O r ie n t a ,ã o B ib lio g r á f ic a :
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Luís Augusto M ilanesi
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A d i s c i p l i n a O r i e n t a ç ã o B i b l i o g r á fi c a d a E C A / U S P s i t u a a p r á t i c a d a b u s c a d e i n fo r m a ç õ e s e m b i b l i o t e c a d e n t r o d e u m a a t i v i d a d e a b r a n g e n t e q u e v a i d e s d e a e s c o l h a d o a s s u n t o , c o l e t a e o r g a n i z a ç ã o d o s d a d o s a t é a a p r e s e n t a ç ã o d a s
I c o n c l u s õ e s e a v a l i a ç ã o d o p r o d u t o fi n a l . A
b i b l í o g r a fi a é e l e m e n t o q u e a d q u i r e e x a t a d i m e n s ã o p a r a oe s t u d a n t e n a m e d i d a e m q u e fo r s i g n i fi c a t i v a d e n t r o d a s e t a p a s d a e l a b o r a ç ã o d e u m a
p e s q u i s a . E s t a s ó t e m s e n t i d o p a r a oa l u n o q u a n d o e l e c o m p r e e n d e a fu n ç ã o d a U n i v e r s i d a d e .
O
Departam entom ia e Docum entaçãode Bibliotecono-da Univer-sidade de São Paulo está inte-grado na Escola de Com unicações e Artes. Esta, além de bibliotecários, form a jornalistas, cineastas, publicitá-rios, m úsicos e outros profissionais identificados com o "com unicadores". . Na form ação desses elem entosjulgou-se conveniente incluir, ao lado de um leque vasto de disciplinas, um a deno-m inada B i b l i o t e c o n o m i a , B i b l i o g r a fi a e D o c u m e n t a ç ã o , m inistrada aos
alu-nos do ciclo básico. Tal denom inação abria um cam po tão am plo quanto vago. Seria possível dar aulas de cata-logação para cineastas, de indexação para artistas plásticos e de uso da biblioteca para bibliotecários. Poste-riorm ente, foi elim inado o term o Do-cum entação' do título da disciplina (sem que aí houvesse qualquer im pli-cação ideológica), m as sem , ainda, resolver o problem a, pois B i b l i o t e c o -n o m i a e B i b l i o g r a fi a não querem dizer m uito em term os, de direcionam ento de conteúdo.
"Bacharel em Biblioteconom ia, M estre em Ciên-cias da Com unicação e Professor da Escola de Com unicações e A rtes da U niversidade de São Paulo.
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Luís A ugusro M ilanesi
Com esse título incrustrado no ções, de qualquer m aneira, não seriam rol das disciplinas da Escola de Com u- confirm adoras de um a situação ante-nicações e Artes, coube aos professo- rior, sob pena de se reforçar o estereó-res desincum birern-se da trabalhosa tipo bibliotecário. Ou a profissão era tarefa de oferecer aos alunos um a ruim m esm o ou estaria havendo al-disciplina que pudesse ter algum a uti- gum m al entendido. Os professores lidade geral. As dificuldades com eçam bibliotecários, acreditando na segun-pela própria existência de Biblioteco- da possibilidade, escolheram um a di-no m ia na ECA: supõe-se, de m odo reção identifica da com o utilitária. A genérico, que ela nada tem a ver com
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B i b l i o t e c o n o m i a e B i b l i o g r a fi a não se-Com unicação e m uito m enos com ria um a introdução às técnicas de Arte. Essa é a im pressão dos alunos no classificar e catalogar, m as um subsí-ato da m atrícula quando eles devem se dio ao trabalho intelectual de univer-in.sc~ever num .a discipli.na c~am ada sitários. M ais precisam ente, ela dariaB t b l l O ~ e c o . n o m t a e B t b l t o g r ~ ft a , logo instrum entos de pesquisa e de elabo-no pnm eiro sem estre. E nao e sem ração de trabalhos aos ingressantes na espanto e desencanto que o fazem . universidade. Assim , sem estre após
Sabe-se que a profissão de biblioteca- se~est~e, procurou-se ajusta.r a ~isci-rio tem um a im agem um tanto avaria- plina a Escola de Com unicações e da, colocando-se em oposição a pro- Artes e, portanto, aos alunos de jor-fissões, com o jornalism o por exern- nalism o, Relações Públicas, Publicida-plo, que todos julgam m ais bem rernu- de, Turism o, M úsica, Editoração, Ci-neradas, m ais em ocionantes e com um nem a, Artes Plásticas, Teatro e, inclu-papel social m ais im portante. O este- sive, Biblioteconom ia e Docum en-reótipo do bibliotecário é fem inino tação.
com o o do ge?log? é m asculino. ~~da O contato inicial com os alunos. d~ m al haveria russo se ao fem l~m o em 1972, m ostrou que o trabalh~ nao ,!osse a.cres~,en_tado. o .ter,r;t0 _pa: deveria ser organizado a partir da cata. ' ou plOr? n~o-cr~atlva. Nao e biblioteca, m as tal ponto de partida pre.clso m uita u~agm açao para ;e con- não pôde ser seguido pelo sim ples fato cluir que os discentes, os ~O Yo q~e de ser a biblioteca um a quim era (ou op.tar~m por outras c~rrelras, .na? um fantasm a) na vida escolar brasilei-evitariam um certo desdem pela disci- O
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B íbl!
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' b l ' [ i ra. u e a nao exis Ia ou era ump m a t I O t e c o n o m ! a . e t i o g r a t a , desastre. Portanto, não foram criadas algo fora de propósito para quem ivid d . d bibli .
. _ ~ atrvi a es a partir a. I ioreca um
-procurava as em oçoes do jornalism o, versitária m as da idéia fundam ental a exuber,â~cia do Teatr?, a c~ia.tivida- de que ;la é útil. Ou seja, sem ela de d? Rádio e TV. Enfim , B~bl:oteco- dificilm ente haverá ensino. Aí surge a norm a m ostrava-se u~a profIssa~ ~em necessidade de vincular a biblioteca a nenhum ~ p ~ r ~ e e, ainda, despo!It1.z~- um conjunto de elem entos pois ela da. A disciplina, portanto, S? m a não existe isolada. Em prim eiro lugar, ocupar, um espaço que po?ena ser I à pesquisa. E depois, a pesquisa à aproveitado para es~udos m al.s enqua- universidade. É necessário que o alu-drados nas expectativas dos discentes. no tenha oportunidade de estudar a
Em vista do panoram a, novos carni-, função da universidade para poder nhos deveriam ser tentados. As op- entender a biblioteca no conjunto. De
R.Bras.Bibliotecon.D oc.ll(1/2):4 7 -64, jan.ljun.1978
O rientação Bibliográfica: um a experiência
tuindo, as doses hom eopáticas de um ensino de doze anos que transform a-ram a biblioteca em um a inutilidade. Dessa form a, não basta dizer que a biblioteca é fundam ental. E preciso dem onstrar isso, dem onstração que contraria as experiências anteriores sendo, portanto, um a tarefa difícil.
As reform as do ensino brasileiro levam por decretos a um objetivo vago, controvertido e até m isterioso: a pesquisa. De repente, foi introduzida um a nova palavra na vida escolar que apesar de am pliar o vocabulário não introduziu um a nova prática. Ou pelo m enos um a prática m ais adequada ao sentido do term o pesquisa. No dia-a-dia do escolar brasileiro pesquisar é copiar enciclopédia ou, quando o alu-no é brilhante, transcrever páginas de livros. De form a geral os textos enci-clopédicos, aqueles que geralm ente adornam com os seus dourados as estantes das classes m édia e alta, são suficientes para as pesquisas que os professores pedem . Tanto assim é que existem algum as enciclopédias com poucos verbetes, exatam ente aqueles m ais solicitados pelo program a oficial de ensino.
Um a prática errônea de pesquisa (saberiam os m estres pesquisar?), um a Den:ro da regra ge::al aparecem organização escolar transferidora de as .exceçoes, ~a~ elas ~ao ~lteram a conhecim ento sem m udança de com -palsag~m . A bl~h?teca e o pe de barro portam ento, os cursinhos (onde o ter-do ensm o brasileiro. m o educação pode ser substituído por O estudante ao chegar à universi- am estram ento) e por fim , sem que seja dade vem com a carga que recebeu e, o problem a m enor, as bibliotecas es-talvez por isso, as bibliotecas universi- colares fazem do ingressante, o orgu-tárias estejam tam bém aquém do de- lhoso calouro, um despreparado para sejável. Então, é preciso com eçar da as tarefas básicas de um curso supe-base, trazendo aos alunos em um rior. Ultim am ente, o problem a vem sem estre um a série de inform ações sendo resolvido com o rebaixam ento que os leve racionalm ente a re-ver o geral do nível universitário, tornando problem a, na esperança que os dados as faculdades dignas do ensino m édio. novos possam suprir a falta, substi- O problem a do aprim oram ento do
R.Bras.Bibliorecon.D oc.ll (1/2):47-64. ian.liun.1978 '1
acordo com o seu conceito ele direcio-nará as suas pesquisas e o seu próprio
relacionam ento com a biblioteca.
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2 . O E N S IN O S E M
A B IB L IO T E C A N E C E S S Á R IA
Estudante e livro, ao que tudo indica, nunca se deram bem no Brasil. Am -pliaram -se as escolas, as instituições , de ensino superior m ultiplicaram -se,
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rvroshá, ainda, um fosso. Esse distancia-m ente corta pela raiz quaisquer possi-bilidades de desenvolvim ento de pes-quisa. E isso ocorre a partir dos estu-dos prim ários. O m anual ensebado continua cortando a procura de infor-m ações. Com o um defeito atávico a situação persiste e, provavelm ente, não serão os bibliotecários os que
~j rom perão com ela. A biblioteca não se
m ostra um elem ento im prescindível ao processo sistem ático de educação. Portanto, ela é ineficiente porque ain-da não foi estabelecido o seu lugar na ) escola. Com a sua indigência,
caracte-riza-se com o um organism o caridoso para servir aos estudantes que não tenham condições financeiras que per-m itaper-m a eles entrar no rol privilegiado dos que com pram livros. Isso, quando a biblioteca existe.
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Luís Augusto M ilanesi
ensino, no entanto, perm anece com -
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g r a fi a ou O r i e n t a ç ã o B i b l i o g r á fi c apo-plexo, tendo as universidades m ais de ter algum a utilidade num - curso
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í exigentes dificuldades para adaptar as superior. Isso se a organização dohordas de ingressantes que passam ensino universitário perm itir levanta-pelo vestibular, m as que não sabem m ento bibliográfico, busca de infor- I
colocar um a idéia no papel, às exigên- m ações, pesquisa. Um procedim ento cias m ínim as da universidade. Aí surge pré-gutenberguiano leva, com m uita um im passe claro, ou o professor freqüência, o professor a assum ir o desce ou os alunos sobem . Geralm ente papel de anim ador de auditório, um a lei da gravidade prevalece. showm an apto a m anter a m ultidão
Quando se indaga a um universi- presa ao seu discurso. O ensino per- ~i
tário, de preferência a um que está m anece na fase oral, ainda que não saindo do curso, com o ele realiza os seja peripatético, o que faz supor a seus trabalhos escritos (quando os conveniência de ser transferida as pre-há), as respostas m ais freqüentes são: cá rias verbas das bibliotecas para a m ontagem de textos a partir de con- criação de áreas adequadas à prática sultas aos livros que estejam em volta peripatética. Isso, sem dúvida, seria da m áquina de datilografia; leitura e m ais adequado que confinar os alunos resum o, com entado ou não; elabora- em salas onde devem ouvir, ou não, as ção a partir da m em ória (um a espécie aulas preparadas pelo professor. de psicografia com fortes traços literá- .
rios). Deve ser observado, ainda, que Esse processo de ensm o funda-essas técnicas de elaboração de textos ~ent~-se, em grande pa~te, na m em o- \ escritos são realizados quase sem pre nzaçao. O professor, ciente do pro-em grupo. gram a, prepara. as suas aulas, prova-. _ velm ente a partir de alguns textos; em . Estabelecld? tal. quadro e nao se classe, expõe da m elhor m aneira pos- , acelt~ndo a universidade com o_ um a sível o que preparou, usando a lousa b~rrelra form al que se antepoe ao e, quando m ais sofisticados, recursos. ~hpl.o~a.: m as encarando-a com ~ u~.a audiovisuais. Não deve ser descartada ) m sntuiçao qu~ ~es~nvolve a c:latiVI- a possibilidade do ditado do "ponto". dade com o eXlgen~la de soluçao ?os Ao aluno, cabe reter as palavras do f
problem ~s do. m eio que a m ant~m , m estre aquilo que ele conta. Os que torna-se im perioso .m arcar ur:na dife- têm m em ória fraca usam recursos t'
.ren~a entre ~ en~m o ante~lOr e_o m nem ônicos. Norm alm ente os dis- • ens~no na u~lversldade. E ISSO nao centes colhem as palavras d~ profes-sera conseguido pela m udança ~os sor, registrando-as no caderno para assuntos estudados ou por um m aior posterior estudo. Vale dizer que a aprofun~~m _ento deles, m as. sobretudo taquigrafia nesse caso é m uito im por-pela aquisiçao de um novo m ~trum en- tante já que o professor faz um ditado tal. ~e .traba~ho adequado. as novas m uito rápido.
exigencias (am da que este m strum
en-tal, dificilm ente, torne os alunos m ais Após o processo de transferência criativos). de inform ação do professor para o
aluno cabe a este provar que reteve na m em ória as lições. O aluno é, então, provado, averigüando-se no fim do
período letivo se ele sabe reproduzir
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3 . A M E M Ó R IA É O M E IO
E' exatam ente aí que um a discipli-na cham ada B i b l i o t e c o n o m i a e B i b l i o
-aquilo que o professor disse, ou m e-lhor, aquilo que o professor pretende que ele saiba. Feita a prova, as infor-m ações são liberadas e descartadas. Já cum priram a sua função.
Eventualm ente, é usado um livro básico, um texto "adotado". Isso sim -plifica um pouco a tarefa de docentes e discentes, pois, com ele, elim ina-se o ditado. O que é preciso ser aprendido está no livro. Na ausência dele circu-lam as apostilas que são transcrições resum idas das aulas ou textos selecio-nados de vários autores. Com esses textos, norm alm ente, são realizados os sem inários que, com freqüência, se caracterizam com o aulas dadas por alunos.
Orientação Bibliográfica: um a experiência
tas que no dia-a-dia m ostram -se im o prescindíveis. E essas respostas serão as realim entadoras da interrogação num processo contínuo de pesquisa. É só dentro desta visão que as bibliote-cas escolar e universitária têm sentido.
Fora dela, as bibliotecas não passam de coleções sem i-m ortas de livros, geralm ente os adotados, que os alunos m enos privilegiados retiram para fa-zer as tarefas de casa. A função biblio-. teconôm ica torna-se, então, assisten-cial num esforço das associações de pais e m estres para im pedir que a faixa de m enor poder aquisitivo fique sem os livros que o professor pediu.
Esses livros, provavelm ente, são o com plem ento ou a redundância da aula dada, um a extensão do m a g i s t e r d i x i t .
M uitos cam inhos são propostos, indicados para a superação desses problem as. Um deles envolve a tecno-logia, propondo o uso de m áquinas educativas: projetores, gravadores, re-troprojetores e outros equipam entos da parafernália eletrônica que preten-de ensinar. Ao professor que, norm al-m ente, recebe os pacotes inform ativos prontos cabe acionar botões, reprodu-zindo audiovisualescam ente o m esm o esquem a de aula expositiva: transferir para os alunos as inform ações (se assim podem ser cham adas) pertinen-tes ao program a. Depois de todas essas inovações o sistem a de "tom ar o ponto" do aluno é o que prevalece.
Sejam quais forem as alterações de recursos, o sistem a de ensino, com o um todo, leva aqueles que aprendem a reproduzirem , num exercício cansati-vo de m em orização ou m esm o de cópia, aquilo que deve ser apreendido. A opção a isso seria um trabalho m ais fundam entado na criatividade que perm itisse aos alunos, com a orienta-ção dos professores, buscar as
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O rientação Bibliográfica: um a experiênciaDCBA
4 . R E V IS Ã O D A B IB L IO G R A F IA
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aluno ao chegar à universidade vem célere na bitola enrijecida duran-te vários anos de vida escolar e, então, a Orientação Bibliográfica será, ou um a barreira sem sentido para ele,t!!!I
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igual a tantas outras espalhadas no. decorrer dos sem estres, m as que deve-rá superar estoicam ente ou à m aneira de Pedro M alazartes, ou será um a possibilidade de re-visão de todo um procedim ento de pesquisa realizada anteriorm ente.
O levantam ento bibliográfico su-põe a necessidade de se ter acesso a inform ações circunscritas num a área de conhecim ento com o acontece na ,}j
m aioria dos casos. Portanto, antes da bibliografia deve existir a necessidade de inform ação. Aí abre-se a perspecti-va do estudo da pesquisa na universi-dade e, corno decorrência, apr6pria função desta. Ou seja, bibliotéca-busca de inform ação-universid~d-e são elem entos articulados que se m ovem uris em (unção dos outros. Supor que um levantam ento bibliográfico possa interessar profundam ente aos que procuram chegar -ao diplom a com o m ínim o de dor possível é entrar m al na área de
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O r i e n t a ç ã o B i b l i o g r á fi c a .Antes do conhecim ento das técnicas é im portante que se conheça a função delas. E preciso dar um sentido às novas aquisições para que os-discentes possam saber o que fazercõíi1êlas. Um dado novo sem sentido, ou par-cialm ente com preendido, não é assi-m ilado ou se atrofia. O fenôm eno é paralelo à alfabetização: por m ais que se faça propaganda em torno das suas vantagens, ela não terá êxito se a nova aquisição não puder ser utilizada. Em pouco tem po os alfabetizados
regredi-
''-rão ao estado anterior. O m esm o um catálogo e listagens. Com o isso ocorre com o trabalho bibliográfico, ainda não ocorre cabe aos professores que supõe o ~om ínio de um a certa desenvol~erem a outra parte do ~o~o: técnica. Acredira-se que num cl!rso o p o r q u e fa z e r . O elem ento m ecaruco
SU12-eriorhaja a certeza por parte de da busca é apenas um dos elem entos prof;S-S;res e alunos de que não é da pesquisa, cabendo à criatividade
apenas necessário dom inar a escrita um papel fundam ental no processo. E (fenôm eno que nem sem pre ocorre), ela, infelizm ente, não é nenhum dom e m as dispor de instrum entos para ~.!1- nem pode ser adquirida num sernes-contrarõSâadõsnecessários· para de- tre' n e m 'por professores, nem por
bi-senvolver um pensam ento, e isso pode bliotecários.
ser entendido com o um a espécie de Dentro do p o r q u ê fa z e r situa-se
segunda alfabetização.
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ler e ent~- a visão que o aluno tem de pesquisa. der não é suficiente, é preciso saber Por sua vez a idéia de universidade chegar ao que é procurado. - determ ina os cam inhos da pesquisa.- Um a pergunta que se faz com ~ort~nto, torna-se im prescindív~l que freqüência é se esta segunda alfabeti- os . dlsc~ntes tenham um con~elto. ~e zação é tarefa de professores ou bi- u.m versldade e de: trabalho um verslt~-bliotecários, Aqui não deve ser feita ]lO para que a açao possa ter cornpan-nenhum a divisão de categoria. Profes- bilidade com a visão. O sentido que sores, bibliotecários e todos que tra- um aluno encontra num levantam ento balham com ensino ou cooperam com de inform ações está ligado ao sentido a form ação do indivíduo participam que um determ inado curso ou discipli-do processo perm anente da descober- na tem para ele. O levantam ento bi-ta dos cam inhos de acesso às inform a- bliográfico existe em função de um ções. O bibliotecário, especificam ente interesse. e este deve situar-se no con-por suas funções, tem a possibilidade ceito que ele tem de universidade. m aior de atuar sistem aticam ente so- Caso contrário haverá contradição. bre o público que se dirige à biblioteca Educação só existe quando há buscando inform ações. De form a ge- m udança de com portam ento. Se o ral, e infelizm ente, o bibliotecário tor- aluno através da O r i e n t a ç ã o B i b l i o ç
na m ecânica a função da busca, ditan- g r á fi c a vai aprender com o utilizar
do, nem sem pre com bom hum or, as alguns dos instrum entos da pesquisa, instruções necessárias que perm item esses instrum entos devem ser adequa-ao usuário ter acesso aos dados que dos aos objetivos dele com o estudante deseja. Isso se deve, sem dúvida, à -de curso superior. No caso, não é o form ação do profissional bibliotecá- instrum ental que m udará o conceito. rio cuja área de conhecim ento rara- Se assim fosse, um a aula de referencia-m ente ultrapassa os 7,5 x 12,5 em . ção, num caso extrem o, poderia dar Assim , quase nunca consegue o biblio- consciência política. Portanto, deve a tecário ultrapassar os lim ites do c o m o disciplina O r i e n t a ç ã o B i b l i o g r á fi c a fa z e r da form a m ais prática e assépti- discutir o p o r q u ê tam bém . Assim , e
ca possível e, na m aioria dos casos, só assim , as técnicas poderão ser en-ineficiente. A cham ada seção de Refe- tendidas e assim iladas na prática diá-rência supõe notadam ente em um a ria com o elem entos úteis. Caso con-biblioteca universitária a existência de trário, a disciplina será um buquê sem ~m bibliotecário que dom ine m ais que graça de inutilidades.
R. Bras. Bibliorecon. D oe. 11 (112): 47-64, jan.ljun. 1978 . ,
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O rientação Bibliográfica um a experiênciaavaliação das atividades desenvolvi- • a Biblioteca descobrindo que Essa tarefa na Biblioteca ac~ba das. Nessa prim eira aula são dadas to l· or:s nas estant~s estão separados levantando alguns problem as. De m i-explicações sobre a disciplina e sobre
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os ivr sunto e que existe um catálogo cio são apontados os p!"oblem ~spro-o desenvpro-olvim entpro-o do program a e isso por as de fornecer m uitas indicações. prios do trabalho e as prováveis solu-
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O r i e n ~ a ç ã o B i b l i o g r a fi c a em v~sta é feito principalm ente a partir das Á~~?a°conhecendo tam ?~m a seção de ç?es pa!"a superá-~os. Naturalm ente asde seu carat~r. de forneced.ora d~ m s- pergunta~ d~ elas~e: referência e o bibliotecário eIl:ca~rega- dlscusso~s ~ncam m ham -se pa~a o. P~_ trum ental básico ~e pe~qUIsa fOI pro- A p~lm elra atividade fora da elas- do dela. Os funcionários da Biblioteca p:l da blbl~oteca dentro d~s m stIt~l-gram ada para o pnrnerio sem estre, ou se, prevista para ser executada em
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a ocasião dão um a atenção espe- çoes de ensino e a sua funçao rela~IO-sej~, pa~a os alunos que ingressa~ na um a sem ana, é relati~a a um a red.ação ~ie;t aos alunos, m os~r.ando os poss~- nad~ à pesquisa. ;\~ acc:.ntua-se a irn-Universidade, ~scola de Com unica- sob.re o .tem a: C o n c e t t u . a r e r : l a c ~ o . n a r veis m eandros e m istérios de um servi- portancia ~o usuano na~ al:'enas c~-çõe~, e Artes. Oínúm erolde ~iscentes é U n i u e r s i d a d e e P e ~ q u ! s ~ C i e n t i fi c a . h ço que pa.ra m uitos ingressa~t~s é ~o usufr~Id?r dos provaveis ?eneft-variável, m as sem pre superior a 200. Tal tarefa, que a pnncipio l?o~e pare- . 'dito. A partir desse exercrcio o CIOSdas bibliotecas, m as tam bem co-A carga horária disponível é de duas cer ~r~m atura, tem três o~Jet.lvos: 1) ::;~no torna-se m ais independente em m o ~m agente. que atua ~obre elas, horas sem anais para aulas durante 16 propiciar ao aluno um prim eiro ~on- term os de recolhim ento de .in~orm ~- su~e.rm do, pedindo e, ~u:tas vezes, sem anas. tato com o as.su~t~, de absolut? inte- ções. Assim , o profissional bibliotecá- exigindo, m elhores condições.No prim eiro contato com o pro- resse para a disciplina; 2) perm l~Ir aos rio libera-se de atividades que podem fessor, os alunos já devem ter em discentes um trabalho com os'm s~ru- I e devem ser desem penhadas pelos m ãos um R o t e i r o da disciplina. Nele, m entos disponíveis para a pesquisa, usuários. De início para o aluno o
to~as as etapas do program a est~o dando a possibilidade de, e~ I:.0ucas processo pode parecer doloroso, com . . . assIIl:aladas bem com o a cronologl.a sem an~s, f~zer um a reavalIa~~o do alguns erros e perda de tem po. Poste- . DepOIS do reco.n~~clm ento da BI' prevista, Em cada fase do desenvolvi- que fOI escrito e do processo l7tIlIzado; I riorm ente a rotina estabelece-se e blioteca e suas possibilidades, o aluno m ento do trabalho há indicação bi- 3) ter o professor _ oportunidade de , usar a biblioteca torna-se um a ativida- inicia a terceira taref~: a escolha de bliográfica específica e inform ações conhecer a produçao de cada um e . de norm al. um tem a para a pesquisa. Supondo-se pertinentes à disciplina na ECA. Esse procurar, a partir ~a,í, orientar? alu-' Deve ser destacado que no R o t e i - que a localização de ~ivros, revista~ e
R o t e i r o perm ite ao aluno ter um a no. Apes~r de existir un:. vestibular r o há um guia sucinto da Biblioteca, outros docum entos nao ofer~ce m aio-visão am pla das atividades que deverá que s~lecIOna os, prováveis m elhores, fornecendo um quadro onde em qua- res ?ificulda~es, cabe ao discente, a desenvolver durante o sem estre com os m ais aptos, existe l7m a h~terogeneI- \ tro colunas são indicados: 1) tipo de partir de um interesse pessoal, buscar todas as da,tas de aJ?tem ão, es~abeleci- dade desconcerta~te, im pedindo que o m aterial disponível na Biblioteca; 2) inform açõ~s sobr,e algum pr?blem a das. ~trave~ das leituras indicadas e pro!essor padronize o seu esquem a de I se é em prestado; 3) em que área da que lhe seja particularm ente ,m
teres-das discussões com o professor, os ensm o, Biblioteca está localizado e com o che- sante. Alguns alunos fazem ISSO em alunos poderão antecipar as tarefas Na ..segunda aul,a , é feita um a gar às inform ações; 4) se é em presta- poucos dias, outros ?en:?raI? sem _a-term ina,ndo os trabalhos .antes do pra- explanaçao sob,re a_Biblioteca da Es- do. O quadro, entre outras, tem a nas e um ,a, parte significativa nao zo previsto, No entanto, ISSOrara~~n- cola de Com unicação e os seus recur- função de indicar coleções que não super,a a dificuldade durante o sem es-t~ ocorre, acontecendo, com frequen- sos, s~pondo-se que nela o al~no ~f são usadas com freqüência, com o re- tre. E, port~nt?" a, escolh~ do tem a
era, o oposto., passara um bom tem po ~e sua vida cortes de jornais, discos, slides e ou- um a das m ais difíceis barr~Ir~s
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ue os A prim eira aula e reservada para escolar, sendo, portanto, Im portante tros. discentes encontram na disciplina. E o preenchim ento de um form ulário saber explorar as suas possibilidades.) O aluno ao fazer o levantam ento tão com plexa que a pergunta pode ser onde se pede ao ~luno 9ue dê respos- Essa,aula precede ~ segunda atividade bibliográfico (referente ao exercício) e feita: p,or que o aluno escc:lhe o tem a? tas a alguns quesitos, tais com o, curso prevista no R o t e i r o : a procura na transcrevê-Io norm alm ente não o fará Em prirnerro lugar, supoe-se que a que pretende fazer, com o fazia pesqui- Biblioteca de três livros, duas obras de dentro das norm as de referenciação. escolha livre perm itirá um interesse sa no colegial, hábitos de leitura, referência e três títulos de periódico, I Isso no início das atividades não é m aior pela pesquisa. Além disso, a freq~ência à bibli.ote~~ e outros., A todos os doc~m entos referentes a um m otivo de preocupação, pois fixar-se liberda~e de escolher, per~ite _opções partir desse quesnonario preenchido as~sunto do m te~esse do a~uno, esco- nos aspectos form ais poderia caracte> que exigem um a pre-a,valIa,çao. Por abrem -se pastas, reservando-se um a lhido de um a lista. E ainda: um a rizar-se com o um desvio do essencial. exem plo, se o aluno estiver Interessa-p~ra ,ca~a. aluno~ Nelas; toda a produ- bibliog.rafia e um artigo de penódico As norm as devem aparecer com o um a do ~m eS,tudar as r~ízes ide?l~gicas do çao m dlvldua~ e arquivada para ser de quaisquer assuntos. D~ss~ form a, o necessidade (que o próprio aluno per- nacionalism o m usical brasileiro cabe-possível, no final do sem estre, fazer aluno acaba tendo um pnrneiro conta- 1 cebe) e nunca com o im posição. ria a ele, antes de tudo, constatar a5 4 R. Bras. Bibliotecon. D oe. 11 (112): 47-64, jan.ljun. 1978 R. Bras. Bibliotecon. D oe. 11 (112): 47-64; jan.ljun. 1978
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Luís Augusto M ilanesi
Orientação Bibliográfica: um a experiência
, ~tência ou não de m aterial biblio- M uitos alunos pedem para o protes.
eX~tico; estabelecer o interesse especí- sor que im ponha um tem a, repetindo,
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g , r ~ dentro do prazo disponível; des- m ais um a vez, a prática de todo o Í 1 cf:,rir se as bases inform ativas e teóri- ensino anterior. Dentro de um tem a co não superam as condições do im posto o aluno tem m aiores possibi-ca~ ~uisador nO m om ento; perceber se lidades de exim ir-se da obrigação de p~~I'0ssibilidade de conclusão ou se o apresentar um bom trabalho. A im po-ha
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nto é resistente a isso. Enfim , um a sição torna-se um álibi para justificar a~',WVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
e de reflexâo deve ser feita sobre a m ediocridade. Sendo livre a escolha sér" assunto e m pauta. Depois dos a responsabilidade passa a ser m aior U[Jlces prelim in ares ele é discutido com para o aluno e, nesse sentido, o apro- 1-1 te!; rofessor. Nessa altura o aluno já veitam ento superará o ritual das obri-o ~ e ter um certo controle bibliográfi- gações cum pridas.de e ter lido o m ínim o que lhe perm i- Um a tendência que se observa co pelo m enos, expor o assunto. Aqui, nos discentes, com o foi dito, é a opção ta,-", freqüência, surge um obstáculo: por assuntos que não perm item ir
cO JV d dif
djscente, em gran e parte, tem 1 1 - além de um resum o. Isso resulta num
o l~ade em fazer a m ais sim ples opção trabalho m ais braçal do que intelec-eue posteriorm ente, daria a direção tual. Algum as leituras são feitas e,
d
Ulevantam erlto bibliográfico e das sim ultaneam ente, os respectivos resu-o't11eiras leiroras. Isso, sem dúvida, m os. Após isso, de acordo com a ~r~e ser atribuído a um sistem a de capacidade redacional do aluno, o ~I
e jno que íropõe ao aluno o saber texto é articulado, resultando um pro-e~~o um a obr-igação. El~ é conduzido duto que, sem dúvida, revela o que 9 c
10
professor-pai: autoridade, Quan- aluno leu, m as não o que ele pensa. E ~e surge a liberdade de escolha a fundam ental que os discentes tenham ,°
efa torna-se m ais com plexa do que além de um a autonom ia intelectual, ta! j o s s e vítirrra de um a im posição. algum a im aginação. Sem ela apesqui-N fm alm ente, o aluno traz assuntos sa poderá reduzir-se a um a m onótona of'losdos quais poderia fazer um e exaustiva busca de dados que não
a r O",m o, a partir dos m anuais. E o serão com binados. Um recurso que
res",m o, apesa.r de ser um a constante perm ite estabelecer a pesquisa com o reS, colegial, não é o que se indica para um a procura de resposta é solicitar
n o • ..abalho uni'O{{ersitário. Outras vezes, que o título seja feito em form a de
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[uno surge com assuntos es ruxu- pergunta.
1
0a inviáveis. :Em todos os casos, cabe Em relação ao tem a recomenda-05, d " 1 1
professor ISCUtIr com e e, ou en- se ao a uno que perm aneça, de prefe-a,? encam inhar, para quem possa rência, na área de com unicações e
t adiO, b ' '1 "
[ogar so re o tem a com m ais segu- artes e que UtI ize a pesquisa para I aça. N ornielm ente, os assuntos outra disciplina do sem estre, fazendo ra~esentados estão no âm bito do co- apenas um trabalho para dois profes-aheóm ento do professor para poder sores.
di cuti-los. E de qualquer form a cabe Deve ser ressaltado que a escolha
15docente caJ'acItar-se, a m anter um de assuntoe assunto iim p ica, antesI' de tudo, no " a?álogo. levantam ento bibliográfico, seguido di O não saber escolher o assunto é pelas prim eiras leituras. Nesse
senti-a situação freqüente e com plexa. do, a classe é orientada: onde fazer,
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R,Bras, Bibliotecon. Doe. 11 (112): 47-64, jan.ljun. 1978
quais os instrum entos disponíveis e as m ais freqüentes dificuldades encon-tradas. Se o aluno não conseguir um a bibliografia básica para o seu trabalho deverá, ou m udar de tem a ou rever as suas técnicas de busca. Com o os casos variam de acordo com a particularida-de do assunto e análise torna-se im -prescindível a orientação individual. M uitas vezes é preciso que o professor m ostre na prática, na biblioteca, com o os levantam entos devem ser efetua-dos. Só a consulta ao catálogo de assunto, com o é, norm alm ente, reco-m endada em aula, não é suficiente, pois ele, quase sem pre, é tosco, ocul-tando inform ações e conduzindo a outras inadequadas. Em alguns casos, o catálogo de assunto é m udo quando a biblioteca é rica e isso pode ser um estím ulo ao desânim o do aluno. A superação do problem a situa-se em outras possibilidades com o o estabele-cim ento de palavras-chaves, aquelas que servirão de guia para o levanta-m ento, principalm ente nas estantes através de um a localização propiciada pela classificação decim al. Esse
conta-to direconta-to com os textos, o exam e do Após o levantam ento bibliográfico " sum ário e m esm o um a leitura rápida as prim eiras leituras, o aluno dever de partes são passos significativos que estar em condições de apresentar urna propiciarão ao aluno um ajuste m aior proposta. Esta, m esm o reduzida à su , em relação ao assunto escolhido. São expressão m ais sim ples, passa a sel: estabelecidas as possíveis ram ificações um obstáculo. Pede-se apenas a espe] e desdobram entos do tem a, tornando- cificação sucinta do problem a e ; se assim , um a área na qual o trânsito bibliografia básica. Para o aluno é ,: torna-se m ais fácil. Se o discente não m om ento em que as suas reflexõel consegue explicar o seu tem a, ele não devem transform ar-se em palavras .: colheu inform ações suficientes. frases e isso quase sem pre é difícil
A aproxim ação entre o aluno e porque ou o aluno tem pouco conhe um aparato bibliográfico m ais com - cim ento da área escolhida ou tem o, pleto depende das reações e rendim en- habituais problem as com redação: tos dele. Se, por exem plo, existem não conseguindo com unicar as sua: problem as para dom inar um catálogo idéias através da escrita. Não é rarr, , de assunto, dificilm ente o discente encontrar esses dois obstáculos junto; encontrará um lugar para o S o c i o l o g i - im possibilitando a concretização d.,
c a l A b s t r a c t s em sua investigação. E proposta. De qualquer form a, os dis. R. Bras. Biblioteeon. Doe. 11 (112): 47-64, jan.ljun. 1978
possível que ele o conheça através d( um a aula expositiva e até com
de-m onstrações, m as é im possível qu,: use se isso não lhe parecer necessário l'
No período da escolha de assun; to, durante um a aula, alguns aluno,' são convidados a fazer um a exposiçâ« relativa ao tem a. Isso perm ite un,' conhecim ento por parte da classe, da,' áreas que estão sendo pesquisadas. A < , ' lado das perguntas e discussões que q ' relato pode provocar, estabelece-si, um a possibilidade de intercâm bio di) referências. Essa heterogeneidade d't interesses rom pe com o esquem a da, grandes tarefas coletivas deflagrada, pelo professor e executada pelos alu, nos. Discutir os assuntos (e cada unO. tem o seu) pode não levar às incursões profundas que um único tem a analisa" do pela classe levaria, m as oferece l" oportunidade de ver a com plexidade dos problem as que a ciência oferece num salutar exercício de aprender (; que não se sabe. i\
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Luís A ugusto M ilanesi
entes recebem o estím ulo para o desenvolverem a criatividade. Em fun-xercício de redigir. Principalm ente ção disso, organizar um fichário de or se estar num a Escola de Cornuni- trabalho torna-se algo desnecessário, ações que form a jornalistas. Saber sem sentido e função. Com frequência screver não deveria ser um objetivo, o próprio ensino universitário dá
ra-as um ponto de partida. No vestibu- zão ao aluno. No entanto, em m uitos r existe um a redação que perm itiria casos 'o experim entar de um a técnica valiar a habilidade de cada candida- nova pode ser um ovo de Colom bo !o, m as, ao que tudo indica essa prova que perm itirá m elhorar o nível de
ão seleciona com o pretendia. Assim , rendim ento das atividades universitá-o m universitá-om entuniversitá-o de transform ar as con- rias.
cturas num texto para ser discutido Cabe aqui ressaltar a necessidade aperfeiçoado os bloqueios apare- da ação: aprende-se fazendo. Um a em , dando a dim ensão da capacidade série de aulas sobre "com o fazer ano-e cada um . tações de leitura" seria pouco útil. É
Deve ser observado que a propos- . necessário que os alunos organizem os Ia é, praticam ente, a introdução do seus fichários para poderem descobrir rabalho escrito. E ela que dará a o valor que eles têm . Inclusive para
ireção do texto. Portanto, discuti-Ia criticá-los, sugerindo alterações. De ropicia a antecipação dos problem as qualquer form a já que os trabalhos da ue aparecerão no corpo do trabalho. disciplina são sobre as técnicas para a lém disso, o exercício da discussão elaboração e com unicação de um a va o aluno a avaliar o seu projeto, pesquisa, torna-se necessária a discus-entificando os seus pontos fracos e são dessas técnicas. Se o aluno faz irecionando a investigação no senti- restrições ao que o professor sugere, é o de superá-los. im portante que o discente dem onstre
Concom itante ao aprendizado a funcionalidade de seu esquem a. as técnicas de levantam ento biblio- Enquanto desenvolvem as suas ráfico desenvolve-se a técnica de pesquisas os alunos têm aulas curtas notação de leitura. Anteriorm ente o onde apenas são sugeridas as direções luno copiava trechos de enciclopé- (am pliada pelos livros indicados no
ias; agora deve recolher as inform a-
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R o t e i r o da disciplina). Nessa altura já ões, anotando-as em fichas e dando são possíveis debates m ais am plosm a classificação a elas para, que fundam entados nas tentativas de cada ossam ser organizadas num fichário um . Todos estão passando pela expe-e assunto. A nova técnica de anota- riência do levantam ento bibliográfico ão de leitura (que, inclusive, acaba se e logo m ostram os problem as que
pondo às observações m arginais no encontram . Por exem plo, pode e deve róprio livro tão com uns entre univer- ser discutida a seleção dos textos. A itários) leva a um a ruptura com a experiência dem onstra que o iniciante
rática antiga. A form ação de fichá- nos lavores bibliográficos tem a teri-ios de anotações com o instrum ento dência para recolher tudo que
encon-e trabalho exige um a disciplina difi- trar com o rastelo da inexperiência. ilm ente aceita pelos alunos conve- Assim , ele junta obras pouca m ente
ientem ente acom odados no papel de utilizáveis ou m esm o inúteis. E não refeiros que não necessitars; de um será em um sem estre que a 'capacidade
strum ental m ais aprim orado para de seleção-o será desenvolvida, que os
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:.--R. Bras. Bibliotecon. D oe. 11 (112): 47-64, jan./jun. 1978
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O rientação Bibliográfica: um a experiência
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;1lunos adquirirão um pente fino que se é que chega a descobrir. O exam e~"I' pe.:m iti~á a separação do i?io do trigo. b.ibliográfico exige algum cuidado bá-;: ,I
Não existem regras para ISSO. Apenas SlCO para que possa ser evitada um arll alguns princípios gerais são aponta- sinuosidade desgastante. Em todo 0 ; - ' '
dos. Cabe depois nas pesquisas que caso cabe ao professor discutir isso~' ,; serão desenvolvidas o aprim oram ento com os alunos. .: constante da capacidade de identi.ficar Aí pode surgir a pergunta inevitá-. !!
os filões que m ais nutrem um a teoria. vel: o professor deve ser um gênio que', Dentro desse processo, os prim eiros sabe de tudo, um conhecedor extraor- 1 ,
passos serão, realm ente, vacilantes. dinário das ciências para poder ser útil~l ), Até os livros inúteis para a pesquisa aos alunos nas discussões? A respostal' serão úteis: através das tentativas, de afirm ativa faz supor que o professor' erro e acerto aprende-se a identificar deva ser um recipiente pleno de saber:) os cam inhos inúteis. Isso pode ser e o aluno um recipiente vazio à espera ~ "I
exem plificado pelos estudos desenvol- da sabedoria dos profissionais do en- ~ vidos na área de Com unicação através sino. Essa idéia, infelizm ente não rnui- ~ da Sociologia: entre algum as das to rara, acaba sendo um obstáculo a \ idéias que transitam no setor desta- um trabalho escolar que exclua a;. carn-se as do franckfurtiano Adorno. prática da im posição de inform ações. :-No entanto, o aluno passa por vários O professor pode não ser especialista ~ diluidores das idéias do pensador ale- nos cam inhos pelos quais o discente ,-m ão (,-m uitas vezes nem citado) e só no envereda, m as ele deve ter um a noção; final do sem estre descobre o cerne - geral que o perm ita conversar sobre o. I
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Luís A ugusto M ilanesi
ssunto, fazer indagações. A situação ode parecer inusitada: o discípulo ando explicações ao m estre. Inusita-a e Inusita-altInusita-am ente saudável, pois o aluno xplicando, m ostrando, desm ontando
seu conjunto de idéias e opções stará capacitado a perceber com aior facilidade as suas falhas, con-radições e as áreas obscuras do seu rrabalho. A partir disso, é possível !corrigir a trajetória. Ao professor, no 'caso, não cabe a ação paternalista de .m por trilhas, m as questionar os cam i-nhos trilhados.
Isso tudo supõe que o professor ossa ter condição de dar orientação individual aos discentes, quase um sonho na universidade que se divide em classes de 80, 100 ou m ais alunos. No entanto, por m ais que isso seja 'difícil, não se pode subm eter um a filosofia de ensino aos erros da
políti-ca edupolíti-cativa. Dar
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O r i e n t a ç ã o B i b l i o -g r á fi c a através de conferências é tãoinócuo quanto estudar anatom ia atra-vés de gravuras. No entanto, a univer-1~II'sidadecresceu em quantidade, tendo sido afetado o que deveria ser o fun-dam ental: a qualidade. E dentro des-sas circunstâncias é preciso acrescen-tar ao rol das qualidades de um do-cente, m ais um a: a im aginação criado-ra pacriado-ra poder atuar dentro dos lim ites do desejável e do possível.
ela seja aperfeiçoada porque nada deve estar no lim ite da perfeição. Cada nova leitura ou discussão deve ser um a oportunidade de reflexão so-bre o esquem a. Este só é definitivo no instante que precede a redação.
Com o esquem a do trabalho (o term o roteiro tam bém é usado) é possível discutir as anotações de leitu-ra. Estas são classificadas por assunto que correspondem aos itens do esque-m a. Portanto, há um a ligação entre am bas. Caso o aluno não siga essas orientações cabe a ele dem onstrar que a técnica que escolheu é a m ais ade-quada. A discussão, no caso, é realiza-da sobre o m aterial que o aluno apresenta, analisando-se o instrum en-tal de trabalho do qual se serviu.
Após essa etapa resta, depois de todas as leituras feitas, redigir o texto onde são apresentadas as conclusões da pesquisa. Observa-se que a intro-dução do trabalho é, praticam ente, a proposta apresentada anteriorm ente, restando apenas os ajustes necessá-rios. Sobre a redação são feitos alguns com entários em classe. Esta parte do program a não recebe um a atenção especial. São indicados princípios ge-rais estabelecidos na disciplina e leitu-ra sobre o assunto. Nessa altura de seus estudos, o aluno já deve ter delineado o seu m odo de redigir. Isso é feito sobre as experiências anterio-res. Não será através de aula num . final de sem estre que o aluno aprende-A orientação individual torna-se rá a redigir. Tentar hom ogeneizar a m ais necessária ainda quando o aluno redação com dezenas de regras e con-está elaborando o seu esquem a de selhos poderá ser um elem ento inibi-redação, ou seja, os itens que ele dor de algum as tendências que pode-abordará coerentem ente distribuídos. rão, nos próxim os trabalhos, ser apro-Este esquem a deve estar para o texto veitadas de m odo m ais conveniente. O escrito assim c~m o a planta está para im portante é que o aluno dispondo de a construção. E fundam ental que se dados, de um esquem a que preveja a discuta a planta (cada um a apresenta distribuição dos dados e, ainda, a os seus problem as), é necessário que segurança em relação ao que dizer,
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5 .3 C o m u n ic a r I d é ia
O rientação Bibliográfica: um a experiência
possa redigir um texto que não conte-nha am bigüidades, passagens confu-sas, falhas gram aticais, redundâncias. Em sum a, o leitor deverá entender com clareza o que o autor quis dizer. O trabalho que se pede deve ter entre cinco e oito páginas, o que perm ite um cuidado m aior na elaboração.
do profissional regra do acim a de tu~~ do, vestal que preserva com grande fidelidade todos os m andam entos. Tu-do está codificado e a função m aia
im portante é cum prir o decálogo.
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um a postura m aniqueísta, exacerban-do o corte rígido entre os fiéis e os desregrados. Existem m otivos que for-. m aram esta im agem deforrnadoraa Não se nega aqui a necessidade das.1 norm as em hipótese algum a. Isso
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fundam ental, m as não é o suficiente, A eficiência de um profissional não sei m ede pela capacidade de cum prir t01 das as regras. Isso é um a parte. N c caso da O r i e n t a ç ã o B i b l i o g r á fi c a o. professor-bibliotecário deve procuraa desenvolver o senso crítico dos alunos e isso não será conseguido através df) im posições. Se no caso de um a refe-, rência bibliográfica o aluno, na segun-, da linha, não com eçar sob a quarta letra tal fato não deverá abalar a. segurança do professor. É ap~nas m ais. um m otivo de discussão. E através dela que os m elhores cam inhos serão estabelecidos. Ao que tudo indica, as norm as foram construídas sobre Q
bom senso.
5 .4 . A s N o r m a s
Quanto às form alidades de apre-sentação o R o t e i r o fornece o essen-cial não descendo a detalhes que, talv~z não fossem significativos aos aluno;. M uitas norm as não se explica-riam num prim eiro sem estre e, por-tanto, exigir o cum pri:nento seria C~)fl-traproducente. Se nao for possível explicar o porquê das regras é im pres-cindível que se tolere a quebra delas. O im portante é preservar o m ínim o essencial para que no futuro os d.esdo-bram entos dele levem ao cum pnm en-to consciente das exigências de docu-m entação. É m ais im portante aceitar as norm as com o im prescindíveis, m es-m o não ees-m pregando-as corretam ente, que norm alizar tudo ~om o ur,?a ~m p?-sição sem perceber a lm portan~la dis-so. Ou seja, desenvolve-se m ais um a reflexão em torno da necessidade de
norm alizar do que sobre as próprias Após a redação do texto os alu: norm as. Estas são apresenta?~s atra- nos entregam dois exem plares de sei; vés de um m odelo esquernatico. Os trabalho. Isso é feito num m esm o die corI~plem entos, de acor~o com as ne- na prim eira sem ana do qua:to m ês de cessidades dos alunos, sao dados atra- atividades. Um exem plar fica com c vés de orientação individual. Cabe ao professor e o outro vai para a Bibliote-discente apresentar um . m odelo m e- ca da instituição. E aí inicia-se a etapa lhor caso ele não. ace!te
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m ~de,lo m ais im portante da disciplina: a ava-proposto. As regras s~o dISCUt1V~IS. liação. E o m om ento em que todos Isso, provavelm ente, nao decretar~ a analisam o que foi feito. Isso não deve falência da ABNT que tem . funçoes ser feito pelo Suprem o Juiz, o profes- . m ais im portantes que horronzar pes- sor, num a espécie de Juízo Final que quisadores neófitos. absolve ou condena o aluno. Após aCabe aqui um a observação: um entrega dos textos a atividade conti- I
dos estereótipos de bibliotecário é o nua num exercício fundam ental de
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Luís A ugusro M ilanesi
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O rientação Bibliográfica: um a experiência
crítica. Os trabalhos na Biblioteca são rnento. Por outro lado, a tim idez re-lidos pelos alunos após prévia indica- sulta em críticas inócuas. As últim as
ão: durante três ou quatro sem anas aulas produzem discussão, produtiva cabe ao discente ler e avaliar os seis ou ou não, m as sem pre um instante raro oito trabalhos que lhe foram indica- em que os alunos e o professor têm a dos. Essa indicação é feita, na m edida possibilidade de avaliar abertam ente o
o possível, de acordo com a área de trabalho de cada um .
interesse do aluno. A avaliação é reali- Cabe destacar um a postura não ada sobre as sugestões em itens apre- rara no discente: ele chega a adm itir o entadas no
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R o t e i r o de acordo com os desejo de não ser lido e, m uitas, nem ropósitos da disciplina. acredita que o professor leia o seu As últim as aulas são reservadas trabalho. Quando se estabelece a dis-ara as discussões que se organizam a cussão (entre m eia hora a um a hora-artir de um breve relato do autor de dois a quatro trabalhos por aula) o escolhido sobre a sua pesquisa, segui- texto do aluno adquire um a outra' da pela avaliação oral dos alunos que dim ensão, dim ensão que, talvez, ele !leram aquele texto. O autor recebe as próprio nunca tenha dado. Em poucos críticas e responde, estabelecendo-se, m inutos ele acaba fazendo um a auto-quase sem pre, um a produtiva discus- avaliação provavelm ente m ais produ-são em torno do trabalho. Deve ser tiva que as etapas anteriores. E aque-otado que a discussão do produto les que não tiveram os seus textos inal, ou seja, o texto escrito, envolve discutidos, em silêncio, estarão criti-discussão do processo. A disciplina cando a sua própria produção. !refere-se, basicam ente, ao processo, Além dos debates em classe há
inda que se chegue ao produto. Este um a avaliação escrita e a discussão está em função daquele. Por exem plo, individual. A partir de anotações nas urante as avaliações em classe pode m argens, realizadas durante a leitura, er feita crítica relativa à bibliografia. o professor discute com o aluno o
esse caso, cabe ao autor justificar a texto entregue, observando tudo que ua bibliografia. E nessa oportunidade lhe pareça pertinente, de erros gram a-s problem aa-s específicos do levanta- ticais aos problem as de conteúdo.
ento bibliográfico poderão surgir e, Nessa oportunidade questiona-se o gora, dentro de um a perspectiva uso das norm as de apresentação, m os-ouco teórica e m uito prática. trando-as integradas num conjunto
Com m uita freqüência as discus- m aior. E, se for o caso, o aluno, m ais ões tornam -se em otivas, confusas, ciente da im portância daquilo que ele om a participação de alunos que não julgava filigranas inúteis, refaz as par-eram o trabalho, m as que entendem tes que destoam do conjunto.
er im portante opinar. A causa das A avaliação é feita pelo salto ificuldades nos debates deve ser atri- qualitativo do aluno. O im portante é uída à falta de experiência anterior. dim ensionar a m udança no discente.
aluno, m uitas vezes, não aceita que A heterogeneidade da classe im pede seu trabalho seja devassado e, com que se avalia em term os absolutos. E reqüência, asperam ente; ao crítico por ser necessário atribuir a cada
ue nunca fez exercícios de análise trabalho um a nota que vai de
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alO, m a avaliação involuntariam ente ás- procura-se dar os núm eros m ais altosera pode provocar algum constrangi- aos m elhores, m as sem esquecer que a
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relatividade pode-ser um critério de justiça.
das etapas. Um pode ser atribuído { falta de disciplina de trabalho; urro outro é a ausência de im posição tipc prova ou sem inário; um terceiro fator pode ser atribuído à transferência da responsabilidade de conduzir os tra-, A disciplina O r i e n t a ç ã o B i b l i o - balhos aos próprios alunos. Esses fa-,
g r á fi c a , m inistrada durante um sem es- tores e outros acabam levando a um , tre (30 horas) com as dificuldades alto índice de desistência. Na m edida norm ais de quem rom pe com o esque- em que o aluno se perm ite não acorn-m a típico do estudante brasileiro (o panhar o processo surge o inevitável indivíduo que na escola é reduzido a congestionam ento e o receio de não um em érito e privilegiado cum pridor conseguir apresentar um trabalho de deveres), ao seu final, no m ês bom dentro dos padrões de cada um reservado às avaliações, junta os seus (alias, um receio justificável). As ale-cacos e m ostra um a nova dim ensão do gações m ais freqüentes para a desis-trabalho de pesquisa. No transcorrer tência referem -se ao atraso da escolha das atividades a fragm entação é evi- do assunto; à perda de controle de dente. Os discentes não com preendem tem po por ocasião das leituras; ao com facilidade os objetivos da disci- desejo de apresentar um trabalho m e-plina. E por m ais que se reitere, só lhor; ao não entendim ento dos objeti-m esobjeti-m o a prática conduzirá a um a v o s da disciplina.
visão m ais clara de pesquisa. Todas as A desistência, ou seja, a reprova-partes desarticuladas aparentem ente ção, acaba gerando controvérsias, m e-passam a ter um a nova dim ensão nos pelos alunos e m ais por outros quando o conjunto se esboça. O le- setores. A proposta da O r i e n t a ç ã o
vantam ento bibliográfico, por exern- B i b l i o g r á fi c a não se situa exatam ente plo, adquirirá um a im portância fun- dentro da faixa habitual de atividades dam ental quando o aluno perceber escolares, ou seja, dentro da sequência que se ele não for feito com rigor a tradicional de aulas expositivas, serni-pesquisa estará com prom etida. E as- nários, provas, trabalho de grupo. O sim , todas as outras etapas, progressi- fato de cada aluno trabalhar por con-vam ente, vão-se juntando, estabele- ta própria (ainda que possa contar cendo-se, então, o arcabouço de um a com a colaboração de outras pessoas), rotina básica de qualquer pesqui- escolhendo um assunto de seu interes-sador. se, acaba sendo um obstáculopois ele
Há um a seqüência lógica, de eta- não está habituado a esta inversão. pas no transcorrer das atividades que Afinal, foi sem pre o professor que vai da escolha do assunto à avaliação im pôs e o aluno cum priu. Agora, o dos trabalhos. Esses passos são distri- docente é um orientador. A criação é buídos pelo sem estre. É fundam ental do aluno.
que os discentes executem os traba- Um a pergunta que deve ser feita lhos no período previsto para que seja aqui é se cabe à Universidade suprir. evitado o acúm ulo de tarefas e a toda a deficiência de organização inte-consequente im possibilidade de exe- lectual estim ulada pelo ensino ante-curá-Ias bem . Um a série de fatores rior a ela. Antes de partir para conjec-Interfere no desenvolvim ento norm al turas, de balançar entre o sim e o não,
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Luís A ugusto M ilanesi
ale a pena ressaltar que m esm o ca-endo à Universidade esta tarefa recu-eradora, seria im possível executá-Ia.
inexeqüível em 30 horas dar um a ova diretiva de trabalho intelectual os discentes, diretiva que foi form ada esde a escola prim ária. Norm alm
en-ocorre que o aluno sai da Universi-ade com o entrou, apenas com uns
"",,aipicos de erudição, o diplom a e o
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t a t u s . Em alguns casos, ao lado disso,le adquire um a prática rotineira que ai ser exercida pelo resto da vida. A orm ação que perm ite ao aluno a
nálise e a crítica é m ais rara.
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Dentro dessa visão pessim ista a
r i e n t a ç ã o B i b l i o g r á fi c ã procura ser m a possibilidade de reflexão, um a rm a de avaliar o que foi feito e o que oderá ser realizado pelo m enos du-ante os' quatro anos em que os alunos erm anecem à som bra da Universida-e. A porcentagem de discentes que proveita a experiência é reduzida. E'
or aproveitar entende-se, aqui, a m u-ança de com portam ento em relação s atividades com o universitário, ain-a que isso sejain-a difícil num ain-a situain-ação lobalm ente falha. No entanto, a m i-oria que aproveita integralm ente jus-ifica a continuidade do trabalho.
oR o t e i r o são citados, basicam ente, os seguintes extos que eom plem entam as aulas expositivas: . STI VERA, Arm ando. M e t o d o l o g i a d a p e s q u i s a
c i e n t í fi Ç j l .Porto Alegre, Globo, i973. ALOM ON, Déeio V.C o m o fa z e r u m a
m o n o g r a fi a . 2. ed. Belo Horizonte Interlivros, 1972.
EVERINO, Antônio J.M e t o d o l o g i a d o t r a b a l h o c i e n t í fi c o : d i r e t r i z e s p a r a ot r a b a l h o
d i d á t i c o - c i e n t í fi c o n a U n i v e r s i d a d e . 2. ed. São Paulo, Cortez e M oraes, 1976.
R. Bras. Biblioteeon. D oe. 11 (1/2): 47-64, jan./jun. 1978