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RECOMENDAÇÕES PARA O GOVERNO

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Academic year: 2021

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RELATÓRIO DA CONSULTA PÚBLICA RELATIVA AOS SERVIÇOS DE TELEX, FIXO COMUTADO DE TRANSMISSÃO DE DADOS,

TELEGRÁFICO E MÓVEL MARÍTIMO (COMPONENTE DE CORRESPONDÊNCIA PÚBLICA) ATUALMENTE PRESTADOS PELA

CONCESSIONÁRIA DO SERVIÇO PÚBLICO DE TELECOMUNICAÇÕES

E

RECOMENDAÇÕES PARA O GOVERNO

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ÍNDICE

Enquadramento ... 3

Síntese das posições manifestadas ... 4

Análise das posições manifestadas... 9

Recomendações... 14

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3

Enquadramento

Atendendo à necessidade de dar cumprimento às disposições do quadro legal europeu relativas à designação do prestador de serviço universal (PSU) e aos compromissos assumidos no Memorando de Entendimento celebrado com a Comissão Europeia, o FMI e o BCE, tem o Governo vindo a desenvolver um processo negocial com a PT Comunicações, S.A. (PTC) com o objetivo de excluir o serviço universal (SU) do contrato de concessão do serviço público de telecomunicações.

Neste contexto, e por despacho do Ministro da Economia e do Emprego, de 16 de outubro de 2012, decidiu o Governo promover a realização de uma consulta pública destinada a aferir da necessidade e/ou adequação da manutenção da prestação dos serviços fixos de telex, comutado de transmissão de dados, telegráfico e móvel marítimo na sua componente de correspondência pública, em termos de serviço público.

A referida consulta, que foi operacionalizada pelo ICP-ANACOM, decorreu por um período de dez dias úteis, tendo terminado em 31 de outubro de 2012.

No âmbito das suas competências de coadjuvação ao Governo, o ICP-ANACOM, ficou incumbido de, proceder à análise das posições manifestadas e preparar um relatório com recomendações.

O presente documento constitui uma síntese das quatro posições manifestadas em sede da consulta pública: Associação dos Armadores das Pescas Industriais (ADAPI), Grupo PT (Portugal Telecom SGPS, S.A., PT Comunicações, S.A. e TMN – Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A.), Optimus – Comunicações, S.A. e Vodafone Portugal, Comunicações Pessoais, S.A., e ainda integra as recomendações para o Governo relativas à continuidade dos serviços em consulta enquanto serviços públicos.

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Síntese das posições manifestadas

I. Associação dos Armadores das Pescas Industriais

A ADAPI, que foi a única entidade do sector das pescas a pronunciar-se apesar de muitas outras terem sido informadas da consulta em curso, confirma a tendência de redução do tráfego no serviço móvel marítimo referindo que a sua utilização é muito baixa ou mesmo nula e que a esmagadora maioria dos navios utiliza as comunicações via satélite através do

“sistema Standart C”, pelo que considera que o impacto da eventual cessação deste serviço na componente de correspondência pública será diminuto. Refere também relativamente ao serviço telegráfico e ao telex que: “a realidade actual diz-nos que, face ao serviço telegráfico, não se justifica igualmente, ainda como recurso de segurança o sistema de telex possa ser utilizado por algumas embarcações (…)”. Esta associação entende, em caso de descontinuação destes serviços, ser adequada a salvaguarda de um período, no mínimo de 1 ano, para a transição destes serviços, “divulgando com a devida antecedência a sua decisão por todos os visados”.

II. Grupo PT

O Grupo PT considera que a prestação de todos os serviços objeto da consulta deve ser descontinuada enquanto serviços públicos ou de interesse geral, tendo em conta os custos suportados pelo Estado e o facto de terem perdido a relevância económica e social que determinou a sua prestação obrigatória ao abrigo da concessão.

Aponta várias razões concretas para tal, analisando cada um dos serviços em causa:

(i)

Relativamente ao serviço fixo de telex: o elevado grau de obsolescência; a existência de serviços substitutos mais modernos e avançados, como por exemplo, o fac-símile, o serviço de correio eletrónico e, na área da banca, o “SWIFT” (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication); a reduzida utilização deste serviço, apenas 21

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clientes no final do primeiro semestre de 20121, sendo que destes apenas quatro geraram tráfego nesse período e 8 manifestaram a intenção de cancelar o serviço; a dificuldade de manutenção das redes que suportam este serviço sem possibilidade de renovação ou substituição dos seus elementos, uma vez que já não existe equipamento no mercado; a que acresce o facto de o serviço ser suportado num comutador de telex obsoleto, sem redundância e sem possibilidade de ser objeto de contrato de manutenção, o qual apresenta problemas técnicos que colocarão a breve trecho em causa, com carácter irreversível, a regular prestação daquele serviço; “na prática o mesmo não apresenta sequer condições técnicas para continuar a ser prestado de forma regular, pelo que se considera que a única decisão racional é cessar a respetiva prestação”;

(ii)

No que se refere ao serviço fixo comutado de transmissão de dados: utilização em claro decréscimo; o elevado grau de obsolescência; a existência de serviços substitutos tecnologicamente mais avançados e de menor custo, como sejam os serviços IP para transações de POS e serviços VPN IP para comunicação de dados com um débito mais elevado; a expetativa do Grupo PT de que ocorra a migração da totalidade do parque X.25 para IP até ao final de 2013; a crescente dificuldade de manutenção das redes que suportam este serviço sem possibilidade de renovação ou substituição dos seus elementos.

(iii)

Sobre o serviço telegráfico manifesta que: apesar do interesse relativamente reduzido neste serviço, a procura existente possibilita a presença de outros prestadores do serviço de telegramas no mercado, pelo que não se justifica a manutenção da prestação deste serviço enquanto serviço público. Releva ainda que se verifica um acentuado declínio do tráfego. Adicionalmente refere existirem serviços potencialmente substitutos, como o correio eletrónico e o correio expresso.

(iv)

No que se refere ao serviço móvel marítimo: a existência de serviços substitutos, como por exemplo, comunicações via satélite ou, nos casos em que as embarcações se encontrem próximo da costa, comunicações eletrónicas móveis suportadas em

1 Note-se que no documento da consulta pública era indicado o valor de 22 clientes para o serviço fixo de telex no final do 1.º semestre de 2012, valor este que foi corrigido pelo Grupo PT em sede da resposta transmitida à presente consulta pública.

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GSM/UMTS/4G, e releva a redução de tráfego verificada desde 2007, o que indicia que o mercado tem vindo gradualmente a proceder à substituição deste serviço, sendo que em qualquer caso está há muito tempo prevista, na própria lei, a transferência da sua prestação para outra entidade, que está em vias de ser finalmente concretizada.

Relativamente a eventuais impactos da descontinuação da prestação destes serviços, o Grupo PT refere em relação ao serviço fixo comutado de transmissão de dados que o seu impacto não será relevante e no caso do serviço fixo de telex, entende que o impacto, na prática, será nulo. Quanto ao serviço telegráfico, o Grupo PT entende que por já existir uma prestação comercial estável deste serviço, a questão não se coloca, admitindo no entanto que se o serviço fosse descontinuado no futuro imediato poderia haver algum impacto nos seus utilizadores (sobretudo hospitais, banca e entidades oficiais). No tocante ao serviço móvel marítimo e porque o satélite é a única alternativa para a realização de comunicações fora das zonas costeiras, admite que a cessação deste serviço tenha ainda impacto nos seus utilizadores. Esclarece ainda o Grupo PT que o serviço móvel marítimo é utilizado essencialmente para a realização de chamadas telefónicas de correspondência pública de e para embarcações e, em menor grau, para a interligação ao INEM para aconselhamento em situações de doença / acidentes a bordo e ao Centro de Busca e Salvamento para finalidades relacionadas com o acompanhamento de chamadas de socorro e seguranças recebidas por Lisboa Rádio.

No que respeita ao período considerado adequado para a cessação dos serviços, o Grupo PT entende que 3 e 12 meses serão suficientes para o serviço fixo de telex e para o serviço fixo comutado de transmissão de dados, respetivamente, e que no caso do serviço telegráfico não se justifica fixar um período de transição, dado que entende que o mercado se encarregará de manter a prestação comercial do serviço. Já no que diz respeito ao serviço móvel marítimo, o Grupo PT não especifica qual o período que considera ser adequado para cessar sua a prestação, referindo que deve ser o suficiente para permitir que as embarcações se adaptem à nova realidade, procurando nomeadamente alternativas para a satisfação das suas necessidades de comunicações.

Por fim, e no que se refere ao eventual interesse do mercado na prestação dos serviços numa base comercial, o Grupo PT entende que este só poderá existir no caso do serviço telegráfico,

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sendo que nos restantes serviços, face às razões apontadas para a sua descontinuação, não haverá interesse por parte do mercado em assegurar a sua prestação. Relativamente aos serviços fixos de telex e comutado de transmissão de dados, acrescenta ainda que estes têm vindo a ser descontinuados a nível europeu. Especificamente sobre o serviço móvel marítimo o Grupo PT assinala o facto de a sua prestação ser deficitária, quando analisada na globalidade, das suas componentes de socorro e emergência e de correspondência pública.

III. Optimus – Comunicações, S. A.

A Optimus considera que não existem motivos que justifiquem a continuidade dos quatro serviços objeto da consulta no âmbito do contrato de concessão atendendo à evolução registada nestes serviços que resulta na sua “obsolescência em termos tecnológicos e de mercado”.

A Optimus identifica serviços alternativos comercialmente disponíveis, mais eficientes e apelativos, que genericamente preencherão as necessidades dos assinantes, nomeadamente:

(i)

Correio eletrónico, fac-símile e circuitos dedicados, como substitutos do serviço fixo de telex;

(ii)

Serviços assentes em arquiteturas de rede suportadas em IP, como substitutos do serviço fixo comutado de transmissão de dados;

(iii)

Correio eletrónico, documentos certificados em correio eletrónico e fac-símile, como substitutos do serviço telegráfico;

(iv)

Serviços via satélite e serviços móveis suportados em GSM/UMTS2, como substitutos do serviço móvel marítimo.

2 A Optimus refere que existem funcionalidades o atual sistema GSM (extended range) que permitem suportar comunicações a distâncias superiores da costa (até 120 km), realçando ainda os desenvolvimentos regulatórios, nomeadamente em relação ao espetro, sobre a introdução de serviços de comunicações móveis a bordo de embarcações (MCV).

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Referindo que a prestação de serviços poderá gerar margens negativas, a que a obsolescência não será certamente alheia, sublinha, todavia, que a transferência de verbas do Estado para um operador, ainda que a título de compensação por margens negativas incorridas, tem um potencial de distorção de mercado que não pode deixar de ser ponderado.

A Optimus critica a ausência de informação sobre o procedimento formal relativo à desafetação dos serviços em causa do contrato de concessão estabelecido entre o Estado Português e a PTC, em concreto sobre as suas consequências. Releva ainda que qualquer transferência do Estado para a PTC a título de indemnização ou qualquer outro pela desafetação destes serviços do contrato de concessão carece de detalhada fundamentação e que deve ser sujeita a escrutínio prévio, acrescentando que não se antecipam motivos para que essa desafetação origine qualquer compensação.

Por fim, este operador manifesta estranheza pelo facto de o comunicado do Ministério da Economia e do Emprego de 9 de outubro de 2012, relativo à revogação do contrato de concessão onde se insere a prestação dos serviços objeto do presente procedimento de consulta, ser anterior à data de lançamento da consulta em apreço e que esse comunicado, no seu entender, parece indicar que a decisão sobre a descontinuidade dos serviços enquanto serviços públicos e a sua desafetação do contrato de concessão já teria sido tomada.

IV. Vodafone Portugal, Comunicações Pessoais, S. A.

A Vodafone reconhece a pertinência da consulta pública, mas considera que o seu efeito útil é severamente prejudicado pela assinatura do memorando de entendimento sobre a revogação do contrato de concessão do serviço público de telecomunicações celebrado entre o Estado Português e a PTC, já que as partes consideram expressamente que os serviços em apreço são obsoletos e parecem evidenciar algum ceticismo quanto ao contributo efetivo dos mesmos numa lógica de serviço público.

Refere também que a decisão sobre a continuidade da prestação dos serviços em causa deve ponderar devidamente o interesse público e, uma eventual supressão dos mesmos deve privilegiar uma solução juridicamente sustentada que acarrete o menor custo para o Estado.

Neste sentido, considera que qualquer compensação pela extinção da concessão destes

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9

serviços jamais deverá exceder o montante anual das indemnizações compensatórias que seriam devidas à PTC até ao final da prestação dos serviços concessionados, não devendo em caso algum aproximar-se dos valores que seriam devidos em virtude de um eventual resgate da concessão.

Análise das posições manifestadas

Na generalidade, as entidades que responderam à consulta pública reconhecem que não existem motivos para a manutenção da garantia da disponibilidade dos serviços em causa enquanto serviço público, apontando razões de ordem tecnológica e de mercado, relacionadas com a redução da procura e a existência de serviços mais modernos e potencialmente substitutos. Adicionalmente, da consulta pública resulta também que existem serviços cuja prestação, essencialmente por razões de obsolescência da tecnologia em que se suportam, está comprometida a breve prazo, como é o caso do serviço fixo de telex e do serviço comutado de transmissão de dados.

Tal como foi evidenciado no âmbito da presente consulta, o Estado deve apurar da existência de um interesse público em garantir a disponibilidade dos serviços e, nesse sentido, se deve adotar uma intervenção ativa em prol da sua manutenção.

Paralelamente, como foi referido no documento de consulta, o Estado deve também averiguar se há empresas interessadas em prestar os serviços em apreço.

Neste sentido, não se pode entender como relevante a posição manifestada pela Optimus de que não é possível pronunciar-se cabalmente sobre o objeto da consulta por não conhecer, em toda a sua extensão, o modelo que enforma a desafetação destes serviços do contrato de concessão, ou o que é referido pela Vodafone ao alegar que o acordo já celebrado entre o Estado e a PTC encerra em si mesmo uma decisão sobre os serviços adicionais que prejudica a utilidade desta consulta. Sejam quais forem os termos da referida desafetação, entende-se que os mesmos não são relevantes, nem determinantes para se avaliar o interesse público ou comercial na disponibilização destes serviços. Acresce que até à data o Estado e a PTC apenas celebraram um Memorando de Entendimento sobre a Revogação do Contrato de Concessão do Serviço Público de Telecomunicações no qual foi formalizado o entendimento das Partes sobre os principais aspetos relativamente aos quais já foi alcançado

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um acordo, os quais devem ser adequadamente refletidos no Acordo de Revogação do Contrato de Concessão, o qual não foi ainda concluído.

Feitas estas considerações de carácter geral e tendo por base os poucos elementos apresentados pelas entidades que se pronunciaram, retiram-se as seguintes conclusões sobre cada uma das questões colocadas a consulta pública:

A.

Serviço fixo de telex

Quanto ao tipo de utilização do serviço, como cliente e/ou utilizador:

Verifica-se uma ausência quase total de respostas a esta questão por parte dos utilizadores do serviço. Nesta perspetiva, apenas se identificaram como clientes /utilizadores deste serviço alguns transitários marítimos e algumas embarcações – as de pesca do largo e longínqua – que ainda utilizam o sistema de telex como recurso de segurança.

Do lado do prestador do serviço – a actual concessionária – foi identificado um número muito diminuto de utilizadores do serviço, maioritariamente na área da banca.

Quanto aos serviços potencialmente substitutos:

Foram identificados como potencialmente substitutos do serviço fixo de telex, o serviço de correio eletrónico, fax e circuitos de dados dedicados e, na área da banca, o

“SWIFT” (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication).

Impacto da eventual cessação do serviço:

Apenas o Grupo PT se pronuncia sobre o impacto da cessação deste serviço, referindo que o mesmo será, na prática, nulo.

Período considerado adequado para a cessação:

O Grupo PT preconiza o estabelecimento de um prazo de 3 meses para a cessação deste serviço. A ADAPI, sem justificar, sugere um prazo de até 1 ano para a cessação deste serviço.

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Interesse do mercado na prestação numa base comercial:

Nenhuma das empresas de comunicações eletrónicas que se pronunciou manifestou interesse na prestação deste serviço.

B.

Serviço fixo comutado de transmissão de dados

Quanto ao tipo de utilização do serviço, como cliente e/ou utilizador:

Verifica-se uma ausência total de respostas a esta questão por parte dos utilizadores do serviço.

De acordo com os dados facultados pelo Grupo PT, a rede X.25 é utilizada principalmente para tráfego de transações bancárias de terminais de pagamento automático (POS) e para aplicações específicas de cliente para a transmissão de dados a baixo débito. [IIC]………

……….. [FIC].

Serviços potencialmente substitutos:

Foram identificados como substitutos os serviços assentes em arquiteturas de rede suportadas em IP e serviços VPN IP.

Impacto da eventual cessação:

Apenas o Grupo PT se pronuncia, referindo que o impacto da cessação deste serviço não será relevante.

Período considerado adequado para a cessação:

Apenas o Grupo PT se pronuncia, preconizando um prazo de 12 meses para a cessação deste serviço dado que acredita que o parque de X.25 migre, na sua totalidade, para IP até ao final do próximo ano.

Interesse do mercado na prestação numa base comercial:

Nenhuma das empresas de comunicações eletrónicas que se pronunciou manifestou interesse na prestação deste serviço.

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12 C.

Serviço telegráfico

Quanto ao tipo de utilização do serviço, como cliente e/ou utilizador:

Verifica-se uma ausência total de respostas a esta questão por parte dos utilizadores do serviço.

De acordo com os dados facultados pelo Grupo PT, os utilizadores deste serviço são sobretudo hospitais e instituições de crédito, sendo o serviço ainda usado para efeitos de comunicação formal ou como meios de prova em Tribunal.

Serviços potencialmente substitutos:

Foram identificados como substitutos o correio eletrónico, o correio expresso e o fax.

Impacto da eventual cessação:

A ADAPI refere que “a realidade diz-nos que, face ao serviço telegráfico, não se justifica igualmente” a manutenção do serviço. Já o Grupo PT considera que a cessação eventual do serviço teria algum impacto mas que esta questão não se coloca uma vez que existe atualmente prestação comercial estável deste serviço.

Período considerado adequado para a cessação:

O Grupo PT considera que não se justifica neste caso fixar um período para cessação do serviço dada a existência de uma oferta comercial deste serviço de forma estável.

A ADAPI, sem justificar, sugere um prazo de até 1 ano para a cessação deste serviço.

Interesse do mercado na prestação numa base comercial:

Nenhuma das empresas de comunicações eletrónicas que se pronunciou manifestou interesse na prestação deste serviço. No entanto, o Grupo PT refere que este serviço apresenta ainda uma procura e uma dinâmica de mercado que justificará a sua prestação em regime concorrencial aberto e refere ainda não considerar configurável um cenário de cessação do serviço.

Desta pronúncia do Grupo PT pode concluir-se que a PTC não equaciona - na ausência de obrigação de assegurar o serviço telegráfico enquanto serviço público -

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descontinuar a sua prestação a breve prazo uma vez que lhe reconhece interesse comercial.

D.

Serviço móvel marítimo

Quanto ao tipo de utilização do serviço, como cliente e/ou utilizador:

Verifica-se uma ausência quase total de respostas a esta questão por parte dos utilizadores do serviço.

Com efeito, apenas a ADAPI respondeu enquanto utilizador referindo que a sua utilização é “muito baixa ou mesmo nula”.

Já a actual concessionária refere a utilização do serviço para a realização de chamadas telefónicas de correspondência pública de e para embarcações.

Serviços potencialmente substitutos:

Foram identificados como serviços substitutos as comunicações via satélite, nomeadamente através do sistema Standard C, e comunicações eletrónicas móveis suportadas em GSM/UMTS/4G.

Impacto da eventual cessação:

De acordo com o decorre do que é referido pela ADAPI o impacto da cessação desta oferta será diminuto, enquanto o Grupo PT admite que a sua cessação tenha ainda impacto.

Período considerado adequado para a cessação:

A ADAPI pronuncia-se referindo que para a cessação destas ofertas deve ser fixado um prazo de 12 meses, enquanto o Grupo PT refere que deveria ser um período suficiente para permitir que as embarcações se adaptem à nova realidade.

Interesse do mercado na prestação numa base comercial:

Nenhuma das empresas de comunicações eletrónicas que se pronunciou manifestou interesse na prestação deste serviço.

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Recomendações

[IIC]

………

………

………

………

………

[FIC].

Referências

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