Aula Inicial. O estudo de microeconomia

Texto

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Aula Inicial

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O que é economia

Origem do termo:

Grego oikos (casa, propriedade familiar) + nomos (norma, regras, lei), ou seja,

estudo das normas que regem a propriedade familiar

Aristóteles estendeu seu uso adicionando a palavra polis: ficando com

economia política, nesse sentido, significando o estudo das regras que devem

reger a fazenda pública.

O termo foi reduzido por Alfred Marshall a Economics, que seria um

encurtamento de Economic Science ou Ciência Econômica

Definição

Ciência que estuda os processos de geração de renda, alocação e distribuição

de recursos

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Três perguntas básicas a responder

O que produzir?

Que tipo de produto deve ser produzido, quais as atividades devem ser

mantidas

Como produzir?

Quem deve produzi-lo, com que técnicas

Para quem produzir?

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A resposta de Adam Smith

Era um professor de filosofia moral e Hobbes o influenciou.

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que

esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios

interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca

falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.”

Adam Smith

Isso significa que pessoas atuando em seus próprios interesses alcançam o bem

comum

Duas lógicas estão presentes nessa leitura: (i) individualismo metodológico;

e (ii) egoísmo.

Ao mesmo tempo, existe uma transformação bastante importante

provocada por autores como Adam Smith. Trata-se da libertação do

indivíduo de sistemas de coordenação que eram controlados pela religião

ou pela família.

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Uma leitura específica de Adam Smith

A mão invisível do mercado definiria o que deve ser produzido. O termo mão invisível aparece duas vezes na obra de Adam Smith, mas sua seleção como representativo do mercado dá uma clara ideia de neutralidade. Os preços de produtos e

insumos definiriam o que ser produzido, como ser produzido e para quem ser produzido.

Denominaremos uma economia de mercado aquela em que todos os bens são de propriedade privada e seja baseada na troca. Essa economia deve ser, portanto, especializada (indivíduos produzem coisas diferentes) e descentralizada, ou seja, as decisões não são tomadas por autoridade central, mas pertencem aos indivíduos. Essa economia será concorrencial se todos os agentes forem tomadores de preço, ou seja, não conseguirem individualmente influenciar os preços.

Na verdade, o para quem está associado diretamente à ideia de soberania do consumidor: as preferências do consumidor definiriam o que ser produzido, enquanto as restrições técnicas definiriam como ser produzido.

p q 𝑝 𝑞 𝑝 𝑞

Então, no gráfico 1, aparece no eixo das abscissas a quantidade do bem e, no eixo das ordenadas, o preço. Esse gráfico expressa de alguma maneira as preferências do consumidor (esperem que vamos estudar com cuidado). Ele estaria disposto a pagar pela primeira unidade do produto o preço 𝑝 (ou preço de reserva), pela segunda

unidade, o preço 𝑝 , e assim por diante. A agregação desse gráfico para todos os consumidores resultaria na curva de demanda de mercado (gráfico 2). Gráfico 1 – Preços de reserva

do consumidor P

Q D

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Curva de Oferta

Existe um conjunto de elementos para definir a oferta de produto. O primeiro é, mais uma vez, o indivíduo egoísta que almeja simplesmente o lucro. A firma pertence a indivíduos ou conjunto de indivíduos cujo único objetivo é obter lucro. O segundo é o estado da arte da tecnologia. Podemos representar a tecnologia como no gráfico 3. Ele apresenta combinações em que você consegue transformar um insumo (fator de produção) em produto. Isso é denominado conjunto de produção. O limite superior na figura vermelha contém as maneiras tecnologicamente mais eficientes de transformar insumo em produto. Isso é denominado função de produção. O gráfico 4 apresenta a função de produção em uma situação de dois insumos. Percebe-se que para cada unidade de produto podem ser utilizadas diferentes técnicas eficientes. Para escolher a técnica, mais uma vez, utiliza-se o sistema de preços. A técnica que produzir com o menor custo será a escolhida. Então, o sistema de preços determina a escolha da técnica. Tem-se uma resposta do “como produzir”.

Gráfico 3 – Conjunto de produção

Pr

od

ut

o

Insumo

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Decisão de quantidade: conhecendo-se as técnicas disponíveis e de menor custo para cada quantidade de produto, a pergunta a seguir é a quantidade a ser produzida, que, mais uma vez, será decidida pelo sistema de preços. O gráfico 5 apresenta o custo adicional de cada uma das unidades produzidas. Então, o custo total de se produzir uma unidade é igual a 𝐶 = 𝑐 , ou seja, o custo adicional (marginal) de se produzir uma unidade. O custo de se produzir duas unidades, 𝐶 , é igual ao custo da produção da primeira unidade, mais o custo adicional de se produzir a segunda unidade, 𝑐 , ou seja, 𝐶 = 𝑐 + 𝑐 . E assim por diante. De maneira que o custo total de uma determinada quantidade é igual à soma das barras apresentadas na figura.

cu st o quantidade 𝑐 𝑐 𝑐 𝑐 P

Gráfico 5 – Custo Marginal e Decisão de Produção.

O gráfico também apresenta o preço unitário do produto, p. Assim, se o preço unitário for superior ao custo adicional representada por uma unidade adicional de produção, decide-se produzir aquela unidade. Se for inferior, decide-se por não produzir. Mais uma vez, os preços dando a informação necessária para se produzir uma determinada quantidade de produto. No caso do gráfico 5, a firma decide

produzir 3 unidades. Se somarmos todas as ofertas, de todas as firmas, obteremos a curva de oferta do mercado, definida no gráfico 6.

Gráfico 6 – Oferta de Mercado

S

Pr

o

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O Equilíbrio

Pr eç o Quantidade P* Q*

A partir da quantidade demandada e ofertada a cada preço no mercado, obtém-se o preço e a quantidade de equilíbrio de mercado, que estão representados na figura 7 por P* e Q*, respectivamente. O método do equilíbrio é frequentemente utilizado em economia. Quando se refere à noção de equilíbrio, normalmente, refere-se a uma posição de repouso do sistema. A figura 7 mostra uma característica bastante interessante. Se todos os consumidores escolheram tendo como referência o preço P*, então, a quantidade marginal escolhida tem seu preço de reserva igual ou superior ao preço P* e uma unidade adicional teria seu preço de reserva inferior ao preço P*. Logo, se o consumidor for consumir mais uma

Figura 7 – Equilíbrio de Mercado unidade, estaria pagando por ela mais do que o seu custo, o que seria

inconsistente. Por sua vez, se fosse consumir uma unidade a menos, ele teria oportunidade de consumir uma unidade a mais por um preço inferior ao que estaria disposto a pagar, o que também seria inconsistente. Assim, o consumidor não teria nenhum incentivo a se deslocar da posição de equilíbrio da figura 7. O mesmo deve acontecer com as firmas que formam a base para a curva de oferta, S. Ora, se a firma decidir produzir uma unidade a mais, o custo adicional

representado por essa unidade seria maior do que o preço P*. Ela teria prejuízo com essa decisão. Ao contrário, produzir uma unidade a menos também

resultaria inconsistente, visto que estaria abrindo mão de obter o lucro adicional proporcionado por unidade que teria o preço igual ou superior a seu custo

adicional. Logo, ninguém teria incentivo a sair dessa posição.

S

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Definindo o que produzir Pr od ut o 2 Produto 1 Gráfico 8 – Conjunto de Possibilidades de

O gráfico 8 apresenta o conjunto de possibilidades de produção. Vamos ver sua definição. Suponha que todas as firmas conheçam todas as tecnologias existentes para produzir, de um lado, alimentos (produto 1) e, de outro lado, vestimentas (produto 2). A partir dos preços dos insumos sabem também quais são as melhores técnicas para produzir cada um desses produtos. Elas devem escolher, contudo, em que mercado produzir. Para isso, também utilizarão o sistema de preços. O gráfico 8 mostra todas as possibilidades de produção existentes para produzir conjuntamente alimentos e têxtil. O ponto A e o ponto B apresentam diferentes combinações de produto, mas todas ineficientes. Já os pontos C e D apresentam as combinações eficientes de produtos. Eles estão na fronteira de possibilidades de produção (FDP). Para escolher o ponto

A B

C

D

da FDP que atuar, as empresas devem conhecer os preços relativos, ou seja, que preços cada um dos produtos em questão tem. A reta preta expressa a razão entre o preço do produto 1 e o preço do produto 2. Se essa razão é muito alta, como na figura, significa que o preço do produto 1 é relativamente mais elevado que o preço do produto 2. Logo, a escolha deve ser por produzir mais do produto 1. Caso haja uma alteração dos preços, de maneira a que essa inclinação fique menor, como na reta vermelha, a preferência será por produzir mais do produto 2 em relação ao produto 1.

Com esses resultados, pudemos ver que o sistema de preços de mercado resolve os problemas do que, como e para quem produzir. Para quem? Para os consumidores que têm soberania sobre suas escolhas. Como? Pela escolha das técnicas mais eficientes de produção. O que? Pela escolha dos produtos que mais se adequam às preferências dos consumidores dadas as limitações técnicas vigentes.

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Qualidade da Alocação de Recursos

Adam Smith afirmava que indivíduos atuando em seu próprio interesse levam ao bem comum. A definição de bem comum é algo polêmica em economia. O equilíbrio encontrado na figura 9 tem, no entanto, a qualidade de ser eficiente de Pareto. Uma alocação é um equilíbrio eficiente de Pareto se não se pode melhorar alguém sem piorar ninguém, ou seja, quando não há alocação alternativa em que pelo menos um indivíduo esteja melhor do que na alocação atual e nenhum outro indivíduo está em situação pior à atual.

Pr

o

Figura 9 – Equilíbrio de Mercado S D P* 𝑃 𝑃 𝑄 𝑄 𝑄 𝑄 Na figura 9, observa-se que o equilíbrio de mercado deverá ocorrer em P* e Q*.

Nessa situação, não há ninguém que queira consumir e não esteja sendo atendido, nem ninguém que queira ofertar e não esteja ofertando. Mais que isso, ao se afastar da alocação de equilíbrio, caminha-se para uma posição em que pelo menos uma pessoa estará pior. Pense que baixemos o preço a 𝑃 , nesse caso, a oferta máxima será definida em 𝑄 . Ora, mas existirá um conjunto de consumidores entre 𝑄 𝑒 𝑄 que estariam dispostos a comprar a um preço superior a 𝑃 e ofertantes que estariam dispostos a ofertar a esses preços superiores, pelo menos até Q*.

O mesmo acontece se subirmos o preço a 𝑃 . Nesse caso, apesar de ter muitos produtores querendo ofertar (𝑄 ), apenas uma pequena quantidade de

consumidores irá consumir, 𝑄 . No entanto, existe uma quantidade de

ofertantes que aceitariam receber preços inferiores, que alguns consumidores adicionais aceitariam pagar. Assim, mais uma vez, pode-se melhorar alguém, sem piorar ninguém.

A prova que acabamos de apresentar faz parte do que é conhecido como o 1º Teorema do Bem-Estar: todo equilíbrio de mercado é eficiente de Pareto.

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O subconsciente e o mercado

O mercado é um bom alocador de recursos O mercado é, então, entendido como um bom alocador de recursos. A principal consequência do conceito de eficiência de Pareto é que o mercado tem uma alocação que não desperdiça recursos. Então, é um bom alocador nesse sentido.

Deve-se entender que, apesar de suas qualidades de alocador, o primeiro teorema do bem-estar não tem qualquer referência a justiça.

O mercado é um bom selecionador

O primeiro sentido em que o mercado seria um bom selecionador é que ele atenderia aos

desejos e anseios do consumidor. Nesse sentido, o consumidor seria soberano e sua voz, por intermédio da demanda seria escutada

livremente no mercado, definindo o que deve ser produzido.

O segundo sentido é o mercado com

selecionadores daqueles que são mais eficientes, que utilizam as melhores técnicas. O modelo competitivo eliminaria os produtores

ineficientes. O curso

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Problema I: Relaxamento da hipótese de propriedade privada No tratamento da microeconomia, existem pelo menos

três questões que criam embaraços para as intuições de mercado ressaltadas. A primeira é a presença de

externalidades. Externalidades existem quando a ação de uma agente afeta o bem-estar de outro sem ser mediado pelo sistema de preços. Como colocado aqui, o modelo concorrencial apresentado sugere que todos os bens são de propriedade privada. No entanto, existem vários bens ou males que não estão sujeitos à propriedade. Um

exemplo desses bens é a poluição. Quando uma empresa produz um determinado bem, como, por exemplo, um automóvel, ela também gera um segundo bem (ou mal) que é a poluição. A poluição tem por característica não ser propriedade de ninguém, mas afetar a todos. O mesmo acontece com o efeito estufa, causado pela

emissão de gases carbono. O problema gerado pela falta de propriedade ao esquema apresentado é que, como ninguém é proprietário do ar, o produtor ao gerar energia enfrenta preços equivocados. Assim, o livre mercado não fornece uma resposta adequada a esse tipo de problema.

A cidade nevada

Manter as calçadas transitáveis é um dos problemas de cidades onde cai neve. Isso é fundamental para manter o fluxo de pessoas e os negócios. Suponha, então, que um comerciante ou morador saia de manhã de sua casa e olhe para as frentes das calçadas vizinhas. Se encontrar as duas limpas ou sendo limpas, ele decidirá limpar a calçada. Se encontrar as duas sujas, ele não limpará. Se encontrar uma limpa e outra suja, joga uma moeda e com 50% de

probabilidade limpa e 50% deixa como está. Ora, existem dois equilíbrios distintos. O primeiro em que a cidade nasce limpa e o segundo em que a cidade nasce suja. No primeiro caso, trata-se de uma alocação ótima de Pareto. No segundo, não. Isso acontece porque a ação de um vizinho afeta o bem-estar do outro, ou seja, pela presença de externalidades. Agora, pense em sistemas em que vivemos todos os dias, como o metrô do Rio de Janeiro ou suas praias. Será que um é mais limpo do que o outro pela quantidade de limpadores?

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Terras comuns sempre existiram na idade média em vilas e, de algum modo, existem hoje em condomínios, clubes, entre outros. Trata-se da propriedade coletiva da terra. Em alguns casos, pessoas podem adotar comportamento predatório quanto a terras comuns. Fazendeiros colocam vacas demais. Caçadores caçam demais, extinguindo animais. Isso acontece porque parte do custo de se matar um animal ou colocar um animal a mais no pasto é

suportado por todos agentes da comunidade, mas o benefício é apropriado apenas por um. Então, mais uma vez, por má definição da propriedade, os preços

enfrentados são equivocados. A solução para o problema é o cercamento dos campos. Isso ficou conhecido como a tragédia dos comuns, de Hardin.

Economistas argumentam que a solução para esse problema foi dada com o cercamento dos campos, ou seja, a definição clara da propriedade privada.

Existem vários problemas modernos com essa estrutura: o convívio em condomínio, a disputa por área de pesca pelos pescadores.

Externalidades e o Problema de Hardin

A ganhadora do Prêmio Nobel, Elionor Ostrom, trata a tragédia dos comuns sob um ponto de vista diferente, a partir do relaxamento de algumas hipóteses adotadas por Hardin. Entre elas, está a hipótese do agente individualista e egoísta de Smith, a possiblidade de comunicação entre as partes e a administração coletiva do acesso. Na verdade, muitas comunidades funcionam usando bens comuns e produzindo riquezas para todos. Um exemplo a nosso lado é a escola de samba,

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Problema 2: Concentração de Mercado

O segundo problema para lidar com mercado é a presença de grandes empresas, seja como produtoras de

mercadorias, seja como consumidoras de insumos. Em ambos os casos, as empresas usam o seu poder de mercado para obter vantagens e deslocam o mercado do equilíbrio competitivo e, por conseguinte, da alocação pareteana. Isso ocorre porque violam o segundo pressuposto adotado: os agentes econômicos devem ser tomadores de preços, ou seja, não podem conseguir com movimentos individuais afetar os preços.

Uma das principais razões para a existência de poder de mercado é a presença de economias crescentes de escala. No gráfico 5, apresentamos os custos de unidades de produção adicionais (marginais) de uma determinada firma. Na medida em que aumentava a quantidade produzida, o custo da unidade adicional (custo marginal) crescia. Não apresentamos justificativa para esse tipo de comportamento. No entanto, boa parte dos equilíbrios de mercado dependerá, em alguma medida, de manutenção dessa hipótese.

Agora, pense que o custo marginal cai, como no gráfico 10. Percebe-se que quanto maior a produção, menor o custo adicional da

mercadoria. Logo, empresas que produzem mais serão mais

eficientes que empresas maiores e as eliminarão do mercado. Isso pode gerar monopólios.

P

q

Gráfico 10 – Custos unitários

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Problemas Dinâmicos

Existem vários problemas dinâmicos a partir dos retornos crescentes de escala que podem tornar os mercados selecionadores ineficientes. O primeiro problema é que as empresas monopolistas podem atuar nesses mercados bloqueando a entrada de rivais.

Pensem, por exemplo, em uma rede de televisão que tem a maior parte da audiência. Agora, pensem que uma concorrente contrate um programa diário que começa a atrair assistentes. A grande rede de

televisão pode contratar esse programa diário e coloca-lo no meio da madrugada, pagando mais aos produtores.

Essa prática, na verdade, aumenta os custos do concorrente.

QWERTY

Alguns de vocês devem ter reparado no teclado de seu computador, na primeira linha, as letras QWERTY. Paul

David, em seu trabalho, Clio and the Economics of QWERTY, mostra como as economias de escala e a história tornaram um teclado ineficiente o mais adotado.

Ninguém sabe a origem do formato do teclado. Alguns dizem que as letras superiores foram colocadas de maneira que o vendedor de máquinas de escrever pudesse

datilografar TYPEWRITER com a primeira linha. Há quem argumente que foi para atender telegrafistas. O fato é que os datilógrafos, após a criação da máquina de escrever, acostumaram-se com esse teclado e passaram a bater cada vez mais rápido, gozando de economias de aprendizado (que também são um tipo de economias de escala). Ora, a

reversão do teclado para um formato mais eficiente

significava ter de treinar um exército de datilógrafos, o que o inviabilizou.

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Alguns vídeos recomendados

https://www.youtube.com/watch?v=B43YEW2FvDs

Diferentes formas de resposta às três perguntas básicas: o que produzir? Como produzir? Para quem produzir?

Sobre soberania do consumidor:

https://www.youtube.com/watch?v=-shwabBMEXQ

Sobre profetas do capitalismo:

https://www.youtube.com/watch?v=6Ou4nN3LiIQ

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Referências

temas relacionados :