O PENTATEUCO E A LEGISLAÇÃO DO
DIREITO E DA JUSTIÇA
Tradições do Pentateuco com base no ÊXODO:favorecem o Direito como instrumento útil para a construção de convivências mais igualitárias.
O objetivo das leis é favorecer uma sociedade solidária, “em cujo meio não deve haver nenhum pobre” (Dt 15,4).
Em vista disso, as tradições jurídicas do antigo Israel presentearam a cultura da humanidade com a invenção do: DIREITO SOCIAL
DIREITO SOCIAL: empréstimos sem cobrança de juros ao irmão empobrecido (Ex 22,24-26; Dt 23,20-21; Lv 25,35-38); limitação do tempo de servidão, sendo que essa, muitas vezes, nasce da impossibilidade de a pessoa honrar suas dívidas (Ex 21,1-11; Dt 15,12-18; Lv 25,39-43); pagamento pontual do salário ao assalariado (Dt 24,14-15; Lv 19,13);
estabelecimento de um dia semanal de descanso (Ex 20,8-11; 23,12; 31,12-17; 34,21; Dt 5,12-15); dízimo trienal para favorecer a sobrevivência material dos mais necessitados (Dt 14,28-29; 26,12); ata de divórcio para a esposa que está sendo repudiada pelo esposo (Dt 24,1-4); amor ao imigrante (Dt 10,18-19; Lv 19,33-34).
A cultura religiosa do antigo Israel trouxe à
humanidade a ideia de subjugar o governante à
lei. O Direito seria a maior autoridade no Estado.
Nos
Estados
democráticos
atuais,
as
Constituições precisam exercer seu papel de
nortear todos os poderes em sua atuação,
motivando-os a estar a serviço da sociedade e a
favorecer, sobretudo, que os mais necessitados
tenham sua sobrevivência digna respeitada.
OS PROFETAS
✓DIREITO DO POBRE = OS PROFETAS ACENTUAM NÃO O DIREITO DO POSSUIDOR, MAS SIM O DOS QUE NADA POSSUEM.
✓A JUSTIÇA NÃO CONSISTE SOMENTE NA OBRIGAÇÃO MORAL DE DAR AO OUTRO O QUE LHE PERTENCE: É TAMBÉM DAR ALGO A QUEM NADA POSSUI.
A pregação dos profetas se
fundamenta no fato de que,
se não é respeitado o direito
dos pobres, de nada valem as
orações, as peregrinações e as
assembleias.
OS
PROFETAS
DENUNCIAM
O
FUNCIONAMENTO
DOS
TRIBUNAIS,
CRITICANDO
PRÁTICAS
COMO
O
SUBORNO, O PERJÚRIO, O DESINTERESSE
PELAS
CAUSAS
DOS
POBRES
E
A
EXPLORAÇÃO DOS MAIS NECESSITADOS,
EM
QUE
LEGISLADORES,
JUÍZES
E
FUNCIONÁRIOS
DA
CORTE
INSISTIAM
NUMA INTERPRETAÇÃO DAS LEIS A SEU
PRÓPRIO FAVOR (Is 10,1-4).
RESUMINDO - ANTIGO TESTAMENTO:
❖AS SAGRADAS ESCRITURAS DO ANTIGO ISRAEL, AS QUAIS FORMAM O ANTIGO TESTAMENTO DOS CRISTÃOS, INTRINSECAMENTE TRAZEM CONSIGO UMA AMPLA REFLEXÃO E INSISTÊNCIA EM CONVIVÊNCIAS MAIS JUSTAS E AMOROSAS:
❖PENTATEUCO: REPRESENTA UMA CONSTITUIÇÃO EM VISTA DA
CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE ALTERNATIVA, COM AS MARCAS DE IGUALDADE E SOLIDARIEDADE, ONDE NÃO DEVERIA HAVER POBRES (Dt 15,4).
❖PROFETAS: INSISTEM NA IMPORTÂNCIA DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA,
DA CONSTANTE ANÁLISE DA CONJUNTURA ATUAL E DA DENÚNCIA DE TODAS AS INJUSTIÇAS.
❖SABEDORIA: REPRESENTA UM PROJETO DE EDUCAÇÃO, POIS
SOMENTE AO RESISTIR ÀS PROPOSTAS DOS “PERVERSOS” E AO CULTIVAR, DIARIAMENTE, “APREÇO PELA INSTRUÇÃO DO SENHOR”, O HOMEM PODERÁ “TER ÊXITO EM TUDO O QUE FAZ” (Sl 1,1-3).
NOVO
TESTAMENTO
Jesus conviveu com o fenômeno do Estado e do exercício do poder por determinadas lideranças políticas e religiosas. Sua atividade era de “ensino”. Evangelho de Marcos: Cinco vezes fala do “ensino” de Jesus. Doze vezes chama de “mestre” ou “aquele que ensina”. “ENSINO” = Traduz a palavra hebraica Torá, o “ensino” fundamental da religião do antigo Israel, formado pelos cinco livrosque compõem o Pentateuco. DOZE = Lembra a formação fundamental do Povo de Israel, em doze tribos. Conclusão: Pentateuco e a formação inicial do povo de Israel = Paradigma para anunciar o REINO DE DEUS em Marcos.
FOME: Destaque na
preocupaçã o de Jesus.
A multiplicação dos pães é narrada seis vezes nos quatro Evangelhos.
MARCOS: Texto exemplar:
Desembarcou, viu a multidão, ficou tomado de compaixão
Colocou-se a ensinar, pois entendia ser importante a milenar sabedoria do povo na religião do antigo Israel
Ovelhas sem pastor, pois as lideranças não se preocupavam com a fome do povo. Mandou as sentar sobre a relva verde, pois Ele é o Bom Pastor.
Grupos de 50 e de 100, para resgatar a memória exodal e profética. De massa dispersa, para povo organizado. No NT, 50 dias depois, na força do Espirito Santo, do medo à ousadia.
A solução do combate à miséria se encontra na autodoação, ou seja, na postura de doar a vida por insistir, até as últimas consequências, no Reino de Deus e na justiça que tal Reino traz
OUTROS GRUPOS: ATITUDES DE JESUS
Doentes: Atenção especial de Jesus.
Em Marcos, dos 17 milagres narrados, 14 são curas. Insistiu no cuidado, na visita (Lc 10, 30-37; Mt
25,36).
Crianças: Em grego é a mesma palavra para “escravo” =
servidão, inferioridade.
Também diante desse problema social Jesus insistiu no cuidado: “Quem acaso acolher uma destas
crianças em meu nome, a mim acolhe” (Mc 9,37; Mt 18,5; Lc 9,48).
Mulheres: Em uma sociedade marcada pela dominância do homem, Jesus deu relevância a elas.
Conversa com elas (Jo 4, 27); Aceita ser tocado por elas (Lc 7, 36-50); Elas seguem-no (Lc 8, 1-3; Mt 27, 55-56); Cura (Lc 8, 43-48); Perdoa (Jo 8, 1-11). Mais ainda, segundo os quatro Evangelhos, mulheres se tornaram as primeiras testemunhas da ressurreição de Jesus (Mt 28,1-10; Mc 16,1-10; Lc 24,1-11; Jo
20,11-18).
Trabalhadores: Diaristas = ponto mais baixo da hierarquia da população trabalhadora.
Jesus, de forma surpreendente, pensou em salários mais igualitários tomando o exemplo deles,
exatamente como expressão da justiça diferenciada pertencente ao Reino dos Céus (Mt 20,1-16).
OS PADRES DA IGREJA
MISÉRIA, DOR E INJUSTIÇAS = MOEDA CORRENTE NO TEMPO DOS PADRES. ELES VIRAM DE PERTO:
➢A OPRESSÃO HIPÓCRITA DOS PODEROSOS;
➢A USURA IMPOSITIVA PERPETRADA PELAS
AUTORIDADES IMPERIAIS;
➢A MORTE INJUSTA;
➢A POSTERGAÇÃO;
➢O FRIO TOCANDO FUNDO OS OSSOS DOS POBRES
• Foi na compreensão do amor pelos pobres como liturgia que
João Crisóstomo denunciou
repetidas vezes aos cristãos das suas igrejas o escândalo do corpo de cristo na mesa eucarística e de deixar morrer de fome os pobres na porta das igrejas.
• Hoje a relação entre liturgia e pobreza não pode ser, portanto,
nem abandonada, nem tanto
A questão da propriedade privada
Santo Tomás de Aquino (Suma Teológica II-II, q. 66, art. 2) CDSI 282-283
POSSES
Poder de gerir
Poder de usar
BENS
• O homem tem poder de gerir os bens, pois é natural
decidir entre o que é supérfluo e o que é necessário
para sua vida.
• No entanto, ele não tem o poder de uso sobre tudo,
pois sobre o que é supérfluo pesa a obrigação de
dividir, sendo isto uma exigência da justiça.
Santo Tomás de Aquino (Suma Teológica II-II, q. 32, art. 5 e 6)
ESMOLA
De preceito
De conselho
= dar do supérfluo: dever de justiça.
“Com toda tua prudência se esforce para proporcionar o bem comum no desempenho dos assuntos humanos, dá a cada um conforme lhe pertence.
Se tua administração for dotada das virtudes, antes mencionadas então tens
como único objetivo preservar as
pessoas contra qualquer injustiça e moléstia física essa é então uma maneira de adorar a Deus”.
Santo agostinho, as cartas a macedônio.
Santo Irineu de Lion também exortava os responsáveis pelo bem público de sua época:
“Deus constitui os reinos terrenos
para o bem dos povos. Deus
estabeleceu a autoridade para que
os homens, temendo o poder
terreno, não se devorassem como
peixes, porém estimulados pela
promulgação das leis, descartem as múltiplas expressões de injustiça que vemos entre os povos”.
19
A CONTRIBUIÇÃO DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA
PALAVRA DE DEUS SOCIEDADE
DSI
• Teórica: princípios fundamentais. • Histórica: documentos. • Prática: vida social do cristão CDSI 73DEFINIÇÃO DE DSI
UM CONJUNTO DE PRINCÍPIOS DE REFLEXÃO,
CRITÉRIOS DE JUÍZO E DIRETIVAS PARA A AÇÃO.
(PAULO VI, OCTOGESIMA ADVENIENS, N. 4; CONGR. PARA A DOUTRINA DA FÉ, INSTRUÇÃO SOBRE A LIBERDADE CRISTÃ E A LIBERTAÇÃO LIBERTATIS CONSCIENTIA, N. 72; JOÃO PAULO II, SOLLICITUDO REI
SOCIALIS, N. 41; CONGR. PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA, ORIENTAÇÕES PARA O ENSINO DA DSI NOS
SEMINÁRIOS, N. 2).
➢Dignidade humana
➢Direitos humanos
➢Sociabilidade
➢Opção preferencial pelos pobres ➢Caridade social ➢Solidariedade ➢Participação ➢ Bem comum ➢Destinação universal dos bens ➢Justiça social ➢Subsidiariedade PESSOA POLÍTICA SOCIEDADE ECONOMIA CRIAÇÃO ➢ Cuidado com a natureza ➢ Conversão ecológica
PRINCÍPIOS PERMANETES DA DSI Capítulos III e IV do CDSI
“Os ensinamentos da igreja acerca de situações contingentes estão sujeitos a maiores ou novos desenvolvimentos e podem ser objeto de discussão, mas não podemos evitar de ser concretos – sem pretender entrar em detalhes – para que os grandes princípios sociais não fiquem meras generalidades que não interpelam ninguém.
É preciso tirar as suas consequências práticas, para que possam incidir com eficácia também nas complexas situações hodiernas”.
Objetivo Geral da CF-2019:
Estimular a participação em políticas públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade.
Três palavras importantes para a DSI no Objetivo Geral: PARTICIPAÇÃO - Fundamento
CIDADANIA
Independência do Brasil – Quadro de Pedro Américo
DSI
Evidencia a necessidade de uma participação ativa e consciente dos cristãos leigos e leigas na vida da sociedade, sendo esse um de seus princípios permanentes
GOVERNO DEMOCRÁTICO
É definido assim não somente porque foi legitimamente eleito, mas também enquanto envolve todos os sujeitos da sociedade civil em seus diversos níveis, de modo que todos sejam informados, ouvidos e envolvidos no que refere ao bem comum, em um processo de democracia participativa.
Afirmando o princípio da participação, a Doutrina
Social da Igreja pede que os cidadãos intervenham
nas tarefas governativas, exercendo sua cidadania
em prol do bem comum.
ONDE SER “SAL DA TERRA E LUZ DO
MUNDO”? (DOC. 105, N. 255-273)
• A FAMÍLIA, AREÓPAGO PRIMORDIAL. • O MUNDO DA POLÍTICA.
• O MUNDO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS (CONSELHOS).
• O MUNDO DO TRABALHO.
• O MUNDO DA CULTURA E DA EDUCAÇÃO. • O MUNDO DAS COMUNICAÇÕES.
PRESENÇA PROFÉTICA NO MUNDO DA POLÍTICA
Não permite ao político entrar nas regras do jogo ou de se submeter sumariamente ao seu Partido, pois deve-se obedecer primeiro a Deus, depois aos homens.
Sabemos que uma “maçã boa” não vai mudar um “barril de maçãs podres”. No entanto, a presença profética do político cristão é muito importante, pois ele incomoda. Todo incômodo, como testemunho de fé e de utopia, é positivo. Como diz o profeta Ezequiel: “mesmo que não o ouçam, saberão que por ali passou um profeta” (cf. Ez 2,5).
Meio-cidadão: Sabe que tem direitos e espera que
alguém o defenda.
Cidadão ativo: Sabe de seus direitos e
luta por eles
Cidadão ativo e solidário, isto é, luta
não só pelos seus direitos, mas pelo de todos, sobretudo
dos excluídos da sociedade.
“Todos e cada um têm o direito e o dever de participar da política, embora em diversidade de formas,
níveis, funções e responsabilidades”.
“Na sua dimensão social e política, esta diaconia da caridade é própria
dos leigos, chamados a promover organicamente o bem comum, a justiça e a configurar retamente a vida social. o amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro”.
“Desenvolvemos a dimensão social de nossa vida quando nos
configuramos como “cidadãos responsáveis dentro de um povo, não
como uma massa arrastada pelas forças
dominantes”.
“Ser cidadão fiel é uma virtude e
a participação na vida política
é uma obrigação”.
“A preocupação por um mundo melhor deve ser de todos os cristãos, incluindo os Pastores, pois o pensamento social da Igreja é primariamente positivo e construtivo, orienta uma ação transformadora e, neste sentido, não deixa de ser um sinal de esperança que brota do coração amoroso de Jesus Cristo”.
BEM COMUM
O Bem Comum é o conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição = SENTIDO PERSONALISTA.
NECESSIDADES PESSOAIS GRUPO SOCIEDADE RESPONSÁVEL BEM PESSOA FÍSICA PESSOA JURÍDICA COMUNIDADE POLÍTICA BEM PESSOAL BEM DO GRUPO BEM COMUM
Papa Francisco:
Bem comum paz social
Não haverá paz social enquanto não se eliminarem a exclusão e a desigualdade, sendo que o bem comum vem concretizado em uma lista de reivindicações sociais (EG 218):
✓Distribuição das riquezas.
✓Inclusão social dos pobres.
✓Respeito aos direitos humanos.
O Compêndio da Doutrina Social da Igreja, por sua vez, apresenta também uma lista de quais seriam hoje essas exigências:
“Essas exigências referem-se, antes de mais, ao empenho pela paz, à organização dos poderes do Estado, a uma sólida ordem jurídica, à salvaguarda do ambiente, à prestação dos serviços essenciais às pessoas, alguns dos quais são, ao mesmo tempo, direitos do homem: alimentação, moradia, trabalho, educação e acesso à cultura, saúde, transportes, livre circulação das informações e tutela da liberdade religiosa. Não se há de olvidar o aporte que cada nação tem o dever de dar para uma verdadeira cooperação internacional, em vista do bem comum da humanidade inteira, inclusive para as gerações futuras” (n. 166).
ISAÍAS
O livro de ISAÍAS apresenta como título "visão de Isaías, filho de Amós" (1,1) e aparece como o primeiro dos "profetas posteriores", em relação aos "profetas anteriores" (Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis). É uma obra de 66 capítulos, com três partes muito distintas na época, na temática, na inspiração literária e nos autores:
Primeiro Isaías: 1-39; Segundo Isaías: 40-55; Terceiro Isaías: 56-66.
Nascido em família nobre por volta de 760 a.C., viveu seu profetismo na corte em reinados fortes e de grandes conflitos.
Reinado de Jotam, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Judá e Israel situam-se entre o Egito e a Assíria, as grandes potências de então; e Judá também se balanceia entre a política de uma e outra.
• טפשמ MISHPAT (DIREITO) = LEI, DIREITO OBJETIVO, ORDENAMENTO JUSTO DA SOCIEDADE, QUE NEM SEMPRE É RESPEITADO NA VIDA REAL,
• VINDO POR ISSO SEMPRE ACOMPANHADA DA PALAVRA הקדצ SEDÁQÂ
(JUSTIÇA), QUE É A OBRIGAÇÃO MORAL DO DIREITO EM SENTIDO SUBJETIVO, INTERNO, QUE TORNA POSSÍVEL VIVER A FUNDO O PRIMEIRO,
• DE ACORDO COM A ORDEM JUSTA E ORDENADA - ŞEDEQ (ק ֶדֶצ), CRIADA
POR DEUS.
• ŞEDEQ E ŞEDĀQĀH (JUSTIÇA) COORDENADOS EM PAR COM MIŠPĀŢ
(DIREITO) FORMAM UMA HENDÍADIS, ISTO É, EXPRIME UMA IDEIA
MEDIANTE DOIS SUBSTANTIVOS, LIGADOS PELA CONJUNÇÃO “E”,
DESIGNANDO A ORDEM ESTABELECIDA POR DEUS NA COMUNIDADE
DE ISRAEL E QUE AS PESSOAS DEVERIAM SEGUIR PARA SE
COMPORTAREM CORRETAMENTE
Justiça = Uma das palavras mais repetidas na Bíblia hebraica, embora com diferentes matizes. A raiz şdq aparece 523 vezes.
1.
Uma relação entre pessoas e não simplesmente com a
lei.
2.
A pessoa será justa ou injusta, não por cumprir
rigorosamente os preceitos em causa, mas por se
relacionar justa ou injustamente com outra pessoa.
3.
A justiça bíblica é, então, a relação que promove e
realiza o sentido da vida humana.
(Is 1,27)
❑O Primeiro Isaías (1-39) proclamando a transcendência e o poder envolvente de Deus, condenando as alianças políticas e pregando que o povo deveria permanecer fiel ao projeto de Deus, cujo valor maior é a justiça.
❑Por isso, ele é crítico em relação a um culto desligado da
prática da justiça social (Is 1,10-17). Essa crítica conclui com nove imperativos que exigem justiça para com os desvalidos: