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(1)

T e s e a p r e s e n t a d a E s c o l a

Superior de de

da de São

para do titulo de Doutor em Agronomia. Area de

Estado de

Novembro de

(2)

A Autor da vida, da e do café.

bisavós, que vieram da para trabalhar nas de café doa senhores de Ribeirão Preto -

pais, pelo que derramaram lavouras

de café em - e

hoje derramam cafezais de Patrocinio -

dedico este trabalho

(3)

Ao meu orientador

Mendes pelo constante serenidade,

e respeito e ao

ensinamento do valor de amizade.

A Escola de de

pela oportunidade

6

aos do

Departamento de Agricultura da Pereira

Dias Julio Pilho,

Francisco de Toledo, da Silva,

e valiosas trocam de fundamentais na m i n h a profissional,

Ao e amigo do

Centro de Energia Nuclear na - pela colaboração prestada em momentos da

tese

Ao Professor do Departamento de Matemática e Estatística da pela orientação dada no planejamento da tese e a e

colega do Departamento de Aplicada

da Universidade Estadual de - pelas

e execução da análise dos dados,

A s Ana Coelho

e Helena M.

no de de

do Departamento de Agricultura da pela amizade e prestada durante todo decorrer do curso e em

especial durante fase de dos trabalhos

experimentais.

(4)

colegas da8 instituições que forneceram materiais para a deste trabalha:

- Instituto

-

-

Cooperativa dos Cafeicultores de

-

Cooperativa de - - Setor de - Instituto Agronômico do Paraná - Setor de C a f é - E m p r e s a de Pesquisa de Minas

Fazenda Conquista - -

Aos colegas e instituições que gentilmente realizaram a prova de café ern da bebida e do tipo.

-

Bolsa de Mercadorias e Futuras Aparecido Barca;

-

Federação Meridional de

- Benedito Aparecido

- - Roberto

Ao8 colegas do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina pela para

de

(5)

22

de potássio 2 4

Determinação da qualidade da bebida..,,. 24 26 Metodologia para doa tratamentos

da química

do exsudato de grãos de

de absorção de de potássio e da

do exsudato de grãos de café"..

E f e i t o do sobre a

e l é t r i c a do exsudato de grãos de 31

(6)

E f e i t o tamanho de grãos sobre a

e l é t r i c a do exsudato 32

E f e i t o do teor dos grãos de

a e l é t r i c a 34

de grãos defeituosos sobre a

elétrica do 35

E f e i t o de quantidades de

frutos c o l h i d o s no estádio de maturação

verde sobre a e l é t r i c a , , , . . 37 E f e i t o da temperatura de secagem de

frutos de café colhidos e s t á g i o s

de c e r e j a e verde sobre a

elétrica dos grãos 39 E f e i t o de locais e tipos colheita

sobre a e l é t r i c a de

exsudatos de de 4 3

(7)

4.5. Efeito do teor de agua

/

dos grãos de café

sobre a condutividade elétrica . . . 63 4.6. Efeito de grãos defeituosos sobre a

condutividade elétrica do exaudato . . . 65 4.7. Efeito de quantidades crescentes de frutos

colhidos no estádio de maturação verde

sobre a condutividade elétrica . . . 67 4.8. Efeito da temperatura de secagem de frutos

de café colhidos nos estádios de maturação cereja e verde sobre a condutividade elétrica

dos grãos. . . . . . . . . . . . . . 10

4.9. Efeito de locais e tipos de colheita sobre

a condutividade elétrica de exsudatoa de grãos

de eaf é _ . . . . _ . _ . . . . 75

5. DI SCUSSAO __ . . . ______ . . . _ . . . . 83

"'

6 _ CONCLUSAO. ___ . . . __ . . . . 95

,

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS . . . _ . . . __ . . . _ . . . . 97

(8)

Com o objetivo de ampliar procedimentos usuais para determinação da qualidade do café, f o i estudada

a entre a do exsudato de

de café tipo e qualidade da bebida, através

de trabalhos A metodologia para

da f o i desenvolvida no

de Sementes do Departamento de Agricultura da Escala Superior de Agricultura de em - de 1990 1992, podendo se recomendar a de quatro amostras de 50 de pesadas, em 7 5 de destilada (ne interior de copos de plásticos de de capacidade) e em ambiente a seguidas de e leitura em

expressando em

Os obtidos nos demais experimentos indicam quer ion em maior quantidade pelos

de cafe 6 que

a da

segue marcha de de Sons

(9)

X

potássio e a de de pelos a

influência dos

defeitos do preto-verdes, preto, ardidos, verdes e brocados), pois esta de d e f e i t o s corresponde ordem de importância na do sistema de membranas;

a influência do grau de umidade, do e do

dos grãos f o i também verificada; acréscimo de frutas colhidos no estádio de verde deprecia a qualidade

do cafe, ainda quando à

sob temperaturas superiores a Nestas

experimentais o teste de e a

de foram mais detectar

d i f e r e n ç a s entre tratamentos do que os

usuais- dos propiciou a de

cafés de melhor (melhor bebida, menor número de e menor e l é t r i c a ) dez locais de

colheita Londrina, Campinas, Garça,

Patrocínio, e Machado).

Concluiu-se uma inversa entre

de bebida e quanto

melhor a bebida, menores valores de

exsudatos do cru de

(10)

X i

With the objective of enlarging t h e possibilites to the coffee quality. the relation between electric conductivity of the exudate f r o m crude coffee the type quality of the beverage was

through nine experiments the methodology to evaluate the electric conductivity was developed at the Seed

of the Department of t h e in

during the period This i n i t i a l exploratory test showed the best methodology to be the

of w i t h coffee with known weight.

immersed in 75 water, at during

hours, by shaking. After that the

conductivity using a

expressed in sample,

The results indicate that: the most

from the coffee grains is is direct

(11)

electric conductivity evolution follows the the potassium l i x i v i a t i o n and of the water absorption by the grains; the electric conductivity is affected by imperfection in the coffee mains Stinkers, blacks, greens brocades), because this imperfection correspond to the order of importance in the degradation of the system; also it verified the influence of the humidity content, of the genotype and of the grain the increment of green harvested depreciate the coffee quality, moreover they are

te a drying higher t h a n In

experimental t h e conductivity and the

hulling of the fruits propitiate the obtainment o f better coffee [better beverage,

smaller electric conductivity) in ten locations Campinas,

P a t r o c i n i o , e

It was concluded t h a t an

r e l a t i o n of the genotype and the grain between quality and electric conductivity, or the better the beverage quality the smaller is the electric conductivity of

the exudates t h e grain of coffee.

(12)

1

1. IITRODOCAO

A competência doa produtores de café depende do empenho em controlar cuatoa, aumentar a produção por hectare e elevar a qualidade da bebida.

A melhoria doa cuidados no preparo do café tornou-ae um fator de extrema importância para oa produtores devido a maior facilidade de comercialização e aos maiores retornos econômicoa advindoa de um café de boa qualidade.

Qualidade de um café é o resultado da aomatória de atributos fiaicos do grão cru como: cor, tamanho, densidade, forma e uniformidade; de atributos do grão torrado destacando a homogeneidade na cor e cor de película prateada e daa características organolépticas da bebida expreaaadae pelo goato e aroma. Na comercialização do café a qualidade da bebida tem um peeo maior que oa outros atributos.

Os atuaia procedimentos de avaliação comercial da qualidade do café eatão baseados em parâmetros empiricoa e aubjetivos poia dependem de aensaçõea e habilidades peaeoaie, adquiridas com muitos anoa de experiência. Aaaim a complementação doa procedimentos em uao com a adoção de métodos físicos e químicos tornaria maia real e objetiva a determinação da qualidade do café.

Na literatura oa trabalhos visando elucidar

os mecanismos que alteram a qualidade fieica e organoléptica

do café aão eepareoe e não fornecem uma exPlicação segura

para o fenômeno da aua deterioração.

(13)

2

Entretanto de AMORIM

e do de

café verde com a deterioracão da qualidade, muito para a de que a perda da

e das membranas celulares conduz do 6 .

A deterioracão das membranae e perda de controle da foram

(1972); e (1972)

(19731, como i n i c i a l no

processo de de sementes, nesta

teoria foram desenvolvidos para da

qualidade de sementes, com destaque para o teste

que a elétrica do de

em

trabalho visa da

de que existe uma entre teste de

do exsudato de de café com a m a qualidade,

avaliada tipo e bebida.

Pretende-se com isso obter um teste

de custo, fácil e segura que possa complementar a

da qualidade de de cafe, favorecendo assim a

de de melhor qualidade,

(14)

principais de café

arábica no Brasil, que estimulam a

são o b t i d a s meses de fevereiro a abril.

de 0 8 permanecem

dormentes ou em repouso por um periodo de

profundamente influenciada pela distribuição das chuvas

(FRANCO, 1965; 1973; BARROS e e e

MAESTRI,

das

ocorre a abertura da5 f l o r e s ou antese e Nas de ambiente de c u l t i v o de café no Brasil, a p a r t i r de tem-se

pequena; em setembro e outubro tem-se as duas

desde que sejam

Dependendo daft

novembro e dezembro pode haver mais podendo chegar até floradas

Esta distribuição no causa dificuldades de c o l h e i t a , os f r u t a s de

apresentarão graus variáveis de amadurecimento. Se esta mistura de é c o l h i d a e processada posteriormente, o resultada uma bebida de qualidade inferior e

1967 e GOMES. 1

(15)

a antese, n a s primeiras horas, a fecundação seguida da dupla

quando d o i s que levados pelo

unem-se. um à e ao núcleo

secundário.

A s que ocorrem

saco embrionário fertilizada incluem: aumento de volume do embrião; multiplicação acentuada células

formando o perisperma e do

custas das células do perisperma 1942) memo

autor observou que o das de café só começa a se desenvolver muito depois do a sua primeira

ocorre 60 a 70 dias da Aos 105 embrião tern a forma de um escudo e

Numa semente de 143 dias, em que

completamente formado, perisperma está reduzido apenas a

uma tegumento, que envolve a

semente, chamada película prateada. Nesta

do diferenciam-se e completam

desenvolvimento aos 160 dias a antese, apresentando alguma capacidade germinativa.

Assim, madura de constitue-

se de uma grande de uma fina

prateada originária do alojando no

i n t e r i o r um pequeno embrião diferenciado. que

envolve a semente parte da pois 6

do fruto

(16)

estabelecer a melhor de c o l h e i t a de sementes de café que a m á x i m a capacidade germinativa ocorreu aos dia6

antese, no de verde-cana, com apresentando 69% de Entretanto o peso da matéria seca do f r u t o f o i obtida aos 220 dias estádio de

cana e cereja, com apresentando 66% de

tecido de maior na semente é

geralmente em

De acordo com o 6

formado por células de parede espessa ligadas

umas as o u t r a s por plasmodesmas, estabelecendo

conexões entre também

por MELLO não observou espaços

no observou que a

camada externa do é uniforme com de

parede espessa, parcialmente seguindo-se diversas camadas de c é l u l a s maiores, que irão

as células do de ricas em

representando a maior porção da semente de café

Na mediana da (1985)

d i s t i n g u i u uma camada de

densidade variável, rica em a qual

embrião. A mesma autora observou que na camada cuticular

encontrados e derivados de 5

é encontrado no

da e do Os

pequenas no

(17)

estão presentes em pequenas quantidades paredes celulares e na centro da citoplasma

e localizados nas

paredes celulares como celulose e seu

estudo utilizando eletrônica,

também observou a de sais minerais

como de cálcio, de e de

nas células do

A composição química da semente de

bastante variável, tendo interesse de inúmeros

e na tabela encontram-se valores médios de constituintes químicos, e suas fontes de referências bibliográficas-

TABELA média do grão de cru.

Valores

8 a 12% e

TANGO

(18)

a et alii CATANI ( c i n z a s ) et alii

e WALTER (19743, CLIFFORD 1986) e

a 18% FONSECA alii CLIFFORD

CLARKE e

e 1991)

a 25% et a l i i

e

5 a 10% et alii

totais e LEITE

Açúcares a 5% TANGO 1971 ) e 1987)

(19)

e

.....................

ido 2 a TANGO MIYA et alii

1 , CLIFFORD

et alii CLARKE e

e

C a f e ína a TANGO MIYA et alii

1 ,

e CLIFFORD

e

Potássio a et alii CATANI et

alii

CLARKE e WALKER e CLIFFORD

1975

Encontram-se em menores os

seguintes na semente de café: 1% de

de 23 a de 7 a

de ferro; de e

t a r t á r i c a ; de e

de e de

e e pequenas quantidades de

e guaiacol, entre

constituintes

(20)

A Qualidade do

A da qualidade da bebida do café

uma antiga levando setores ligados à atividade no Brasil, a elaborar normas de classificação de café em

normas, que poucas

sofreram até hoje, a a certos atributos

que estão do café para

A de físicas do grão

t a i s como cor, tamanho, forma, densidade uniformidade; da torrado, destacando a na e cor de película prateada, e principalmente das características

da bebida aroma e

resultam na qualidade de (BRASIL,

t r a b a l h o s foram visando

relacionar a química do grão de café com a qualidade da bebida. Entretanto a composição química do café

depende de fatores influenciados pelo ambiente e condições de m a n e j a para produção e do produto a colheita. café cru possue o aroma nem sabor da bebida do café; assim a torracão é

para a de que conferem

características daquilo todos conhecer como café.

ainda que se considerar entre compostos durante o preparo da bebida e complexas dentro

da boca, entre compostos do e as

(21)

salivares, falar dos estímulos aos

mentais que esta bebida provoca, verifica-se a complexidade e m se relacionar qualidade da bebida com a

do grão de café

Entretanto, pesquisas, ern escala

responder do ponto de substâncias determinam na bebida a ou e quais os

e as que resultam n e s t a s

ou no c r u de café

Tentativas de associar a qualidade da bebida

com a de

iniciando com A seguir CALLE

métodos para determinar a qualidade da café e em 1963 relacionou-a com teor de e a c é t i c a , RODRIGUEZ et alii e GUYOT et alii associaram a qualidade do café teor de

, FONSECA et alii e AMORIM e AMORIM (1977) corn a quantidade de aumento da

acidez do ó l e o e de livres como

resultado de de e d o s

durante a deterioração do café foram reportados por

et alii et alii

SANTOS et MIYA et alii

AMORIM et alii AMORIM et alii

e GUYOT et alii e

trabalhos t e o r de

et alii e

(22)

e

totais por et alii et alii

AMORIM et alii e GOPAL et alii

proteinas solúveis AMORIM et alii

AMORIM et alii e JOSEPHSON

e LEITE ; e

por GOPAL e e solúveis

por et alii

Os v a l o r e s mais significativos destes trabalhos, resumidamente, indicam que piores em

de qualidade de bebida, p o s s u e m : menas mais

menos baixo

teor ern e maior teor de livres com

do de E s t e s r e s u l t a d o s indicam

que ocorrem importantes durante

processo de deterioracão dos grãos de sugerindo i n t e n s a de

Dentre compostos orgânicas estudados,

especial f o i dada a enzima a

qual estava correlacionada positivamente cam a qualidade da bebida do como demonstraram AMORIM e SILVA se

por e (1971); e VALENCIA

VALENCIA OLIVEIRA (1972) e

(19751, e et alii

, GOPAL et alii et alii AMORIM

e AMORIM AMORIM 1978) et alii

et a l i i e LEITE

(23)

vivo, a enzima encontra- se ligada membranas e é ativada quando

Tem sido encontrada na polpa de frutos e camadas externas e pastes centrais da grão (AMORIM, Ainda que os cafés arábica e robusta contenham m e s m a s

conhecidas e a a t i v i d a d e específica é da variedade e maturidade da semente. Frutos colhidos da espécie robusta e frutos verdes recém colhidos apresentam a maior atividade especifica (OLIVEIRA, 1972); e

A , OLIVEIRA et alii, 1976 e

que danos ocorridos nas membranas liberam, e p o r t a n t o ativam, a

que vez oxida á c i d o s

A i n i b i d a pelas fornadas,

diminuindo sua atividade. Segundo AMORIM qualquer

ambiente que a l t e r e a estrutura da membrana. por exemplo ataque de insetos, por microrganismos,

e provocam uma

deterioração de vez rompida a

membrana celular um maior contacto entre as e

compostos i n t r a e no

grão- ocasiona que modificam

composição química original do café verde e em

as propriedades da infusão preparada com

sugere, na verdade, que a

qualidade inferior dos com atividade da

(24)

13

relacionada com os danas m e m b r a n a s celulares, sendo

a da uma d i s t o -

CLIFFORD c i t a a na entre

arábica e robusta, que poderia atribuida

em atividades de e espectro de

e , na relação

e o do

pigmentos marrons e pretos poderiam ser resultados de uma atividade em devido a danos

desta forma a atacaria

pimentos marrons et alii,

et alii (1984) relatam a de café indicativa de que

processos à semente ocorrendo

baixas n5o ocorrendo- A perda da verde branqueamento pode ocorrer durante o

inadequado, como mostram os trabalhos de et

alii et alii e

(1968) et a l i i et alii

SANTOS et a l i i et

alii et alii et alii

LOPES por mecânicas, no clássico trabalho realizado por e por secagem inadequada,

demonstram trabalhos de

e et alii

(25)

14

branqueamento seria devido

precursores do O U talvez, e,

a queda na qualidade da bebida, acompanhando descoloração do grão, seria provocada por dos constituintes que favorecem e bebida,

da qualidade e aroma da bebida do s e r e m na estabelecimento de seu

de da qualidade do produto somente agora

estão sendo esclarecidas, A descoberta da composto

presentes em amostras que de fungos está relacionada corn a qualidade da bebida. Sem dúvida a ordem d a s

químicas que ocorrem durante a da de

culmina na composição química final destes, e esta ser um importante fator na da qualidade da bebida

(AMORIM e

Os de café quando colhidos ern seu ponto ótimo de ( e s t á d i o de c e r e j a ) e

processadas resultam em grãos ou beneficiados que apresentam verde, Neste estado a

t a n t o qualitativa como q u a n t i t a t i v a , se encontra em

ponto permitindo fruto a de

qualidade, como trabalhos de e

e VINCENT

AMORIM e NOBRE et alii

E e

MIGUEL e e

e AZEVEDO

(26)

i5

No Brasil é pratica corriqueira a c o l h e i t a do café pelo processo de s e j a , a r e t i r a d a d o s frutos da quando estiverem maduras

Entretanto, devido de f e

e à d a s colheitas, é grande a quantidade de colhidos no verde,

Os f r u t o s verdes apresentam alguns compostos químicas em níveis d i f e r e n t e s do i d e a l , apresentados

frutos maduros, e podem ocasionar uma de d e f e i t o s . A em uma amostra de b e n e f i c i a d o , de um

como d e f e i t o grão verde 6 dada pela c o r do

perisperma ou prateada ao

Segundo et a l i i MIYA et a l i i e

et alii café no estádio de

verde apresenta aspecto e p i o r qualidade. cam bebida i n f e r i o r , que f r u t o s maduros, além de apresentarem e tamanho menor doe grãos, afetando o rendimento, a produtividade e a rentabilidade. CARVALHO et alii observaram que defeito grão verde é encontrado corn maior

f r u t o s c o l h i d o s verdes, também pode ocorrer

f r u t o s maduros, passa e

grão ardido caracteriza-se cor parda marrom do grão, Segundo CARVALHO et alii

oriundos ern maior dos do e

menor das frações meio-maduro,

maduro e e podem o r i g i n á r i o s de

anormais, deficiências durante diferentes etapas

(27)

de do f r u t a e ao desequilibrio entre fonte dreno devido à sobrecarga da planta 1989 e GERMAN-V, 1973 1

o amadurecimento t o t a l , entram

na fase se onde ocorrem corn

de e ácidos ruptura da

estrutura da parede c e l u l a r por nas

celuloses, e da e

polpa devida de pimentos e podridões, com decréscimo na qualidade frutas et alii, 1967 e CARVALHO e 19851

O d e f e i t o considerado d e f e i t o capital, constitue grau m á x i m o de deterioracão dos frutos de café e caracteriza-se pela do grão de

De acordo com CARVALHO et alii este defeito aparece corn maior na de f r u t o s secos.

mais tempo permanecer na ou no chão, maior será a incidência de grãos ardidos e pretos

et alii,

VALENCIA e MIGUEL et alii verificaram que a deficiência entre a e s e m a n a s o a f e t o u drasticamente desenvolvimento doer f r u t o s aumentando a de grãos n e g r o s no i n t e r i o r dos frutos ou verde amarelados, à medida que se intensificava

climáticas caracterizadas por a l t a s

umidade e temperatura, a passagem

brusca da estádio verde para o a queda

(28)

17

prematura dos f r u t a s solo devido ao ataque de pragas e doenças e a prolongada permanência dos frutas no s o l o ou na alguns fatores que favorecem fermentações e infecções que irão r e f l e t i r ern cafés com p i o r qualidade da bebida demonstraram trabalhos de

1941, 1945, C 19601,

et a l i i CARVALHO e

et a l i i e

de e

GOMES et alii et alii

et alii e GOMES

et alii (1971) e MIYA et alii demonstram que a presença doa d e f e i t o s grãos verdes, grãos ardidos e

deprecia qualidade da bebida do café.,

Considerando resultados de et alii (1970) que encontraram na de f r u t o s cerejas as menores de d e f e i t o s ; que d e f e i t o s

significativamente a qualidade da bebida como

demonstraram trabalhos, e que rendimento e peso

d o s grãos é m á x i m o nos frutos cerejas; a importância de se recolher f r u t o s maduros cerejas para a

da qualidade do cafe:.

e GOMES et alii

e et

alii et alii E

et alii et a l i i (1989)

que a colheita dos f r u t o s maduros [cerejas) seguida de

imediata retirada da a de

(29)

obter produto de melhor qualidade,

considerada, E s t e s relatam ainda os b e n e f i c i o s do que tanto maiores, quando a8

climáticas da de produção propiciarem desenvolvimento de nos frutos,

verificou a

dos e

ern f r u t o s de observados sendo

que gêneros e ocorreram

maior nos cafés de ao e

estavam a cafés classificados de pior

qualidade de bebida, concordando corn obtidos CARVALHO et alii

adequado diminui

e indesejáveis a

qualidade da bebida (BRASIL, tais dispor colhido e m camadas f i n a s no terreiro,

l a s frequentemente para uma secagem e evitar do produto contribuem para a obtenção de u m de boa qualidade, em de clima propicio

natural 1955 e

da secagem artificial do estudado

por e et alii

et alii et

alii e et alii cuidados

especiais, uma vez os trabalhos citados demonstram haver

uma estreita entre temperatura de secagem e grau

de dos frutos. Nesse et alii

(30)

1982) verificaram que temperaturas superiores a na secagem de f r u t o s verdes provocaram aparecimento do d e f e i t o preto-verde, E s t e d e f e i t o caracteriza-se pela

preta-brilhante da prateada enquanto que adquire d e v i d o à

Comparativamente aos defeitos verde, ardido e em ligas de excelente bebida, d e f e i t o preto-verde ou (fedorento) é que mais prejudica a qualidade da bebida. Segundo e

apenas 2% do d e f e i t o preto-verde alterou a qualidade da bebida do café.. M I Y A et alii observaram que a bebida de u m café de qualidade intermediária somente

afetada a de 40% de grãos com d e f e i t o denominado

verde

et alii (1991) verificaram que grãos d e f e i t o preto-verde e verde

quando comparados com grãos dentro de uma peneira.

Tem s i d o extensamente estudado processo de deterioração de sementes, e diversas teorias foram propostas

para explicar os que

caracterizam livros de

e NELSON

(31)

certamente, mecanismos complexos e no processo de deterioracão que nenhuma teoria simples poderia fornecer definitivas e

permitir que 6 , na realidade,

de uma de eventos. Por o u t r o lado, existe uma concordância que a das membranas

celulares perda de da

s e j a um dos primeiros eventos que caracterizam a SIMON e

e 1973)

e e

SIMON WILSON

T e s t e s para avaliar a qualidade de sementes baseados na perda de integridade das membranas foram desenvolvidos, estudados e utilizados por e

ANDERSON

e WILSON et alii

et alii OLIVEIRA et alii et alii

(1984) MARCOS FILHO et a l i i POWELL SIMON e et alii

et alii MARCOS alii

entre Nestes trabalhos as sementes são ern e durante o processo de de acordo com grau de integridade de membranas,

meio líquido. com

propriedades cargas e l é t r i c a s que

(32)

podem ser medidas com baixo vigor liberam

um A s s i m sementes com

grande de na

em alto de

1973 e ou ern

d e determinados ions, principalmente potássio,

como demonstram F I L H O et alii (1981) e e

PARRA

De acordo com de

tem base e

proporciona resultados de apresentar vantagens adicionais de ter metodologia e fornecer resultados rapidamente.

Com objetivo de obter resultadas consistentes e no teste de

et alii recomendam que

s e j a dada para seguintes fatores também outros autores, que afetar teste:

teor de umidade i n i c i a l (TAU. 1978 e 1988 ) uniformidade da amostra 1981); tempo de

e temperatura (SIMON e RAJA TAD, 1978, SIMON e 1986, 1988 e MARCOS et alii, 1990

AMORIM (1978) aspectos

e do grão de café verde e relacionando resultados com a deterioracão da qualidade, verificou haver

maior de dos piores cafés.

(33)

Metodologia para Análise

A presente pesquisa ern sua fase laboratorial

f o i em parte no de Sementes do

Departamento de Agricultura da Superior de

Agricultura de os materiais foram

submetidos seguintes testes:

Tear de d o s de café

Avaliado pelo método da e s t u f a a 105 durante 24 horas, de acordo com Regras para

Sementes (BRASIL,

duas uma de

acordo com Comitê de Vigor da Association of Official Seed Analyst e outra de acordo com a per

et alii

(1983) foram utilizadas quatro amostras 25 grãos de cada parcela, e s c o l h i d o s s e m

d e f e i t o s , pesadas e ern de destilada (na

i n t e r i o r de copos de p l á s t i c o de de capacidade) ä

(34)

de metodologia proposta por et alii consistiu em utilizar quatro amostras de 50 de cada parcela, sem escolha dos

defeituosos ( p r e t o s , verdes e

[precisão de e em 7 5 de destilada (no interior de copos de p l á s t i c o de 180 de capacidade) e colocadas em

determinado período de

à leitura da da

ern aparelho o b t i d o s foram

expressos em de amostra. R e s u l t a d o s preliminares detectaram c o e f i c i e n t e de para a relação de 50 de destilada, conforme a Tabela

Tabela 2 . Coeficientes de (ern porcentagem)

medida da e l é t r i c a do exsudato de

grãos de café embebicão a diferentes de grãos: volume agua.

de

25 50 75

6 , 8 7

(35)

2 4

a leitura da e l é t r i c a , a foi vertida para recipientes de v i d r o , dos q u a i s eram removidas para determinacão da quantidade de p o t á s s i o A análise da potássio realizada em de chama s e m prévia

e corn dados obtidos f o i calculado o de expresso em de amostra.

de classificação de

do c a f é da - Londrina - da

Meridional de Cooperativas

-

- e da de Mercadorias e Futuros -- SE

O

Paulo - SF, f o i realizada a determinacão da qualidade da bebida pela prova de

Prova de

De cada tomados 100 gramas de café beneficiado, que foram torrados por uma só pessoa, até atingirem cor achocolatada ( p o n t o de e s t a l o , torração americana). a torração café f o i em

moinhos com média apropriada de

14 por cm). A seguir f o i preparada a colocando-

se g de para de em ponto de

(36)

25

Tabela 3. e grau de

de em café,

PONTOS DA

. APENAS MOLE

RIADA

R I O

Bebida de acentuado e adocicado

Bebida de sabor com

leve

Bebida corn gosto

Bebida com Leve de mio ou

24

13

7

1

(37)

26

laboratbrio de da qualidade

foi apreciada sobre preta, as normas

na O f i c i a l Brasileira de

et alii,

T a b l a 4 . Tabelas de de de acordo

com de defeitos

I d e f e i t o 1 d e f e i t o

d e f e i t o 1 d e f e i t o d e f e i t o 3 defeitos

d e f e i t o defeito d e f e i t o a 3 defeitos

d e f e i t o

defeito

I defeito

1 defeito

(38)

27

T A B E L A S

L A T A S DE 300 G R A M A S

I T O S T I POS PONTOS DEFEITOS T I P O S PONTOS

4 2 49 5 - 5 - 5 5

4 2 - 5 t 95 53 5 - 10 - 6 0

5 2 - 10 t 57 5 - 15 - 65

6 2 - 15 + 85 61 5 - 2 0 - 7 0

7 2 - 20 + 64 5 - 25 - 75

8 2 - 25 75 6 8 5 - 30 - 80

9 2 - 30 70 71 5 - 35 - 85

10 2 - 35 + 6 5 75 5 - 40 - 9 0

11 2 - 4 0 t 6 0 86 6 - 100

12 3 5 0 93 6 - 5 - 1

13 3 - 5 45 1 6 - 10 - 1 10

15 3 - 10 t 40 1 6 - 15 - 1 15

17 3 - 15 t 35 115 6 - 20 - 120

18 3 - 20 30 123 6 - 25 - 125

19 3 - 25 25 130 6 - 30 - 130

20 3 - 3 0 t 20 138 6 - 35 - 135

2 2 3 - 35 15 145 6 - 40 - 140

23 3 - 40 t 10 153 6 - 45 - 145

2 5 3 - 45 160 7 - 150

26 4 B a s e 180 7 - 5 - 155

28 4 - 5 - 5 200 7 - 10 - 160

3 0 4 - 10 - 10 220 7 - 15 - 165

3 2 4 - 15 - 24 O 7 - 20 - 170

3 4 4 - 20 - 26 O 7 - 25 -1 75

36 4 - 25 - 25 280 7 - 30 - 1 80

38 4 - 30 - 30 300 7 - 35 - 185

40 4 - 35 - 35 320 7 - 40 -1

4 2 4 - 40 - 40 340 7 - 45 - 1 95

44 4 - 45 - 45 360 8 - 2 0 0

46 5 - 50

(39)

Foi realizada uma de experimentos

e s t u d a r a de de e

fatores que podem influencia-la.

Na das diversas etapas

deste trabalho utilizou-se de

para e t alii,

cinco lotes de de beneficiado provenientes de regiões e diferentes, f o i determinada

a e l é t r i c a conforme da

descrita no item

Na a

f o i determinada

da de e do

Referências

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