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Análise do Desempenho 2T11

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Academic year: 2021

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A nálise do d esempenho

2T11

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Este relatório faz referências e declarações sobre expectativas, sinergias planejadas, estimativas de crescimento, projeções de resultados e estratégias futuras sobre o Banco do Brasil, suas subsidiárias coligadas e controladas. Embora essas referências e declarações reflitam o que os administradores acreditam, as mesmas envolvem imprecisões e riscos difíceis de prever, podendo, desta forma, haver resultados ou consequências diferentes daqueles aqui antecipados e discutidos. Estas expectativas são altamente dependentes das condições do mercado, do desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais. O Banco do Brasil não se responsabiliza em atualizar qualquer estimativa contida neste relatório.

As tabelas e gráficos deste relatório apresentam os números financeiros, arredondados, em R$ milhões.

As colunas de variação presentes neste relatório usam como base os valores financeiros e não os números arredondados em R$ milhões. O arredondamento utilizado segue as regras estabelecidas pela Resolução 886/66 da Fundação IBGE: caso o último algarismo for igual ou superior a 5, aumenta-se em uma unidade o último algarismo a permanecer; caso o último algarismo for inferior a 5, fica inalterado o último algarismo a permanecer. As variações, tanto percentuais quanto nominais, foram calculadas utilizando números em unidades.

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Índice

Índice ... 2

Índice de Tabelas ... 4

Índice de Figuras ... 7

Apresentação ... 8

Destaques ... 9

Sumário do Resultado ... 11

Resultado ... 11

Retorno ao Acionista ... 14

Margem Financeira e Spread ... 14

Ativos ... 16

Carteira de Crédito ... 16

Basileia... 20

RPS.. ... 20

Despesas Administrativas... 21

Eficiência ... 21

Seguridade ... 22

Guidance ... 23

1 - Informações Úteis ... 26

2 - Demonstrações Contábeis Resumidas ... 31

2.1.Balanço Patrimonial Resumido ... 31

2.2.Demonstração Resumida do Resultado Societário ... 33

2.3.Demonstração do Resultado com Realocações ... 34

2.3.1.Abertura das Realocações ... 35

2.4.Composição Patrimonial ... 39

2.5.Composição do Resultado com Realocações ... 40

3 - Crédito ... 41

3.1Carteira de Crédito ... 41

3.1.1 Carteira de Crédito Pessoa Física... 42

3.1.2 Carteira de Crédito Pessoa Jurídica...44

3.1.3 Carteira de Crédito de Agronegócios ...47

3.2Risco de Crédito ... 56

3.2.1 Carteira Total...59

3.2.2 Carteira de Crédito Pessoa Física...59

3.2.3 Carteira de Crédito Pessoa Jurídica...63

3.2.4 Carteira de Agronegócios...64

3.2.5 Carteira de Crédito no Exterior e BV ...68

3.3 Concentração ... 69

4. Ativos de Liquidez ... 71

5. Captações ... 73

6 - Outros Componentes Patrimoniais ... 78

6.1Impostos Diferidos ... 78

6.2Ativo Atuarial ... 79

6.3Ativos Intangíveis ... 80

7. Resultado Financeiro... 82

7.1 Análise das Aplicações ... 82

7.2 Análise das Captações ... 85

7.3 Análise Volume e Taxa ... 86

7.4 Spread ... 88

8 - Negócios Não Financeiros ... 90

8.1Rendas de Tarifas ... 90

8.2Cartões ... 91

8.3Seguridade ... 92

(4)

9.1Recursos Humanos ... 99

9.2Estrutura Operacional ... 100

9.3Outras Informações do Resultado ... 104

9.4Indicadores de Produtividade ... 105

10. Gestão de Riscos ... 107

10.1 Gestão dos Riscos ... 107

10.1.1Risco de Crédito... 107

10.1.2Risco de Mercado...108

10.1.3Risco de Liquidez ...111

10.1.4Risco Operacional ...113

10.2 Estrutura de Capital ... 114

11. Investimentos Estratégicos ... 116

11.1 Informações ... 116

11.2 Banco Votorantim ... 117

11.3 Banco Postal ... 127

11.4 Internacionalização ... 128

12. Série de Demonstrações Contábeis ... 130

12.1 Balanço Patrimonial Resumido ... 130

12.2 Demonstração Resumida do Resultado Societário ... 134

12.3 Demonstração do Resultado com Realocações ... 136

(5)

Índice de Tabelas

Tabela 1. DRE com Realocações – Principais Linhas ... 12

Tabela 2. Previ – Contabilização do Montante Reconhecido no Ajuste Semestral ... 13

Tabela 3. Itens Extraordinários ... 13

Tabela 4. Principais Indicadores do Resultado ... 13

Tabela 5. MFB por Linha de Negócio ... 15

Tabela 6. Spread Anualizado ... 16

Tabela 7. Principais Itens Patrimoniais ... 16

Tabela 8. Carteira de Crédito Ampliada¹ ... 17

Tabela 9. Indicadores de Qualidade da Carteira de Crédito ... 18

Tabela 10. Var. trimestral entre saldo e provisão ... 19

Tabela 11. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito ... 19

Tabela 12. Rendas de Tarifas e Resultado de Operações com Seguros ... 21

Tabela 13. Despesas Administrativas ... 21

Tabela 14. Índice de Seguridade Consolidado ... 22

Tabela 15. Guidance 2011 ... 23

Tabela 16. Guidance Revisado 2011 ... 24

Tabela 17. Principais Indicadores Econômicos¹ ... 26

Tabela 18. Composição Acionária - % ... 27

Tabela 19. Dividendos e JCP - R$ milhões... 27

Tabela 20. Indicadores de Mercado ... 27

Tabela 21. Participação nos Índices de Mercado Brasileiro - % ... 27

Tabela 22. Informações do BB ... 28

Tabela 23. Ratings ... 29

Tabela 24. Compulsório/Exigibilidade ... 29

Tabela 25. Balanço Patrimonial Resumido – Ativo ... 31

Tabela 26. Balanço Patrimonial Resumido – Passivo ... 32

Tabela 27. Demonstração Resumida do Resultado Societário ... 33

Tabela 28. Demonstração do Resultado com Realocações ... 34

Tabela 29. Demonstrativo das Realocações e Itens Extraordinários ... 36

Tabela 30. Efeitos Fiscais e Participação nos Lucros e Resultados sobre Itens Extraordinários ... 38

Tabela 31. Composição Patrimonial – Ativo e Passivo ... 39

Tabela 32. Composição do Resultado com Realocações ... 40

Tabela 33. Carteira de Crédito ... 41

Tabela 34. Crédito SFN ... 41

Tabela 35. Carteira de Crédito Pessoa Física ... 42

Tabela 36. Crédito PF – Participação de Mercado ... 42

Tabela 37. Crédito Consignado – Composição da Carteira ... 42

Tabela 38. Taxas e Prazos Médios ... 43

Tabela 39. Carteiras Adquiridas ... 43

Tabela 40. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica ... 44

Tabela 41. Títulos e Valores Mobiliários Privados – Pessoa Jurídica ... 44

Tabela 42. ACC/ACE Volume Médio por Contrato ... 44

Tabela 43. Produtos de Crédito de MPE* ... 45

Tabela 44. Exportações... 47

Tabela 45. Participação do Brasil no Agronegócio Mundial ... 48

Tabela 46. Carteira de Crédito de Agronegócios por região... 48

Tabela 47. Carteira de Crédito de Agronegócios por Destinação ... 49

Tabela 48. Carteira de Crédito de Agronegócios por Linha de Crédito ... 50

Tabela 49. Carteira de Crédito de Agronegócios por Item Financiado ... 50

Tabela 50. Recursos Contratados na Safra 2010/2011 por Porte do Cliente ... 50

Tabela 51. Carteira de Agronegócios por Porte ... 51

Tabela 52. Recursos Equalizáveis da Carteira de Agronegócios ... 53

Tabela 53. Seguro Agrícola e Proagro ... 53

(6)

Tabela 56 Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito ... 56

Tabela 57. Índices de Atraso ... 57

Tabela 58. Variação Absoluta de Saldo e Provisão ... 58

Tabela 59. Risco Médio da Carteira ... 58

Tabela 60. Carteira de Crédito Total por Nível de Risco ... 59

Tabela 61. Carteira de Crédito de Pessoa Física por Nível de Risco ... 60

Tabela 62. Movimentação da PCLD – Pessoa Física ... 60

Tabela 63. Carteira de Crédito Pessoa Jurídica ... 63

Tabela 64. Movimentação da PCLD – Pessoal Jurídica ... 63

Tabela 65. Carteira de Crédito de Agronegócios por Nível de Risco ... 64

Tabela 66. Carteira de Crédito de Agronegócios Pessoa Física por Nível de Risco ... 64

Tabela 67. Movimentação da PCLD – Agronegócios – Pessoa Física ... 65

Tabela 68. Carteira de Crédito de Agronegócios Pessoa Jurídica por Nível de Risco ... 65

Tabela 69. Movimentação da PCLD – Agronegócios – Pessoa Jurídica ... 66

Tabela 70. Operações Prorrogadas e Não Prorrogadas do Agronegócio ... 66

Tabela 71. Índices da Carteira de Agronegócios ... 67

Tabela 72. Carteira de Crédito no Exterior por Nível de Risco ... 68

Tabela 73. Carteira Banco Votorantim ... 68

Tabela 74. Concentração da Carteira de Crédito nos 100 Maiores Tomadores ... 69

Tabela 75. Concentração da Carteira de Crédito dos 100 Maiores Tomadores % em relação ao PR ... 69

Tabela 76. Concentração da Carteira de Crédito por Macrossetor ... 70

Tabela 77. Ativos Rentáveis¹ vs. Passivos Onerosos² ... 71

Tabela 78. Composição dos Ativos ... 71

Tabela 79. Carteira de Títulos por Categoria ... 72

Tabela 80. Carteira de Títulos por Prazo - Valor de Mercado ... 72

Tabela 81. Saldo da Liquidez ... 72

Tabela 82. Captações de Mercado ... 73

Tabela 83. Captações no Exterior ... 74

Tabela 84. Emissões no Exterior ... 74

Tabela 85. Fontes e Usos ... 75

Tabela 86. Custo de Captação vs. Taxa Selic ... 75

Tabela 87. Segregação de Depósitos por Prazo de Exigibilidade ... 75

Tabela 88. Rendas de Tarifas com Administração de Recursos de Terceiros ... 76

Tabela 89. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Clientes ... 76

Tabela 90. Fundos de Investimento e Carteiras Administradas por Tipo ... 77

Tabela 91. Abertura do Crédito Tributário ... 78

Tabela 92. Abertura do Passivo Fiscal Diferido ... 78

Tabela 93. Previ – Efeitos da Contabilização Semestral ... 79

Tabela 94. Amortização Acumulada ... 80

Tabela 95. Intangível ... 81

Tabela 96. Estimativa de Amortização dos Ativos Intangíveis... 81

Tabela 97. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. sobre Tx de Juros – At. Rentáveis (trimestral) ... 82

Tabela 98. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. sobre Tx de Juros – At. Rentáveis (semestral) ... 82

Tabela 99. Spread por Carteira ... 83

Tabela 100. Resultado com Títulos e Valores Mobiliários ... 83

Tabela 101. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. s/ Tx de Juros – Pass. Onerosos (Tri) ... 85

Tabela 102. Saldos Médios das Contas do BP e Infor. s/ Tx de Juros – Pass. Onerosos (Sem.) ... 85

Tabela 103. Aumento e Redução de Juros (Rec.e Desp.) Devido às Var. em Vol. e Taxa (Trimestral) . 86 Tabela 104. Aumento e Redução de Juros (Rec.e Desp.) Devido às Var. em Vol. e Taxa (Semestral) 87 Tabela 105. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Trimestral – 1T11 e 2T11 ... 88

Tabela 106. Análise de Volume (Ativos Rentáveis) e Taxa Semestral – 1S10 e 1S11 ... 88

Tabela 107. Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro ... 89

Tabela 108. Rendas de Tarifas ... 90

Tabela 109. Base de Clientes e Contas Correntes ... 90

Tabela 110. Cartões ... 91

Tabela 111. Receitas Globais de Cartões... 91

Tabela 112. Demonstração do Resultado por Ramo de Atuação ... 94

Tabela 113. Destaques Operacionais do Grupo Seguridade ... 95

Tabela 114. Índice de Seguridade Consolidado ... 96

(7)

Tabela 115. Informações Consolidadas Referentes aos FIP's/FMIEE's - 2T11 ... 98

Tabela 116. Despesas de Pessoal ... 99

Tabela 117. Outras Despesas Administrativas ... 100

Tabela 118. Rede de Distribuição Total ... 101

Tabela 119. Rede de Agências por Região ... 101

Tabela 120. Rede de Distribuição no Exterior ... 102

Tabela 121. Outras Receitas Operacionais ... 104

Tabela 122. Outras Despesas Operacionais ... 104

Tabela 123. Índices de Cobertura – sem Itens Extraordinários ... 105

Tabela 124. Índices de Eficiência – sem Itens Extraordinários... 105

Tabela 125. Outros Indicadores de Produtividade ... 106

Tabela 126. Balanço em Moedas Estrangeiras ... 108

Tabela 127. Perfil de Repactuação das Taxas de Juros – 30/06/2011 ... 110

Tabela 128. Acompanhamento das Perdas Operacionais ... 113

Tabela 129. Índice de Basileia – Conglomerado Econômico-Financeiro* ... 114

Tabela 130. Principais Contas da Parcela PEPR (Conglomerado Econômico-Financeiro) ... 115

Tabela 131. PRE para Risco de Mercado por Fator de Risco ... 115

Tabela 132. Capital Alocado para Risco Operacional por Linha de Negócio ... 115

Tabela 133. Participação no capital das empresas ... 116

Tabela 134. Banco Votorantim – Demonstração Resumida do Resultado Societário ... 117

Tabela 135. Banco Votorantim – Demonstração do Resultado com Realocações ... 118

Tabela 136. Banco Votorantim – Demonstrativo das Realocações ... 119

Tabela 137. Banco Votorantim – Realocações (Prestação de Serviços) ... 120

Tabela 138. Banco Votorantim – Realocações (Marcação a Mercado - MKT)... 121

Tabela 139. Banco Votorantim – Realocações (Variação de Moedas) ... 121

Tabela 140. Banco Votorantim – Principais Indicadores do Resultado ... 122

Tabela 141. Banco Votorantim – Destaques Patrimoniais... 123

Tabela 142. Banco Votorantim – Carteira de Veículos ... 123

Tabela 143. Banco Votorantim – Destaques Operacionais e Estruturais ... 123

Tabela 144. Banco Votorantim – Margem Líquida de Juros e Margem de Lucro - trimestral ... 124

Tabela 145. Banco Votorantim – Carteira de Crédito por Nível de Risco ... 125

Tabela 146. Banco Votorantim – Índices de Atraso ... 125

Tabela 147. Banco Patagonia – Principais Linhas do Resultado ... 129

Tabela 148. Banco Patagonia – Destaques Patrimoniais ... 129

Tabela 149. Banco Patagonia – Destaques Operacionais e Estruturais ... 129

Tabela 150. Banco Patagonia – Indicadores de Rentabilidade, Capital e Crédito ... 129

Tabela 151. Balanço Patrimonial Ativo – Série Trimestral ... 130

Tabela 152. Balanço Patrimonial Ativo – Série Anual ... 131

Tabela 153. Balanço Patrimonial Passivo – Série Trimestral ... 132

Tabela 154. Balanço Patrimonial Passivo – Série Anual ... 133

Tabela 155. Demonstração Resumida do Resultado – Série Trimestral ... 134

Tabela 156. Demonstração Resumida do Resultado – Série Anual ... 135

Tabela 157. Demonstração do Resultado com Realocações – Série Trimestral ... 136

Tabela 158. Demonstração do Resultado com Realocações – Série Anual ... 137

(8)

Índice de Figuras

Figura 1. Lucro (R$ milhões) e RSPLM (%) ... 11

Figura 2. Lucro Líquido por Ação ... 14

Figura 3. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio ... 14

Figura 4. Evolução das variações nos saldos de provisão e carteira ... 18

Figura 5. Índice de Basileia ... 20

Figura 6. Índices de Eficiência – sem Itens Extraordinários - % ... 22

Figura 7. Balança Comercial (FOB) ... 47

Figura 8. Produção vs. Área Plantada ... 48

Figura 9. Carteira de Crédito de Agronegócios por Tipo de Pessoa ... 51

Figura 10. Carteira de Crédito de Agronegócios por Fonte de Recursos ... 51

Figura 11. Receitas de Equalização e Fator de Ponderação ... 52

Figura 12. Percentual das operações contratadas com mitigadores de risco ... 54

Figura 13. Relação Preço/Custo de Soja e Milho ... 55

Figura 14. Abertura das Provisões ... 56

Figura 15. Variação da inadimplência recente, carteira e provisão ... 58

Figura 16. Vintage Trimestral ... 61

Figura 17. Vintage Anual ... 62

Figura 18. Vintage Anual – Carteira de Financiamento de Veículos – Arena I... 62

Figura 19. Participação de Mercado das Captações do BB ... 73

Figura 20. Administração de Recursos de Terceiros ... 76

Figura 21. Carteira de Títulos e Valores Mobiliários por Indexador (Banco Múltiplo) ... 84

Figura 22. Evolução do Spread ... 88

Figura 23. Reestruturação da Seguridade ... 92

Figura 24. Índice Combinado Ampliado ... 96

Figura 25. Evolução do Quadro de Pessoal... 99

Figura 26. Terminais de Autoatendimento ... 103

Figura 27. Transações por Canal de Atendimento - % ... 103

Figura 28. Composição dos Ativos e Passivos do BB no País ... 109

Figura 29. Posição Líquida do Conglomerado Financeiro ... 109

Figura 30. Reserva de Liquidez em Moeda Nacional ... 111

Figura 31. Reserva de Liquidez – Moeda Estrangeira ... 112

Figura 32. Indicador DRL ... 112

(9)

Apresentação

O relatório Análise do Desempenho apresenta a situação econômico-financeira do Banco do Brasil (BB).

Destinado a analistas de mercado, acionistas e investidores, com periodicidade trimestral, esta publicação aborda temas como o cenário econômico, performance dos papéis BB, práticas de governança corporativa e gestão de riscos. São analisados, separadamente, a estrutura patrimonial e o resultado.

O leitor encontrará, ainda, tabelas com séries históricas de até oito períodos do Balanço Patrimonial Resumido, da Demonstração Resumida do Resultado Societário, da Demonstração do Resultado com Realocações, além de informações sobre rentabilidade, produtividade, qualidade da carteira de crédito, estrutura de capital, mercado de capitais e dados estruturais.

Com base no parágrafo 55 da Deliberação CVM 600/2009, o Banco do Brasil decidiu adotar, a partir do encerramento do exercício de 2009 e para os próximos anos, em bases consistentes e recorrentes, o reconhecimento mais rápido dos ganhos e perdas atuariais relativos ao Plano de Benefícios I (Plano I da Previ). O resultado da PREVI passou a ser considerado recorrente havendo o reconhecimento das receitas decorrentes do superávit em base trimestral. As reavaliações de ativos e passivos passaram a ser realizadas semestralmente, o que reduz a volatilidade sobre o resultado do BB. Para permitir a comparabilidade do resultado gerado em cada trimestre com os anteriores, as receitas da PREVI encontram-se segregadas em uma linha específica na DRE com realocações. Excepcionalmente no 2T10, os valores referentes à reavaliação semestral foram distribuídos entre o primeiro e segundo trimestres daquele ano, para fins de comparabilidade; entretanto, após consultas junto ao mercado, decidiu-se que os valores fariam parte do resultado recorrente do próprio trimestre da reavaliação.

A partir do 1T11, com objetivo de facilitar a leitura dos números do Banco do Brasil o Relatório Análise do Desempenho foi reformulado, sem prejuízo na qualidade das informações divulgadas. Após consultas com analistas de mercado e usuários do relatório, foram acrescentados novos capítulos e conteúdos e revista a disposição das informações dentre os capítulos, de forma a concentrar toda a análise de um tema em um mesmo capítulo, tornando o relatório mais conciso e objetivo. O Sumário do Resultado também foi reformulado visando abordar os itens que mais contribuíram para o resultado do BB, além de um resumo com os principais destaques do resultado do período.

A partir do 2T11, as informações sobre movimentação de provisões para créditos e devedores duvidosos passam a ser divulgadas segmentadas nas visões pessoa física, jurídica e agronegócio. A série foi recomposta desde o 1T10 para fins de comparabilidade.

As informações socioambientais estão disponíveis na internet, www.bb.com.br/ri, link "Governança Corporativa" no prazo de até três semanas após a divulgação do Resultado, alinhando-as à iniciativa de divulgação do Relatório Anual em meio eletrônico. O BB, em consonância com o conceito de Triple Bottom Line e acreditando que esses dados colaboram para uma visão plena do desempenho corporativo, manterá sua iniciativa pioneira entre os bancos brasileiros de divulgar trimestralmente esses dados. Ao final do relatório as Demonstrações Contábeis e Notas Explicativas do trimestre em análise são apresentadas.

ACESSO ON-LINE

A leitura do relatório Análise do Desempenho pode ser realizada no site de Relações com Investidores do Banco do Brasil. Também são disponibilizadas maiores informações sobre a Empresa, como:

Governança Corporativa, notícias, perguntas frequentes e o Download Center, contendo versões deste relatório para o aplicativo Adobe® Reader®. Informações Gerais, Análise Patrimonial e do Resultado, e Demonstrações Contábeis Completas; as séries históricas em Excel; apresentações ao mercado;

Relatório Anual e de Responsabilidade Socioambiental; Balanço Social; Teleconferências dos Resultados e outras também estão disponíveis no site.

(10)

Destaques

1. O lucro líquido recorrente do Banco do Brasil cresceu 40,4% em doze meses e alcançou R$ 6.153 milhões no 1° semestre de 2011. Esse desempenho cor responde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 24,9%. O lucro líquido por ação alcançou R$ 2,19 no semestre, valor 9,5% superior ao observado ao 1S10.

2. No semestre foram distribuídos R$ 2.505 milhões aos acionistas, R$ 1.044 milhões sob a forma de dividendos e R$ 1.461 milhões a título de juros sobre o capital próprio. Para o ano de 2011 o percentual do lucro líquido distribuído (payout) continuará em 40%.

3. Ativos totais alcançam R$ 904 bilhões ao final de junho de 2011, montante 19,6% maior do que o registrado em junho de 2010 e 4,3% superior a mar/11. Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre ativos médios de 1,5% no 2T11, mesmo patamar que igual período de 2010.

4. A carteira de crédito ampliada, que inclui prestações de garantias e valores mobiliários privados, alcançou R$ 421 bilhões, incremento de 20,2% em doze meses e de 6,0% na comparação trimestral. O crédito destinado às pessoas físicas cresceu 5,2% no trimestre e 21,2% em doze meses com o financiamento imobiliário atingindo R$ 4,2 bilhões em junho. O BB passou a operar essa linha de crédito a partir de junho de 2008 e segundo dados do Banco Central, já é o 5º banco brasileiro nesta linha de crédito.

5. A inadimplência da carteira de crédito continua sob controle e com desempenho melhor do que o verificado no SFN. Em junho, o indicador que mensura o percentual de operações vencidas há mais de 90 dias alcançou 2,0%, inferior ao observado em mar/10 e ao registrado no SFN de 3,4%. Em relação ao risco da carteira percebe-se melhora nas operações classificadas em níveis de AA-C que passou de 92,5% em jun/10 para 93,6% em jun/11.

6. As captações totais (depósitos e captações no mercado aberto) se recuperam no trimestre e atingem R$ 589 bilhões, crescimento de 15,4% em relação a jun/10. Os depósitos a prazo foram destaque com incremento de 6,9% sobre mar/11 e 21,4% sobre jun/10.

7. No 2T11 o banco emitiu dívida subordinada no valor de US$ 1,5 bilhão. Essa captação foi considerada elegível como capital nível II pelo Banco Central e incrementou 47 pontos base no índice de basileia. Esse indicador encerrou junho de 2011 em 14,4%, deste percentual, 11,1%

referem-se a capital de nível I.

8. Recursos administrados pelo Banco do Brasil registraram R$ 407,7 bilhões em jun/11, o que representa participação de mercado de 22,3% ante 22,0% em mar/11. Ao considerar 50% do volume administrado pelo Banco Votorantim (BV), correspondente à participação do BB naquele banco, os recursos chegam a R$ 421,4 bilhões e a participação de mercado a 23,1%.

9. A margem financeira bruta (MFB) alcançou R$ 21.390 milhões no 1S11, o que representa expansão de 13,7% sobre o 1S10. No trimestre, o crescimento desta linha foi de 4,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior. As receitas com operações de crédito impulsionaram a margem, com crescimento de 21,1% sobre o 1S10. Outro destaque são as receitas de TVM que apresentaram incremento de 20,7% no semestre e 13,3% no trimestre.

10. Os gastos no BB permanecem sob rígido controle, o que ensejou em crescimento das despesas administrativas em ritmo abaixo do guidance proposto. No semestre, o saldo das despesas administrativas alcançou R$ 11.578 milhões, variação 7,5% maior quando comparada ao 1S10. Em relação ao trimestre, observou-se saldo de R$ 5.886 milhões, crescimento de 3,4% na comparação com o 1T11.

11. O desempenho favorável das receitas operacionais e o controle das despesas administrativas acarretam em melhora do índice de eficiência do BB. Este índice na visão acumulada em doze meses apresentou melhora de 290 pontos base no 2T11, atingindo 41,1%.

(11)

12. Resultado de operações com seguros, previdência e capitalização crescem 29,8% no semestre com saldo de R$ 1.180 milhões. Em continuidade ao processo de reorganização societária da área de seguridade do BB, ocorreu no 2T11 a criação de duas Sociedades Holding em parceira com o grupo segurador Mapfre. Espera-se assim, ampliar a participação das receitas de seguridade no resultado do conglomerado BB.

13. Em abril de 2011, a Fitch Ratings elevou os ratings do BB e a percepção da sólida estrutura patrimonial do Banco foi corroborada em junho pela agência de rating Moody’s. As seguintes avaliações foram revisadas, ambas com perspectiva positiva: rating de depósitos de longo prazo em moeda estrangeira Baa2 (anterior Baa3); rating de depósitos de curto prazo em moeda estrangeira Prime-2 (anterior Prime-3), e; rating de dívida sênior de longo prazo em moeda estrangeira P-Baa1 (anterior P-Baa2).

14. No período de abril a junho de 2011, ocorreu o exercício dos bônus de subscrição C (BBAS13) emitidos em 17.06.1996. Cada bônus garantiu o direito de subscrever 3,131799 ações. O exercício dos bônus gerou 4.687.773 títulos que, após a homologação pelo Bacen, serão convertidos em igual número de ações ON. Esse movimento resultou em elevação do capital social do Banco em R$ 44,6 milhões.

(12)

Sumário do Resultado

Resultado

Lucro do BB atinge R$ 6,3 bilhões no semestre

O Banco do Brasil registrou lucro atribuível ao controlador de R$ 6.262 milhões no primeiro semestre de 2011, resultado 23,4% superior ao apurado no mesmo período de 2010. Esse desempenho corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (RSPL) de 25,4%.

No 2T11 houve alienação da participação do BB na Visa Internacional e Mastercard fato que adicionou ao resultado o montante de R$ 169 milhões, item tratado como extraordinário. O valor referente aos Planos Econômicos (R$ 10 milhões) também foi considerado como não recorrente. Assim, o lucro recorrente encerrou o 2T11 em R$ 3.230 milhões o que corresponde a crescimento de 38,8% em doze meses e 10,5% contra o 1T11. Na visão semestral, o lucro recorrente atingiu R$ 6.153 milhões, o que representa incremento de 40,4% sobre o 1S10. O RSPL recorrente encerrou o 2T11 em 26,6% e o semestre em 24,9%.

2,327

2,923

3,230

2,725 2,932

3,330 31.5

24.9 27.5

26.5 24.8 26.6

2T10 1T11 2T11

Lucro Recorrente Lucro Atribuível ao Cont rolador

RSPLM - % RSPLM Recorrente - %

Figura 1. Lucro (R$ milhões) e RSPLM (%)

Lucro recorrente é impulsionado por gestão eficiente das despesas e diversificação nas receitas

O resultado do Banco do Brasil foi impulsionado pelas receitas com operações de crédito que cresceram 21,1% na comparação 1S11-1S10, reflexo do incremento da carteira de crédito em 20,2% e pelo resultado com títulos e valores mobiliários (+20,7%), esse item impulsionado pelo incremento nos saldos médios patrimoniais, elevação da taxa Selic média e ganhos com alienação de títulos de renda fixa (capítulo 7 do relatório Análise do Desempenho).

Destaca-se também que a estratégia do BB em diversificar suas fontes de receita e aperfeiçoar o atendimento ao segmento de varejo vem apresentando resultado. As receitas comerciais (margem financeira, rendas com tarifas e resultado das operações com seguros, previdência e capitalização) cresceram 13,1% sobre o mesmo período do ano anterior e alcançaram R$ 31.064 milhões. No semestre, a razão entre essas receitas e base média de clientes produziu R$ 564, crescimento de 9,8%

sobre o 1S10.

(13)

O controle das despesas administrativas continua em foco no BB. Na comparação em doze meses, as despesas administrativas cresceram 7,5%, abaixo do guidance proposto para 2011.

A tabela a seguir, extraída do demonstrativo de resultados com realocações, apresenta os principais destaques do período. O detalhamento das realocações pode ser encontrado na seção 2.3.1 do relatório Análise do Desempenho.

Tabela 1. DRE com Realocações – Principais Linhas

Fluxo Trim estral Var. % Var. %

R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2T10 s/1T11 1S10 1S11 s/1S10

Receitas da Interm ediação Financeira 19.512 22.831 24.484 25,5 7,2 38.075 47.315 24,3 Operações de Crédito + Leasing 13.195 15.066 16.103 22,0 6,9 25.916 31.169 20,3 Resultado de Operações com TVM 5.195 6.133 6.952 33,8 13,3 10.839 13.085 20,7 Despesas da Interm ediação Financeira (10.052) (12.355) (13.570) 35,0 9,8 (19.257) (25.925) 34,6 Margem Financeira Bruta 9.461 10.476 10.914 15,4 4,2 18.817 21.390 13,7 Provisão p /Créd. de Liquidação Duvidosa (2.871) (2.629) (3.047) 6,1 15,9 (5.897) (5.677) (3,7) Margem Financeira Líquida 6.590 7.847 7.867 19,4 0,3 12.920 15.713 21,6 Rendas de Tarif as 4.026 4.108 4.388 9,0 6,8 7.729 8.495 9,9 Res.de Op. c/ Seguros, Previdencia e Cap. 468 512 667 42,4 30,2 909 1.180 29,8 Margem de Contribuição 10.175 11.490 11.894 16,9 3,5 19.811 23.384 18,0 Despesas Administrativas (5.471) (5.692) (5.886) 7,6 3,4 (10.771) (11.578) 7,5 Despesas de Pessoal (2.937) (3.145) (3.364) 14,5 7,0 (5.788) (6.509) 12,5 Outras Despesas Administrativas (2.534) (2.547) (2.522) (0,5) (1,0) (4.983) (5.069) 1,7 Resultado Com ercial 4.670 5.757 5.961 27,6 3,5 8.980 11.718 30,5 Demandas Cíveis 35 (98) (190) - 93,5 (203) (288) 41,8 Demandas Trabalhistas (274) (79) 2 - - (485) (77) (84,1) Outros Componentes do Resultado (563) (760) (483) (14,2) (36,5) (1.011) (1.243) 22,9 Resultado Antes da Tributação s/ o Lucro 3.884 4.839 5.295 36,3 9,4 7.299 10.134 38,8 Imposto de Renda e Contribuição Social (1.194) (1.474) (1.566) 31,1 6,2 (2.247) (3.040) 35,3 Participações Estatutárias no Lucro (363) (442) (472) 30,0 6,7 (670) (914) 36,4 Resultado Recorrente 2.327 2.923 3.230 38,8 10,5 4.383 6.153 40,4

Fluxo Sem estral

Previ

O valor referente ao reconhecimento de ganhos atuariais do plano de benefícios definido da Previ (plano 1) é determinado pela atualização esperada dos ativos e passivos do plano e é calculado com base na aplicação de taxa de desconto dos ativos atuariais sobre os ativos e passivos (proporcionais à participação do BB de 50%) deduzido o custo do serviço corrente.

Ao final de cada semestre ocorre a reavaliação dos ativos e passivos da Previ que gerou a contabilização adicional de R$ 672 milhões no 2T11. No semestre foram reconhecidos R$ 1.920 milhões.

A tabela seguinte apresenta detalhes desta contabilização. Em relação ao Tempo Médio Remanescente de Trabalho, calcula-se a razão entre a média de tempo faltante para os funcionários do Plano 1 se aposentarem e o total destes funcionários. Naturalmente, essa medida decresce ao longo do tempo, entretanto, por haver uma diferença entre a aquisição de tempo para aposentadoria e sua real efetivação, a medida poderá, por vezes elevar-se. Informações adicionais podem ser obtidas em Nota Explicativa sobre Benefícios a Empregados e no capítulo 6 do relatório Análise do Desempenho.

(14)

Tabela 2. Previ – Contabilização do Montante Reconhecido no Ajuste Semestral

R$ milhões 1S10 2S10 1S11

Valor Justo dos Ativos do Plano (a) 130.164 141.566 138.225

Valor Presente das Obrigações Atuariais (b) 83.005 90.805 94.711

Superávit BB (c) = 50% de [(a) - (b)] 23.579 25.380 21.757

Corredor BB (d) = 50% do Máximo Valor entre 10% dos Ativos ou -10% dos Passivos 6.508 7.078 6.911 Superávit Deduzido do Corredor (e) = (c) - (d) 17.071 18.302 14.845 Valores Reconhecidos Previamente à Contabilização Semestral (f) 14.120 8.526 11.379

Montante a Reconhecer (g) = (e) - (f) 2.950 9.777 3.466

Tempo Médio Remanescente de Trabalho (em semestres) (h) 7,58 7,14 5,16

Montante Reconhecido no Ajuste Semestral (i) = (g) / (h) 389 1.369 672

Ativo Atuarial ao fim do Período (j) = (f ) + (i) 14.510 9.895 12.051 Eventos extraordinários A tabela seguinte apresenta os itens extraordinários que, neste trimestre, agregaram R$ 100 milhões ao lucro líquido do BB. Esses impactos já estão líquidos de impostos e participações estatutárias no lucro. Tabela 3. Itens Extraordinários R$ milhões 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11 Lucro Líquido Recorre nte 2.327 2.923 3.230 4.383 6.153 (+) Efe itos Extraordinários do Período 310 10 100 694 109

Alienação de Investimentos - - 169 214 169

Planos Econômicos (140) 17 10 (225) 27

Passivos Contingentes (BESC) 250 - - 250 -

PCLD Adicional 332 - - 332 -

Reversão de Passivos Trabalhistas - - - 568 -

Ganho de Capital - BB Seguros Participações 114 - - 114 -

Efeitos Fiscais e PLR sobre Itens Extraordinários (246) (8) (79) (560) (87)

Ativo Atuarial PREVI - Ajustes 88 - - - -

Lucro Líquido Atribuíve l ao Controlador 2.725 2.932 3.330 5.076 6.262 Lucro Atribuível às Participaçõe s Minoritárias (0) 0 27 (0) 27 Lucro Líquido 2.725 2.932 3.357 5.076 6.290

Tabela 4. Principais Indicadores do Resultado

Indicadores - % 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11

Spread Global¹ 6,5 6,2 6,2 6,4 6,1 Despesas de PCLD sobre Carteira² 4,1 3,0 3,0 4,1 3,0 Índice de Ef iciência³ 42,7 40,9 39,7 43,5 40,3 RSPL Recorrente¹ 26,5 24,8 26,6 24,6 24,9 Taxa Ef etiva de Imposto 33,9 33,5 32,5 33,9 33,0 (1) Indicadores anualizados.

(2) Despesas de PCLD acumuladas em 12 meses divididas pela carteira média do mesmo período.

(3) No cálculo foram segregados os efeitos extraordinários do período.

(15)

Retorno ao Acionista

Lucro líquido por ação cresce mais de 12% no trimestre

Neste trimestre o lucro líquido por ação alcançou R$ 1,16, valor 12,6% superior ao observado no trimestre anterior. Na comparação semestral o incremento observado foi de 9,5%, o que corresponde a lucro líquido por ação de R$ 2,19.

1,08

1,03

1,16

2T10 1T11 2T11

Figura 2. Lucro Líquido por Ação

40% do lucro líquido distribuído aos acionistas

O Banco do Brasil manteve a prática de distribuir 40% do lucro líquido a seus acionistas (payout). No trimestre foram destinados R$ 737 milhões a título de juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 595 milhões sob forma de dividendos.

565

449

595

525 724

1.090 1.173 737

1.332

2T10 1T11 2T11

Juros sobre Capital Próprio (R$ milhões) Dividendos (R$ milhões)

Figura 3. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio

Margem Financeira e Spread

A margem financeira bruta (MFB) alcançou R$ 21.390 milhões no 1S11, o que representa expansão de 13,7% em doze meses e de 4,2% no trimestre. Espera-se que ao longo de 2011 a incorporação

(16)

A tabela a seguir apresenta a formação da margem financeira bruta. Destaca-se a contribuição da carteira de crédito em suas principais linhas de negócios e segregam-se os valores correspondentes às receitas com recuperação de créditos baixados para prejuízo e relativas aos depósitos compulsórios com remuneração. Complementa a formação da margem o item “demais receitas”, composto principalmente pelo resultado da tesouraria, decorrente de operações com títulos e valores mobiliários, derivativos e operações de câmbio.

Tabela 5. MFB por Linha de Negócio

Fluxo Trim e stral Var. % Var. %

R$ milhões 2T10 1T11 2T11 s/2T10 s/1T11 1S10 1S11 s /1S10

Margem Finance ira Bruta 9.461 10.476 10.914 15,4 4,2 18.817 21.390 13,7 Operaçõe s de Crédito 6.904 7.200 7.263 5,2 0,9 13.829 14.462 4,6 Pessoa Física 3.967 4.143 4.293 8,2 3,6 7.893 8.436 6,9 Pessoa Jurídica 1.927 2.062 2.011 4,4 (2,5) 3.979 4.073 2,4 Agronegócios 1.010 994 959 (5,1) (3,5) 1.957 1.953 (0,2) Dem ais 2.556 3.276 3.651 42,8 11,4 4.989 6.927 38,9

Compulsório Rentável 917 1.597 1.742 89,9 9,1 1.192 3.339 180,2 Recuperação de Crédito 757 855 953 25,9 11,5 1.388 1.808 30,3 Demais 882 825 956 8,4 15,9 2.410 1.780 (26,1)

Fluxo Se m es tral

Em relação aos depósitos compulsórios, o crescimento semestral de 180,2% decorre das alterações promovidas pelo Bacen no 2T10 e 4T10. Essas mudanças trouxeram dois impactos principais sobre as demonstrações financeiras do BB. De um lado houve redução de recursos disponíveis para aplicações mais rentáveis como resultado da elevação de alíquotas. Por outro lado houve mudança na forma de recolhimento, o que implicou em migração de recursos da carteira de títulos para depósitos compulsórios.

O comportamento do spread está associado a alterações no mix das carteiras, pois linhas de crédito com riscos mais baixos estão associadas a menores receitas. Sobre a carteira de pessoa jurídica (PJ), em doze meses, percebe-se elevação da participação relativa das linhas de investimento sobre a carteira de crédito PJ, 21,2% em junho de 2010, contra 22,6% em junho de 2011, o que pressiona o spread negativamente.

O crédito destinado à agroindústria, que cresceu 9,1% sobre o 1T11 e 26,4% em doze meses, possui spread menor que outras linhas de financiamento agrícola, o que reflete nas receitas das operações de desta carteira.

Em relação à carteira PF, notou-se no trimestre recuperação de 10 bps no spread.

Espera-se que novas operações de crédito sejam contratadas, ao longo de 2011, com taxas mais elevadas, reflexo das medidas macroprudenciais adotadas a partir do 4T10. Ou seja, o impacto desta reprecificação não ocorre imediatamente, mas conforme ocorre a renovação da carteira.

O “Spread Global Ajustado pelo Risco” é apurado com base na relação entre a margem financeira líquida e os ativos rentáveis, ou seja, considera as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa. O indicador encerrou o 1S11 em 4,5%, 50 pontos base superior do que o registrado no 1S10.

(17)

Tabela 6. Spread Anualizado

% 2T10 1T11 2T11 1S10 1S11

Operaçõe s de Crédito 9,7 8,8 8,6 9,7 8,6 Pessoa Física 17,4 15,3 15,4 17,4 15,1 Pessoa Jurídica 6,2 6,0 5,7 6,4 5,8 Agronegócios 6,0 5,1 4,7 5,8 4,9 Dem ais 3,4 3,7 3,9 3,3 3,8 Spread Global 6,5 6,2 6,2 6,5 6,1 Spread Global Ajustado pelo Risco 4,5 4,6 4,4 4,0 4,5

Ativos

Ativos do BB superam R$ 904 bilhões

O Banco do Brasil alcançou R$ 904.145 milhões em ativos totais, crescimento de 19,6% em relação a junho de 2010 e 4,3% sobre mar/11. Na comparação jun/11-mar/11 o crescimento de 5,6% dos Títulos e Valores Mobiliários incrementou em R$ 8.134 milhões os ativos do BB. O desempenho do crédito, crescimento de 6,0% da carteira no trimestre, também contribuiu para o crescimento dos ativos.

Tabela 7. Principais Itens Patrimoniais

R$ milhões Jun/10 M ar /11 Jun/11 s /Jun/10 s /M ar /11

A tivos Totais 755.706 866.636 904.145 19,6 4,3

Carteira de Crédito ¹ 350.466 397.516 421.342 20,2 6,0 Títulos e V alores Mobiliários 132.249 146.500 154.634 16,9 5,6 A plicações Interf inanceiras de Liquidez 132.543 146.458 147.565 11,3 0,8

Depósitos 343.961 381.170 396.151 15,2 3,9

à V is ta 59.025 59.553 61.138 3,6 2,7 de Poupanç a 81.541 90.516 89.217 9,4 (1,4) Interf inanceiros 10.436 12.069 11.553 10,7 (4,3)

a Prazo 192.715 219.031 234.243 21,5 6,9

Captaç ões no Mercado A berto 166.603 180.112 192.875 15,8 7,1 Patrimônio Líquido 39.332 52.120 54.619 38,9 4,8

V ar . %

(1) inclui garantias prestadas e tvm privados

Carteira de Crédito

Crédito cresce 6,0% no trimestre

A carteira de crédito, incluída as garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, atingiu R$ 421.342 milhões, crescimento de 6,0% no trimestre e de 20,2% em doze meses. A participação do Banco do Brasil no mercado doméstico de crédito foi de 19,6% em junho de 2011.

(18)

Tabela 8. Carteira de Crédito Ampliada¹

Sald o s V ar . %

R$ milhões Ju n /10 Par t . % M ar /11 Par t . % Ju n /11 Par t . % s /Ju n /10 s /M ar /11

C ar t e ir a d e C r é d it o C las s if icad a ( a) 326.522 100,0 364.659 100,0 383.378 100,0 1 7,4 5,1 País 307.018 94,0 342.526 93,9 358.568 93,5 1 6,8 4,7 Pe s s o a Fís ica 101.122 31,0 116.487 31,9 122.561 32,0 2 1,2 5,2 CDC Co ns ignaç ão 40.476 12,4 46.028 12,6 47.910 12,5 1 8,4 4,1 CDC Sa lár io 11.647 3,6 13.814 3,8 14.577 3,8 2 5,2 5,5 Financ ia mento a V eíc ulos 22.774 7,0 28.613 7,8 30.535 8,0 3 4,1 6,7 Financ ia mento Imobiliár io 2.105 0,6 3.427 0,9 4.200 1,1 9 9,5 22,5 Car tão d e Cr édito 9.383 2,9 11.181 3,1 11.481 3,0 2 2,4 2,7 Cheque Es pec ial 3.199 1,0 3.094 0,8 3.141 0,8 ( 1 ,8) 1,5 Demais 11.539 3,5 10.330 2,8 10.717 2,8 ( 7 ,1) 3,7 Pe s s o a J u r íd ica 135.575 41,5 148.637 40,8 155.456 40,5 1 4,7 4,6 MPE 52.243 16,0 56.500 15,5 59.900 15,6 1 4,7 6,0 Médias e Gr andes 83.333 25,5 92.137 25,3 95.556 24,9 1 4,7 3,7 A g r o n e g ó cio 70.321 21,5 77.403 21,2 80.551 21,0 1 4,5 4,1 Pes s oa Fís ic a 47.839 14,7 49.536 13,6 51.649 13,5 8,0 4,3 Pes s oa Jur ídic a 22.482 6,9 27.867 7,6 28.903 7,5 2 8,6 3,7 Ext e r io r 19.504 6,0 22.132 6,1 24.810 6,5 2 7,2 12,1 T V M e Gar an t ias ( b ) 23.944 32.858 37.964 5 8,6 15,5 C ar t e ir a d e C r é d it o A m p liad a ( a + b ) 350.466 100,0 397.516 100,0 421.342 100,0 2 0,2 6,0 Pes s oa Fís ic a 101.124 28,9 116.487 29,3 122.562 29,1 2 1,2 5,2 Pes s oa Ju r ídic a 157.455 44,9 179.391 45,1 191.197 45,4 2 1,4 6,6 A gr onegó c io 71.035 20,3 78.263 19,7 81.489 19,3 1 4,7 4,1 Ex ter ior 20.853 6,0 23.375 5,9 26.094 6,2 2 5,1 11,6 (1) Inclui garantias prestadas e TVM privados.

Crédito ao consumo lidera expansão da carteira

O crédito às pessoas físicas continuou em expansão influenciado pelo financiamento a veículos e operações de CDC Salário, que cresceram 34,1% e 25,2%, respectivamente, em doze meses. A carteira PF total alcançou R$ 122.561 milhões, crescimento de 21,2% em doze meses.

O BB iniciou suas operações de crédito imobiliário no 2T08, e partir de então, apresenta crescimento contínuo nesta linha. Na comparação jun/11-jun/10, o crédito imobiliário cresceu 99,5% com saldo de R$ 4.200 milhões. No semestre, o volume desembolsado foi de R$ 1.449 milhões, volume 132,1%

maior do que registrado no mesmo período de 2010. Ao adicionar o saldo das operações de crédito imobiliário das pessoas jurídicas (R$ 962 milhões), a carteira imobiliária total do BB alcança R$ 5.162 milhões, desempenho 119% maior do que o verificado no 2T10.

O movimento de subscrição de títulos privados permaneceu neste trimestre e parte da demanda por crédito das empresas foi atendida por este mecanismo. O Banco encerrou jun/11 com saldo de R$ 21.988 milhões, incremento de 22,1% sobre mar/11. Ao analisar a carteira de crédito em conceito ampliado, que considera os títulos privados e prestação de garantia, houve crescimento de 6,6% sobre mar/11, na carteira de pessoa jurídica.

Outro fator que vem influenciando a carteira de crédito PJ é o desempenho do crédito agroindustrial, que envolve as empresas da cadeia do agronegócio. Em junho essas operações alcançaram R$ 19.819 milhões, 9,1% superior ao saldo de mar/11 e 26,4% sobre o mesmo período de 2010. A carteira total de agronegócios cresceu 4,1% no trimestre e 14,5% em doze meses, superior ao guidance proposto.

Inadimplência sob controle com índices inferiores ao verificado no SFN

O risco médio da carteira (razão entre a PCLD requerida e a carteira de crédito) melhorou 80 pontos base em doze meses e alcançou 4,2%. No Sistema Financeiro Nacional (SFN), este indicador encerrou jun/11 em 5,6%.

(19)

O indicador que mede o atraso das operações há mais de 90 dias (razão entre o crédito vencido há mais de 90 dias e a carteira de crédito) do BB melhorou tanto na comparação em doze meses, que passou de 2,7% em jun/10 para 2,0% em jun/11, quanto na visão trimestral, 2,1% em mar/11. O desempenho apresentado foi melhor do que o comportamento do SFN que apresentou índice de 3,7%

em jun/10, 3,2% em mar/11 e 3,4% em jun/11.

Ao comparar as operações classificadas por níveis de risco, o BB também apresenta uma estrutura de crédito melhor que o SFN. As operações classificadas nos níveis de risco de AA-C encerraram jun/11 em 93,6% do total da carteira, contra 92,2% observados no SFN. A tabela seguinte apresenta os indicadores de qualidade da carteira de crédito.

Em relação aos indicadores de inadimplência recente de 15-59 dias e 15-89, percebe-se que no primeiro trimestre de 2011 houve uma elevação. Isso ocorre pela sazonalidade do período de início de ano.

Tabela 9. Indicadores de Qualidade da Carteira de Crédito

% Jun/10 Mar/11 Jun/11

Operações Vencidas + 15 dias/Total da Carteira 4,6 4,0 3,8 Operações Vencidas 15-59 dias/Total da Carteira 1,4 1,5 1,3 Operações Vencidas + 60 dias/Total da Carteira 3,1 2,5 2,5 Operações Vencidas 15-89 dias/Total da Carteira 1,8 1,9 1,7 Operações Vencidas + 90 dias/Total da Carteira 2,7 2,1 2,0 Operações de Risco AA - C / Total da Carteira 92,5 93,8 93,6 Provisão/Carteira de Crédito 5,5 4,7 4,6 Provisão PF/Carteira de Crédito 3,9 3,0 3,0 Provisão PJ/Carteira de Crédito 2,6 1,9 2,1 Provisão/Operações Vencidas + 60dias 176,1 185,2 186,1 Provisão/Operações Vencidas + 90dias 203,9 221,8 226,5 Risco Médio BB 5,0 4,2 4,2 Risco Médio – SFN 6,2 5,5 5,6 Operações Vencidas + 90 dias/Total da Carteira – SFN 3,7 3,2 3,4

A figura seguinte apresenta as variações dos saldos de carteira e provisão entre os trimestres, dos níveis de risco D a H, assim como a inadimplência entre 15 e 89 dias. A inadimplência recente é apresentada defasada em um trimestre para demonstrar os efeitos de seu crescimento no agravamento de risco e nível de provisionamento do período seguinte. A queda de 20bps na última verificação do índice de inadimplência recente demonstra que crescimento das provisões em decorrência da migração de risco foi um fenômeno sazonal.

Figura 4. Evolução das variações nos saldos de provisão e carteira

1,2

1,4 1,6

2,0 1,9

2,2

1,9

2,0 1,8

1,8

1,5

1,9 1,7

Set/08 Dez/08 Mar/09 Jun/09 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11

Crise Econômica Sazonalidade

(20)

Tabela 10. Var. trimestral entre saldo e provisão

R$ milhõ es Dez/08 Mar/09 Jun/09 Set/09 Dez/09 Mar/10 Jun/10 Set/10 Dez/10 Mar/11 Jun/11

Saldo AA-C 20.016 2.081 22.668 31.145 15.677 5.388 21.168 13.170 20.499 6.147 17.126 Provisão AA - C 182 (89) 237 111 98 127 421 69 100 48 108 Saldo D-H 2.591 1.212 (1.717) 1.887 (366) (666) (197) 133 (1.959) 146 1.594 Provisão D-H 1.399 1.044 1.620 1.165 (431) (271) 184 21 (937) (347) 568 Saldo Total 22.607 3.293 20.951 33.032 15.311 4.722 20.971 13.304 18.540 6.293 18.719 Provisão Total 1.581 955 1.857 1.276 (332) (144) 605 89 (837) (299) 676

As despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PCLD) apresentaram decréscimo de 3,7% no primeiro semestre de 2011 se comparado a igual período de 2010 mesmo com crescimento de 17,4% da carteira de crédito classificada no mesmo período. O resultado deve-se a melhora dos índices de inadimplência e de risco do crédito do BB.

No trimestre, o incremento da despesa de provisão decorre da elevação dos saldos de provisão em níveis de risco D-H que demandam maior volume de PCLD, conforme demostrado anteriormente.

Tabela 11. Despesas de PCLD sobre Carteira de Crédito

R$ milhões 2T10 1T11 2T11

(A ) Despesas de PCLD Trimestral (2.871) (2.629) (3.047) (B) Despes as de PCLD - 12 Meses (11.864) (10.278) (10.454) (C) Carteira de Crédito 326.522 364.659 383.378 (D) Média da Carteira - 3 Meses 316.005 361.964 375.447 (E) Média da Carteira - 12 Mes es 287.413 338.575 353.906 Despesas sobre Carteira (A /D) - % 0,9 0,7 0,8 Despesas sobre Carteira (B/E) - % 4,1 3,0 3,0

Não obstante a melhora nos índices de qualidade da carteira, o Banco do Brasil mantém a prudência em relação ao saldo das provisões para risco de crédito e ao percentual de cobertura da carteira. O saldo das provisões encerrou o trimestre em R$ 17.734 milhões, o que proporciona cobertura de 226,5% das operações vencidas há mais de 90 dias.

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