INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA – INCRA DIRETORIA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – DA
COORDENAÇÃOGERAL DE GESTÃO DE PESSOAS – DAH
OFICINAS DE APOSENTADORIA E PENSÃO
1º POLO – 10 A 14 DE ABRIL DE 2010 BELÉM/PA
Instrutoria:
Ibrandina Maria de Fátima Santos Assistente Técnico – DAH1
Clarice Andrade Souto
Substituta do Chefe do Serviço de Cadastro e Lotação – DAH1 Realização:
CoordenaçãoGeral de Gestão de Pessoas
2 Apresentação
Caros Colegas,
Estamos começando a colher os frutos do Encontro Nacional de Gestão de Pessoas realizado em Anápolis/GO, no período de 06 a 09 de abril de 2010.
O projeto “Oficinas de Aposentadoria e Pensão, com ênfase nos sistemas SIAPE/SIAPECAD e SISAC” tomou corpo a partir das reivindicações de vocês, nos trabalhos realizados durante aquele evento.
Meu desejo é que no decorrer desta semana vocês esclareçam suas dúvidas, estudem com carinho os casos selecionados por cada um dos participantes da oficina, e acumulem o máximo de conhecimento possível.
Meu conselho é que ao retornar às suas Superintendências, apliquem e compartilhem este conhecimento com seus colegas.
Atenciosamente, Ronaldo Alves
Coordenador‐Geral de Gestão de Pessoas
Sumário
I. REGRAS BASICAS DE APOSENTADORIAS VIGENTES A PARTIR DE 1/01/2004... 4
1. Regra do Direito Adquirido. ... 4
2. Regra de Transição Vigente a partir de 31/12/2003). ... 10
3 Regra Geral com base na remuneração contributiva (art.40 §§ 3º e 17 da constituição federal) ... 14
II. VANTAGENS INCORPORAVEIS À APOSENTADORIA ... 18
1. Artigo 192 da Lei 8.112/90. ... 18
2. Artigo 193 da Lei 8.112/90 (revogado pela MP 831/95, de 19/01/95). ... 19
3. Vantagem de quintos/décimos, atual VPNI – artigo 62/A da Lei nº 8.112/90: ... 19
4. Gratificação de Desempenho ... 20
III. TEMPO DE SERVIÇO/CONTRIBUIÇÃO ... 20
1. Aluno Aprendiz ... 20
2. Atividade Rural ... 21
IV. INSTRUÇÃO PROCESSUAL ... 23
1. Roteiro para instrução do processo de concessão de Abono de Permanência ... 23
2. Roteiro para instrução do processo de concessão de Aposentadoria. ... 23
3. Roteiro para instrução do processo de concessão de Pensão. ... 24
4. Modelos – Abono de Permanência ... 25
5. Modelos – Aposentadoria. ... 30
5.9 DECLARAÇÃO DE ACUMULAÇÃO DE CARGO, EMPREGO, FUNÇÃO PÚBLICA OU PROVENTOS. ... 38
6. Modelos de Portarias. ... 39
7. Tabelas ... 42
V. BIBLIOGRAFIA E LEITURA RECOMEDADA ... 47
4
I. REGRAS BASICAS DE APOSENTADORIAS VIGENTES A PARTIR DE 1/01/2004
1. Regra do Direito Adquirido.
1.1.Vigente até 16/12/1998 – Com base na Constituição Federal de 1988 (Redação Original).
O artigo 3º da Emenda Constitucional nº 20/98 assegura aposentadoria ao servidor público, que até 16/12/98, tenha cumprido todos os requisitos exigidos nos termos dos diplomas legais até então vigentes, com proventos calculados de acordo com a legislação em vigor à época em que foram atendidas as prescrições nela estabelecidas, ficando preservado o direito de opção pelas normas vigentes à época da solicitação da aposentadoria. Este direito foi preservado por força do art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
Nesta regra, existe a possibilidade de que a remuneração da aposentadoria seja superior à remuneração do servidor na atividade.
1.1.1. Voluntária com Proventos Integrais a) Requisitos:
• Trinta e cinco anos de tempo de serviço se homem e trinta anos se mulher.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal em sua redação original, combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão, no Diário oficial da união.
d) Base de cálculo dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, acrescidos das vantagens incorporáveis à aposentadoria, atendidos os requisitos legais específicos.
1.1.2. Voluntária com Proventos Proporcionais ao Tempo de Serviço a) Requisitos:
• Trinta anos de tempo de serviço, se homem e vinte e cinco anos, se mulher.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, inciso III, alínea “c”, da Constituição Federal em sua redação original, combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão, no Diário oficial da união.
d) Base de cálculo dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, acrescidos das vantagens incorporáveis à aposentadoria, atendidos os requisitos legais específicos.
1.1.3. Voluntária por Idade com Proventos Proporcionais ao Tempo de Serviço:
a) Requisitos:
• Idade mínima de sessenta e cinco anos, se homem e sessenta anos, se mulher.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, inciso III, alínea “d”, da Constituição Federal em sua redação original, combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 20/1998.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão, no Diário oficial da união.
d) Base de cálculo dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, acrescidos das vantagens incorporáveis à aposentadoria, atendidos os requisitos legais específicos.
1.1.4 Invalidez com Proventos Integrais:
a) Requisitos:
• Laudo médico expedido por Junta Médica Oficial, onde conste expressamente o nome e a natureza da moléstia grave, contagiosa ou incurável, especificada em Lei, sendo desnecessário, desde que haja correspondência entre a nomenclatura do Código Internacional de Doenças – CID e a referida na Lei brasileira, conforme Sumula TCU nº 58, ou ainda, que a invalidez tenha sido motivada por doença profissional ou de acidente em serviço, conforme o caso.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, inciso I, da Constituição Federal, em sua redação original, combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 20/1998. Neste caso deverá ser informado na Portaria que se trata de aposentadoria com proventos integrais.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria, no Diário oficial da união.
d) Base de cálculo dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, acrescidos das vantagens incorporáveis à aposentadoria, atendidos os requisitos legais específicos.
6 1.1.5 Invalidez com Proventos Proporcionais ao Tempo de Serviço:
a) Requisitos:
• Laudo médico expedido por Junta Médica Oficial, atestando a inaptidão para o desempenho de atividades em cargo público, decorrente de doenças não especificadas em Lei, profissionais, ou acidentes não considerados como de trabalho.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, inciso I, da Constituição Federal, em sua redação original, combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 20/1998.
• Neste caso deverá ser informado na Portaria que se trata de aposentadoria com proventos proporcionais à fração específica.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria, no Diário oficial da união.
d) Base de cálculo dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, acrescidos das vantagens incorporáveis à aposentadoria, atendidos os requisitos legais específicos.
1.2. Vigente de 16/12/1998 a 31/12/2003 – Com base na Transição da Emenda Constitucional nº 20/1998 – Estabelecida pelo art. 8º da Emenda constitucional nº 20/98, para concessão de aposentadoria voluntária, com proventos calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que ocorrerá a aposentadoria, ressalvado o direto de opção pelas demais normas por ela estabelecida, ao servidor público, que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na Administração Pública, direta, autárquica e fundacional, até a data de publicação da referida Emenda, ou seja, 16/12/98.
Direito preservado por força do art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003, cujas modalidades relevantes são:
1.2.1 Voluntária com Proventos Integrais.
a) Requisitos:
• Idade mínima de cinqüenta e três anos para homem e quarenta e oito anos para mulher.
• Cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria.
• Tempo de Contribuição mínima, igual à soma de trinta e cinco anos, se homem e trinta anos, se mulher, mais um período adicional de contribuição equivalente a 20%
(vinte por cento) do tempo que, em 16/12/98, faltaria para atingir o limite mínimo de tempo exigido para aposentadoria integral (data limite em 31/12/2003).
b) Fundamento Legal:
• Art. 8º, incisos, I. II e III, alíneas “a” e “b”, da Emenda Constitucional nº 20/98, combinado com o art 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário oficial da união.
d) Cálculos dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, acrescidos das vantagens incorporáveis à aposentadoria, atendidos os requisitos legais específicos.
1.2.2 ‐ Voluntária com Proventos Proporcionais ao Tempo de Contribuição.
a) Requisitos:
• Idade mínima de cinqüenta e três anos para homem e quarenta e oito anos para mulher.
• Cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria.
• Tempo de Contribuição mínima, igual à soma de trinta e cinco anos, se homem e trinta anos, se mulher, e um período adicional de contribuição equivalente a 40%
(quarenta por cento) do tempo que, em 16/12/98, faltaria para atingir o limite de tempo constante do item anterior. (data limite em 31/12/2003).
b) Fundamento Legal:
• Art. 8º, §1º da Emenda Constitucional nº 20/98, combinado com o art 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário oficial da união.
d) Cálculos dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo, a contar de 70% (setenta por cento) do valor máximo da remuneração que o servidor poderia obter na aposentadoria integral, acrescido de 5% (cinco por cento), a cada ano de contribuição que superar o tempo necessário para concessão da aposentadoria.
1.3 Vigente de 16/12/1998 a 31/12/2003 – Com base no art. 40 da Constituição Federal, com redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/1998. Direito preservado por força do art.
3º da Emenda Constitucional nº 41/2003, cujas modalidades relevantes são:
1.3.1 Voluntária com Proventos Integrais:
a) Requisitos:
• Contar com dez anos de efetivo exercício no serviço público, podendo ser federal, estadual, municipal ou distrital;
8
• Contar com cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria, e
• Comprovar idade mínima de sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e de cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher.
b) Fundamento Legal
• Art. 40, § 1º, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98 combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria.
1.3.2 Voluntária por Idade, com Proventos Proporcionais ao Tempo de Contribuição:
a) Requisitos:
• Contar dez anos de efetivo exercício no serviço público, podendo ser federal, estadual, municipal ou distrital;
• Contar com cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria, e
• Comprovar idade mínima de sessenta e cinco anos de idade, se homem, e de sessenta anos de idade, se mulher.
b) Fundamento Legal
• Art. 40, § 1º, inciso III, alínea “b”, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98 combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria.
1.3.3 Invalidez, com Proventos Integrais:
a) Requisitos:
• Laudo médico expedido por Junta Médica Oficial, onde conste expressamente o nome
e a natureza da moléstia grave, contagiosa ou incurável, especificada em Lei, sendo desnecessário, desde que haja correspondência entre a nomenclatura do Código Internacional de Doenças – CID e a referida na Lei brasileira, conforme Sumula TCU nº 58, ou ainda, que a invalidez tenha sido motivada por doença profissional ou de acidente em serviço, conforme o caso.
b) Fundamento Legal
• Art. 40, § 1º, inciso I, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98 combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria.
1.3.4 Invalidez, com Proventos Proporcionais ao Tempo de Contribuição.
a) Requisitos:
• Laudo médico expedido por Junta Médica Oficial, atestando a inaptidão para o desempenho de atividades em cargo público, decorrente de doenças não especificadas em Lei ou acidentes não considerados como de trabalho.
b) Fundamento Legal
• Art. 40, § 1º, inciso I, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20/98 combinado com o art. 3º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
• Neste caso deverá ser informado na Portaria que se trata de aposentadoria com proventos proporcionais à uma fração específica.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria.
1.4 Paridade.
• O artigo 7º da Emenda Constitucional nº 41/2003, estabelece que os servidores públicos titulares de cargo efetivo e as pensões dos seus dependentes pagos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, incluídas as suas autarquias e fundações, em fruição na
10 data de publicação desta Emenda, bem como os proventos de aposentadoria dos servidores e as pensões dos dependentes abrangidos pelo art. 3º desta Emenda, serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposentados e pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão, na forma da lei.
1.5 – Abono de Permanência.
• O artigo 3º § 1º da EMC 41/2003 estabelece que o servidor que opte por permanecer em atividade tendo completado as exigências para aposentadoria voluntária e que conte com, no mínimo, vinte e cinco anos de contribuição, se mulher, ou trinta anos de contribuição, se homem, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória.
2. Regra de Transição Vigente a partir de 31/12/2003).
O artigo 2º da EMC nº 41/2003 assegura o direito de opção pela aposentadoria voluntária àquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na Administração Pública direta, autárquica e fundacional, até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98 (16/12/98), com proventos calculados de acordo com o art.40 §§ 3º e 17, da Constituição Federal, ou seja, no cálculo dos proventos da aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201, (Regime Geral da Previdência Social) na forma da lei, quando o servidor, cumulativamente, atender os requisitos de acordo com os tipos de aposentação a seguir:
2.1 – Combase na remuneração Contributiva (ART.40 §§ 3º e 17 da Constituição Federal (Com Redutores de 3,5% ou 5%).
2.1.1 – Aposentadoria Voluntária com Proventos Integrais/Proporcionais Requisitos atendidos até 31/12/2005.
a) Requisitos:
• Idade mínima de cinqüenta e três anos, se homem, e quarenta e oito anos, se mulher;
• Cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria; e
• Tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de trinta e cinco anos, se homem, e trinta anos, se mulher, mais um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tempo que, a partir de 16/12/98, faltaria para atingir o limite de tempo mínimo para aposentadoria integral.
• Atendendo os requisitos acima até 31/12/2005, os proventos da aposentadoria serão reduzidos na proporção de três e meio por cento para cada ano antecipado em relação
aos limites de idade estabelecidos no art. 40 § 1º, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003.
b) Fundamento Legal:
• Art. 2º, incisos I, II, e III alíneas “a” e “b” § 1º, inciso I, da Emenda Constitucional 41/2003, combinado com a Lei nº 10.887/2004.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• Os proventos calculados pela média aritmética, por ocasião da concessão da aposentadoria, não poderão ser inferiores ao salário mínimo, nem superiores à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
2.1.2 Voluntária com Proventos Integrais/Proporcionais Requisitos atendidos a partir de 01/01/2006.
a) Requisitos:
• Idade mínima de cinqüenta e três anos, se homem, e quarenta e oito anos, se mulher;
• Cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria; e
• Tempo de contribuição igual, no mínimo, à soma de trinta e cinco anos, se homem, e trinta anos, se mulher, mais um período adicional de contribuição equivalente a vinte por cento do tempo que, a partir de 16/12/98, faltaria para atingir o limite de tempo constante do item anterior.
• Atendendo os requisitos acima até 31/12/2005, os proventos da aposentadoria serão reduzidos na proporção de cinco por cento para cada ano antecipado em relação aos limites de idade, estabelecidos no art. 40 § 1º, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003.
b) Fundamento Legal:
• Art. 2º, incisos I, II, e III alíneas “a” e “b” § 1º, inciso II, da Emenda Constitucional 41/2003, combinado com a Lei nº 10.887/2004.
12 c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerada no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• O provento calculado é pela média aritmética, por ocasião da concessão da aposentadoria, e não poderá ser inferior ao salário mínimo, nem superior à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
2.1.3 – Paridade:
Não existe paridade para aposentadoria com fundamento no art. 2º da Emenda Constitucional nº 41/2003, ou seja, os proventos de aposentadoria nos moldes deste artigo serão revistos na mesma data em que for concedido o reajuste dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social.
2.1.4 Abono de Permanência
O artigo 2º § 5º da EMC 41/2003 estabelece que o servidor que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária estabelecidas nesta Regra de Transição, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória.
2.2 – Com Base na Remuneração do Servidor no Cargo Efetivo.
Esta regra de aposentadoria alcança o servidor que tenha ingressado no serviço público até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 41/2003, ou seja, 31/12/2003.
O artigo 6º da EMC Nº 41/2003 estabelece o direito de opção à aposentadoria pelas normas estabelecidas pelo art. 40 da Constituição Federal ou pelas regras estabelecidas pelo art. 2º desta Emenda, o servidor da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público até a data de publicação desta Emenda poderá aposentar‐se com proventos integrais, que corresponderão à totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, na forma da lei.
a) Requisitos:
• Contar com sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem.
• Contar com cinqüenta e cinco anos de idade, e trinta de contribuição, se mulher.
• Contar com vinte anos de efetivo exercício no serviço público.
• Contar dez anos de carreira.
• Contar cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria.
b) Fundamento Legal:
• Art. 6º da Emenda Constitucional nº 41/2003, combinado com o art. 2º da Emenda Constitucional nº 47/2005.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculo dos Proventos:
• Com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e) Observações:
• O artigo 6º da Emenda Constitucional nº 41/2003 não prevê abono de permanência.
• O artigo 2º da Emenda Constitucional nº 47/2005 garante paridade ao servidor que vier a se aposentar com fundamento no artigo 6º da Emenda Constitucional nº 41/2003.
2.3 – Com Proventos Integrais.
Esta regra de aposentadoria alcança o servidor que tenha ingressado no serviço público até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98, ou seja, 16/12/1998.
De acordo com o artigo 3º da EC Nº 47, de 05 de julho de 2005, ressalvado o direito de opção por qualquer regra em vigor no momento da aposentadoria, o servidor da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, que tenha ingressado no serviço público até 16 de dezembro de 1998, poderá aposentar‐se com proventos integrais, desde que preencha cumulativamente, as seguintes condições:
a) Requisitos:
• Ter ingressado regularmente no serviço publico até 16/12/98;
• Contar com trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição, se mulher;
• Contar com vinte e cinco anos de efetivo exercício no serviço público;
• Contar com quinze anos de carreira;
• Cinco anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria;
• Idade mínima resultante da redução, relativamente aos limites do artigo 40, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, de um ano na idade para cada ano de contribuição
14 que exceder a condição prevista no inciso I, do caput deste artigo.
b) Fundamento Legal:
• Art. 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculo dos Proventos:
• Integralidade da remuneração do servidor no ato da aposentadoria.
e) Observações:
• O artigo 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005 não prevê abono de permanência.
• Até que seja firmado entendimento definitivo quanto a questão da incorporação da GDARA ou GDAPA, nas aposentadoria fundamentadas por este artigo,também deverá ser observada a legislação que instituiu e alterou as mencionadas gratificações, conforme orientado por intermédio da Nota Técnica nº 54/2010, da SRH/MP.
3 Regra Geral com base na remuneração contributiva (art.40 §§ 3º e 17 da constituição federal)
A clientela a que se reporta o art. 40 da Constituição Federal de 1988, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003, são os servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, onde é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.
Vale acrescentar que § 1º do referido artigo estabelece que esses servidores serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos § 3º do mencionado artigo, ou seja, os cálculos dos proventos de aposentadoria, por ocasião da sua concessão, levarão em conta as remunerações utilizadas como base para as contribuições ao regime próprio de previdência do servidor público e o do art. 201 (regime geral), na forma que a lei vier a estabelecer.
As remunerações contributivas serão atualizadas de acordo com o índice a ser estabelecido em lei, pois assim dispõe o § 17 do artigo em espécie, atualmente regulamentado pelo art. 1º, § 1º, da Lei nº 10.887/2004.
31. Aposentadoria Voluntária com Proventos Integrais, na forma da Lei.
a) Requisitos:
• Contar dez anos de efetivo exercício no serviço público, podendo ser federal, estadual, municipal ou distrital;
• Contar cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria; e
• Comprovar idade mínima de sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e de cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, § 1º, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, com a redação dada pelas Emendas Constitucional nºs 20/1998 e 41/2003, combinado com a Lei nº 10.887/2004.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário Oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• Os proventos calculados pela média aritmética, por ocasião da concessão da aposentadoria, não poderão ser inferiores ao salário mínimo, nem superiores à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
3.2 – Voluntária Por Idade, com Proventos Proporcionais ao Tempo de Contribuição.
a) Requisitos:
• Contar com dez anos de efetivo exercício no serviço público, podendo ser federal, estadual, municipal ou distrital;
• Contar com cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria; e
• Comprovar idade mínima de sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta, se mulher.
b) Fundamento Legal:
• Art. 40, § 1º, inciso III, alínea “b”, com a redação dada pelas Emendas Constitucional nº 20/1998 e 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário oficial da União.
16 d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• Os proventos calculados pela média aritmética, por ocasião da concessão da aposentadoria, não poderão ser inferiores ao salário mínimo, nem superiores à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
• Encontrada a média aritmética, fazer a proporcionalidade de acordo com o tempo de contribuição.
3.3. Invalidez Proventos Integrais na Forma da Lei.
a) Requisitos:
• laudo médico expedido por junta médica Oficial, qualificada como acidente em serviço ou moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei. O nome e a natureza da moléstia grave, contagiosa ou incurável deverá constar expressamente no referido laudo, sendo desnecessário, desde que haja correspondência entre a nomenclatura do Código Internacional de Doenças ‐ CID e a referida na lei brasileira, conforme Súmula n° 058/TCU.
b) Fundamento Legal:
• CF/88, art. 40, § 1º, inciso I, com a redação dada pela E.C. nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• Os proventos calculados pela média aritmética, por ocasião da concessão da
aposentadoria, não poderão ser inferiores ao salário mínimo, nem superiores à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
3.4. Invalidez com Proventos Proporcionais ao Tempo de Contribuição.
a) Requisitos:
• laudo médico expedido por junta médica Oficial, onde não tenha sido qualificada como acidente em serviço ou moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei.
b) Fundamento Legal:
• CF/88, art. 40, § 1º, inciso I, com a redação dada pela E.C. nº 41/2003.
c) Vigência:
• A partir da publicação da Portaria de concessão no Diário oficial da União.
d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• Os proventos calculados pela média aritmética, por ocasião da concessão da aposentadoria, não poderão ser inferiores ao salário mínimo, nem superiores à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
• Encontrada a média aritmética, fazer a proporcionalidade de acordo com o tempo de contribuição.
3.5. Compulsória, com Proventos Proporcionais ao Tempo de Contribuição.
a) Requisitos:
• Setenta anos de idade.
b) Fundamento Legal:
• CF/88, art. 40, § 1º, inciso II, com a redação dada pela E.C. nº 41/2003.
c) Vigência:
• O dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade limite de permanência no
18 serviço ativo, art. 187, da lei nº 8112/90.
d) Cálculos dos Proventos:
• Pela média aritmética simples das maiores remunerações, utilizadas como base as contribuições do servidor aos regimes de previdência a que esteve vinculado, correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência.
• As remunerações consideradas no cálculo do valor inicial dos proventos terão seus valores atualizados mês a mês de acordo com a variação integral do índice fixado para atualização do salário de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do regime geral de previdência social.
• Os proventos calculados pela média aritmética, por ocasião da concessão da aposentadoria, não poderão ser inferiores ao salário mínimo, nem superiores à remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria.
• Encontrada a média aritmética, fazer a proporcionalidade de acordo com o tempo de contribuição.
3.6. Paridade:
• Não existe paridade para aposentadoria com fundamento no art. 40 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003, ou seja, os proventos de aposentadoria nos moldes deste artigo serão revistos na mesma data em que for concedido o reajuste dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social.
3.7. Abono de Permanência
• O § 19 do art. 40 da Constituição Federal, na redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003 estabelece que o servidor que tenha completado as exigências para aposentadoria voluntária na forma deste artigo e opte a permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória.
II. VANTAGENS INCORPORAVEIS À APOSENTADORIA
1. Artigo 192 da Lei 8.112/90.
• Devida ao servidor que completou tempo de serviço necessário para aposentadoria integral até 14/10/1996, data da publicação da Medida Provisória 1.522/96, convertida na Lei nº 9.527/97, quando este artigo foi expressamente revogado.
1.1. Vantagem do artigo 192, inciso I.
• Alem do tempo de serviço para aposentadoria integral o servidor deverá estar
posicionado na classe inicial ou intermediária da carreira. Nunca na ultima classe.
• O Servidor neste caso será aposentado com a remuneração do padrão da classe imediatamente superior àquela em que se encontra posicionado.
1.2. Vantagem do Artigo 192, inciso II.
• Alem do tempo de serviço para aposentadoria integral o Servidor deverá estar posicionado na ultima classe da carreira, nunca na classe inicial ou intermediária.
• O servidor neste caso será aposentado com a remuneração do padrão em que se encontra posicionado, acrescida da diferença entre esse padrão e o padrão da classe imediatamente inferior.
2. Artigo 193 da Lei 8.112/90 (revogado pela MP 831/95, de 19/01/95).
• Fazia jus a esta vantagem o Servidor que em 19/01/95, tivesse completado os requisitos necessários para aposentadoria de acordo com as normas então vigentes e cumulativamente contasse com cinco anos seguidos ou dez anos intercalados de exercício de função de direção, chefia assessoramento, assistência ou cargo em comissão.
• A partir de 09/12/2005, com a edição do Acórdão nº 2076/2005 – TCU – Plenário, foi firmado novo entendimento com relação a esta vantagem, passando a ser possível a sua incorporação no momento da aposentadoria em qualquer tempo, desde que atendida até 18/01/95, a exigência temporal do exercício de cinco anos seguidos ou dez anos intercalados de exercício de função de direção, chefia, assessoramento, assistência ou cargo em comissão, ainda que sem os requisitos necessários para aposentadoria em qualquer modalidade.
• A opção função é calculada sobre a função de maior valor, desde que tenha sido exercida por no mínimo dois anos, caso contrário, incorpora‐se a de valor imediatamente inferior dentre as exercidas, com qualquer tempo, desde que recaia exclusivamente sobre DAS.
3. Vantagem de quintos/décimos, atual VPNI – artigo 62/A da Lei nº 8.112/90:
• A Lei nº 8.911/94, de 11/07/94 regulamentou o artigo 62 da Lei nº 8.112/90, revogou a Lei nº 6.732/79, e estendeu o direito à incorporação de quintos aos servidores ex‐
celetistas amparados pelo artigo 243 da Lei nº 8.112/90.
• A vantagem incorporava à remuneração do servidor e integra os proventos de aposentadoria, na proporção de um quinto por ano de exercício de função de direção, chefia ou assessoramento, até o limite de cinco quintos.
• Os quintos/décimos foram extintos a partir de 11/11/97, por intermédio da Medida Provisória 1.595‐14, convertida na Lei 9.527/97, e as incorporações efetuadas até esta data ficam transformadas em vantagem pessoal nominalmente identificada, sendo assegurada a incorporação ou atualização, aos servidores que cumpriram as exigências legais até então.
20
• Tratando do mesmo assunto, a Lei 9.624/98, estende a possibilidade de novas concessões e atualizações até 08/04/98.
• Finalmente, a Medida Provisória 2.225/2001, com a inclusão do artigo 62/A na Lei nº 8.112/90, transforma definitivamente os quintos/décimos em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada – VPNI, tanto para os servidores em atividade quanto para os aposentados.
4. Gratificação de Desempenho
4.1 Gratificação de Desempenho de Atividade de Reforma Agrária – GDARA
• Incorpora‐se aos proventos e aposentadoria ou às pensões, observados os critérios estabelecidos pela Lei nº . 11.090, de 7 de janeiro de 2005, com redação dada pela Medida Provisória nº. 479, de 30 de dezembro de 2009, ou seja:
• Nas aposentadorias concedidas a partir de 19 de fevereiro de 2004, com fundamento no artigo 3º o 6º da Emenda Constitucional nº 41/2003, e 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005, aplica‐se a média aritmética simples dos valores recebidos nos sessenta meses que antecederam a aposentadoria, e nos casos de recebimento por período inferior a sessenta meses, incorpora‐se cinqüenta por cento do valor máximo do respectivo nível e padrão, aplicando‐se os mesmos critérios para as pensões.
• Nas aposentadorias e pensões concedidas a partir de 19 de fevereiro de 2004, não incluídas no item acima mencionado, aplica‐se o disposto na Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004.
4.2 Gratificação de Desempenho de Atividade de Perito Federal Agrário – GDAPA.
• Incorpora‐se aos proventos de aposentadoria e às pensões, observados os critérios estabelecidos na Lei nº 10.550, de 13 de novembro de 2002, ou seja:
• A média aritmética simples dos valores recebidos nos últimos sessenta meses que antecederam a aposentadoria e quando percebida por período inferior a sessenta meses, no valor correspondente a cinqüenta por cento do valor máximo do respectivo nível e padrão.
• Nas aposentadorias concedidas a partir de 19 de fevereiro de 2004, não fundamentadas nos artigos 3º e 6º da Emenda Constitucional nº 41/2003, e artigo 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005, aplica‐se o disposto na Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004, aplicando‐se igual critério para as pensões.
III. TEMPO DE SERVIÇO/CONTRIBUIÇÃO
1. Aluno Aprendiz
O entendimento atual do Tribunal de Contas da União sobre o assunto é pela possibilidade do computo do tempo de aluno aprendiz para fins de aposentadoria após o advento da Lei nº 3.552/59, desde que devidamente comprovado mediante certidão de tempo de serviço emitida
com base em documentos que comprovem o labor do então estudante na execução de encomendas recebidas pela escola, com a informação expressa do período trabalhado e da remuneração recebida.
O Acórdão nº. 2024/2005 ‐ TCU ‐ Plenário, item 9.3 assim dispões:
“9.3. determinar à Secretaria Federal de Controle Interno que oriente as diversas escolas federais de ensino profissionalizante no sentido de que:
9.3.1. a emissão de certidão de tempo de serviço de aluno‐aprendiz deve estar baseada em documentos que comprovem o labor do então estudante na execução de encomendas recebidas pela escola e deve expressamente mencionar o período trabalhado, bem assim a remuneração percebida;
9.3.2. a simples percepção de auxílio financeiro ou em bens não é condição suficiente para caracterizar a condição de aluno‐aprendiz, uma vez que pode resultar da concessão de bolsas de estudo ou de subsídios diversos concedidos aos alunos;
9.3.3. as certidões emitidas devem considerar apenas os períodos nos quais os alunos efetivamente laboraram, ou seja, indevido o cômputo do período de férias escolares;
9.3.4. não se admite a existência de aluno‐aprendiz para as séries iniciais anteriormente à edição da Lei n.º 3.552, de 16 de janeiro de 1959, a teor do art. 4º do Decreto‐lei n.º 8.590, de 8 de janeiro de 1946.”
2. Atividade Rural
De acordo com o Acórdão nº. 740/2006TCUPlenário, o entendimento do Tribunal de Contas da União era pela possibilidade do aproveitamento do tempo de serviço laborado em atividade rural para fins de aposentadoria estatutária somente mediante a comprovação do recolhimento da contribuição previdenciária è época do labor, entretanto este entendimento foi modificado com a edição do Acórdão 1.893/2006‐TCU‐Plenário, quando passou a admitida esta contagem após a comprovação da contribuição previdência referente ao período laborado em atividade rural, ainda que em caráter indenizatório.
Acórdão TCU Nº. 1893/2006 – Plenário
VISTOS, relatados e discutidos estes autos de Relatório de Auditoria concernente a ato de aposentadoria deferida pela Câmara dos Deputados, os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão Plenária, ante as razões expostas pelo Relator, e com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, ambos da Lei 8.443, de 16 de julho de 1992, c/c o art. 259, inciso II do Regimento Interno desta Corte de Contas, ACORDAM em:
9.1. considerar ilegal o ato de fls. 1/4, relativo à aposentadoria de Francisco dos Santos Passos, negando o correspondente registro, nos termos do art. 260, § 1º, do Regimento Interno desta Corte de Contas;
[Vide AC‐0769‐15/09‐P que dá nova redação a este item]
9.2. dispensar o ressarcimento das importâncias recebidas indevidamente, de boa‐ fé, nos termos da Súmula 106 deste Tribunal;
22 9.3. determinar ao órgão de origem que;
9.3.1. com fundamento nos arts. 71, inciso IX, da Constituição Federal e 262 do Regimento Interno desta Corte de Contas, no prazo de quinze dias, contados a partir da ciência da presente deliberação, comunique ao interessado do inteiro teor deste Acórdão, e, após, faça cessar os pagamentos decorrentes do ato de fls. 1/4, ora impugnado, sob pena de responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa;
9.3.2. oriente o interessado acerca da possibilidade de retornar à atividade para complementar o tempo faltante, com vistas à consecução de aposentadoria com proventos integrais; de requerer aposentadoria proporcional à razão de 30/35 avos; ou, ainda, de comprovar o recolhimento ao INSS das contribuições previdenciárias relativas ao período em que exerceu atividade rural, sendo que, em qualquer das hipóteses, o novo ato concessório deverá ser emitido e disponibilizado imediatamente no Sistema Sisac para exame da Corte de Contas;
9.3.3. observe o disposto no art. 16 da IN 44/2002;
9.4. determinar à Sefip que:
9.4.1. verifique a implementação das medidas determinadas nos itens 9.3.1 a 9.3.3 supra;
9.4.2. dê ciência da presente deliberação, bem como do relatório e voto que a fundamentam, ao órgão de origem;
9.5. alterar a redação do item 9.4 do Acórdão 740/2006TCUPlenário, nos seguintes termos: “9.4. firmar o entendimento de que é possível a contagem recíproca de tempo de serviço rural, para fins de aposentadoria estatutária, mediante comprovação do recolhimento das contribuições previdenciárias, à época da realização da atividade rural ou, mesmo a posteriori, de forma indenizada, nos termos do art. 96, inciso IV, da Lei 8.213/91 c/c com o art. 45, §§ 3º e 4º, da Lei 8.212/91”.
DOU 16/10/2006.
IV. INSTRUÇÃO PROCESSUAL
Com relação à instrução processual é interessante observar que a inclusão de peças desnecessárias, além de aumentar o volume do processo, pode dificultar a análise da concessão do benefício. Por esta razão, recomenda‐se seguir o roteiro abaixo, o qual foi elaborado de acordo com as normas estabelecidas pelos órgãos de controle.
1. Roteiro para instrução do processo de concessão de Abono de Permanência
• Requerimento do servidor optando pela permanência em atividade ou o Termo de Opção emitido pelo sistema SIAPECAD.
• Cópia de documento de identidade e CPF.
• Cópia das certidões de tempo de serviço averbado e sempre que possível o relatório extraído do sistema SIAPECAD.
• Declaração do RH informando os afastamentos (licença sem vencimento, falta e outros).
• Declaração de utilização de licença prêmio para concessão do benefício, que poderá ser dispensada caso o processo tenha sido instruído a partir do Termo de Opção emitido pelo SIAPECAD, o qual já informa quanto a intenção do interessado.
• Planilha de calculo do tempo de serviço/contribuição para fins de abono de permanência.
• Mapa de apuração do tempo de serviço/contribuição.
• Qualificação do servidor, e
• Informação da Divisão de Administração para a Coordenação‐Geral de Gestão de Pessoas – DAH, para análise e manifestação.
2. Roteiro para instrução do processo de concessão de Aposentadoria.
• Requerimento do servidor, que poderá ser emitido pelo sistema SIAPECAD no “simula aposentadoria”.
• Laudo expedido por junta médica oficial, se for o caso.
• Termo de curatela para o caso de invalidez por “Alienação Mental”.
• Cópia de documento de identidade e CPF.
• Declaração de bens ou cópia da declaração do imposto de renda.
• Cópia das certidões de tempo de serviço averbado bem com do despacho de averbação devidamente autenticado pelo RH local.
• Declaração de que o servidor não responde processo administrativo disciplinar.
• Declaração de acumulação de cargo, emprego, função pública e proventos.
• Demonstrativo dos cargo/função de confiança, exercidos.
• Início e término da disponibilidade, se for o caso.
• Mapa de apuração do tempo de serviço/contribuição conforme a fundamentação legal da concessão.
• Resumo geral do tempo de serviço, funções exercidas e dados da remuneração (Abono Provisório).
• Despacho de encaminhamento e proposta de concessão.
• Portaria de concessão publicada no Diário Oficia.
• Registro dos dados no sistema SIAPECAD/SIAPE e no SISAC.
24 3. Roteiro para instrução do processo de concessão de Pensão.
• Requerimento do beneficiário.
• Cópia da Certidão de Óbito.
• Cópia de documento de identidade e CPF do beneficiário e instituidor da pensão.
• Cópia da certidão de nascimento ou casamento, conforme o caso.
• Cópia da sentença da separação judicial para o caso de ex‐esposa com percepção de pensão alimentícia.
• Declaração de acumulação de proventos de pensão.
• Comprovação de dependência econômica em relação ao instituidor, para o caso:
• Mãe e/ou Pai.
• Pessoa designada, maior de sessenta anos e a pessoa portadora de deficiência.
• Irmão órfão e pessoa designada até 21 anos, e o invalido enquanto duras a invalidez, comprovada por junta médica oficial.
• Pessoa designada que viva na dependência econômica do servidor até vinte e um anos, ou se invalida, enquanto durar a invalidez.
• Menor sob guarda ou tutela, até 21 anos, sendo neste caso necessária anexar ao processo de pensão as cópias de identidade, CPF e comprovação de renda dos genitores.
• Cópia da portaria e do abono provisório da aposentadoria, para o caso de instituidor aposentado na data do óbito.
• Comprovante do julgamento da aposentadoria, em sendo o caso.
• Despacho de encaminhamento e proposta de concessão.
• Portaria de concessão da pensão publicada no Diário Oficial da União.
• Abono provisório da pensão.
• Registro dos dados no sistema SIAPECAD/SIAPE.
• Registro do ato no SISAC.
4. Modelos – Abono de Permanência 4.1. Requerimento ou Termo de Opção
Senhor Superintendente Regional – SR‐01/PA
Maria das Flores, ocupante do cargo efetivo de Florista, matrícula SIAPE 9999999, lotada na Divisão de Administração, vem respeitosamente, à presença de Vossa Senhoria expor e ao final requer o seguinte:
Considerando o disposto na Emenda Constitucional nº 41, de 19/12/03, publicada no D.O.U. de 31/12/03, e tendo implementado as condições para aposentadoria voluntária, OPTO por permanecer em atividade, requerendo nesse ato a concessão do abono de permanência.
( ) Considerar a Licença Prêmio correspondente a 180 (cento e oitenta) dias já contados em dobro, para completar o tempo de serviço/contribuição, para fins de concessão do Abono de Permanência, estando ciente de que o mesmo período não poderá ser usufruído.
( ) Não considerar a Licença Prêmio para completar o tempo de serviço/contribuição, para fins de concessão de Abono de Permanência.
Nestes Termos, Pede deferimento
Belém, 05 de abril de 2010.
Maria das Flores
26
4.2. PLANILHA DE CALCULO DO TEMPO DE SERVIÇO PARA ABONO DE PERMANENCIA – Direito Adquirido até 31/12/03 e art. 2º da EC 41/03.
NOME:
(Não preencher os campos abaixo e nem alterar as fórmulas. Os cálculos serão automáticos)
10.950 9.125 16/12/1998 7.971 8.984
1.966 2.359 6,46 2.190 5,64 150 19 1 junho, 2005 25/10/02
141 197 0,54 0 6,58 180 17 1 julho, 1999
DATA QUE COMPLETA A IDADE MINIMA ( 48 ANOS) 25/10/02
LOCAL E DATA: SERVIDOR INFORMANTE (assinatura / carimbo): VISTO
SALDO EM DIAS
DATA PREVISTA PARA APOSENTADORIA PROPORCIONAL
LICENÇA PRÊMIO/CONTAGEM EM DOBRO EM DIAS (período não gozado)
CÁLCULOS
QUANTIDADE DE ANOS TOTAL DE ANOS (EM DIAS) SALDO EM MESES
TOTAL DE MESES (EM DIAS)
REGRA DE TRANSIÇÃO
APOSENTADORIA PROPORCIONAL (considerar somente até 31/12/2003) DIFERENÇA P/APOSENTADORIA PROPORCIONAL
TEMPO COMPLEMENTAR INCLUÍDO O PEDÁGIO ( 40%) TOTAL DE MESES (EM DIAS)
SALDO EM DIAS
DATA PREVISTA PARA APOSENTADORIA INTEGRAL DATA QUE COMPLETA A IDADE MINIMA ( 48 ANOS) TEMPO COMPLEMENTAR INCUÍDO O PEDÁGIO ( 20% )
QUANTIDADE DE ANOS que faltava para aposentadoria em 16/12/98 TOTAL DE ANOS (EM DIAS)
SALDO EM MESES
TEMPO DE SERVIÇO NO INCRA TEMPO DE SERVIÇO TOTAL
TEMPO DE SERVIÇO (EM DIAS)
DIFERENÇA P/APOSENTADORIA INTEGRAL
REGRA DE TRANSIÇÃO APOSENTADORIA INTEGRAL TOTAL PARA APOSENTADORIA INTEGRAL
TOTAL PARA APOSENTADORIA PROPORCIONAL DATA LIMITE
25/10/54
0 ELIANA MARIA DA CUNHA PEREIRA
DATA DE NASCIMENTO:
DATA DE INGRESSO NO INCRA AVERBAÇÃO (TOTAL EM DIAS)
AFASTAMENTOS EM DIAS (licença sem vencimento, falta, etc.)
CÁLCULO DO TEMPO DE SERVIÇO PARA FINS DE ABONO PERMANÊNCIA - SEXO FEMININO
18/02/77 1.013
0 DADOS INDIVIDUAIS DO SERVIDOR
(preencher os campos abaixo)