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Comissão Organizadora

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Academic year: 2021

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Comissão Organizadora

Vera Monteiro (Coord.)

Margarida Alves Martins Lourdes Mata

Francisco Peixoto José Morgado

Ana Cristina Silva José Castro Silva

Marta Gomes

Comissão Científica

Ana Isabel Santos (Universidade Açores)

Ana Teresa Brito (Fundação Brazelton/Gomes Pedro, UIED-FCT Universidade Nova Lisboa)

Carlos Ceia (FCSH, Universidade Nova Lisboa) Carolina Carvalho (IE, Universidade Lisboa) Cecília Aguiar (ISCTE)

Cristina Nunes (Universidade Algarve) David Rodrigues (IE, Universidade Lisboa) Denise Fleith (Universidade Brasília) Elisabete X. Gomes (ESEI Mª Ulrich) Elisa Chaleta (Universidade Évora Feliciano Veiga (IE, Universidade Lisboa) Francisco Peixoto (ISPA-Instituto Universitário) Gabriela Portugal (Universidade Aveiro)

Isabel Macedo Pinto Abreu-Lima (Universidade Porto) João Lopes (IE, Universidade Minho)

João Pedro da Ponte (IE, Universidade Lisboa) João Rosa (ESE Lisboa)

Joaquim Armando Ferreira (Universidade Coimbra) Jorge Pinto (ESE Setúbal)

Júlia Serpa Pimentel (ISPA-Instituto Universitário) Leandro Almeida (IE, Universidade Minho) Lúcia Amante (Universidade Aberta)

Luisa Alvares Pereira Aveiro (Universidade Aveiro) Luísa Grácio (FP, Universidade Évora)

Manuel Montanero (Universidade Extremadura) Manuel Peralbo Uzquiano (Universidade Corunha) Manuela Veríssimo (ISPA-Instituto Universitário) Margarida Pocinho (Universidade Madeira)

Mariana Gaio Alves (FCT, Universidade Nova Lisboa) Marina Serra Lemos (Universidade Porto)

Paulo Brazão (Universidade Madeira) Peter Bryant (Universidade Oxford)

Sara Mourão (Universidade Federal Minas Gerais) Terezinha Nunes (Universidade Oxford)

Tiago Almeida (ESE Lisboa)  

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        Programa Geral   

2ª feira, 9/Jul/2018

8:00am - 9:00am

Registo / registration 1 Piso 3, Sala 306 9:00am

- 9:30am

Abertura da Conferência / Conference Opening Local: Auditório 1 / Sala 301

Francisco Peixoto (Vice-Reitor do ISPA), Margarida Alves Martins (Coordenadora do CIE-ISPA) & Vera Monteiro (Coordenadora do XIV CIPE 2018)

9:30am - 10:30am

Keynote 1: Peter Bryant: LEARNING TO READ AND WRITE: HOW IT STARTS AND HOW IT CONTINUES Local: Auditório 1 / Sala 301

Chair: Margarida Alves Martins 10:30am

- 11:00am

Intervalo / Coffee & Tea Break 1 Piso 3

11:00am - 12:30pm

M 1.1:

Avaliação em Contexto Educativo Sala: 303 Coordenador:

Ana Cristina Silva

M 1.2:

Contextos Educativos e Comportament os

Sala: 305 Coordenador:

Lourdes Mata

M 1.3:

Contextos Sociais e Desenvolvimen to

Sala: 309 Coordenador:

Margarida Alves Martins

M 1.4:

Diversidade e Educação Sala: 310 Coordenador:

José Castro Silva

M 1.5:

Ensinar e Aprender Sala: 203 Coordenador:

Patrícia Pacheco

S 1.1: Contextos Educativos e Comportamentos Título: Bullying - investigação, prevenção e intervenção Sala: 301

Coordenador: José Morgado

12:30pm -

14:00pm Almoço / Lunch 1

14:00pm - 15:30pm

M 2.1: Educação, Família(s) e Comunidade Sala: 303

Coordenador: José Morgado

M 2.2: Ensinar e Aprender Sala: 305 Coordenador:

José Castro Silva

M 2.3: Literacia e Educação Sala: 309

Coordenador: Ana Cristina Silva

M 2.4: Motivação e Emoções

Sala: 310

Coordenador: Vera Monteiro

S 2.1: Literacia e Educação Título: Práticas educativas promotoras do desenvolvimento da literacia em jardim-de- infância

Sala: 301 Coordenador:

Margarida Alves Martins

15:30pm - 15:45pm

Intervalo / Coffee & Tea Break 1 Piso 3

15:45pm - 16:45pm

Keynote 2: Maria do Céu Roldão: CURRÍCULO FORMAL E APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA - DILEMA INSOLÚVEL OU INTEGRAÇÃO ESQUECIDA?

Local: Auditório 1 / Sala 301 Chair: José Morgado

17:00pm - 18:30pm

M 3.1:

Problemáticas do Currículo Sala: 303 Coordenador:

José Morgado M 3.2:

Avaliação em Contexto Educativo Sala: 305 Coordenador:

Joana Pipa

M 3.3:

Avaliação Psicológica Sala: 309 Coordenador:

Ana Cristina Silva

M 3.4: Contextos Educativos e Comportamentos Sala: 310

Coordenador:

Margarida Alves Martins

M 3.5:

Educação, Família(s) e Comunidade Sala: Sala de Atos

Coordenador:

José Castro Silva

S 3.1: Avaliação em Contexto Educativo Título: Avaliação na Educação pré- escolar: O sentido de uma proposta de mudança Sala: 301 Coordenador:

Lourdes Mata 18:30pm

- 19:30pm

Porto de Honra | Evening reception

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        Programa Geral   

3ª feira, 10/Jul/2018

8:30am - 9:00am

Registo / registration 2 Piso 3

9:00am - 10:30am

M 4.1:

Contextos Sociais e Desenvolvi- mento Sala: 303 Coordenador : Miguel Mata Pereira

M 4.2:

Contextos Educativos e Comporta- mentos Sala: 305 Coordenador:

José Morgado

M 4.3:

Diversidade e Educação Sala: 309 Coordenador:

José Castro Silva

M 4.4: Ensinar e Aprender Sala: 310 Coordenador:

Ana Cristina Silva

S 4.1: Educação, Família(s) e Comunidade Título:

Dependências ONLINE: da Investigação à Intervenção Sala: 301 Coordenador:

Pedro Aires Fernandes

S 4.2: Contextos Educativos e Comportamentos Título: A dimensão subjetiva da realidade escolar: diálogos sobre educar hoje a partir do materialismo histórico dialético e da psicologia de Vigotski

Sala: 203

Coordenador: Wanda Maria Junqueira de Aguiar

10:30am - 10:45am

Intervalo / Coffee & Tea Break 1 Piso 3

10:45am - 11:45am

Keynote 3: Leandro S. Almeida: ADAPTAÇÃO E SUCESSO NO ENSINO SUPERIOR: QUANDO AS TAXAS DE INSUCESSO E DE ABANDONO CONTRADIZEM A DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO

Local: Auditório 1 / Sala 301 11:45am

- 12:15pm

Apresentação do programa HOPEs: Programa de Promoção das Relações Interpessoais Positivas no 1º ciclo Local: Auditório 1 / Sala 301

13:15pm - 14:30pm

Almoço / Lunch 2 14:30pm

- 15:30pm

Keynote 4: Miguel Zabalza: NUEVAS METÁFORAS PARA RECONSTRUIR EL RELATO DE LA DIDÁCTICA:

COREOGRAFÍAS, ENGAGEMENT, BUENAS PRÁCTICAS Local: Auditório 1 / Sala 301

13:15pm - 14:30pm

Almoço / Lunch 2

15:30pm - 17:00pm

M 5.1:

Avaliação em Contexto Educativo Sala: 303 Coordenador:

Vera Monteiro

M 5.2: Contextos Educativos e Comportamentos Sala: 305 Coordenador:

José Morgado

M 5.3:

Ensinar e Aprende r Sala:

309 Coorden ador:

Liliana Salvador

M 5.4: Literacia e Educação Sala: 310 Coordenador:

Ana Cristina Silva

M 5.5: Motivação e Emoções Sala: Sala de Atos

Coordenador:

Lourdes Mata

S 5.1: Educação, Família(s) e Comunidade Título: Inclusão de jovens e adultos com deficiência/incapacida de na comunidade Sala: 301

Coordenador: Júlia Serpa Pimentel 17:00pm

- 17:30pm

Sessão de Encerramento / Closing Ceremony Auditório 1 / Sala 301

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KEYNOTE  1 ‐ 9h 30m‐10h 30m   

Learning to read and write: How it starts and how it continues  Peter Bryant – Universidade de Oxford 

 

SIMPÓSIO 1.1‐ 11.00‐12h 30m   

Bullying ‐ Investigação, prevenção e intervenção   Coordenador: José Morgado, ISPA – Instituto Universitário, CIE‐ISPA  Resumo:  

O  fenómeno  do  bullying  entre  crianças,  adolescentes  jovens  nas  suas  diferentes  variações  é  actualmente  uma  das  maiores  preocupações  na  generalidade  das  comunidades  educativas.  Diferentes  estudos  sugerem  que  em  Portugal  entre 20 a 30% de adolescentes até aos 13 e os 15 anos já se terá envolvido em episódios de bullying verificando‐se com  particular preocupação a subida significativa de cyberbullying e também o envolvimento de crianças mais novas. Sabe‐se  também  que  a  ocorrência  de  situações  de  bullying  é  bem  superior  ao  número  de  casos  que  são  relatados.  Neste  contexto  e  dada  a  gravidade  e  frequência  com  que  ocorrem  estes  episódios  é  imprescindível  que  lhes  dediquemos  atenção  ajustada,  nem  sobrevalorizando,  nem  tudo  é  bullying,  o  que  promove  insegurança  e  ansiedade,  nem  desvalorizando,  o  que  pode  negligenciar  riscos  e  sofrimento.  Neste  universo  para  além  da  investigação  e  aprofundamento dos conhecimentos obre o fenómeno importa considerar dois eixos fundamentais de intervenção por  demais  conhecidos,  a  prevenção  e  a  intervenção.  Nesta  perspectiva,  este  simpósio  procura  complementar  uma  abordagem  a  estas  três  dimensões:  investigação,  prevenção  e  intervenção  considerando  diferentes  variantes  do  bullying. 

 

Comunicação 1 ‐ Bullying: estado da arte 

Sónia Seixas, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém  Resumo:  

Nesta  comunicação  proceder‐se‐á  à  caraterização  concetual  do  fenómeno  bullying,  aos  seus  diferentes  tipos  de  comportamentos e papéis desempenhados. Será igualmente feito um pequeno resumo quanto aos principais resultados  da investigação neste domínio. 

 

Comunicação 2 ‐ Bullying e cyberbullying: semelhanças e diferenças  Luís Fernandes, Associação Sementes de Vida, Beja  

Resumo:  

Nesta  comunicação,  serão  abordadas  as  diferenças  entre  o  bullying  e  o  cyberbullying,  na  sua  grande  maioria  decorrentes  das  características  da  comunicação  mediada  pelos  ecrãs.  Serão  ainda  abordados  os  principais  sinais  de  alerta e facilitadores da sua ocorrência. 

 

Comunicação 3 ‐ Abordagens de intervenção face ao cyberbullying  Tito de Morais, Projeto MiudosSegurosNa.Net 

Resumo: 

Esta comunicação procura caracterizar de forma breve, as diferentes abordagens de intervenção face ao cyberbullying,  nomeadamente  regulamentares,  educacionais,  parentais  e  tecnológicas.  Serão  igualmente  apresentadas  algumas  orientações práticas. 

 

Manhã dia 9 de julho 

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Sessão M1 ‐ 11.00‐12h 30m 

MESA 1.1 

Avaliação em Contexto Educativo 

Comunicação 1 – Avaliação da educação superior no Brasil: Avanços e impasses com foco na qualidade  Maria das Graças Vieira Guerra, Lourdes Maria Rodrigues Cavalcanti, Universidade Federal da Paraíba  Iracema Campos Cusati / Universidade de Pernambuco 

Resumo:  

O presente estudo tem como objetivo principal debater sobre a qualidade da educação universitária, que, embora não  nova, facilite o processo de avaliação e acreditação de instituições e programas. Quanto à metodologia aplicada para o  alcance  de  tal  finalidade,  adotou‐se  a  pesquisa  de  caráter  descritivo  e  de  abordagem  qualitativa,  tratando‐se  de  uma  revisão  da  literatura  sobre  a  temática,  em  especial  desde  o  Sistema  Nacional  de  Avaliação  da  Educação  Superior  –  SINAES, que foi criado, através da Lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004 e na política da internacionalização, bem como o  olhar  dos  atores  envolvidos  sobre  qualidade  com  relação  aos  cursos  de  graduação como  fator  decisivo nos  planos  de  melhoria das instituições de educação superior. Com os resultados, constatou‐se que o fato de que a qualidade é um  conceito  histórico  e  que  em  cada  período  foi  avaliado  de  uma  maneira  diferente,  é  importante  que  na  era  da  globalização  seja  adotada  uma  nova  concepção,  pelo  menos,  pensar  no  campo  da  materialização.  Entretanto,  a  qualidade tem múltiplas dimensões e interpretações. Mas o problema não consiste em buscar uma nova definição de  qualidade, já que na literatura encontramos várias, mas precisamos determinar o que melhor se adequa à avaliação nas  condições  da  realidade  de  cada  curso,  de  cada  área,  sem  esquecer  que  a  qualidade  deve  ser  a  combinação  de  dois  fatores preponderantes, que é a relevância e o impacto, porque você não consegue conceber instituição universitária de  qualidade que não seja relevante em seu ambiente social. 

 

Comunicação 2 – As habilidades socioemocionais na perspectiva da avaliação da aprendizagem dos alunos da EEFM  Joao Mattos  

Laudenise Damasceno, Maria Flávia Albuquerque, Rivane Oliveira da Costa, Simone Sales Portela Lima & Vladimir  Primo de Sousa, EEFM JOÃO MATTOS ‐ SEDUC ‐ CE, Fortaleza 

Resumo:  

Este  estudo  procura  identificar  como  as  relações  interpessoais  baseadas  nas  competências  sócioemocionais  entre  alunos e professores da EEFM João Mattos interferem na avaliação da aprendizagem e procuram indicam caminhos para  amenizar  as  reprovações  e  abandono  existentes  no  ensino  médio  da  citada  escola,  pois  ainda  há  uma  preocupação  conteudista  de  professores  e  gestão  que  encontra‐se  desarticulada  do  contexto  da  juventude  da  sociedade  atual.  É  preciso atentar para as relações professor‐aluno, aluno‐aluno,  professor‐professor, gestão‐professor e gestão‐aluno. É  importante considerar que a escola é feita de seres humanos com desejos, anseios, problemas e questionamentos e não  apenas  seres  humanos  aptos  a  receber  informações  das  disciplinas  ensinadas.  É  imprescindível  que  a  escola   compreenda  que  a  aprendizagem  possui  várias  dimensões  e  abrange  a  relação  entre  os  diversos  aspectos  do  desenvolvimento que se desenrolam mediadas por interações estabelecidas entre as pessoas e seu ambiente. Assim, o  objetivo  desse  estudo  foi  identificar  como  as  relações  interpessoais  que  acontecem  na  escola  e  principalmente  as  relações  entre  professores  e  alunos  interferem  no  desempenho  da  avaliação  da  aprendizagem  nas  turmas  de  Ensino  Médio  da  EEFM  João  Mattos.  Através  desse  estudo  pudemos  vivenciar  momentos  de  reflexão  sobre  os  tipos  de  avaliação da aprendizagem que são utilizadas na EEFM João Mattos e como o sucesso ou fracasso escolar estão ligados à  afetividade entre professor e aluno. A metodologia utilizada na elaboração desse trabalho foi a quali‐quantitativa, uma  vez que foram utilizados questionários e  entrevistas com professores e alunos dos turnos da manhã, tarde e noite. 

 

Comunicação 3 ‐ O uso do kahoot como ferramenta de avaliação gamificada: Um relato de experiências no ensino de  física 

Artur Araújo Cavalcante, João Bathista, Gylvandenys Sales,  Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Estado do  Ceará 

Resumo:  

Diante  do  aumento  das  pesquisas  sobre  a  utilização  da  gamificação  como  estratégia  de  ensino,  têm  surgido  alguns  recursos tecnológicos cujo propósito é facilitar o uso dessa metodologia em sala de aula. Nesse sentido, este artigo tem  como objetivo descrever as potencialidades do Kahoot, um destes referidos recursos tecnológicos, como ferramenta de  avaliação  em  atividades  gamificadas.  Esta  pesquisa,  de  natureza  qualitativa,  apresenta  um  estudo  exploratório  e  descritivo  de  uma  experiência  vivenciada  com  o  Kahoot  por  alunos  de  Ensino  Médio  de  uma  instituição  de  ensino  particular de Fortaleza (CE). Os resultados evidenciaram o potencial dessa ferramenta como instrumento de avaliação 

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5  em atividades gamificadas por possibilitar a utilização de feedback imediato das respostas, pontuação e ranking. Além  disso, o uso adequado do Kahoot associado ao conhecimento substancial sobre gamificação também possibilitará que a  avaliação seja atraente, envolvente e prazerosa para o aluno. Por fim, acredita‐se que subjacente à utilização eficaz das  tecnologias  digitais  em  sala  de  aula  deve  sempre  existir  uma  metodologia  de  ensino/aprendizagem  adequada  e  consistente. 

   

Comunicação 4 ‐ GIFs Aplicados na Avaliação formativa no Moodle 

Monck Charles Nunes de Albuquerque, Gilvandenys Leite Sales, IFCE | Eliana Alves Moreira Leite, PMF  Resumo:  

O design de interação das interfaces dos AVA, que priorizam espaços de emissão e recepção de mensagens ou arquivos,  não  facilitam  a  formação  de  vínculos  afetivos,  necessários  muitas  vezes  ao  processo  de  aprendizagem.  Este  artigo  descreve  a  concepção  da  inserção  de  GIFs  animados  como  escala  de  avaliação  formativa  associada  à  menções  qualitativas no Ambiente Virtual Moodle. Tomou‐se por fundamentação o Modelo Learning Vectors  (Modelo LV) com  seus Vetores‐Aprendizagem e escala iconográfica, LV Ícones. A escolha de menções qualitativas tipo: Muito Bom, Bom,  Regular,  Fraco,  Não  Satisfatório  e  Neutro,  associada  à  GIFs  pode  ser  um  caminho  mais  motivador  e  engajador  no  processo de avaliação. Foi feita a implementação na ferramenta Fóruns de discussão simples. Concebida e desenvolvida  essa escala de avaliação que utiliza o poder das cores e ícones animados a serem aplicados pelos Professores/Tutores  em suas intervenções pedagógicas nos AVA, espera‐se tornar a sala de aula virtual em espaço mais afetivo  e motivador. 

 

MESA 1.2  

Contextos Educativos e Comportamentos   

Comunicação 1 – Inteligência emocional e ajustamento psicológico de educadoras de infância: O papel da perceção de  aceitação‐rejeição pelo/a superior/a hierárquico/a 

Carla Peixoto, Vânia de Magalhães Rodrigues, Francisco Machado, Instituto Universitário da Maia  Resumo:  

A qualidade das relações que os profissionais de educação estabelecem no seu contexto de trabalho, nomeadamente a  aceitação por parte de figuras significativas, parece estar associada à sua competência socioemocional (e.g., Jennings & 

Greenberg,  2009;  Brackett,  Palomera,  &  Mojsa‐Kaja,  2010)  e  ao  seu  bem‐estar  pessoal  (e.g.,  Erkman,  Caner,  Sart,  Börkan,  &  Sahan,  2010;  Rohner,  Khaleque,  Elias,  &  Sultana,  2010;  Tulviste  &  Rohner,  2010).  Sendo  esta  uma  área  temática pouco explorada, nomeadamente em Portugal e junto de profissionais de educação de infância, este trabalho  procurou  analisar  o  papel  preditor  da  perceção  de  aceitação‐rejeição  relativamente  ao/à  seu/sua  superior/a  hierárquico/a na inteligência  emocional  e no ajustamento psicológico  de  educadores/as  de  infância.  Participaram 100  educadoras de infância a exercer atividade profissional maioritariamente no norte do país. A sua experiência profissional  variava  entre 1  e  38  anos (M  =  18.38, DP  = 11.40). A  recolha  de  dados  realizou‐se online  através de  um  questionário  sociodemográfico, do Questionário de Aceitação‐Rejeição do Supervisor (Machado, Machado, & Simão, 2016), da Escala  de Avaliação das Emoções (Schutte, Malouff, & Bhullar, 2009) e do Questionário de Avaliação da Personalidade (Rohner 

&  Khaleque,  2005).  Recorrendo  a  análises  de  regressão  múltipla  hierárquica,  e  após  controlar  o  efeito  dos  anos  de  experiência,  foi  possível  verificar  que  a  perceção  de  aceitação‐rejeição  em  relação  ao  superior/a  hierárquico/a  em  contextos  de  educação  de  infância  representa  um  fator  relevante  na  predição  da  inteligência  emocional  e  do  ajustamento psicológico dos/as educadores/as de infância, dimensões consideradas determinantes para a qualidade das  experiências educativas proporcionadas às crianças em idade pré‐escolar. 

 

Comunicação 2 – Comportamento exploratório em relação à carreira de universitários brasileiros de Administração: 

Comparando ingressantes e concluintes 

Fernanda Aguillera, Suellen Estevam Bortolotti, Universidade de São Paulo | Mara Leal, Universidade do Minho  Resumo:  

O  ensino  superior  exerce  importante  papel  no  planejamento  de  carreira  dos  estudantes.  Segundo  a  perspectiva  desenvolvimentista, para além da formação profissional, tarefas de exploração e preparação para o mundo do trabalho  interferem na empregabilidade dos jovens e precisam ser estimuladas. O presente objetivou: mapear o comportamento  exploratório  de  carreira  de  jovens  universitários  iniciantes  e  concluintes  de  um  curso  de  Administração;  e,  verificar  possíveis diferenças em seu repertório tendo em vista a vivência universitária. Justifica‐se como diagnóstico inicial para  nortear ações futuras de estimulação desses comportamentos entre os jovens. Participaram 83 estudantes do curso de  Administração  de  uma  universidade  privada,  de  ambos  os  sexos,  com  idade  entre  18  e  37  anos  (M=25),  sendo  41  matriculados  no  1º  período  (ingressantes)  e  42  no  8º  período  (concluintes).  Foram  aplicados  questionário  de 

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6  caracterização  e  a  Escala  de  Exploração  Vocacional  para  Universitários,  e  realizadas  análises  descritivas  e  test  t  de  Student. Resultados preliminares mostraram que o comportamento  exploratório dos estudantes é reduzido, tanto em  termos  de  autoconhecimento,  como  na  exploração  de  oportunidades  e  informações  acerca  da  carreira,  o  que  parece  aumentar com a vivência prática de estágios. A partir desse diagnóstico, oficinas de Planejamento de Carreira passaram  a  ser  oferecidas.  Além  disso,  passou‐se  a  incentivar,  entre  os  docentes,  que  adotem  métodos  didáticos  que  melhor  aproximem  teoria  e  prática,  como  metodologias  ativas  de  ensino‐aprendizagem  e  realização  de  visitas  técnicas.  O  estimulo  à  exploração  e  preparação  para  a  carreira  no  contexto  universitário  é  discutido,  considerando‐se  meios  contemporâneos que podem ser adotados para se cumprir tal função. 

 

Comunicação 3 ‐ Prevenção do abandono no Ensino Superior: Contributos do Psicólogo nas instituições 

Joana Casanova, CIEd ‐ Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho | Ana Bernardo, Escola de  Psicologia  da  Universidade  de  Oviedo  |  Leandro  S.  Almeida,  CIEd  ‐  Centro  de  Investigação  em  Educação  da  Universidade do Minho 

Resumo:  

A progressiva democratização do acesso ao Ensino Superior trouxe uma maior diversidade de estudantes às instituições,  constituindo um maior desafio para os estudantes e instituições. Havendo uma preocupação europeia com o aumento  da taxa de população adulta com formação superior, a par do aumento do número de ingressos, a redução do abandono  é  um  objetivo  incontornável.  As  possibilidades  que  o  sistema  educativo  permite  como  a  mobilidade  dentro  e  entre  instituições  e  o  reingresso,  complexificam  o  conceito  de  abandono.  Face  a  esta  complexidade,  várias  são  as  possibilidades das instituições para promoverem a persistência e prevenirem o abandono e os psicólogos da educação  podem  dar  um  especial  contributo  para  tal.  Partindo  da  análise  de  alguns  fatores  que  colocam,  especialmente  os  estudantes  do  1º  ano  em  risco  de  insucesso  e/ou  de  abandono,  analisamos  a  pertinência  e  viabilidade  de  algumas  respostas  institucionais.  Para  além  da  tradicional  disponibilização  de  Serviços  de  Psicologia,  mais  dedicados  à  intervenção  direta  e  individualizada  junto  do  estudante,  é  possível  refletir  outras  formas  de  atuação  do  psicólogo  consubstanciadas  em  práticas  institucionais  preventivas  e  abrangentes  com  vista  ao  desenvolvimento  psicossocial  do  estudante, à capacitação docente e à reflexão sobre a missão do ensino superior. 

   

Comunicação 4 – A Pedagogia sistêmica e suas contribuições no ambiente escolar dos discentes da EEFM João Mattos  Elizabete Távora Francelino, Maria Flávia Coelho Albuquerque, Luzia Mônica Lima da Fota Araújo, Maria de Lourdes  Benevides de Magalhães, Jorge Fernandes, EEFM João Mattos ‐ SEDUC ‐ CE, Fortaleza, Brasil 

Resumo:  

Este artigo tem como objetivo apresentar uma experiência de pedagogia sistêmica na Escola de Ensino Fundamental e  Médio  João  Mattos  com  enfoque  nas  dificuldades  apresentadas  pelos  alunos  no  cotidiano  escolar.  A  pedagogia  sistêmica se apresenta como uma abordagem na qual os problemas são vistos na sua complexidade, pois o aluno traz o  seu  problema  para  a  escola.  O  trabalho  se  justifica  pela  contribuição  da  pedagogia  sistêmica  através  da  constelação  familiar na escola com jovens com dificuldades de aprendizagem que decorrem de questões emocionais e familiares. A  pesquisa é de natureza qualitativa e teve como sustentação uma revisão bibliográfica com foco na experiência empírica  e  na  compreensão  da  teoria  das  Constelações  Familiares  Sistêmicas  desenvolvida  por  Bert  Hellinger  e  a  teoria  da  Pedagogia Sistêmica de Marianne Franke‐Gricksch. A metodologia será a pesquisa de investigação qualitativa/descritiva,  fazendo  uso  da  investigação‐ação  com  o  estudo  de  caso,  usando  os  instrumentais  de  coleta  de  dados:  entrevistas,  grupos focais, observação sistemática e participante. Constatou‐se que as constelações familiares associada à pedagogia  sistêmica contribuem como uma nova abordagem para a educação contemporânea, com eficácia na terapia de jovens  com dificuldades de aprendizagem na escola e em relacionamentos interpessoais. 

 

MESA 1.3 

Contextos Sociais e Desenvolvimento 

 

Comunicação 1 – Desenvolvimento moral e conceito de mentira nas crianças 

Maria José D. Martins, Instituto Politécnico de Portalegre, UIDEF – Instituto de Educação da Universidade de Lisboa 

| Beatriz Estevão, Instituto Politécnico de Portalegre  Resumo:  

Esta investigação teve como objetivos compreender como se processa o desenvolvimento moral de crianças em idade  escolar,  em  particular  no  que  concerne  à  compreensão  e  evolução  do  conceito  de  mentira  e  à  capacidade  para  diferenciarem entre as consequências das ações e as intenções dos atores em pequenas narrativas, no âmbito da teoria  de  Piaget  sobre  desenvolvimento  moral.  Atualmente  a  convenção  dos  direitos  da  criança  e  a  legislação  portuguesa  admitem o direito de audição e de participação da criança nos processos judiciais e administrativos que lhe respeitem e 

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7  o  referencial  da  educação  para  a  cidadania,  do  Ministério  de  Educação  Português,  pressupõe  uma  educação  para  a  responsabilidade  e  autonomia.    A  metodologia  deste  estudo  foi  de  natureza  qualitativa  e  envolveu  entrevistas  individuais semi‐estruturadas a 146 crianças, com idades entre os 6 e os 10 anos, a frequentar um dos quatro anos de  escolaridade, de uma escola do 1.º ciclo do ensino básico numa cidade do Alto Alentejo. Foram efetuadas 10 questões: 3  sobre a mentira; 4 sobre uma história que avaliava o nível de desenvolvimento moral no que concerne especificamente  o realismo versus subjetivismo moral; e 3 sobre a susgestionabilidade a 3 figuras de referência. Os resultados sugerem  que a maioria das crianças é capaz de diferenciar a verdade da mentira e encontra‐se em transição da heteronomia para  a autonomia moral, sendo no entanto altamente sugestionável por figuras de referência. Os resultados são discutidos  em termos das competências e limitações das crianças para atuarem de forma responsável e fornecerem depoimentos  credíveis. 

 

Comunicação 2 – As perdas podem contribuir para o desenvolvimento psíquico? 

Cristina Cruz, Helena Ventura & Margarida Pocinho, Escola Básica do 2º e 3º Ciclo dos Louros  Resumo:  

O luto é caracterizado por um conjunto de particularidades que o torna distinto de outros processos comportamentais. 

O  objetivo  deste  trabalho  consiste  em  fazer  uma  abordagem  sobre  as  perdas  na  infância  até  à  adolescência,  sobre  a  forma  de  como  a  criança  e  o  jovem  vivem  o  processo  de  luto.  Este  estudo  analisa  a  forma  de  como  as  crianças  e  os  jovens percecionam as perdas. Para compreender este fenómeno, foi utilizado o desenho  e uma grelha de análise que  teve como base o questionário Fear Survey Schedule for Children – Revised (FSSC‐R) de Ollendick. Participaram crianças  e  jovens  com  idades  compreendidas  entre  9  e  17  anos  que  frequentam  o  5º  e  9º  ano  de  escolaridade,  em  escolas  públicas  e  privadas  do  Funchal.  Os  principais  resultados  revelam  que  o  tema  mais  representado  pelas  crianças  está  relacionado  com  a  perda  associada  à  morte  de  uma  figura  significativa  e  do  seu  animal  de  estimação  e  na  do  jovem  acresce  o  amor  pelo  outro.  Este  estudo  permitiu‐nos  ainda,  conhecer  os  fatores  que  podem  facilitar  ou  dificultar  o  processo  de  luto  nas  crianças  e  nos  jovens,  com  o  intuito  de  integrá‐lo  de  forma  saudável  no  seu  desenvolvimento  e  contexto social. 

 

Comunicação 3 ‐ O papel da agressão e vitimação entre pares no insucesso e abandono escolar  

Maria José D. Martins, Instituto Politécnico de Portalegre, UIDEF‐IEUL | Adelaide Proença, Instituto Politécnico de  Portalegre 

Resumo:  

O sistema educativo português tem tido como uma das suas preocupações prioritárias o combate ao insucesso escolar e  a promoção do sucesso educativo. Os ambientes relacionais na escola podem ser um importante fator de facilitação das  aprendizagens. No sentido de contribuir para compreender as causas do insucesso escolar e melhor promover o sucesso  educativo analisam‐se os dados de duas investigações (uma com 572 alunos do ensino básico e secundário e outra com  15  professores  dos  três  níveis  do  ensino  básico)  que  procuraram  verificar  quais  as  relações  que  existem  entre  as  condutas agressivas entre pares, percepcionadas e auto relatadas pelos alunos e o seu sucesso escolar, por um lado, e as  percepções dos professores sobre as condutas dos seus alunos e o seu sucesso escolar, por outro. No primeiro estudo  utilizou‐se um questionário para avaliar agressão/vitimação entre pares (verbal, relacional e física) e um questionário de  nomeação  de  pares.  No  segundo  estudo  aplicou‐se  um  questionário  de  perceção  de  crianças  em  risco  social  a  professores,  que  incluía  uma  escala  sobre  condutas  agressivas.  Os  dados  obtidos  nestes  questionários  foram  relacionados com uma medida de sucesso escolar (aprovação/reprovação no final do ano letivo). Os resultados sugerem  uma relação entre o comportamento agressivo dos alunos e o insucesso escolar, quer nos seus auto e hetero relatos,  quer  através  da  perceção  dos  docentes,  sugerindo  que  programas  de  prevenção  de  bullying,  indisciplina  e  agressão  entre  pares,  envolvendo  a  participação  dos  próprios  alunos,  podem  contribuir  para  a  promoção  do  sucesso  escolar  e  para a prevenção do abandono escolar. 

   

Comunicação 4 ‐ Intervenção do psicólogo escolar em contextos de risco   Susana Vilarinho, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa  Resumo:  

Será  que  a  intervenção  de  um  psicólogo  escolar,  orientada  por  um  Programa  de  Competências  de  Vida  (PCV)  numa  escola  com  elevada  taxa  de  insucesso  escolar,  pode  alterar  este  cenário?  No  presente  trabalho  procura  analisar‐se  o  impacto  do  PCV  nos  comportamentos  de  52  alunos  de  13  anos  (M=12.94,  DP=1.23),  bem  como  no  desempenho  académico. A metodologia adoptada foi de um estudo quasi experimental, onde os alunos do grupo de controlo (n=39),  de 13 anos (M=12.79, DP=0.98), não foram alvo de intervenção. O PCV foi implementado durante um ano letivo pelo  psicólogo  escolar  na  presença  do  diretor  de  turma,  consistiu  em  30  sessões  e  assentou  em  atividades  participativas,  assembleias de turma mensais e trabalho de projeto. O programa foi parte integrante do currículo escolar dos alunos. 

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8  Um  Questionário  de  Competências  de  Vida  foi  aplicado  aos  alunos  dos  dois  grupos,  antes  e  após  a  intervenção. 

Compararam‐se os resultados escolares e as competências de vida dos dois grupos. Os resultados indicam que o grupo  de intervenção revelou maiores benefícios do que o grupo de controlo, nomeadamente no que diz respeito à resiliência,  método de estudo, empatia, participação nas aulas e autoestima. As raparigas do grupo de intervenção aumentaram a  média de todas as competências, com exceção da cooperação. Os participantes do grupo de intervenção registaram um  maior sucesso académico (taxa de transição) do que os participantes do grupo de controlo. Enfatizamos as vantagens  observadas  para  alunos  em  risco  de  trajetórias  escolares  de  insucesso  e  a  importância  do  psícologo  escolar  em  contextos de exclusão social. 

 

Comunicação 5 ‐ O curso de pedagogia e a EAD: Limites e possibilidades de inclusão digital  

Maria José Portela Corrêa, António Rodrigues, João Carlos Coqueiro, Maria do Socorro Silva, Sílvia de Fátima Silva,  Universidade de Trás os Montes e Alto Douro – UTAD 

Resumo:  

Usar  as  Tecnologias  da  Informação  e  Comunicação  (TIC)  como  aliadas  da  educação  tem  sido  um  grande  desafio  aos  educadores deste milênio e quando se trata de EaD, elas se tornam estratégias indispensáveis de inclusão digital,  na  perspectiva  de    atingir  um  público  adulto  que  trabalha  e  dispõe  de  pouco  tempo  para  investir  em  uma  faculdade  de  ensino  regular.  Este  trabalho  tem  como  objetivo  analisar  o  uso  das  Tecnologias  da  Informação  e  Comunicação  (TIC)  como  ferramenta  de  inclusão  social  na  implantação  do  curso  de  Pedagogia  ministrado  pela  Universidade  Estadual  do  Maranhão (UEMA), ofertado pelo Polo da Universidade Aberta do Brasil de Nina Rodrigues no Estado do Maranhão. A  metodologia  utilizada  na  investigação  foi  análise  documental,  estudos  bibliográficos  e  um  relato  de  experiências  de  tutores e alunos sobre a implantação do curso de Pedagogia no segundo semestre de 2017. Ao final desse estudo de  caso  constatamos  a  importância  das  políticas  de  Integração  das  TIC  e  a  necessidade  de  um  maior  investimento  na  implantação de políticas públicas voltadas para as pessoas de classes populares 

 

MESA 1.4  Diversidade e Educação 

 

Comunicação 1 – Inclusão no ensino superior: perspetivas de estudantes com Necessidades Educativas Especiais de  uma universidade pública portuguesa 

Evelyn Santos, Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, Universidade de  Aveiro | Paula Vagos, Universidade Portucalense | Dayse Neri de Souza, Centro Universitário Adventista de São  Paulo – UNASP‐EC 

Resumo:  

A  inclusão  de  estudantes  com  necessidades  educacionais  especiais  (NEE)  tem  sido  uma  realidade  cada  vez  mais  verificada na educação. Novas práticas em favor da acessibilidade física, atitudinal e digital para os alunos também tem  sido percebidas ao nível do Ensino Superior. No caso de Portugal, nos últimos anos, um maior número de alunos com  NEE  tem  ingressado  em  Instituições  de  Ensino  Superior  (IES).  Entre  muitas  razões,  acredita‐se  que  o  apoio  de  uma  política que apresenta um Contingente de Acesso Especial que garanta um número de vagas para alunos com NEE, pode  ser um dos principais aspectos. No entanto, ao nível nacional, as políticas de inclusão no ensino superior que garantem  os  direitos  e  permanência  dos  alunos  com  NEE  não  são  verificadas.  Dada  essa  realidade,  as  IES  criaram  estatutos  internos e tem apoiado os alunos caso a caso. Por um lado, essas iniciativas de apoio podem favorecer a trajetória dos  alunos,  por  outro,  podem  permitir  que  o  aluno  fique  à  mercê  da  sensibilidade  das  IES.  Neste  sentido,  este  estudo  apresenta,  num  contexto  qualitativo, as percepções de  10  alunos  com  diferentes  NEE,  de vários  ciclos  e  cursos  sobre  inclusão numa Universidade Pública Portuguesa. Nosso objetivo é representar os principais apoios oferecidos pela IES,  evidenciados pelos alunos como potenciadores na inclusão no Ensino Superior. Os dados foram coletados por meio de  entrevista semiestruturada e analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, com o apoio do software de análise  qualitativa  webQDA.  A  partir  dos  resultados,  verificou‐se  que  os  alunos  relataram  um  apoio  satisfatório  das  IES  nos  diferentes  suportes  oferecidos.  A  partir  desses  resultados,  diferenciamos  três  categorias  de  acessibilidade,  sendo  apresentadas em ordem de maior referência: 1. atitudinais (187 referências), 2. físicas / estruturais (49 referências) e 3. 

digitais / materiais (48 referências). É notável que todos esses aspectos se fundem, e um trabalho de coesão entre todos  os suportes listados é necessário. Neste sentido, o presente trabalho visa promover a reflexão sobre as dimensões de  apoio à inclusão de alunos com NEE no Ensino Superior, com base na realidade de uma IES pública portuguesa 

 

Comunicação 2 – Diversidade e Inclusão nas Instituições de Ensino Superior 

Júlio Mello D’Amato,  Unilasalle, Simone Garrido Esteves Cabral, Adriana Pires de Arezzo, Unilasalle, Rio de Janeiro 

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Resumo:  

A educação inclusiva nas Instituições de Ensino Superior (IES), além de cada vez mais ser pauta de discussão frequente  no meio acadêmico, se faz presente, configurando‐se como uma realidade a ser aprimorada, uma vez que reconhecer a  diversidade,  promovendo  sua  aceitação  é  um  dos  grandes  desafios  do  mundo  contemporâneo.  O  presente  relato  de  experiência se refere à inclusão de alunos, com necessidades educativas específicas ou em situação de vulnerabilidade  social  no  Centro  Universitário  La  Salle/RJ  –  UNILASALLE/RJ  –,  Instituição  de  Ensino  Superior  Confessional.  A  inclusão  torna‐se  possível  por  haver  na  instituição  um  espaço  de  escuta,  por  excelência,  o  NAPPE  (Núcleo  de  Atendimento  Psicopedagógico), com vistas a encaminhamentos que tornam o cotidiano do aluno possível, de acordo com o que de  melhor  a Instituição  Lassalista  pretende  oferecer. Ao  longo  dos  anos,  o  Núcleo vem  se  tornando uma referência para  todos que acreditam que este trabalho ao lado da direção, coordenações, professores e funcionários bem representa a  proposta  maior  de  formação  da  Instituição.  Promover  Educação  é,  antes  de  tudo,  acreditar  que  nossa  condição  de  humanos passa pelo receber, respeitar e nos solidarizar frente à toda a diversidade humana e suas vicissitudes. O Centro  Universitário LaSalle/RJ inseriu‐se na vida desses alunos como uma importante contribuição no caminhar, que, espera‐

se, seja de sucesso em suas trajetórias de vida e na constituição de uma profissão. 

 

Comunicação 3 – Percursos de vida de jovens que foram abrangidos por currículos específicos  

Maria Teresa Santos,  Adelaide Espírito Santo, José Pereirinha Ramalho, Maria Cristina Faria, Cesário Almeida, José  Pedro Fernandes & José António Espírito Santo, Instituto Politécnico de Beja 

Resumo:  

A  expansão  da  escolaridade  obrigatória  a  todas  as  crianças  e  jovens,  incluindo  as  que  apresentam  necessidades  educativas especiais decorrentes das mais variadas situações, é hoje uma realidade em muitos sistemas educativos que  prosseguem  o  objetivo  de  garantir  o  direito  a  uma  educação  inclusiva.  No  sistema  educativo  português,  a  partir  do  decreto lei 3/2008, foram propostos currículos específicos individuais (CEI) para alunos com problemáticas mais graves,  abrindo‐se uma via de certificação de competências muito distante do currículo comum. Neste quadro, iniciámos uma  investigação  sobre  os  percursos  de  vida  dos  jovens  que  frequentaram  os  agrupamentos  de  escolas  do  Baixo  Alentejo  com CEI e PIT (Plano Individual de Transição) e que terminaram a sua escolaridade obrigatória a partir de 2012. É nosso  propósito ter uma abordagem tão compreensiva e aprofundada quanto possível sobre as competências adquiridas na  escola, na família, na comunidade, nos contextos de formação vocacional e profissional com impacto nos processos de  capacitação, autodeterminação e qualidade de vida. No âmbito de um modelo de investigação de natureza exploratória,  descritiva e interpretativa, socorremo‐nos de vários métodos e técnicas, confrontando diversas fontes e recorrendo à  análise  qualitativa  e  quantitativa.  Participam  no  estudo  coordenadores  dos  Departamentos  de  Educação  Especial  dos  Agrupamentos  de  escolas,  jovens,  familiares  e  coordenadores  de  outras  instituições.  Nesta  comunicação  apresentaremos alguns dos dados preliminares da investigação em curso. Prevê‐se que os problemas identificados e as  conclusões  obtidas  possibilitarão  desenhar  planos  de  intervenção  educativa  mais  adequados  a  esta  população  e  implementar ações de formação junto dos atores educativos locais. 

   

Comunicação 4 ‐ Os conceitos de inclusão e amorosidade, utilizados como fundamentos para uma educação de  qualidade social para jovens e adultos 

Ana Cláudia Lima de Assis, Maria José Marques Lima, Sandra Maria Soares de Oliveira, Universidade do Minho  Resumo:  

Promover  a  escolarização  de  Jovens  e  adultos,  garantindo  permanência  com  sucesso  é  um  desafio  da  contemporaneidade,  principalmente  se  tratando  de  um  público  envolto,  numa  vida  de  exaustivo  trabalho,  responsabilidade,  educação  dos  filhos  e  sobrevivência  sua  e  da  família.  Aliado  a  uma  sala  de  aula  formal,  descontextualizada,  pautada  numa  educação  bancária,  que  não  motiva  esse  educando  a  permanecer  de  forma  prazerosa na escola, por se encontrar esvaziada de sentido e significados. Este trabalho discute os desafios enfrentados  pelo  Centro  de  Educação  de  Jovens  e  Adultos  Donaninha  Arruda,  de  envolver  seus  alunos  no  processo  ensino  aprendizagem, promovendo a inclusão social e o sucesso escolar, a partir de uma ação político pedagógica, pautada na  construção  coletiva,  no  diálogo  e  amorosidade,  utilizando  das  diversas  linguagens  para  envolver  seus  educandos.  O  Trabalho, a partir da revisão bibliográfica, e observação participante, trazem as principais dificuldades enfrentadas pela  escola,  na  busca  de  uma  educação  pautada  em  princípios  de  igualdade,  respeito  pelo  diferente,  dialogicidade  e  amorosidade,  considerando  o  ‘outro’  como  sujeito  de  direitos,  pleno  de  possibilidades.  Nesse  sentido,  o  artigo  se  fundamenta  na  discussão  dos  seguintes  autores:  Freire(1996),  Andriola(2000),  Calado(2001)  e  Toniolo(2010).  Estes,  colaboram na recuperação do sentido do educar, enquanto acolhida das  diversas gerações e a sua inserção na cultura,  bem como, fundamentam a realização de um trabalho com a comunidade educativa, viabilizando a permanência com  sucesso,  a  partir  de  ambientes  inclusivos,  cuja  tônica  da  amorosidade  e  do  acolhimento,  contribuíram  para  o  desenvolvimento pessoal e profissional dos educandos daquela instituição. 

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Comunicação 5 ‐ Os desafios da implementação de uma rede de apoio à escolarização de uma estudante com paralisia  cerebral: A dimensão subjetiva do trabalho colaborativo 

Alessandra Bonorandi Dounis & Neiza de Lourdes Frederico Fumes, PPGE/Universidade Federal de Alagoas  Resumo:  

Este trabalho tem como objetivo analisar a constituição da dimensão subjetiva dos envolvidos na construção de uma  rede de apoio à inclusão e à permanência escolar de uma estudante com Paralisia Cerebral. Para alcançá‐lo, optamos  pelo desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa, com abordagem Sócio‐Histórica, ancorada nos pressupostos  epistemológicos de Vigotski. Iniciamos a aproximação com o campo de pesquisa em uma escola municipal de Ensino  Fundamental da cidade Maceió/Alagoas/Brasil, no começo do ano letivo de 2016 e permanecemos na instituição até o  momento. . Os participantes são os professores, os gestores, a técnica de Educação Especial e os familiares de uma  estudante com Paralisia Cerebral.  Os dados estão sendo produzidos a partir dos procedimentos da entrevista reflexiva  individual e coletiva, da autoconfrontação simples e cruzada e da consultoria colaborativa.  Até o momento, pudemos  vivenciar encontros de consultoria colaborativa e formação com os professores da escola, reuniões de planejamento  conjunto com professoras, gestoras, técnica de educação especial e família, além de algumas observações em sala de  aula e demais espaços escolares. Inicialmente, identificamos os entraves para o desenvolvimento das atividades de  colaboração e para a articulação da rede, além de certa resistência de alguns dos membros para o trabalho coletivo. No  entanto, no decorrer das vivências e a partir do envolvimento na resolução coletiva dos problemas emergentes da  inclusão da estudante com paralisia cerebral nas atividades escolares, vimos se destacarem as mediações da 

subjetividade dos participantes da rede, que vêm colaborando ou não para sua efetivação. Os resultados preliminares  apontam para uma necessária modificação na forma de pensar a formação de professores para a inclusão, que permita  o desenvolvimento de práticas que  levem a interlocução e a colaboração entre os diferentes atores do processo  inclusivo.  Acredita‐se que a constituição de uma rede colaborativa na escola possa mediar o desenvolvimento  profissional de todos os atores da escola, não apenas do professor. 

  MESA 1.5  Ensinar e Aprender 

 

Comunicação 1 – A dialética objetividade e subjetividade mediando a significação da prática educativa bem sucedida  na escola: Um olhar sobre o lugar dos afetos 

Eliana de Sousa Alencar Marques & Maria Vilani Cosme de Carvalho, Universidade Federal do Piauí  Resumo:  

A comunicação a ser apresentada no XIV Colóquio Internacional de Psicologia e Educação reúne elementos teóricos e  empíricos que explicam como o professor, ao subjetivar a realidade objetiva consegue realizar a prática educativa bem  sucedida. A discussão é realizada a partir das ideias de Vigotski (2009, 2004, 2000, 1998) e Baruch de Espinosa (2008,  2007) que contribuem com a compreensão de que na relação com o mundo, o ser humano constitui sua subjetividade  significando  o  mundo  objetivo.  Nesse  processo,  destacam‐se  os  afetos  como  forças  motivadoras  das  ações  humanas. 

Para explicitar essas compreensões no plano da realidade dos processos de ensino e aprendizagem, serão apresentados  resultados  de  pesquisa envolvendo  um  professor e quatro  alunos  de  escola  pública  no  estado do  Piauí(BR).  Os dados  foram produzidos mediante o uso de entrevistas semiestruturadas e memoriais. Como procedimento de análise fez‐se  uso  dos  Núcleos  de  significação.  Os  resultados  apontam  que  professores  e  alunos  vivenciam  situações  de  ensino  e  aprendizagem que medeiam a produção de afetos que aumentam a potência de pensar e agir, portanto, movimentam  os sujeitos porque (re)orientam a produção de sentidos que vão determinar a qualidade das práticas educativas. 

 

Comunicação 2 – Dificuldades de aprendizagem na visão de professores do 4º ano do ensino fundamental da  secretaria de educação do distrito federal/Brasil  

Erika Rodrigues de Freitas & Otília Maria Alves da Nóbrega Alberto Dantas, Universidade de Brasília  Resumo:  

Como  Pedagoga  da  Equipe  de  Apoio  Pedagógico  (EEAA)  da  SEDF,  tenho  me  deparado  com  inúmeros  problemas  referentes  a  aprendizagem  dos  estudantes  dos  anos  iniciais  do  Ensino  Fundamental.  Como  os  professores  lidam  didaticamente com as dificuldades de aprendizagem de seus alunos? O papel de Pedagogo da Equipe visa dar suporte  aos professores quanto a organização dos processos didáticos e pedagógicos da escola. Este trabalho tem como objetivo  analisar as Dificuldades de Aprendizagem dos estudantes por meio dos relatos de experiências dos professores dos anos  iniciais de uma escola pública do Distrito Federal ‐ DF/Brasil. A fundamentação teórica está pautada em Piaget (1971),  Vygotsky  (1994),  Godoy  (2011),  Pimenta  (2003)  e  outros  quanto  as  categorias  Aprendizagem,  Ensino  e  Didática. 

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11  Metodologicamente,  trata‐se  de  uma  pesquisa  qualitativa  em  que  foi  aplicado  questionários  (GIL,  1984)  à  dez  professores do 4ª ano do Ensino Fundamental em três diferentes escolas. Os resultados mostraram que os professores  compreendem  três  concepções  distintas  de  Dificuldades  de  Aprendizagem  quais  sejam:  assimilar  conteúdos,  incapacidade em assuntos específicos e obstáculos durante o processo de aprendizagem como: dificuldade na escrita,  na leitura, na fala, na concentração e em cálculos matemáticos. Verificou‐se que a atuação desses profissionais frente a  esse fenômeno está centrada na superação das dificuldades, realizando intervenções, buscando apoio em instituições  sociais  como  a  família  e  a  escola.  O  interesse  em  discutir  este  tema  decorre  da  necessidade  de  encontrar  iniciativas  visando  à  construção de  novas metodologias que  evitem  ou superem  as  Dificuldades  de  Aprendizagem  e  ressaltem o  papel  do Pedagogo neste contexto. Neste sentido, conclui‐se  que o conhecimento  didático é  pouco empregado  pelos  professores,  seja  por  comodismo  ou  pelo  limitado  conhecimento  sobre  a  Didática.  Acreditamos  que  cabe  a  EAPE  promover  formação  continuada  a  estes  docentes  no  sentido  de  superação  de  tais  dificuldades  e  promovendo  a  aprendizagem de seus alunos. 

 

Comunicação 3 ‐ Aprender viajando: A aula de campo como mecanismo facilitador no processo de aprendizagem dos  discentes da EEFM João Mattos ‐ Fortaleza/Ce 

Maria Flávia Coelho Albuquerque, Laudenise Fonseca Botelho Damasceno, Rivane Oliveira da Costa, Simone  Azeredo Sales Portela Lima & Antonio Flávio Costa Pinheiro, EEFM João Mattos ‐ Fortaleza/Ce 

Resumo:  

Este  trabalho  objetivou  investigar  o  papel  da  aula  de  campo  como  mecanismo  facilitador  no  processo  de  ensino‐

aprendizagem na EEFM João Mattos. Optou‐se por trabalhar com alunos do Ensino Médio, que em conversas informais  demonstravam desinteresse pelos estudos, reclamavam das aulas repetitivas e da ausência de visualizar na prática os  conteúdos  dados  em  sala  de  aula.  Esta  pesquisa  foi  baseada  no  processo  investigativo,  sendo  utilizadas  análises  qualitativas  e  quantitativas,  com  o  uso  de  questionários  aplicados  antes  e  após  as  aulas  de  campo,  como  também  entrevistas  e  observação.  Nos  questionários  aplicados  antes  das  aulas  práticas,  foi  observado  o  pouco  conhecimento  histórico,  geográfico  e  biológico  dos  destinos  visitados.  Após  a  aula  de  campo,  as  respostas  aos  questionamentos  apontaram uma diferença considerada em relação ao apre(e)nder conhecimentos novos.  Os resultados demonstraram  que as aulas  de campo e a metodologia utilizada favoreceram o processo ensino‐aprendizagem, pois foi constatada a  ampliação do conhecimento e do desenvolvimento do espírito crítico dos alunos acerca dos temas estudados, além da  visível cooperação e visão da importância do trabalho em equipe. 

   

Comunicação 4 ‐ Bilinguismo: Uma proposta de aprendizagem para a vida 

Rosemere Impéres Lira, Escola Santo Afonso Rodriguez – ESAR – Rede Jesuíta de Educação  Resumo:  

Por  compreendermos  que  a  formação  de  alunos‐cidadãos  do  mundo,  conscientes  do  seu  papel  como  agentes  transformadores do meio ambiente, da sociedade em que estão inseridos e das relações inter e intrapessoais é a função  principal  da  escola,  nos  propomos  a  apresentar  no  XIV  Colóquio  Internacional  de  Psicologia  e  Educação  uma  comunicação  que  reúne  elementos  teóricos  e  empíricos  que  explicam  a  importância  do  desenvolvimento  de  um  currículo  aberto,  vivo  e  provocador  de  demandas  interativas  que  se  serve  de  múltiplos  espaços,  compreendendo‐os  como  ambientes  de  aprendizagem.  A  análise  se  sustenta  a  partir  das  ideias  de  Freire  (1987,  1991,  1996  e  2016)  que  contribui  com  a  compreensão de  que  a  escola deve  desenvolver  uma  prática  para além do  bancarismo  possibilitando  que o aluno se perceba como um ser capaz de conhecer e analisar criticamente o mundo, desenvolvendo autonomia e  exercitando  a  empatia  e  o  engajamento  nas  causas  humanas.  Será  apresentada  a  experiência  da  implantação  do  programa bilíngue em uma escola particular filantrópica no estado do Piauí, Brasil. A experiência contempla 319 alunos  com idades entre 06 e 10 anos e acontece a partir de um planejamento integrado entre as diversas áreas do saber e as  estratégias  linguísticas  para  a  aquisição  da  língua  inglesa.  Nesse  âmbito,  o  aluno  é  agente  da  sua  aprendizagem,  enquanto  o  professor,  como  facilitador,  busca  naquele  as  verdadeiras  razões  para  a  sua  prática  pedagógica.  Numa  perspectiva  interdisciplinar,  a  imersão  total  na  língua  inglesa  possibilita  a  construção  de  habilidades,  competências,  atitudes e valores essenciais para o desenvolvimento das crianças. 

 

Comunicação 5 ‐ Uma proposta didático‐pedagógica para o ensino de convecção térmica no ensino médio  Matheus Fernandes Mourão & Gilvandenys Leite Sales, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do  Ceará (IFCE) 

Resumo:  

A busca por novas metodologias de ensino tem sido alvo de pesquisas na área da educação. O presente trabalho propôs  o uso do ensino investigativo, método que visa estimular os alunos a pensar, questionar e discutir assuntos em sala de  aula  através  de  situações‐problema.  O  objetivo  deste  trabalho  foi  avaliar  como  o  ensino  investigativo  pode  ser  uma 

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12  ferramenta para  motivar  e interessar os  alunos em sua aprendizagem. Foi elaborado e  aplicado um  plano  de  aula  do  conteúdo  de  Convecção  Térmica  com  abordagem  investigativa  tendo  como  temática  um  experimento  de  baixo  custo  denominado “Lâmpada de Lava”. A aula foi aplicada com 25 alunos do Ensino Médio de uma escola em Fortaleza‐CE. Os  alunos  tiveram  que  analisar  e  identificar  durante  o  experimento  conceitos  de  propagação  de  calor  por  convecção.  As  equipes expuseram suas hipóteses e foi aplicado um questionário para avaliar a proposta metodológica. Todos os dados  gerados  foram  analisados  quati‐qualitativamente  com  auxílio  do  Excel.  Como  resultados,  observou‐se  a  participação  ativa dos alunos. Embora nenhum deles tenham chegado a uma conclusão cientificamente correta sobre o experimento,  todos  se  aproximaram  e  mostraram  domínio  sobre  conceitos  básicos  de  Termodinâmica.  Foi  possível  observar  a  motivação de todos com demonstração investigativa, onde 96% relataram sentir‐se desafiados a fazer previsões e 100% 

admitiram obter novos conhecimentos durante o ato investigativo. Mais da metade dos alunos afirmaram ainda que o  processo  de  análise,  reflexão  e  discussão  foram  os  mais  interessantes.  Conclui‐se  que  um  ensino  eficaz  e  motivador  pode ser feito por meio dessa metodologia. 

         

Referências

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