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fls. 42 Para conferir o original, acesse o site informe o processo e código 31E44E.

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Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 31E44E.

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(8)

Estado de Mato Grosso do Sul

Poder Judiciário

Campo Grande

20ª Vara Cível de Competência Especial

20ª Vara Cível de Competência Especial - Rua da Paz, nº 14, Jardim dos Estados - 2º andar Bloco III - CEP 79020-040, Fone: (67) 3317-3600, Campo Grande-MS - E-mail: [email protected] - M13733

1 Autos: 0809094-43.2011.8.12.0001 - Busca e Apreensão Em Alienação Fiduciária

Autor(es): Banco Safra S.A.

Réu(S): ROSEMARY A SANTOS CABRAL

Vistos.

Tendo em vista a comprovação da ocorrência de

inadimplemento contratual pelo(a) requerido(a) e, em razão disso, estando

evidenciada a ocorrência da mora

1

, decorrente do "simples vencimento do

prazo para pagamento" (Dec.-Lei nº 911/69, art. 2º, § 2º), DEFIRO o pedido

de busca e apreensão formulado por Banco Safra S.A..

1 – Expeça-se, portanto, mandado de busca,

apreensão e depósito, depositando-se o bem objeto do pedido em favor da(s)

pessoa(s) nominada(s) pelo autor na inicial, mediante compromisso de não

retirá-lo do território deste juízo sem prévia autorização judicial, o qual poderá

ser prestado no próprio auto de busca, apreensão e depósito.

2 – Por meio do mesmo mandado, cite-se a

requerida para, querendo, responder à presente demanda, no prazo de 15 dias

(Dec.-Lei nº 911/69, art. 3º, § 3º), contados da juntada do mandado (CF/88,

art. 5º, inc. LIV e LV; e CPC, art. 241).

3 – Consigne-se, ainda, no mandado que 5 dias

após a citação

2

"consolidar-se-ão a propriedade e a posse plena e exclusiva

do bem no patrimônio do credor fiduciário" (Dec.-Lei nº 911/69, art. 3º, § 1º).

4 – No mesmo prazo, poderá a requerida purgar a

mora, pagando as parcelas vencidas até a data do efetivo depósito, acrescidas

dos encargos moratórios previstos no contrato mais custas (inclusive de

1Dec.-Lei nº 911/69, art, 2º, § 2º - A mora [...] poderá ser comprovada por carta registrada expedida por intermédio de Cartório de Títulos e Documentos ou pelo protesto do título, a critério do credor.

STJ, Súmula 72: "A comprovação da mora é imprescindível a busca e apreensão do bem alienado fiduciariamente." (SEGUNDA

SEÇÃO, julgado em 14/04/1993, DJ 20/04/1993 p. 6769)

2"A contagem do prazo de 5 (cinco) dias estipulado no § 1º do art. 3º do Decreto-Lei n. 911/69, referente à consolidação da propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário, deverá ter início a partir da citação do devedor e não da execução da liminar, porquanto acarretaria ofensa à garantia do devido processo legal, consagrado na Constituição Federal." (TJMS - Agravo Regimental em Agravo n. 2006.016678-4; Des. Rubens Bergonzi Bossay; J: 06/11/2006; T3).

Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 3D78B6.

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Poder Judiciário

Campo Grande

20ª Vara Cível de Competência Especial

20ª Vara Cível de Competência Especial - Rua da Paz, nº 14, Jardim dos Estados - 2º andar Bloco III - CEP 79020-040, Fone: (67) 3317-3600, Campo Grande-MS - E-mail: [email protected] - M13733

2

protesto)

3

, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus decorrente

do inadimplemento.

5 – Registro, por fim, que, se o credor fiduciário

pretender retirar o bem da Comarca ou optar pela venda antecipada deste,

deverá fazê-lo – em respeito ao contraditório e ampla defesa – apenas após a

citação da requerida e após o decurso do prazo para purgação da mora e,

ainda assim, mediante autorização judicial

4

.

6 – Para o caso de pronto pagamento, fixo os

honorários do patrono do autor no equivalente a 10% (dez por cento) sobre o

valor atualizado do débito.

7 – Autorizo, se necessário for, a utilização da

faculdade conferida pelo art. 172, §§ 1º e 2º, do CPC, desde que ressalvado o

disposto no inciso XI, do art. 5º, da CF/88.

8 – Dê-se ciência à eventual(is) avalista(s).

9 - Expeça-se o necessário, ficando desde já

autorizado o sr. Diretor de Cartório assinar eventual mandado, nos termos do

§9º do artigo 8º do Provimento 148/08 e artigo 4º do Provimento 70/12.

Registre-se. Intime(m)-se.

Campo Grande – MS, 25 de junho de 2012

Vania de Paula Arantes

Juíza de Direito Auxiliar

Assinado por Certificação Digital

3"A purgação da mora nos casos de ação de busca e apreensão deve considerar somente o valor das prestações efetivamente devidas, sendo que a expressão dívida pendente a que se refere o § 2º do artigo 3º do Decreto-Lei n.º 911/69 não é sinônimo de dívida total do contrato, mas sim de dívida vencida até a purgação da mora." (TJMS - Apelação Cível - Lei Especial - N. 2007.002651-7/0000-00 – Rel Oswaldo Rodrigues de Melo – J. 11.04.07 – 3ª Turma Cível)

"[...] A melhor interpretação que se extrai do art. 3º, § 2º, do Decreto-Lei n. 911/69, após as alterações propostas pela Lei n. 10.931/2004, é de que o devedor fiduciante tem a faculdade de pagar a integralidade da dívida pendente, e o pagamento deve se dar em relação às parcelas vencidas com os acréscimos decorrentes do atraso." (TJMS - Agravo Regimental em Agravo - N. 2008.032948-5/0001-00; Des. João Maria Lós; J. 2.12.08; T1).

4"Caso o credor fiduciário pretenda retirar o bem da comarca, deverá requerer expressa autorização do juízo, sob pena de ofensa aos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição Federal."(TJMS - Agravo Regimental em Agravo de Instrumento. nº 2008.011660-6 – Campo Grande – Rel. Des. Rêmolo Letteriello – Quarta Turma Cível TJMS – Julgado em 17.06.08 – Publicado em 03.07.08)

"Não há irregularidade ou ilegalidade quando o magistrado determina que a venda antecipada do bem deve ser requerida ao juízo, depois de decorrido o prazo de cinco dias da execução da liminar, com a citação, mesmo porque não foi vedada a venda. Tal determinação é apenas para resguardar eventual direito do devedor, que tem a possibilidade de purgar a mora nesse período." (TJMS - Agravo - N. 2008.026020-8/0000-00, Rel. Paulo Alfeu PuccinellI; j. 24.11.08; T3).

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20ª Vara Cível de Competência Especial - Rua da Paz, nº 14, Jardim dos Estados - 2º andar Bloco III - CEP 79020-040, Fone: (67) 3317-3600, Campo Grande-MS - E-mail: [email protected] - M13733

3

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TJ/MS - COMARCA DE CAMPO GRANDE Emitido em: 01/08/2012 14:51 Certidão - Processo 0809094-43.2011.8.12.0001 Página: 1

CERTIDÃO DE PUBLICAÇÃO DE RELAÇÃO

Certifico e dou fé que o ato abaixo, constante da relação nº 0106/2012, foi publicada no Diário da Justiça nº 2701, do dia 31/07/2012, página 135/145, com circulação em 01/08/2012 e início do prazo em 02/08/2012, conforme disposto no Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça.

Advogado Prazo em dia Término do prazo Nádia Carvalho Araújo (OAB 11777/MS) 10 13/08/2012 CELSO MARCON (OAB 11996AM/S) 10 13/08/2012

Teor do ato: "Decisão interlocutória de fls. 49-51: "DEFIRO o pedido de busca e apreensão formulado por Banco Safra S.A.. 1 - Expeça-se, portanto, mandado de busca, apreensão e depósito, depositando-se o bem objeto do pedido em favor da(s) pessoa(s) nominada(s) pelo autor na inicial, mediante compromisso de não retirá-lo do território deste juízo sem prévia autorização judicial, o qual poderá ser prestado no próprio auto de busca, apreensão e depósito. 2 - Por meio do mesmo mandado, cite-se a requerida para, querendo, responder à presente demanda, no prazo de 15 dias (Dec.-Lei nº 911/69, art. 3º, § 3º), contados da juntada do mandado (CF/88, art. 5º, inc. LIV e LV; e CPC, art. 241). 3 - Consigne-se, ainda, no mandado que 5 dias após a citação "consolidar-se-ão a propriedade e a posse plena e exclusiva do bem no patrimônio do credor fiduciário" (Dec.-Lei nº 911/69, art. 3º, § 1º). 4 - No mesmo prazo, poderá a requerida purgar a mora, pagando as parcelas vencidas até a data do efetivo depósito, acrescidas dos encargos moratórios previstos no contrato mais custas (inclusive de protesto), hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus decorrente do inadimplemento. 5 - Registro, por fim, que, se o credor fiduciário pretender retirar o bem da Comarca ou optar pela venda antecipada deste, deverá fazê-lo - em respeito ao contraditório e ampla defesa - apenas após a citação da requerida e após o decurso do prazo para purgação da mora e, ainda assim, mediante autorização judicial. 6 - Para o caso de pronto pagamento, fixo os honorários do patrono do autor no equivalente a 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado do débito. 7 - Autorizo, se necessário for, a utilização da faculdade conferida pelo art. 172, §§ 1º e 2º, do CPC, desde que ressalvado o disposto no inciso XI, do art. 5º, da CF/88. 8 - Dê-se ciência à eventual(is) avalista(s). 9 - Expeça-se o necessário, ficando desde já autorizado o sr. Diretor de Cartório assinar eventual mandado, nos termos do §9º do artigo 8º do Provimento 148/08 e artigo 4º do Provimento 70/12"."

Do que dou fé.

Campo Grande, 1 de agosto de 2012.

Escrivã(o) Judicial

Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 4227A8.

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Estado de Mato Grosso do Sul

Poder Judiciário

Campo Grande

20ª Vara Cível de Competência Especial

Mod. 700669 - Endereço: Rua da Paz, nº 14, Jardim dos Estados - 2º andar Bloco III - CEP 79020-040, Fone: (67) 3317-3600, Campo Grande-MS - E-mail: [email protected]

*00120121006094*

MANDADO DE BUSCA, APREENSÃO E CITAÇÃO

BENEFÍCIOS DO ART. 172 DO CPC

NSU nº 002221 – 31/08/2011 – R$ 77,34

Autos n° 0809094-43.2011.8.12.0001

Ação: Busca e Apreensão Em Alienação Fiduciária

Requerente: Banco Safra S.A.

Requerido: ROSEMARY A SANTOS CABRAL

Oficial de Justiça:

Mandado nº 001.2012/100609-4

Denize de Barros Dódero Rodrigues, Juiz(a) de Direito em substituição legal na 20ª Vara Cível de Competência Especial, da Comarca de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul, na forma da Lei etc.

Manda a qualquer oficial de Justiça deste Juízo, ao que for o

presente entregue, que proceda à BUSCA E APREENSÃO do seguinte bem: Veículo:

VOLKSWAGEN / GOL 1.0, espécie AUTOMOVEL/PASSEIO, placa NRO7080, chassi 9BWAA05U7BT183322, Renavam 279943725, fabricado em 2010, modelo 2010, cor PRETO

,

o qual poderá ser encontrado com Requerido: ROSEMARY A SANTOS CABRAL,

VINTE E QUATRO DE OUTUBRO, 599, VILA GLORIA - CEP 79004-400, Campo Grande-MS, devendo o bem ficar depositado provisoriamente em mãos do requerente, o qual

haverá de assumir expressamente o encargo de fiel depositário, mediante compromisso de não retirá-lo do território deste juízo sem prévia autorização judicial, o qual poderá ser prestado no próprio auto de busca, apreensão e depósito, sob as penas da lei, conforme cópia da decisão que segue anexo. Após, proceda à CITAÇÃO do(a) ROSEMARY A

SANTOS CABRAL, acima qualificado(a), por todo conteúdo da contrafé que segue anexa e

para, querendo, no prazo de 05 (cinco) dias, purgar mora realizando o pagamento das parcelas vencidas e vincendas, na forma estabelecida na decisão liminar, cuja cópia segue em anexo, ou contestar em 15 (quinze) dias (art. 3º do Dec. Lei 911/69, alterado pela Lei n.º 10.931/2004). No caso de purgação da mora, deverá ser acrescido de honorários, sobre o valor atualizado da dívida, no percentual porventura fixado na decisão, cuja cópia segue anexa. Adverte-se que não sendo contestada a ação presumir-se-ão aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo autor (art. 285 CPC). CUMPRA-SE. Eu, Edmir Soken, Chefe de Cartório, o digitei e eu, Edmir Soken, Chefe de Cartório, o conferi e subscrevi. Campo Grande/MS, 07 de agosto de 2012.

Edmir Soken

Chefe de Cartório

Assina por determinação Judicial - Provimento 192/09 - CSM

ASSINADO POR CERTIFICAÇÃO DIGITAL

Advogado do autor: Nádia Carvalho Araújo, RUA Treze de Maio, 2.500, 17 Andar, Sala 1.702, centro - CEP 79092-923, Fone: (067), Campo Grande-MS

Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 43042E.

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Estado de Mato Grosso do Sul

Poder Judiciário

Campo Grande

20ª Vara Cível de Competência Especial

Modelo 500002 - Endereço: Rua da Paz, nº 14, Jardim dos Estados - 2º andar Bloco III - CEP 79020-040, Fone: (67) 3317-3600, Campo Grande-MS - E-mail: [email protected]

TERMO DE JUNTADA

Processo: 0809094-43.2011.8.12.0001

Aos 28 de setembro de 2012, procedi a juntada da(s) peça(s) que

segue(m). Eu, Guilherme Albuquerque, juntei.

Campo Grande, 28 de setembro de 2012.

Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 49F258.

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1 58$'(0$,2('&(1752&20&$032*5$1'(6/ &(1752&$032*5$1'(±06&(3            

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 20ª VARA CÍVEL DE COMPETÊNCIA ESPECIAL DA COMARCA DE CAMPO GRANDE - MS

AUTOS Nº. 0809094-43.2011.8.12.0001 AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO

REQUERENTE: BANCO SAFRA S/A

REQUERIDO: ROSEMARY A SANTOS CABRAL

BANCO SAFRA S/A, já qualificado nos autos em epígrafe, por

intermédio de seu advogado abaixo assinado, vem, mui

respeitosamente à presença de Vossa Excelência, não se conformando com os termos da respeitável interlocutória de fls. retro, interpor o presente

R E C U R S O D E A G R A V O

na forma RETIDA, com supedâneo no artigo 522 e seguintes do Código

de Processo Civil, cujas razões que seguem anexas, onde apresentam-se os fundamentos de fato e de direito que consubstanciam o pedido de reforma da decisão por este MM. Juízo ou, então, sejam alisadas, em preliminar de eventual recurso de apelação, pelo Egrégio Tribunal do Estado de Mato Grosso do Sul,

conforme o §1º do artigo 523 do CPC. Termos em que;

Respeitosamente pede deferimento. Campo Grande, 10 de agosto de 2012.

Digitally signed by CELSO MARCON:23983825168 Date: 10.08.2012 15:30:17 -03:00 Reason: Assinatura digital no padrão ICP-Brasil, conforme estabelecido na Medida Provisória nº 2.200-2 de 24 de agosto de 2001.

Location: Brasil.

Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 43B851.

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58$'(0$,2('&(1752&20&$032*5$1'(6/ &(1752&$032*5$1'(±06&(3     2 RAZÕES DO AGRAVO I – DOS FATOS

O banco Agravante após tentar inúmeras vezes a composição amigável com a parte Agravada, a fim de receber as parcelas vencidas e seguintes do contrato de financiamento garantido por alienação fiduciária, o notificou para regularizar a situação, mas sem qualquer êxito.

Então o Banco Agravante procedeu ao ajuizamento de cobrança judicial.

Contudo, em decisão deferindo liminar de busca e apreensão, este juízo, data vênia, equivocadamente, a despeito da imposição legal, vinculou a “purgação da mora” ao mero pagamento das parcelas vencidas, bem como determinando que o veículo permaneça no território deste Juízo, o que se refletira na devolução do bem eventualmente apreendido.

II – DO MÉRITO

DA PURGAÇÃO DA MORA – NECESSIDADE DE PAGAMENTO INTEGRAL DO DÉBITO

Excelência, deve-se observar que o Réu encontra-se inadimplente com as parcelas do seu contrato de financiamento, não havendo, para tanto, direito em reaver o bem.

Portanto, em tendo o Réu interesse em ser restituída do bem, esta deve adimplir com o seu débito INTEGRALMENTE para análise da restituição bem.

Assim, merece transcrever o preceituado no § 2º, do art. 3º, do Decreto-Lei 911/69, a ser aplicado analogicamente ao caso, in

verbis:

§ 2º. No prazo do § 1º, o devedor fiduciante

poderá pagar a integralidade da dívida pendente,

segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus.

Desta forma, quanto a purgação da mora, o Autor desde já se manifesta de forma contrária a qualquer pagamento que venha a ser

Digitally signed by CELSO MARCON:23983825168 Date: 10.08.2012 15:30:17 -03:00 Reason: Assinatura digital no padrão ICP-Brasil, conforme estabelecido na Medida Provisória nº 2.200-2 de 24 de agosto de 2001.

Location: Brasil.

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58$'(0$,2('&(1752&20&$032*5$1'(6/ &(1752&$032*5$1'(±06&(3     3

depositado pelo o que não seja correspondente a integralidade da dívida, valor este cobrado na inicial pelo credor.

Com efeito, o valor pleiteado pelo Autor na inicial corresponde a integralidade da dívida pendente, valor que a ser atualizado, conforme os juros contratados pela parte requerida, bem como, as custas e honorários advocatícios.

Isto demonstra que o valor que o Réu poderá consignar não é suficiente para o pagamento da integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo Autor.

Importante ressaltar que, tanto o entendimento doutrinário quanto o jurisprudencial, relativamente a contratos, são no sentido de que as obrigações pactuadas livremente entre as partes devem ser integralmente cumpridas.

Assim, ao conceder o pedido para liberação do bem estaria por afrontar as cláusulas contratuais previamente acertadas entre os contratantes, sobrepondo-se ao princípio do pacta sunt servanda e a norma constitucional de proteção ao ato jurídico perfeito, mais ainda quando não se vislumbra qualquer irregularidade nestas cláusulas.

Desta forma, o depósito judicial efetuado em valor menor que o constante como purga da mora, uma vez que NÃO PREENCHERÁ quaisquer

dos requisitos legais ou contratuais, sejam quanto ao valor ou a sua forma.

Este é o entendimento da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, por maioria, acompanhando voto do ministro Antonio Carlos Ferreira, proveu recurso do Banco Bradesco Financiamentos S/A;

Na alienação fiduciária, bem apreendido só será restituído com pagamento integral da dívida, incluindo parcelas vincendas.

No contrato de empréstimo garantido com alienação fiduciária, a posse do bem fica com o devedor, mas a propriedade é do credor, conforme determina

a lei (Decreto-Lei 911/69). Se houver

inadimplemento, cabe ao credor requerer a busca e apreensão do bem alienado, que será deferida liminarmente. Cinco dias após a execução da liminar, o credor passará a ser o exclusivo possuidor e proprietário do bem (propriedade e

Digitally signed by CELSO MARCON:23983825168 Date: 10.08.2012 15:30:17 -03:00 Reason: Assinatura digital no padrão ICP-Brasil, conforme estabelecido na Medida Provisória nº 2.200-2 de 24 de agosto de 2001.

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58$'(0$,2('&(1752&20&$032*5$1'(6/ &(1752&$032*5$1'(±06&(3     4

posse do bem serão consolidadas no patrimônio do credor).

Quando isso ocorrer, o devedor somente terá direito à restituição do bem se, nesse prazo de cinco dias, pagar integralmente a dívida indicada pelo credor – tanto as parcelas vencidas como as vincendas. O entendimento é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, por maioria, acompanhando voto do ministro Antonio Carlos Ferreira, proveu recurso do Banco Bradesco

Financiamentos S/A.

No caso, o banco ajuizou ação de busca e apreensão contra uma devedora, em razão do descumprimento de contrato de mútuo, garantido com alienação fiduciária de um automóvel. Em primeira instância, a liminar foi deferida, com a expedição do mandado de busca e apreensão do veículo, nomeado o banco como depositário do bem. Citada, a devedora apresentou contestação e reconvenção. Além disso, requereu, para fins de purgação da mora, a juntada do comprovante de depósito no valor das parcelas vencidas e, como consequência, pleiteou a restituição do veículo apreendido. Verificado pela contadoria que não houve o depósito exato do valor vencido, o juízo

de primeiro grau permitiu à instituição

financeira alienar o bem apreendido. A devedora recorreu da decisão com agravo de instrumento. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) proveu o recurso para declarar que a complementação do depósito deve levar em consideração as parcelas que venceram no curso da lide. O TJPR determinou também o retorno dos autos ao contador para que realizasse o cálculo, levando em consideração os

valores depositados.

Recurso especial

Inconformado, o banco recorreu ao STJ sustentando que, para a purgação da mora, cumpre ao devedor

pagar a integralidade da dívida pendente

(parcelas vencidas, vincendas, custas e

honorários advocatícios) no prazo legal de cinco dias, sendo inviável o pagamento extemporâneo. Além disso, alegou violação do Decreto-Lei 911/69

Digitally signed by CELSO MARCON:23983825168 Date: 10.08.2012 15:30:17 -03:00 Reason: Assinatura digital no padrão ICP-Brasil, conforme estabelecido na Medida Provisória nº 2.200-2 de 24 de agosto de 2001.

Location: Brasil.

Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 43B851.

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58$'(0$,2('&(1752&20&$032*5$1'(6/ &(1752&$032*5$1'(±06&(3     5 e dissídio jurisprudencial.

Em seu voto, o relator, ministro Marco Buzzi, concluiu que, embora a lei estabeleça que o devedor, para livrar o bem, deva resgatar a dívida pendente segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário, seria possível somente o pagamento das parcelas vencidas. Isso em prol da

conservação do contrato.

O ministro Antonio Carlos Ferreira divergiu do relator e proveu o recurso do banco, tese vencedora na Quarta Turma. O ministro entendeu que, no prazo de cinco dias após a busca e

apreensão, para o devedor ter direito à

restituição, será necessário o pagamento da integralidade da dívida indicada pelo credor na inicial, hipótese em que o bem será restituído

livre de ônus.

“A expressão ‘livre de ônus’ significa que o pagamento deverá corresponder ao débito integral, incluindo as parcelas vincendas e encargos”, acrescentou. O ministro destacou ser essa a interpretação que o STJ vem adotando em relação à alteração decorrente da Lei 10.931/04, que modificou o parágrafo 2° do artigo 3° do Decreto-Lei 911/69 (“No prazo do parágrafo 1o, o devedor fiduciante poderá pagar a integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial, hipótese na qual o bem lhe será restituído livre do ônus.”), devendo o entendimento ser mantido em prol da segurança jurídica.

Antonio Carlos Ferreira ressaltou a

impossibilidade de restituição do bem apenas com o pagamento das parcelas vencidas, para o

prosseguimento do contrato em relação às

vincendas, e a inexistência de violação do Código de Defesa do Consumidor nessa previsão legal. Destacou ainda a importância em observar o regramento legal referente ao contrato de alienação fiduciária, que é importante ferramenta

de fomento à economia.

O entendimento do ministro Antonio Carlos Ferreira foi seguido pelos ministros Raul Araújo

e Isabel Gallotti.

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Para conferir o original, acesse o site http://www.tjms.jus.br/esaj, informe o processo 0809094-43.2011.8.12.0001 e código 43B851.

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DA OPÇÃO DE VENDA ANTECIPADA – AUTORIZAÇÃO LEGAL - POSSIBILIDADE REMOÇÃO DO VEÍCULO PARA COMARCA DIVERSA

Pela garantia fiduciária o devedor transfere a propriedade do bem de consumo em favor daquele que custeou a compra, até a quitação do financiamento concedido para a aquisição. A financiadora torna-se dona até a reversão da propriedade ao devedor, que torna-se opera pela extinção da garantia em face da liberação da dívida. Esse contrato é, por isso, resolúvel e transitório.

A ação de busca e apreensão de bem, objeto de contrato de alienação fiduciária em garantia, possui a rota processual definida pelo Decreto-lei nº 911, de 1969, agora vigente com as modificações da Lei nº 10.931, de 2004, da qual não podem se apartar o r. Juízo a quo e as partes.

O pedido na ação não é de cobrança do saldo devedor do financiamento, mas, sim, de natureza reipersecutória do bem alienado em fidúcia, para a garantia do pagamento do mútuo.

Mora, do latim mora, é o retardamento no cumprimento duma obrigação. Purgar, do latim purgare, significa remir (de culpa); pagar, expiar. Em sentido jurídico a purgação da mora é a forma de se manter a integridade de um vínculo jurídico que em princípio se reputa quebrado, por inadimplemento de obrigações legais ou convencionais.

As disposições introduzidas no procedimento pela Lei nº 10.931, de 2004, não suprimiram a possibilidade de purgação da mora nas ações de busca e apreensão regidas pelo Decreto-lei nº 911, de 1969. A cláusula resolutória deve ser interpretada como a possibilidade que o devedor em mora tem de pagar a dívida vencida, continuando com a relação contratual ou a extinção por inadimplemento.

A expressão "dívida pendente" do § 2º, do artigo 3º do Decreto-lei nº 911, de 1969, refere-se à dívida vencida, sem abarcar as parcelas vincendas, facultando-se a purgação da mora e a sobrevida do contrato, uma vez que, não sendo permitida a elisão, estará descaracterizada a natureza do contrato de financiamento garantido por alienação fiduciária.

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Se decorrido o prazo estabelecido no § 1º, do artigo 3º do Decreto-lei 911, de 1969, o devedor não pugnar pela emenda da mora ou optar pelo pagamento da integralidade da dívida contratual, não se verifica impedimento ao credor em proceder à alienação por sua conta e risco.

A antecipação da consolidação da propriedade que antes só acontecia após a sentença, com eventual apelação recebida apenas no efeito devolutivo, agora, com a Lei nº 10.931, de 2004, faz-se após os cinco dias da execução da liminar, nos casos de não exercício da purga da mora.

Segue jurisprudências sobre o tema:

Arrendamento Mercantil. Reintegração de Posse. Possibilidade de o Arrendatário purgar a mora, desde que o requeira na oportunidade da contestação. Aplicação Analógica do art. 1.071, § 2º, do CPC e art. 3º, § 1º do Decreto-Lei nº 911. Recurso neste aspecto improvido. A semelhança do leasing em relação aos contratos de compra e venda com reserva de domínio e de alienação fiduciária enseja, por analogia, a possibilidade de purgação da mora, desde que requerida na oportunidade da contestação (

Apelação com Revisão nº 708111-0/1- Relator Des. Antonio Rigolin. Julgado em 13.09.2005-TJRS.

PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO.

ARRENDAMENTO MERCANTIL. PURGAÇÃO DA MORA. § 2º DO ART. 3º DO DECRETO-LEI Nº 911/69, MODIFICADO PELA LEI Nº 10.931, DE 2004. "DÍVIDA PENDENTE" QUE COMPREENDE AS PARCELAS VENCIDAS, ACRESCIDAS

DOS ENCARGOS conTRATUAIS, HONORÁRIOS

ADVOCATÍCIOS E DESPESAS. RESTITUIÇÃO DO VEÍCULO.

PAGAMENTO INCOMPLETO. IMPOSSIBILIDADE.

PROVIMENTO DO RECURSO. TJMA - AGRAVO DE INSTRUMENTO: AI 273012010 MA.

Quanto a possibilidade de venda do bem alienado, já se manifestaram Tribunais pátrios nesse sentido:

"BUSCA E APREENSÃO - DL Nº 911/69 - ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA - VENDA JUDICIAL OU EXTRAJUDICIAL DO BEM RETOMADO - OPÇÃO DO CREDOR FIDUCIÁRIO.

A legislação que rege a espécie não impõe ao credor fiduciário a forma como ele deva proceder

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à venda do bem retomado e, ainda, faculta-lhe promovê-la extrajudicialmente ou judicialmente. Não cabe ao Julgador, na ação de busca e apreensão originária de inadimplemento de

contrato de financiamento com alienação

fiduciária em garantia (DL 911/69), obstar que a opção seja feita pelo credor, que terá os ônus e os bônus decorrentes de sua escolha".(TAMG - Número do Processo: 0339976-0 - Órgão Julgador: Sétima Câmara Cível - Recurso: Apelação - Relator: Geraldo Augusto - Data do Julgamento: 08/08/2001).

"ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA - VENDA EXTRAJUDICIAL - SALDO - EXISTÊNCIA - COMPROVAÇÃO NÃO DISPENSADA. Feita a busca e apreensão do bem objeto de contrato com garantia da alienação fiduciária, a lei permite a venda extrajudicial, devendo o credor fiduciário aplicar o preço da venda no pagamento de seu crédito e das despesas decorrentes e entregar ao devedor o saldo apurado, se houver , podendo, ao contrário, cobrar eventual débito remanescente (...)". (TAMG - Número do Processo: 0298088-7 - Órgão Julgador: Primeira Câmara Cível - Recurso: Apelação - Relatora: Vanessa Verdolim Andrade - Data do Julgamento: 15/02/2000).

APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO - DECRETO 911/69 - ALIENAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO BEM - ADMISSIBILIDADE. (Voto vencido).

1. Conforme disposto no art. 3º, do Decreto-Lei nº 911/69, consolidadas a propriedade e a posse plena do bem objeto da ação nas mãos do proprietário fiduciário, não pode o Juiz impedir a venda extrajudicial do bem. (...)".(TAMG - Número do Processo: 0319748-0 - Órgão Julgador: Segunda Câmara Cível - Recurso: Apelação - Relator: Delmival de Almeida Campos - Data do Julgamento: 10/10/2000).

"BUSCA E APREENSÃO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. VENDA DO BEM APREENDIDO. INTELIGÊNCIA DO ART. 2º DO DECRETO LEI N.º 911/69. Havendo inadimplemento da obrigação garantida, pode o credor, na qualidade de proprietário fiduciário, vender o bem apreendido a terceiro, independentemente de

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leilão, hasta pública, avaliação prévia ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial. Recurso a que se dá provimento".(TAMG - Número do Processo: 0274932-8 - Órgão Julgador: Quarta Câmara Cível - Recurso: Apelação - Relator: Célio César Paduani - Data do Julgamento: 02/06/1999).

Ante a autorização positivada legalmente, bem como a sua reiteração jurisprudencial, visando minimizar os prejuízos de ambas as partes na mantença do objeto da presente ação em pátio desta comarca, com custos diários muito superiores aos estacionamentos credenciados da agravante, em tese, inexiste qualquer prejuízo processual e financeiro às partes quanto a remoção do veículo para outra comarca.

Tal assertiva é reafirmada pelo fato de que em sendo purgada a mora nos termos estabelecidos em lei (pagamento integral da dívida), o bem garantidor da operação financeira em mote será restituído à agravada nas mesmas condições em que fora apreendido. Portanto, a matéria em apreço não carece de maiores explanações.

III - DOS PEDIDOS

Diante de todo o exposto, merece reforma a r. decisão hostilizada,

para que após a execução da liminar, em sendo intenção da Agravada purgar a mora, que a faça na integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor, assim compreendendo as parcelas vencidas e vincendas, em razão do vencimento antecipado das obrigações, restando autorizado ao Agravante por análise discricionária/logística a possibilidade de remoção do bem apreendido para comarca diversa, objetivando minoração dos custos inerentes a operação.

Caso o ilustre Magistrado prolator da r. decisão entenda por bem mantê-la na integridade, que as razões do agravo sejam conhecidas em preliminar de eventual recurso de apelação pelo E. Tribunal de Justiça.

Por derradeiro, requer que todas as publicações sejam realizadas única e tão somente em nome do Dr. Celso Marcon – OAB/MS, nº 11.996-A, sob pena de nulidade, nos termos do que prescreve o SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA no REsp 977452/MT, REsp 1213920/MT eAgRg no Ag 1.255.432/RJ.

Nestes termos,Pede e espera deferimento. Campo Grande, 10 de agosto de 2012.

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