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COMO TER UMA GRAVIDEZ
NOTA 10!
ALINE COSTTA
PRÉ-NATAL PSICOLÓGICO
COMO TER UMA GRAVIDEZ
NOTA 10!
Este E-book foi idealizado com muito carinho, mediante a necessidade de refletirmos os aspectos psicológicos que envolvem uma
gestação, portanto, apertem os cintos, que iniciaremos a jornada da construção da nova mulher que vocês serão, após a chegada de um
filho.
PRÉ-NATAL PSICOLÓGICO
SUMÁRIO
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Introdução
Gestação
Parto
Puerpério
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INTRODUÇÃO
"No momento em que uma criança nasce uma mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe, nunca.
Uma mãe é algo absolutamente novo". –
Osho.
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Seja bem vinda ao E-book de Pré-Natal Psicológico!
Este E-book foi idealizado mediante a necessidade de refletirmos os aspectos psicológicos que envolvem uma gestação.
Pois, nós mulheres, somos ensinadas a maternar e a desejar ter filhos desde pequenas, porém, não nos é contada a verdade sobre a real experiência de ser mãe. Em contrapartida, somos bombardeadas todo o tempo, a respeito do ideal inalcançável de mãe “suficientemente boa”, que deve ser buscado a qualquer custo.
Gostaria de convidá-las, durante a leitura deste e- book, a refletir a respeito dos aspectos impopulares da maternidade idealizada pela sociedade e pela cultura, que apresenta apenas o aspecto romantizado da maternidade e das demandas que devem ser atendidas.
No entanto, sabemos que, embora a maternidade seja uma experiência única, de uma completude difícil de ser nomeada, ela também reserva grandes desafios para as gestantes e futuras mamães.
Portanto, apertem os cintos, e se mantenham atentas a todas as placas que vocês encontrarem nesta viagem, e nesta jornada de construção da nova mulher que vocês serão, após a chegada de um filho.
Vamos juntas!
Psicóloga Aline Costa.
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GESTAÇÃO
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Partimos da ideia de que tornar-se mãe/pai seja algo corriqueiro, instintivo e pré-programado, mas a experiência de tornar-se mãe não é reproduzível e não segue parâmetros instintivos. Nem sempre a descoberta de uma gestação ocorre de forma alegre e natural, ela nem sempre acontece de forma sofrida, às vezes ela nem acontece. E cada mulher irá vivenciar esta experiência de forma única.
A verdade é que independente da existência de planejamento prévio, existe uma ambivalência enorme no momento da descoberta da gestação, ou seja: Quase sempre será um choque! As dúvidas, incertezas e inseguranças estarão lá, dividindo espaço com a alegria e o entusiasmo.
Uma alegria que vem acompanhada de um medo enorme, uma felicidade que vem acompanhada de arrependimento, uma completude que no minuto seguinte é substituída por um buraco no estômago chamado insegurança.
Como será agora?
Como vou lidar com as transformações do meu corpo?
Quem vai me ajudar?
E a minha carreira?
A gente não pode negar que existe um ideal social em torno da maternidade representado por uma maternidade romantizada, o que dificulta muito este processo. Afinal, em meio a esta idealização toda, parece não existir lugar para o medo, a insegurança, ou qualquer sentimento que não seja a plenitude.
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Além de toda essa ambivalência que a maioria das gestantes vivencia, existe um tabu muito grande em relação ao momento do parto que as atemoriza ainda mais. Diante disso, muitas outras questões acabam sendo negligenciadas, muitas vezes, por que as gestantes sequer fazem ideia da necessidade de pensar sobre as mesmas, como por exemplo:
Como será a adaptação aos novos papéis? Afinal de contas, além de mulher, profissional, esposa, filha, irmã e etc... agora será mãe. Todos estes papéis precisarão ser revistos.
E quanto ao relacionamento conjugal? O que você espera do seu cônjuge? E como fica a vida sexual após um filho? Ele vai me “ajudar” com as tarefas básicas?
E quanto à carreira? Quando voltarei a trabalhar?
Voltarei a trabalhar? Vou mudar de área?
E quanto à rede de apoio? Quem lavará minhas roupas no período pós-parto? Quem cozinhará pra mim?
Quem ficará com o bebê para eu poder tomar banho?
E quanto às mudanças físicas? Como aceitar este novo corpo? Até quando vou amamentar?
Viu quantas perguntas devem ser feitas durante a gestação para que você tenha um puerpério mais leve e saudável? Por isso existe a necessidade da gestante e cônjuge fazerem uma preparação nesta transição tão significativa.
Existem programas de Pré-natal Psicológico que preparam ambos para esta transição promovendo espaços de escuta, acolhimento, rede de apoio e troca de experiências.
Esses programas propõem a elaboração das diversas demandas comuns neste período. Portanto, faça da sua gestação um período estratégico para minimizar as dificuldades vindouras.
LEMBRE-SE!
✓ Tornar-se mãe parece instintivo e pré- programado, mas a experiência de tornar-se
mãe não é reproduzível nem comparável.
✓ Independe do planejamento da gestação, a ambivalência é real. Não se assuste, faz parte
do processo sentir-se insegura.
✓ Faça da sua gestação um momento estratégico para minimizar as dificuldades
vindouras.
✓ Pesquise sobre o assunto, faça Pré-Natal Psicológico, participe de redes de apoio,
mantenha-se atualizada.
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PARTO
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Tornar-se mãe é uma das transições mais importantes e difíceis da vida adulta, embora muitas pessoas não tenham noção da complexidade envolvida. E o momento do parto é uma parte relevante deste processo de transição.
Este pode representar tanto sentimentos relacionados apenas ao medo da dor física, como também a felicidade que envolve o nascimento de um filho.
O parto é um momento muito significativo, único e emocionante, envolvendo tanto sentimentos positivos quanto negativos, sendo influenciado por questões emocionais e ambientais. Mas, por envolver dúvidas e medo, a ansiedade que o precede pode fazer com que ele perca todo brilho.
A verdade é que as questões relacionadas ao parto tem um grande impacto na vida emocional. As pesquisas apontam que experiências negativas durante o momento do parto podem aumentar o risco de depressão pós-parto e que algumas mulheres podem até desenvolver Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) após uma experiência negativa.
A ambivalência de sentimentos também é vivenciada quando o assunto é como trazer este bebê ao mundo. Sentimentos positivos e negativos são vivenciados neste momento independente do tipo de parto: normal ou cesárea.
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O fato é que o momento do parto não deve mais ser tratado como um tabu pois, quanto mais informações pudermos reunir a respeito do mesmo, mais preparadas estaremos para vivenciá-lo.
Muito tem se falado a respeito da humanização do nascimento e este termo acaba sendo mal compreendido pela maioria das pessoas. Muitas, ao ouvirem o termo “Parto Humanizado”, já imaginam um parto realizado em uma banheira. Esse é um dos aspectos que podem estar envolvidos sim! Mas a humanização do nascimento vai além de um parto realizado na banheira.
Trata-se de humanizar o nascimento em qualquer tipo de parto (normal, natural, cirurgia cesariana) e em qualquer circunstância, priorizando o protagonismo da mulher, sua segurança e, acima de tudo, respeitando-a e diminuindo o índice de violência obstétrica.
Portanto, não tenha medo do momento do parto!
Pesquise sobre ele! Pesquise sobre os modelos de parto!
Pesquise sobre as indicações! Converse com seu obstetra sobre o assunto e pesquise, pesquise e pesquise.
LEMBRE-SE!
✓ O momento do parto pode ser especial,desde que você pense sobre ele desde já.
✓ É natural que você vivencie sentimentos conflitantes a respeito deste momento, mas
negar o assunto não vai ajudar.
✓ Pesquise, informação é poder.
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PUERPÉRIO
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Muitas mulheres sofrem durante o puerpério e até desenvolvem algum transtorno emocional, como depressão pós-parto ou “baby blues”, que é um transtorno depressivo mais brando.
Inclusive, as pesquisas apontam que o índice de
“baby blues” no Brasil está em torno de 70%, e de depressão pós-parto em torno de 10%. Á 15% Esses dados são bastante expressivos e apontam a existência de um grande sofrimento durante o período pós-parto.
Este sofrimento muitas vezes não é compreendido pela sociedade, que impõe uma cobrança de caráter moral à nova mãe: “Que tipo de mãe você é, que não consegue cuidar do seu bebê?”. E, na verdade, estas mães deveriam ser acolhidas e cuidadas para terem condições de exercerem a maternidade com saúde mental.
Transtornos emocionais no puerpério não devem ser vistos do ponto de vista moral, mas sim, como uma doença que precisa de tratamento.
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E a grande incidência dos transtornos emocionais, deriva, muitas vezes (além da grande desorganização hormonal), da culpa que as mães sentem por não se sentirem uma “Mãe suficientemente boa”.
A verdade é que muitas mulheres acabam passando por essa experiência de tornar-se mãe com os mesmos critérios utilizados anteriormente para ultrapassar os desafios da vida. Por exemplo, levam em conta os mesmos parâmetros que foram utilizados para passar em um concurso público, viajar sozinha pela Europa, como tomavam suas decisões e lutavam por seus ideais, como ganhavam dinheiro e etc.
E isso acontece porque supõem que a maternidade é só mais um desses desafios. E de fato é!
Porém, quando se tem um bebê nos braços é possível compreender que a experiência de ser mãe é algo que não pode ser comparado a nenhuma outra experiência.
A maternidade compreende outro nível de complexidade.
LEMBRE-SE!
✓ O índice de transtornos emocionais no puerpério é alto, o que indica que não é difícil
só para você, mas para TODAS as puérperas.
✓ Se você percebe que não está dando conta de tudo, peça AJUDA. Se você esta dando conta de tudo, porém, o buraco no seu peito é
real, o choro constante é real, e a vontade de sumir também é real, peça AJUDA.
✓ Você esta passando por uma fase de ADAPTAÇÃO (ao bebê e a nova vida) e o seu corpo esta se REORGANIZANDO, não seja dura
com você mesma, não tenha pressa.
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ALINE COSTTA
Psicóloga formada pela
UMESP, Mestre em Psicologia da Saúde pela UMESP, Coach, Palestrante e Pesquisadora em temas relacionadas ao Ciclo Gravídico Puerperal.
Apresentadora do programa
“Provocação Produtiva” na rádio do Advogado
Catarinense, e membro da equipe interdisciplinar da CLIA Psicologia, Saúde & Educação.
CRP- 06/126231.
www.cliapsicologia.com.br