• Nenhum resultado encontrado

EDITAL 01/2021-PMAM, DE 03 DE DEZEMBRO DE

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "EDITAL 01/2021-PMAM, DE 03 DE DEZEMBRO DE"

Copied!
17
0
0

Texto

(1)

PM-AM

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO AMAZONAS

Oficial Polícia Militar

EDITAL 01/2021-PMAM, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2021 CÓD: OP-021DZ-21

7908403514960

(2)

ÍNDICE

Língua Portuguesa

1. Elementos de construção do texto e seu sentido: gênero do texto (literário e não literário, narrativo, descritivo e argumentativo);

interpretação e organização interna . . . .01

2. Semântica: sentido e emprego dos vocábulos; campos semânticos . . . 09

3. Emprego de tempos e modos dos verbos em português. Morfologia: reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais; processos de formação de palavras; mecanismos de flexão dos nomes e verbos . . . .10

4. Sintaxe: frase, oração e período; termos da oração; processos de coordenação e subordinação. . . .17

5. Concordância nominal e verbal . . . .19

6. Transitividade e regência de nomes e verbos. . . 20

7. Padrões gerais de colocação pronominal no português . . . .21

8. Mecanismos de coesão textual . . . .21

9. Ortografia . . . 22

10. Acentuação gráfica. . . 23

11. Emprego do sinal indicativo de crase . . . 23

12. Pontuação . . . .24

13. Estilística: figuras de linguagem. . . 25

14. Reescritura de frases: substituição, deslocamento, paralelismo . . . .27

15. Variação linguística: norma padrão. . . .28

Geografia do Amazonas

1. A Organização Do Espaço: A Conquista E A Expansão Da Amazônia Colonial; A Produção Do Espaço Amazônico Atual . . . .01

2. O Espaço Natural: Estrutura Geológica E Características Do Relevo; Ecossistemas Florestais E Não-Florestais; O Clima; A Rede Hidro- gráfica; Aproveitamento Dos Recursos Naturais E Impactos Ambientais. . . 02

3. Organização Do Espaço Amazonense: Posição Geográfica; Mesorregiões E Microrregiões; O Processo De Ocupação: Aspectos Geo- políticos E Planos De Desenvolvimento Regional. . . .04

4. Aspectos Socioeconômicos: Ciclos Econômicos E Crescimento Da População; Dinâmica Dos Fluxos Migratórios E Problemas Sociais; O Ex- trativismo Florestal (Importância Da Biodiversidade; Biodiversidade E Manipulação Genética Para Fins Comerciais; Ecoturismo); Extrativ- ismo Mineral; Concentração Fundiária E Conflitos Pela Terra; O Processo De Urbanização E Redes Urbanas; Fontes De Energia: Potencial Hidrelétrico, Hidrelétricas E Meio-Ambiente; A Produção De Gás; Transportes: A Malha Viária, Importância Do Transporte Fluvial. A Zona Franca De Manaus. . . .06

5. Questões Atuais: A Questão Indígena: Invasão, Demarcação Das Terras Indígenas. A Questão Ecológica: Desmatamento, Queimadas, Poluição Das Vias Hídricas, Alterações Climáticas . . . .11

História do Amazonas

1. COLÔNIA: As sociedades indígenas na época da conquista: origem e distribuição das populações indígenas; Grupos linguísticos e trib- ais; O modo de vida e a organização dos grupos tribais; Estimativas demográficas. . . .01

2. Conquista e colonização: expedições do século XVI: a de Francisco de Orellana e a de Ursúa e Aguirre; ocupação militar: o forte do Presépio e a expulsão dos “estrangeiros”; Expedição de Pedro Teixeira; as bases da colonização portuguesa: as bases econômicas; organização da força de trabalho indígena; organização e funcionamento da administração do Maranhão e Grão-Pará; as ordens reli- giosas; conflitos internos: missionários X colonos. . . 02

3. Amazônia Pombalina: Portugal Metropolitano; medidas pombalinas; Governo de Mendonça Furtado; Capitania de São José do Rio Ne- gro; Demarcações de limites: tratados de Madri e Santo Ildefonso. Extinção do Diretório dos índios: elementos históricos; Instituição dos corpos de milícias . . . 05

4. IMPÉRIO: Incorporação da Amazônia ao Estado Nacional Brasileiro: Província do Pará; Comarca do Rio Negro; A Cabanagem: o povo no poder: condições objetivas para a eclosão da Cabanagem; governo dos cabanos; conflitos no Amazonas; repressão imperial e o fim da Cabanagem . . . .08

5. Província do Amazonas: economia do Alto Amazonas na primeira metade do século XIX; Comarca do Alto Amazonas; manifestações autonomistas; criação e implantação do Estado provincial amazonense; sistema político do Amazonas no Segundo Reinado . . . .10

6. Economia e sociedade na Amazônia: ciclo da borracha; migração nordestina; seringal e o seringueiro; o sistema de aviamento . .12

7. REPÚBLICA: Fronteiras do Brasil: incorporação do Acre ao Estado Nacional Brasileiro; questão do Amapá; limites com a Guiana Ingle- sa . . . .13

8. Amazonas cosmopolita: nova situação sociopolítica; transplantação de novos conceitos culturais; cidades da borracha: Belém X Manaus . . . .14

9. Decadência da economia gumífera: grande crise da economia gumífera; tentativa de recuperação: “a Batalha da Borracha”. . . . .15

10. Manaus: de “Paris dos Trópicos” a “Miami Brasileira”: situação econômica e social da cidade; Rebelião de 1924; “Era dos Interven- tores”; “Clube da Madrugada”; Zona Franca de Manaus . . . .16

(3)

ÍNDICE

Noções de Informática

1. Dispositivos de entrada e saída e de armazenamento de dados. Impressoras, teclado, mouse, disco rígido, pendrives, scanner plotter,

discos ópticos. . . . .01

2. Noções do ambiente Windows. Noções de sistemas operacionais. Ícones, atalhos de teclado, pastas, tipos de arquivos; localização, criação, cópia e remoção de arquivos; cópias de arquivos para outros dispositivos; ajuda do Windows, lixeira, remoção e recuperação de arquivos e de pastas; . . . .04

3. MSOffice (Word, Excel, Powerpoint, Outlook). . . .14

4. LibreOffice (Writer, Calc, Impress, eM Client). . . .18

5. Conceitos relacionados à Internet; . . . .24

6. Correio eletrônico. . . 32

7. Cópias de segurança/backup, uso dos recursos. . . 35

Direito Constitucional

1. Constituição: Natureza, Conceito, Objetos, Elementos, Fontes E Classificações. Poder Constituinte. Reforma E Revisão Constituciona- is. . . .01

2. Intepretação Do Texto Constitucional. Normas Constitucionais: Classificações, Aplicabilidade E Eficácia . . . 06

3. Controle De Constitucionalidade: Conceito E Sistemas Existentes. Sistema Brasileiro De Controle De Constitucionalidade: Normas Constitucionais E Infraconstitucionais. . . .08

4. Súmula Vinculante (Lei Nº 11.417/2006) . . . .11

5. Direitos E Deveres Individuais. Difusos E Coletivos. Direitos Sociais. Nacionalidade, Cidadania E Direitos Políticos. Partidos Políticos 12 6. Ações Constitucionais: Mandado De Segurança (Lei Nº 12.016/2009) . . . 20

7. Mandado De Injunção (Lei Nº 13.300/2016) . . . 23

8. Ação Popular (Lei Nº 4.717/1965). . . .24

9. Habeas Data (Lei Nº 9.507/1997) . . . .27

10. Habeas Corpus . . . .28

11. Acesso À Informação (Lei Nº 12.527/2011) . . . .28

12. Organização Do Estado: Organização Político-Administrativa; Divisão De Competências; União; Estados; Distrito Federal; E Municípios. Administração Pública: Disposições Gerais E Servidores Públicos . . . .34

13. Poder Legislativo: Fundamento, Competências E Garantias De Independência. Processo Legislativo . . . .48

14. Poder Executivo. Formas E Sistemas De Governo. Competências E Responsabilidades Do Presidente Da República. . . .57

15. Poder Judiciário: Disposições Gerais; Supremo Tribunal Federal; Superior Tribunal De Justiça; Tribunais Regionais Federais E Juízes Feder- ais; Tribunais E Juízes Dos Estados. Ministério Público E Demais Funções Essenciais À Justiça . . . .60

16. Defesa Do Estado E Das Instituições Democráticas. Segurança Pública. . . .64

17. Ordem Social: Seguridade Social; Educação, Cultura E Desporto; Ciência E Tecnologia; Comunicação Social; Meio Ambiente; Família, Criança, Adolescente, Jovem E Idoso . . . .67

18. Constituição Do Estado Do Amazonas . . . .80

Direito Administrativo

1. Princípios De Direito Administrativo. . . .01

2. Administração Pública: Conceito, Estrutura, Poderes E Deveres Do Administrador Público. Administração Direta E Indireta. Entidades Do Terceiro Setor . . . 02

3. Reforma Do Estado: Disciplina E Efeitos . . . 09

4. Terceirização . . . .18

5. Os Contratos De Gestão E Os Termos De Parcerias . . . .18

6. As Organizações Sociais E As Organizações Da Sociedade Civil De Interesse Público: Lei Federal Nº 9.637/98 E Lei Federal Nº 9.790/99 . . . .27

7. Concessão De Obras E Serviços Públicos: Lei Federal Nº 8.987/95 E Lei Federal Nº 9.074/95 . . . 33

8. Parcerias Público Privadas: Lei Federal Nº 11.079/04 . . . .46

9. Consórcio Público: Lei Federal Nº 11.107/05. . . 53

10. Poderes Administrativos. . . 56

11. Ato Administrativo . . . .57

12. Processo Administrativo. . . 62

(4)

ÍNDICE

13. Licitação: Conceito, Natureza Jurídica, Princípios, Finalidades, Tipos, Modalidades, Procedimento, Dispensa E Inexigibilidade. Contra-

tos Administrativos. . . .68

14. Serviço Público. Concessão E Permissão. . . .78

15. Agentes Públicos; Servidores Públicos: Conceito, Regime Jurídico, Categorias, Direitos E Deveres. Cargo, Emprego E Função: Normas Constitucionais, Provimento, Vacância. Responsabilidades Dos Agentes Públicos: Civil, Administrativa E Penal. Processo Administrativo Disciplinar.regime Previdenciário Do Servidor Público.concurso Público . . . .84

16. Bens Públicos: Regime Jurídico E Classificação, Formas De Utilização, Concessão, Permissão E Autorização De Uso. Desafetação E Alienação . . . .96

17. Desapropriação: Conceito. Desapropriação Por Utilidade Pública, Interesse Social. Indenização. Desapropriação Indireta. Limitações Administrativas. Função Social Da Propriedade. . . 99

18. Responsabilidade Civil Do Estado . . . .100

19. Controle Da Administração . . . .103

20. Improbidade Administrativa. Infrações E Sanções Administrativas: Conceito, Finalidades, Sujeitos, Princípios E Classificação. . . .107

21. As Infrações Administrativas Na Lei De Responsabilidade Fiscal . . . .112

Direito Penal Militar

1. Aplicação e especificidades da lei penal militar. . . .01

2. Crime . . . 03

3. Imputabilidade penal . . . .04

4. Concurso de agentes . . . 05

5. Penas. Aplicação da pena. . . 05

6. Suspensão condicional da pena. . . .08

7. Livramento condicional . . . .08

8. Penas acessórias. . . 09

9. Efeitos da condenação . . . .10

10. Medidas de segurança . . . .10

11. Ação penal. . . .11

12. Extinção da punibilidade . . . .11

13. Crimes militares em tempo de paz . . . .12

14. Crimes propriamente militares . . . .12

15. Crimes impropriamente militares. Crimes contra a pessoa. Crimes contra o patrimônio . . . .14

16. Crimes contra a administração militar . . . .21

17. Crimes em tempo de guerra . . . 25

Direito Processual Penal Militar

1. Processo Penal Militar e sua aplicação . . . .01

2. Polícia judiciária militar . . . .01

3. Inquérito policial militar. . . 02

4. Ação penal militar e seu exercício. . . 05

5. Processo . . . 05

6. Denúncia . . . 06

7. Prisões processuais e medidas cautelares. Prisão em flagrante. Prisão preventiva. Menagem. Liberdade provisória. Prisão administra- tiva disciplinar. Deserção de oficial e de praça; insubmissão . . . .07

Direito Penal

1. Conceito do Direito Penal. O direito penal como limitador do poder estatal e mecanismo de prevenção de abusos . . . .01

2. Funções garantistas do Direito Penal segundo Luigi Ferrajoli. . . 05

3. Disposições penais da Constituição da República Federativa do Brasil. Fontes e princípios do Direito Penal. Teoria da norma penal 01 4. Lei penal: fontes, características, interpretação, integração, vigência e aplicação. A lei penal no tempo e no espaço. Imunidade. Confli- to aparente de normas. . . .07

5. Teoria do crime: Classificação das Infrações Penais. Conceito de crime. Fato típico. Bem jurídico. Conduta. Resultado. Relação de cau- salidade. Imputação Objetiva. Teoria do tipo. Crime Doloso. Crime Culposo. Crime Preterdoloso. Iter criminis. Consumação e Tentati- va. Desistência voluntária, arrependimento eficaz e arrependimento posterior. Crime impossível. Ilicitude e suas causas excludentes. Culpabilidade, elementos e causas excludentes . . . .08

(5)

ÍNDICE

6. Erro: erro de tipo e erro de proibição. Erro na execução e resultado diverso do pretendido . . . .15

7. Concurso de pessoas . . . .17

8. Penas, espécies de pena e medida de segurança. Aplicação da pena . . . .18

9. Concurso de crimes . . . .21

10. Efeitos da condenação. Reabilitação. . . .21

11. Ação penal. . . 23

12. Causas extintivas da punibilidade . . . 23

13. Prescrição: termos iniciais, causas suspensivas ou impeditivas e interruptivas . . . .24

14. Crimes em espécie: Crimes Contra a Pessoa . . . 25

15. Crimes contra o Patrimônio. . . .31

16. Crimes Contra a Propriedade Imaterial. . . 36

17. Crimes contra a Dignidade Sexual. . . 36

18. Crimes contra a Incolumidade Pública . . . .38

19. Crimes Contra a Família . . . .41

20. Crimes Contra a Paz Pública. . . .41

21. Crimes contra a Fé Pública. . . .41

22. Crimes contra a Administração Pública. . . .42

23. Crimes contra a Administração da Justiça. . . .44

24. Entendimento dos Tribunais Superiores acerca dos institutos de Direito Penal. . . .46

Direito Processual Penal

1. Disposições constitucionais aplicáveis ao Direito Processual Penal. Princípios aplicáveis ao Direito Processual Penal. . . .01

2. Sistemas Processuais Penais . . . 09

3. Aplicação da lei processual penal no tempo, no espaço e em relação às pessoas. Disposições preliminares do Código de Processo Pe- nal. Aplicação e interpretação da lei processual . . . .13

4. Inquérito policial. . . .14

5. A ação penal. Ação penal pública, ação penal privada, ação penal privada subsidiária da pública. Características e disposições aplicáveis às diferentes espécies de ação penal . . . .19

6. Competência. Conexão e continência. . . .24

7. Questões e processos incidentes. . . 29

8. Questões prejudiciais. Exceções. Medidas Assecuratórias. Incidente de Falsidade. Incidente de Sanidade Mental do Acusado. . . .29

9. Teoria Geral e Admissibilidade da Prova. Meios de prova. Provas em espécie. Cautelares reais e pessoais . . . .37

10. Sujeitos do processo: do Juiz, do Ministério Público, do Acusado, do Defensor, dos Assistentes e Auxiliares da Justiça . . . .51

11. Prisão: prisão em flagrante; prisão preventiva; prisão temporária. Liberdade. Medidas cautelares pessoais diversas da prisão: fiança; prisão domiciliar; audiência de custódia. . . 55

12. Fatos e atos processuais: citação, notificação e intimação . . . .67

13. Da sentença. . . .71

14. Teoria Geral do Procedimento. Procedimento comum ordinário, sumário e sumaríssimo . . . .74

15. Processo e julgamento dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos. . . .85

16. Teoria Geral dos Recursos: princípios básicos. Recursos em espécie. Habeas Corpus. Mandado de segurança em matéria criminal. Revisão Criminal . . . .86

17. Nulidades. . . .98

18. Execução Penal . . . .102

19. Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA . . . .103

20. Entendimento dos Tribunais Superiores acerca dos institutos de Direito Processual Penal . . . .138

Direitos Humanos

1. Teoria geral dos Direitos Humanos. Conceito, terminologia, estrutura normativa, fundamentação . . . .01

2. Afirmação histórica dos Direitos Humanos. . . .04

3. Direitos Humanos e responsabilidade do Estado. . . 05

4. Direitos Humanos na Constituição da República Federativa do Brasil. . . 06

5. Política Nacional de Direitos Humanos. . . .07

6. A Constituição Brasileira e os tratados internacionais de Direitos Humanos . . . .08

7. Violências de Gênero . . . 09

8. Violência doméstica . . . .10

9. Racismo. Racismo Institucional. . . .11

10. Convenção Interamericana contra o Racismo e Discriminação Racial e outras formas correlatas de intolerância . . . .12

(6)

ÍNDICE

11. As Garantias Judiciais e os Direitos Pré-processuais . . . .16

12. Direito a não ser torturado . . . .17

13. Protocolo de Istambul . . . .17

14. População em Situação de Rua. Conceito e Princípios das Políticas Públicas . . . .17

Conteúdo Digital Legislação Institucional

1. Lei Nº 1.154, De 09 De Dezembro De 1975 (Estatuto Dos Policiais Militares Do Estado Do Amazonas). . . .01

2. Lei Nº 3.514, De 08 De Junho De 2010 (Lei De Organização Básica Da Polícia Militar Do Estado Do Amazonas). . . .24

3. Lei Nº 4.044 (Lei De Promoção De Praças). . . 33

Legislação Especial

1. Abuso De Autoridade – Lei Nº 13.869/2019 . . . .01

2. Lei De Drogas – Lei Nº 11.343/2006 . . . .04

3. Desarmamento – Lei Nº 10.826/2003 (Com Todos Os Decretos Regulamentadores) . . . .16

4. Crimes Hediondos – Lei Nº 8.072/1990 . . . 39

5. Estatuto Do Idoso – Lei Nº 10.741/2003. . . .40

6. Lei Maria Da Penha – Lei Nº 11.340/2006 . . . 50

7. Crimes Ambientais – Lei Nº 9.605/1998. . . 56

8. Organizações Criminosas – Lei Nº 12.850/2013. . . 63

9. Pessoa Com Deficiência – Lei Nº 13.146/2015 – Conforme Decreto Nº 9.522/2018 . . . .68

10. Racismo – Lei Nº 7.716/1989. . . 90

11. Terrorismo – Lei Nº 13.260/2016 . . . .91

12. Tortura – Lei Nº 9.455/1997. . . 92

13. Estatuto Da Igualdade Racial - Lei 7716/1989 . . . 93

14. Leis Nº 10.639/03 E 12.288/10 . . . 93

15. Pessoas Com Deficiência. Convenção Internacional De Pessoas Com Deficiência . . . .100

16. Estatuto Da Pessoa Com Deficiência - Lei Nº 13.146/15. . . .113

17. Diversidade Sexual. Direito Das Pessoas Lgbt. Stf Adi Nº 4275. Stf: Homofobia, Discriminação Por Orientação Sexual E Identidade De Gênero E O Crime De Racismo. Ado 26 E Mi 4733. . . .113

Atenção

• Para estudar o Conteúdo Digital Complementar e Exclusivo acesse sua “Área do Cliente” em nosso site.

https://www.apostilasopcao.com.br/errata-retificacao

(7)

LÍNGUA PORTUGUESA

1 ELEMENTOS DE CONSTRUÇÃO DO TEXTO E SEU SENTI- DO: GÊNERO DO TEXTO (LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO, NARRATIVO, DESCRITIVO E ARGUMENTATIVO); INTER-

PRETAÇÃO E ORGANIZAÇÃO INTERNA

Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje- tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido completo.

A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci- ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua interpretação.

A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpreta- ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper- tório do leitor.

Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto, é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi- suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.

Dicas práticas

1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con- ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa- rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível, adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.

2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe- cidas.

3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon- te de referências e datas.

4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de opiniões.

5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques- tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin- tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor quando afirma que...

Tipologia Textual

A partir da estrutura linguística, da função social e da finali- dade de um texto, é possível identificar a qual tipo e gênero ele pertence. Antes, é preciso entender a diferença entre essas duas classificações.

Tipos textuais

A tipologia textual se classifica a partir da estrutura e da finali- dade do texto, ou seja, está relacionada ao modo como o texto se apresenta. A partir de sua função, é possível estabelecer um padrão específico para se fazer a enunciação.

Veja, no quadro abaixo, os principais tipos e suas característi- cas:

TEXTO NARRATIVO

Apresenta um enredo, com ações e relações entre personagens, que ocorre em determinados espaço e tempo. É contado por um narrador, e se estrutura da seguinte maneira: apresentação >

desenvolvimento > clímax > desfecho TEXTO

DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO

Tem o objetivo de defender determinado ponto de vista, persuadindo o leitor a partir do uso de argumentos sólidos.

Sua estrutura comum é: introdução >

desenvolvimento > conclusão.

TEXTO EXPOSITIVO

Procura expor ideias, sem a necessidade de defender algum ponto de vista. Para isso, usa-se comparações, informações, definições, conceitualizações etc. A estrutura segue a do texto dissertativo- argumentativo.

TEXTO DESCRITIVO

Expõe acontecimentos, lugares, pessoas, de modo que sua finalidade é descrever, ou seja, caracterizar algo ou alguém. Com isso, é um texto rico em adjetivos e em verbos de ligação.

TEXTO INJUNTIVO Oferece instruções, com o objetivo de orientar o leitor. Sua maior característica são os verbos no modo imperativo.

Gêneros textuais

A classificação dos gêneros textuais se dá a partir do reconhe- cimento de certos padrões estruturais que se constituem a partir da função social do texto. No entanto, sua estrutura e seu estilo não são tão limitados e definidos como ocorre na tipologia textual, podendo se apresentar com uma grande diversidade. Além disso, o padrão também pode sofrer modificações ao longo do tempo, as- sim como a própria língua e a comunicação, no geral.

Alguns exemplos de gêneros textuais:

• Artigo

• Bilhete

• Bula

• Carta

• Conto

• Crônica

• E-mail

• Lista

• Manual

• Notícia

• Poema

• Propaganda

• Receita culinária

• Resenha

• Seminário

Vale lembrar que é comum enquadrar os gêneros textuais em determinados tipos textuais. No entanto, nada impede que um tex- to literário seja feito com a estruturação de uma receita culinária, por exemplo. Então, fique atento quanto às características, à finali- dade e à função social de cada texto analisado.

(8)

GEOGRAFIA DO AMAZONAS

1 A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO: A CONQUISTA E A EX- PANSÃO DA AMAZÔNIA COLONIAL; A PRODUÇÃO DO

ESPAÇO AMAZÔNICO ATUAL

A Amazônia é o maior bioma do Brasil e abriga a maior flo- resta tropical do mundo. Ela ocupa nove países da América do Sul, como Bolívia, Equador e Peru. Um quinto de água doce que vai para os oceanos do planeta são da Amazônia. Além disso, das 100 mil classes de plantas que existem nos países do sul, 30 mil estão nessa região.

O espaço amazônico se encontra hoje bem diferente dos tempos passados. No início durante a ocupação pelos europeus, a Amazônia era um espaço pouco transformado, apresentando uma imensa área natural, utilizada principalmente para as ativi- dades extrativistas, além de algumas áreas que tinham sua ve- getação retirada e substituída por uma pequena lavoura voltada para suas necessidades, denominadas de roça.

Nesse tempo os elementos criados pela natureza sofreram poucas modificações, pois a população só utilizava ou extraia da natureza só o que necessitava para a sua subsistência. As gran- des rodovias ainda não existiam. Os rios não apresentavam a po- luição que hoje apresentam, embora já fossem utilizados como via de transporte. Além de servirem como fonte de alimentos.

Nas últimas décadas, essa situação vem-se modificando em decorrência de fatores sociais, políticos, econômicos. Isto ocor- re porque o governo vem incentivado grandes investimentos na Amazônia, provocando um intenso e violento processo de ocu- pação e povoamento. Tal processo desencadeou e desencadeia inúmeras consequências negativas para o espaço amazônico.

Peguemos como exemplo a mata, que é derrubada desorde- nada e aceleradamente; a implantação de grandes projetos, alta- mente lucrativo para um pequeno grupo de pessoas e empresas, isso sem falar dos processos de grilagem de grandes proprieda- des rurais, promovida pelos grandes latifundiários que esperam a valorização econômica para obterem mais lucros.

O bioma enfrenta sérios problemas de degradação devido à exploração ilegal de madeira e avanço da agropecuária. Por isso, com o intuito de elaborar e promover a sustentabilidade – aliado ao desenvolvimento social e econômico das populações amazô- nicas – o governo brasileiro criou o programa Amazônia Legal.

Atualmente, nove estados compõem o projeto: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

- A Amazônia é considerada a região de maior biodiversida- de do planeta.

- O bioma Amazônia não é exclusivo do território brasileiro, abrangendo áreas de outros países.

- Compreende o conjunto de ecossistemas que correspon- dem à Floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo, e também a Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do planeta.

- A fauna é extremamente rica e conta com mais de 30 mi- lhões de espécies.

- A flora da Amazônia é bastante diversificada, constituída por árvores, ervas, arbustos, lianas e trepadeiras.

- Cerca de 17% do bioma foi devastado nos últimos 50 anos.

Devastação

Nas últimas décadas, a Amazônia tem sofrido um aumen- to no desmatamento de suas áreas. De acordo com uma pes- quisa realizada pelo norte-americano Thomas Lovejoy (profes-

sor da George Mason University) e pelo brasileiro Carlos Nobre (coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas), o bioma Amazônia pode sofrer perdas irreversíveis devido ao desmatamento. O qual, segundo os pes- quisadores, já chegou a 17% nos últimos 50 anos, sendo que o limite seria 20%, para que não houvesse consequências irrever- síveis para o clima e o ciclo hidrológico.

Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Ama- zônia (Imazon), o desmatamento no bioma aumentou cerca de 40% entre os anos de 2017 e 2018, perdendo-se quase 4.000 km2 de mata nativa. A ocorrência do desmatamento deu-se, principalmente, em áreas privadas, assentamentos e unidades de conservação

Localização do bioma Amazônia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (Fonte: IBGE.)

O processo de ocupação com intuitos financeiros promoveu – e ainda promove – vários problemas ambientais (desmatamen- to, queimadas, tráfico de espécies animais e vegetais, etc.). Nes- se sentido, acompanhe a ordem cronológica de ocupação e destrui- ção da maior floresta tropical do mundo.

1494: A assinatura do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha concedeu aos espanhóis o direito de domínio da porção oeste da América do Sul, onde está localizada a floresta Amazônica.

1540: Apesar do domínio espanhol na região, os portugue- ses ocuparam a Amazônia e impediram a invasão de ingleses, franceses e holandeses na floresta.

1637: Os portugueses realizaram a primeira grande expedi- ção pela Amazônia, sendo composta por mais de 2 mil pessoas.

Durante essa jornada, ocorreu a exploração de frutos como o cacau e a castanha.

1750: Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Madri, cujo conteúdo proporcionava o direito de domínio da floresta Amazônica àquele que realizasse a ocupação e exploração da mata. Nesse sentido, os portugueses conquistaram o direito de domínio na Amazônia.

Fim do século XIX: Esse período foi marcado pela exploração da borracha. Essa atividade tornou-se bastante expressiva para a economia local, visto que as fábricas inglesas importavam a matéria-prima em grandes quantidades. Estima-se que entre as décadas de 1870 e 1900, cerca de 300 mil nordestinos migraram para a região.

(9)

HISTÓRIA DO AMAZONAS

1 COLÔNIA: AS SOCIEDADES INDÍGENAS NA ÉPOCA DA CONQUISTA: ORIGEM E DISTRIBUIÇÃO DAS POPULA- ÇÕES INDÍGENAS; GRUPOS LINGUÍSTICOS E TRIBAIS;

O MODO DE VIDA E A ORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS TRIBAIS; ESTIMATIVAS DEMOGRÁFICAS

A longa história do povoamento humano na Amazônia come- ça praticamente junto com a formação da floresta que conhece- mos hoje. Apesar de ainda não terem sido encontrados vestígios concretos da presença humana na Amazônia durante o período compreendido entre 20.000 e 12.000 a.p. (antes do presente) foi, provavelmente, neste período que os primeiros grupos humanos provenientes da Ásia chegaram de sua longa migração até a Améri- ca do Sul. Eram grupos nômades de caçadores coletores que perse- guiam as grandes manadas de animais.

A população Indígena do Brasil Pré-cabraliano era marcada por diversidades, principalmente na língua, modo de vida e cultura. De modo geral, as sociedades indígenas que habitavam o Brasil, apre- sentavam algumas semelhanças, vivendo no Regime comunitário- -familiar, a posse da terra era coletiva, dividiam o trabalho por sexo e idades, respeitavam a hierarquia familiar e a maioria tinha pro- dução voltada para subsistência. Na Amazônia, os povos indígenas estavam perfeitamente integrados ao seu habitat, viviam da caça, pesca e agricultura de subsistência praticada nas várzeas e plan- tando nas épocas de vazantes dos rios a mandioca, milho, algodão, tabaco, frutas e vegetais. Os ameríndios amazônicos apresentavam características expansionistas, bem como alianças políticas para de- fesa comum de grupos ameaçados. Muitos grupos indígenas não eram originários da Amazônia, fugiram do litoral, escapando do avanço português.

A colonização da Amazônia - que hoje corresponde aos esta- dos do Amazonas e do Pará - foi estimulada pelas preocupações de garantir a posse e o acesso ao rio Amazonas e impedir a presença de rivais de outros países. A base de ocupação se deu através do extrativismo vegetal e do apresamento indígena.

O extrativismo vegetal consistiu na exploração das chamadas

“drogas do sertão”: cacau, guaraná, borracha, urucu, salsaparrilha, castanha-do-pará, gergelim, noz de pixurim, baunilha, coco, etc. Por isso, a escravidão tinha ali um terreno desfavorável, pois a explora- ção da Amazônia dependia do bom conhecimento da região. Daí a importância dos índios locais que serviam de guias. A forma predo- minante que caracterizou a integração da Amazônia ao conjunto da economia colonial foi o estabelecimento das missões jesuíticas, que chegaram a aldear perto de 50 mil índios.

A Expansão Lusa.

No ano de 1415 – Portugal conquistou Ceuta. Esse ato significou a sua expansão para o litoral da África e as Ilhas do Atlântico, pois vencia os limites da navegação, era o início de novas conquistas.

No séc. XV - com a descoberta do novo caminho para as Índias e a possibilidade de adquirir os produtos orientais por preços mais bai- xos, transformaram-se no principal objetivo do Estado português.

Nesse processo de conquistas e expansão, Lisboa se transformou num centro comercial importantíssimo, pela oferta de produtos concebidos como exóticos no mercado europeu. Anos depois, em 1500 - Cabral oficializou a posse sobre o Brasil. Deu-se início a um grande empreendimento português, uma grande colônia prometia prosperidade e muito lucro.

A expansão espanhola

Em 1492 - a Espanha tendo superado a presença árabe e a di- visão interna, reuniu forças para participar das disputas comerciais e exploração do mundo colonial, pois também tinha necessidades

mercantis. Cristóvão Colombo, navegador genovês, partiu em agos- to de 1492 - rumou alçando a ilha de Guanabara (San Salvador), nas Bahamas, na América Central para descobrir novas terras, novos horizontes que ampliasse a riqueza da Espanha.

Os Traçados Ultramarinos

No séc. XV - a corrida expansionista de Portugal e Espanha ge- rou controvérsias. Para definir direitos e territórios formularam-se diversos tratados, dos quais o mais antigo é o Tratado de Toledo - assinado em 1480. Esse tratado garantia as terras ao sul das Ilhas Canárias a Portugal, pois assegurava a rota das Índias pelo sul da África. No ano de 1493 pela Bula Intercoetera, o papa Alexandre VI determinou a partilha ultramarina entre espanhóis e portugueses.

Os portugueses acharam que estavam sendo prejudicados, propu- seram o Tratado de Tordesilhas. Em 07 de junho de1494 foi decidi- do que a Espanha ficaria com as terras descobertas ao ocidente de uma linha imaginária, tirada de pólo a pólo, e a 70 léguas das ilhas do Cabo Verde, cabendo a Portugal a que se descobrisse ao orien- te. Com esta divisão, a Espanha ganhava quase toda a América, os estados do: Amazonas, Pará, Mato Grosso, quase todo Goiás, 2/3 de S. Paulo, parte de Minas Gerais, todo Paraná, Sta. Catarina e Rio Grande do Sul. Para Portugal cabia um pedaço de terra à foz do Rio-Madeira, na Amazônia. No ano de 1.500 – o espanhol Vicente Yanez Pinzon atingiu o Brasil, na altura de Pernambuco, visitando Povo Dias o estuário do Amazonas. Pelo Tratado de Tordesilhas, os Portugueses não deviam passar além do estuário do Amazonas. Em 1532 - Francisco Pizarro, chegou ao Peru, encontrando o povo Inca.

Os espanhóis estabeleceram-se em seguida, organizando a admi- nistração pública nos moldes da Espanha. Pizarro se tornou auto- ridade suprema do território. A Espanha tinha-se espalhado pelas terras da América Central e Andina. E a Amazônia compreendia-se uma região sob seu governo. Até 1538 devido à falta de recursos financeiros, muitas pessoas doentes e que também faleceram, a ex- ploração fora abandonada e fechada.

Na América Portuguesa ocorreu o amansamento do indígena que foi realizado de três formas:

a) Descimentos: convencimento do índio para dirigir-se a mis- são, dando-lhe o direito de liberdade (apenas formal);

b) Resgates: eram feitos por meio de expedições de colonos, que entravam em contato com certos grupos indígenas, praticando o escambo de mercadorias por prisioneiros de guerras intertribais ou mesmo captura de tribos. Esses índios eram chamados de índios de corda e podiam ser escravizados;

c) Guerra justa: realizadas com expedições de colonos e mili- tares para extermínio do grupo indígena, caso não descesse para a missão;

O contato do europeu com o indígena amazônico provocou aculturação e ou extermínio dos povos, gerando fuga, luta ou assi- milação da cultura europeia pelos indígenas (conversão ao catolicis- mo, troca de vestuário, adaptação a nova culinária e deformações de comportamento).

O Povoamento e a Mão de Obra utilizada na Economia Os elementos humanos que contribuíram para o povoamento foram os mesmos que encontramos no restante do Brasil:

• O índio – uma população numerosa, porém não era conside- rado fonte suficientemente para o duro trabalho, por isso era ca- çado violentamente pelo sertanista, reunido em aldeamento pelos Missionários e descido pelas autoridades civis e militares. O aldea- mento foi o núcleo humano com maior número de membros e era utilizado para todo tipo de tarefas.

(10)

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

1 DISPOSITIVOS DE ENTRADA E SAÍDA E DE

ARMAZENAMENTO DE DADOS. IMPRESSORAS, TECLADO, MOUSE, DISCO RÍGIDO, PENDRIVES,

SCANNER PLOTTER, DISCOS ÓPTICOS Hardware

O hardware são as partes físicas de um computador. Isso inclui a Unidade Central de Processamento (CPU), unidades de armazena- mento, placas mãe, placas de vídeo, memória, etc.1. Outras partes extras chamados componentes ou dispositivos periféricos incluem o mouse, impressoras, modems, scanners, câmeras, etc.

Para que todos esses componentes sejam usados apropriada- mente dentro de um computador, é necessário que a funcionalida- de de cada um dos componentes seja traduzida para algo prático.

Surge então a função do sistema operacional, que faz o intermédio desses componentes até sua função final, como, por exemplo, pro- cessar os cálculos na CPU que resultam em uma imagem no moni- tor, processar os sons de um arquivo MP3 e mandar para a placa de som do seu computador, etc. Dentro do sistema operacional você ainda terá os programas, que dão funcionalidades diferentes ao computador.

Gabinete

O gabinete abriga os componentes internos de um computa- dor, incluindo a placa mãe, processador, fonte, discos de armaze- namento, leitores de discos, etc. Um gabinete pode ter diversos tamanhos e designs.

Gabinete.2

Processador ou CPU (Unidade de Processamento Central) É o cérebro de um computador. É a base sobre a qual é cons- truída a estrutura de um computador. Uma CPU funciona, basica- mente, como uma calculadora. Os programas enviam cálculos para o CPU, que tem um sistema próprio de “fila” para fazer os cálculos mais importantes primeiro, e separar também os cálculos entre os núcleos de um computador. O resultado desses cálculos é traduzido em uma ação concreta, como por exemplo, aplicar uma edição em uma imagem, escrever um texto e as letras aparecerem no monitor do PC, etc. A velocidade de um processador está relacionada à velo- cidade com que a CPU é capaz de fazer os cálculos.

1 https://www.palpitedigital.com/principais-componentes-internos- -pc-perifericos-hardware-software/#:~:text=O%20hardware%20s%- C3%A3o%20as%20partes,%2C%20scanners%2C%20c%C3%A2meras%- 2C%20etc.

2 https://www.chipart.com.br/gabinete/gabinete-gamer-gamemax- -shine-g517-mid-tower-com-1-fan-vidro-temperado-preto/2546

CPU.3 Coolers

Quando cada parte de um computador realiza uma tarefa, elas usam eletricidade. Essa eletricidade usada tem como uma conse- quência a geração de calor, que deve ser dissipado para que o com- putador continue funcionando sem problemas e sem engasgos no desempenho. Os coolers e ventoinhas são responsáveis por promo- ver uma circulação de ar dentro da case do CPU. Essa circulação de ar provoca uma troca de temperatura entre o processador e o ar que ali está passando. Essa troca de temperatura provoca o resfria- mento dos componentes do computador, mantendo seu funciona- mento intacto e prolongando a vida útil das peças.

Cooler.4

3 https://www.showmetech.com.br/porque-o-processador-e-uma-pe- ca-importante

4 https://www.terabyteshop.com.br/produto/10546/cooler-deepcool- -gammaxx-c40-dp-mch4-gmx-c40p-intelam4-ryzen

(11)

DIREITO CONSTITUCIONAL

1 CONSTITUIÇÃO: NATUREZA, CONCEITO, OBJETOS, ELE-

MENTOS, FONTES E CLASSIFICAÇÕES. PODER CONSTI- TUINTE. REFORMA E REVISÃO CONSTITUCIONAIS Conceito de Constituição

A Constituição é a norma suprema que rege a organização de um Estado Nacional.

Por não haver na doutrina um consenso sobre o conceito de Constituição, faz-se importante o estudo das diversas concep- ções que o englobam. Então vejamos:

Constituição Sociológica

Idealizada por Ferdinand Lassalle, em 1862, é aquela que deve traduzir a soma dos fatores reais de poder que rege de- terminada nação, sob pena de se tornar mera folha de papel escrita, que não corresponde à Constituição real.

Constituição Política

Desenvolvida por Carl Schmitt, em 1928, é aquela que de- corre de uma decisão política fundamental e se traduz na es- trutura do Estado e dos Poderes e na presença de um rol de direitos fundamentais. As normas que não traduzirem a decisão política fundamental não serão Constituição propriamente dita, mas meras leis constitucionais.

Constituição Jurídica

Fundada nas lições de Hans Kelsen, em 1934, é aquela que se constitui em norma hipotética fundamental pura, que traz fundamento transcendental para sua própria existência (sentido lógico-jurídico), e que, por se constituir no conjunto de normas com mais alto grau de validade, deve servir de pressuposto para a criação das demais normas que compõem o ordenamento jurí- dico (sentido jurídico-positivo).

Na concepção jurídico-positiva de Hans Kelsen, a Constitui- ção ocupa o ápice da pirâmide normativa, servindo como pa- radigma máximo de validade para todas as demais normas do ordenamento jurídico.

Ou seja, as leis e os atos infralegais são hierarquicamente inferiores à Constituição e, por isso, somente serão válidos se não contrariarem as suas normas.

Abaixo, segue a imagem ilustrativa da Pirâmide Normativa:

Pirâmide Normativa

Como Normas Infraconstitucionais entendem-se as Leis Complementares e Ordinárias;

Como Normas Infralegais entendem-se os Decretos, Porta- rias, Instruções Normativas, Resoluções, etc.

Constitucionalismo

Canotilho define o constitucionalismo como uma teoria (ou ideologia) que ergue o princípio do governo limitado indispensá- vel à garantia dos direitos em dimensão estruturante da organi- zação político-social de uma comunidade.

Neste sentido, o constitucionalismo moderno representará uma técnica específica de limitação do poder com fins garantís- ticos.

O conceito de constitucionalismo transporta, assim, um cla- ro juízo de valor. É, no fundo, uma teoria normativa da política, tal como a teoria da democracia ou a teoria do liberalismo.

Partindo, então, da ideia de que o Estado deva possuir uma Constituição, avança-se no sentido de que os textos constitucio- nais contêm regras de limitação ao poder autoritário e de preva- lência dos direitos fundamentais, afastando-se a visão autoritá- ria do antigo regime.

Poder Constituinte Originário, Derivado e Decorrente - Re- forma (Emendas e Revisão) e Mutação da Constituição

Canotilho afirma que o poder constituinte tem suas raízes em uma força geral da Nação. Assim, tal força geral da Nação atribui ao povo o poder de dirigir a organização do Estado, o que se convencionou chamar de poder constituinte.

Munido do poder constituinte, o povo atribui parcela deste a órgãos estatais especializados, que passam a ser denominados de Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).

Portanto, o poder constituinte é de titularidade do povo, mas é o Estado, por meio de seus órgãos especializados, que o exerce.

Poder Constituinte Originário

É aquele que cria a Constituição de um novo Estado, organi- zando e estabelecendo os poderes destinados a reger os interes- ses de uma sociedade. Não deriva de nenhum outro poder, não sofre qualquer limitação na órbita jurídica e não se subordina a nenhuma condição, por tudo isso é considerado um poder de fato ou poder político.

Poder Constituinte Derivado

Também é chamado de Poder instituído, de segundo grau ou constituído, porque deriva do Poder Constituinte originário, encontrando na própria Constituição as limitações para o seu exercício, por isso, possui natureza jurídica de um poder jurídico.

Poder Constituinte Derivado Decorrente

É a capacidade dos Estados, Distrito Federal e unidades da Federação elaborarem as suas próprias Constituições (Lei Or- gânica), no intuito de se auto-organizarem. O exercente deste Poder são as Assembleias Legislativas dos Estados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Poder Constituinte Derivado Reformador

Pode editar emendas à Constituição. O exercente deste Po- der é o Congresso Nacional.

(12)

DIREITO ADMINISTRATIVO

1 PRINCÍPIOS DE DIREITO ADMINISTRATIVO

PRINCÍPIOS

Os princípios jurídicos orientam a interpretação e a aplica- ção de outras normas. São as diretrizes do ordenamento jurídi- co, guias de interpretação, às quais a administração pública fica subordinada. Possuem um alto grau de generalidade e abstra- ção, bem como um profundo conteúdo axiológico e valorativo.

Os princípios da Administração Pública são regras que sur- gem como parâmetros e diretrizes norteadoras para a interpre- tação das demais normas jurídicas.

Com função principal de garantir oferecer coerência e har- monia para o ordenamento jurídico e determinam a conduta dos agentes públicos no exercício de suas atribuições.

Encontram-se de maneira explícita/expressas no texto cons- titucional ou implícitas na ordem jurídica. Os primeiros são, por unanimidade, os chamados princípios expressos (ou explícitos), estão previstos no art. 37, caput, da Constituição Federal.

Princípios Expressos

São os princípios expressos da Administração Pública os que estão inseridos no artigo 37 “caput” da Constituição Federal: le- galidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

- Legalidade: O princípio da legalidade representa uma ga- rantia para os administrados, pois qualquer ato da Administra- ção Pública somente terá validade se respaldado em lei. Repre- senta um limite para a atuação do Estado, visando à proteção do administrado em relação ao abuso de poder.

O princípio apresenta um perfil diverso no campo do Direito Público e no campo do Direito Privado. No Direito Privado, ten- do em vista o interesse privado, as partes poderão fazer tudo o que a lei não proíbe; no Direito Público, diferentemente, existe uma relação de subordinação perante a lei, ou seja, só se pode fazer o que a lei expressamente autorizar.

- Impessoalidade: a Administração Pública não poderá atuar discriminando pessoas de forma gratuita, a Administração Públi- ca deve permanecer numa posição de neutralidade em relação às pessoas privadas. A atividade administrativa deve ser desti- nada a todos os administrados, sem discriminação nem favori- tismo, constituindo assim um desdobramento do princípio geral da igualdade, art. 5.º, caput, CF.

- Moralidade: A atividade da Administração Pública deve obedecer não só à lei, mas também à moral. Como a moral re- side no campo do subjetivismo, a Administração Pública possui mecanismos que determinam a moral administrativa, ou seja, prescreve condutas que são moralmente aceitas na esfera do Poder Público.

- Publicidade: É o dever atribuído à Administração, de dar total transparência a todos os atos que praticar, ou seja, como regra geral, nenhum ato administrativo pode ser sigiloso.

A regra do princípio que veda o sigilo comporta algumas exceções, como quando os atos e atividades estiverem relacio- nados com a segurança nacional ou quando o conteúdo da in- formação for resguardado por sigilo (art. 37, § 3.º, II, da CF/88).

- Eficiência: A Emenda Constitucional nº 19 trouxe para o texto constitucional o princípio da eficiência, que obrigou a Ad- ministração Pública a aperfeiçoar os serviços e as atividades que presta, buscando otimização de resultados e visando atender o interesse público com maior eficiência.

Princípios Implícitos

Os demais são os denominados princípios reconhecidos (ou implícitos), estes variam de acordo com cada jurista/doutrina- dor.

Destaca-se os seguintes princípios elaborados pela doutrina administrativa, dentre outros:

- Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Parti- cular: Sempre que houver necessidade de satisfazer um interes- se público, em detrimento de um interesse particular, prevalece o interesse público. São as prerrogativas conferidas à Adminis- tração Pública, porque esta atua por conta dos interesses pú- blicos.

No entanto, sempre que esses direitos forem utilizados para finalidade diversa do interesse público, o administrador será responsabilizado e surgirá o abuso de poder.

- Indisponibilidade do Interesse Público: Os bens e interes- ses públicos são indisponíveis, ou seja, não pertencem à Admi- nistração ou a seus agentes, cabendo aos mesmos somente sua gestão em prol da coletividade. Veda ao administrador quais- quer atos que impliquem renúncia de direitos da Administração ou que, injustificadamente, onerem a sociedade.

- Autotutela: é o princípio que autoriza que a Administração Pública revise os seus atos e conserte os seus erros.

- Segurança Jurídica: O ordenamento jurídico vigente garan- te que a Administração deve interpretar a norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpreta-

ção.- Razoabilidade e da Proporcionalidade: São tidos como

princípios gerais de Direito, aplicáveis a praticamente todos os ramos da ciência jurídica. No âmbito do Direito Administrativo encontram aplicação especialmente no que concerne à prática de atos administrativos que impliquem restrição ou condicio- namento a direitos dos administrados ou imposição de sanções administrativas.

- Probidade Administrativa: A conduta do administrador pú- blico deve ser honesta, pautada na boa conduta e na boa-fé.

- Continuidade do Serviço Público: Via de regra os serviços públicos por serem prestados no interesse da coletividade de- vem ser adequados e seu funcionamento não deve sofrer inter- rupções.

Ressaltamos que não há hierarquia entre os princípios (ex- pressos ou não), visto que tais diretrizes devem ser aplicadas de forma harmoniosa. Assim, a aplicação de um princípio não exclui a aplicação de outro e nem um princípio se sobrepõe ao outros.

Nos termos do que estabelece o artigo 37 da Constituição Federal, os princípios da Administração abrangem a Administra- ção Pública direta e indireta de quaisquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, vinculando to- dos os órgãos, entidades e agentes públicos de todas as esferas estatais ao cumprimento das premissas principiológicas.

(13)

DIREITO PENAL MILITAR

1 APLICAÇÃO E ESPECIFICIDADES DA LEI PENAL MILITAR

CÓDIGO PENAL MILITAR PARTE GERAL LIVRO ÚNICO

TÍTULO I

DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL MILITAR Princípio de legalidade

Art. 1º Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

Lei supressiva de incriminação

Art. 2° Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior dei- xa de considerar crime, cessando, em virtude dela, a própria vigên- cia de sentença condenatória irrecorrível, salvo quanto aos efeitos de natureza civil.

Retroatividade de lei mais benigna

§ 1º A lei posterior que, de qualquer outro modo, favorece o agente, aplica-se retroativamente, ainda quando já tenha sobrevin- do sentença condenatória irrecorrível.

Apuração da maior benignidade

§ 2° Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato.

Medidas de segurança

Art. 3º As medidas de segurança regem-se pela lei vigente ao tempo da sentença, prevalecendo, entretanto, se diversa, a lei vi- gente ao tempo da execução.

Lei excepcional ou temporária

Art. 4º A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a deter- minaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.

Tempo do crime

Art. 5º Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o do resultado.

Lugar do crime

Art. 6º Considera-se praticado o fato, no lugar em que se de- senvolveu a atividade criminosa, no todo ou em parte, e ainda que sob forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Nos crimes omissivos, o fato considera-se praticado no lugar em que deveria realizar-se a ação omitida.

Territorialidade, Extraterritorialidade

Art. 7º Aplica-se a lei penal militar, sem prejuízo de conven- ções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido, no todo ou em parte no território nacional, ou fora dêle, ainda que, neste caso, o agente esteja sendo processado ou tenha sido julgado pela justiça estrangeira.

Território nacional por extensão

§ 1° Para os efeitos da lei penal militar consideram-se como extensão do território nacional as aeronaves e os navios brasileiros, onde quer que se encontrem, sob comando militar ou militarmente utilizados ou ocupados por ordem legal de autoridade competente, ainda que de propriedade privada.

Ampliação a aeronaves ou navios estrangeiros

§ 2º É também aplicável a lei penal militar ao crime praticado a bordo de aeronaves ou navios estrangeiros, desde que em lugar sujeito à administração militar, e o crime atente contra as institui- ções militares.

Conceito de navio

§ 3º Para efeito da aplicação dêste Código, considera-se navio tôda embarcação sob comando militar.

Pena cumprida no estrangeiro

Art. 8° A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computa- da, quando idênticas.

Crimes militares em tempo de paz

Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz:

I - os crimes de que trata êste Código, quando definidos de modo diverso na lei penal comum, ou nela não previstos, qualquer que seja o agente, salvo disposição especial;

II – os crimes previstos neste Código e os previstos na legisla- ção penal, quando praticados: (Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017)

a) por militar em situação de atividade ou assemelhado, contra militar na mesma situação ou assemelhado;

b) por militar em situação de atividade ou assemelhado, em lugar sujeito à administração militar, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;

c) por militar em serviço ou atuando em razão da função, em comissão de natureza militar, ou em formatura, ainda que fora do lugar sujeito à administração militar contra militar da reserva, ou reformado, ou civil; (Redação dada pela Lei nº 9.299, de 8.8.1996)

d) por militar durante o período de manobras ou exercício, contra militar da reserva, ou reformado, ou assemelhado, ou civil;

e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, con- tra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem adminis- trativa militar;

f) revogada. (Redação dada pela Lei nº 9.299, de 8.8.1996) III - os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos:

a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar;

b) em lugar sujeito à administração militar contra militar em situação de atividade ou assemelhado, ou contra funcionário de Mi- nistério militar ou da Justiça Militar, no exercício de função inerente ao seu cargo;

c) contra militar em formatura, ou durante o período de pron- tidão, vigilância, observação, exploração, exercício, acampamento, acantonamento ou manobras;

d) ainda que fora do lugar sujeito à administração militar, contra militar em função de natureza militar, ou no desempenho de serviço de vigilância, garantia e preservação da ordem pública, administrativa ou judiciária, quando legalmente requisitado para aquêle fim, ou em obediência a determinação legal superior.

§ 1° Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por militares contra civil, serão da competência do Tribunal do Júri. (Redação dada pela Lei nº 13.491, de 2017)

§ 2° Os crimes de que trata este artigo, quando dolosos contra a vida e cometidos por militares das Forças Armadas contra civil, serão da competência da Justiça Militar da União, se praticados no contexto: (Incluído pela Lei nº 13.491, de 2017)

(14)

DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR

1 PROCESSO PENAL MILITAR E SUA APLICAÇÃO

DECRETO-LEI Nº 1.002, DE 21 DE OUTUBRO DE 1969 Os Ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáu- tica Militar , usando das atribuições que lhes confere o art. 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do art. 2º do Ato Institucional n° 5, de 13 de dezembro de 1968, decretam:

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR LIVRO I

TÍTULO I CAPÍTULO ÚNICO

DA LEI DE PROCESSO PENAL MILITAR E DA SUA APLICAÇÃO Fontes de Direito Judiciário Militar

Art. 1º O processo penal militar reger-se-á pelas normas con- tidas neste Código, assim em tempo de paz como em tempo de guerra, salvo legislação especial que lhe fôr estritamente aplicável.

Divergência de normas

§ 1º Nos casos concretos, se houver divergência entre essas normas e as de convenção ou tratado de que o Brasil seja signatá- rio, prevalecerão as últimas.

Aplicação subsidiária

§ 2º Aplicam-se, subsidiariamente, as normas deste Código aos processos regulados em leis especiais.

Interpretação literal

Art. 2º A lei de processo penal militar deve ser interpretada no sentido literal de suas expressões. Os termos técnicos hão de ser entendidos em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra significação.

Interpretação extensiva ou restritiva

§ 1º Admitir-se-á a interpretação extensiva ou a interpretação restritiva, quando for manifesto, no primeiro caso, que a expressão da lei é mais estrita e, no segundo, que é mais ampla, do que sua intenção.

Casos de inadmissibilidade de interpretação não literal

§ 2º Não é, porém, admissível qualquer dessas interpretações, quando:

a) cercear a defesa pessoal do acusado;

b) prejudicar ou alterar o curso normal do processo, ou lhe des- virtuar a natureza;

c) desfigurar de plano os fundamentos da acusação que deram origem ao processo.

Suprimento dos casos omissos

Art. 3º Os casos omissos neste Código serão supridos:

a) pela legislação de processo penal comum, quando aplicável ao caso concreto e sem prejuízo da índole do processo penal mili- tar; b) pela jurisprudência;

c) pelos usos e costumes militares;

d) pelos princípios gerais de Direito;

e) pela analogia.

Aplicação no espaço e no tempo

Art. 4º Sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direi- to internacional, aplicam-se as normas deste Código:

Tempo de paz I - em tempo de paz:

a) em todo o território nacional;

b) fora do território nacional ou em lugar de extraterritorialida- de brasileira, quando se tratar de crime que atente contra as insti- tuições militares ou a segurança nacional, ainda que seja o agente processado ou tenha sido julgado pela justiça estrangeira;

c) fora do território nacional, em zona ou lugar sob administra- ção ou vigilância da fôrça militar brasileira, ou em ligação com esta, de fôrça militar estrangeira no cumprimento de missão de caráter internacional ou extraterritorial;

d) a bordo de navios, ou quaisquer outras embarcações, e de aeronaves, onde quer que se encontrem, ainda que de propriedade privada, desde que estejam sob comando militar ou militarmente utilizados ou ocupados por ordem de autoridade militar competen- te; e) a bordo de aeronaves e navios estrangeiros desde que em lugar sujeito à administração militar, e a infração atente contra as instituições militares ou a segurança nacional;

Tempo de guerra II - em tempo de guerra:

a) aos mesmos casos previstos para o tempo de paz;

b) em zona, espaço ou lugar onde se realizem operações de fôrça militar brasileira, ou estrangeira que lhe seja aliada, ou cuja defesa, proteção ou vigilância interesse à segurança nacional, ou ao bom êxito daquelas operações;

c) em território estrangeiro militarmente ocupado.

Aplicação intertemporal

Art. 5º As normas deste Código aplicar-se-ão a partir da sua vigência, inclusive nos processos pendentes, ressalvados os casos previstos no art. 711, e sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.

Aplicação à Justiça Militar Estadual

Art. 6º Obedecerão às normas processuais previstas neste Có- digo, no que forem aplicáveis, salvo quanto à organização de Justi- ça, aos recursos e à execução de sentença, os processos da Justiça Militar Estadual, nos crimes previstos na Lei Penal Militar a que responderem os oficiais e praças das Polícias e dos Corpos de Bom- beiros, Militares.

Os processos da Justiça Militar Estadual, nos crimes previstos na Lei Penal Militar a que responderem os oficiais e praças das Po- lícias e dos Corpos de Bombeiros, Militares obedecem às normas processuais previstas no Código de Processo Penal Militar.

POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR TÍTULO II

CAPÍTULO ÚNICO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR Exercício da polícia judiciária militar

Art. 7º A polícia judiciária militar é exercida nos têrmos do art. 8º, pelas seguintes autoridades, conforme as respectivas jurisdições:

(15)

DIREITO PENAL

1 CONCEITO DO DIREITO PENAL. DISPOSIÇÕES PENAIS

DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL. O DIREITO PENAL COMO LIMITADOR DO PODER ESTATAL

E MECANISMO DE PREVENÇÃO DE ABUSOS. TEORIA DA NORMA PENAL

O Direito Penal é o segmento do Direito Público que regula o poder punitivo do Estado. Ele detém a competência de selecionar as condutas humanas que são consideradas indesejadas, possuido- ras de certa gravidade e reprovação social, e capazes de colocar em risco a convivência em sociedade.

Cabe ao Direito Penal, também, estabelecer as penas que se- rão cominadas aos agentes infratores, respeitando sempre os prin- cípios constitucionais.

De acordo com a doutrina, o direito penal ou direito criminal é a parte do ordenamento jurídico que define as infrações penais (crimes e contravenções) e comina as respectivas sanções (penas e medidas de segurança).

A definição é correta, mas incompleta, visto que, além de definir crimes e cominar penas, o direito criminal estabelece os princípios e re- gras que regulam a atividade penal do Estado, fixando os fundamentos e os limites ao exercício do poder punitivo, a exemplo dos princípios de legalidade, irretroatividade, humanidade das penas etc.

As normas penais, notadamente as constitucionais-penais, es- tabelecem ainda a respectiva conformação político-jurídica estatal:

liberal, democrática, autoritária, teocrática etc. E os limites do direi- to penal são os limites do próprio Estado.

O conceito dado inicialmente parece também confundir direito penal com legislação penal, isto é, confunde lei e direito, embora sejam coisas distintas, como ainda veremos.

Num sentido lato, o direito penal é, portanto, um sistema de princípios e regras que estabelece as condições de legitimação e deslegitimação da jurisdição penal, que é o poder de dizer o direito.

Diz-se lato porque esta definição também compreende, em última análise, o processo e a execução penal.

E num sentido estrito, é a parte do ordenamento jurídico que define as infrações penais e comina as sanções, bem como institui os fundamentos e as garantias que regulam o poder punitivo esta- tal. Cabe também conceituá-lo, como faz García-Pablos, sob o en- foque dinâmico e sociológico, como um dos instrumentos do con- trole social formal por cujo meio o Estado, mediante determinado sistema normativo (as leis penais), castiga com sanções negativas de particular gravidade (penas e outras consequências afins) as condutas desviadas mais nocivas para a convivência, assegurando a necessária disciplina social e a correta socialização dos membros do grupo.

É certo ainda que, por meio da expressão direito penal, é desig- nada a ciência do direito penal. Nesse sentido, o saber ou a ciência penal tem por objeto o conhecimento, a interpretação, a sistemati- zação e a crítica do direito positivo.

Convém notar, por fim, que o direito penal é, ele mesmo, uma forma de violência (penas etc.) que se pressupõe justa e necessária relativamente às violências que regula e combate (os crimes), de modo que o direito penal é violência – nem sempre legítima – a serviço do controle da violência – nem sempre ilegítima.

O direito penal é, pois, uma espada de duplo fio, porque é le- são de bens jurídicos para proteção de bens jurídicos (Franz von Liszt). Afinal, pretende combater crimes (homicídio etc.) por meio de graves constrangimentos à pessoa humana, os quais podem va- riar de uma simples multa à pena de morte, que é uma espécie de assassinato legal.

A violência não é, portanto, estranha ou extrínseca ao direito, mas inerente à ideia e à realidade mesma do direito. O direito penal é violência a serviço do controle da violência.

E tão importante quanto o controle da violência é a violência do controle penal (Vera Andrade).

O Direito Penal é utilizado numa dupla acepção: como conjun- to de “normas” que constituem o ordenamento punitivo e como disciplina científica que tem por objeto o estudo sistemático do re- ferido ordenamento. Talvez não houvessem equívocos se a locução

“Direito penal” fosse utilizada para o primeiro caso e a de “Ciência do Direito penal” para o segundo. Maior clareza ainda se alcança- ria (como ensina Zaffaroni) se porventura o Direito penal não fosse confundido com o (bruto) “poder punitivo estatal”, que nada mais significa que enfocar o Direito penal como mero instrumento de controle social (como poder punitivo), sem a observância dos limi- tes ao ius puniendi comtemplados no próprio ordenamento jurídi- co. Direito penal, portanto, é um conjunto de normas, mais preci- samente de normas constitucionais, internacionais e infraconstitu- cionais. É, de outro lado, a área do Direito público que reúne todas as normas que cuidam do ius puniendi estatal. Sempre que a norma venha a disciplinar algum aspecto do ius puniendi, será de Direito penal. Ela pode ser primária ou secundária.

Norma primária é a que cuida do âmbito do proibido (quais condutas são proibidas, quais são determinadas); norma secundá- ria é a que norteia o castigo (a sanção). A norma primária, por seu turno, possui dois aspectos muito relevantes:

(a) o valorativo e o (b) imperativo.

Toda norma penal primária existe para a tutela de um bem ju- rídico (de um valor) e, ao mesmo tempo, exige um determinado comportamento de todos (comportamento de respeito ao bem protegido).

Ciência do Direito penal é a disciplina que tem por objeto o es- tudo do ordenamento penal positivo (leia-se: das normas penais).

A Ciência do Direito penal tem como função clássica conhecer, in- terpretar, sistematizar e criticar o Direito positivo, contemplando as normas já não do ponto de vista de sua estrutura formal externa, senão especialmente do seu conteúdo e fins que pretendem alcan- çar.Poder punitivo estatal (bruto), por fim, é uma espécie de Direi- to penal paralelo. O verdadeiro Direito penal está regido por prin- cípios e regras limitadores do direito de punir do Estado, que vêm sendo desenvolvidos desde o Iluminismo.

Ele tem como missão a tutela exclusiva de bens jurídicos (prin- cípio da exclusiva proteção de bens jurídicos), que deve acontecer de forma fragmentária e subsidiária (princípio da intervenção mí- nima).

Exige a exteriorização de um fato (Direito penal do fato), que esteja previsto em lei (princípio da legalidade) e que seja concre- tamente ofensivo ao bem jurídico protegido (princípio da ofensi- vidade).

Por esse fato o agente responde pessoalmente (princípio da responsabilidade pessoal), quando atua com dolo ou culpa (princí- pio da responsabilidade subjetiva) e, mesmo assim, quando podia agir de modo diverso, conforme o Direito (princípio da culpabilida- de). De outro lado, esse agente nunca pode sofrer tratamento dis- criminatório (princípio da igualdade).

O castigo cabível não pode ofender a dignidade humana, ou seja, não pode ser degradante (princípio da proibição de pena indig- na), não pode ser cruel, denumano ou torturante (princípio da hu- manização) e deve ser proporcional (princípio da proporcionalida-

Referências

Documentos relacionados

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

5 “A Teoria Pura do Direito é uma teoria do Direito positivo – do Direito positivo em geral, não de uma ordem jurídica especial” (KELSEN, Teoria pura do direito, p..

Com o presente projeto de investimento denominado "Nexxpro Speed (Qualificação) - Reforço do Posicionamento Competitivo Internacional", a empresa pretende

Para tanto, é necessário que a Atenção Básica tenha alta resolutividade, com capacidade clínica e de cuidado e incorporação de tecnologias leves, leve duras e duras (diagnósticas

Mais tarde, os pesquisadores passam a se referir ao conceito como engajamento do empregado (employee engagement) – mais popular nas empre- sas e consultorias - ou

Neste estudo foram estipulados os seguintes objec- tivos: (a) identifi car as dimensões do desenvolvimento vocacional (convicção vocacional, cooperação vocacio- nal,

exercício profissional. Relativamente a Pediatria, apesar da maioria das patologias que observei terem sido do foro reumatológico, penso que o meu contacto com esta

Esta clusterização mostrou ser estatisticamente significativa com relação à eficiência e à produtividade dos grupos; (ii) uso dos produtos mercado, clientes e rede, corrigindo