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TRIBUNAL SUPERIOR DE J U S T I Ç A E L E I T O R A L

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BOLETIM

E S T A D O S U N I D O S D O B R A S I L

[

(Decreto n. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932)

ANO I RIO D E JANEIRO, 24 D E DEZEMBRO D E 1932 N.34

S U M A R I O I "•— A t a do T r i b u n a l S u p e r i o r .

S E S S Ã O D E 26 D E N O V E M B R O D E 1932 1. Abertura da sessão.

2. Leitura da ata da sessão anterior.

3. Declaração do Sr. Affonso Celso, sobre as sessões secre- tas realizadas e quanto a liberdade do pensamento.

4. Aprovação da ata.

5. Publicação dos acórdãos referentes aos processos ns. 144 e 150.

6. Processo n. 141 — Sobre a qualificação "ex-officio" dos negociantes e deputados das Juntas Comerciais, em-

bora não mais façam da mercancia profissão ha- bitual. (Adiado 0) julgamento).

7. Julgamento do processo n. 148 — Sobre a validade da investidura do desembargador Amarilio Novis, como presidente interino do Tribunal Regional de Mato Grosso.

8. Julgamento do processo n. 54 — Sobre o sorteio/ Jo de- sembargador Olivio Câmara para membro r ' ,dvo do Tribunal Regional do Ceará. ~ 9. Julgamento do processo n. 143 — Consulta referente a

qualificação "ex-officio" dos oficiais da extinta Guarda Nacional.

10. Julgamento do processo n. 151 — Representação do juiz da 9* zona eleitoral do Distrito Federal, sobre a não apresentação de uma escrevente no cartório do JUÍZO. [Ccyivertido em diligencia) .

11. Julgamento do processo n. 82 — Sobre o pagamento de vencimentos aos identificadores, nomeados antes da aprovação dos planos eleitovais.

12. Julgamento do processo n. 139 — Sobre a inscrição dos juizes dos Tribunais Eleitorais.

13. Julgamento do processo n. 146 — Sobre a representação proporcional.

14. Processo n. 91 — Sobre a qualificação "ex-officio" dos funcionários contratados e dos estudantes das esco- las superiores. {Adiado o julgamento) .

15. Julgamento do processo n. 147, referente á publicação de um trabalho sobre matéria eleitoral.

16. Encerramento da sessão.

Anexo — Declaração feita pelo Sr. Affonso Celso.

I I — J u r i s p r u d ê n c i a do T r i b u n a l S u p e r i o r . Processo n. 82 — Sergipe.

Processo n. 98 — Rio Grande' do Norte Processo n. 113 — Amazonas.

Processo n. 114 — Paraná.

Processo n. 121 — Minas Gerais.

Processo n. 122 — Minas Gerais.

Prqcesso n. 123 — Distrito Federal.

Processo n. 125 — Pernambuco.

Processo n. 128 — São Paulo.

Processo n. 130 — Goiaz.

Processo n. 131 — Ceará.

Processo n. 136 — Paraíba.

Processo n. 137 — Santa Catarina.

Professo n. 138 — Amazonas.

Processo n. 139 — Amazonas.

Processo n. 142 — Distrito Federal Processo n. 143 — Distrito Federal Processo n. 144 — Minas Gerais.

Processo n. 145 — Paraná.

Processo n. 146 — Minas Gerais.

I I I —• E d i t a i s e avisos.

TRIBUNAL SUPERIOR DE J U S T I Ç A E L E I T O R A L

ATA

27" SESSÃO ORDINÁRIA, E M 26 D E NOVEMBRO D E 1932 P R E S I D Ê N C I A D O S R . M I N I S T R O H E R M E N E G I L D O D E B A R R O S , P R E -

S I D E N T E

A's nove horas, presentes os juizes: ministros Eduardo Espinola e Carvalho Mourão, desembargadores J o s é Linhares e Renato Tavares, Drs. Affonso Penna J ú n i o r , Prudente de Moraes Filho e Affonso Celso, abre-se a s e s s ã o . E ' lida e posta em d i s c u s s ã o a ata da s e s s ã o anterior. O S R . A F F O N S O C E L S O pede a palavra, para fazer largas c o n s i d e r a ç õ e s sobre a liberdade de o p i n i ã o e declarar que se tivesse sido consul- tado votaria contra as s e s s õ e s secretas, embora r e c o n h e ç a terem sido convocadas de acordo com o Regimento. E ' apro- vada a ata. S ã o publicados os a c ó r d ã o s referentes aos pro- cessos ns. 144 e 150. O S R . E D U A R D O E S P I N O L A relata o pro- cesso n . 141 (Amazonas — Consulta do Tribunal Regional sobre a q u a l i f i c a ç ã o "ex-officio" d ó s negociantes e deputados das Juntas Comerciais, embora n ã o mais f a ç a m da mercancia p r o f i s s ã o habitual). E ' adiado o julgamento, por haver pe- dido vistas dos autos o S r . Affonso Penna J ú n i o r . O S R . E D U - ARDO E S P I N O L A relata o processo n . 148 (Mato Grosso — Consulta do Tribunal Regional, sobre a validade da inves- tidura do desembargador Amarilio Novis como presidente interino do Tribunal e das n o m e a ç õ e s por ele feitas) e vota no sentido de se responder declarando que s ã o validos de pleno direito os atos praticados pelo desembargador A m a r i - lio Novis, durante o p e r í o d o em que exerceu a p r e s i d ê n c i a do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, inclusive as n o m e a ç õ e s feitas para a Secretaria, de acordo com o decreto

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562 Sábado 24

B O L E T I M E L E I T O R A L

Dezembro de 1932

n. 21.722. E ' aceito unanimemente o voto do relator; O

S R . C A R V A L H O M O U R Ã O, relator do segundo acórdão do pro- cesso n. 54, consulta ao Tribunal sobre a quem deve caber relatar um pedido de r e c o n s i d e r a ç ã o apresentado; pelo de- sembargador Olivio Câmara, cujo sorteio para juiz do T r i - bunal Regional, foi declarado nulo. O Tribunal decido que o pedido de r e c o n s i d e r a ç ã o deve ser relatado pelo Sr. Car- valho Mourão. Este juiz, então, levanta a preliminar de ser, ou não, caso do Tribunal tomar conhecimento, como pedido de reconsideração, m a n i f e s t a n d ó - s e favoravelmente Á ad- m i s s ã o do pedido, visto que a d e c i s ã o anterior foi tomada em virtude de consulta. O Tribunal, unanimemente, toma conhecimento do pedido. De meritis. O Sr. Carvalho Mou- rão nega provimento ao pedido para manter a d e c i s ã o re- corrida, e assim, decide o Tribunal, contra o voto do senhor Affonso Penna Júnior, que dá provimento, em parte, ao re- curso, para que o desembargador Olivio Câmara possa optar por um dos dois cargos, de s e c r e t á r i o do Interior do Estado do Ceará ou de juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral.

O S R . J O S É L I N H A R E S relata o processo n. 143 (Consulta do major da Guarda Nacional, Arthur de Andrade, sobre a qualificação "ex-officio" dos oficiais dessa extinta corpora- ção, como reservistas de 1" linha do E x é r c i t o ) e vota no sen- tido de se n ã o tomar conhecimento da consulta, por ter sido formulada por particular. E ' aceito o voto do senhor José Linhares, contra o voto do S r . Prudente de Moraes Filho, por entender que, nesta fase de organização, devem ser respondidas todas as consultas que forem formuladas ao Tribunal, sobre m a t é r i a Eleitoral. O S R . R E N A T O T A V A R E S

relata o processo n. 151 (Distrito Federal — R e p r e s e n t a ç ã o do juiz da 9° zona eleitoral, sobre a n ã o a p r e s e n t a ç ã o de uma escrevente no c a r t ó r i o desse juizo) e vota no sentido de se converter o julgamento em diligencia, para que o pre- sidente do Tribunal Regional preste esclarecimentos, pois que o juiz alega estar a aludida funcionaria á d i s p o s i ç ã o desse magistrado, no Tribunal. E ' aceito unanimemente o voto do relator. O S R . A F F O N S O P E N N A J Ú N I O R relata o processo n . 82 (Sergipe — Sobre a data em que c o m e ç a m a perceber os identificadores nomeados antes da aprovação dos planos eleitorais) e vota no sentido de que os identificadores devem c o m e ç a r a perceber os vencimentos um m ê s antes da data em que fòr aprovado o plano de divisão em zonas eleitorais, qualquer que tenha sido a data em que entraram em exer- c í c i o . O v lo do relator é aceito, contra o voto do Sr. Car- valho M c . r â o . O S R . P R U D E N T E D E M O R A E S F I L H O relata o processo n. 139 (Amazonas — Sobre a i n s c r i ç ã o dos juizes do Tribunal Regional) e vota n0 sentido de que os juizes do Tribunal Regional devem requerer a i n s c r i ç ã o ao juiz da zona que houverem escolhido para domicilio eleitoral. E ' unanimemente aceito o voto do relator. O mesmo juiz. relata o processo n. 146 (Minas Gerais — S o b r e . r e p r e s e n t a ç ã o pro- porcional e outras s u g e s t õ e s do D r . Jair Lins) e vota para que sejam levadas as s u g e s t õ e s do D r . Jair Lins ao conhe- cimento do Governo, para que as tome na • c o n s i d e r a ç ã o que merecerem. E ' aceito o voto do relator, contra os votos dos Srs. José Linhares e Affonso Penna Júnior, que entendem que tais s u g e s t õ e s devem ser estudadas pela c o m i s s ã o en- carregada de organizar as i n s t r u ç õ e s para a e l e i ç ã o e apu- r a ç ã o . O S R . A F F O N S O C E L S O relata o processo n. 91 ( D i - versas consultas sobre a q u a l i f i c a ç ã o "ex-officio" de funcio- n á r i o s não efetivos e dos estudantes das escolas superiores) e requer o adiamento do julgamento por estar prestes a sair uma lei regulando a m a t é r i a . O Tribunal, unanimemente, resolve adiar o julgamento. O mesmo juiz relata o processo n. 147 (Distrito Federal — Sobre a utilidade da p u b l i c a ç ã o de um indice remissivo do Código Eleitoral, apresentado pelo Sr. Waldemar de Souza Braga e enviado por i n t e r m é - dio do Ministério da J u s t i ç a , com o aviso n . 2.132, de 14 do corrente, e vota no sentido de que se trata de trabalho util. O Sr. José Linhares m a n t é m o seu voto proferido em caso análogo, submetido a julgamento na s e s s ã o de dezenove do corrente. O Sr. Affonso Penna Júnior, concorda com 0

relator, propondo, entretanto, que na resposta a ser dada ao m i n i s t é r i o se acrescente que, embora util, n ã o é conve-

niente a p u b l i c a ç ã o de obras aã latere das p u b l i c a ç õ e s oficiais p e l a s . c o n f u s õ e s que podem ocasionar. E ' unanimemente aceito o voto do relator,, com o a c r é s c i m o proposto pelo se- nhor Affonso Penna Júnior. Nada mais havendo a tratar, o Sr. presidente declara encerrada a s e s s ã o . Lcvanta-se a s e s s ã o ás onze horas e trinta e cinco minutos.

A N E X O

D e c l a r a ç ã o feita pelo S r . Affonso Celso n a s e s s ã o de 26 de n o v e m b r o de 1932

" H o u v e seguidamente no T r i b u n a l tres s e s s õ e s secretas, das quais n ã o se l a v r a r a m atas. _

R e a l i z a r a m - s e de acordo c o m o Regimento Interno do T r i b u n a l , é s c r u p u l o s a m e n t e observado pelo integerrimo pre- sidente H e r m e n e g i l d o de B e r r o s .

Segundo i n f o r m a ç ã o o f i c i a l dada a lume, cuidou-se nelas de medidas destinadas a facilitar e acelerar o alistamento, medidas sobre as quais o G o v e r n o consultou o T r i b u n a l , e este, devotadamente empenhado em g a r a n t i r a verdade do voto e o regresso do regimen constitucional, de pronto atendeu á c o n s u l t a .

N ã o houvera, p o r é m , o G o v e r n o solicitado reserva e, se tivesse sido, ouvido a respeito, teria me manifestado c o n -

t r a o segredo.

E m regra, sobretudo em política, preconiso o viver ás claras, acrescendo que s e s s õ e s secretas costumam ser entre n ó s , como em toda parte, as mais depressa divulgadas quan- do n ã o se lhes falseia o o c o r r i d o .

P e r s i s t o demais no pensamento que j á enunciara ao T r i - bunal : assim como louvavelmente m a n d a r a o Governo sus- pender a censura no tocante á p u b l i c a ç õ e s d a imprensa relativamente á projetada C o n s t i t u i ç ã o , deveria estender essa c o m p l a c ê n c i a aos debates concernentes ao alistamento ^ e á s p r ó x i m a s eleições, visto como u m a cousa se prende á o u - tra, n ã o sendo possível ocupar-se a l g u é m d a C o n s t i t u i ç ã o deixando de parte o processo do qual p r o v i r á a C o n s t i - tuinte.

C o m efeito, sem liberdade de candidaturas, sem pode- rem os candidatos, indenes de constrangimento, expor o seu propgrama, desenvolve-lo, combater os a d v e r s á r i o s , a t é o do p r ó p r i o G o v e r n o , — e isso em j o r n a i s , em discursos, c o n f e r ê n c i a s , c o m í c i o s , m a l o g r a r - s e - ã o todas as salutares providencias do C ó d i g o e o zelo da m a g i s t r a t u r a para efe- t i v a - l a s .

C o n v i r i a r e v i g o r a r o artigo 72 § 12 da C o n s t i t u i ç ã o de 1891:

" E m qualquer assunto é l i v r e a m a n i f e s t a ç ã o do pensa- mento, pela imprensa e pela tribuna, respondendo cada u m pelos abusos que cometer, nos casos e pela f ô r m a que a lei d e t e r m i n a r .

N ã o se permite o anonimato " .

F u i político nos ú l t i m o s tempo do I m p é r i o .

T i v e a h o n r a de representar M i n a s Gerais, na A s s e m - b l é a G e r a l L e g i s l a t i v a .

D a t a o meu p r i m e i r o mandato de ha mais de meio s é - culo, na eleição l i b e r r i m a da l e i S a r a i v a , mandato varias vezes renovado, quando a t é , candidato, abolicionista, m o v i o p o s i ç ã o ao m i n i s t é r i o escravocrata do B a r ã o de Cotegipe.

Sob a R e p u b l i c a , afastei-me completamente das c o m - p e t i ç õ e s p a r t i d á r i a s praticando a — não cooperação, uma das f ô r m a s do p a t r i o t i s m o .

A c e i t e i , depois de instantemente convidado, (e n ã o sei se continuarei) a alta, inesperada d i s t i n ç ã o de fazer parte do T r i b u n a l S u p e r i o r , por acreditar como ainda acredito que ele p ô d e c o n t r i b u i r para o saneamento m o r a l do B r a s i l .

C u m p r o , assim, u m dever de c o n c i e n c i á c i v i c a e c r i s t ã .

C u m p r o - o , ainda, no apelo que insuspeitamente levanto em p r o l d a liberdade.

A p e z a r de tudo, p r e f i r o a liberdade, como o velho T á - cito, embora agitada e perigosa, á mais segura s e r v i d ã o

(Maio periculosam libertatem quan tutum servititim).

E ' preciso evitar ao B r a s i l mais uma grande d e c e p ç ã o , cheia de funestissimas c o n s e q ü ê n c i a s .

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Sábado 24

B O L E T I M E L E I T O R A L

Dezembro de 1932 563

JURISPRUDÊNCIA Processo n. 98

A r t . 14, n . 4, do C ó d i g o E l e i t o r a l e art. 3 0 , classe 5a, do Regimento Interno do T r i b u n a l E l e i t o r a l

Processo n. 82

Natureza do processo — Sergipe — Consulta do Tribunal Re- gional sobre si os identificadores t ê m direito á percep- ção de seus vencimentos desde 1 de julho do corrente ano, visto que, em agosto, apresentaram-se ao Gabinete de Identificação, para aprendizagem.

Juiz relator — O Sr. D r . Affonso Penna J ú n i o r .

Antes de aprovada a divisão elei- toral, a que se refere o art. 2 4 do Có- digo, não ha juizes regularmente in- vestidos de jurisdição que possam le- galmente nomear identificadores.

Resolve-se, por isso, que os iden- tificadores do serviço eleitoral de Ser- gipe, só começam a perceber os seus vencimentos a partir de agosto do cor- rente ano.

A C Ó R D Ã O

Vistos e examinados estes autos de consulta, n ú - mero 8 2 :

Tendo os juizes eleitorais de Sergipe designado identificadores, que prestaram compromisso em agosto,

mas tendo sido aprovado em 3 de setembro o plano da d i v i s ã o do Estado em zonas eleitorais, a 3 de se- tembro, consulta o presidente do Tribunal Regional si ditos identificadores t ê m direito á p e r c e p ç ã o de seus vencimentos desde primeiro de julho, uma vez que em agosto apresentaram-se ao Gabinete de I d e n t i f i c a ç ã o para aprendizagem:

ACORDAM os juizes do Tribunal Superior de Jus- tiça Eleitoral, em s e s s ã o , responder que os identifica- dores r e c e b e r ã o seus vencimentos a partir de primeiro de agosto, porquanto antes de aprovados os planos de divisão eleitoral do t e r r i t ó r i o dos Estados, n ã o ha j u i - zes eleitorais, regularmente investidos de j u r i s d i ç ã o , que possam legalmente nomear identificadores ( a c ó r - dão n. 4 4 , no Boletim Eleitoral n . 2 1 , pag. 2 2 9 ) , de tal arte que só em 3 do setembro c o m e ç a r a m a valer . as n o m e a ç õ e s e posses, e é dessa data que se deve

partir para conceder-lhes o ordenado a contar do p r i - meiro dia do m ê s imediatamente anterior ao da posse."

Tribunal Superior de J u s t i ç a Eleitoral, em 2 9 de novembro de 1 9 3 2 . — Hermenegildo de Bdrros, pre- sidente. — Affonso Penna Júnior, relator.

(O Sr. Carvalho Mourão votou no sentido de re- conhecer o direito do pagamento dos vencimentos a partir de 1 de julho de 1 9 3 2 , isto é, trinta dias, antes do inicio da aprendizagem dos identificadores) . Os demais Srs. juizes votaram de acordo com o senhor relator.

Natureza do processo — Sobre incompatibilidade entro Ds car- gos de identificador e suplente do juiz eleitoral.

J u i z relator — O Sr. D r . Affonso Celso.

Não ha incompatibilidade entre o cargo de identificador e o de suplente do> juiz federal.

A C Ó R D Ã O

O juiz da 1 5 ' zona eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte, — por i n t e r m é d i o do respectivo T r i - bunal Regional — consulta, em telegrama datado de 18 de outubro do corrente ano, si ha incompatibilidade entre os cargos de identificador do s e r v i ç o eleitoral e o de suplente do juiz federal.

"Si n ã o ha impedimento ou inconveniente em que seja nomeado para o lugar de identificador eleitoral o e s c r i v ã o em e x e r c í c i o da justiça local, que é remunerado pelos cofres estaduais (decisão de 2 4 de setembro — B . E . n . 16, pag 1 2 9 — Processo n . 6 8 ) , e sendo a f u n ç ã o de identificador de ordem t é c n i c a e puramente material (decisão de Io de outubro — B . E . n . 17, pag. 1 3 9 — Processo n . 7 6 ) , n ã o ha motivo em se reconhecer qualquer incompatibilidade entre os cargos aludidos na consulta de fls. 2 . O suplente de juiz fe- deral pode, pois, ser designado para exercer as funções de identificador.

Tribunal Superior de J u s t i ç a Eleitoral, em 22 de outubro de Í 9 3 2 . — Hermenegildo de Barros, presi- dente. — Affonso Celso, relator. ( D e c i s ã o unanime.) N O T A D A S E C R E T A R I A

O s a c ó r d ã o s referentes aos processos n s . 68 e 76, j á f o r a m pu- blicados no B o l e t i m E l e i t o r a l ( n . 28, p a g . 451 e n . 29, p a g . 4 6 1 ) .

Processo n. 113

Natureza do processo — Amazonas — Sobre si deve prevalecer o plano eleitoral da Capital do Estado, visto como os dois juizes ali existentes foram designados juizes eleitorais e a d e c i s ã o do Tribunal Superior determina que um deles por ser o mais antigo, n ã o podo exercer as f u n ç õ e s de juiz eleitoral, visto competir-lhe a s u b s t i t u i ç ã o legal do juiz federal, no Tribunal Regional.

J u i z relator — O Sr. ministro Eduardo Espinola.

Existindo em Manaus apenas duas varas de juizes de direito, não poderá o mais antigo deles ser designado juiz eleitoral, por isso que, nos termos do Código, é membro substituto do Tribu- nal Regional.

Assim, não poderá prevalecer a di- visão da Capital do Amazonas em duas zonas eleitorais, salvo se funcionar aí juiz substituto, que seja vitalício.

Somente nesse ponto sofre modifi- cação o plano de divisão eleitoral do Estado do Amazonas, devendo publicar- se essa modificação na forma da lei e prevalecendo todos os atos até agora praticados com fundamento na divisão anteriormente aprovada.

A C Ó R D Ã O

Vistos, relatados e discutidos estes autos:

Considerando que, nos termos do art. 2 1 , I, a, pa- rágrafo ú n i c o do Código Eleitoral, o juiz de direito

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564 Sábado 24

B O L E T I M E L E I T O R A L

Dezembro de 1932

mais antigo da Capital do Estado é membro substituto do Tribunal Regional, quando houver apenas uma vara

de juiz federal, como é caso da Secção do Amazonas;

Considerando que, na cidade de Manaus existem duas varas de direito, sendo, portanto, o juiz de uma delas, o mais antigo, membro substituto do Tribunal

Regional: , ACORDAM os juizes do Tribunal Superior de Jus-

tiça Eleitoral, resolvendo a consulta, que lhes é d i r i - gida, em declarar:

a) que n ã o pode prevalecer a d i v i s ã o de Manaus em duas zonas eleitorais, salvo se, de acordo com a organização judiciaria, ou a Const. do Estado, os subs- titutos dos juizes de direito da Capital tiverem o pre- dicado da vitaliciedade;

b) que d e v e r á ser nesse ponto modificado o plano eleitoral j á aprovado, publicando-se essa m o d i f i c a ç ã o na forma da lei, e prevalecendo todos os atos j á pra- ticados com fundamento ha d i v i s ã o que fora aprovada e que ora se modifica.

Tribunal Superior de J u s t i ç a Eleitoral, em 5 de novembro de 1932. — Hermenegildo de Barros, pre- sidente. — Eduardo Espinola, relator. ( D e c i s ã o una- nime.)

Processo n. 114

Natureza do processo — P a r a n á — S u g e s t õ e s da 9* Circuns- crição de Recrutamento, enviadas por i n t e r m é d i o do T r i - bunal Regional do Paraná, sobre o alistamento "ex-offi- fio" dos reservistas do E x é r c i t o .

Juiz relator — O Sr. ministro Carvalho M o u r ã o .

Resolve-se sobre o alistamento

"ex-officio" dos reservistas de 1* ca- tegoria do Exercito, na parte referente á organização das respectivas listas de qualificação (art. 37, letra "e" e § Io

do Código Eleitoral), e no tocante ás providencias praticas para facilitar, ulteriormente, as possíveis impugna- ções das inscrições em curso, bem como as futuras exclusões de inscritos inde- vidamente .

A C Ó R D Ã O

Vistas, examinadas e discutidas as s u g e s t õ e s con- tidas na e x p o s i ç ã o enviada pelo major chefe de s e c ç ã o da 9* Çircunscrição de Recrutamento, jom sede em Curitiba, e que, aprovadas pelo Tribunal Regional do Paraná, foram a este Tribunal Superior remetidas por aquele Tribunal, no uso da a t r i b u i ç ã o que lhe é con- freida pelo art. 16, n . 12, do Regimento Interno dos Tribunais Regionais:

Pondera a e x p o s i ç ã o :

Io, que, por mais perfeito que seja o registro m i - litar, a e x c l u s ã o , sem o m i s s ã o alguma, de todos que falecerem é um problema a t é agora sem s o l u ç ã o ;

2o, que geralmente o reservista, ao deixar a tropa, raramente m a n t é m ligação com o E x é r c i t o , e bem pou- cos cumprem a d i s p o s i ç ã o regulamentar que os obriga, em caso de m u d a n ç a de r e s i d ê n c i a , á respectiva co-

m u n i c a ç ã o e a p r e s e n t a ç ã o , por esse motivo, ás auto- ridades competentes; donde resulta que, enviando a autoridade militar a lista de todos os reservistas, cujos nomes constam do seu registro, pode suceder que al- guns desses reservistas que se hajam qualificado no lugar de sua nova residência, sejam qualificados duas vezes;

3°, que do fato de enviar á autoridade militar a lista dos reservistas alistaveis, segundo o registro exis- tente, pode ainda resultar duplicada de qualificação em j u í z o s diversos, quando -esses reservistas e x e r ç a m p r o f i s s õ e s ou empregos que determinem sua qualifi- cação "ex-officio", por outras listas;

•P, que muitos reservistas, m a x i m é agora, em con- s e q ü ê n c i a da r e v o l u ç ã o , reingressaram ás fileiras do E x é r c i t o por efeito de engajamento ou reengajamento, ou se incorporaram ás forças auxiliares (Policia e Bombeiros); donde resulta a possibilidade de serem qualificados "ex-officio", como reservistas, i n d i v í d u o s que n ã o podem se alistar por serem praças de pret.

No l o u v á v e l intuito de se lograr .mais perfeita e regular e x e c u ç ã o do art. 37, letra e, do Código E l e i - toral, com r e l a ç ã o á q u a l i f i c a ç ã o "ex-officio" dos re- servistas de 1* categoria, p r o p õ e a referida e x p o s i ç ã o ou r e p r e s e n t a ç ã o perfilhada pelo Tribunal Regional de J u s t i ç a Eleitoral do Paraná, diversas medidas, itens a,

b, c e d, da e x p o s i ç ã o anexa.

Isto posto, e

Considerando que, ao instituir a qualificação "ex- officio" de certas classes de alistandos, teve o legisla- dor por intuito evidente crear um sistema de quali- ficação a u t o m á t i c a (sem d e p e n d ê n c i a de iniciativa al- guma ou qualquer colaboração, que seja, dos cidadãos a qualificar);

Considerando que, para n e c e s s á r i a celeridade da q u a l i f i c a ç ã o "ex-officio", marca a lei o prazo de 15 dias, "imediatos á abertura do alistamento" (art. 37,

§ 1°, do Código Eleitoral), para remessa das listas aos juizes eleitorais;

Considerando que, como preço desse sistema, pre- viu o legislador a possibilidade dos inconvenientes apontados na " E x p o s i ç ã o " de que ora nos ocupamos, quais os de dupla q u a l i f i c a ç ã o dos mesmos alistandos, q u a l i f i c a ç ã o de i n d i v í d u o s j á falecidos, qualificação de inhabilitados, e t c ; mas, por uma série de sábias pro- videncias, obstou que de tais i m p e r f e i ç õ e s na fase, simplesmente preparatória, da qualificação possa re- sultar o "alistamento" de defuntos ou inhabilitados, bem como qualquer i n s c r i ç ã o plural; exigindo na se- gunda fase do alistamento, ou seja a da "inscrição"

do alistando a sua p r e s e n ç a e identificação pelo m é - todo datiliscopico o mais seguro de todos; reforçando essas cautelas com a a m e a ç a de penas severas, penas para qualquer Inscrição fraudulenta, cuja aplicação se fará com toda a s e g u r a n ç a e, pode dizer-se, com i n - f a l í v e l certeza, pela prova esmagadora que de qual-

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quer fraude ficará nas m ã o s da p r ó p r i a autoridade encarregada da r e p r e s s ã o ;

Considerando que, para os casos raros (que o se- rão) de faltas ou duplas i n s c r i ç õ e s que, porventura, escapem nas malhas cerradas de cautelas) de que a lei cercou a i n s c r i ç ã o definitiva do alistando, que, só ela, é que constitue o seu "alistamento" como eleitor, ainda institutir uma coorte de garantias de uma se- gura d e p u r a ç ã o dos incapazes, inhabilitados, ou mesmo

inscritos mais de uma vez, quais a i m p u g n a ç ã o das i n s c r i ç õ e s em curso por qualquer interessado ou pelos representantes dos partidos políticos, a inteira publi- cidade das i n s c r i ç õ e s , a i n s t i t u i ç ã o de registros, cien- tificamente organizados, ftuo colherão prova imediata e i n f a l í v e l de qualquer inscrição plural, e a e x c l u s ã o dos indevidamente inscritos, assegurada polo dever de a promover "ex-officio" imposto á Justiça Eleitoral, pela f i s c a l i z a ç ã o permanente dos partidos p o l í t i c o s e pela ação de qualquer interessado;

Considerando que as medidas sugeridas, fazendo desaparecer, para a classe dos reservistas de Ia catego- ria, todas as vantagens peculiares á qualificação "ex- officio", não teriam a virtude de impedir os inofen- sivos inconvenientes da qualificação automática, tal como a institutiu a lei; porque os reservistas que n ã o acudissem á proposta convocação, seriam incluídos do mesmo modo nas listas, sem a certeza de sua e x i s t ê n - cia atual ou de sua qualidade de "alistavois", segundo a lei; e isto no fim de longo tempo do retardamento da qualificação dos inquestionavelmente alistaveis;

Considerando que é de prever a ineficácia do pro- jetado edital de c o n v o c a ç ã o , pela a u s ê n c i a de sanção para os recalcitrantes ou desidiosos, bem como pela desconfiança, que, de certo, despertará essa convoca- ção, de ocultar p r o p ó s i t o s ulteriores;

Considerando que nenhuma responsabilidade pode advir para as r e p a r t i ç õ e s militares da i n c l u s ã o em lista de reservista j á falecidos ou inalistaveis, desde que tais listas reproduzam fielmente o que consta do registro militar, e n ã o haja motivo especial para sus- peita, com r e l a ç ã o a qualquer deles, individualmente, pelo que constar de outras fontes de i n f o r m a ç ã o na r e p a r t i ç ã o (caso em que bastará í e n c i o n a r a dúvida, em observação, na lista) :

R E S O L V E o Tribunal Superior de J u s t i ç a E l e i - toral :

Io, que n ã o ha c o n v e n i ê n c i a em subordinar a qua- lificação "ex-officio" dos reservistas do Ia categoria do E x é r c i t o ás providencias preliminares sugeridas na

"Exposição" ora examinada, porque colidem tais medi- das com a letra e ok espirito da lei e seriam, em todo caso, ineficazes;

2o, que n ã o converti que seja extensiva aos pre- sidentes ou delegados das Juntas de Alistamento M i - litar a obrigação prevista r.o § Io do art. 37 do Código

Eleitoral, porque é evidente que a c e n t r a l i z a ç ã o desse s e r v i ç o nas Circunscrições de Recrutamento nas capi- tais, onde se acham os respectivos registros, assegura maior e x a t i d ã o nas listas e melhor f i s c a l i z a ç ã o sobre á sua c o m p o s i ç ã o ;

3o, que, como providencia complementar para fa- cilitar ulteriormente as p o s s í v e i s i m p u g n a ç õ e s das ins- crições em curso, bem como ás futuras e x e l u s õ e s de inscritos indevidamente, é de toda c o n v e n i ê n c i a que as autoridades superiores militares, a quem competir, recomendem ás unidades do E x é r c i t o e das F o r ç a s A u - xiliares as providencias lembradas na segunda suges- tão, fromulada na letra 6 das contidas na "Exposição".

Tribunal Superior de J u s t i ç a Eleitoral, 12 de no- vembro de 1 9 3 2 . — Hermenegildo de Barros, presi- dente. — Carvalho Mourão, relator. ( D e c i s ã o una- nime.)

E x p o s i ç ã o feita pela 9a C i r c u n s c r i ç ã o de R e c r u t a - mento, sobre o alistamento "ex-officio" dos re- servistas do E x é r c i t o . ( A p r o v a d a pelo T . R. do P a r a n á , em s e s s ã o de 20-10-1932)

A o r g a n i z a ç ã o verdadeira das listas, contendo todos os reservistas da Ia categoria, em cada C i r c u n s c r i ç ã o de R e c r u - tamento M i l i t a r , é, praticamente, u m trabalho inexequivel.

A s reservas do E x é r c i t o de Ia e 2 ' linhas, c o n s t i t u í d a s dos reservistas de Ia categoria, que compreendem os indivíduos de 21 a 44 anos, elevam-se em certas c i r c u n s c r i ç õ e s a deze- nas de m i l h a r e s .

N o s termos do a r t . 37, letra c, do C ó d i g o E l e i t o r a l , s ã o qualificados ex-officio, os reservistas de 1* categoria do Exército, licenciados nos anos anteriores.

E , nos § § 1° e 2° desse mesmo artigo, se determina que os chefes das r e p a r t i ç õ e s publicas militares, s ã o obrigados, nos 15 dias imediatos á abertura do alistamento, a fornecer ao j u i z eleitoral, sob cuja j u r i s d i ç ã o estejam, listas de todos os c i d a d ã o s qualificaveis ex-officio ( § 1 ° ) . D e v e m as listas conter, em referencia a cada c i d a d ã o , o nome e prenome, cargo e p r o f i s s ã o que e x e r ç a , e o que constar quanto á na- cionalidade, idade e r e s i d ê n c i a ( § 2 ° ) .

D i l i g e n c i a n d o , p a r a dar cumprimento a essas dsiposições legais, ainda assim, n ã o é possivel relacionar-se, c o m segu- r a n ç a e e x a t i d ã o , no curto prazo de 15 dias, essa massa f o r - m i d á v e l de reservistas dos Estados, mencionando nomes e prenome, cargo, p r o f i s s ã o , nacionalidade, idade e . r e s i d ê n - cia, e isso, pelas seguintes r a z õ e s :

P r i m e i r a — P o r mais perfeito que seja o s e r v i ç o de re- g i s t r o m i l i t a r , a e x c l u s ã o , sem o m i s s ã o algmua, de todos os que faleceram, é u m problema, a t é agora, sem s o l u ç ã o .

C o m efeito, O' R e g i s t r o C i v i l de Ó b i t o s , nas diversas l o - calidades, é a fonte o f i c i a l de i n f o r m a ç õ e s , em que se louva o R e g i s t r o M i l i t a r , para dar b a i x a aos falecôdos. Entretanto, com pezar, se tem constatado que, na m a i o r parte das peque- nas í o c a l i d a d e s , esse s e r v i ç o é imperfeito, irregular, e ha, por isso, d e f i c i ê n c i a das i n f o r m a ç õ e s , pela falta de dados completos, j á pelo n ã o cumprimento do dever funcional do- s e r v e n t u á r i o s , j á pelo descuido dos p r ó p r i o s i n d i v í d u o s , m o - radores do l u g a r . D a í decorre que os delegados das Juntas de A l i s t a m e n t o M i l i t a r , nos m u n i c í p i o s , ignoram o faleci- mento de grande parte de reservistas, que, dessa f o r m a , con- t i n u a m a f i g u r a r no R e g i s t r o M i l i t a r , n a sede da C r i c u n s - c r i ç ã o , n a capital do E s t a d o .

E n v i a d a a lista, si simplesmente e x t r a í d a do registro ge- r a l existente, sem outras i n v e s t i g a ç õ e s , a l á s , difíceis, s e r á ine- v i t á v e l a q u a l i f i c a ç ã o ex-officio de falecidos, c o m grave pre- j u í z o m o r a l e material p a r a o s e r v i ç o eleitoral, a l é m da res- ponsabilidade que cabe á s autoridades s i g n a t á r i a s da< listas em a p r e ç o , que respondem pela sua e x a t i d ã o .

Segunda — Geralmente o reservista ao deixar a tropa, raramente m a n t é m l i g a ç ã o com o E x é r c i t o , e bem poucos cumprem a d i s p o s i ç ã o regulamentar que os obriga, em caso de m u d a n ç a de r e s i d ê n c i a , á c o m u n i c a ç õ e s e a p r e s e n t a ç õ e s , por esse motivo, á s autoridades competentes.

A n t e a falta dessa n o t i f i c a ç ã o , p ô d e resultar que, por iniciativa da auotridade m i l i t a r , procurando c u m p r i r a lei, en-

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viando o seu nome n a l i s t a , o mesmo i n d i v í d u o , j á eleitor, possa ser novamente alistado, ficando assim qualificado s i - multaneamente em dois ou mais c a r t ó r i o s e l e i t o r a i s .

T e r c e i r a — D o cumprimento integral das d i s p o s i ç õ e s l e - gais, ou seja ser enviada a lista dos reservistas alistaveis, segundo o registro existente, ainda pode resultar duplicata de q u a l i f i c a ç ã o em j u i z o s diversos, quando esses reservistas exercem p r o f i s s õ e s ou empregos e que por efeito deles, f i - g u r e m os seus nomes em outras listas, enviadas por seus s u - periores h i e r á r q u i c o s .

Q u a r t a — A c r e s c e que, recentemente, em c o n s e q ü ê n c i a da r e v o l u ç ã o havida, muitos reservistas j á licenciados, ingres- saram nas fileiras do E x é r c i t o , por efeito dc engajamento ou reengajamento, ou se i n c o r p o r a r a m á s F o r ç a s A u x i l i a r e s ( P o l i c i a e B o m b e i r o s ) . " Nessas c o n d i ç õ e s , f i g u r a n d o os seus nomes n a lista, por n ã o constar no R e g i s t r o a n o t a ç ã o nesse sentido, i r - s e - i a concorrer para o alistamento ex-officio de i n d i v í d u o s que, por l e i , n ã o se poderiam alistar, por serem p r a ç a s de pret.

É certo que, o c o r r i d a qualquer das h i p ó t e s e s acima r e - feridas, caso sejam pelo J u i z E l e i t o r a l , mediante as listas recebidas, alistados, quer reservistas j á falecidos, quer outros que j á tivessem mudado de domicilio, quer, finalmente, outros fazendo atualmente parte do E x é r c i t o , como p r a ç a s de pret, por engajamento, reengajamento ou i n c o r p o r a ç ã o á s F o r ç a s A u x i l i a r e s , sem o conhecimento da C i r c u n s c r i ç ã o , esses alis- tamentos n ã o se completariam, n ã o haveria dualidade de alistamento, pela impossibilidade da respectiva i n s c r i ç ã o em mais de u m l u g a r , impossibilidade de i d e n t i f i c a ç ã o , para ob- t e n ç ã o do titulo, e, finalmente, e x p e d i ç ã o de mais de u m t i - tulo de e l e i t o r . Entretanto, si a l e i , em principio, sana essas anomalias, é, f o r a de d ú v i d a , que todos esses alistamentos ex-officios, i n ú t e i s , redundariam m o r a l e materialmente em i m - perfeições na p r á t i c a da l e i , em aumento de trabalho, o que c o n v é m ser evitado, para m a i o r eficiência do s e r v i ç o elei- toral .

E m vista d o exposto, e r a z õ e s a c i m a , para mais perfei- ta regularidade e e x e c u ç ã o do a r t . 37, letra c, do C ó d i g o E l e i t o r a l , com r e l a ç ã o ao alistamento cx-officio dos reser- vistas, sobre os quais n ã o possa haver d ú v i d a , c o m r e l a ç ã o das seguintes m e d i d a s :

a) — R e c o m e n d a ç ã o e i n s t r u ç õ e s d a autoridade m i l i t a r competente á s Chefias das C i r c u n s c r i ç õ e s de Recrutamento para que s ó f a ç a m f i g u r a r nas listas d i r i g i d a s aos respecti- vos juizes, dos domicilios dos alistandos, os nomes dos reser- vistas, sobre as quais n ã o possa haver d ú v i d a , com r e l a ç ã o ao que conste no registro geral, existente n a sede d a C i r - c u n s c r i ç ã o .

P a r a esse f i m , os T r i b u n a i s R e g i o n a i s dos Estados, me- diante solicitação dos Chefes das C i r c u n s c r i ç õ e s de R e c r u - tamento, m a n d a r ã o publicar editais, com o prazo de 30 dias ou p r o v i d e n c i a r ã o outros quaisquer meios de publicidade, convidando os reservistas da 1" categoria, domiciliados nas zonas das capitais dos Estados, a comparecerem á sede d a C i r c u n s c r i ç ã o , para prestarem i n f o r m a ç õ e s ou provas, com o objetivo de l e g a l i z a r e m a sua s i t u a ç ã o m i l i t a r , ante o re- gistro que lhe é referente c de acordo c o m as e x i g ê n c i a s que se prendem ao alistamento e l e i t o r a l .

b) — Q u e as unidades do E x é r c i t o e das F o r ç a s A u x i l i a - res, comuniquem, imediatamente, aos 'i ;bunais Regionais de J u s t i ç a E l e i t o r a l , aos Juizes E l e i t o r a i s . M u n i c í p i o s a que pertencerem os reservistas d a 1* categoria e á s C i r c u n s c r i - ções de Recrutamento respectivas, os atos de engajamento, reengajamento ou i n c o r p o r a ç ã o cm sua unidade, desses mes- mos reservistas, si j á forem eleitores, e bem assim f a ç a m i d ê n t i c a s c o m u n i c a ç õ e s , relativamente aos reservistas nas mesmas c o n d i ç õ e s , quando excluidos d o E x é r c i t o o u F o r ç a s A u x i l i a r e s , por c o n c l u s ã o de. tempo ou outro m o t i v o .

c) — Q u e as C i r c u n s c r i ç õ e s de Recrutamento c o m u n i - quem, sempre que lhes f ó r possível, aos T r i b u n a i s R e g i o - nais e aos Juizes E l e i t o r a i s respectivos, a m u d a n ç a de d o m i - cilio c i v i l , para f o r a d o Estado, dos reservistas eleitores, e que f o r a m relacionados nas listas anteriormente reme- tidas.

d) — Finalmente, para que o alistamento cx-officio dos reservistas, se possa realizar, simultaneamente, em todos os m u n i c í p i o s dos Estados, sem que a C i r c u n s c r i ç ã o tenha ne- cessidade de enviar listas a cada J u i z E l e i t o r a l , dos d o m i - cilios dos alistandos, e, para que haja d i v i s ã o de trabalho, u t i l e p r á t i c o para o s e r v i ç o público, é de toda c o n v e n i ê n c i a

— que seja extensiva aos presidentes o u delegados das J u n - tas de A l i s t a m e n t o M i l i t a r , a a t r i b u i ç ã o e o b r i g a ç ã o prevista no § 1° do a r t . 37 do C ó d i g o E l e i t o r a l , podendo, portanto, enviar diretamente aos Juizes E l e i t o r a i s , as listas do.; re-

servistas domiciliados no t e r r i t ó r i o sob sua j u r i s d i ç ã o , en- viando, outrossim, c ó p i a s dessas listas á s C i r c u n s c r i ç õ e s de Recrutamento nas capitais para a n o t a ç õ e s e sua ciência.

Processo n. 121

N a t u r e z a do processo — Minas Gerais — Sobre a q u a l i f i c a ç ã o

"ex-officio" d ó s juizes de direito, juizes municipais, promotores, coletores federais ou estaduais, nas comar- cas.

J u i z relator — O S r . ministro Carvalho M o u r ã o .

Resolve-se sobre a Qualificação

"ex-officio" dos juizes de direito, dos juizes municipais, dos promotores dc Justiça, dos demais funcionários e au- xiliares do Juizo, bem como dos cole- tores e escrivães de coletorias, federais ou estaduais, e assim também, sobre o juizo eleitoral onde se qualificam tais funcionários e o medo como deve ser feita a qualificação "ex-officio" dos juizes de direito, no próprio Juizo onde têm sua jurisdição.

A C Ó R D Ã O

Vistos e examinados: a) o oficio a fIs., do pre- sidente do Tribunal Regional de Minas Gerais, no gual

consulta: 1°, si os juizes de direito e os municipais, os promotores de J u s t i ç a , os advogados, os e s c r i v ã e s , os escreventes, os coletores e os e s c r i v ã e s de coletorias, do interior do Estado, qualificam-se, todos, em Belo Horizonte ou nas comarcas, onde exercem seus cargos ou p r o f i s s õ e s ? ; 2°, si o juiz de direito remete a si mesmo as listas de q u a l i f i c a ç ã o , caso deva ser esta feita na p r ó p r i a comarca da r e s i d ê n c i a dos ditos fun- c i o n á r i o s e auxiliares do Juizo?; b) o acórdão do T r i - bunal Regional consulente, decidindo, quanto aos juizes

de direito, que ele se qualifica "ex-officio" na co- marca onde exerce a sua j u r i s d i ç ã o , conforme j á re- solveu este Tribunal Superior e, quanto aos demais f u n c i o n á r i o s e auxiliares do Juizo, que excede da c o m p e t ê n c i a dele, Tribunal Regional, a solução, por envolver m a t é r i a de interesse geral ou nacional); c) o voto vencido do juiz do Tribunal Regional, D r . Jair Lins; e

Atendendo a que, em Minas Gerais, todos os juizes de direito s ã o , segundo o plano eleitoral aprovado, t a m b é m juizes eleitorais;

Atendendo a que, segundo informa o voto ven- cido a que acima se alude, os f u n c i o n á r i o s da Justiça, em Minas Gerais, s ã o os constantes do art. 8° da lei estadual n. 912, de 1915, de o r g a n i z a ç ã o judiciaria do Estado;

Atendendo a que, conforme j á decidiu este T r i - bunal Superior, os escreventes juramentados (assim são eles denominados tradicionalmente), devem tam- b é m ser i n c l u í d o s na lisLa em q u e s t ã o , por serem f u n c i o n á r i o s p ú b l i c o s efetivos; visto como exercem inquestionavelmente f u n ç ã o p ú b l i c a , por sua natureza, e f u n ç ã o p ú b l i c a hierarquisada; nada importando para os efeitos da q u a l i f i c a ç ã o "ex-officio" a origem de sua investidura ou a sua qualidade de dernissiveis "ad nutum", pelo e s c r i v ã o , nos termos da lei mineira (ar-

tigo 37, principio e f, 1° do Código Eleitoral, onde somente se exige a qualidade de f u n c i o n á r i o p ú b l i c o

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efetivo e se atribue a o b r i g a ç ã o de remeter a lista aos chefes de r e p a r t i ç õ e s ) ;

Atendendo a que, em Minas Gerais, os advogados registram as suas cartas nos protocolos das a u d i ê n c i a s , conforme se v ê do mesmo voto vencido:

R E S O L V E o Tribunal Superior de J u s t i ç a Eleito- ral, responder:

Io, que todos os f u n c i o n á r i o s e auxiliares do Juizo, mencionados na consulta (inclusive os advogados), bom como todos os coletores e e s c r i v ã e s de coletorias), federais ou estaduais, devem ser qualificados "ex-offi-

cio", no Juizo Eleitoral da zona onde exercem seus cargos ou p r o f i s s õ e s ;

2o, que o juiz de direito, no caso, deve baixar uma portaria, contendo a lista dos f u n c i o n á r i o s de J u s t i ç a e advogados, qualificaveis "ex-officio" em sua zona e ordenando que, autuada, se processe a q u a l i f i c a ç ã o nos termos da lei; conforme com acerto sugere o dito voto vencido.

Tribunal Superior de J u s t i ç a Eleitoral, 12 de no- vembro de 1932. — Hermenegildo de Barros, presi- dente. — Carvalho Moilrão, relator. ( D e c i s ã o una- nime.)

D e c i s ã o do T . R . de M i n a s G e r a i s V i s t o s e examinados estes autos de consulta n . 18.

O D r . j u i z de direito, o D r . j u i z m u n i c i p a l e o D r . p r o - motor de j u s t i ç a de U b e r l â n d i a , consultam :

1° — O s juizes, promotores, advogados, e s c r i v ã e s , es- creventes, coletores e seus e s c r i v ã e s qualificam-se n a capital do Estado o u nas comarcas e m que servem?

2" — S i a l g u m desses f u n c i o n á r i o s , o e s c r i v ã o , por exemplo, tiver de ser qualificado na comarca respectiva, é o j u i z de direito quem remete a s i mesmo, como j u i z elei- t o r a l , as listas para a q u a l i f i c a ç ã o ?

Resolve o T r i b u n a l conhecer da consulta e :

a) responder, quanto ao caso do j u i z de direito, que este — assim o decidiu o E g r é g i o S u p e r i o r T r i b u n a l — qua- lifica-se ex-officio e, pois, na comarca e m que exerce sua j u r i s d i ç ã o ;

b) encaminhar ao E . Superior T r i b u n a l as demais con- sultas, cuja resposta extrapassa os limites da c o m p e t ê n c i a dos tribunais r e g i o n a i s .

É inadversavel que o assunto encontra s o l u ç ã o fácil, n ã o se tratando de ponto de alta d o u t r i n a , passivel de s é - rias c o n t r o v é r s i a s . M a s , n ã o obstante, reclama interpreta- ç ã o a que n ã o s ã o foreiras apenas as leis obscuras ou a m - b í g u a s : — quamvis sit manifestisshnum cdictn-m praetoris, attamen non est neglif nda intcrprctatio ejus.

E como a situar •> prevista na consulta, n ã o d i z res- peito, apenas, á o r g a n i z a ç ã o eleitoral de M i n a s , c u r i a l p a - rece a c o n c l u s ã o da i n c o m p e t ê n c i a deste T r i b u n a l para as respostas solicitadas, competindo, como compete, ao E g r é g i o Superior T r i b u n a l , f i x a r normas gerais de i n t e l i g ê n c i a e a p l i c a ç ã o das leis eleitorais.

Belo H o r i z o n t e , 31 de outubro de 1932. — Oliveira Andrade, presidente. — Orozimbo Nonato da Silva, r e l a - t o r . — Jair Lins, c o m voto em separado.

V O T O V E N C I D O D O D R . J A I R L I N S A l é m dos motivos constantes de meu voto vencido, desta data, na consulta n._ 16, encaminhada ao E g r é g i o S u - perior T r i b u n a l E l e i t o r a l , " sou, ainda, vencido, neste feito, pelos seguintes:

. A consulta versa s o b r e :

" S i os Juizes de D i r e i t o , os M u n i c i p a i s , os P r o - motores de J u s t i ç a , os A d v o g a d o s , E s c r i v ã e s , E s c r e v e n - tes, Coletores e seus E s c r i v ã e s qualificam-se em B e l o H o r i z o n t e ' ou no i n t e r i o r ; e,

si é o J u i z de D i r e i t o que remete a si p r ó p r i o a lista, como J u i z e l e i t o r a l " .

Q u a s i tudo é m a t é r i a regional e n ã o g e r a l , porque a l e i mineira é que define o chefe das r e p a r t i ç õ e s publicas em

que trabalham os f u n c i o n á r i o s constantes da consulta, calvo quanto aos coletores, que ela n ã o distingue entre os esta- duais e os federais, e que regula em que r e p a r t i ç õ e s publicas devem os advogados registrar os seus diplomas, para que tenham l i v r e o e x e r c í c i o da p r o f i s s ã o .

Neste caso, como j á j u l g o u o E g r é g i o Superior T r i - bunal E l e i t o r a l , a c o m p e t ê n c i a é c u m u l a t i v a dos T r i b u n a i s Regionais e dele. O j u l g a d o f o i proferido em consulta en- caminhada por este T r i b u n a l , c o m meu voto, t a m b é m ven- cido, sobre s i os o f i c i a i s de j u s t i ç a e os escreventes de car- t ó r i o , em M i n a s , eram qualificaveis ex-officio.

Responderia, desde j á , p o i s :

Io, que e m M i n a s , e m que os Juizes de D i r e i t o s ã o , todos eles, juizes eleitorais, n ã o devem remeter a s i p r ó - prios as listas dos seus a u x i l i a r e s qualificaveis ex-officio;

mas, s i m , b a i x a r u m a p o r t a r i a , a ser autuada e processada, de que conste t a l l i s t a . E l e é j u i z eleitoral porque o é de direito na comarca, convertida em zona, e n i n g u é m se cor- responde c o m s i p r ó p r i o ;

2°, que os f u n c i o n á r i o s da j u s t i ç a , em M i n a s , s ã o os constantes do a r t . 8o d a l e i 912, de 1915, por que se acha feita a o r g a n i z a ç ã o j u d i c i a r i a mineira, a t u a l .

E m b o r a deste artigo n ã o conste os escreventes de car- t ó r i o , os i n c l u i r i a , em o b e d i ê n c i a ao a c ó r d ã o do Colendo Superior T r i b u n a l E l e i t o r a l , embora, data vertia, me pareça que, e m M i n a s , t a l qual em S ã o P a u l o (Revista dos Tribu- nais), v o l . L X X I X , p a g . 3 8 6 ) , os escreventes de c a r t ó r i o n ã o sejam f u n c i o n á r i o s p ú b l i c o s , mas som funcionários particulares dos e s c r i v ã e s , que os i n d i c a m e destituem li- vremente ( L e i c i t . , a r t . 126, p a r á g r a f o ú n i c o ) .

3o, que, d a lista a ser autuada, como portaria, pelo juiz eleitoral, devem constar os advogados c o m carta registrada nos protocolos de a u d i ê n c i a , embora tais advogados sejam qualificaveis, t a m b é m , e m B e l o H o r i z o n t e , por meio de listas a serem f o r n e c i d a s : a) pelo Presidente do Tribunal da R e l a ç ã o ; e b) pelo presidente d a S e c ç ã o d a O r d e m dos A d v o g a d o s e m M i n a s G e r a i s ;

4o, que os coletores estaduais, como chefes de reparti- ç õ e s publicas estaduais no i n t e r i o r — as coletorias — de- vem remeter aos juizes das zonas e m que servem, a lista de seus auxiliares, desde que f u n c i o n á r i o s públicos efeti- vos, como os e s c r i v ã e s .

A r i g o r , a m a t é r i a s ó seria de interesse geral quanto aos coletores federais, mas, mesmo quanto a estes, pelos motivos constantes do m e u voto no processo da consulta n . 16, retro referido, r e s p o n d e r á que, sendo chefes de re- p a r t i ç õ e s publicas federais, n o i n t e r i o r do Estado, devem remeter a lista ao j u i z eleitoral c m cuja zona se achem suas r e p a r t i ç õ e s . — Jair Lins — 3 1 - X - 1 9 3 2 " . -

Processo n. 122

N a t u r e z a do processo Sobre a n o m e a ç ã o de identificadores e o estagio a eles n e c e s s á r i o para aprendizagem.

J u i z relator — O Sr. desembargador J o s é Linhares.

/ — As decisões proferidas nos processos ns. 44 e 7 6 , se devem com- preender como sendo uma complemen- tar da outra.

II — Nos municípios onde não houver pessoa habilitada para o exer- cício do cargo de identificador, deve o juiz eleitoral logo no inicio de publi- cação dos editais para a abertura do alistamento, nomear uma pessoa que deverá se habilitar no mais breve prazo possível.

III — Em principio, não é de se permitir ao identificador ausentar-se

do lugar onde exerce as suas funções, o que só poderá fazê-lo, excepcional- mente, quando fôr de todo impossível a sua aprendizagem no mesmo lugar, sede da zona respectiva.

A C Ó R D Ã O Vistos, etc. :

O Tribunal Regional de J u s t i ç a Eleitoral dp Estado de Minas Gerais transmitiu pelo oficio de fls. 2- a consulta que lhe foi feita pelo juiz eleitoral da Co-

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