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M
ETODOLOGIA da
A.M. B
EST
6 de maio de 2014
Holding de Seguros e as
Classificações de Dívida
As companhias holding de seguros (IHC) e suas estruturas associadas de capital podem exercer um impacto significativo na solidez financeira geral das subsidiárias das companhias de seguro, dando a elas um nível de flexibilidade financeira através de injeções de capital, acesso a mercados de capital, e em alguns casos mais fontes de fluxo de caixa de outras operações. Da mesma forma, dívida e outros títulos geralmente são obrigações de uma IHC, que, segundo a magnitude destas obrigações, pode diminuir a flexibilidade financeira da empresa e potencialmente colocar pressão sobre futuros lucros e inibir o crescimento de excedente da subsidiária. Este relatório de critérios descreve a abordagem para analisar e classificar as IHC e a dívida. Para mais informações sobre o processo para analisar holdings fora do ramo de seguros, veja Avaliação de Controladoras Finais Fora do Ramo de Seguros (Evaluating Non-Insurance Ultimate Parents).
A análise para atribuir uma classificação de crédito da A.M. Best incorpora a avaliação de fontes importantes de risco para as entidades classificadas, inclusive a exposição ao risco causado por atividades na controladora/IHC e as afiliadas não classificadas. Entender o impacto possível para com uma entidade classificada causado pelas atividades da controladora/IHC é vital para construir uma visão abrangente do perfil de risco da entidade classificada. Como resultado, todas as controladoras são revisadas e analisadas para determinar, pelo menos, se as atividades da controladora poderão a uma chamada de capital da empresa operacional classificada, ou expor a entidade classificada a risco material – mesmo em casos onde não se atribui nenhuma classificação pública à controladora.
A abordagem fundamental para qualquer designação da classificação de créditos da A.M. Best é examinar uma organização tanto de cima para baixo como de baixo para a cima. A base da abordagem de cima para baixo é a avaliação da IHC sobre uma base consolidada. Os analistas da A.M. Best também podem avaliar a IHC na base da controladora em si, para entender as próprias atividades diretas da controladora. A A.M. Best analisa a entidade controladora em si e também consolidada para capturar o desempenho de todo o grupo, assim como a sua posição de capital, alavancagem financeira, cobertura de comissão fixa, liquidez, qualidade e diversificação de ativos, assim como outros fatores para garantir que a organização na sua totalidade está em boa posição financeira. Também, se a IHC emite dívida ou títulos híbridos para o mercado público, a A.M. Best analisa e pode classificar publicamente estes títulos. Medições utilizadas para analisar a IHC
Alavancagem financeira
Quando uma seguradora obtém empréstimos, quer ao nível operacional ou de IHC, isto muda o seu perfil de risco. Para avaliar o nível de dívida dentro da estrutura de capital, a A.M. Best utiliza vários coeficientes de alavancagem financeira que comparam o nível de dívida com o nível de capital. Dessa forma, a A.M. Best criou diretrizes para o impacto de níveis de empréstimos e capacidade de amortização para com a classificação de uma seguradora. Essa análise faz parte do processo de classificação, independentemente se a seguradora emite dívida pública (Veja Figura 1).
Para as organizações complexas, com várias subsidiárias sob uma IHC, uma decisão analítica e feita sobre o nível até onde cada subsidiária está apoiando o empréstimo e, como resultado,
Este informe de criterios puede encontrarse en www.ambest. com/ratings/methodology
Informações adicionais Critérios:
O BCAR Universal Avaliação das Controladoras fora do ramo de seguros Perspectiva da A.M. Best sobre alavancagem operacional
Analisar a liquidez de hold-ing de seguros
O BCAR para Seguradoras de Ramos Elementares O BCAR para Seguradoras de Vida/Saúde
A Gestão de Risco e o Processo de Classificação para as Companhias de Seguros
Crédito patrimonial para títulos híbridos A medição do risco de transferência e conversão Classificação de membros de grupos de seguros Contato analítico Duncan McColl, CFA +1 (908) 439-2200 ramal 5826
[email protected] SR-2012-M-395a
os níveis de alavancagem pertinentes para cada classificação de crédito da A.M. Best para cada subsidiária.
Além da alavancagem, a A.M. Best considera a qualidade da estrutura de capital e a
permanência do capital. Como parte da análise da qualidade de capital, a A.M. Best analisa os termos e as condições dos títulos emitidos, o vencimento da estrutura de capital e o nível de goodwill financeiro, valor das apólices em vigor, custos de aquisições diferidas e outros ativos intangíveis com relação aos ganhos demonstrados e à capitalização total. O nível de ativos intangíveis é de singular importância quando eles formam uma parte significativa da base de capital de uma organização e assim distorcem os coeficientes de alavancagem financeira com relação aos seus pares.
Coeficiente de cobertura
Ao avaliar a capacidade de serviço das obrigações financeiras de uma IHC, a A.M. Best considera vários coeficientes de cobertura, inclusive cobertura de juros e de comissões fixas. Ao avaliar os níveis de cobertura, a A.M. Best toma em consideração para a solidez da cobertura o ambiente atual e previsto das taxas de juros.
A capacidade de honrar obrigações financeiras ao longo do tempo é uma função da capitalização atual da organização e da capacidade de gerar renda com as operações. Papel moeda não onerado, equivalentes de caixa e investimentos a curto prazo nas IHC também podem sustentar o serviço da dívida e outras obrigações a curto prazo da controladora. O histórico da gerencia de recompras de ações e dividendos dos acionistas é considerado parte da avaliação da futura capacidade creditícia e dos coeficientes de cobertura esperados pela IHC.
Alavancagem operacional
Para suplementar a avaliação da alavancagem financeira, a A.M. Best também analisa a alavancagem operacional da empresa. Em geral, a A.M. Best define a alavancagem operacional como dívida (ou instrumento similar) utilizada para financiar uma carteira específica de ativos correspondentes. Espera-se que o fluxo de caixa desse conjunto de ativos seja suficiente para financiar o pagamento de capital e de juros associados às obrigações, diminuindo consideravelmente a possível opção de compra do lucro e do fluxo de caixa do segurador. Geralmente, as obrigações de dívida que a A.M. Best considera passíveis de tratamento de alavancagem operacional seriam excluídas do cálculo de alavanca financeira a menos que um dos níveis de tolerância seja superado. (Veja Perspectiva da A.M. Best sobre alavancagem
operacional.) Liquidez
A liquidez da IHC depende do grau em que pode satisfazer as suas obrigações financeiras, seja através do fluxo de caixa operacional ou mantendo o dinheiro e os investimentos sólidos, diversificados e líquidos. A fonte do fluxo de caixa disponível para uma IHC com poucas operações depende principalmente da capacidade de pagamento de dividendos das suas subsidiárias. A capacidade de dividendos, por sua vez, depende parcialmente da estrutura organizacional, reconhecendo que uma estrutura geralmente plana é preferível a uma estrutura empilhada. A presença de subsidiárias lucrativas não reguladas é visto como algo positivo e não há limites nos dividendos que podem ser enviados para a controladora. As fontes de dinheiro
Figura 1
Diretrizes de cobertura de juros e
alavancagem financeira de uma
companhia holding típica
Categoria ICR Dívida/Capital* Cobertura de juros**
aaa <15% >10x aa <25 >7x a <35 >5x bbb <45 >3x bb <65 >2x b >65% <2x
* Dívida de longo e curto prazo (ajustada para títulos híbridos)/ [(Patrimônio total do acionista + Juros minoritários e outros + Ações preferenciais (Não patrimoniais) + Dívida de longo prazo + Dívida de curto prazo) líquido de outros resultados abrangentes acumulados]
** Renda operacional antes dos impostos+ Despesas por juros/Despesas por juros + Dividendos preferenciais A visão econômica da A.M. Best do capital de determinada organização pode ser consideravelmente diferente da capitalização relatada.
adicional, inclusive crédito bancário, também podem melhorar a liquidez da companhia holding. Um alto grau de liquidez permite a seguradora satisfazer necessidades inesperadas de dinheiro, sem a venda permatura de investimentos ou os ativos fixos, que podem resultar em perdas realizadas consideráveis devido às condições temporárias de mercado e/ou por motivos fiscais. Para mais informações sobre a análise de liquidez da A.M. Best, veja A Análise de Liquidez da
Companhia Holding de Seguros (Analyzing Insurance Holding Company Liquidity). Alocação de ativos/Risco de investimento
A qualidade e a diversificação de ativos contribuem à estabilidade financeira da companhia. Os ativos investidos (principalmente títulos, ações comuns, hipotecas e imóveis) são avaliados para estabelecer o risco de inadimplência e o impacto potencial sobre o capital e excedente se a redução do valor de mercado destes ativos ocorreu inesperadamente. Quanto maior a liquidez, diversificação e/ou a qualidade da carteira de ativos, menor incerteza há no valor de realização ao vender um ativo e menor a probabilidade de inadimplência. Portanto, as diretrizes de investimento da empresa são analisadas para identificar a falta de diversificação entre setores ou regiões geográficas, prestando especial atenção a grandes investimentos individuais que ultrapassam 10% do capital total de uma empresa. As empresas que mantêm ativos ilíquidos, não diversificados e/ou especulativos e têm uma exposição significativa à subscrição de líneas de negócios voláteis que são vulneráveis a mudanças desfavoráveis na subscrição e/ou condições econômicas, podem por em risco o capital e o excedente.
Risco não incluído no balanço patrimonial
Se uma IHC está exposta a itens não incluídos no balanço patrimonial, inclusive balanços associados a ativos não controlados, garantias para afiliadas, passivos contingentes, obrigações de planos de pensão não financiadas, obrigações de arrendamento a longo prazo, e swaps de taxas de juros, esses itens não incluídos no balaço são analisados para estabelecer o possível impacto na flexibilidade financeira, liquidez, e exposição a excedente ou a perda do grupo.
Adequação de capital
Como parte de sua análise da solidez financeira da organização ao todo, a A.M. Best pode usar um Coeficiente de Adequação de Capital (BCAR) para avaliar a capitalização ajustada ao risco com base nas demonstrações financeiras consolidadas da IHC ou da controladora de seguros operacionais, se não existe uma IHC. Para mais informações, consulte O BCAR Universal, O
BCAR para Ramos Elementares e o BCAR para Seguradoras de Vida/Saúde.
O BCAR consolidado é calculado com base no coeficiente do capital disponível da organização em relação ao capital líquido requerido.
O capital disponível representa o capital disponível para que toda a organização absorva quaisquer desvios nos seus investimentos, crédito, subscrição e risco não incluídos no balanço. A fórmula de capital da A.M. Best utiliza uma abordagem de capital baseado em risco pelo qual o capital líquido exigido é calculado para apoiar três amplas categorias de risco: risco de investimento, de crédito e de subscrição. A formula de adequação de capital da A.M. Best também contém um ajuste para a covariância, indicando a suposta independência estatística dos componentes individuais. O capital disponível de uma companhia é dividido pelo capital líquido requerido, após feito o ajuste de covariância, para determinar o BCAR.
A A.M. Best faz uma série de ajustes no capital declarado da companhia dentro do seu modelo de capital para proporcionar uma base mais econômica e comparável para avaliar a adequação
BCAR Consolidado = Capital Disponível Capital líquido requerido
de capital. Após entender o risco inerente dos itens não incluídos no balanço, o analista fará uma avaliação qualitativa dos passivos não incluídos no balanço patrimonial que podem por um ônus no crescimento ou preservação do excedente de uma companhia, e ele pode modificar o encargo de capital no BCAR consolidado para mostrar o devido nível de risco. As diferentes estruturas de contabilidade e de requerimentos reguladores no mundo requerem muitos ajustes no capital relatado de uma companhia. O goodwill financeiro e outros ativos intangíveis são ajustados. As reservas para catástrofes são retiradas das reservas para perdas e colocadas no capital disponível com base em futuros impostos. São feitos os ajustes por qualquer valor implícito em reservas de prêmios não adquiridos, reservas para perdas e títulos de renda fixa, se a companhia ainda não indicou isto no seu capital relatado. Mais ajustes são feitos no capital para mostrar outros riscos não incluídos no balanço patrimonial, inclusive exposição a catástrofes e a requerimentos de serviço da dívida.
O modelo BCAR produz uma pontuação absoluta, que é o coeficiente do capital ajustado da companhia em relação ao seu próprio capital líquido requerido. Este coeficiente específico para a companhia indica se sua solidez de capital está em linha com as categorias de classificação “Segura” ou “Vulnerável” da A.M. Best, e é baseado no perigo específico de risco das operações de uma companhia.
Gestão de risco empresarial
A A.M. Best acredita que o gerenciamento de risco empresarial (ERM) - estabelecendo uma cultura de consciência dos riscos, usando ferramentas sofisticadas para identificar, gerenciar e medir o risco e as correlações de risco de forma consistente - é um componente cada vez mais importante da estrutura de gerenciamento de risco de uma seguradora. Isto inclui o melhoramento e um esforço corrente e constante para aprimorar uma estrutura ERM, incluindo o desenvolvimento de modelagem de capital econômico interno a nível consolidado ou de grupo. Ao analisar uma IHC, a A.M. Best irá avaliar as práticas de gestão de risco da organização em relação ao perfil de risco da empresa, com base na volatilidade dos resultados e do capital ao longo do tempo. Veja A Gestão de Risco e o
Processo de Classificação para as Companhias de Seguros.) Afiliadas não classificadas
Outra parte importante da abordagem de classificação de cima para baixo da A.M. Best é a revisão e análise de afiliadas não classificadas. Ela geralmente será incorporada na avaliação das atividades da controladora através da análise de informação, tais como o organograma e as demonstrações consolidadas, com a gerência da companhia. A A.M. Best analisa o grupo para detectar a presença de possíveis benefícios ou retardamentos que uma afiliada possa apresentar. Para sentir-se confortável com as afiliadas do grupo que estão fora do ramo de seguros, os analistas da A.M. Best organizam diálogos com a gerência para determinar como se enquadram estrategicamente essas entidades. Os analistas da A.M. Best também utilizam informação pública, estudos analíticos de terceiros e relatórios do setor, assim como sua própria análise de informação fornecida pela gerência para avaliar o estado financeiro de uma afiliada que está fora do ramo de seguros.
Figura 2
Componentes de capital disponível
Capital relatadoAjustes patrimoniais:
Prêmios não adquiridos Ativos
Reservas para perdas Resseguros Ajustes de dívida:
Dívida/Títulos híbridos
Requerimentos de serviço da dívida Outros ajustes:
Potencial de perdas por catástrofe (líquido do resseguro)
Perdas operacionais futuras Dividendos futuros Capital contingente Reservas contingentes
Valor das apólices em vigor (negócio de Vida) Custo diferido de aquisição
Goodwill financeiro Outros ativos intangíveis
Alavancagem dupla
Outra medida utilizada para avaliar a capitalização é a alavancagem dupla, ou o coeficiente dos investimentos de uma companhia holding nas subsidiárias em relação ao seu patrimônio ajustado. A alavancagem dupla é utilizada para estabelecer até que ponto a dívida emitida na companhia holding contribui como patrimônio a uma ou
mais companhias em operação. Alavancagem dupla elevada que não é compensada por fatores mitigadores pode levar a uma visão não favorável da estrutura de capital de uma organização ou da qualidade do capital na companhia operacional.
Classificação da IHC
A classificação da IHC é determinada por referencia ao ICR da
seguradora operacional e reflete a análise de tanto as consequências do risco de crédito pelo fato da IHC ser uma entidade jurídica distinta da seguradora operacional, como da subordinação normal dos credores da IHC quanto aos segurados da empresa operadora (veja Figura 3).
Já que uma IHC não costuma auferir ganhos significativos independentes das operações das subsidiárias, esta separação jurídica da empresa operacional representa um grau adicional de risco, especialmente em termos do controle atual ou potencial que o regulador pode aplicar ao movimento de recursos de uma seguradora operacional para uma IHC. Além disso, os segurados de uma seguradora operacional costumam ter antiguidade sobre os credores da IHC.
Devido em parte ao maior nível de risco assumido pelos credores sênior não garantidos da IHC, relativo ao da companhia operacional, normalmente se atribui à IHC um ICR inferior ao da empresa operacional (Veja Figura 4).” Os níveis máximos de dividendos ou outras
limitações no movimento de fundos da companhia operacional à IHC também estão refletidos na diferenciação entre o ICR da companhia operacional e da IHC.
Para seguradoras operacionais com classificação alta, as ICR das IHC tem geralmente dois ou três pontos a menos. Ao descer a escala de classificação isso pode chegar até quatro ou cinco pontos. Por outro lado, para as organizações mais fortes, com operações diversificadas, esta diferenciação poderia reduzir-se a zero (ou seja, após tomar em conta os riscos destacados anteriormente, o perfil de crédito da IHC ainda equivalia a uma classificação “aaa”).” Para organizações mais complexas, nas quais a IHC tem múltiplas operações de seguro e também fora do ramo de seguro, a mesma lógica analítica é aplicada. Devem tomar-se decisões adicionais sobre qual das subsidiárias operacionais a IHC depende principalmente para honrar suas obrigações e, por tanto, quais ICRs de companhias operacionais seriam mais relevantes para o processo de diferenciação (veja Figura 5).
IHC mantém ativos líquidos consideráveis, estes serão incorporados ao ICR publicado da companhia operacional, se for estabelecido que estes fundos estarão disponíveis para satisfazer
Figura 4
Diferenciação típica de
ICR a ICR
Companhia
operacional Companhia Holding
aaa 0-2 aa+ 2-3 aa/aa- 3 a+/a/a- 3 bbb+/bbb 3 bbb- 3-4 bb+/bb 4 bb- 4-5
Figura 5
Resumo da relação ente as diferentes classificações para
organizações complexas
a) O ICR da companhia holding extrai-se dos ICR publicados das companhias operacionais através da análise da A.M. Best do grau de impacto que cada companhia operacional têm na capacidade creditícia da companhia holding e qualquer benefício que obtenha de fontes diversificadas de fundos de operações.
b) Os ICR publicados das companhias operacionais refletem a análise da A.M. Best do grau até onde cada uma está sustentando a dívida, ou outras obrigações, da companhia holding ou da companhia afiliada.
Figura 3
Resumo da relação entre as diferentes classificações
ICR publicado de Companhia operacional
Classificação da dívida (Específica para as obrigações da dívida) Classificação da dívida (Específica para as obrigações da dívida) Perfil de risco da companhia holding
é incorporada no ICR publicado da companhia operacional
ICR da companhia holding derivada do ICR publicado de
companhia operacional ICR de Companhia holding não operacional
ICR Publicado da Seguradora
Operacional ICR Publicado da Seguradora Operacional
Análise
da holding operacional fora do ramo de seguros
ICR de Companhia holding não operacional
Metodologia Critérios - Universais as obrigações constantes
de seguro. Caso não seja estabelecido que estes fundos estarão disponíveis para satisfazer as obrigações contratuais e de apólices, mas aparentem ser uma característica sustentável do balanço da IHC, a liquidez da IHC pode ser levada em conta ao calcular o grau de diferenciação entre o ICR da IHC e da companhia operacional.
Igualmente, se uma IHC mantêm alavancas ou medidas de cobertura fracas relativas ao ICR da companhia operacional, então isto será incorporado no ICR
publicado da companhia operacional. Em ambos casos, o ICR da IHC incorpora a diferenciação do ICR publicado da companhia operacional.
Classificação de dívida e de ações preferenciais
Se uma organização seguradora emite dívida pública, a A.M. Best pode designar uma classificação específica da sua visão da qualidade creditícia da emissão de dívida. A classificação da dívida é estabelecida fazendo referência ao ICR do emissor, seja uma companhia holding operacional ou uma IHC.
As classificações de dívida emitida por uma IHC incorpora a diferenciação do ICR da IHC. A A.M. Best considera a subordinação do título na estrutura de capital da IHC como o principal fator para a diferenciação. A justificativa é que, no caso de falência da IHC, as obrigações mais antigas, em teoria, devem ser pagas antes que os credores subordinados recebam qualquer pagamento. A subordinação contratual na estrutura de capital é enfatizada mais do que o nome do título. Os títulos descritos no contrato de emissão de títulos como sendo mais antigos que todas as outras obrigações não garantidas recebem 0 pontos do ICR da IHC. Os títulos subordinados contratualmente apenas à dívida privilegiada recebem 1 ponto. Os títulos subordinados contratualmente à dívida privilegiada e a dívida subordinada recebem 2 pontos. Além disso, características de absorção de perdas agressivas podem influenciar a diferenciação. As características tais como depreciação contingente ou conversão a patrimônio podem resultar em maior diferenciação caso houvesse um cenário de estresse no qual a dívida converte a um tipo mais subordinado de título. Por outro lado, as características que não afetam a subordinação (por exemplo deferimento de juros) não tem efeito sobre a diferenciação. Se uma empresa com uma emissão existente de dívida subordinada emite dívida subordinada adicional que seja determinada como mais privilegiada do que a emissão existente, então a classificação da emissão prévia pode ser reduzida. Esta abordagem é congruente com uma atribuição de classificação baseada principalmente na subordinação estrutural.
Geralmente, apenas três níveis de diferenciação (0, 1, ou 2) são atribuídos a títulos de uma IHC, independentemente do número de títulos na estrutura de capital. A visão de A.M. Best é que, em caso de falência de uma IHC, as diferenças de recuperação entre os títulos com 2 ou mais
Figura 5
Resumo da relação ente as diferentes classificações para
organizações complexas
a) O ICR da companhia holding extrai-se dos ICR publicados das companhias operacionais através da análise da A.M. Best do grau de impacto que cada companhia operacional têm na capacidade creditícia da companhia holding e qualquer benefício que obtenha de fontes diversificadas de fundos de operações.
b) Os ICR publicados das companhias operacionais refletem a análise da A.M. Best do grau até onde cada uma está sustentando a dívida, ou outras obrigações, da companhia holding ou da companhia afiliada.
ICR publicado de Companhia operacional
Classificação da dívida (Específica para as obrigações da dívida) Classificação da dívida (Específica para as obrigações da dívida) Perfil de risco da companhia holding
é incorporada no ICR publicado da companhia operacional
ICR da companhia holding derivada do ICR publicado de
companhia operacional ICR de Companhia holding não operacional
ICR Publicado da Seguradora Operacional
ICR Publicado da Seguradora Operacional
Análise
da holding operacional fora do ramo de seguros
ICR de Companhia holding não operacional
pontos provavelmente não serão significativas. Assim, é possível que os instrumentos com subordinação diferente tenham o mesmo nível de diferenciação (Veja Figura 6).
Embora os títulos preferenciais e títulos fiduciários preferenciais sejam considerados como tendo uma capacidade creditícia inferior à dívida subordinada júnior, cada título geralmente recebe uma diferenciação de menos dois pontos do ICR da IHC. Nos casos em que um trust ou entidade de propósito especial emite títulos respaldados por uma classe diferente de títulos, os títulos emitidos pelo trust são diferenciados com menos um ponto do título emitido pela entidade de seguros para financiar a obrigação, sujeito ao limite máximo para a diferenciação. Por exemplo, se a A.M. Best classifica emissões de títulos fiduciários preferenciais que são apoiados por dívida subordinada, o instrumento é classificado no mesmo nível que os títulos fiduciários preferenciais, dado que os títulos fiduciários preferenciais estão ainda mais distantes dos fluxos de caixa da companhia
operacional. Podem haver modificações, segundo os detalhes da emissão. Em caso de emissão de dívida subordinada à dívida privilegiada, mas no qual não existe nenhuma dívida privilegiada, então a dívida teria uma diferenciação de 1 da holding, permitindo efetivamente um espaço reservado caso posteriormente fosse emitida dívida privilegiada.
As classificações de dívidas emitidas por companhias operacionais são diferenciadas da ICR publicada da companhia operacional. Para dívidas emitidas por companhias operacionais, o grau de subordinação contratual da emissão classificada aos credores privilegiados (geralmente os segurados) está refletido no nível de classificação. Para seguradoras com classificação mais alta, a dívida privilegiada não garantida teria uma diferenciação de menos um ponto da ICR (mostrando a subordinação do titular da dívida em relação ao segurado), dívida subordinada dois pontos, etc. No entanto, para emissores nos níveis de classificação mais baixa, a diferenciação entre os segurados e as obrigações dos que têm dívida privilegiada pode expandir-se na medida em que o ICR desce na escala de classificação. O aumento na diferenciação nos níveis mais baixos de ICR mostra a probabilidade geralmente mais elevada de uma intervenção reguladora (Veja Figura 7).
Em certas jurisdições, os segurados e detentores de dívida privilegiada andam “pari passu”. Nesse cenário, a dívida privilegiada receberia 0 pontos ao invés de 1, a dívida subordinada receberia 1 ponto ao invés de 2, e as ações preferenciais receberiam 2 pontos ao invés de 3. Crédito patrimonial para híbridos
A emissão de títulos de dívida não tradicionais por uma IHC ou por uma empresa operacional de seguros pode receber tratamento favorável de títulos híbridos relativos a instrumentos de dívida tradicionais devido à existência de características similares a títulos. A avaliação da A.M. Best destes títulos e do impacto resultante na alavancagem financeira e nos coeficientes de cobertura focam na utilização de instrumentos dentro da estrutura de capital da entidade e no impacto nos coeficientes financeiros e na flexibilidade financeira.
Figura 6
Diferenciação
Tipo de títuloDiferenciação das companhias holding não ope-racionais
Dívida privilegiada 0
Dívida subordinada -1
Dívida Subordinada Júnior, títulos fiduciários preferenciais, títulos capitalização de companhia
fiduciária, títulos preferenciais/ações -2
Figura 7
Diferenciação típica de ICR da companhia
operacional para o Instrumento de Dívida
da Companhia Operacional
Classificação de Crédito do Emissor Dívida privilegiadanão garantida Dívida subordinada Ações preferenciais*
aaa/aa/a 1 2 3
bbb+/bbb 1 2 3
bbb- 2 3 4
bb+ ou
inferior 3 ou mais 4 ou mais 5 ou mais * Também aplicável a dívida subordinada júnior, títulos fiduciários preferenciais, e títulos de capitalização de companhia fiduciária.
Ao classificar títulos que sustentam crédito patrimonial em um contínuo, a A.M. Best coloca a dívida propriamente dita e os títulos com uma opção de compra em dinheiro num extremo e ações comuns no outro extremo. Todos os outros títulos entram no meio, com base em características de absorção de perdas e flexibilidade de fluxo de caixa. Em geral, quanto mais longo o vencimento, mais tarde podem ser diferidos os pagamentos de juros/dividendos, e quanto mais profunda a subordinação, tanto maior será o crédito patrimonial dado a um seguro híbrido. No entanto, estes instrumentos podem ser significativamente complexos e requerem uma análise extensa de classificação. Assim, a determinação de crédito patrimonial para títulos híbridos será feita individualmente. Em geral, a A.M. Best oferece crédito de capital que alcança até 20% do capital total de uma companhia, para títulos híbridos que mostram as características de capital comum. A quantidade de crédito atribuído a títulos híbridos é baseada na crença da A.M. Best que o setor de seguros, bem como o sector mais amplo dos serviços financeiros, é muito sensível a mudanças na percepção do mercado sobre a saúde financeira de um emissor (Veja Crédito de Capital para Títulos Híbridos (Equity Credit for Hybrid Securities).
Tetos de transferência e conversão
As classificações de IHC estão sujeitas a tetos de transferência e conversão (T&C). A A.M. Best define o risco de transferência e conversão como o risco de que as autoridades governamentais possam impor controles de capital e de câmbio que evitaria ou não permitiria que o setor privado pudesse cambiar a moeda local em moeda estrangeira ou transferir fundos a credores não residentes. A A.M. Best utiliza um processo de duas etapas para calcular o teto T&C. O processo começa com a classificação soberana e depois faz um cálculo da probabilidade de que o governo implemente restrições monetárias dada a inadimplência. Por tanto, os tetos para T&C sempre são iguais ou mais altos do que a classificação soberana do país (Veja A Medição
do Risco de Transferência e Conversão [Measuring Transfer and Convertibility Risk]).”
Incorporação do apoio do governo
O apoio do governo, seja através de formas explícitas (por exemplo, garantia escrita) ou apoio implícito (não contratual), pode aumentar o ICR publicado da IHC. O apoio financeiro explícito mostra o compromisso do governo com a organização. Esse apoio é fornecido na forma de contribuição de capital ou um convenio contratual que mostra o compromisso. O nível de benefícios que pode sustentar a classificação da IHC depende do tipo de apoio financeiro explícito proporcionado. As garantias que oferecem proteção completa podem proporcionar um melhoramento na classificação.
Uma IHC também pode receber um melhoramento na classificação baseado principalmente no nível de apoio implícito que se espera do governo. No entanto, a quantidade de apoio explícito já proporcionado à IHC também influencia o nível de apoio implícito que a A.M. Best antecipa e o nível de benefício em uma classificação. Estes juízos são subjetivos e são da decisão de uma comissão de classificação após uma análise formal da classificação, que inclui a avaliação de informação reunida através de discussões detalhadas com oficiais de governo e gerência para obter um entendimento completo da relação do governo com a organização.
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E PRESIDENTE Arthur Snyder III VICE PRESIDENTE EXECUTIVO Larry G. Mayewski
VICE PRESIDENTE EXECUTIVO Paul C. Tinnirello VICE PRESIDENTES SENIOR Douglas A. Collett, Karen B. Heine,
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empresarial. A classificação de solidez financeira diz respeito à capacidade relativa de um segurador de satisfazer suas obrigações de apólices de seguros e de contratos. Estas classificações não representam uma garantia da capacidade atual ou futura do segurador de que vai satisfazer suas obrigações contratuais. A classificação não é atribuída a apólices específicas de seguro ou contratos e não trata de nenhum outro risco, inclusive e não lim-itado às políticas ou procedimentos de pagamento do segurador em relação com as recla-mações; a capacidade do segurador de disputar ou negar qualquer pagamento de disputa ou reclamação com base a uma falsa representação ou fraude, ou qualquer responsabi-lidade civil contratual do segurado ou de quem tem o contrato. A classificação de solidez financeira não constitui uma recomendação de compra, de manter ou terminar uma apólice de seguro, contrato nem qualquer outra obrigação financeira emitida por um segurador, nem trata da adequação de uma apólice particular ou contrato para um propósito ou com-prador específico.
A Classificação de crédito de dívida/emissor da Best é uma opinião sobre o risco de
crédito futuro de uma entidade, um compromisso de crédito ou uma dívida ou título similar. Tem base em uma avaliação abrangente quantitativa e qualitativa da solidez no balanço patrimonial da empresa, do desempenho operativo e do perfil empresarial, e quando cor-responde, da natureza específica e dos detalhes de um título de dívida classificado. O risco de crédito é o risco de que uma entidade pode não satisfazer usas obrigações contratuais financeiras quando vencem. Esta classificação de créditos não trata de nenhum outro risco, incluindo mas não limitado ao risco de liquidez, risco do valor do mercado ou da volatilidade de preços dos títulos classificados. A classificação não constitui uma recomendação de compra, venda, de manter qualquer título, apólices de seguro, contrato nem qualquer outra obrigação financeira, nem trata da adequação de uma qualquer obrigação financeira par-ticular ou propósito ou comprador específico.
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