

0

(2) = i + 1 e p

000

(2) = 3, determine a

0

, a

1

e a

3

.

2. Seja q(z ) o polin´ omio a

8

(z − 3)

8

. (a) Calcule q

0

(3), q

(7)

(3) e q

(9)

(3).

(b) Sabendo que q

(8)

(3) = 2017, determine a

8

.

(9)

Para p

n

(z ) = a

n

(z − z

0

)

n

tem-se p

n(k)

(z

0

) =

 

 

0 se k < n k! a

k

se k = n 0 se k > n Se f (z ) =

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

, ent˜ ao f

(k)

(z

0

) = k !a

k

, ou seja,

a

k

= f

(k)

(z

0

)

k! (ou seja, a

n

= f

(n)

(z

0

) n! )

Teorema de Taylor: dada uma fun¸ c˜ ao, f , anal´ıtica (ou seja, deriv´ avel) numa certa regi˜ ao, tem-se

f (z ) =

X

n=0

f

(n)

(z

0

)

n! (z − z

0

)

n

no maior disco aberto centrado em z

0

que esteja contido nessa regi˜ ao (

X

n=0

f

(n)

(z

0

)

n! (z − z

0

)

n

chama-se s´ erie de Taylor de f centrada em z

0

)

(10)

Teorema de Taylor: dada uma fun¸ c˜ ao, f , anal´ıtica (ou seja, deriv´ avel) numa certa regi˜ ao, tem-se

f (z ) =

X

n=0

f

(n)

(z

0

)

n! (z − z

0

)

n

no maior disco aberto centrado em z

0

que esteja contido nessa regi˜ ao

Exerc´ıcio:

(11)

Teorema de Taylor: dada uma fun¸ c˜ ao, f , anal´ıtica (ou seja, deriv´ avel) numa certa regi˜ ao, tem-se

f (z ) =

X

n=0

f

(n)

(z

0

)

n! (z − z

0

)

n

no maior disco aberto centrado em z

0

que esteja contido nessa regi˜ ao

Exerc´ıcio:

(12)

Teorema de Taylor: dada uma fun¸ c˜ ao, f , anal´ıtica (ou seja, deriv´ avel) numa certa regi˜ ao, tem-se

f (z ) =

X

n=0

f

(n)

(z

0

)

n! (z − z

0

)

n

no maior disco aberto centrado em z

0

que esteja contido nessa regi˜ ao

Exerc´ıcio:

(13)

Teorema de Taylor: dada uma fun¸ c˜ ao, f , anal´ıtica (ou seja, deriv´ avel) numa certa regi˜ ao, tem-se

f (z ) =

X

n=0

f

(n)

(z

0

)

n! (z − z

0

)

n

no maior disco aberto centrado em z

0

que esteja contido nessa regi˜ ao

Exerc´ıcio:

(14)

S´ erie de Laurent

Ainda que f n˜ ao seja anal´ıtica em z

0

, pode ser poss´ıvel desenvolver f como s´ erie de “potˆ encias” de (z − z

0

) se incluirmos potˆ encias negativas de (z − z

0

)

Teorema de Laurent: dada uma fun¸c˜ ao, f , anal´ıtica numa coroa circular D = {z ∈ C : r < |z − z

0

| < R}, existe uma sucess˜ ao de coeficientes complexos, a

0

, a

1

, a

−1

, a

2

, a

−2

, . . . tal que, para z ∈ D, se tem

f (z ) =

X

n=0

a

n

(z − z

0

)

n

+

X

n=1

b

n

(z − z

0

)

n

A s´ erie anterior, chamada s´ erie de Laurent, escreve-se habitualmente na forma

f (z ) =

X

n=−∞

a

n

(z − z

0

)

n

(usa-se a

−n

em vez de b

n

) Chama-se parte principal da s´ erie de Laurent de f a

X

n=1

b

n

(z − z

0

)

n

Se f for anal´ıtica no disco {z ∈ C : |z − z

0

| < R} a parte principal da

s´ erie de Laurent ser´ a nula (isto ´ e, b

n

= 0 para qualquer n ∈ N )

(15)

Teorema de Laurent: dada uma fun¸c˜ ao, f , anal´ıtica numa coroa circular D = {z ∈ C : r < |z − z

0

| < R}, existe uma sucess˜ ao de coeficientes complexos, a

0

, a

1

, a

−1

, a

2

, a

−2

, . . . tal que, para z ∈ D, se tem f (z ) =

X

n=−∞

a

n

(z − z

0

)

n

= . . . + a

−2

(z − z

0

)

2

+ a

−1

(z − z

0

) + a

0

+ a

1

(z − z

0

) + a

2

(z − z

0

)

2

+ . . .

Exerc´ıcio:

(16)

Teorema de Laurent: dada uma fun¸c˜ ao, f , anal´ıtica numa coroa circular D = {z ∈ C : r < |z − z

0

| < R}, existe uma sucess˜ ao de coeficientes complexos, a

0

, a

1

, a

−1

, a

2

, a

−2

, . . . tal que, para z ∈ D, se tem f (z ) =

X

n=−∞

a

n

(z − z

0

)

n

= . . . + a

−2

(z − z

0

)

2

+ a

−1

(z − z

0

) + a

0

+ a

1

(z − z

0

) + a

2

(z − z

0

)

2

+ . . .

Exerc´ıcio:

(17)

Teorema de Laurent: dada uma fun¸c˜ ao, f , anal´ıtica numa coroa circular D = {z ∈ C : r < |z − z

0

| < R}, existe uma sucess˜ ao de coeficientes complexos, a

0

, a

1

, a

−1

, a

2

, a

−2

, . . . tal que, para z ∈ D, se tem f (z ) =

X

n=−∞

a

n

(z − z

0

)

n

= . . . + a

−2

(z − z

0

)

2

+ a

−1

(z − z

0

) + a

0

+ a

1

(z − z

0

) + a

2

(z − z

0

)

2

+ . . .

Exerc´ıcio:

(18)

Teorema de Laurent: dada uma fun¸c˜ ao, f , anal´ıtica numa coroa circular D = {z ∈ C : r < |z − z

0

| < R}, existe uma sucess˜ ao de coeficientes complexos, a

0

, a

1

, a

−1

, a

2

, a

−2

, . . . tal que, para z ∈ D, se tem f (z ) =

X

n=−∞

a

n

(z − z

0

)

n

= . . . + a

−2

(z − z

0

)

2

+ a

−1

(z − z

0

) + a

0

+ a

1

(z − z

0

) + a

2

(z − z

0

)

2

+ . . .

Exerc´ıcio (exame 2016):

(19)

Teorema de Laurent: dada uma fun¸c˜ ao, f , anal´ıtica numa coroa circular D = {z ∈ C : r < |z − z

0

| < R}, existe uma sucess˜ ao de coeficientes complexos, a

0

, a

1

, a

−1

, a

2

, a

−2

, . . . tal que, para z ∈ D, se tem f (z ) =

X

n=−∞

a

n

(z − z

0

)

n

= . . . + a

−2

(z − z

0

)

2

+ a

−1

(z − z

0

) + a

0

+ a

1

(z − z

0

) + a

2

(z − z

0

)

2

+ . . .

Exerc´ıcio:

Referências

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