"MODIFICAÇÕES DA IMAGEM DA ENFERMEIRA,
PERCEBIDAS PELOS ESTUDANTES, DURANTE
O
CURSO
DE
GRADUAÇAO DE ENFERMAGEM"
1 - O PROBLMA
1 . 1 Introdução:
Ieda
Barreira deCastro
*Neiva
Lunardi * * AniceMaria Colori ti * * *
Francimar de Moura * * * *Um a profissão surge para atender a uma necessidade social , que decorre do processo de desenvolvimento da comunidade . Quan to mais acelerado este processo maior tem que ser a capacidade de adaptação da profissão a essas mudanças.
Mayor (963 ) faz um paralelo entre as fases de crescimento e desenvolvimento de qualquer profissão e do ser humano conside rando os períOdOS de infância, adolescência e de maturidade . Ne nhma profissão nasce na idade adulta. A visão de qualquer grupo profssional nesta perspectiva possibilita melhor avaliação de seu "status" e maior c ompreensão do papel perante a sociedade .
Nestes cinqüenta anos de existência a Enfermagem no Brasil "em atravessando s suas fases de crescimento. Julgamos poder si tuá-la no início da fase adulta, necessitando ainda expandir a sua a tividade de pesquisa, para atingir a maturidade.
Em 1949, a Lei 775 e o seu Regulamento, que dispõem sobre o ensino de nfermagem no país, fixaram um currículo de trinta e seis meses de duração incluídos os trabalhos práticos e os estágios. Entretanto não houve alterações qualificativas de importância no
* Supervisara. da Divisáe Nacinoal de Tuberculose.
* * Professor, do Curso de Auxiliar de Enfermagem da Universidade Católica de Pelotas, RS.
* * * Diretor. d. Escol. de Auxiliares de Enfermagem N. S. de Fáti ma , Caxias do Sul, RS.
REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 181
conteúdo programático, prevalecendo a ênfase n a parte prática.
A fundamentação teórica dos p rocedimentos de enfermagem conti nuou a ser negligenciada.
Há cerca de dez anos, as Escolas de Enfermagem pssaram a exigir das suas candidatas o certificado de conclusão do segun d o ciclo secundário. Na mesma época o Parecer 271/62 do Conselho Fe (leral de Educação fixou o Currículo Mínimo para os Cursos de En fermagem. Este fato m arca o início de uma nova fase para a en
fermagem brasileira . A Reforma Universitária , decorrente dos de cretos n .O 53/66 e 252/67, veio apressar a evolução das escolas e a sua integra ção nas Universidades, através da implantação de um sistem a comum de ensino e pesquisa, pela concentração das matérias l;asicas em unidades próprias. Atualmente estão saindo das Univer sidades os primeiros produtos educacionais dessa reforma.
O estudante de enfermagem, ao ingressar no Curso de Gradua dio. traz consigo o esterótipo da enfermeira mantido pela sociedad e . c a b e n d o à s Escolas oferecer-lhe u m a imagem m ais compatível com o tipo profissional que desej am formar, isto é, que estej a aj ustado
à s norms éticas aprovadas pela classe e
à
realidade do país. Em1 967, o XIX Congresso Brasileiro de E nfermagem, considerando" (2 ) que a reforma Universitária abriria p erspectivas p ara um revigo ramento dos cursos de Gra duação para enfermeiras , dependendo t odavia da oportunidade que tiverem as educadoras de enfermagem ele interpretar para a Universidade a que pertencem , os objetivos do ensino profissional de enfermagem . recomendou
às
Diretoras e ao Corpo Docente de Enfermagem ( b ) que se desse prioridade, nos planos de trabalho, a uma campanha de divulgação sobre a pro fissão, procuran do criar uma nova imagem da enfermeira" .Esperamos que este trabalho sirva de referência a estudos pos tuiores que possam ampliar o conhecimento do problema e que o (·stud o do assunto sej a útil à avaliação dos currículos dos Cursos de Graduação em Enfermagem .
1 . 2 Hipóteses de trabalh o :
O Currículo do Curso de Graduação altera a imagem da en fermeira que a aluna de enfermagem traz ao ingressar na escol a s modificações da imagem da enfermeira percebidos pelos es tudantes variam entre as escolas frequentadas.
2 - REVISAO DA LITRATURA
Sobre o asunto existem e studos estrangeiros , entretanto, n o
de investigação específicas. Também não relacionam o problema com o c omportamento dos alunos do Curso de Graduação.
2 . 1 A Evolução de Enfermagem n o Brasil :
Em 1963, Alcântara, preocupada com o assunto elaborou uma tese sobre " A ENFERMAGEM MODERNA COMO CATEGORIA PROFISSIONAL . OBSTÁCULOS A SUA EXPANSAO NA SOCIEDADE BRASILEIRA" . A pesquisa foi realizada em 1961 e 1962 na cidade de Ribeirão Preto . localizada em uma região desenvolvida do Estado de São Paulo, e foi publicada em São Paulo em 1966.
Pela análise d a situação histórico- cultural, apesar da falta de dados referentes ao pessoal d e enfermagem que trabalhava n os hos p i tais brasileiros no passado, a autora deduziu que na década de vinte , época da implantação da enfermagem profissional no Brasil, a s condições da sociedade brasileira eram muito mais desf.v oráveis do que as prevalescentes n a Inglaterra e nos Estados Unidos na se gunda metade do século XIX, quando emergia naqueles países a enfermagem moderna. Constata. entretanto, que transformações ocor ridas no Brasil em diversos setores da vida social repercutiram fa voravelmente sobre a profissão, permitindo elevar o "status" da en ferm eira diplomada, c olocando-a na hierarquia de prestígio de pro fissões em torno d a medicina, j unto àquelas que exigem formação especializada . Definiu a autora, como características d a profissão n� époc a, a predominância dos elementos do sexo feminino entre os profissionais, o reduzido número de pessoas que compunham a classe ôm relação a outras classes e o mercado de trabalho em expansão .
Sugeriu q u e a elevação das escolas de enfermagem a estabele rimentos de nível superior seria f ator para atrair maior número de c andida tos à profissão.
2 . 2 A Enferm eira do Estado da Guan abara
na-REVISTA BRASILEIRA DE E NFERMAGEM 183
turais da região Nordeste do Brasil, ao contrário dos demais profis sionais em relação aos quais o deslocamento observado era basica mente intraregional. Entretanto, sete em dez enfermeiros radica dos na Guanabara haviam obtido o seu diploma nas faculdades do Rio cu de Niteroi , o que parece significar que não emigram para outros Estados os elementos aqui formados.
Os dados sobre o exercício profissional mostraram que a super
'J isão, quer diretamente ligada
à
atividade prática de enfermagem ou não, envolvia, na m aioria das vezes, grupos de até vinte indiví duos, c onstituídos fundamentalmente p or auxiliares de enfermagem e atendentes . Nesse sentido , a tarefa d ocente, traduzida n o treina m ento e aperfeiçoamento de outros elementos em serviço, assumeespecial importância.
2 . 3 A Imagem da enfermeira entre estudantes de enfermageD nos Estados Unidos
No artigo "A imagem da enfermeira não está m udando " , vU bjicad o Collins e Joel ( 197 1 ) relatam o efeito dos tradicionais este reótipos da enfermagem no recrutamento de candidatos e na sua
fixacão à profissão . A imagem tradicional da enfermeira associa-se
. execução de tarefas que representam cuidados a o paciente. A en fermeira é vista cemo uma pessoa que alimenta e conforta . executa t é cnicas e cumpre as ordens médicas. Por outro lado o hospital ocupa a posição c entral e preeminente como local d e prátic'l , l. a
percepçã o da enferma-em como ocupação, atribuída tod a ênfase 2.
narte técnica.
Os autores lembram que esta imagem não se conform a com o m o
;,10 d e profissional previsto pelos currículos de Graduação, d e vez
que a imagem da enfermeira profissional, s e gundo aquele m odelo
c a racteri za-se por um desej o de ação independente , de ânsia em
experimentar, de renovar, de questionar e d e assumir responsabi: i n ades .
Conclui também os autores que os estudantes c onservam uma
idealização altamente técnica a o considerar a enferm agem e que os e d ucadores falharam a o não imbui-los de uma imagem tipicamente profisisonal, com o sentido de devoção
à
prática que ela inclui .No estudo "A imagem em estudantes bacharéis " . Olsen e Fred , ( 1 966 ) , constataram que , apesar de a imagem profissional p oder ser incorporada à medida que se desenvolve a experiência educacion al, Q imagem tradicional persiste no decorrer do estudo e coexiste com a imagem profissional .
1 84
imagem técnica da enfermagem, apesar de terem atingido um nível c omparativamente mais elevado, que poderia propiciar uma visão mais liberal d o papel feminino.
As expectativas c ultura i s d o papel da mulher em nossa socie
d ade inibem a interiorização d o autoconceito orientado para car reira, que resulta em um padrão difuso e ambíguo da imagem ocupa
cionaL
Parece que a indiferença subj acente quanto a uma carreira p a c onseqüente falta de comprometimento com a profissão, como 1.al, permitem aos estudantes a liberdade de conceber a enfermagem e as suas relações c om ela de modo individual e idiosincrático.3 - METODOLOGIA
3 . 1 população estudada : alunos das fases inicial e terminal dos três Cursos de Graduação das Escolas de Enfermagem existentes no Estado da Guanabara, integrantes da Universidade Federal do Rio
ele Janeiro ( URJ ) . da Univers i d a d e do Estado da Guanabara ( UEG ) ; d as Federações das Escolas Federais Isoladas d o Estado da Gua n abara.
Foram escolhidos o primeiro e o sétimo períodos a fim de pos sibilitar o estudo c omparativo da percepção da imagem da enfer meira por parte dos alunos d o ciclo pré-profissional e daqueles que (;oncluiram a formação profissional básica, anterior à escolha da 1 mbilitação .
As escolas foram denominadas A, B e C, de acordo com a or dem cronológica da data d e início da coleta de dados. O conj unto d as três apresentou um total de 433 aI nas matriculados nos períodos
c itados .
3 . 2 Recursos : as autoras financiaram os gastos do estud o ; en
t retanto a cooperação de professores e amigos, antes citados. possi bilitou a sua realização.
3 . 3 Prazo : com o o trabaiho deveria ser apre sen.ado no XXV
Congresso Brasileiro de Enfermagem , o seu desenvolvimento ficou wbordinado aos prazos estabelecidos pela Comissã o de Temas do mesmo Congresso.
REVISTA BRASILEIR A DE E NFERMAGEM 185
A receptividade a o preenchimento do questionário foi muito boa por parte dos alunos que demonstraram grande interesse em res ponder às perguntas, o que foi feito em classe, com a presença de, pelo menos, uma das autoras. Antes de se distribuirem os formu lários explicava-se a finalidade d a pesquisa, a importância da co laboração de cada aluno para o bom êxito do trabalho e a pes quisadora colocava-se à disposição de todos para qualquer esclare cimento. Não houve recusas. O máximo de tempo gasto para a aplicação do questionário em uma classe foi de cerca de 30 minutos , conforme havia sido previsto.
No questionário figuravam , além do nome da escola, o ano do vestibular, a turma e os dados referentes aos atributos pessoais, como idade, sexo, estado civil e naturalidade . Os alunos foram indagados sobre :
- o grau de influência da enfermeira na sua escolha pelo Curso de Enfermagem ;
a função peculiar da enfermeira ;
os valores que j ulgam ser prioritários para as enfermeirs ; a aspiração maior da enfermeira m oderna ;
a p osição da enfermeira entre as demais carreiras univer sitárias;
- a possibilidade de a enfermeiTa compatibilizar o seu próprio papel com o papel feminino.
3 . 5 Apuração, tabulação e tratamento estatístico dos dados : foram feitos pelas autoras, manualmente ; a organização das tabelas visou a análise comparativa por Escola e por períOdo letivo. As tabelas de números 1 e 2 referem -se ao número de questionários respondidos e ao seu percentual em relação ao total de alunos m atriculados nos dois períOdOS letivos estudados e à contribuição de cada escola e de cada períOdO para o total de questionários.
s tabelas de nmeros 3 a 5 referem-se aos atributos individuais dos suj eitos estudados e tem por finalidade apenas caracterizar a população matriz. Estas cinco tabelas apresentam distribuição nu mérica e percentual . Para os dados da tabela n .o 3 foi calculada a moda das idades dos alunos das três escolas, por período letivo.
As dcmai3 tabelas ( de 6
a
1 1 ) apresentam os dados relativosà
imagem da enfermeira percebida pelos alunos. Para essas tabelas ( de 6 a 1 1 ) foi aplicado o teste F, para análse de variância, entre os totais dos dois períOdOS das três esco.as, entre os ses períodos , bem como os sétimos, a fim de se verificar se as diferenças obser v' das entre os períOdOS 0 entre as escolas eram signficantes.A tabela 8 refrente .0S valore8 seciais, que os
alunos julgaram
sua tabulação modificada em relação ao proj eto inicial. Os alunos ao responderem ao questionário, foram solicitados a numerar os sete valores em ordem da maior para a menor importância, en tretanto durante a apuração deliberou-se apurar apenas o valor considerado preeminente.
A tabela 10, referente à posição relativa da enfermagem entre as demais carreiras universitárias, também teve o seu plano modi ficado. Solicitou-se aos alunos que indicassem as profissões que s u geririam se tivesse eles que orientar j ovens na escolha de uma carreira, respeitando as tendências dos orientados pelas áreas de estudo , com três opções para cada área ( biomédica, humanística e tecnológica ) . Entretanto, na tabulação considerou-se apenas a pri meira opção para a área biomédica.
Em relação à opinião dos estudantes sobre o grau de interfe rência da c arreira de enfermeira no papel de mãe, esposa e dona .€ casa, os dados foram inicialmente organizados por sexo e estado civil ; entretanto, como se verificou pelo tratamento estatístico que n s diferenças de opinião entre as mulheres solteiras e casadas não eram siginficativas, a o mesmo nível utilizado, este plano foi aban donado. O sexo m asculino não foi estudado porque o número de casos observados foi p equeno. A tabela 11 mostra a apresentação geral desses dados.
4 -- ANÁLISE DOS DADOS
4 . 1 Características da população
4 . 1 . 1 População matriz : 88,9 % dos alunos m atriculado> n a s duas séries estudadas responderam ao questionário, isto é 385 ques tionários para 433 alunos matriculados nas escolas A, B e C , vari ando de 86,9 % na escola A e 90,3 % na escola C ( tabela 1 ) .
4 . 1 . 2 Composição da população matriz : cada escola ( A, B e C ) contribuiu p a r a o total de questionários com u m a proporção seme lhante às demais, 3 1 % , 35 % e 4 % , respectivamente .
Os dois períodos letivos estudados deram contribuição seme lhante a o total de questionários respondidos : 55,3 % para o primeiro e 44,7 % para o sétimo ( tabela 2 ) .
4 . 1 . 3 Idade : 86,0% dos alunos situaram-se entre as idades de 15 a 29 anos, sendo que 55,6 % ficaram na classe de 20 a 24 anos. A moda das idades foi de 22 anos, sendo 2 1 ,4 anos para o primeiro período e 22,8 anos para o sétimo período ( tabela 3 ) .
alu-REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 187
nos do primeiro período ( 93 % ) ; no sétimo período 82,6 % são sol teiros ( tabela 4 ) .
4 . 1 . 5 Sexo : 87,3 % dos alunos pertencem ao sexo feminino , sendo que o maior percentual foi o da E scola B ( 96,3 % ) e o menor o da Escola C (77,1 % ) . Também houve diferença entre os períOdOS estu dados : 84,5 % para o primeiro e 90,7 % para o sétimo. No primeiro período, o percentual mais alto foi o da Escola B 0 00 % ) e o mais baixo o da Escola C ( 77 , 1 % ) , tabela 5 ) .
4 . 1 . 6 Naturalidade : das 83, 9 % de alunos que se declararam bra sileiros, 64,7 % são da região Sudeste e 14,7 % do Nordeste, as de mais regiões não tiveram contribuição significativa. O Estado da Guanabara contribuiu com 72,3 % das respostas da região Sudeste e 55,7 % do total de todos os Estados .
4 . 2 A Imagem da Enferme ira percebida pelos estudantes
O teste de análise de variância aplicado aos dados das tabelas referentes ao tema demonstrou não haver diferenças significativas entre o total dos dois períodOS das três escolas, nem entre os pe ríodos correspondentes das três escolas ; o grau de confiança utili zado foi de 95 % . Deste modo as hipóteses de trabalho não foram confirmadas.
Assim, s respostas dos 385 alunos que responderam ao questio nário foram analisadas como um todo homogêneo .
4 . 2 . 1 Grau de influênca da enfermeira na escolha da carreira pelos estudantes : apenas 2 , 7 % dos alunos foram f ortemente influ enciados por uma enfermeira ; 16,9 % sofreram uma influência re gular, através de outros membros da equipe de saúde que não a enfermeira, do orientador vocacional ou de parentes e amigos ; 5,4 % sofreu uma influência fraca, através dos meios de comunicação e d' conversas em geral . 75,9 % não identificaram influência da en fermeira na escolha, declarando haver escolhido a profissão por uma decisão essencialmente pesoal. lguns afirmaram não haver conse guido vaga no curso que desej avam ( tabela 6 ) .
4 . 2 . 2 Opinião dos alunos sobre a função peculiar da enfermeira : 74,8% dos alunos identificaram o diagnóstico e o plano assistencial de enfermagem ( "em que e como deve ser o paciente assistido" ) como a função precípua da enfermeira. A observação e vigilância do paCiente para anotação na papeleta foi considerada função pre cípua por 7,5 % dos alunos e o treinamento do pessoal auxiliar por 6 ,7 % . s demais funções não obtiveram percentagem apreciável
1 88
4 . 2 . 3 Opinião dos alunos sobre os valores que julgam ser pri oritários para as enfermeiras : em um conj unto de sete valores so ciais, a educação, a saúde e o trabalho foram os mais indicados, com 35,3 % , 29 ,6 % e 20,2 % respectivamente . Os demais valores ( se gurança, diversão, dinheiro e moradia) , não obtiveram percentagem apreviável ( tabela 8 ) .
4 . 2 . 4 Opinião dos alunos sobre a maior aspiração da enfermeira moderna: 43,3 % dos participantes do inquérito j ulgam ter m status condizente com a dignidade da profissão constitui a maior aspiração d. classe e 34 % j ulgam que "exercer uma profissão em que se rea liza ao dar contribuição de valor na equipe de saúde" seria esta nspiração. Dos demais valores, apenas "progredir na carreira" obteve um percentual apreCiável : 12,5 % ( tabela 9 ) .
4 . 2 . 5 Posição da Enfermagem entre as demais carreiras uni versitárias da área das Ciêncas da Saúde : 52,1 % dos alunos indi caram a enfermagem como a carreira que sugeririam, como pri meira opção, para j ovens que desej assem escolher uma profissão na área biomédica. 37,1 % sugeririam a medicina. A opinião dos demais alunos 00,8 % ) estava distribuida entre outras oito pro fissões ( tabela 10) .
4 . 2 . 6 Opinião dos alunos sobre o grau de interferência da car reira da enfermeira n o papel de mãe, esposa e dona de casa: o percentual dos alunos que j ulgaram a carreira da enfermeira in compatível com o papel de mãe, de esposa e de dona de casa não foi importante ( 3 , 1 % , 3,6 % e 6,2 % respectivamente ) .
Mais de um terço j ulgou que a carreira não interfere nesses papéis femininos (32,9 % para o de mãe ; 43,4% para o de esposa e 33,5 % para o de dona de casa) .
Os demais alunos situaram-se entre estes dois extremos , divi ãindo sua opinião entre "interfere muito" e "interfere pouco". Pouco m ais de um terço desses alunos j ulgou que a carreira i nterfere muito no papel de mãe (34,3 % ) ; 26,8 % acharam que interfere pouco no papel de esposa e no de dona de casa ( 32,2 % e 4,3 % res pectivamente ) . 17,7 e 23,1 foram os percentuais encontrados para os que j ulgaram que a carreira interfere muito no papel de esposa e no de dona de casa respectivamente ( tabela 1 1 ) .
5 - INTERPRETAÇÃO DOS DOS
5 . 1 Características da População : Dentr- os atribu tos estuda dos merecem comentário o sexo e a naturalidade.
REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 189
outros no Esado da Guanabara, ( 1970) , sobre as caracterstics dos profossionais da área da saúde. Entretanto, a Reforma Univer sitária
(966 1 67) ,
ao determinar a abertura das escolas a ambos os �;exos e o vestibular unificado, fizeram com que os candidats pu dessem optar por três cursos em que desej assem se m atricular, de acordo com sua classificação. Assim, a partir de 1971 , começou a ingressar nos Cursos de Graduação em nfermagem um número crescente de alunos do sexo m asculino, conforme demonstra a dife rença entre o primeiro e o sétimo períodos letivos das escols, cor respondentes aos vestibulares de 1970
e 1973 (15e 31 estudantes dosexo masculino, respectivamente ) .
Quanto à naturalidade, o mesmo estudo acima citado refere que
apenas 22,3 % dos enfermeiros em exercício haviam nascido na ci dade do Rio de Janeiro, embora
70%
deles houvessem obtido se u diploma nas faculdades do Rio ou de Niteroi. O percentual obser vado agora neste trabalho foi de 55,7 % de estudantes cariocas, sendo que, em relação à região sudeste, esta proporção sobe para 72,3 % . O percentual dos alunos naturais d a região sudeste foi de 64,7 % . Estes dados poderiam ser atribuidos a uma diminuição de regionali zação do ensino.5 . 2 A Imagem da Enfermeira Percebida pelos estudantes
O percentual de estudantes que identificaram a influência di ret,a ou indireta da enfermeira, na sua escolha da profissão ( 24 , 1 % )
parece indicar que as enfermeiras não têm servido como modelo
para a comunidade, pois na verdade apenas 2 alunos em
10
conseguiram identi ficá-Ia como tal.
O alto percentual de alunos que identificaram o diagnstico e
o plano assistencial de enfermagem como a função precípua da
enfermeira ( 74,8 % ) mostra uma imagem altamente profisisonal, de acordo com o consenso existente entre as líderes da classe. Os dos 0utros itens que obtiveram percentagem apreciável, "observação e vigilância do paciente" (para registro) e "treinamento do pessoal
auxiliar", apesar de não constituirem a sua função precípua, são
realmente atribUições específicas da enfermeira.
Os valores considerados pelos alunos como prioritários para
s
('nfermeiras - educação, saúde e trabalho - atribuem n alo
grau de compromiso das mesmas enfermeiras c om a profissão, o
que é reforçado pelas respostas à questão seguinte, onde a m elhoria
do status profissional foi considerada a maior aspiração da classe ( 40,3 % ) . Esta suposição coincide c om a atual fase de evolução da
da enfermagem brasileira. Por outro lado, demonstra que os estu dantes j ulgam haver uma insatisfação com o status atual da en fermeira. O desej o, perfeitamente legítimo, de melhoria de status m ostra uma posição pragmática em relação à profssão ; entretanto, cerca de um terço dos estudantes (34 % ) atribuiu às enfermeiras uma posição mais idealista, em que sua maior spiração seria "dar contribuição de valor na e quipe de saúde". Nesta afirmativa, além de estar implícito o ideal de servir, faz-se também presente uma atitude prOfissional moderna : a do trabalho em equipe. A terceira aspiração apontada, com 12,5 % de referência progredir na carreira"
_ . reforça a imagem profissional já sugerida.
Apenas cerca da metade ( 52,1 % ) dos alunos j ulgou a enferma
gem como a melhor carreira a ser preferida pelos j ovens que de
sej am
escolher uma profissão na área da saúde. Mais d e um terço( 37 , 1 % ) considerou ser a medicina a profissão mais desej ável. stes c;ados sugerem que determinadas profissões mais antigas ainda exer cem grande atração sobre os j ovens, tendo alguns deles inclusive de cltrado que haviam optado no vestibular por outra profissão . Vale lembrar que esta opinião foi dada por m grupo sem experiência profis::ional e que seu aj ustamento à profissão provavelmente vai depender das oportunidades que encontrar na carreira.
As respostas à p ossibilidade de a enfermeira conciliar o seu papel prOfissional com o papel feminino de mãe, esposa e dona de
(;asa parecem indicar ser isto possível embora com certo grau de di ficuldade . Vale lembrar que o grupo não tem experiência nesse assunto ( 88.4 % é de s olteiros e ainda não estão no exercício da prOfissão) . Entretanto, a comparação entre as respostas das mu lheres solteiras e das casadas, embora limitada pelo pequeno nú mero destas, não evidenciou diferenças significativas.
O papel da mulher em nossa sociedade vem sofrendo modifi cações crescentes à medida em que se processa a emancipação fe minina. Assim, a enfermeira enfrenta hoj e toda a dificuldade de uma fase de transição . A dificuldade maior parece relacionou-se ao papel de mãe ( 3 4 3 % "interfere muito" ) talvez porque a comunidade não ofereça facilidades especiais às mães que trabalham fora de casa. sse fato se aj usta ao desej o traduzido na afirmação de Pierre Furter, de que a mulher "também tem o direito de se desenvolver profisisonalmente e muitas vezes isto entra em conflito com o que se espera dela como mãe de família . . . E j ustamente aí está a gran de contradição das sociedades modernas, que esperam que a mulher
REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM
e CONCLUSÕES
191
A imagem da enfermeira percebida pelas estudantes do Curso de Graduação de Enfermagem é altamente positiva : as funções, as aspirações e os valores a ela atribuídos refletem um profundo com
prometimento desta com a carreira que abraçou.
Esta imagem favorável não condiz com o achado
de
que a fufermeira não tem servido de modelo para os estudantes que es colhem a carreira de enfermagem .Não houve, como se viu, diferenças significativas entre Os alu
nos das três escolas estudadas e. o que é surpreendente , também não �e registraram divergências entre os alunos do primeiro e do sétimo períodos. A imagem positiva que tem o estudante ; e:1fennagem da
e n fermeira el e já a tra z ao ingre.sar n a escol a .
; - RECOMENDAÇõES
Às Diretoras e professoras das Escolas de Enfermagem:
- que procurem a va liar a imagem da enferm>ira percebida plos estudantes ao final do curso, em relação àquela que trouxe r a m ao ingressar na escola. de modo a adequar as experiências edu c acionais proporcionadas aos estuda ntes às modificações desej adas.
À ABEn Central e Seções Estaduais :
- que procu rem j untar os seus esforços de diVUlgação de uma
nova imagem da enfermeira aos esforços dos órgãos governamentais
i nteressados em corrigir as distorções do ensino superior e do mer
c ado de trabalho, fornecendo-lhes modelos adequados para cosumo da população.
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RESEDE, M. A. & RIVERA , S. D. - Aceitação la enfcr:nagem como profissão, Rev. Bras. Enr., 13 (3) : 382-393, 1960.
Escolas
rcsp.
A 53
B 73
C 87
TOTAL 213
-� .
TABELA I
NÚMERO DE AI,UNOS MATRICULADOS NO PR l\l.IRO E S"TIMO PERíODOS D.\ 8 E SCOLAS A, B e C
E NÚMERO E 'ERCENTU.\L DE QUE STIONARIO S R.SPO�mmos E NAO :ESPONDIDOS
DI STRIBUIÇAO NUMiRICA DISTRIBUIÇAO PERCETUAL
I." Período 7.· Período Total 1."Perl10 7.· Período Total
n/rcsl. total r�sp. n/resp. tutal re"p. n/resp. toial resp. n/resp. total resp. n/resp. total resp. n/resp.
6 59 65 12 78 119 18 137 89 . 8 10 . 2 100 . 0 81 . 6 15 . 4 100 . 0 86 . 9 13 . 1
a 82 62 7 69 135 15 1 5 1 89 . 8 1 1 . 0 100 0 89 . 3 10 . 2 l Ca . O 89 . 4 1 0 . 6
1 1 93 44 3 41 131 14 145 38 . 8 1 1 . 2 100 . 0 93 . 6 6 . 4 100 . 0 aO . 3 a . 7
26 239 172 22 Ul4 385 48 433 89 . 1 10 . 9 1 00 . 0 83 . 7 1 1 . 3 1GO . O 33 . 9 1 1 . 1 total
100 . 0
100 . 0
100 . 0
100 . 0
�--TABEA 2
NUERO
E PERCENTUAL DOS QTESTIONARIOSRESPONDIDOS. SEGUNDO A ESCOI,,\ E O PERíODO I.ETlVO
Distribuição Numérica Percentual por Escola Percentua l por Período
scolüs 1.0 período 7 .° Período Total 1.0 Período 7 .° Período Total 1.° Período 7 .° Período Total
A 53 66 119 24 . 9 38 . 4 3 1 . O 44 .5 55 . 5 1 00 . 0
B 7 3 62 135 34 . 3 3 6 . 0 3 5 . 0 54 . 1 45 . 9 1 00 . 0
c 87 44 1 3 1 4 0 . 8 25 . 6 34 . 0 64 . 4 33 . 6 1 00 . 0
TAUELA 3
ID!.D; DOS AL;OS QUE RES'ONnEl,h�l O Q:ESTIONARIO. S:GrNDO A ESCOL.' Z O 'EElODO L'IYO
DISTRlBUIÇAO NUM�RIC.\ DISTRIBUIÇ.O PERCENTUAL
ESCOLA A ESCOLA 8 ESCOL\ C TOTAL ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL
IDADES
1.. p . 7.· p . T 1.- p , 7.· p . T 1.· p . 7.· P T 1.- p . 7." p . T 1.° p . 7.° ' . T 1.0 p . 7.· p . T 1.0 p . 7.· p . T 1." p . 7.· p . T
15 1 9 1 2 12 12 20 20 � 25 57 57 22 . 6 1 0 . 1 27 . 4 14 . 8 te . 7 19 . 1 26 . 8 14 . 8
20 24 34 29 3 45 29 7. 47 30 7 126 88 2 14 64 . 1 43 . 9 53 .0 6 1 . 7 46 . 8 54 . 8 54 . 0 8 . 2 58 . 8 59 . 1 51 . 2 55 . 8
25 Zg 1 8 2 0 2 0 � 1 5 1 5 4 5 60 3 . 8 27 . 3 1 6 . 8 6 . 8 32 . 3 1 8 . 5 9 . 2 1 5 . 9 1 1 . 4 7 . 0 2� . 1 1 5 . S
30 e mes 1 5 1 9 1 2 1 5 7 1 4 1 4 34 48 � . 6 22 . 7 1 5 . 9 4 . 1 1 9 . 3 1 1 . 1 8 . 1 1 5 . 9 1 0 . 7 e . 6 1 9 . 8 1 2
� m r.I�sta 5 1 . 9 0 . 1 4 . 2 1 . 6 0 .8 0 . 5 2 . g
TOTL 53 M 1 ! 9 73 82 135 87 44 131 213 1 7 2 85 100 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 100 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 100 . 0 100 . 0
Moda: 1 .0 er lodo 2 1 . 4 ans
7.° per IaM 23 . 8 anos
DISTRIBUIÇAO DOS ALUNOS Q:E RESPONDERAM O QU,STIONAaIO CONFOJE O SEXO E iSADO CIVIL SEGUNO A ESCOLA E O rERtoDo LETIVO
mSTRIBUIÇAO NU\�tRlCA D1STlB;IÇ.O PERCENTUAL
SEXO E
ESTADO ESCOL.\ A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOT.\L
CIVIL
1.° p . 7.· p . T 1.. p . 7.· p . T 1.. p . 7.· p . T 1.· p . 7.Q p , T 1.· p . 7.· p . T I.· J . 7.· p . T I.· p . 7,· p. T I,· p . 7.· p . T
exo
Feminino 42 63 105 8 2 1 3 0 7 0 3 1 10 1 1 60 1 5 6 336 79 . 2 95 . 5 88 . 2 93 . 2 1 00 . 0 96. 3 80 . 5 70 . 5 77 . 1 64 . 5 . . 7 37 . 3
M..:ulino la 12 1 6 1 3 19 3 1 1 5 46 1 8 . 9 3 . 0 1 0 . 1 6 . 8 3 . 7 1 8 . 4 29 . 5 22 . 1 1 4 . 6 8 . 7 I l . g
S€m ressa 1 . 9 1 . 5 1 . 7 1 . 1 0 . 8 0 . 9 0 . 6 0 . 8
TOTAL 53 66 1 1 9 7 3 6 2 1 3 5 8 7 4 4 1 3 1 2 1 3 172 385 1 00 . 0 1 00 . 0 100 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 CO . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0
Estado Civil
Solteiro 50 57 1 07 69 52 1 2 1 D i 3 3 1 1 2 1 9 S 1 * 2 340 94 . 3 86 . 4 90 . 8 94 . 5 83.9 89 . 7 90 . 9 10 . 0 85 . 5 93 . 0 82 . � 88 . 4 Casado 12 1 0 1 0 I I 2 G 3 7 3 . 8 1 0 . 6 7 . 6 4 . 1 1 4 . 5 8 . 9 6 . 9 22 . 7 1 2 . 2 5 . 2 1 5 . 1 9 . 6
Outros 1 . 5 0 . 8 1 . 6 8 . 9 2 . 3 1 . 5 0 . 9 1 . 7 1 . 0
Eem resosta 1 . 9 1 . 5 0 . 8 1 . 4 0 . 7 0 . 8 0 . 9 0 . 6 1 . 0
'ABnA 5
DIStRIBJÇAO DOS "LUXOS QtiE .�Sr;DEnl O lUE;TIO'.4:�lC, SEGl;DO O LOCAL m: iASClItEoTO
DISTRIUBUIÇAO NUlltRICA DISTRlBilÇAO PERCENUAL
ESCOLA A ESCOLA B SCOA C TOTAL ESCOl,. A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL
EGI.O I." p . 7.° p . T 1.· p . 7.· p . T 1 .0 p . 7.0 p . T 1.· P 7.Q p . T 1.0 I . 1.� p . T 1.° p . 7.· p . T 1.° I . 7.° p . T 1.' p . 7.° y . T
Noe t 3 1 . 5 l . a 2 . 7 3 . 2 3 . O 3 . . 2 . 3 2 . 3 1 . 7 3 . 1
Nordue � 16 19 5 1 8 24 8 & 14 1 7 4 0 5 7 5 . 7 24 . 2 1 6 . O 8 . 2 2â . l 1 7 . 8 9 . 3 1 3 . 7 1 0 . 7 7 . 9 22 . 2 . . 7
Sudeste 39 23 62 8 31 a9 65 33 98 1 62 87 219 73 . 5 34 . 9 52 . 2 79 . 4 50 . 0 65 . 9 74 . 7 75 . 0 74 . 8 7S . 0 5Q . 7 tH . 7
Sul l 1 . 9 0 . 8 1 . 4 3 . 2 2 . 2 1.1 2 . 3 1 . 5 l . i 1 . 7 1 . 6
C.ntr'!t., 1 . 9 0 . 8 1 . 4 1 . 6 1 . 5 0 . 9 0 . 6 0 . 0
DrS1l H 40 84 58 4 1�2 77 40 1 1 7 189 1 34 3�3 83 . 0 &0 . 6 70 . & 93 . 1 87 . 2 90 . 4 8 . 5 91 . 0 89 . 3 88 . 8 I . 9 8; . 9
strangelra 4 4 1 5 1 . 5 0 . 8 5 . 5 6 . 4 5 . 9 4 . 6 4 . 5 4 . 5 3 . 8 4 . 1 3 . 9
Sem respa 2� 34 e 1 6 3 1 47 1 7 . 8 37 . 9 28 . 8 1 . 4 6 . 4 3 . 7 & . 9 4 . 5 8 . 1 7 . 3 18 . 0 12 . �
TL i3 88 1 1 9 73 62 135 87 1 3 1 2 1 3 172 35 1 00 . 0 100 . 0 1 00 . 0 1 0 . 0 100 . 0 1 00 . 0 10 . 0 1 0 . 0 10 . 0 1 0 . 0 10 . 0 1 ) . O
TA
B
6GAU DE INFLUtNCIA DA ENFERMEIRA NA ESCOLA DA CARREIRA PELOS ESTUDANTES
SEGUNDO A ESCOLA E O PERíODO LETIVO
Grau de E SCOLA A ESCOLA
B
ESCOLA C l'OTALinfluência Períds Períods Períodos Períods Total
da Enfeneira 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7 .° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . N.o
%
Forte 1 2 2 4 3 7 1 1 5 6 1 1 2 . 7
Regular 1 0 22 32 1 1 17 28 9 1 0 19 30 39 69 16 . 9
Fraco 1 4 5 4 5 9 6 2 8 1 1 1 1 22 5 . 4
Não 42 50 92 61 40 1 0 1 8 0 3 4 1 14 183 124 307 75 . 0
TOTL 54 78 1 3 2 80 65 145 95 47 142 329 180 180 100 . 0
TABELA 7
OPINIAO DOS ALUNOS SOBRE A FUNÇAO
D
AENFERMEIRA-CHEFE, SEGUNDO AESCOLA E O PERíODO LETIVO
Função peculiar E SCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL
a Enfermeira 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.o p . T
%
Alimentar e dar banho
nos 1.cientes graves 1 1 2 2 87 44 131 213 172 385 100 . 0
Administrar
medicamentos 7 1 8 2 2 2 1 3 0 . 8
Ob3ervação e
vigilân-cia do paciente 6 4 10 12 · 2 14 5 1 6 14 2 16 4 . 2
Fazer escala de
serviços 3 3 7 7 3 2 5 2 1 8 29 7 . 5
Treinar pessoal
aL:iliar 2 5 7 1 7 8 2 3 5 12 3 15 3 . 9
Diagnóstico e plano
asistenci.l de
Enfermagem 35 51 86 49 52 101 9 2 1 1 1 2 14 26 6 . 7
S/R 4 4 1 1 66 35 101 150 138 288 74 . 8
TOTL 53 66 1 19 73 62 135 2 1 3 2 6 8 2 . 1
Tese F de análise de variância como Fc foI menor do que F tab., aceita-se que A = B = C e que 1 .0 e 7.°, com
OPINIAO DOS ALUNOS SOBRE OS VALORES QUE JULGAM
SER SER PRIORITARIOS PARA AS ENFERMEJRAS
Escola A Escola B ESCOLA C TOTAL
Valoes
1.° p . 7 .° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.0 p . 7.° p . T 1.0 p . 7.° p . T
%
Educação 20 24 44 24 24 48 24 20 44 68 68 1 3 6 35 . 3
Diversão 1 1 2 4 6 3 3 5 5 1 0 2 . 6
Saúde 1 1 1 9 30 2 5 21 46 21 1 4 38 60 54 1 14 29 . 6
Dinheiro 1 1 2 2 5 7 1 4 6 1 0 2 . 8
Trabalho 1 6 1 0 2 6 1 4 4 1 8 29 5 34 59 19 78 20 . 2
-Moradia 1 1 2 2 1 3 1 3 3 6 1 . 6
Segurança
4 6 1 0 4 S 7 5 4 9 1 3 1 3 2 6 6 . SS/R
4 4 1 1 4 5 1 . 3TOTAL 53 65 1 1 9 73 62 1 3 5 n �
0 1 44 1 3 1 2 1 3 172 285 1 00 . 0
Teste F de análise de variância : como Fc foi menor do que F tab., aceita-se que A = B = C e que 1 .°=7 .°,
TABEI.A 9
OPINIAO DOS 9STCDANT9S SOBRE A MAIOR ASPIRAÇAO DA ENFER\IEIRA MODERNA
SEGllNDO ESCOLA E PERtoDO LETIYO
ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA C 'rOTAL
---Valors
1.0 p . 7 .° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p .
Deixar de trabalhar
após o casamento 1 1 1 1 2
Trocar de profssão 2 3 1 1 1 2 3 4 3
Ganhar bem 1 6 7 7 3 1 0 6 2
8
1 4 1 1Ter status condizente 22 27 49 36 29 65 33 20 53 9 1 7 6
Progredir na urreira 7 5 1 2 4 11 1 5 1 9 2 2 1 3 0 1 8
Contribuir c o m a
equipe de saúde 20 23 43 23 19 42
28
1 8 4 6 7 1 60Sem resposta 4 4 1 1 1 4
TOTAL 53 6 6 1 1 9 7 3 62 135 87 44 131 213 1 7 2
Teste F de análise de variância : como Fc foi menor do que F tab., aceita-se que A =B= C e que 1 .0
a probabilidade de 99,5 %
T
%
2 0 . 5
7 1 . 8
25 6 . 5
1 67 43 . 4 48 12 . 5
1 3 1 34 . 0 5
1 . 3
385 1 00 . 0
10
POSIÇAO DA ENFERMAGEM ENTRE ÀS DEMAIS CARREIRAS UNIVERSITARIAS
DAS AREAS DAS CtNCIAS DA SAÚDE
TABELA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL
Area Biomédica
1.0 p . 7.° p . T 1.0 p . 7 .° p . T 1.° p , 7.° p . T 1.o p . 7:° p . T
%
Ciência
s
Biológics 1 2 1 1 1 1 1 3 2 5 1 . 7Educação Física 2 2 1 1 3 3 1 . 0
Enfermagem 29 20 49 22 39 6 1 23 1 7 4 0 74 76 1 50 50 . 2
Farmácia 2 2 2 3 5 4 3 7 2 . 3
Fisioterapia 1 1 1 1 0 . 3
Logopedia
MeJcina 1 4 9 23 26 10 3e· 36 22 58 76 31 1 1 7 39 . 1
Odontologia 2 2 2 2 4 4 2 6 2 . 0
Psicologia 5 5 3 3 8 8 2 . 7
Veterinária 1 1 1 1 2 2 0 . 7
TOTAL 48 3 1 79 59 52 1 1 1 68 4 1 109 175 124 299 1 00 . 0
Teste F de análse de variância : como Fc foi menor do que F tab., aceita-se que A = B = C e que o 1 .0 - 7 .°
TABELA 11
OPINIAO D O S ESTUDANTES SOBRE O GRAU DE INTERFEtNCIA D A CARREIRA DE ENFERMEIRA NO PAPEI.
DE AE, ESPOSA E DONA DE CASA POR ESCOLA E PERíODO J.ETIVO
E SCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL TOTAL GERAL
Papel Interferência
1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7 .° p . T 1 .° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T
%
Incomatível 6 6 1 2 3 1 2 3 2 10 1 2 3.1
Muito 17 25 42 33 24 57 24 9 22 74 58 1 3 2 34 . 3
Mãe Pouco 15 23 38 27 9 36 15 14 29 57 46 103 26 . 8
Não 20 1 1 3 1 1 0 24 34 45 1 7 62 75 52 127 33 . 0
S/resosta 1 . 1 1 2 3 5 2 2 4 5 6 1 1 2 . 8
Total 53 6e· 11 9 73 62 135 87 44 131 213 1 72 285 1 00 . 0
Incompatível 1 5 6 12 1 5 27 1 1 9 2 0 3 1 3 7 eg 1 7 . 7
Muitó 8 1 3 21 28 14 42 3 1 1 1 42 78 46 1 2 4 32 . 2
Esposa Pouco 19 21 40 27 28 55 41 21 62 92 75 1 67 43 . 4
Não 24 26 50 3 3 6 2 2 4 6 6 12 3 . 1
S/resposta 1 1 2 73 62 135 · 87 44 13 1 2 1 3 172 385 1 00 . 0
Total 53 6e· 1 1 9 3 2 5 2 1 3 6 8 1 4 3 . 6
Incompatível 2 6 8 3 2 5 7 4 1 1 1 2 1 2 24 6 . 3
Dona Muito 1 5 4 1 9 2 6 1 9 45 1 5 1 0 25 56 33 89 23 . 1
de Pouco 1 9 30 49 25 15 4 0 30 13 43 74 58 132 34. 3
casa Não 1 6 25 41 1 7 23 40 33 15 48 66 63 129 33 . 5
S/resposta 1 1 2 2 3 � 2 2 4 5 6 1 1 2 . 8
Total 53 66 1 19 73 62 135 87 44 131 213 172 385 1 00 . 0
.. NEXO 2 : Q UESTIONARIO RESPONDIDO PELOS ALUNOS
NOME DA ESCOLA . . . .
ANO DO VSTmULAR . . . ... URMA . . . .
IDADE . . . . SEXO . . . .
ESTADO CIVIL . . . NATALIDADE . . . .
1 - A sua decisão em seguir o curso de enfermagem resultou de
decisão essenciamente pessoal
converss casuais com pessoas que não trabalham na área da saúde
influência de parentes e amigos
meios de comunicação (leituras, cinema, televisão )
orienação vocacional
por influência de outro membro da equipe de saúde (mé dico e outros)
conhece uma enfermeira
2 -
Qual
a função mais importante da enfermeira responsável poruma unidade do hospital ? ( escolher uma resposta apenas)
alimentar e dar banho nos pacientes graves administrar medicamentos
observação e vigilânCia do paciente para anotar na pa peleta
fazer escalas de serviço para o pessoal de enfermagem treinar o pessoal auxiliar
identificar em que e como deve ser o paciene assistido.
3 - Numere, em ordem de maior para a menor importância, os seguintes valores como supõe que uma enfermeira responderia
educar-se
divertir-se com os amigos e a família
conservar sua saúde economizar dinheiro
trabalhar em um emprego satisfatório . morar em m bom bairro
EVISTA BRASILEmA DE ENRMAGM 5
4 - Dentre os quesitos abaixo, na sua opinião, e segundo o que tem observado, o que a enfermeira moderna tem como ideal ou mais desej a
(escolher uma só resposta)
deixar de trabalhar após o casamento trocar de profissão
ter um mínimo de mais de 10 ( dez) vezes o salário mí nimo
ter um status condizente com a dignidade da profissão progredir na sua carreira
exercer profissão em que se realiza ao dar contribuição de valor na equipe de saúde
5 - Se tivesse que orientar j ovens sobre a escolha de uma carreira, respeitando suas tendências p eas áreas de estudo, quais pro fissões sugeriria ?
Área biomédica Area humanística Area tecnOlógica
l,a opção 2.. opção 3 .. opção
ô - Na sua opinião, de que forma a carreira de enfermeira interfere no papel feminino de :
(escolher uma resposta em cada um ds três itens)
1 - MAE
é incompatível interfere muito interfere pouco não interfere
2 - ESPOSA
é incompatível interfere muito
interfere pouco não interfere
3 -DONA DE CASA
é incompatível interfere muito interfere pouco