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MAE0317 - Planejamento e Pesquisa I

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Academic year: 2022

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(1)

DIMENSIONAMENTO DE AMOSTRAS - ANOVA - 1 ou MAIS FATORES

18 de maio de 2014

(2)

INTRODU ¸ C˜ AO

Importˆancia

Prote¸ao contra erros dos tipos I e II;

Estimativas de interesse devem ser precisas.

Situa¸c˜oes de uso: estudos observacionais e experimentais.

Finalidade

Amostras devem ser grandes o suficiente para que diferen¸cas importantes (em termos pr´aticos) sejam detectadas com alta probabilidade;

Amostras n˜ao devem ser exageradamente grandes de modo que o custo para obtˆe-las seja alto e diferen¸cas de pouca importˆancia pr´atica sejam estatisticamente significantes com alta probabilidade.

Suposi¸c˜oes

Caso univariado;

Vamos considerar o mesmo tamanho de amostra para cada tratamento.

(3)

Consequˆencias

Os tratamentos tˆem a mesma importˆancia;

Quando o interesse ´e comparar todas as m´edias, duas a duas, a precis˜ao das compara¸oes ´e maximizada;

Certos desvios das suposi¸oes associadas ao modelo de ANOVA causam menos problemas.

Procedimento: controle das probabilidades dos erros de tipo I e de tipo II.

Planos utilizados: completamente casualizados.

(4)

PODER DO TESTE F - PLANOS COM 1 FATOR FIXO

Poder: probabilidade de rejeitar a hip´otese nula quando ela ´e falsa.

Poder do teste F:1−β=P[F> F(1−α;r−1, n−r)|φ,] onde

β: probabilidade do erro tipo II;

α: probabilidade do erro tipo I;

r: n´umero de n´ıveis do fator;

n: tamanho total da amostra;

φ: parˆametro de n˜ao-centralidade (medida do quanto as m´edias

populacionaisµi da vari´avel resposta sob os tratamentos s˜ao diferentes).

Temos

φ= 1 σ

r P nii−µ)2 r

e

µ=

P ni µi

n .

(5)

Quando n1 =. . .=nr=m temosn=mr,

φ= 1 σ

rmP

i−µ)2 r e

µ= P µi

r .

A Tabela B.11 de Neter et al. (1996) fornece valores de 1−β. Para um fator fixo, temosν1=r−1 e ν2=r(m−1).As entradas da tabela s˜ao ν12,α eφ.

Coment´arios

Parar,ni eα fixos, v´arias combina¸c˜oes dosµi conduzem ao mesmo valor deφ e, consequentemente, ao mesmo valor de1−β.

(6)

PODER DO TESTE F - PLANOS COM 1 FATOR FIXO

Quanto maior φ, maior1−β e menorβ, mantidoα fixo. Quanto menorα, menor1−β e maior β, mantidoφfixo. Observar que esta ´e uma justificativa para o uso deα= 0,05 ou 0,10 ao inv´es de 0,01.

Valores de 1−β paraν1 = 1 n˜ao est˜ao reproduzidos na Tabela B.11, pois este caso corresponde `a compara¸c˜ao de duas m´edias

populacionais. Neste caso, o teste F corresponde ao testetbilateral e valores de 1−β s˜ao obtidos da Tabela B.5 de Neter et al. (1996), utilizando-se o parˆametro de n˜ao-centralidade

δ = |µ1−µ2| σ

q 1 n1 +n1

2

e graus de liberdade iguais a n1+n2−2.

(7)

Tabela B.11: tentativa e erro Tabela B.12

O tamanho da amostra para cada tratamento ´e o mesmo;

Todos os fatores s˜ao fixos.

Planos com um fator

∆: menor intervalo entre as m´edias da vari´avel resposta sob os n´ıveis do fator para o qual ´e importante detectar diferen¸cas entre os µi com grande probabilidade.

Entradas da Tabela B.12

∆/σ (o valor de∆´e expresso em m´ultiplos do desvio padr˜ao), r, α e 1−β.

(8)

Dimensionamento da amostra - Controle de α e β

Observa¸c˜ao: O valor de σ pode ser estimado a partir de um experimento piloto (σˆ=√

QM R, supondo que o modelo ´e homoced´astico). Uma estimativa deσ pode tamb´em ser obtida a partir de alguma informa¸c˜ao sobre a amplitude dos valores da vari´avel resposta. Temos que

ˆ

σ = amplitude/6.

Coment´arios

1. A Tabela B.12 baseia-se emφ(parˆametro de n˜ao-centralidade).

Exemplo:

Caso µ1 µ2 µ3 µ4 P

i−µ)2

1 24 27 25 26 5,00

2 25 25 26 23 4,75

3 25 25 25 28 6,75

4 25 25 26,5 23,5 4,50

µ= 25

(9)

P (µi−µ)2 varia em cada caso, ou seja, φvaria em cada caso.

P (µi−µ)2 assume o menor valor no Caso 4.

E poss´ıvel mostrar que, fixado´ ∆,P

i−µ)2 ´e minimizada quando todos os µi, exceto dois deles, s˜ao iguais aµ e estes dois s˜ao igualmente

espa¸cados de µ. Neste caso, min X

i−µ)2= (∆/2)2+ (−∆/2)2+ 0 +. . .+ 0 = ∆2/2. (1) Embora 1−β varie comφ, o uso de (1) na constru¸c˜ao da Tabela B.12 assegura que o poder ´e pelo menos1−β para qualquer combina¸c˜ao dos µi, fixado ∆(lembrar que quanto maiorφmaior ´e1−β).

(10)

Dimensionamento da amostra - Controle de α e β

2. Consideremosr = 3,α= 0,05 eβ = 0,10.Da Tabela B.12 temos

∆/σ m

1,0 27

1,5 13

2,0 8

2,5 6

Quanto menor for o valor de ∆/σ maior ´e sua influˆencia sobre m.

(11)

3. Consideremosr = 5,α= 0,05, β = 0,10e ∆ = 3.Da Tabela B.12 temos

σ ∆/σ m

1 3,0 5

2 1,5 10

3 1,0 32

Quanto maior σ maiorm.

4. O valor dem pode ser obtido no pacote MINITAB, por exemplo.

5. Conv´em publicar tabelas com v´arios pares (σ, m) para cada valor de ∆.

(12)

Aplica¸c˜ ao

Consulta realizada no Centro de Estat´ıstica Aplicada - CEA do IME-USPem 17/08/2004

T´ıtulo: Potencial antioxidante e caracter´ısticas f´ısico-qu´ımicas do tomate orgˆanico em compara¸c˜ao ao convencional.

Institui¸c˜ao: Faculdade de Sa´ude P´ublica - USP

Objetivo: Avaliar a caracter´ıstica antioxidante de tomates orgˆanicos e convencionais preparados de 5 maneiras distintas. Para essa avalia¸c˜ao ser˜ao utilizados trˆes solventes diferentes: et´ereo, aquoso e alco´olico.

(13)

Descri¸c˜ao do Estudo: Ser˜ao coletados tomates cultivados de forma convencional e de forma orgˆanica. As unidades amostrais nas quais ser˜ao medidas a atividade antioxidante ser˜ao obtidas a partir de lotes de 20 kg de tomates. A partir de cada lote s˜ao preparados os 5 produtos em quest˜ao e cada um deles ´e dilu´ıdo nos solventes aquoso, et´ereo e alco´olico para a coleta das informa¸c˜oes sobre a atividade antioxidante. Ao menos dois lotes de cada tipo de cultivo devem ser analisados, visto que com um n´umero menor n˜ao haveria variabilidade suficiente para serem realizadas as compara¸c˜oes desejadas.

Deseja-se avaliar os efeitos dos seguintes fatores na atividade antioxidante:

1. Tipo de Cultivo (TC): 2 n´ıveis;

2. Produtos (P): 5 n´ıveis;

3. Tipos de solventes (TS): 3 n´ıveis.

(14)

Aplica¸c˜ ao

Dimensionamento Amostral

H´a interesse na obten¸c˜ao do n´umero de lotes necess´arios para que se consiga detectar, com um n´ıvel de significˆancia α e um poder 1−β, uma diferen¸ca ∆ = 10(% - unidade de medida da atividade antioxidante) entre as atividades antioxidantes m´edias do mesmo produto obtido de tomates do mesmo tipo de cultivo e submetidos a solventes diferentes.

m: n´umero de lotes para cada tipo de cultivo r: n´umero de n´ıveis do fator TS (r= 3) ˆ

σ: estimativa do desvio padr˜ao da atividade antioxidante

∆: diferen¸ca que se espera encontrar entre as m´edias da atividade antioxidante sob dois dos solventes(∆ = 10)

α: n´ıvel de significˆancia global(α= 0,05)

(15)

Tabela 2. Valores dem

β α σˆ ∆ m

0,05 0,05 5% 10% 9

0,1 0,05 5% 10% 8

0,05 0,05 10% 10% 32 0,1 0,05 10% 10% 27

(16)

Planos com dois fatores

Fatores: C (c n´ıveis) e D (dn´ıveis)

Caso 1. Escolher o fator mais importante e dimensionar a amostra supondo que temos um plano com um fator. Vamos supor que o fator C seja o mais importante. O tamanho da amostram obtido pela Tabela B.12 ´e o n´umero de unidades experimentais para cada n´ıvel de C. Assim, o tamanho da amostra para cada tratamento ´e dado por m/d (ver tabela abaixo).

D/C C1 C2 . . . Cc

D1 m/d m/d . . . m/d D2 m/d m/d . . . m/d ... ... ... ... ... Dd m/d m/d . . . m/d

m m . . . m

(17)

O uso da Tabela B.12 neste caso ´e apropriado desde quec(m−1)>20.

Caso 2. Se n˜ao sabemos qual o fator mais importante, dimensionamos o n´umero de unidades experimentais para cada tratamento usando primeiro o fator C e depois o fator D, respeitando quec(m−1)>20e

d(m−1)>20. Se os tamanhos das amostras diferem muito, a escolha do valor final deve ser discutido com o pesquisador.

Trˆes Fatores: C, D e Frepetir o procedimento como para dois fatores.

No Caso 1, se o fator C ´e o mais importante, temos a restri¸c˜ao d(m−1);

no Caso 2, temos as restri¸c˜oesc(m−1)>20(para o fator C), d(m−1)>20 (para o fator D) ef(m−1)para o fator F.

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Aplica¸c˜ ao 1 - Consulta CEA em 17/08/2004

T´ıtulo: Potencial antioxidante e caracter´ısticas f´ısico-qu´ımicas do tomate orgˆanico em compara¸c˜ao ao convencional.

Institui¸c˜ao: Faculdade de Sa´ude P´ublica - USP

Objetivo: Avaliar a caracter´ıstica antioxidante de tomates orgˆanicos e convencionais preparados de 5 maneiras distintas. Para essa avalia¸c˜ao ser˜ao utilizados trˆes solventes diferentes: et´ereo, aquoso e alco´olico.

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Descri¸c˜ao do Estudo: Ser˜ao coletados tomates cultivados de forma convencional e de forma orgˆanica. As unidades amostrais nas quais ser˜ao medidas a atividade antioxidante ser˜ao obtidas a partir de lotes de 20 kg de tomates. A partir de cada lote s˜ao preparados os 5 produtos em quest˜ao e cada um deles ´e dilu´ıdo nos solventes aquoso, et´ereo e alco´olico para a coleta das informa¸c˜oes sobre a atividade antioxidante. Ao menos dois lotes de cada tipo de cultivo devem ser analisados, visto que com um n´umero menor n˜ao haveria variabilidade suficiente para serem realizadas as compara¸c˜oes desejadas.

Deseja-se avaliar os efeitos dos seguintes fatores na atividade antioxidante:

1. Tipo de Cultivo (TC): 2 n´ıveis;

2. Produtos (P): 5 n´ıveis;

3. Tipos de solventes (TS): 3 n´ıveis.

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Aplica¸c˜ ao 1

Dimensionamento Amostral

H´a interesse na obten¸c˜ao do n´umero de lotes necess´arios para que se consiga detectar, com um n´ıvel de significˆancia α e um poder 1−β, uma diferen¸ca ∆ = 10(% - unidade de medida da atividade antioxidante) entre as atividades antioxidantes m´edias do mesmo produto obtido de tomates do mesmo tipo de cultivo e submetidos a solventes diferentes.

m: n´umero de lotes para cada tipo de cultivo a: n´umero de n´ıveis do fator TS (a= 3) ˆ

σ: estimativa do desvio padr˜ao da atividade antioxidante

∆: diferen¸ca que se espera encontrar entre as m´edias da atividade antioxidante sob dois dos solventes(∆ = 10)

α: n´ıvel de significˆancia global(α= 0,05)

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Tabela 2. Valores dem

β α σˆ ∆ m

0,05 0,05 5% 10% 9

0,1 0,05 5% 10% 8

0,05 0,05 10% 10% 32 0,1 0,05 10% 10% 27

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Aplica¸c˜ ao 2 - Consulta CEA em 06/11/2001

T´ıtulo: Estudoin vitro da integridade da membrana plaquet´aria humana quando submetida `a criopreserva¸c˜ao e descongelamento.

Institui¸c˜ao: Faculdade de Medicina - USP Introdu¸c˜ao.

Pacientes submetidos `a transfus˜ao de plaquetas desenvolvem anticorpos que diminuem a vida m´edia das plaquetas transfundidas.

Alternativa: Criopreserva¸c˜ao de concentrados de plaquetas do pr´oprio indiv´ıduo. No entanto, as plaquetas sofrem dano celular durante a

criopreserva¸c˜ao, apresentando uma redu¸c˜ao funcional. Assim, ´e importante desenvolver t´ecnicas de criopreserva¸c˜ao que mantenham a viabilidade, atividade e capacidade funcional das plaquetas p´os-descongelamento.

(23)

laboratorial dos concentrados plaquet´arios criopreservados e descongelados.

Descri¸c˜ao do Estudo.

Foram utilizadas 10 al´ıquotas de concentrado plaquet´ario de cada paciente, com 20ml cada. Uma das al´ıquotas (Al´ıquota 10) n˜ao foi criopreservada (controle). As demais 9 al´ıquotas foram criopreservadas cada uma em uma de 9 solu¸c˜oes obtidas combinando trˆes n´ıveis de um agente crioprotetor (DMSO) com trˆes estabilizadores de citoesqueleto.

Temos ent˜ao 9 tratamentos.

Todas as al´ıquotas criopreservadas foram descongeladas e analisadas 3 meses ap´os o congelamento, a fim de se avaliar a a¸c˜ao das solu¸c˜oes utilizadas sobre a integridade da membrana plaquet´aria (vari´aveis resposta:

citometria de fluxo (%), teste de agrega¸c˜ao plaquet´aria (%), etc.).

Para a an´alise dos dados foi indicado um modelo de medidas repetidas.

(24)

Aplica¸c˜ ao 2

Dimensionamento Amostral

Para o dimensionamento da amostra considerou-se um fator fixo com 10 n´ıveis (9 solu¸c˜oes criopreservantes mais o controle).

Como n˜ao havia uma amostra piloto, foi considerado o desvio padr˜ao da vari´avel teste de agrega¸c˜ao plaquet´aria (maior desvio padr˜ao). Segundo a literatura ele ´e igual a 24%.

Fixados α= 0,05 e1−β= 0,95, foram obtidos os tamanhos de amostras apresentados na Tabela 3.

(25)

Tabela 3. Valores dem

∆ ∆/σ N´umero de Pacientes

24 1,00 48

30 1,25 31

36 1,50 22

42 1,75 17

48 2,00 13

60 2,50 9

72 3,00 7

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Aplica¸c˜ ao 3 - Consulta CEA em 10/09/2002

T´ıtulo: Influˆencia de algumas substˆancias associadas `a escova¸c˜ao dental na integridade superficial de diferentes materiais indicados para restaurar les˜oes cervicais n˜ao-cariosas.

Institui¸c˜ao: Faculdade de Odontologia - USP

Objetivo: Verificar de que maneira as bebidas ´acidas ou alco´olicas associadas `a escova¸c˜ao dental afetam diferentes tipos de materiais restauradores, com o intuito de identificar o mais resistente.

(27)

rugosidade (µm), peso (g) e perfil (mm). Em seguida, as amostras foram imersas nas solu¸c˜oes coca-cola, whisky, suco de lim˜ao e ´agua deionizada por 60 dias a 37oC. Ap´os o per´ıodo de imers˜ao as trˆes vari´aveis resposta foram avaliadas novamente. Temos dois fatores cruzados (8 tratamentos) e um fator com dois n´ıveis de medidas repetidas.

(28)

Aplica¸c˜ ao 3

Dimensionamento Amostral

A maior variabilidade encontrada foi para a diferen¸ca entre os valores da vari´avel rugosidade quando as amostras foram constru´ıdas com o Material 1 e imersas no whisky (desvio padr˜ao igual a 0,581µm).

Foram fixados∆ = 1µm (diferen¸ca esperada entre as m´edias da rugosidade antes e depois do tratamento ser aplicado ), α= 0,05 e β = 0,05.

Como dimensionar a amostra?

Referências

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