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Rev. Bras. Enferm. vol.27 número2

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"MODIFICAÇÕES DA IMAGEM DA ENFERMEIRA,

PERCEBIDAS PELOS ESTUDANTES, DURANTE

O

CURSO

DE

GRADUAÇAO DE ENFERMAGEM"

1 - O PROBLMA

1 . 1 Introdução:

Ieda

Barreira de

Castro

*

Neiva

Lunardi * * Anice

Maria Colori ti * * *

Francimar de Moura * * * *

Um a profissão surge para atender a uma necessidade social , que decorre do processo de desenvolvimento da comunidade . Quan­ to mais acelerado este processo maior tem que ser a capacidade de adaptação da profissão a essas mudanças.

Mayor (963 ) faz um paralelo entre as fases de crescimento e desenvolvimento de qualquer profissão e do ser humano conside ­ rando os períOdOS de infância, adolescência e de maturidade . Ne­ nhma profissão nasce na idade adulta. A visão de qualquer grupo profssional nesta perspectiva possibilita melhor avaliação de seu "status" e maior c ompreensão do papel perante a sociedade .

Nestes cinqüenta anos de existência a Enfermagem no Brasil "em atravessando s suas fases de crescimento. Julgamos poder si ­ tuá-la no início da fase adulta, necessitando ainda expandir a sua a tividade de pesquisa, para atingir a maturidade.

Em 1949, a Lei 775 e o seu Regulamento, que dispõem sobre o ensino de nfermagem no país, fixaram um currículo de trinta e seis meses de duração incluídos os trabalhos práticos e os estágios. Entretanto não houve alterações qualificativas de importância no

* Supervisara. da Divisáe Nacinoal de Tuberculose.

* * Professor, do Curso de Auxiliar de Enfermagem da Universidade Católica de Pelotas, RS.

* * * Diretor. d. Escol. de Auxiliares de Enfermagem N. S. de Fáti­ ma , Caxias do Sul, RS.

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REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 181

conteúdo programático, prevalecendo a ênfase n a parte prática.

A fundamentação teórica dos p rocedimentos de enfermagem conti ­ nuou a ser negligenciada.

Há cerca de dez anos, as Escolas de Enfermagem pssaram a exigir das suas candidatas o certificado de conclusão do segun d o ciclo secundário. Na mesma época o Parecer 271/62 do Conselho Fe ­ (leral de Educação fixou o Currículo Mínimo para os Cursos de En ­ fermagem. Este fato m arca o início de uma nova fase para a en ­

fermagem brasileira . A Reforma Universitária , decorrente dos de­ cretos n .O 53/66 e 252/67, veio apressar a evolução das escolas e a sua integra ção nas Universidades, através da implantação de um sistem a comum de ensino e pesquisa, pela concentração das matérias l;asicas em unidades próprias. Atualmente estão saindo das Univer­ sidades os primeiros produtos educacionais dessa reforma.

O estudante de enfermagem, ao ingressar no Curso de Gradua­ dio. traz consigo o esterótipo da enfermeira mantido pela sociedad e . c a b e n d o à s Escolas oferecer-lhe u m a imagem m ais compatível com o tipo profissional que desej am formar, isto é, que estej a aj ustado

à s norms éticas aprovadas pela classe e

à

realidade do país. Em

1 967, o XIX Congresso Brasileiro de E nfermagem, considerando" (2 ) que a reforma Universitária abriria p erspectivas p ara um revigo­ ramento dos cursos de Gra duação para enfermeiras , dependendo t odavia da oportunidade que tiverem as educadoras de enfermagem ele interpretar para a Universidade a que pertencem , os objetivos do ensino profissional de enfermagem . recomendou

às

Diretoras e ao Corpo Docente de Enfermagem ( b ) que se desse prioridade, nos planos de trabalho, a uma campanha de divulgação sobre a pro­ fissão, procuran do criar uma nova imagem da enfermeira" .

Esperamos que este trabalho sirva de referência a estudos pos­ tuiores que possam ampliar o conhecimento do problema e que o (·stud o do assunto sej a útil à avaliação dos currículos dos Cursos de Graduação em Enfermagem .

1 . 2 Hipóteses de trabalh o :

O Currículo do Curso de Graduação altera a imagem da en ­ fermeira que a aluna de enfermagem traz ao ingressar na escol a s modificações da imagem da enfermeira percebidos pelos es­ tudantes variam entre as escolas frequentadas.

2 - REVISAO DA LITRATURA

Sobre o asunto existem e studos estrangeiros , entretanto, n o

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de investigação específicas. Também não relacionam o problema com o c omportamento dos alunos do Curso de Graduação.

2 . 1 A Evolução de Enfermagem n o Brasil :

Em 1963, Alcântara, preocupada com o assunto elaborou uma tese sobre " A ENFERMAGEM MODERNA COMO CATEGORIA PROFISSIONAL . OBSTÁCULOS A SUA EXPANSAO NA SOCIEDADE BRASILEIRA" . A pesquisa foi realizada em 1961 e 1962 na cidade de Ribeirão Preto . localizada em uma região desenvolvida do Estado de São Paulo, e foi publicada em São Paulo em 1966.

Pela análise d a situação histórico- cultural, apesar da falta de dados referentes ao pessoal d e enfermagem que trabalhava n os hos­ p i tais brasileiros no passado, a autora deduziu que na década de vinte , época da implantação da enfermagem profissional no Brasil, a s condições da sociedade brasileira eram muito mais desf.v oráveis do que as prevalescentes n a Inglaterra e nos Estados Unidos na se gunda metade do século XIX, quando emergia naqueles países a enfermagem moderna. Constata. entretanto, que transformações ocor­ ridas no Brasil em diversos setores da vida social repercutiram fa­ voravelmente sobre a profissão, permitindo elevar o "status" da en­ ferm eira diplomada, c olocando-a na hierarquia de prestígio de pro­ fissões em torno d a medicina, j unto àquelas que exigem formação especializada . Definiu a autora, como características d a profissão n� époc a, a predominância dos elementos do sexo feminino entre os profissionais, o reduzido número de pessoas que compunham a classe ôm relação a outras classes e o mercado de trabalho em expansão .

Sugeriu q u e a elevação das escolas de enfermagem a estabele ­ rimentos de nível superior seria f ator para atrair maior número de c andida tos à profissão.

2 . 2 A Enferm eira do Estado da Guan abara

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na-REVISTA BRASILEIRA DE E NFERMAGEM 183

turais da região Nordeste do Brasil, ao contrário dos demais profis­ sionais em relação aos quais o deslocamento observado era basica­ mente intraregional. Entretanto, sete em dez enfermeiros radica dos na Guanabara haviam obtido o seu diploma nas faculdades do Rio cu de Niteroi , o que parece significar que não emigram para outros Estados os elementos aqui formados.

Os dados sobre o exercício profissional mostraram que a super ­

'J isão, quer diretamente ligada

à

atividade prática de enfermagem ou não, envolvia, na m aioria das vezes, grupos de até vinte indiví­ duos, c onstituídos fundamentalmente p or auxiliares de enfermagem e atendentes . Nesse sentido , a tarefa d ocente, traduzida n o treina­ m ento e aperfeiçoamento de outros elementos em serviço, assume

especial importância.

2 . 3 A Imagem da enfermeira entre estudantes de enfermageD nos Estados Unidos

No artigo "A imagem da enfermeira não está m udando " , vU­ bjicad o Collins e Joel ( 197 1 ) relatam o efeito dos tradicionais este­ reótipos da enfermagem no recrutamento de candidatos e na sua

fixacão à profissão . A imagem tradicional da enfermeira associa-se

. execução de tarefas que representam cuidados a o paciente. A en­ fermeira é vista cemo uma pessoa que alimenta e conforta . executa t é cnicas e cumpre as ordens médicas. Por outro lado o hospital ocupa a posição c entral e preeminente como local d e prátic'l , l. a

percepçã o da enferma-em como ocupação, atribuída tod a ênfase 2.

narte técnica.

Os autores lembram que esta imagem não se conform a com o m o ­

;,10 d e profissional previsto pelos currículos de Graduação, d e vez

que a imagem da enfermeira profissional, s e gundo aquele m odelo

c a racteri za-se por um desej o de ação independente , de ânsia em

experimentar, de renovar, de questionar e d e assumir responsabi: i­ n ades .

Conclui também os autores que os estudantes c onservam uma

idealização altamente técnica a o considerar a enferm agem e que os e d ucadores falharam a o não imbui-los de uma imagem tipicamente profisisonal, com o sentido de devoção

à

prática que ela inclui .

No estudo "A imagem em estudantes bacharéis " . Olsen e Fred , ( 1 966 ) , constataram que , apesar de a imagem profissional p oder ser incorporada à medida que se desenvolve a experiência educacion al, Q imagem tradicional persiste no decorrer do estudo e coexiste com a imagem profissional .

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1 84

imagem técnica da enfermagem, apesar de terem atingido um nível c omparativamente mais elevado, que poderia propiciar uma visão mais liberal d o papel feminino.

As expectativas c ultura i s d o papel da mulher em nossa socie ­

d ade inibem a interiorização d o autoconceito orientado para car ­ reira, que resulta em um padrão difuso e ambíguo da imagem ocupa­

cionaL

Parece que a indiferença subj acente quanto a uma carreira p a c onseqüente falta de comprometimento com a profissão, como 1.al, permitem aos estudantes a liberdade de conceber a enfermagem e as suas relações c om ela de modo individual e idiosincrático.

3 - METODOLOGIA

3 . 1 população estudada : alunos das fases inicial e terminal dos três Cursos de Graduação das Escolas de Enfermagem existentes no Estado da Guanabara, integrantes da Universidade Federal do Rio

ele Janeiro ( URJ ) . da Univers i d a d e do Estado da Guanabara ( UEG ) ; d as Federações das Escolas Federais Isoladas d o Estado da Gua­ n abara.

Foram escolhidos o primeiro e o sétimo períodos a fim de pos­ sibilitar o estudo c omparativo da percepção da imagem da enfer­ meira por parte dos alunos d o ciclo pré-profissional e daqueles que (;oncluiram a formação profissional básica, anterior à escolha da 1 mbilitação .

As escolas foram denominadas A, B e C, de acordo com a or­ dem cronológica da data d e início da coleta de dados. O conj unto d as três apresentou um total de 433 aI nas matriculados nos períodos

c itados .

3 . 2 Recursos : as autoras financiaram os gastos do estud o ; en ­

t retanto a cooperação de professores e amigos, antes citados. possi­ bilitou a sua realização.

3 . 3 Prazo : com o o trabaiho deveria ser apre sen.ado no XXV

Congresso Brasileiro de Enfermagem , o seu desenvolvimento ficou wbordinado aos prazos estabelecidos pela Comissã o de Temas do mesmo Congresso.

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REVISTA BRASILEIR A DE E NFERMAGEM 185

A receptividade a o preenchimento do questionário foi muito boa por parte dos alunos que demonstraram grande interesse em res ­ ponder às perguntas, o que foi feito em classe, com a presença de, pelo menos, uma das autoras. Antes de se distribuirem os formu­ lários explicava-se a finalidade d a pesquisa, a importância da co­ laboração de cada aluno para o bom êxito do trabalho e a pes­ quisadora colocava-se à disposição de todos para qualquer esclare­ cimento. Não houve recusas. O máximo de tempo gasto para a aplicação do questionário em uma classe foi de cerca de 30 minutos , conforme havia sido previsto.

No questionário figuravam , além do nome da escola, o ano do vestibular, a turma e os dados referentes aos atributos pessoais, como idade, sexo, estado civil e naturalidade . Os alunos foram indagados sobre :

- o grau de influência da enfermeira na sua escolha pelo Curso de Enfermagem ;

a função peculiar da enfermeira ;

os valores que j ulgam ser prioritários para as enfermeirs ; a aspiração maior da enfermeira m oderna ;

a p osição da enfermeira entre as demais carreiras univer­ sitárias;

- a possibilidade de a enfermeiTa compatibilizar o seu próprio papel com o papel feminino.

3 . 5 Apuração, tabulação e tratamento estatístico dos dados : foram feitos pelas autoras, manualmente ; a organização das tabelas visou a análise comparativa por Escola e por períOdo letivo. As tabelas de números 1 e 2 referem -se ao número de questionários respondidos e ao seu percentual em relação ao total de alunos m atriculados nos dois períOdOS letivos estudados e à contribuição de cada escola e de cada períOdO para o total de questionários.

s tabelas de nmeros 3 a 5 referem-se aos atributos individuais dos suj eitos estudados e tem por finalidade apenas caracterizar a população matriz. Estas cinco tabelas apresentam distribuição nu­ mérica e percentual . Para os dados da tabela n .o 3 foi calculada a moda das idades dos alunos das três escolas, por período letivo.

As dcmai3 tabelas ( de 6

a

1 1 ) apresentam os dados relativos

à

imagem da enfermeira percebida pelos alunos. Para essas tabelas ( de 6 a 1 1 ) foi aplicado o teste F, para análse de variância, entre os totais dos dois períOdOS das três esco.as, entre os ses períodos , bem como os sétimos, a fim de se verificar se as diferenças obser­ v' das entre os períOdOS 0 entre as escolas eram signficantes.

A tabela 8 refrente .0S valore8 seciais, que os

alunos julgaram

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sua tabulação modificada em relação ao proj eto inicial. Os alunos ao responderem ao questionário, foram solicitados a numerar os sete valores em ordem da maior para a menor importância, en­ tretanto durante a apuração deliberou-se apurar apenas o valor considerado preeminente.

A tabela 10, referente à posição relativa da enfermagem entre as demais carreiras universitárias, também teve o seu plano modi­ ficado. Solicitou-se aos alunos que indicassem as profissões que s u geririam se tivesse eles que orientar j ovens na escolha de uma carreira, respeitando as tendências dos orientados pelas áreas de estudo , com três opções para cada área ( biomédica, humanística e tecnológica ) . Entretanto, na tabulação considerou-se apenas a pri­ meira opção para a área biomédica.

Em relação à opinião dos estudantes sobre o grau de interfe­ rência da c arreira de enfermeira no papel de mãe, esposa e dona .€ casa, os dados foram inicialmente organizados por sexo e estado civil ; entretanto, como se verificou pelo tratamento estatístico que n s diferenças de opinião entre as mulheres solteiras e casadas não eram siginficativas, a o mesmo nível utilizado, este plano foi aban­ donado. O sexo m asculino não foi estudado porque o número de casos observados foi p equeno. A tabela 11 mostra a apresentação geral desses dados.

4 -- ANÁLISE DOS DADOS

4 . 1 Características da população

4 . 1 . 1 População matriz : 88,9 % dos alunos m atriculado> n a s duas séries estudadas responderam ao questionário, isto é 385 ques­ tionários para 433 alunos matriculados nas escolas A, B e C , vari­ ando de 86,9 % na escola A e 90,3 % na escola C ( tabela 1 ) .

4 . 1 . 2 Composição da população matriz : cada escola ( A, B e C ) contribuiu p a r a o total de questionários com u m a proporção seme­ lhante às demais, 3 1 % , 35 % e 4 % , respectivamente .

Os dois períodos letivos estudados deram contribuição seme­ lhante a o total de questionários respondidos : 55,3 % para o primeiro e 44,7 % para o sétimo ( tabela 2 ) .

4 . 1 . 3 Idade : 86,0% dos alunos situaram-se entre as idades de 15 a 29 anos, sendo que 55,6 % ficaram na classe de 20 a 24 anos. A moda das idades foi de 22 anos, sendo 2 1 ,4 anos para o primeiro período e 22,8 anos para o sétimo período ( tabela 3 ) .

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alu-REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 187

nos do primeiro período ( 93 % ) ; no sétimo período 82,6 % são sol­ teiros ( tabela 4 ) .

4 . 1 . 5 Sexo : 87,3 % dos alunos pertencem ao sexo feminino , sendo que o maior percentual foi o da E scola B ( 96,3 % ) e o menor o da Escola C (77,1 % ) . Também houve diferença entre os períOdOS estu­ dados : 84,5 % para o primeiro e 90,7 % para o sétimo. No primeiro período, o percentual mais alto foi o da Escola B 0 00 % ) e o mais baixo o da Escola C ( 77 , 1 % ) , tabela 5 ) .

4 . 1 . 6 Naturalidade : das 83, 9 % de alunos que se declararam bra­ sileiros, 64,7 % são da região Sudeste e 14,7 % do Nordeste, as de­ mais regiões não tiveram contribuição significativa. O Estado da Guanabara contribuiu com 72,3 % das respostas da região Sudeste e 55,7 % do total de todos os Estados .

4 . 2 A Imagem da Enferme ira percebida pelos estudantes

O teste de análise de variância aplicado aos dados das tabelas referentes ao tema demonstrou não haver diferenças significativas entre o total dos dois períodOS das três escolas, nem entre os pe­ ríodos correspondentes das três escolas ; o grau de confiança utili­ zado foi de 95 % . Deste modo as hipóteses de trabalho não foram confirmadas.

Assim, s respostas dos 385 alunos que responderam ao questio­ nário foram analisadas como um todo homogêneo .

4 . 2 . 1 Grau de influênca da enfermeira na escolha da carreira pelos estudantes : apenas 2 , 7 % dos alunos foram f ortemente influ­ enciados por uma enfermeira ; 16,9 % sofreram uma influência re­ gular, através de outros membros da equipe de saúde que não a enfermeira, do orientador vocacional ou de parentes e amigos ; 5,4 % sofreu uma influência fraca, através dos meios de comunicação e d' conversas em geral . 75,9 % não identificaram influência da en­ fermeira na escolha, declarando haver escolhido a profissão por uma decisão essencialmente pesoal. lguns afirmaram não haver conse­ guido vaga no curso que desej avam ( tabela 6 ) .

4 . 2 . 2 Opinião dos alunos sobre a função peculiar da enfermeira : 74,8% dos alunos identificaram o diagnóstico e o plano assistencial de enfermagem ( "em que e como deve ser o paciente assistido" ) como a função precípua da enfermeira. A observação e vigilância do paCiente para anotação na papeleta foi considerada função pre­ cípua por 7,5 % dos alunos e o treinamento do pessoal auxiliar por 6 ,7 % . s demais funções não obtiveram percentagem apreciável

(9)

1 88

4 . 2 . 3 Opinião dos alunos sobre os valores que julgam ser pri­ oritários para as enfermeiras : em um conj unto de sete valores so­ ciais, a educação, a saúde e o trabalho foram os mais indicados, com 35,3 % , 29 ,6 % e 20,2 % respectivamente . Os demais valores ( se­ gurança, diversão, dinheiro e moradia) , não obtiveram percentagem apreviável ( tabela 8 ) .

4 . 2 . 4 Opinião dos alunos sobre a maior aspiração da enfermeira moderna: 43,3 % dos participantes do inquérito j ulgam ter m status condizente com a dignidade da profissão constitui a maior aspiração d. classe e 34 % j ulgam que "exercer uma profissão em que se rea­ liza ao dar contribuição de valor na equipe de saúde" seria esta nspiração. Dos demais valores, apenas "progredir na carreira" obteve um percentual apreCiável : 12,5 % ( tabela 9 ) .

4 . 2 . 5 Posição da Enfermagem entre as demais carreiras uni­ versitárias da área das Ciêncas da Saúde : 52,1 % dos alunos indi­ caram a enfermagem como a carreira que sugeririam, como pri­ meira opção, para j ovens que desej assem escolher uma profissão na área biomédica. 37,1 % sugeririam a medicina. A opinião dos demais alunos 00,8 % ) estava distribuida entre outras oito pro­ fissões ( tabela 10) .

4 . 2 . 6 Opinião dos alunos sobre o grau de interferência da car­ reira da enfermeira n o papel de mãe, esposa e dona de casa: o percentual dos alunos que j ulgaram a carreira da enfermeira in­ compatível com o papel de mãe, de esposa e de dona de casa não foi importante ( 3 , 1 % , 3,6 % e 6,2 % respectivamente ) .

Mais de um terço j ulgou que a carreira não interfere nesses papéis femininos (32,9 % para o de mãe ; 43,4% para o de esposa e 33,5 % para o de dona de casa) .

Os demais alunos situaram-se entre estes dois extremos , divi­ ãindo sua opinião entre "interfere muito" e "interfere pouco". Pouco m ais de um terço desses alunos j ulgou que a carreira i nterfere muito no papel de mãe (34,3 % ) ; 26,8 % acharam que interfere pouco no papel de esposa e no de dona de casa ( 32,2 % e 4,3 % res­ pectivamente ) . 17,7 e 23,1 foram os percentuais encontrados para os que j ulgaram que a carreira interfere muito no papel de esposa e no de dona de casa respectivamente ( tabela 1 1 ) .

5 - INTERPRETAÇÃO DOS DOS

5 . 1 Características da População : Dentr- os atribu tos estuda­ dos merecem comentário o sexo e a naturalidade.

(10)

REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM 189

outros no Esado da Guanabara, ( 1970) , sobre as caracterstics dos profossionais da área da saúde. Entretanto, a Reforma Univer­ sitária

(966 1 67) ,

ao determinar a abertura das escolas a ambos os �;exos e o vestibular unificado, fizeram com que os candidats pu­ dessem optar por três cursos em que desej assem se m atricular, de acordo com sua classificação. Assim, a partir de 1971 , começou a ingressar nos Cursos de Graduação em nfermagem um número crescente de alunos do sexo m asculino, conforme demonstra a dife­ rença entre o primeiro e o sétimo períodos letivos das escols, cor ­ respondentes aos vestibulares de 197

0

e 1973 (15e 31 estudantes do

sexo masculino, respectivamente ) .

Quanto à naturalidade, o mesmo estudo acima citado refere que

apenas 22,3 % dos enfermeiros em exercício haviam nascido na ci­ dade do Rio de Janeiro, embora

70%

deles houvessem obtido se u diploma nas faculdades do Rio ou de Niteroi. O percentual obser­ vado agora neste trabalho foi de 55,7 % de estudantes cariocas, sendo que, em relação à região sudeste, esta proporção sobe para 72,3 % . O percentual dos alunos naturais d a região sudeste foi de 64,7 % . Estes dados poderiam ser atribuidos a uma diminuição de regionali­ zação do ensino.

5 . 2 A Imagem da Enfermeira Percebida pelos estudantes

O percentual de estudantes que identificaram a influência di­ ret,a ou indireta da enfermeira, na sua escolha da profissão ( 24 , 1 % )

parece indicar que as enfermeiras não têm servido como modelo

para a comunidade, pois na verdade apenas 2 alunos em

10

con­

seguiram identi ficá-Ia como tal.

O alto percentual de alunos que identificaram o diagnstico e

o plano assistencial de enfermagem como a função precípua da

enfermeira ( 74,8 % ) mostra uma imagem altamente profisisonal, de acordo com o consenso existente entre as líderes da classe. Os dos 0utros itens que obtiveram percentagem apreciável, "observação e vigilância do paciente" (para registro) e "treinamento do pessoal

auxiliar", apesar de não constituirem a sua função precípua, são

realmente atribUições específicas da enfermeira.

Os valores considerados pelos alunos como prioritários para

s

('nfermeiras - educação, saúde e trabalho - atribuem n alo

grau de compromiso das mesmas enfermeiras c om a profissão, o

que é reforçado pelas respostas à questão seguinte, onde a m elhoria

do status profissional foi considerada a maior aspiração da classe ( 40,3 % ) . Esta suposição coincide c om a atual fase de evolução da

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da enfermagem brasileira. Por outro lado, demonstra que os estu­ dantes j ulgam haver uma insatisfação com o status atual da en­ fermeira. O desej o, perfeitamente legítimo, de melhoria de status m ostra uma posição pragmática em relação à profssão ; entretanto, cerca de um terço dos estudantes (34 % ) atribuiu às enfermeiras uma posição mais idealista, em que sua maior spiração seria "dar contribuição de valor na e quipe de saúde". Nesta afirmativa, além de estar implícito o ideal de servir, faz-se também presente uma atitude prOfissional moderna : a do trabalho em equipe. A terceira aspiração apontada, com 12,5 % de referência progredir na carreira"

_ . reforça a imagem profissional já sugerida.

Apenas cerca da metade ( 52,1 % ) dos alunos j ulgou a enferma­

gem como a melhor carreira a ser preferida pelos j ovens que de­

sej am

escolher uma profissão na área da saúde. Mais d e um terço

( 37 , 1 % ) considerou ser a medicina a profissão mais desej ável. stes c;ados sugerem que determinadas profissões mais antigas ainda exer­ cem grande atração sobre os j ovens, tendo alguns deles inclusive de­ cltrado que haviam optado no vestibular por outra profissão . Vale lembrar que esta opinião foi dada por m grupo sem experiência profis::ional e que seu aj ustamento à profissão provavelmente vai depender das oportunidades que encontrar na carreira.

As respostas à p ossibilidade de a enfermeira conciliar o seu papel prOfissional com o papel feminino de mãe, esposa e dona de

(;asa parecem indicar ser isto possível embora com certo grau de di ficuldade . Vale lembrar que o grupo não tem experiência nesse assunto ( 88.4 % é de s olteiros e ainda não estão no exercício da prOfissão) . Entretanto, a comparação entre as respostas das mu­ lheres solteiras e das casadas, embora limitada pelo pequeno nú­ mero destas, não evidenciou diferenças significativas.

O papel da mulher em nossa sociedade vem sofrendo modifi­ cações crescentes à medida em que se processa a emancipação fe­ minina. Assim, a enfermeira enfrenta hoj e toda a dificuldade de uma fase de transição . A dificuldade maior parece relacionou-se ao papel de mãe ( 3 4 3 % "interfere muito" ) talvez porque a comunidade não ofereça facilidades especiais às mães que trabalham fora de casa. sse fato se aj usta ao desej o traduzido na afirmação de Pierre Furter, de que a mulher "também tem o direito de se desenvolver profisisonalmente e muitas vezes isto entra em conflito com o que se espera dela como mãe de família . . . E j ustamente aí está a gran­ de contradição das sociedades modernas, que esperam que a mulher

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REVISTA BRASILEIRA DE ENFERMAGEM

e CONCLUSÕES

191

A imagem da enfermeira percebida pelas estudantes do Curso de Graduação de Enfermagem é altamente positiva : as funções, as aspirações e os valores a ela atribuídos refletem um profundo com ­

prometimento desta com a carreira que abraçou.

Esta imagem favorável não condiz com o achado

de

que a fufermeira não tem servido de modelo para os estudantes que es­ colhem a carreira de enfermagem .

Não houve, como se viu, diferenças significativas entre Os alu­

nos das três escolas estudadas e. o que é surpreendente , também não �e registraram divergências entre os alunos do primeiro e do sétimo períodos. A imagem positiva que tem o estudante ; e:1fennagem da

e n fermeira el e já a tra z ao ingre.sar n a escol a .

; - RECOMENDAÇõES

Às Diretoras e professoras das Escolas de Enfermagem:

- que procurem a va liar a imagem da enferm>ira percebida plos estudantes ao final do curso, em relação àquela que trouxe­ r a m ao ingressar na escola. de modo a adequar as experiências edu­ c acionais proporcionadas aos estuda ntes às modificações desej adas.

À ABEn Central e Seções Estaduais :

- que procu rem j untar os seus esforços de diVUlgação de uma

nova imagem da enfermeira aos esforços dos órgãos governamentais

i nteressados em corrigir as distorções do ensino superior e do mer­

c ado de trabalho, fornecendo-lhes modelos adequados para cosumo da população.

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(14)

Escolas

rcsp.

A 53

B 73

C 87

TOTAL 213

-� .

TABELA I

NÚMERO DE AI,UNOS MATRICULADOS NO PR l\l.IRO E S"TIMO PERíODOS D.\ 8 E SCOLAS A, B e C

E NÚMERO E 'ERCENTU.\L DE QUE STIONARIO S R.SPO�mmos E NAO :ESPONDIDOS

DI STRIBUIÇAO NUMiRICA DISTRIBUIÇAO PERCETUAL

I." Período 7.· Período Total 1."Perl10 7.· Período Total

n/rcsl. total r�sp. n/resp. tutal re"p. n/resp. toial resp. n/resp. total resp. n/resp. total resp. n/resp.

6 59 65 12 78 119 18 137 89 . 8 10 . 2 100 . 0 81 . 6 15 . 4 100 . 0 86 . 9 13 . 1

a 82 62 7 69 135 15 1 5 1 89 . 8 1 1 . 0 100 0 89 . 3 10 . 2 l Ca . O 89 . 4 1 0 . 6

1 1 93 44 3 41 131 14 145 38 . 8 1 1 . 2 100 . 0 93 . 6 6 . 4 100 . 0 aO . 3 a . 7

26 239 172 22 Ul4 385 48 433 89 . 1 10 . 9 1 00 . 0 83 . 7 1 1 . 3 1GO . O 33 . 9 1 1 . 1 total

100 . 0

100 . 0

100 . 0

100 . 0

(15)

�--TABEA 2

NUERO

E PERCENTUAL DOS QTESTIONARIOS

RESPONDIDOS. SEGUNDO A ESCOI,,\ E O PERíODO I.ETlVO

Distribuição Numérica Percentual por Escola Percentua l por Período

scolüs 1.0 período 7 .° Período Total 1.0 Período 7 .° Período Total 1.° Período 7 .° Período Total

A 53 66 119 24 . 9 38 . 4 3 1 . O 44 .5 55 . 5 1 00 . 0

B 7 3 62 135 34 . 3 3 6 . 0 3 5 . 0 54 . 1 45 . 9 1 00 . 0

c 87 44 1 3 1 4 0 . 8 25 . 6 34 . 0 64 . 4 33 . 6 1 00 . 0

(16)

TAUELA 3

ID!.D; DOS AL;OS QUE RES'ONnEl,h�l O Q:ESTIONARIO. S:GrNDO A ESCOL.' Z O 'EElODO L'IYO

DISTRlBUIÇAO NUM�RIC.\ DISTRIBUIÇ.O PERCENTUAL

ESCOLA A ESCOLA 8 ESCOL\ C TOTAL ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL

IDADES

1.. p . 7.· p . T 1.- p , 7.· p . T 1.· p . 7.· P T 1.- p . 7." p . T 1.° p . 7.° ' . T 1.0 p . 7.· p . T 1.0 p . 7.· p . T 1." p . 7.· p . T

15 1 9 1 2 12 12 20 20 � 25 57 57 22 . 6 1 0 . 1 27 . 4 14 . 8 te . 7 19 . 1 26 . 8 14 . 8

20 24 34 29 3 45 29 7. 47 30 7 126 88 2 14 64 . 1 43 . 9 53 .0 6 1 . 7 46 . 8 54 . 8 54 . 0 8 . 2 58 . 8 59 . 1 51 . 2 55 . 8

25 Zg 1 8 2 0 2 0 � 1 5 1 5 4 5 60 3 . 8 27 . 3 1 6 . 8 6 . 8 32 . 3 1 8 . 5 9 . 2 1 5 . 9 1 1 . 4 7 . 0 2� . 1 1 5 . S

30 e mes 1 5 1 9 1 2 1 5 7 1 4 1 4 34 48 � . 6 22 . 7 1 5 . 9 4 . 1 1 9 . 3 1 1 . 1 8 . 1 1 5 . 9 1 0 . 7 e . 6 1 9 . 8 1 2

� m r.I�sta 5 1 . 9 0 . 1 4 . 2 1 . 6 0 .8 0 . 5 2 . g

TOTL 53 M 1 ! 9 73 82 135 87 44 131 213 1 7 2 85 100 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 100 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 100 . 0 100 . 0

Moda: 1 .0 er lodo 2 1 . 4 ans

7.° per IaM 23 . 8 anos

(17)

DISTRIBUIÇAO DOS ALUNOS Q:E RESPONDERAM O QU,STIONAaIO CONFOJE O SEXO E iSADO CIVIL SEGUNO A ESCOLA E O rERtoDo LETIVO

mSTRIBUIÇAO NU\�tRlCA D1STlB;IÇ.O PERCENTUAL

SEXO E

ESTADO ESCOL.\ A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOT.\L

CIVIL

1.° p . 7.· p . T 1.. p . 7.· p . T 1.. p . 7.· p . T 1.· p . 7.Q p , T 1.· p . 7.· p . T I.· J . 7.· p . T I.· p . 7,· p. T I,· p . 7.· p . T

exo

Feminino 42 63 105 8 2 1 3 0 7 0 3 1 10 1 1 60 1 5 6 336 79 . 2 95 . 5 88 . 2 93 . 2 1 00 . 0 96. 3 80 . 5 70 . 5 77 . 1 64 . 5 . . 7 37 . 3

M..:ulino la 12 1 6 1 3 19 3 1 1 5 46 1 8 . 9 3 . 0 1 0 . 1 6 . 8 3 . 7 1 8 . 4 29 . 5 22 . 1 1 4 . 6 8 . 7 I l . g

S€m ressa 1 . 9 1 . 5 1 . 7 1 . 1 0 . 8 0 . 9 0 . 6 0 . 8

TOTAL 53 66 1 1 9 7 3 6 2 1 3 5 8 7 4 4 1 3 1 2 1 3 172 385 1 00 . 0 1 00 . 0 100 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 CO . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0 1 00 . 0

Estado Civil

Solteiro 50 57 1 07 69 52 1 2 1 D i 3 3 1 1 2 1 9 S 1 * 2 340 94 . 3 86 . 4 90 . 8 94 . 5 83.9 89 . 7 90 . 9 10 . 0 85 . 5 93 . 0 82 . � 88 . 4 Casado 12 1 0 1 0 I I 2 G 3 7 3 . 8 1 0 . 6 7 . 6 4 . 1 1 4 . 5 8 . 9 6 . 9 22 . 7 1 2 . 2 5 . 2 1 5 . 1 9 . 6

Outros 1 . 5 0 . 8 1 . 6 8 . 9 2 . 3 1 . 5 0 . 9 1 . 7 1 . 0

Eem resosta 1 . 9 1 . 5 0 . 8 1 . 4 0 . 7 0 . 8 0 . 9 0 . 6 1 . 0

(18)

'ABnA 5

DIStRIBJÇAO DOS "LUXOS QtiE .�Sr;DEnl O lUE;TIO'.4:�lC, SEGl;DO O LOCAL m: iASClItEoTO

DISTRIUBUIÇAO NUlltRICA DISTRlBilÇAO PERCENUAL

ESCOLA A ESCOLA B SCOA C TOTAL ESCOl,. A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL

EGI.O I." p . 7.° p . T 1.· p . 7.· p . T 1 .0 p . 7.0 p . T 1.· P 7.Q p . T 1.0 I . 1.� p . T 1.° p . 7.· p . T 1.° I . 7.° p . T 1.' p . 7.° y . T

Noe t 3 1 . 5 l . a 2 . 7 3 . 2 3 . O 3 . . 2 . 3 2 . 3 1 . 7 3 . 1

Nordue � 16 19 5 1 8 24 8 & 14 1 7 4 0 5 7 5 . 7 24 . 2 1 6 . O 8 . 2 2â . l 1 7 . 8 9 . 3 1 3 . 7 1 0 . 7 7 . 9 22 . 2 . . 7

Sudeste 39 23 62 8 31 a9 65 33 98 1 62 87 219 73 . 5 34 . 9 52 . 2 79 . 4 50 . 0 65 . 9 74 . 7 75 . 0 74 . 8 7S . 0 5Q . 7 tH . 7

Sul l 1 . 9 0 . 8 1 . 4 3 . 2 2 . 2 1.1 2 . 3 1 . 5 l . i 1 . 7 1 . 6

C.ntr'!t., 1 . 9 0 . 8 1 . 4 1 . 6 1 . 5 0 . 9 0 . 6 0 . 0

DrS1l H 40 84 58 4 1�2 77 40 1 1 7 189 1 34 3�3 83 . 0 &0 . 6 70 . & 93 . 1 87 . 2 90 . 4 8 . 5 91 . 0 89 . 3 88 . 8 I . 9 8; . 9

strangelra 4 4 1 5 1 . 5 0 . 8 5 . 5 6 . 4 5 . 9 4 . 6 4 . 5 4 . 5 3 . 8 4 . 1 3 . 9

Sem respa 2� 34 e 1 6 3 1 47 1 7 . 8 37 . 9 28 . 8 1 . 4 6 . 4 3 . 7 & . 9 4 . 5 8 . 1 7 . 3 18 . 0 12 . �

TL i3 88 1 1 9 73 62 135 87 1 3 1 2 1 3 172 35 1 00 . 0 100 . 0 1 00 . 0 1 0 . 0 100 . 0 1 00 . 0 10 . 0 1 0 . 0 10 . 0 1 0 . 0 10 . 0 1 ) . O

(19)

TA

B

6

GAU DE INFLUtNCIA DA ENFERMEIRA NA ESCOLA DA CARREIRA PELOS ESTUDANTES

SEGUNDO A ESCOLA E O PERíODO LETIVO

Grau de E SCOLA A ESCOLA

B

ESCOLA C l'OTAL

influência Períds Períods Períodos Períods Total

da Enfeneira 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7 .° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . N.o

%

Forte 1 2 2 4 3 7 1 1 5 6 1 1 2 . 7

Regular 1 0 22 32 1 1 17 28 9 1 0 19 30 39 69 16 . 9

Fraco 1 4 5 4 5 9 6 2 8 1 1 1 1 22 5 . 4

Não 42 50 92 61 40 1 0 1 8 0 3 4 1 14 183 124 307 75 . 0

TOTL 54 78 1 3 2 80 65 145 95 47 142 329 180 180 100 . 0

(20)

TABELA 7

OPINIAO DOS ALUNOS SOBRE A FUNÇAO

D

AENFERMEIRA-CHEFE, SEGUNDO A

ESCOLA E O PERíODO LETIVO

Função peculiar E SCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL

a Enfermeira 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.o p . T

%

Alimentar e dar banho

nos 1.cientes graves 1 1 2 2 87 44 131 213 172 385 100 . 0

Administrar

medicamentos 7 1 8 2 2 2 1 3 0 . 8

Ob3ervação e

vigilân-cia do paciente 6 4 10 12 · 2 14 5 1 6 14 2 16 4 . 2

Fazer escala de

serviços 3 3 7 7 3 2 5 2 1 8 29 7 . 5

Treinar pessoal

aL:iliar 2 5 7 1 7 8 2 3 5 12 3 15 3 . 9

Diagnóstico e plano

asistenci.l de

Enfermagem 35 51 86 49 52 101 9 2 1 1 1 2 14 26 6 . 7

S/R 4 4 1 1 66 35 101 150 138 288 74 . 8

TOTL 53 66 1 19 73 62 135 2 1 3 2 6 8 2 . 1

Tese F de análise de variância como Fc foI menor do que F tab., aceita-se que A = B = C e que 1 .0 e 7.°, com

(21)

OPINIAO DOS ALUNOS SOBRE OS VALORES QUE JULGAM

SER SER PRIORITARIOS PARA AS ENFERMEJRAS

Escola A Escola B ESCOLA C TOTAL

Valoes

1.° p . 7 .° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.0 p . 7.° p . T 1.0 p . 7.° p . T

%

Educação 20 24 44 24 24 48 24 20 44 68 68 1 3 6 35 . 3

Diversão 1 1 2 4 6 3 3 5 5 1 0 2 . 6

Saúde 1 1 1 9 30 2 5 21 46 21 1 4 38 60 54 1 14 29 . 6

Dinheiro 1 1 2 2 5 7 1 4 6 1 0 2 . 8

Trabalho 1 6 1 0 2 6 1 4 4 1 8 29 5 34 59 19 78 20 . 2

-Moradia 1 1 2 2 1 3 1 3 3 6 1 . 6

Segurança

4 6 1 0 4 S 7 5 4 9 1 3 1 3 2 6 6 . S

S/R

4 4 1 1 4 5 1 . 3

TOTAL 53 65 1 1 9 73 62 1 3 5 n �

0 1 44 1 3 1 2 1 3 172 285 1 00 . 0

Teste F de análise de variância : como Fc foi menor do que F tab., aceita-se que A = B = C e que 1 .°=7 .°,

(22)

TABEI.A 9

OPINIAO DOS 9STCDANT9S SOBRE A MAIOR ASPIRAÇAO DA ENFER\IEIRA MODERNA

SEGllNDO ESCOLA E PERtoDO LETIYO

ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA C 'rOTAL

---Valors

1.0 p . 7 .° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p .

Deixar de trabalhar

após o casamento 1 1 1 1 2

Trocar de profssão 2 3 1 1 1 2 3 4 3

Ganhar bem 1 6 7 7 3 1 0 6 2

8

1 4 1 1

Ter status condizente 22 27 49 36 29 65 33 20 53 9 1 7 6

Progredir na urreira 7 5 1 2 4 11 1 5 1 9 2 2 1 3 0 1 8

Contribuir c o m a

equipe de saúde 20 23 43 23 19 42

28

1 8 4 6 7 1 60

Sem resposta 4 4 1 1 1 4

TOTAL 53 6 6 1 1 9 7 3 62 135 87 44 131 213 1 7 2

Teste F de análise de variância : como Fc foi menor do que F tab., aceita-se que A =B= C e que 1 .0

a probabilidade de 99,5 %

T

%

2 0 . 5

7 1 . 8

25 6 . 5

1 67 43 . 4 48 12 . 5

1 3 1 34 . 0 5

1 . 3

385 1 00 . 0

(23)

10

POSIÇAO DA ENFERMAGEM ENTRE ÀS DEMAIS CARREIRAS UNIVERSITARIAS

DAS AREAS DAS CtNCIAS DA SAÚDE

TABELA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL

Area Biomédica

1.0 p . 7.° p . T 1.0 p . 7 .° p . T 1.° p , 7.° p . T 1.o p . 7:° p . T

%

Ciência

s

Biológics 1 2 1 1 1 1 1 3 2 5 1 . 7

Educação Física 2 2 1 1 3 3 1 . 0

Enfermagem 29 20 49 22 39 6 1 23 1 7 4 0 74 76 1 50 50 . 2

Farmácia 2 2 2 3 5 4 3 7 2 . 3

Fisioterapia 1 1 1 1 0 . 3

Logopedia

MeJcina 1 4 9 23 26 10 3e· 36 22 58 76 31 1 1 7 39 . 1

Odontologia 2 2 2 2 4 4 2 6 2 . 0

Psicologia 5 5 3 3 8 8 2 . 7

Veterinária 1 1 1 1 2 2 0 . 7

TOTAL 48 3 1 79 59 52 1 1 1 68 4 1 109 175 124 299 1 00 . 0

Teste F de análse de variância : como Fc foi menor do que F tab., aceita-se que A = B = C e que o 1 .0 - 7 .°

(24)

TABELA 11

OPINIAO D O S ESTUDANTES SOBRE O GRAU DE INTERFEtNCIA D A CARREIRA DE ENFERMEIRA NO PAPEI.

DE AE, ESPOSA E DONA DE CASA POR ESCOLA E PERíODO J.ETIVO

E SCOLA A ESCOLA B ESCOLA C TOTAL TOTAL GERAL

Papel Interferência

1.° p . 7.° p . T 1.° p . 7 .° p . T 1 .° p . 7.° p . T 1.° p . 7.° p . T

%

Incomatível 6 6 1 2 3 1 2 3 2 10 1 2 3.1

Muito 17 25 42 33 24 57 24 9 22 74 58 1 3 2 34 . 3

Mãe Pouco 15 23 38 27 9 36 15 14 29 57 46 103 26 . 8

Não 20 1 1 3 1 1 0 24 34 45 1 7 62 75 52 127 33 . 0

S/resosta 1 . 1 1 2 3 5 2 2 4 5 6 1 1 2 . 8

Total 53 6e· 11 9 73 62 135 87 44 131 213 1 72 285 1 00 . 0

Incompatível 1 5 6 12 1 5 27 1 1 9 2 0 3 1 3 7 eg 1 7 . 7

Muitó 8 1 3 21 28 14 42 3 1 1 1 42 78 46 1 2 4 32 . 2

Esposa Pouco 19 21 40 27 28 55 41 21 62 92 75 1 67 43 . 4

Não 24 26 50 3 3 6 2 2 4 6 6 12 3 . 1

S/resposta 1 1 2 73 62 135 · 87 44 13 1 2 1 3 172 385 1 00 . 0

Total 53 6e· 1 1 9 3 2 5 2 1 3 6 8 1 4 3 . 6

Incompatível 2 6 8 3 2 5 7 4 1 1 1 2 1 2 24 6 . 3

Dona Muito 1 5 4 1 9 2 6 1 9 45 1 5 1 0 25 56 33 89 23 . 1

de Pouco 1 9 30 49 25 15 4 0 30 13 43 74 58 132 34. 3

casa Não 1 6 25 41 1 7 23 40 33 15 48 66 63 129 33 . 5

S/resposta 1 1 2 2 3 � 2 2 4 5 6 1 1 2 . 8

Total 53 66 1 19 73 62 135 87 44 131 213 172 385 1 00 . 0

(25)

.. NEXO 2 : Q UESTIONARIO RESPONDIDO PELOS ALUNOS

NOME DA ESCOLA . . . .

ANO DO VSTmULAR . . . ... URMA . . . .

IDADE . . . . SEXO . . . .

ESTADO CIVIL . . . NATALIDADE . . . .

1 - A sua decisão em seguir o curso de enfermagem resultou de

decisão essenciamente pessoal

converss casuais com pessoas que não trabalham na área da saúde

influência de parentes e amigos

meios de comunicação (leituras, cinema, televisão )

orienação vocacional

por influência de outro membro da equipe de saúde (mé­ dico e outros)

conhece uma enfermeira

2 -

Qual

a função mais importante da enfermeira responsável por

uma unidade do hospital ? ( escolher uma resposta apenas)

alimentar e dar banho nos pacientes graves administrar medicamentos

observação e vigilânCia do paciente para anotar na pa­ peleta

fazer escalas de serviço para o pessoal de enfermagem treinar o pessoal auxiliar

identificar em que e como deve ser o paciene assistido.

3 - Numere, em ordem de maior para a menor importância, os seguintes valores como supõe que uma enfermeira responderia

educar-se

divertir-se com os amigos e a família

conservar sua saúde economizar dinheiro

trabalhar em um emprego satisfatório . morar em m bom bairro

(26)

EVISTA BRASILEmA DE ENRMAGM 5

4 - Dentre os quesitos abaixo, na sua opinião, e segundo o que tem observado, o que a enfermeira moderna tem como ideal ou mais desej a

(escolher uma só resposta)

deixar de trabalhar após o casamento trocar de profissão

ter um mínimo de mais de 10 ( dez) vezes o salário mí­ nimo

ter um status condizente com a dignidade da profissão progredir na sua carreira

exercer profissão em que se realiza ao dar contribuição de valor na equipe de saúde

5 - Se tivesse que orientar j ovens sobre a escolha de uma carreira, respeitando suas tendências p eas áreas de estudo, quais pro­ fissões sugeriria ?

Área biomédica Area humanística Area tecnOlógica

l,a opção 2.. opção 3 .. opção

ô - Na sua opinião, de que forma a carreira de enfermeira interfere no papel feminino de :

(escolher uma resposta em cada um ds três itens)

1 - MAE

é incompatível interfere muito interfere pouco não interfere

2 - ESPOSA

é incompatível interfere muito

interfere pouco não interfere

3 -DONA DE CASA

é incompatível interfere muito interfere pouco

Referências

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