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Academic year: 2022

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(1)

Universidade Federal do Paraná Núcleo de Ed ucação a Distância

Curso de Especialização para Professores em EAD

Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã

José Humberto da Silveira

Trabalho pedagógico apresentado ao Curso de Especialização para Professores em Educação à Distância da Universidade Federal do Paraná como requisito parcial para obten­

ção do título de Especialista como Professor em Educação à Distância.

UBERABA

2002

(2)

José Humberto da Silveira

Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã

Este trabalho pedagógico foi orientado e aprovado para a obtenção do título de Professor Especialista em Educacão a Distância no Núcleo de Educacão à Distância da Universida

de Federal do Paraná

Uberaba, maio de 2002.

Prof Luiz Gonzaga Caleffe Orientador

(3)

DEDICATÓRLÀ

3

Dedico este trabalho a minha esposa, Sirlene Aparecida pereira da silva Silveira e aos meus filhos Murilo Humberto Silva Silveira e Lucas

Silva Silveira.

(4)

4

D E S r l

Aos meus familiares que me apoiou e incentivou-me nesta nova capacitação, mesmo que com isto exigia Luna ausência maior junto dos mesmos.

Ao Prof” Luiz Gonzaga Caleffe, meu orientador, o apoio, pela dedicação, in­

centivo, orientação e a motivação que me proporcionou.

Aos professores do Curso de Pós-Graduação da Universidade Federal do Para­

ná, pelos valiosos ensinamentos transmitidos e, em especial, pela amizade que se con­

solidou entre nós.

À Equipe de Projetos e Pesquisas do Programa de Educação a Distância (NE­

AD) da Universidade de Uberaba, pelo o apoio, dedicação e colaboração durante a rea­

Iização do curso.

A todos que me incentivaram e acreditaram em meu sucesso, que direta ou in­

diretamente contribuíram para a realização deste trabalho, meus sinceros agradecimen­

tos.

(5)

Prefácio ... ..__...

Introdução ... ...

J ustlficativa ... ...

Título VI - Dos Profissionais Da Educação ... ..._

Título IX - Das Disposições Transitórias ... ...

1 - Objetivos Gerais ... ...

2

3 4

5

6 7

8 9 10

11

12 13

O7 10

11

13 14

1.1 - Objetivos Específicos ... ... 1 6

1.2 - Objetivos Didáticos ... ... 1 7 Características Gerais ... ... 1 8 Público-Alvo ... ... 1 9

Unidades Organizacionais _..._... ... 2 0 4.1 - Centro Associado Do Triângulo Mineiro - CATM ... ... 2 0 4.2 - Parcerias ... ... 2 1

4.3 - Financiamentos ... ... 2 1

Metodologia ..._... ... 2 2 5.1 - Modalidade Presencial ..._.. ._... 2 2 5.2 -Modalidade A Distância ... ... 2 3

Concepções Pedagógicas ... ... 2 4

Estratégia ... ... 2 5 Avaliação ... ... 2 6 Critérios Para Aprovação ... ... 2 8

- Plano Curricular ... ... 2 9

10.1 - Atividades De Ensino e Aprendizagem ... 29 10.2 - Atividades Do Curso De Formação Normal Superior Licenciatura Matemática­

Escola Cidadã - ... 30

- Cronograma ... ... 3 1

11.1 - Cronograma Dos Encontros Presenciais e Das Atividades _... ....__._ 3 1

- Organização Do Trabalho Docente ... ... 3 3

- Programa De Ação Tutorial ... ... 3 4

16

(6)

13.1 - Organização Do Trabalho Da Tutoria 14 - Atividades De Avaliação ..._..._..._...

15 - Recursos Físicos ...

16 - Indicadores De Desempenho ...

17-Conclusão ...

Referências Bibliográficas ...

(7)

- ..

7 Depois de vários anos de magistério, atuando na S” do ensino fundamental, como pro­

fessor de Matemática, e convivendo com profissionais dessa área, senti a necessidade de ela­

borar um projeto político pedagógico, para que os futuros professores das primeiras séries iniciais do ensino fundamental tenham a possibilidades de ministrar aulas mais práticas, orien­

tados em novas metodologias matemáticas.

O ensino de Matemática costuma provocar duas sensações contraditórias, ta.nto por parte de quem ensina, como por parte de quem aprende: de um lado, a constatação de que se trata de uma área de conhecimento importante; de outro, a insatisfação diante de resultados negativos obtidos com muita freqüência em relação à sua aprendizagem.

A insatisfação revela que há problemas a serem enfrentados, tais como a necessidade de reverter um ensino centrado em procedimentos mecânicos, desprovidos de significados para o aluno. Há urgência em reformular objetivos, rever conteúdos e buscar metodologias compatíveis com a fonnação que hoje a sociedade reclama.

O documento de Matemática é um instrumento que pretende estimular a busca coletiva de soluções para o ensino dessa área. Soluções que precisam transformar-se em ações cotidia­

nas que efetivamente tomem os conhecimentos matemáticos acessíveis a. todos os alunos.

O material deste projeto político pedagógico foi desenvolvido para implementar um Curso de Formação Normal Superior de Professores com Licenciatura em Matemática, para atuarem nas séries iniciais do Ensino Fundamental, com início previsto para o primeiro se­

mestre de 2003.

O projeto recebe a denominação de - Curso de Formação Normal Superior Licencia­

tura Matemática - Escola Cidadã , voltada para uma das prioridades do Ensino Público (muni­

cipal ou estadual), que é garantir escola pública de qualidade para todos os segmentos da so­

ciedade, como forma de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, democráti­

ca e solidária.

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8

O projeto de - Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã - foi elaborado com as finalidades de promover e fomentar a melhoria da qualidade do ensino, por meio de ações no campo de formação de professores e do desenvolvimento sustentado da educação.

Este projeto objetiva-se a formação e a. qualificação do professorado de Matemática, das séries iniciais do ensino fundamental. Por que os professores dessa área nas séries iniciais muitas vezes sentem seus alunos tolhidos e como que não encontrando ambiente propício para o desenvolvimento de suas potencialidade.

Este curso será ministrado no formato de Educação à Distância, por ser capaz de a­

tingir um público maior, por atender a um dos vários problemas que o professor enirenta, que é o fator tempo, e ele precisar deslocar-se de sua localidade apenas nas datas dos encontros presenciais.

Outro fator para a implantação desse curso é justamente para atender a LDB - Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - onde a mesma exige que a partir do ano 2007 to­

dos os professores deverão ter cursado a nivel superior algum curso na área pedagógica.

Uma grande preocupação desse projeto refere-se justamente com escola pública­

popular, a Escola Cidadã, no intuito de que os cursistas possam assumi-las como organizado­

res do seu trabalho educativo em sala de aula. Sendo sua função a de orientar e garantir coe­

rência às ações educativas desses profissionais subsidiando 0 seu trabalho no processo de construção amorosa da cidadania.

Isto será possível se observarem os eixos que norteiam a Escola Cidadã que se se­

guem:

- Definindo objetivos a partir dos quais haja condições e possibilidade para que cada a­

luno possa construir sua identidade sócio-cultural sem descontinuidades, sendo sujeito intera­

tivo com direito a expressar-se e colocar suas experiências e conhecimento de mundo;

- Buscando resgatar o papel e a responsabilidade do professor, não apenas com aquele que fornece estímulos, mas que se reconhece como sujeito co-autor da ação-educativa, traba­

lhando a partir das experiências prévias doa aluno;

(9)

9

- Indicando um redimensionamento do trabalho no conjunto da escola, buscando cons­

cientização e comprometimento de todos os segmentos atuantes, com qualidade de ensino requerida pela proposta educativa.

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10

INTRODUÇÃO

Nos dias de hoje, praticamente às vésperas da do prazo dado pela L.D.B, sobre a capa­

citação dos professores que atuam nas séries inicias do ensino fundamental, o profissional de educação tem a necessidade de desenvolver sua capacidade de aprender a aprender, e de bus­

car informações em diversas fontes e de variadas formas, de modo a poder tomar decisões adequadas a diferentes realidades culturais, atuar coletivamente em escolas com grau si gni fi­

cativo de autonomia e enfientar problemas e dificuldades, com soluções competentes a criati­

vas.

Diante esses fatos, a qualificação dos professores das séries iniciais do ensino funda­

mental tomou-se estratégica para que possam dominar o instrumental de trabalho necessário para dar conta das novas demandas que a eles se f`azem. A apropriação desse instrumental de trabalho, sob uma visão específica de prática pedagógica e de seus pressupostos relativos às concepções de sociedade, educação, escola, aprendizagem, ensino e conhecimento.

J untamente a essas novas necessidades está inserida também a necessidades de uma escola cidadã, com o intuito de preparar e adequar os seus novos alunos para uma sociedade mais exigente.

(11)

. ` \ ­

. \ ' ` _ . ,_

“Os professores que ensinam Matemática nas primeiras séries do ensino fundamental, muitas vezes sentem seus alunos tolhidos e como não encontrando ambiente propício para o desenvolvimento de suas po­

tencialidades. Algo parecido também é sentido quando comparam a vi­

vência do aluno na Escola com sua vivência fora dela ”.

De um modo geral, as perplexidades, os erros, as irrelevâncias e os devaneios dos alunos são considerados prejudiciais, pois a focaliza­

ção é na obtenção de respostas certas no menor tempo possivel, o que corresponde a “cumprir o programa ”... Tudo isso reprime a fantasia, a iniciativa e a espontaneidade do aluno, que reƒugia em uma rotina se­

gura, mas que quase não ilumina, enquanto o professor alega que é o que se pode fazer. O contraste entre “brincar” e o estudar” é enfatiza­

do, sendo a aula naturalmente para estudar.

Mas nem sempre é isso que acontece na vivência escolar. Quando o professor usa materiais di versos (tangran, material dourado e ou lúdi­

co) ou jogos, por exemplo, parece tornar a criança mais alerta e partici­

pativa. E 0 Professor sente mais aventura e prazer em seu trabalho...

Caso seja dada oportunidade aos alunos de tentarem bastante por si só próprios a busca de soluções. Comumente, como em outros casos, o pro­

fessor acha que deve ter paciência com as “tolíces” das crianças, quan­

do, com sensibilidade despertada, pode bem observar que é da “tolice”

das crianças que eventualmente brotam caminhos para soluções e que simplesmente parece não haver outra maneira, a não ser que seja impos­

ta.¡

l Trecho do texto de apresentação do livro: Didática Da Resolução De Problemas De Matemática - Autor Luiz Roberto Dante - Escnto por Ivlário Tourasse Teixeira.

(12)

j 12

Os jogos podem contribuir para um trabalho deformação de ati­

tudes - enfrentar desafios, lançar-se à busca de soluções, desenvolvi­

mento da critica, da intuição, da criação de estratégias e da possibilida­

de de altera-las quando o resultado não é satisfatório - necessárias para aprendizagem da Matemáticaf

Os professores das series iniciais do ensino fundamental, que atual neste conteúdo, ge­

ralmente cursaram o Nonnal ou Magistério e nestes cursos não constava da grade curricular à metodologia de ensinamento matemático. Com isso o profissional utiliza metodologia ultra­

passada e de diñcil entendimento por parte do a.luno, embutindo-lhe uma grande dificuldade de compreensão do raciocínio matemático.Como exemplo, poderíamos ana.lisa.r o caso da di­

visibilidade, onde alguns alunos carregam essa dificuldade até quando já se encontra em um curso superior.

Se fonnos analisar estes casos, vamos perceber que os professores não se utilizam as novas met.odologia.s, não por má vontade de ensina-las, mas sim por não conhece-las, elas serem compostas de utilizações de novos algoritmos, de parte lúdicos, de jogos, de aulas prá­

ticas com utilização de matérias onde o aluno pode manuseá-los, com resoluções de proble­

mas, respeitando 0 raciocínio do aluno e não “receitas” prontas.

No mtmdo de hoje , cada vez mais, o profissional da educação tem necessidade de de­

senvolver sua capacidade de aprender a aprender, e de buscar infonnações em diversas fontes e de variadas fonnas, de modo a poder tornar decisões adequadas a diferentes realidades cul­

turais, atuar coletivamente em escolas com grau significativo de autonomia e enfrentar pro­

blemas e dificuldades, com soluções competentes e criativas.

À vista disso, a qualificação dos professores dos anos iniciais do ensino fundamental tomou-se estratégica para que possam dominar instrumental de traba.lho, porém, está forço­

samente vinculada a uma visão específica de prática pedagógica e de seus pressupostos relati­

vos às concepções da sociedade, educação, escola, aprendizagem, ensino e conhecimento,

2 Pág. 47 do PCN (Parâmetros curriculares Nacionais).

(13)

13

cujo entendimento constitui parte essencial da formação dos profissionais da educação, ter clareza sobre a dinâmica da sociedade é um requisito essencial para compreender a escola (parte do sistema educacional) como uma instituição social. E perceber a dimensão institucio­

nal da escola é indispensável para caracteriza-la como a organização social e o local específi­

co onde o profissional da educação exerce a atividade docente. Por outro lado, saber atuar competentemente na sala de aula e na escola é uma condição básica para compreender como a instituição escolar e a educação podem de fato, contribuir para a transfonnação democrática da sociedade. Assim, a identidade do profissional da educação caracteriza-se por três dimen­

sões inseparáveis da respectiva práxis, sendo ele, simultaneamente:

a) Um profissional que domina um instrumental próprio de trabalho e sabe fazer uso dele e de suas metodologias;

b) Um pensador capaz de ressignificar criticamente sua prática e as representa­

ções sociais sobre o campo de atuação ;

c) Um cidadão que faz parte de uma sociedade e de uma comunidade.

Nessa perspectiva, exige-se do Professor uma formação mais ampla e consiste, elevando-se os requisitos para aqueles que começarem a trabalhar num contexto em que as demandas eram menores. A fonnação em nível médio, admitida como mínimo aceitável em outras épocas, é hoje insuficiente, devendo ser complementada em nível superior, mesmo para aqueles que já estão trabalhando.

Para viabilizar a habilitação de um grande número de professores é importante con­

tarmos com recursos tecnológicos e a metodologia da EAD (educação à distância).

Os professores após este curso estarão capacitados a administrar estas novas técnicas, tomando suas aulas mais prazerosa, compreensiva e com maior qualidade de conhecimento por parte do aluno e auxiliando para tirar este ranço de que matemática é uma matéria de difi­

cil compreensão, de pouca motivação para assisti-las.

TÍTULO vi

Dos Profissionais da Educação

Art. 60. São profissionais da educação:

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14

I - docentes;

II - administrador escolar;

U1 - supervisor educacional;

IV - orientador educacional; ....

Art. 62. A formação de profissionais para a educação básica se fará em universidade ou em institutos superiores de educação.

Parágrafo único. Os institutos superiores de educação são institutos de nível superi­

or , integrado ou não a universidade e centros de educação superior, e manterão:

I - curso formadores de profissionais para a educação básica, inclusive o curso normal superior, destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental.

TÍTULO ix

Das disposições transitórias

Art. 88. Fica instituída a Década da Educação, a iniciar-se um ano a partir da pu­

blicação desta lei.

§ 4° Até ao final da Década da Educação somente serão admitidos professores liabi­

litados em nivel superior ou formado por treinamento em serviço.

Art.90. A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação

Publicado no Diário do Senado de 1°-3-1 996 (RIBEIRO, LDB, 1996, P. 35, 36 E 46)

Este projeto vem de encontro com as novas necessidades geradas pela L.D.B promul­

gada em 1 996, onde a mesma exige que todos os profissionais das séries iniciais do ensino fundamental sejam fom1ados em curso Normal Superior. Outra preocupação do trabalho é justamente em formar cidadão integrado com a sociedade

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l5

Outra finalidade do projeto é desenvolver uma Escola Cidadã, procurando em todos momentos da prática educativa, a conscientização e o comprometimento de todos os segmen­

tos, com qualidade de ensino requerida pela proposta educativa a ser construida em cada um dos alunos nela inserida.

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l ió

1 - OBJETIVOS GERAIS

São objetivos do projeto do - Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Ma­

temática - Escola Cidadã:

I Habilitar os professores das Redes Públicas de Educação da Região do Triân­

gulo Mineiro e Alto Paranaíba, de acordo com a legislação vigente;

I Elevar o nível de competência profissional dos docentes em exercícios;

H Valorizar a profissionalização docente;

H Inserir no aluno o conceito de cidadania.

1.1 _ OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Prepara.r os professores que trabalham com ensino de Matemática, das quatro primei ras séries do Ensino Fundamental a ter como seus principais objetivos gerais o de levar o alu no a:

H aprender a aprender e valorizar a matemática;

' adquirir segurança na própria capacidade;

= ser capaz de entender e resolver problemas matemáticos;

H aprender a comunicar-se matematicamente;

I aprender a raciocinar-se matematicamente.

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' 17

1.2 - OBJETIVOS DmÁT1cos

O objetivo é tomar o professor capaz de ministrar suas aulas com metodologias que embutam nos alunos uma visão construtiva, sendo que o objetivo principal da Educação e o desenvolvimento do ser humano, com autoconfiança, auto-estima e autonomia. Diante disso, o professor poderá atingir também os seus objetivos junto aos alunos, que são: fazer o aluno pensar produtivamente, buscando envolvê-lo em situações que o desafie e o motive a querer resolver, as atividades propostas, desenvolvendo no aluno um raciocínio lógico e fazê-lo usar com inteligência e eficácia os recursos disponíveis, para que ele possa propor boas soluções às questões que surgem em seu dia-a-dia, na escola. ou fora dela.

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' l 8

2 - CARACTERÍSTICAS GERAIS

O projeto - Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã, está organizado como mn curso de Formação Superior de professores, de graduação plena, a.brangendo as três dimensões da práxis pedagógicas mencionadas anteriormente. Ca­

racteriza-se como formação inicial em serviço, habilitando os professores para o exercicio do magistério nos primeiros anos do ensino ftmdamental, de acordo com os requisitos contempo­

râneos para os profissionais da área de educação e as diretrizes estabelecidas na Constituição Federal de l 988, na Lei n° 9 394, de 20 de dezembro de 1994: Diretrizes e Bases da Educa­

ção Nacional, e em documentos produzidos pelo MEC.

O curso deverá ser desenvolvido em parceria com Universidade de Uberaba, de forma a estimular uma estreita colaboração entre as redes de ensino básico e superior, e propiciar aos professores não graduados a vivência no ambiente universitário.

O - Curso de Formação Nonnal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã, se utilizará à modema tecnologia de infonnação, que já se encontra instalada na Universidade de Uberaba e será oferecida na modalidade de Educação à Distância, com 33% (trinta e três por centro) de encontro presencial. Haverá oficinas, debates e atividades que propiciem 0 desen­

volvimento de competências necessárias para o trabalho coletivo e a ampliação dos horizontes pessoais e proñssionais dos professores cursista.Cada turma terá um tutor responsável por orientar seus estudos teóricos e práticos e por coordenar os momentos presenciais do curso.

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19

3 - PÚBLICO-ALVO

Ê constituída por docentes, que possui como formação pedagógica apenas o antigo Curso Nonnal ou o Curso de Magistério, e que se encontram em exercícios de regência de sala de aula, na rede pública (estadual ou municipal) correspondentes às primeiras séries do ensino fundamental, principalmente para aqueles que se destinam ao ensino matemático.

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4 - UNIDADES ORGANIZACIONAIS

As Unidades Organirzacíonaís 'envolvidas 'diretamente na 'execução do - Curso de For­

mação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã - são: Uniube - Universi­

dade de Uberaba, `Pl\ífU - *Prefeitura Municipal de Uberaba, através da SÊduc - 'Secretaria de Educação e do CEFÕR - Curso de Formação Permanente -de Professores.

A Uniube - Universidade de Uberaba 'será "a encarregada, em todo sentido, de adminis­

trar e ministrar o - Curso de Fonnação Normal .superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã -, através do Centro Avançado do Triângulo Minério - CATÍVÍ . No CÊFÕR será mon­

tado o Centro Associado, onde o mesmo terá a função -de servir como apoio ao curso.

4.1 - CENTRO ASSOCIADO no TRIÂNGULO Mmrzruo - CATM

O Centro Associado Do Triângulo Mineiro (CATM) está localizado na cidade de Ube­

raba, Minas Gerais, mais precisamente na região do 'Triângulo Mineiro. Este C A é interligado a mais sete cidades-pólos (Água Cumprida, Araguari, Araxá, Conceição das Alagoas, Frutal, Sacramento e Uberlândia), todas elas apresentam um perfil semelhante (agropecuário). Por esta característica bem peculiar à região, há possibilidade de trabalhar projetos afins.

A criação do CATM é necessária. Como está região é dotadas de várias universidades .e ;faculdade.s, mas esses .órgãos não conta com Educação a Distância, o.s alunos nelas gradua­

dos precisam deslocar de sua cidade para fazer cursos de *pós-graduação. Quando o mesmo reside na própria cidade em que graduou, às vezesnão consegue continuar os estudos, por Causa dos altos Valores por elas cobradas. Como podemos observa, há uma carência neste .sentido_, que é_a necessidade de continuidade çdeestudo, Por esse motivo achaàse por bem dar esta oportunidade a umafgama enorme de profissionais, carentes -de novos saber.

(21)

21

Com a implantação do CATM, estes profissionais terão novas possibilidades de conti­

nuar seus estudos, utilizando-se da metodologia do EAD aqui implantado. Evitando que os mesmos tenham que percorrer grandes distâncias, que -demanda custo fe tempo.

Quanto ao local, foi esco1hidaUberaba,, pois a mesma não dista mais que 150 km das demais, e já temos um CA nela instalada.

4»2 i- PARCERIAS

Teremos como nossos -parceiros a (universidade de Uberaba -e campus avança­

do de Frutal), (universidade integradas do triângulo), FIT (faculdades de ltuiutaba) e

FAZU(Faculdade de Zootecnia de Uberaba)

4.3 ­

0 financiamento fserár~-proveniente 'deverbas~cedidas~`pelas~ras--instrituiâçõfies, que formam eo consórcio, -pelas prefeituras das cidades envolvidas no .projeto e da (),.c.usto.to1al do curso, orçado em R$ 78 000,00 (setenta e oito mil reais), deverá ser rateado em cotas iguais por categoria, conforme o descrito abaixo.

.z‹ UNTUBE e parceiras 60 %

.z. Prefeituras 32 %

»z‹ UFPR 8 %

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5 - METODOLOGIA

O desenvolvimento deste curso é baseado em um sistema bimodal (parte presencial e parte a distância), os alunos deverão realizar uma etapa de estudos à distância. A fase a dis­

tância terá como suporte um guia didático, onde o aluno encontrará não só todas as indicações das leituras necessárias para seus estudos, mas também indicações de decisões que deverá tornar para a proposição de seu próprio projeto pedagógico em EAD.

Estará a disposição do aluno uma serie de possibilidades de trabalho em EAD. O mais importante é que essas experiências sejam comparadas com os contextos educativos vi­

venciados pelo aluno, de maneira que, através da comparação, se possa selecionar efetivamen­

te os aspectos importantes para a constituição de suas propostas. A proposta do guia didático será questionar sempre as propostas apresentadas, de maneira que o aluno, ao tomar contato com as experiências, possa priorizar os aspectos que lhe sejam importantes e significativos.

O guia didático estará dividido em duas partes: uma relativa a estudos sobre constru­

ção de um projeto pedagógico, seus fundamentos, suas características e deu desenvolvimento na pratica educativa escola. A segunda parte, relativa a. algumas experiências em EAD, com diferentes objetivos fonnativos, meios tecnológicos, organizações de serviços tutelares. Este último bloco pretende subsidiar o aluno em seu projeto pedagógico em EAD.

Os temas estão configurados no processo dialógico, cuja finalidade é a interlocução permanente com os leitores. A disciplina utiliza o sistema bimodal.

5.1 - Modalidade Presencial

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24

ó _ coivcnvçons PEDAGÓGIC/às

Utilizar recursos como: jogos, material dourado, tangran, materiais lúdicos, en­

tre outros. De maneira que o professor crie o hábito de manuseá-los com desembaraço, facilitando-se assim a transmissão deste conteúdo aos alunos. O material que o cur­

sando irá receber constará de uma parte impressa, onde estará toda parte de conteúdo, de trabalhos e exercícios de auto-avaliação e alguns jogos. A outra parte e composta de disquetes contendo jogos e exercícios que permita. que o cursando interaja o tempo todo.

Por ser um curso de Educação à Distância, terá o apoio de CA e de um tutor.

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7 _ ESTRATÉGIA

Trata-se de uma estratégia de ensino que proporciona ao professor desenvolver sua aptidão de envolver o aluno, para que o mesmo consiga desenvolver sua capacida­

de de estimar, valorizar, calcular entre outras. Quando o professor estiver manuseando este material ele irá a aprender a se interagir com o mesmo, facilitando o seu repasse aos seus alunos.

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s _ AVALIAÇÃO

A avaliação do curso de graduação à distância, pelo seu caráter diferenciado e pelos desafios que enfrentam, devem ser a.co1npa.nha.dos e ava.liados em todos os seus aspectos, de forma sistemática, contínua e abrangente. Na avaliação possibilita-se a comprovação do êxito nos objetivos alcançados pelo aluno e pelo corpo docente, in­

cluindo 0 que se refere ao curso como um todo. Neste sentido, se concebe a. avaliação como ação permanente, contínua e integrada no processo de apropriação/domínio do conhecimento, processo em qual se desenvolve o Curso. O aluno será avaliado quando estiver executando os trabalhos a ele proposto, que se encontram: no material impres­

so; nos exercíci os propostos em disquetes ou quando estiverem trabalhando em grupo, para resolver os problemas a. eles solicitados e finalmente uma. avaliação individual e escrita no final de cada encontro presencial.

Na educação à distância, o modelo de avaliação da aprendizagem do aluno de­

ve considerar seu ritmo e aj udá-lo a desenvolver graus ascendentes de competências cognitivas, habilidades e atitudes, possibilitando-lhe alcançar os objetivos propostos.

A ava.liação deve pennitir ao aluno sentir-se seguro quanto a.os resultados que vai al­

cançando no ensino-aprendizagem. A avaliação, que auxilia o estudante a tomar-se mais autônomo, responsável, crítico, capaz de desenvolver sua independência intelec­

tual.

As avaliações em ca.da disciplina.s serão realizadas no final de cada. encontro presencial, de fonna escrita, individual e sem consulta, para tal serão reservadas as du­

as últimas horas do encontro.

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Os alunos que não atingirem a nota mínima para aprovação nas disciplinas re­

ceberão informações da Tutoria para procederem à recuperação. O aluno terá somente uma possibilidade de recuperação.

(27)

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9 -z CRITÉRIOS PARA APROVAÇÃQ

Freqüência igual ou superior a 75 % (setenta e cinco por cento) nos momentos presenciais de cada disciplina.

Nota igual ou superior a sete (7,0), numa escala de zero (0) a dez (10) em todas as disciplinas.

Execução de todas a.tividades propostas em cada disciplina.

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29

10 - PLANO (ÍURRÍCULAR

A elaboração do plano curricular - Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática. - Escola Cidadã. - orientou-se pelas seguintes diretrizes (Atividades de ensino e aprendizagem e os Componentes Curriculares), deñnidas a partir das características do profis­

siona.l preparado para atuar com ma.is segurança na utilização da metodologia de ensina.ment.o matemático nas séries iniciais do Ensino Fundamental, atua.ndo-se assim na. vivência escola.r.

10.1 - Atividades de ensino e aprendizagem

O - Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã ­ tem duração de 1.080 horas e atende aos requisitos legais relativos à formação de professores para o magistério, em nível superior. Será desenvolvido em 5 (cinco) módulos.

I. Atividade da Fase Presencial Intensiva;

II. Atividade Individual a Distância;

III. Atividades Coletivas;

\ IV. Prática Pedagógica Orientada;

V. Atividades de Avaliação.

(29)

30

10.2 - Atividades do - Curso de Formação Normal Superior Licenciatura Matemática - Escola Cidadã ­

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Mazamàúaa II 48 li 96 144

Matematica 111 48 ` 96 144

Antropologia e Educação 8 1 16 24

Sociologia da Educação 8 16 24

Política e educação 8 16 24

Filosofia da educação 8 16 1 24

Psicologia Social 16 32 48

Psicologia da educação l 12 24 36 Psicologia da educação II E 12 24 36 História da educação E 8 E i 16 E 24

Sistema Educacional do Brasil 8 i 16 24

*Diretrizes Curriculares 8 16 24 E

Gestão Democrática de Escola 16 32 482

Bases Pedagógicas do trabalho Escolar E E 8 i E 16 E E 24

Planejamento e Avaliação do Ensino e Aprendizagem 8 16 E 24 E

Ação Docente e Sala de Aula 8 16 24

Educação da Família e Cidadania 8 16 A 24 Educação da. Fa.mília e Sociedade 8 16 E 24 E

Campo de Prática Pedagógica 8 16 E 24 Dinâmica Psicossocial da Classe 8 16 24

Taaúa/Pfaúza Educativa Eapazifiaiaaâa Trabalho

Docente 8 16 24

Definição de um Problema Pesquisa Pedagógica 8 16 24 Metodologia da Pesquisa Abordagem Qualitativa 8 16 24

Metodologia da Pesquisa Abordagem Quantitativa i E 8 16 24

Informáticas I 3 16 24

Informática II 8 16 24

(30)

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- CRONOGRAMA

inicio do - Curso de Formação onnal Superior Licenciatura Matemática - Escola ocorrerá na primeira semana de 2002, neste momento o aluno receberá todas as ex­

referentes a este curso, e receberá também os primeiros materiais impressos dos

CRONOGRAMA DOS ENCONTROS PRESENCIAIS E DAS ATIVIDADES

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l As atividades de cada módulo deverão ser entregues à terça-feira que antecede ao en­

contro presencial.

i O curso terá a duração del .080 (um mil e oitenta) horas, sendo 360 (trezentos de ses­

senta.) horas de encontros presenciais, sendo estes encontros de 8h ca.da. e as demais horas será

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de estudo à distância, contando com o apoio e monitoração do CA e da tutoria.

(32)

44J.)

12 - ORGANEZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE

O corpo docente da Universidade de Uberaba conta com profissionais especializados e preocupando em estar se capacitando e atualizando permanentemente.

Cabe aos professores:

- selecionar e preparar todo o conteúdo curricular articulado a procedimentos e atividades pedagógicas;

- identificar os objetivos referentes a competências cognitivas, habilidades e ati­

tudes;

- elaborar textos para compor o material didatico à distância;

= elaborar e apresentar a aula presencial, bem como a avaliação final;

- corrigir a avaliação final e em conjunto com o tutor, avaliar de forma personifi­

cada, informando o resultado ao aluno, em tempo hábil, conforme especificado no crono­

grama do curso;

- auto-a.va.liar-se continuamente como profissional;

- deñnir bibliografia, videograña, indicando material complementar para maior embasamento para 0 auto-estudo do aluno.

- corrigir o Projeto final do curso

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