Comissão Organizadora
Vera Monteiro (Coord.)
Margarida Alves Martins Lourdes Mata
Francisco Peixoto José Morgado
Ana Cristina Silva José Castro Silva
Marta Gomes
Comissão Científica
Ana Isabel Santos (Universidade Açores)
Ana Teresa Brito (Fundação Brazelton/Gomes Pedro, UIED-FCT Universidade Nova Lisboa)
Carlos Ceia (FCSH, Universidade Nova Lisboa) Carolina Carvalho (IE, Universidade Lisboa) Cecília Aguiar (ISCTE)
Cristina Nunes (Universidade Algarve) David Rodrigues (IE, Universidade Lisboa) Denise Fleith (Universidade Brasília) Elisabete X. Gomes (ESEI Mª Ulrich) Elisa Chaleta (Universidade Évora Feliciano Veiga (IE, Universidade Lisboa) Francisco Peixoto (ISPA-Instituto Universitário) Gabriela Portugal (Universidade Aveiro)
Isabel Macedo Pinto Abreu-Lima (Universidade Porto) João Lopes (IE, Universidade Minho)
João Pedro da Ponte (IE, Universidade Lisboa) João Rosa (ESE Lisboa)
Joaquim Armando Ferreira (Universidade Coimbra) Jorge Pinto (ESE Setúbal)
Júlia Serpa Pimentel (ISPA-Instituto Universitário) Leandro Almeida (IE, Universidade Minho) Lúcia Amante (Universidade Aberta)
Luisa Alvares Pereira Aveiro (Universidade Aveiro) Luísa Grácio (FP, Universidade Évora)
Manuel Montanero (Universidade Extremadura) Manuel Peralbo Uzquiano (Universidade Corunha) Manuela Veríssimo (ISPA-Instituto Universitário) Margarida Pocinho (Universidade Madeira)
Mariana Gaio Alves (FCT, Universidade Nova Lisboa) Marina Serra Lemos (Universidade Porto)
Paulo Brazão (Universidade Madeira) Peter Bryant (Universidade Oxford)
Sara Mourão (Universidade Federal Minas Gerais) Terezinha Nunes (Universidade Oxford)
Tiago Almeida (ESE Lisboa)
Programa Geral
1
2ª feira, 9/Jul/2018
8:00am - 9:00am
Registo / registration 1 Piso 3, Sala 306 9:00am
- 9:30am
Abertura da Conferência / Conference Opening Local: Auditório 1 / Sala 301
Francisco Peixoto (Vice-Reitor do ISPA), Margarida Alves Martins (Coordenadora do CIE-ISPA) & Vera Monteiro (Coordenadora do XIV CIPE 2018)
9:30am - 10:30am
Keynote 1: Peter Bryant: LEARNING TO READ AND WRITE: HOW IT STARTS AND HOW IT CONTINUES Local: Auditório 1 / Sala 301
Chair: Margarida Alves Martins 10:30am
- 11:00am
Intervalo / Coffee & Tea Break 1 Piso 3
11:00am - 12:30pm
M 1.1:
Avaliação em Contexto Educativo Sala: 303 Coordenador:
Ana Cristina Silva
M 1.2:
Contextos Educativos e Comportament os
Sala: 305 Coordenador:
Lourdes Mata
M 1.3:
Contextos Sociais e Desenvolvimen to
Sala: 309 Coordenador:
Margarida Alves Martins
M 1.4:
Diversidade e Educação Sala: 310 Coordenador:
José Castro Silva
M 1.5:
Ensinar e Aprender Sala: 203 Coordenador:
Patrícia Pacheco
S 1.1: Contextos Educativos e Comportamentos Título: Bullying - investigação, prevenção e intervenção Sala: 301
Coordenador: José Morgado
12:30pm -
14:00pm Almoço / Lunch 1
14:00pm - 15:30pm
M 2.1: Educação, Família(s) e Comunidade Sala: 303
Coordenador: José Morgado
M 2.2: Ensinar e Aprender Sala: 305 Coordenador:
José Castro Silva
M 2.3: Literacia e Educação Sala: 309
Coordenador: Ana Cristina Silva
M 2.4: Motivação e Emoções
Sala: 310
Coordenador: Vera Monteiro
S 2.1: Literacia e Educação Título: Práticas educativas promotoras do desenvolvimento da literacia em jardim-de- infância
Sala: 301 Coordenador:
Margarida Alves Martins
15:30pm - 15:45pm
Intervalo / Coffee & Tea Break 1 Piso 3
15:45pm - 16:45pm
Keynote 2: Maria do Céu Roldão: CURRÍCULO FORMAL E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA - DILEMA INSOLÚVEL OU INTEGRAÇÃO ESQUECIDA?
Local: Auditório 1 / Sala 301 Chair: José Morgado
17:00pm - 18:30pm
M 3.1:
Problemáticas do Currículo Sala: 303 Coordenador:
José Morgado M 3.2:
Avaliação em Contexto Educativo Sala: 305 Coordenador:
Joana Pipa
M 3.3:
Avaliação Psicológica Sala: 309 Coordenador:
Ana Cristina Silva
M 3.4: Contextos Educativos e Comportamentos Sala: 310
Coordenador:
Margarida Alves Martins
M 3.5:
Educação, Família(s) e Comunidade Sala: Sala de Atos
Coordenador:
José Castro Silva
S 3.1: Avaliação em Contexto Educativo Título: Avaliação na Educação pré- escolar: O sentido de uma proposta de mudança Sala: 301 Coordenador:
Lourdes Mata 18:30pm
- 19:30pm
Porto de Honra | Evening reception
Programa Geral
2
3ª feira, 10/Jul/2018
8:30am - 9:00am
Registo / registration 2 Piso 3
9:00am - 10:30am
M 4.1:
Contextos Sociais e Desenvolvi- mento Sala: 303 Coordenador : Miguel Mata Pereira
M 4.2:
Contextos Educativos e Comporta- mentos Sala: 305 Coordenador:
José Morgado
M 4.3:
Diversidade e Educação Sala: 309 Coordenador:
José Castro Silva
M 4.4: Ensinar e Aprender Sala: 310 Coordenador:
Ana Cristina Silva
S 4.1: Educação, Família(s) e Comunidade Título:
Dependências ONLINE: da Investigação à Intervenção Sala: 301 Coordenador:
Pedro Aires Fernandes
S 4.2: Contextos Educativos e Comportamentos Título: A dimensão subjetiva da realidade escolar: diálogos sobre educar hoje a partir do materialismo histórico dialético e da psicologia de Vigotski
Sala: 203
Coordenador: Wanda Maria Junqueira de Aguiar
10:30am - 10:45am
Intervalo / Coffee & Tea Break 1 Piso 3
10:45am - 11:45am
Keynote 3: Leandro S. Almeida: ADAPTAÇÃO E SUCESSO NO ENSINO SUPERIOR: QUANDO AS TAXAS DE INSUCESSO E DE ABANDONO CONTRADIZEM A DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO
Local: Auditório 1 / Sala 301 11:45am
- 12:15pm
Apresentação do programa HOPEs: Programa de Promoção das Relações Interpessoais Positivas no 1º ciclo Local: Auditório 1 / Sala 301
13:15pm - 14:30pm
Almoço / Lunch 2 14:30pm
- 15:30pm
Keynote 4: Miguel Zabalza: NUEVAS METÁFORAS PARA RECONSTRUIR EL RELATO DE LA DIDÁCTICA:
COREOGRAFÍAS, ENGAGEMENT, BUENAS PRÁCTICAS Local: Auditório 1 / Sala 301
13:15pm - 14:30pm
Almoço / Lunch 2
15:30pm - 17:00pm
M 5.1:
Avaliação em Contexto Educativo Sala: 303 Coordenador:
Vera Monteiro
M 5.2: Contextos Educativos e Comportamentos Sala: 305 Coordenador:
José Morgado
M 5.3:
Ensinar e Aprende r Sala:
309 Coorden ador:
Liliana Salvador
M 5.4: Literacia e Educação Sala: 310 Coordenador:
Ana Cristina Silva
M 5.5: Motivação e Emoções Sala: Sala de Atos
Coordenador:
Lourdes Mata
S 5.1: Educação, Família(s) e Comunidade Título: Inclusão de jovens e adultos com deficiência/incapacida de na comunidade Sala: 301
Coordenador: Júlia Serpa Pimentel 17:00pm
- 17:30pm
Sessão de Encerramento / Closing Ceremony Auditório 1 / Sala 301
3
KEYNOTE 1 ‐ 9h 30m‐10h 30m
Learning to read and write: How it starts and how it continues Peter Bryant – Universidade de Oxford
SIMPÓSIO 1.1‐ 11.00‐12h 30m
Bullying ‐ Investigação, prevenção e intervenção Coordenador: José Morgado, ISPA – Instituto Universitário, CIE‐ISPA Resumo:
O fenómeno do bullying entre crianças, adolescentes jovens nas suas diferentes variações é actualmente uma das maiores preocupações na generalidade das comunidades educativas. Diferentes estudos sugerem que em Portugal entre 20 a 30% de adolescentes até aos 13 e os 15 anos já se terá envolvido em episódios de bullying verificando‐se com particular preocupação a subida significativa de cyberbullying e também o envolvimento de crianças mais novas. Sabe‐se também que a ocorrência de situações de bullying é bem superior ao número de casos que são relatados. Neste contexto e dada a gravidade e frequência com que ocorrem estes episódios é imprescindível que lhes dediquemos atenção ajustada, nem sobrevalorizando, nem tudo é bullying, o que promove insegurança e ansiedade, nem desvalorizando, o que pode negligenciar riscos e sofrimento. Neste universo para além da investigação e aprofundamento dos conhecimentos obre o fenómeno importa considerar dois eixos fundamentais de intervenção por demais conhecidos, a prevenção e a intervenção. Nesta perspectiva, este simpósio procura complementar uma abordagem a estas três dimensões: investigação, prevenção e intervenção considerando diferentes variantes do bullying.
Comunicação 1 ‐ Bullying: estado da arte
Sónia Seixas, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém Resumo:
Nesta comunicação proceder‐se‐á à caraterização concetual do fenómeno bullying, aos seus diferentes tipos de comportamentos e papéis desempenhados. Será igualmente feito um pequeno resumo quanto aos principais resultados da investigação neste domínio.
Comunicação 2 ‐ Bullying e cyberbullying: semelhanças e diferenças Luís Fernandes, Associação Sementes de Vida, Beja
Resumo:
Nesta comunicação, serão abordadas as diferenças entre o bullying e o cyberbullying, na sua grande maioria decorrentes das características da comunicação mediada pelos ecrãs. Serão ainda abordados os principais sinais de alerta e facilitadores da sua ocorrência.
Comunicação 3 ‐ Abordagens de intervenção face ao cyberbullying Tito de Morais, Projeto MiudosSegurosNa.Net
Resumo:
Esta comunicação procura caracterizar de forma breve, as diferentes abordagens de intervenção face ao cyberbullying, nomeadamente regulamentares, educacionais, parentais e tecnológicas. Serão igualmente apresentadas algumas orientações práticas.
Manhã dia 9 de julho
4 Sessão M1 ‐ 11.00‐12h 30m
MESA 1.1
Avaliação em Contexto Educativo
Comunicação 1 – Avaliação da educação superior no Brasil: Avanços e impasses com foco na qualidade Maria das Graças Vieira Guerra, Lourdes Maria Rodrigues Cavalcanti, Universidade Federal da Paraíba Iracema Campos Cusati / Universidade de Pernambuco
Resumo:
O presente estudo tem como objetivo principal debater sobre a qualidade da educação universitária, que, embora não nova, facilite o processo de avaliação e acreditação de instituições e programas. Quanto à metodologia aplicada para o alcance de tal finalidade, adotou‐se a pesquisa de caráter descritivo e de abordagem qualitativa, tratando‐se de uma revisão da literatura sobre a temática, em especial desde o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, que foi criado, através da Lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004 e na política da internacionalização, bem como o olhar dos atores envolvidos sobre qualidade com relação aos cursos de graduação como fator decisivo nos planos de melhoria das instituições de educação superior. Com os resultados, constatou‐se que o fato de que a qualidade é um conceito histórico e que em cada período foi avaliado de uma maneira diferente, é importante que na era da globalização seja adotada uma nova concepção, pelo menos, pensar no campo da materialização. Entretanto, a qualidade tem múltiplas dimensões e interpretações. Mas o problema não consiste em buscar uma nova definição de qualidade, já que na literatura encontramos várias, mas precisamos determinar o que melhor se adequa à avaliação nas condições da realidade de cada curso, de cada área, sem esquecer que a qualidade deve ser a combinação de dois fatores preponderantes, que é a relevância e o impacto, porque você não consegue conceber instituição universitária de qualidade que não seja relevante em seu ambiente social.
Comunicação 2 – As habilidades socioemocionais na perspectiva da avaliação da aprendizagem dos alunos da EEFM Joao Mattos
Laudenise Damasceno, Maria Flávia Albuquerque, Rivane Oliveira da Costa, Simone Sales Portela Lima & Vladimir Primo de Sousa, EEFM JOÃO MATTOS ‐ SEDUC ‐ CE, Fortaleza
Resumo:
Este estudo procura identificar como as relações interpessoais baseadas nas competências sócioemocionais entre alunos e professores da EEFM João Mattos interferem na avaliação da aprendizagem e procuram indicam caminhos para amenizar as reprovações e abandono existentes no ensino médio da citada escola, pois ainda há uma preocupação conteudista de professores e gestão que encontra‐se desarticulada do contexto da juventude da sociedade atual. É preciso atentar para as relações professor‐aluno, aluno‐aluno, professor‐professor, gestão‐professor e gestão‐aluno. É importante considerar que a escola é feita de seres humanos com desejos, anseios, problemas e questionamentos e não apenas seres humanos aptos a receber informações das disciplinas ensinadas. É imprescindível que a escola compreenda que a aprendizagem possui várias dimensões e abrange a relação entre os diversos aspectos do desenvolvimento que se desenrolam mediadas por interações estabelecidas entre as pessoas e seu ambiente. Assim, o objetivo desse estudo foi identificar como as relações interpessoais que acontecem na escola e principalmente as relações entre professores e alunos interferem no desempenho da avaliação da aprendizagem nas turmas de Ensino Médio da EEFM João Mattos. Através desse estudo pudemos vivenciar momentos de reflexão sobre os tipos de avaliação da aprendizagem que são utilizadas na EEFM João Mattos e como o sucesso ou fracasso escolar estão ligados à afetividade entre professor e aluno. A metodologia utilizada na elaboração desse trabalho foi a quali‐quantitativa, uma vez que foram utilizados questionários e entrevistas com professores e alunos dos turnos da manhã, tarde e noite.
Comunicação 3 ‐ O uso do kahoot como ferramenta de avaliação gamificada: Um relato de experiências no ensino de física
Artur Araújo Cavalcante, João Bathista, Gylvandenys Sales, Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará
Resumo:
Diante do aumento das pesquisas sobre a utilização da gamificação como estratégia de ensino, têm surgido alguns recursos tecnológicos cujo propósito é facilitar o uso dessa metodologia em sala de aula. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo descrever as potencialidades do Kahoot, um destes referidos recursos tecnológicos, como ferramenta de avaliação em atividades gamificadas. Esta pesquisa, de natureza qualitativa, apresenta um estudo exploratório e descritivo de uma experiência vivenciada com o Kahoot por alunos de Ensino Médio de uma instituição de ensino particular de Fortaleza (CE). Os resultados evidenciaram o potencial dessa ferramenta como instrumento de avaliação
5 em atividades gamificadas por possibilitar a utilização de feedback imediato das respostas, pontuação e ranking. Além disso, o uso adequado do Kahoot associado ao conhecimento substancial sobre gamificação também possibilitará que a avaliação seja atraente, envolvente e prazerosa para o aluno. Por fim, acredita‐se que subjacente à utilização eficaz das tecnologias digitais em sala de aula deve sempre existir uma metodologia de ensino/aprendizagem adequada e consistente.
Comunicação 4 ‐ GIFs Aplicados na Avaliação formativa no Moodle
Monck Charles Nunes de Albuquerque, Gilvandenys Leite Sales, IFCE | Eliana Alves Moreira Leite, PMF Resumo:
O design de interação das interfaces dos AVA, que priorizam espaços de emissão e recepção de mensagens ou arquivos, não facilitam a formação de vínculos afetivos, necessários muitas vezes ao processo de aprendizagem. Este artigo descreve a concepção da inserção de GIFs animados como escala de avaliação formativa associada à menções qualitativas no Ambiente Virtual Moodle. Tomou‐se por fundamentação o Modelo Learning Vectors (Modelo LV) com seus Vetores‐Aprendizagem e escala iconográfica, LV Ícones. A escolha de menções qualitativas tipo: Muito Bom, Bom, Regular, Fraco, Não Satisfatório e Neutro, associada à GIFs pode ser um caminho mais motivador e engajador no processo de avaliação. Foi feita a implementação na ferramenta Fóruns de discussão simples. Concebida e desenvolvida essa escala de avaliação que utiliza o poder das cores e ícones animados a serem aplicados pelos Professores/Tutores em suas intervenções pedagógicas nos AVA, espera‐se tornar a sala de aula virtual em espaço mais afetivo e motivador.
MESA 1.2
Contextos Educativos e Comportamentos
Comunicação 1 – Inteligência emocional e ajustamento psicológico de educadoras de infância: O papel da perceção de aceitação‐rejeição pelo/a superior/a hierárquico/a
Carla Peixoto, Vânia de Magalhães Rodrigues, Francisco Machado, Instituto Universitário da Maia Resumo:
A qualidade das relações que os profissionais de educação estabelecem no seu contexto de trabalho, nomeadamente a aceitação por parte de figuras significativas, parece estar associada à sua competência socioemocional (e.g., Jennings &
Greenberg, 2009; Brackett, Palomera, & Mojsa‐Kaja, 2010) e ao seu bem‐estar pessoal (e.g., Erkman, Caner, Sart, Börkan, & Sahan, 2010; Rohner, Khaleque, Elias, & Sultana, 2010; Tulviste & Rohner, 2010). Sendo esta uma área temática pouco explorada, nomeadamente em Portugal e junto de profissionais de educação de infância, este trabalho procurou analisar o papel preditor da perceção de aceitação‐rejeição relativamente ao/à seu/sua superior/a hierárquico/a na inteligência emocional e no ajustamento psicológico de educadores/as de infância. Participaram 100 educadoras de infância a exercer atividade profissional maioritariamente no norte do país. A sua experiência profissional variava entre 1 e 38 anos (M = 18.38, DP = 11.40). A recolha de dados realizou‐se online através de um questionário sociodemográfico, do Questionário de Aceitação‐Rejeição do Supervisor (Machado, Machado, & Simão, 2016), da Escala de Avaliação das Emoções (Schutte, Malouff, & Bhullar, 2009) e do Questionário de Avaliação da Personalidade (Rohner
& Khaleque, 2005). Recorrendo a análises de regressão múltipla hierárquica, e após controlar o efeito dos anos de experiência, foi possível verificar que a perceção de aceitação‐rejeição em relação ao superior/a hierárquico/a em contextos de educação de infância representa um fator relevante na predição da inteligência emocional e do ajustamento psicológico dos/as educadores/as de infância, dimensões consideradas determinantes para a qualidade das experiências educativas proporcionadas às crianças em idade pré‐escolar.
Comunicação 2 – Comportamento exploratório em relação à carreira de universitários brasileiros de Administração:
Comparando ingressantes e concluintes
Fernanda Aguillera, Suellen Estevam Bortolotti, Universidade de São Paulo | Mara Leal, Universidade do Minho Resumo:
O ensino superior exerce importante papel no planejamento de carreira dos estudantes. Segundo a perspectiva desenvolvimentista, para além da formação profissional, tarefas de exploração e preparação para o mundo do trabalho interferem na empregabilidade dos jovens e precisam ser estimuladas. O presente objetivou: mapear o comportamento exploratório de carreira de jovens universitários iniciantes e concluintes de um curso de Administração; e, verificar possíveis diferenças em seu repertório tendo em vista a vivência universitária. Justifica‐se como diagnóstico inicial para nortear ações futuras de estimulação desses comportamentos entre os jovens. Participaram 83 estudantes do curso de Administração de uma universidade privada, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 37 anos (M=25), sendo 41 matriculados no 1º período (ingressantes) e 42 no 8º período (concluintes). Foram aplicados questionário de
6 caracterização e a Escala de Exploração Vocacional para Universitários, e realizadas análises descritivas e test t de Student. Resultados preliminares mostraram que o comportamento exploratório dos estudantes é reduzido, tanto em termos de autoconhecimento, como na exploração de oportunidades e informações acerca da carreira, o que parece aumentar com a vivência prática de estágios. A partir desse diagnóstico, oficinas de Planejamento de Carreira passaram a ser oferecidas. Além disso, passou‐se a incentivar, entre os docentes, que adotem métodos didáticos que melhor aproximem teoria e prática, como metodologias ativas de ensino‐aprendizagem e realização de visitas técnicas. O estimulo à exploração e preparação para a carreira no contexto universitário é discutido, considerando‐se meios contemporâneos que podem ser adotados para se cumprir tal função.
Comunicação 3 ‐ Prevenção do abandono no Ensino Superior: Contributos do Psicólogo nas instituições
Joana Casanova, CIEd ‐ Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho | Ana Bernardo, Escola de Psicologia da Universidade de Oviedo | Leandro S. Almeida, CIEd ‐ Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho
Resumo:
A progressiva democratização do acesso ao Ensino Superior trouxe uma maior diversidade de estudantes às instituições, constituindo um maior desafio para os estudantes e instituições. Havendo uma preocupação europeia com o aumento da taxa de população adulta com formação superior, a par do aumento do número de ingressos, a redução do abandono é um objetivo incontornável. As possibilidades que o sistema educativo permite como a mobilidade dentro e entre instituições e o reingresso, complexificam o conceito de abandono. Face a esta complexidade, várias são as possibilidades das instituições para promoverem a persistência e prevenirem o abandono e os psicólogos da educação podem dar um especial contributo para tal. Partindo da análise de alguns fatores que colocam, especialmente os estudantes do 1º ano em risco de insucesso e/ou de abandono, analisamos a pertinência e viabilidade de algumas respostas institucionais. Para além da tradicional disponibilização de Serviços de Psicologia, mais dedicados à intervenção direta e individualizada junto do estudante, é possível refletir outras formas de atuação do psicólogo consubstanciadas em práticas institucionais preventivas e abrangentes com vista ao desenvolvimento psicossocial do estudante, à capacitação docente e à reflexão sobre a missão do ensino superior.
Comunicação 4 – A Pedagogia sistêmica e suas contribuições no ambiente escolar dos discentes da EEFM João Mattos Elizabete Távora Francelino, Maria Flávia Coelho Albuquerque, Luzia Mônica Lima da Fota Araújo, Maria de Lourdes Benevides de Magalhães, Jorge Fernandes, EEFM João Mattos ‐ SEDUC ‐ CE, Fortaleza, Brasil
Resumo:
Este artigo tem como objetivo apresentar uma experiência de pedagogia sistêmica na Escola de Ensino Fundamental e Médio João Mattos com enfoque nas dificuldades apresentadas pelos alunos no cotidiano escolar. A pedagogia sistêmica se apresenta como uma abordagem na qual os problemas são vistos na sua complexidade, pois o aluno traz o seu problema para a escola. O trabalho se justifica pela contribuição da pedagogia sistêmica através da constelação familiar na escola com jovens com dificuldades de aprendizagem que decorrem de questões emocionais e familiares. A pesquisa é de natureza qualitativa e teve como sustentação uma revisão bibliográfica com foco na experiência empírica e na compreensão da teoria das Constelações Familiares Sistêmicas desenvolvida por Bert Hellinger e a teoria da Pedagogia Sistêmica de Marianne Franke‐Gricksch. A metodologia será a pesquisa de investigação qualitativa/descritiva, fazendo uso da investigação‐ação com o estudo de caso, usando os instrumentais de coleta de dados: entrevistas, grupos focais, observação sistemática e participante. Constatou‐se que as constelações familiares associada à pedagogia sistêmica contribuem como uma nova abordagem para a educação contemporânea, com eficácia na terapia de jovens com dificuldades de aprendizagem na escola e em relacionamentos interpessoais.
MESA 1.3
Contextos Sociais e Desenvolvimento
Comunicação 1 – Desenvolvimento moral e conceito de mentira nas crianças
Maria José D. Martins, Instituto Politécnico de Portalegre, UIDEF – Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
| Beatriz Estevão, Instituto Politécnico de Portalegre Resumo:
Esta investigação teve como objetivos compreender como se processa o desenvolvimento moral de crianças em idade escolar, em particular no que concerne à compreensão e evolução do conceito de mentira e à capacidade para diferenciarem entre as consequências das ações e as intenções dos atores em pequenas narrativas, no âmbito da teoria de Piaget sobre desenvolvimento moral. Atualmente a convenção dos direitos da criança e a legislação portuguesa admitem o direito de audição e de participação da criança nos processos judiciais e administrativos que lhe respeitem e
7 o referencial da educação para a cidadania, do Ministério de Educação Português, pressupõe uma educação para a responsabilidade e autonomia. A metodologia deste estudo foi de natureza qualitativa e envolveu entrevistas individuais semi‐estruturadas a 146 crianças, com idades entre os 6 e os 10 anos, a frequentar um dos quatro anos de escolaridade, de uma escola do 1.º ciclo do ensino básico numa cidade do Alto Alentejo. Foram efetuadas 10 questões: 3 sobre a mentira; 4 sobre uma história que avaliava o nível de desenvolvimento moral no que concerne especificamente o realismo versus subjetivismo moral; e 3 sobre a susgestionabilidade a 3 figuras de referência. Os resultados sugerem que a maioria das crianças é capaz de diferenciar a verdade da mentira e encontra‐se em transição da heteronomia para a autonomia moral, sendo no entanto altamente sugestionável por figuras de referência. Os resultados são discutidos em termos das competências e limitações das crianças para atuarem de forma responsável e fornecerem depoimentos credíveis.
Comunicação 2 – As perdas podem contribuir para o desenvolvimento psíquico?
Cristina Cruz, Helena Ventura & Margarida Pocinho, Escola Básica do 2º e 3º Ciclo dos Louros Resumo:
O luto é caracterizado por um conjunto de particularidades que o torna distinto de outros processos comportamentais.
O objetivo deste trabalho consiste em fazer uma abordagem sobre as perdas na infância até à adolescência, sobre a forma de como a criança e o jovem vivem o processo de luto. Este estudo analisa a forma de como as crianças e os jovens percecionam as perdas. Para compreender este fenómeno, foi utilizado o desenho e uma grelha de análise que teve como base o questionário Fear Survey Schedule for Children – Revised (FSSC‐R) de Ollendick. Participaram crianças e jovens com idades compreendidas entre 9 e 17 anos que frequentam o 5º e 9º ano de escolaridade, em escolas públicas e privadas do Funchal. Os principais resultados revelam que o tema mais representado pelas crianças está relacionado com a perda associada à morte de uma figura significativa e do seu animal de estimação e na do jovem acresce o amor pelo outro. Este estudo permitiu‐nos ainda, conhecer os fatores que podem facilitar ou dificultar o processo de luto nas crianças e nos jovens, com o intuito de integrá‐lo de forma saudável no seu desenvolvimento e contexto social.
Comunicação 3 ‐ O papel da agressão e vitimação entre pares no insucesso e abandono escolar
Maria José D. Martins, Instituto Politécnico de Portalegre, UIDEF‐IEUL | Adelaide Proença, Instituto Politécnico de Portalegre
Resumo:
O sistema educativo português tem tido como uma das suas preocupações prioritárias o combate ao insucesso escolar e a promoção do sucesso educativo. Os ambientes relacionais na escola podem ser um importante fator de facilitação das aprendizagens. No sentido de contribuir para compreender as causas do insucesso escolar e melhor promover o sucesso educativo analisam‐se os dados de duas investigações (uma com 572 alunos do ensino básico e secundário e outra com 15 professores dos três níveis do ensino básico) que procuraram verificar quais as relações que existem entre as condutas agressivas entre pares, percepcionadas e auto relatadas pelos alunos e o seu sucesso escolar, por um lado, e as percepções dos professores sobre as condutas dos seus alunos e o seu sucesso escolar, por outro. No primeiro estudo utilizou‐se um questionário para avaliar agressão/vitimação entre pares (verbal, relacional e física) e um questionário de nomeação de pares. No segundo estudo aplicou‐se um questionário de perceção de crianças em risco social a professores, que incluía uma escala sobre condutas agressivas. Os dados obtidos nestes questionários foram relacionados com uma medida de sucesso escolar (aprovação/reprovação no final do ano letivo). Os resultados sugerem uma relação entre o comportamento agressivo dos alunos e o insucesso escolar, quer nos seus auto e hetero relatos, quer através da perceção dos docentes, sugerindo que programas de prevenção de bullying, indisciplina e agressão entre pares, envolvendo a participação dos próprios alunos, podem contribuir para a promoção do sucesso escolar e para a prevenção do abandono escolar.
Comunicação 4 ‐ Intervenção do psicólogo escolar em contextos de risco Susana Vilarinho, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa Resumo:
Será que a intervenção de um psicólogo escolar, orientada por um Programa de Competências de Vida (PCV) numa escola com elevada taxa de insucesso escolar, pode alterar este cenário? No presente trabalho procura analisar‐se o impacto do PCV nos comportamentos de 52 alunos de 13 anos (M=12.94, DP=1.23), bem como no desempenho académico. A metodologia adoptada foi de um estudo quasi experimental, onde os alunos do grupo de controlo (n=39), de 13 anos (M=12.79, DP=0.98), não foram alvo de intervenção. O PCV foi implementado durante um ano letivo pelo psicólogo escolar na presença do diretor de turma, consistiu em 30 sessões e assentou em atividades participativas, assembleias de turma mensais e trabalho de projeto. O programa foi parte integrante do currículo escolar dos alunos.
8 Um Questionário de Competências de Vida foi aplicado aos alunos dos dois grupos, antes e após a intervenção.
Compararam‐se os resultados escolares e as competências de vida dos dois grupos. Os resultados indicam que o grupo de intervenção revelou maiores benefícios do que o grupo de controlo, nomeadamente no que diz respeito à resiliência, método de estudo, empatia, participação nas aulas e autoestima. As raparigas do grupo de intervenção aumentaram a média de todas as competências, com exceção da cooperação. Os participantes do grupo de intervenção registaram um maior sucesso académico (taxa de transição) do que os participantes do grupo de controlo. Enfatizamos as vantagens observadas para alunos em risco de trajetórias escolares de insucesso e a importância do psícologo escolar em contextos de exclusão social.
Comunicação 5 ‐ O curso de pedagogia e a EAD: Limites e possibilidades de inclusão digital
Maria José Portela Corrêa, António Rodrigues, João Carlos Coqueiro, Maria do Socorro Silva, Sílvia de Fátima Silva, Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – UTAD
Resumo:
Usar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como aliadas da educação tem sido um grande desafio aos educadores deste milênio e quando se trata de EaD, elas se tornam estratégias indispensáveis de inclusão digital, na perspectiva de atingir um público adulto que trabalha e dispõe de pouco tempo para investir em uma faculdade de ensino regular. Este trabalho tem como objetivo analisar o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como ferramenta de inclusão social na implantação do curso de Pedagogia ministrado pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), ofertado pelo Polo da Universidade Aberta do Brasil de Nina Rodrigues no Estado do Maranhão. A metodologia utilizada na investigação foi análise documental, estudos bibliográficos e um relato de experiências de tutores e alunos sobre a implantação do curso de Pedagogia no segundo semestre de 2017. Ao final desse estudo de caso constatamos a importância das políticas de Integração das TIC e a necessidade de um maior investimento na implantação de políticas públicas voltadas para as pessoas de classes populares
MESA 1.4 Diversidade e Educação
Comunicação 1 – Inclusão no ensino superior: perspetivas de estudantes com Necessidades Educativas Especiais de uma universidade pública portuguesa
Evelyn Santos, Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, Universidade de Aveiro | Paula Vagos, Universidade Portucalense | Dayse Neri de Souza, Centro Universitário Adventista de São Paulo – UNASP‐EC
Resumo:
A inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais (NEE) tem sido uma realidade cada vez mais verificada na educação. Novas práticas em favor da acessibilidade física, atitudinal e digital para os alunos também tem sido percebidas ao nível do Ensino Superior. No caso de Portugal, nos últimos anos, um maior número de alunos com NEE tem ingressado em Instituições de Ensino Superior (IES). Entre muitas razões, acredita‐se que o apoio de uma política que apresenta um Contingente de Acesso Especial que garanta um número de vagas para alunos com NEE, pode ser um dos principais aspectos. No entanto, ao nível nacional, as políticas de inclusão no ensino superior que garantem os direitos e permanência dos alunos com NEE não são verificadas. Dada essa realidade, as IES criaram estatutos internos e tem apoiado os alunos caso a caso. Por um lado, essas iniciativas de apoio podem favorecer a trajetória dos alunos, por outro, podem permitir que o aluno fique à mercê da sensibilidade das IES. Neste sentido, este estudo apresenta, num contexto qualitativo, as percepções de 10 alunos com diferentes NEE, de vários ciclos e cursos sobre inclusão numa Universidade Pública Portuguesa. Nosso objetivo é representar os principais apoios oferecidos pela IES, evidenciados pelos alunos como potenciadores na inclusão no Ensino Superior. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada e analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, com o apoio do software de análise qualitativa webQDA. A partir dos resultados, verificou‐se que os alunos relataram um apoio satisfatório das IES nos diferentes suportes oferecidos. A partir desses resultados, diferenciamos três categorias de acessibilidade, sendo apresentadas em ordem de maior referência: 1. atitudinais (187 referências), 2. físicas / estruturais (49 referências) e 3.
digitais / materiais (48 referências). É notável que todos esses aspectos se fundem, e um trabalho de coesão entre todos os suportes listados é necessário. Neste sentido, o presente trabalho visa promover a reflexão sobre as dimensões de apoio à inclusão de alunos com NEE no Ensino Superior, com base na realidade de uma IES pública portuguesa
Comunicação 2 – Diversidade e Inclusão nas Instituições de Ensino Superior
Júlio Mello D’Amato, Unilasalle, Simone Garrido Esteves Cabral, Adriana Pires de Arezzo, Unilasalle, Rio de Janeiro
9 Resumo:
A educação inclusiva nas Instituições de Ensino Superior (IES), além de cada vez mais ser pauta de discussão frequente no meio acadêmico, se faz presente, configurando‐se como uma realidade a ser aprimorada, uma vez que reconhecer a diversidade, promovendo sua aceitação é um dos grandes desafios do mundo contemporâneo. O presente relato de experiência se refere à inclusão de alunos, com necessidades educativas específicas ou em situação de vulnerabilidade social no Centro Universitário La Salle/RJ – UNILASALLE/RJ –, Instituição de Ensino Superior Confessional. A inclusão torna‐se possível por haver na instituição um espaço de escuta, por excelência, o NAPPE (Núcleo de Atendimento Psicopedagógico), com vistas a encaminhamentos que tornam o cotidiano do aluno possível, de acordo com o que de melhor a Instituição Lassalista pretende oferecer. Ao longo dos anos, o Núcleo vem se tornando uma referência para todos que acreditam que este trabalho ao lado da direção, coordenações, professores e funcionários bem representa a proposta maior de formação da Instituição. Promover Educação é, antes de tudo, acreditar que nossa condição de humanos passa pelo receber, respeitar e nos solidarizar frente à toda a diversidade humana e suas vicissitudes. O Centro Universitário LaSalle/RJ inseriu‐se na vida desses alunos como uma importante contribuição no caminhar, que, espera‐
se, seja de sucesso em suas trajetórias de vida e na constituição de uma profissão.
Comunicação 3 – Percursos de vida de jovens que foram abrangidos por currículos específicos
Maria Teresa Santos, Adelaide Espírito Santo, José Pereirinha Ramalho, Maria Cristina Faria, Cesário Almeida, José Pedro Fernandes & José António Espírito Santo, Instituto Politécnico de Beja
Resumo:
A expansão da escolaridade obrigatória a todas as crianças e jovens, incluindo as que apresentam necessidades educativas especiais decorrentes das mais variadas situações, é hoje uma realidade em muitos sistemas educativos que prosseguem o objetivo de garantir o direito a uma educação inclusiva. No sistema educativo português, a partir do decreto lei 3/2008, foram propostos currículos específicos individuais (CEI) para alunos com problemáticas mais graves, abrindo‐se uma via de certificação de competências muito distante do currículo comum. Neste quadro, iniciámos uma investigação sobre os percursos de vida dos jovens que frequentaram os agrupamentos de escolas do Baixo Alentejo com CEI e PIT (Plano Individual de Transição) e que terminaram a sua escolaridade obrigatória a partir de 2012. É nosso propósito ter uma abordagem tão compreensiva e aprofundada quanto possível sobre as competências adquiridas na escola, na família, na comunidade, nos contextos de formação vocacional e profissional com impacto nos processos de capacitação, autodeterminação e qualidade de vida. No âmbito de um modelo de investigação de natureza exploratória, descritiva e interpretativa, socorremo‐nos de vários métodos e técnicas, confrontando diversas fontes e recorrendo à análise qualitativa e quantitativa. Participam no estudo coordenadores dos Departamentos de Educação Especial dos Agrupamentos de escolas, jovens, familiares e coordenadores de outras instituições. Nesta comunicação apresentaremos alguns dos dados preliminares da investigação em curso. Prevê‐se que os problemas identificados e as conclusões obtidas possibilitarão desenhar planos de intervenção educativa mais adequados a esta população e implementar ações de formação junto dos atores educativos locais.
Comunicação 4 ‐ Os conceitos de inclusão e amorosidade, utilizados como fundamentos para uma educação de qualidade social para jovens e adultos
Ana Cláudia Lima de Assis, Maria José Marques Lima, Sandra Maria Soares de Oliveira, Universidade do Minho Resumo:
Promover a escolarização de Jovens e adultos, garantindo permanência com sucesso é um desafio da contemporaneidade, principalmente se tratando de um público envolto, numa vida de exaustivo trabalho, responsabilidade, educação dos filhos e sobrevivência sua e da família. Aliado a uma sala de aula formal, descontextualizada, pautada numa educação bancária, que não motiva esse educando a permanecer de forma prazerosa na escola, por se encontrar esvaziada de sentido e significados. Este trabalho discute os desafios enfrentados pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos Donaninha Arruda, de envolver seus alunos no processo ensino aprendizagem, promovendo a inclusão social e o sucesso escolar, a partir de uma ação político pedagógica, pautada na construção coletiva, no diálogo e amorosidade, utilizando das diversas linguagens para envolver seus educandos. O Trabalho, a partir da revisão bibliográfica, e observação participante, trazem as principais dificuldades enfrentadas pela escola, na busca de uma educação pautada em princípios de igualdade, respeito pelo diferente, dialogicidade e amorosidade, considerando o ‘outro’ como sujeito de direitos, pleno de possibilidades. Nesse sentido, o artigo se fundamenta na discussão dos seguintes autores: Freire(1996), Andriola(2000), Calado(2001) e Toniolo(2010). Estes, colaboram na recuperação do sentido do educar, enquanto acolhida das diversas gerações e a sua inserção na cultura, bem como, fundamentam a realização de um trabalho com a comunidade educativa, viabilizando a permanência com sucesso, a partir de ambientes inclusivos, cuja tônica da amorosidade e do acolhimento, contribuíram para o desenvolvimento pessoal e profissional dos educandos daquela instituição.
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Comunicação 5 ‐ Os desafios da implementação de uma rede de apoio à escolarização de uma estudante com paralisia cerebral: A dimensão subjetiva do trabalho colaborativo
Alessandra Bonorandi Dounis & Neiza de Lourdes Frederico Fumes, PPGE/Universidade Federal de Alagoas Resumo:
Este trabalho tem como objetivo analisar a constituição da dimensão subjetiva dos envolvidos na construção de uma rede de apoio à inclusão e à permanência escolar de uma estudante com Paralisia Cerebral. Para alcançá‐lo, optamos pelo desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa, com abordagem Sócio‐Histórica, ancorada nos pressupostos epistemológicos de Vigotski. Iniciamos a aproximação com o campo de pesquisa em uma escola municipal de Ensino Fundamental da cidade Maceió/Alagoas/Brasil, no começo do ano letivo de 2016 e permanecemos na instituição até o momento. . Os participantes são os professores, os gestores, a técnica de Educação Especial e os familiares de uma estudante com Paralisia Cerebral. Os dados estão sendo produzidos a partir dos procedimentos da entrevista reflexiva individual e coletiva, da autoconfrontação simples e cruzada e da consultoria colaborativa. Até o momento, pudemos vivenciar encontros de consultoria colaborativa e formação com os professores da escola, reuniões de planejamento conjunto com professoras, gestoras, técnica de educação especial e família, além de algumas observações em sala de aula e demais espaços escolares. Inicialmente, identificamos os entraves para o desenvolvimento das atividades de colaboração e para a articulação da rede, além de certa resistência de alguns dos membros para o trabalho coletivo. No entanto, no decorrer das vivências e a partir do envolvimento na resolução coletiva dos problemas emergentes da inclusão da estudante com paralisia cerebral nas atividades escolares, vimos se destacarem as mediações da
subjetividade dos participantes da rede, que vêm colaborando ou não para sua efetivação. Os resultados preliminares apontam para uma necessária modificação na forma de pensar a formação de professores para a inclusão, que permita o desenvolvimento de práticas que levem a interlocução e a colaboração entre os diferentes atores do processo inclusivo. Acredita‐se que a constituição de uma rede colaborativa na escola possa mediar o desenvolvimento profissional de todos os atores da escola, não apenas do professor.
MESA 1.5 Ensinar e Aprender
Comunicação 1 – A dialética objetividade e subjetividade mediando a significação da prática educativa bem sucedida na escola: Um olhar sobre o lugar dos afetos
Eliana de Sousa Alencar Marques & Maria Vilani Cosme de Carvalho, Universidade Federal do Piauí Resumo:
A comunicação a ser apresentada no XIV Colóquio Internacional de Psicologia e Educação reúne elementos teóricos e empíricos que explicam como o professor, ao subjetivar a realidade objetiva consegue realizar a prática educativa bem sucedida. A discussão é realizada a partir das ideias de Vigotski (2009, 2004, 2000, 1998) e Baruch de Espinosa (2008, 2007) que contribuem com a compreensão de que na relação com o mundo, o ser humano constitui sua subjetividade significando o mundo objetivo. Nesse processo, destacam‐se os afetos como forças motivadoras das ações humanas.
Para explicitar essas compreensões no plano da realidade dos processos de ensino e aprendizagem, serão apresentados resultados de pesquisa envolvendo um professor e quatro alunos de escola pública no estado do Piauí(BR). Os dados foram produzidos mediante o uso de entrevistas semiestruturadas e memoriais. Como procedimento de análise fez‐se uso dos Núcleos de significação. Os resultados apontam que professores e alunos vivenciam situações de ensino e aprendizagem que medeiam a produção de afetos que aumentam a potência de pensar e agir, portanto, movimentam os sujeitos porque (re)orientam a produção de sentidos que vão determinar a qualidade das práticas educativas.
Comunicação 2 – Dificuldades de aprendizagem na visão de professores do 4º ano do ensino fundamental da secretaria de educação do distrito federal/Brasil
Erika Rodrigues de Freitas & Otília Maria Alves da Nóbrega Alberto Dantas, Universidade de Brasília Resumo:
Como Pedagoga da Equipe de Apoio Pedagógico (EEAA) da SEDF, tenho me deparado com inúmeros problemas referentes a aprendizagem dos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Como os professores lidam didaticamente com as dificuldades de aprendizagem de seus alunos? O papel de Pedagogo da Equipe visa dar suporte aos professores quanto a organização dos processos didáticos e pedagógicos da escola. Este trabalho tem como objetivo analisar as Dificuldades de Aprendizagem dos estudantes por meio dos relatos de experiências dos professores dos anos iniciais de uma escola pública do Distrito Federal ‐ DF/Brasil. A fundamentação teórica está pautada em Piaget (1971), Vygotsky (1994), Godoy (2011), Pimenta (2003) e outros quanto as categorias Aprendizagem, Ensino e Didática.
11 Metodologicamente, trata‐se de uma pesquisa qualitativa em que foi aplicado questionários (GIL, 1984) à dez professores do 4ª ano do Ensino Fundamental em três diferentes escolas. Os resultados mostraram que os professores compreendem três concepções distintas de Dificuldades de Aprendizagem quais sejam: assimilar conteúdos, incapacidade em assuntos específicos e obstáculos durante o processo de aprendizagem como: dificuldade na escrita, na leitura, na fala, na concentração e em cálculos matemáticos. Verificou‐se que a atuação desses profissionais frente a esse fenômeno está centrada na superação das dificuldades, realizando intervenções, buscando apoio em instituições sociais como a família e a escola. O interesse em discutir este tema decorre da necessidade de encontrar iniciativas visando à construção de novas metodologias que evitem ou superem as Dificuldades de Aprendizagem e ressaltem o papel do Pedagogo neste contexto. Neste sentido, conclui‐se que o conhecimento didático é pouco empregado pelos professores, seja por comodismo ou pelo limitado conhecimento sobre a Didática. Acreditamos que cabe a EAPE promover formação continuada a estes docentes no sentido de superação de tais dificuldades e promovendo a aprendizagem de seus alunos.
Comunicação 3 ‐ Aprender viajando: A aula de campo como mecanismo facilitador no processo de aprendizagem dos discentes da EEFM João Mattos ‐ Fortaleza/Ce
Maria Flávia Coelho Albuquerque, Laudenise Fonseca Botelho Damasceno, Rivane Oliveira da Costa, Simone Azeredo Sales Portela Lima & Antonio Flávio Costa Pinheiro, EEFM João Mattos ‐ Fortaleza/Ce
Resumo:
Este trabalho objetivou investigar o papel da aula de campo como mecanismo facilitador no processo de ensino‐
aprendizagem na EEFM João Mattos. Optou‐se por trabalhar com alunos do Ensino Médio, que em conversas informais demonstravam desinteresse pelos estudos, reclamavam das aulas repetitivas e da ausência de visualizar na prática os conteúdos dados em sala de aula. Esta pesquisa foi baseada no processo investigativo, sendo utilizadas análises qualitativas e quantitativas, com o uso de questionários aplicados antes e após as aulas de campo, como também entrevistas e observação. Nos questionários aplicados antes das aulas práticas, foi observado o pouco conhecimento histórico, geográfico e biológico dos destinos visitados. Após a aula de campo, as respostas aos questionamentos apontaram uma diferença considerada em relação ao apre(e)nder conhecimentos novos. Os resultados demonstraram que as aulas de campo e a metodologia utilizada favoreceram o processo ensino‐aprendizagem, pois foi constatada a ampliação do conhecimento e do desenvolvimento do espírito crítico dos alunos acerca dos temas estudados, além da visível cooperação e visão da importância do trabalho em equipe.
Comunicação 4 ‐ Bilinguismo: Uma proposta de aprendizagem para a vida
Rosemere Impéres Lira, Escola Santo Afonso Rodriguez – ESAR – Rede Jesuíta de Educação Resumo:
Por compreendermos que a formação de alunos‐cidadãos do mundo, conscientes do seu papel como agentes transformadores do meio ambiente, da sociedade em que estão inseridos e das relações inter e intrapessoais é a função principal da escola, nos propomos a apresentar no XIV Colóquio Internacional de Psicologia e Educação uma comunicação que reúne elementos teóricos e empíricos que explicam a importância do desenvolvimento de um currículo aberto, vivo e provocador de demandas interativas que se serve de múltiplos espaços, compreendendo‐os como ambientes de aprendizagem. A análise se sustenta a partir das ideias de Freire (1987, 1991, 1996 e 2016) que contribui com a compreensão de que a escola deve desenvolver uma prática para além do bancarismo possibilitando que o aluno se perceba como um ser capaz de conhecer e analisar criticamente o mundo, desenvolvendo autonomia e exercitando a empatia e o engajamento nas causas humanas. Será apresentada a experiência da implantação do programa bilíngue em uma escola particular filantrópica no estado do Piauí, Brasil. A experiência contempla 319 alunos com idades entre 06 e 10 anos e acontece a partir de um planejamento integrado entre as diversas áreas do saber e as estratégias linguísticas para a aquisição da língua inglesa. Nesse âmbito, o aluno é agente da sua aprendizagem, enquanto o professor, como facilitador, busca naquele as verdadeiras razões para a sua prática pedagógica. Numa perspectiva interdisciplinar, a imersão total na língua inglesa possibilita a construção de habilidades, competências, atitudes e valores essenciais para o desenvolvimento das crianças.
Comunicação 5 ‐ Uma proposta didático‐pedagógica para o ensino de convecção térmica no ensino médio Matheus Fernandes Mourão & Gilvandenys Leite Sales, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)
Resumo:
A busca por novas metodologias de ensino tem sido alvo de pesquisas na área da educação. O presente trabalho propôs o uso do ensino investigativo, método que visa estimular os alunos a pensar, questionar e discutir assuntos em sala de aula através de situações‐problema. O objetivo deste trabalho foi avaliar como o ensino investigativo pode ser uma
12 ferramenta para motivar e interessar os alunos em sua aprendizagem. Foi elaborado e aplicado um plano de aula do conteúdo de Convecção Térmica com abordagem investigativa tendo como temática um experimento de baixo custo denominado “Lâmpada de Lava”. A aula foi aplicada com 25 alunos do Ensino Médio de uma escola em Fortaleza‐CE. Os alunos tiveram que analisar e identificar durante o experimento conceitos de propagação de calor por convecção. As equipes expuseram suas hipóteses e foi aplicado um questionário para avaliar a proposta metodológica. Todos os dados gerados foram analisados quati‐qualitativamente com auxílio do Excel. Como resultados, observou‐se a participação ativa dos alunos. Embora nenhum deles tenham chegado a uma conclusão cientificamente correta sobre o experimento, todos se aproximaram e mostraram domínio sobre conceitos básicos de Termodinâmica. Foi possível observar a motivação de todos com demonstração investigativa, onde 96% relataram sentir‐se desafiados a fazer previsões e 100%
admitiram obter novos conhecimentos durante o ato investigativo. Mais da metade dos alunos afirmaram ainda que o processo de análise, reflexão e discussão foram os mais interessantes. Conclui‐se que um ensino eficaz e motivador pode ser feito por meio dessa metodologia.