VIABILIDADE FINANCEIRA DA PRODUÇÃO DE MILHO (ZEA
MAYS L.) SOB O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS NA
CHAPADA DO APODI, EM LIMOEIRO DO NORTE/CE
Financial viability of maize (Zea mays L.) production under the pest integrated
management in the Chapada do Apodi at Limoeiro do Norte -CE
Maria Luiza Lima Ferreira Peixoto
Tecnóloga em Recursos Hídricos/Irrigação – CENTEC. Mestre em Economia Rural – UFC. [email protected] Rogério César Pereira de Araújo
Engenheiro Agrônomo. Doutor em Economia Agrícola, Pós-Doutorado em Economia Agrícola e de Recursos. Professor Associado do Departamento de Economia Agrícola (UFC). [email protected]
Elton Lúcio de Araújo
Engenheiro Agrônomo. Doutor em Entomologia, Professor Adjunto da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA). [email protected]
Kilmer Coelho Campos
Graduação em Administração, Doutor em Economia Aplicada, Professor Adjunto do Departamento de Economia Agrícola da Universidade Federal do Ceará (UFC). [email protected]
Cleilson do Nascimento Uchôa
Engenheiro Agrônomo. Doutor em Agronomia (Fitopatologia), Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). [email protected]
ISSN eletrônica (on line) 2357-9226
Resumo: $FXOWXUDGRPLOKR=HDPD\V/GXUDQWHVXD fase de crescimento e desenvolvimento, é submetida a diversas práticas de manejo com o objetivo de evitar perdas de produtividade causadas por pragas, doenças e
SODQWDVGDQLQKDV&RPRREMHWLYRGHLGHQWL¿FDUDOWHUQD -tivas viáveis de manejo para a cultura do milho híbrido
$* R SUHVHQWH WUDEDOKR DSUHVHQWD XPD DQiOLVH ¿QDQFHLUD FRPSDUDWLYD GD SURGXomR GR PLOKR FRP D XWLOL]DomRGR0DQHMR,QWHJUDGRGH3UDJDV0,3HGDV
práticas convencionais usadas na Chapada do Apodi,
QRPXQLFtSLRGH/LPRHLURGR1RUWH&HDUi5HDOL]RXVH XPH[SHULPHQWRGHFDPSRD¿PGHFROHWDURVGDGRVGH
custos de implantação, tratos culturais, produção, preço de venda praticado no mercado do milho, e a
produti-YLGDGHGRVGRLVVLVWHPDVGHSURGXomR$DQiOLVH¿QDQ
-FHLUDFRQVLVWLXQDFRQVWUXomRHFRPSDUDomRGRVÀX[RV GHFDL[DSDUDHVVHVGRLVVLVWHPDVGHPDQHMRGHSUDJDV &RP EDVH QRV LQGLFDGRUHV GH YLDELOLGDGH ¿QDQFHLUD %&93/7,5 H7,50 R PLOKR SURGX]LGR FRP R
MIP apresentou melhor desempenho do que o sistema convencional.
Palavras-chave: Milho híbrido; Manejo integrado de
SUDJDV9LDELOLGDGH¿QDQFHLUD
Abstract: 7KH PDL]H FURS =HD PD\V / GXULQJ LWV growth and development phases is subjected to various management practices in order to avoid yield losses due to pests, diseases, and weed. Aiming to identify feasible
PDQDJHPHQWDOWHUQDWLYHVIRUWKH$*K\EULGPDL
-]HWKLVSDSHUFRQGXFWHGDFRPSDUDWLYH¿QDQFLDODQDO\ -sis of the corn production by using the Integrated Pest
0DQDJHPHQW,30DQGWKDWFDUULHGRXWE\XVLQJWKH
conventional practices in the Chapada do Apodi at the
PXQLFLSDOLW\RI/LPRHLURGR1RUWH&HDUi:HFRQGXF
-WHGD¿HOGH[SHULPHQWWRFROOHFWGDWDUHJDUGLQJLPSODQ
-WDWLRQFXOWLYDWLRQSURGXFWLRQFRVWVFRUQPDUNHW¶VVDOH
prices, and the yields from both production systems.
7KH¿QDQFLDODQDO\VLVFRQVLVWHGRIEXLOGLQJDQGFRPSD
-ULQJFDVKÀRZVIRUWKRVHWZRSHVWPDQDJHPHQWV\VWHPV %DVHGRQWKH¿QDQFLQJYLDELOLW\LQGLFDWRUV%&139 ,55DQG0,55WKHFRUQSURGXFHGE\WKH0,3VKRZHG
higher performed than that by the conventional system. Keywords: Hybrid maize; Integrated pest
1 Introdução
2 %UDVLO p R WHUFHLUR PDLR SURGXWRU PXQGLDO GHPLOKR=HDPD\V/GHSRLVGRV(8$H&KLQD 1R%UDVLORVHVWDGRVGR0DWR*URVVRH3DUDQiIR -ram os dois maiores produtores nacionais, na safra
UHVSHFWLYDPHQWHFRPPLOH
PLOWRQHODGDV1HVWDVDIUDDSURGXWLYLGD
-de média nacional foi -de 4.178 kg.ha-1 que
corres-SRQGHDGDTXHODREWLGDQRV(8$
kg.ha-1)$26HJXQGR&UX]3LQWRH4XHL
-UR]DSURGXWLYLGDGHGRPLOKRYDULDFRQVL
-deravelmente entre as regiões do país, o que pode ser atribuído aos diferentes sistemas de cultivo e
¿QDOLGDGH GD SURGXomR '8$57( HW DO &58=3,17248(,52=
6HJXQGRGDGRVGD&RQDEQRHVWDGRGR &HDUiDiUHDFXOWLYDGDGHPLOKRIRLGHPLO
GHKDQDVDIUDFRUUHVSRQGHQGRjSUR
-GXomRGHPLOWRQHODGDVFRPSURGXWLYLGDGH PpGLD GH NJKD-1 1R FRQWH[WR QDFLRQDO QR
mesmo período, a produção do milho cearense tem
WLGR EDL[D UHSUHVHQWDWLYLGDGH FRUUHVSRQGHQGR D GDiUHDSODQWDGDPLOK}HVGHKD
GDSURGXWLYLGDGHPpGLDNJKD-1HGD
SURGXomRPLOK}HVGHWRQHODGDV
A produtividade do milho é o resultado da
in-ÀXrQFLDGHXPFRQMXQWRGHIDWRUHVWDLVFRPR³FOL -ma, manejo de nutrientes, fertilidade do solo, prá-ticas culturais, potencial genético dos materiais
H PDQHMR GH SUDJDV H GRHQoDV´ 2/,9(,5$ HW DOS'HQWUHHVVHVIDWRUHVDVSUDJDV
têm causado o maior impacto na produtividade
GD FXOWXUD GR PLOKR QR %UDVLO &58= 3,172 48(,52=
As pragas da cultura do milho são diversas e ocorrem ao longo do seu ciclo produtivo, sendo
RVSULQFLSDLVLQVHWRVSUDJDODJDUWDHODVPR Diche-lopsVSSODJDUWDGRFDUWXFKRSpodoptera frugi-perda6ODJDUWDURVFDAgrotis ipisilonHODJDUWD
GDHVSLJDHelicoverpa zea%,$1&2(V -ses insetos podem atacar a semente, raiz, plântula e plantas do milho, resultando no declínio da pro-dutividade e da rentabilidade da cultura.
(VWLPDVHTXHHPYDORUHVQRPLQDLVGH
os prejuízos anuais causados pelas pragas na
cul-WXUDGRPLOKRSRVVDPXOWUDSDVVDUD5PLOK}HV
mesmo com a utilização de alguma medida de
con-WUROH&58=3,17248(,52=(PSDU
-ticular, a praga da lagarta-do-cartucho pode
oca-sionar perdas nos rendimentos da cultura do milho
TXHYDULDPGHD),*8(,5('2
No Brasil, o controle de insetos-praga do mi-lho ainda tem sido feito, predominantemente, pelo uso de inseticidas sintéticos, podendo ocasionar
VpULRVGDQRVDRPHLRDPELHQWHHjVD~GHKXPDQD (PODYRXUDVGHDOWDSURGXWLYLGDGHRFRQWUROHGDV
pragas por inseticidas pode variar entre zero e oito aplicações durante o ciclo de cultivo, sendo que 20% das fazendas fazem mais de três aplicações
&58=3,17248(,52=3DUDUHGX]LU
o uso dessas substâncias, formas alternativas de controle de pragas vêm sendo desenvolvidas tais
FRPRRPDQHMRLQWHJUDGRGHSUDJDV0,3SODQWDV WUDQVJrQLFDVPLOKR%WHEDFXORYtUXV
2 0DQHMR ,QWHJUDGR GH 3UDJDV 0,3 IRFR
desse estudo, é uma dessas alternativas que têm se mostrado promissora para se conviver com as
SULQFLSDLV SUDJDV GHVVD FXOWXUD 2 PDQHMR LQWH -grado de pragas surgiu como uma alternativa para mitigar os efeitos adversos causados pelo uso dos
LQVHWLFLGDV(VVHFRQMXQWRGHSUiWLFDVWHYHRULJHP
no conceito de controle integrado de pragas,
ide-DOL]DGRSRU6WHUQHWDOFRPRVHQGRXPD
estratégia usada para evitar que insetos e outros
RUJDQLVPRV¿WyIDJRVFDXVDVVHPGDQRVjVSODQWDV FXOWLYDGDVREMHWLYDQGRVHUHVXOWDGRVHFRQ{PLFRV
e ecologicamente aceitáveis.
1R%UDVLOSURJUDPDVGH0,3YrPVHQGRH[H
-cutados em algumas culturas de importância
eco-Q{PLFDDH[HPSORGDVRMDDOJRGmRFLWURVPHOmR
e a cultura em destaque nesse trabalho – o milho
=HDPD\V/&RPSDUDGRjVSUiWLFDVFRQYHQFLR -nais, o milho sob o MIP é uma cultura intensiva em práticas de manejo, que requer que o produtor
H[HFXWHXPQ~PHURPDLRUGHSUiWLFDVHRPRQLWR -ramento de todas as fases do cultivo, o que pode implicar em aumento dos custos de produção. Por outro lado, ainda são ambíguos os resultados de pesquisa sobre os impactos da MIP na produtivi-dade do milho, o que implica no aumento do risco
HFRQ{PLFRGHVVDWHFQRORJLD
No intuito de investigar as relações entre custos e receitas do milho, este estudo tem como objetivo
ID]HUDDQiOLVH¿QDQFHLUDGDFXOWXUDGRPLOKRFRQ -duzida sob o MIP e a forma convencional, no
in-WXLWRGHDYDOLDUHFRPSDUDUDYLDELOLGDGH¿QDQFHLUD
desses sistemas de produção.3HORIDWRGDLQH[LV -tência de dados de produção de milho sob o MIP,
GRPLOKRVREHVVHVGRLVVLVWHPDVD¿PGHJHUDURV GDGRVSURGXWLYRVHHFRQ{PLFRVQHFHVViULRVSDUDD DQiOLVH2H[SHULPHQWRGHFDPSRIRLUHDOL]DGRQD
Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte, Ceará.
(VWHDUWLJRHVWiHVWUXWXUDGRHPFLQFRVHo}HV$ SULPHLUDVHomR,QWURGXomRFRQWH[WXDOL]RXRSUR -blema de pesquisa e estabeleceu os objetivos do estudo. Na segunda seção, apresentam-se a revisão de literatura relativa ao manejo integrado de pragas
HDDQiOLVH¿QDQFHLUDGHSURMHWRVGHLQYHVWLPHQWR 1D WHUFHLUD VHomR GHVFUHYHPVH R H[SHULPHQWR
de campo e os métodos de análise. A quarta seção
PRVWUDPVHRVUHVXOWDGRVGDDQiOLVH¿QDQFHLUDGRV FHQiULRV )LQDOPHQWH QD TXLQWD VHomR VmR DSUH -sentadas as principais conclusões do estudo.
2 Referencial teórico
2.1 Manejo integrado de pragas na cultura do milho
De acordo com a Food and Agriculture Organi-zation)$2R0DQHMR,QWHJUDGRGH3UDJD é um sistema de manejo de pragas que associa o ambiente e a dinâmica populacional da espécie, que utiliza todas as técnicas apropriadas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém
DSRSXODomRGDSUDJDHPQtYHLVDEDL[RGDTXHOHV FDSD]HVGHFDXVDUGDQRHFRQ{PLFR
2VIXQGDPHQWRVGR0DQHMR,QWHJUDGRGH3UDJDV HVWmREDVHDGRVHPTXDWURHOHPHQWRVDH[SORUD
-omRGRFRQWUROHQDWXUDOEQtYHLVGHWROHUkQFLDGDV SODQWDVDRVGDQRVGDVSUDJDVFPRQLWRUDPHQWR GDVSRSXODo}HVSDUDWRPDGDVGHGHFLVmRHGELR
-ORJLDHHFRORJLDGDFXOWXUDHGHVXDVSUDJDV(0
-%5$3$(VVHVFRPSRQHQWHVGHUDPRULJHP
a vários métodos de controle que podem ser utili-zados no manejo integrado de pragas, dentre eles: controle biológico, químico, mecânico e/ou físico dos insetos; resistência de plantas a insetos; inse-ticidas vegetais no controle de insetos; e controle cultural e comportamental dos insetos.
Para o emprego dessas formas de controle na prática do MIP, o monitoramento da densidade populacional das espécies-alvo passa a ser peça
IXQGDPHQWDO &RVWD HW DO UHVVDOWRX TXH D
amostragem é um aspecto indispensável para o de-senvolvimento de programas de MIP, sendo neces-sária tanto nas etapas de avaliação do ecossistema
TXDQWRQRPRQLWRUDPHQWRHDX[LOLDPQDWRPDGD
de decisão sobre a necessidade ou não de controle da praga e quando intervir no agroecossistema.
Do ponto de vista ecológico, considera-se que os organismos animais, potencialmente pragas,
ÀXWXDP QDWXUDOPHQWH HP IXQomR GDV DOWHUDo}HV QRVIDWRUHVFOLPiWLFRVHELyWLFRV2FRQWUROHGDV SUDJDVSRUPHLRGRFRQWUROHELROyJLFRLQLPLJRV QDWXUDLVIHURP{QLRVGHQWUHRXWURVUHGX]DVFKDQ -ces de as pragas desenvolverem maior resistência
DRVDJURWy[LFRV(VVHFRQWUROHXWLOL]DGRVRPHQWH
quando necessário, proporciona redução nas chan-ces de contaminação ambiental e nos problemas
FDXVDGRVSRULQWR[LFDomRFU{QLFDHDJXGDGRWUD -balhador rural.
2DJULFXOWRUWHPXPSDSHOLPSRUWDQWHQDH[HFX -ção do manejo integrado de pragas. Ao agricultor
FDEHDUHDOL]DomRGDDYDOLDomRGDH[WHQVmRHJUDYL
-GDGHGRSUREOHPDGH¿QLomRGRQtYHOGHDomRQH -cessária, e na escolha dos métodos de controle. Para isso, o agricultor precisa conhecer o ciclo de vida da cultura e da praga e do ambiente favorável para seu desenvolvimento. Desta forma, o agricultor pode
FRQFHEHUHPRGL¿FDUVHXSURJUDPDGHPDQHMRGH DFRUGRFRPVXDVQHFHVVLGDGHVHVSHFt¿FDV
No Brasil, a primeira tentativa de estabelecer as bases para a aplicação do MIP foi realizada por
1DNDQRH6LOYHLUD1HWR(VVHVDXWRUHVHVWD
-EHOHFHUDPRVQtYHLVGHGDQRHFRQ{PLFR1'(H QtYHLVGHFRQWUROH1&SDUDDVSULQFLSDLVSUDJDV
com base nos conhecimentos disponíveis na
lite-UDWXUD6HJXLQGRHVVDDERUGDJHP:DTXLO
estabeleceu esses parâmetros para a cultura do sorgo, com base nos quais sugeriu métodos para o monitoramento de insetos pragas de solo antes do plantio.
3RVWHULRUPHQWH&UX]HWDOUHYLVDUDP
os parâmetros e níveis para as pragas do milho, em particular para a lagarta-do-cartucho. Cruz
HVWDEHOHFHXYiULRVQtYHLVGHFRQWUROH1&
em função do custo do tratamento e do valor es-perado da produção e registrou a seletividade dos principais princípios ativos adequados para o controle dessa espécie.
2.2 Análise de projetos de investimento
2HVWXGRGHDYDOLDomRGHLQYHVWLPHQWRVUHIHUHVH EDVLFDPHQWHjVGHFLV}HVGHDSOLFDo}HVGHFDSLWDOHP
projetos que prometem retornos por vários períodos
FRQVHFXWLYRV(VVDWpFQLFDOLPLWDVHTXDVHVHPSUH
do projeto, cessando esse trabalho assim que se conheça o resultado da sua aprovação ou rejeição. Nesta perspectiva, raramente faz-se uma avaliação ex-post, LVWRpDSyVDH[HFXomRGRSURMHWRFRPR intuito de apreciar os desvios entre a situação pla-nejada e a situação real. Na maioria das vezes, uma empresa está mais interessada em saber se o projeto
JHUDUHWRUQROtTXLGRHVHGHYHVHUH[HFXWDGRGRTXH QRJUDXGHH[DWLGmRGDVSUHYLV}HV
A análise de investimento é importante
tam-EpPQRVHWRUDJUtFRODSRLVLGHQWL¿FDonde, quan-do e como aplicar os recursos, principalmente para acompanhar um mercado competitivo e di-nâmico, onde ocorrem rápidas alterações. Desta forma, considera-se conveniente medir o impacto
HFRQ{PLFR¿QDQFHLURDOpPGRVRFLDOHDPELHQWDO
dessas tecnologias, utilizando metodologias
mo-GHUQDVHHVSHFt¿FDVSDUDWDO¿P
2VPRGHORVGHDQiOLVHGHLQYHVWLPHQWRVmRPR -delos matemáticos que tentam simular como as principais variáveis irão se comportar no caso dos
LQYHVWLPHQWRV UHDOL]DGRV 8P PRGHOR GH DQiOLVH GHLQYHVWLPHQWRQmRVHSURS}HDSUHYHUH[DWDPHQWH
como as variáveis vão se comportar no futuro, mas deve oferecer informações objetivas e úteis para
LGHQWL¿FDUSRQWRVIUDFRVTXHSRVVDPFRPSURPHWHU RSURMHWRGHLQYHVWLPHQWR*$/,&,$
Para a implantação de um projeto de investi-mento, a elaboração do projeto deve seguir uma série de etapas que compreendem: o estudo de
PHUFDGRGH¿QLomRGDHVFDODHORFDOL]DomRHQJH
-QKDULDGHWHUPLQDomRGRVÀX[RV¿QDQFHLURVHSRU ¿PDDYDOLDomRGRSURMHWR1HVVHSURFHVVRDGH
-WHUPLQDomRFRUUHWDGRVÀX[RV¿QDQFHLURVPHUHFH GHVWDTXHMiTXHDFRQVWUXomRGRVÀX[RVGHFDL[Dp
proveniente dessa etapa, sendo que os indicadores
GHYLDELOLGDGHVmRFDOFXODGRVFRPEDVHQRVÀX[RV GHFDL[D
Neste estudo, a análise está focada nas duas úl-timas etapas da elaboração de um projeto:
constru-omRHDQiOLVHGRVÀX[RV¿QDQFHLURV2VÀX[RVGH FDL[DUHSUHVHQWDPDVHVWLPDWLYDVGHHQWUDGDVUH
-FHLWDVHVDtGDVGHVSHVDVGHUHFXUVRVPRQHWiULRV
em um determinado projeto produtivo ao longo do
WHPSR3DUD$VVHIRÀX[RGHFDL[DPHQVX
-ra as necessidades futu-ras de recursos, a possibili-dade de cumprir pontualmente com seus
compro-PLVVRVHDGLVSRQLELOLGDGHGHUHFXUVRV¿QDQFHLURV
para investimentos.
2V SULQFLSDLV LQGLFDGRUHV GH YLDELOLGDGH GH
projetos destacados na literatura, e posteriormente
QHVWHWUDEDOKRVmR9DORU3UHVHQWH/tTXLGR93/ 5HODomR%HQHItFLR&XVWR7D[D,QWHUQDGH5HWRU
-QR 7,5 3D\EDFN 'HVFRQWDGR 3%' 3RQWR GH 1LYHODPHQWRGH5HQGLPHQWR3152VPpWRGRV 93/H7,5HVWmRVHQGRPXLWRXWLOL]DGRVQRVHWRU DJUtFROD HVSHFL¿FDPHQWH QD SURGXomR GH IUXWHL
-UDVDEUDQJHQGRGLYHUVRVHVWXGRVGHYLDELOLGDGH¿
-QDQFHLUDH[LVWHQWH9$6&21&(/26HWDO $5$Ò-2HWDO
3 Metodologia
3.1 Pesquisa experimental
2VGDGRVGHSURGXomRIRUDPREWLGRVSRUPHLR GH XPD SHVTXLVD H[SHULPHQWDO UHDOL]DGD QD 8QL
-GDGHGH(QVLQR3HVTXLVDH([WHQVmR8HSHOR
-calizada no Distrito de Irrigação Jaguaribe-Apodi
'LMDGR,QVWLWXWR)HGHUDOGH(GXFDomR&LrQFLD H7HFQRORJLD,)&(&DPSXV/LPRHLURGR1RUWH
$8HSHHVWiORFDOL]DGDDNPGDVHGHGRPX
-QLFtSLRGH/LPRHLURGR1RUWH&(ODWLWXGHo ¶
38” S, longitude 37o ¶´:HDOWLWXGHGH
P'12&62H[SHULPHQWRGHFDPSRWHYH
a duração de quatro meses, de outubro de 2014 a
MDQHLURGHSHUtRGRHVWHTXHFRUUHVSRQGHXj
estação seca do ciclo anual.
2H[SHULPHQWRFRQVLVWLXGHDJUXSDPHQWRVEOR
-FRVFXMRVWUDWDPHQWRVIRUDPGH¿QLGRVHPIXQomR GDVSUiWLFDVSHUtRGRHFRQGXomRGDFXOWXUD2GH -lineamento foi formado por dois tratamentos com nove repetições. Cada parcela foi constituída de
¿OHLUDVGHPFRPHVSDoDPHQWRGHP HQWUHSODQWDVHPHQWUH¿OHLUDV$SDUFHODGR H[SHULPHQWR DSUHVHQWRX DV VHJXLQWHV GLPHQV}HV PGHODUJXUDSRUPGHFRPSULPHQWRFRP
bordadura de 1 m.
2VWUDWDPHQWRVGRH[SHULPHQWRIRUDPGRLVD VDEHUD7UDWDPHQWR±FXOWLYRGRPLOKRVRER VLVWHPDFRQYHQFLRQDO6&HE7UDWDPHQWR± FXOWLYRGRPLOKRVRER0,30,3$VHJXLUFDGD
um desses tratamentos é descrito:
• 7UDWDPHQWR6&FRQWUROHGHSUDJDVSRU meio de inseticida, aplicado
manualmen-WHFRPDX[tOLRGHXPSXOYHUL]DGRUFRVWDO
seguindo um calendário de pulverização
de inseticida quando necessárias, sem levar em conta o nível crítico do dano;
• 7UDWDPHQWR0,3FRQWUROHGHSUDJDVSRU
meio do MIP que leva em consideração o grau de infestação ou nível de dano cultu-ral, que consiste da aplicação de inseticida quando se detecta a ocorrência de 20% de plantas infectadas.
$VHPHQWHXWLOL]DGDQRH[SHULPHQWRIRLRPL
-OKRKtEULGR$*(VVHKtEULGRGHVWDFDVHSRU
apresentar elevada quantidade de massa verde e
DOWD GLJHVWLELOLGDGH 2 3URJUDPD +RUD GH 3ODQ
-WDU GR *RYHUQR GR (VWDGR GR &HDUi QD VDIUD
2011/2012, distribuiu 3 mil toneladas de sementes de milho híbrido para os agricultores familiares,
TXHUHSUHVHQWRXGRWRWDOGLVWULEXtGR&2
-1$%
2SODQWLRIRLIHLWRSRUPHLRGHVHPHDGXUDPH
-FkQLFD -XPLO 3' FRP VHLV OLQKDV FROR -cando-se de duas a três sementes por cova, a uma profundidade de 2 a 3 cm, perfazendo um total de
SODQWDVSRUSDUFHOD2HVSDoDPHQWRGRFXOWLYR
foi de 0,80 m entre linhas e 0,278 m entre plantas.
$ JHUPLQDomR GR PLOKR RFRUUHX QR VH[WR GLD DSyVRSODQWLR2UHSODQWLRSDUDSUHHQFKLPHQWRGH IDOKDVQDVSDUFHODVIRLH[HFXWDGRXPDVHPDQDGH -pois da germinação, alcançando 15% da área do
H[SHULPHQWR1HVVDRFDVLmRIRUDPUHPRYLGDVDV
mudas que estavam mortas ou defeituosas.
A adubação de fundação foi feita de forma mecânica no momento da semeadura utilizando a
PiTXLQDVHPHDGRUDDGXEDGRUD2DGXERDSOLFDGR IRLRFRPSRVWRGH13.QDSURSRUomRGH
Seguindo a prática tipicamente realizada por pro-dutores da região, foram feitas cinco aplicações de fertirrigação, uma a cada sete dias, na seguinte do-sagem: 17,8 kg de sulfato, sendo alternada com a aplicação de ureia na mesma proporção.
2FRQWUROHGHSODQWDVGDQLQKDVIRLUHDOL]DGRSRU PHLRGDDSOLFDomRGHKHUELFLGDQDiUHDGRH[SHUL -mento, na seguinte frequência: primeira aplicação com 22 dias após a semeadura; e a segunda aplica-ção com 35 dias depois da primeira. Capina
manu-DOIRLUHDOL]DGDQRH[SHULPHQWRTXDQGRQHFHVViULD
no intuito de complementar o controle químico.
2FRQWUROHGDSUDJDODJDUWDGRFDUWXFKRRFRU -reu de forma diferenciada em cada tratamento. No
WUDWDPHQWR6&DSXOYHUL]DomRVHJXLXRFDOHQ
-dário de aplicação de inseticidas empregada tipi-camente pelos produtores da região que consistiu em realizar onze aplicações, sendo uma aplicação
SRUVHPDQD1RWUDWDPHQWR0,3DGRWRXVHR
monitoramento periódico da incidência das pra-gas, sendo a aplicação de inseticida recomendada quando a praga alcançasse o nível de infestação de 20% das plantas. Neste tratamento, foram realiza-das seis aplicações de inseticirealiza-das, tendo a última sido feita de modo preventivo.
2 VLVWHPD GH LUULJDomR HPSUHJDGR QR H[SHUL
-PHQWRIRLGRWLSR³JRWHMDPHQWR´2PLOKRIRLFR -lhido manualmente com dois meses e quinze dias após o plantio, sendo a colheita realizada em três dias consecutivos.
J¹HEOAłJ=J?AEN=@ALNKFAPKO
2VWUDWDPHQWRVGRFXOWLYRGRPLOKRFRQGX]LGRV
sob os dois sistemas de manejo de pragas, conven-cional e MIP, foram considerados, cada um deles, como um projeto de investimento agrícola. Para a
DQiOLVH ¿QDQFHLUD RV SDUkPHWURV WpFQLFRV H HFR
-Q{PLFRVREWLGRVQRH[SHULPHQWRGHFDPSRIRUDP H[WUDSRODGRVSDUDXPDiUHDGHXPKHFWDUHFRQVLGH
-UDQGRRSUHVVXSRVWRGHUHWRUQRVFRQVWDQWHVjHVFDOD $ DQiOLVH ¿QDQFHLUD GH SURMHWRV FRQVLVWH HP FRQVWUXLURVÀX[RVGHHQWUDGDVHVDtGDV¿QDQFHLUDV SDUDDVLWXDomR³VHP´SURMHWR63H³FRP´SURMHWR &32VÀX[RVGHHQWUDGDGHFDL[DVmRIRUPDGRV
pelas receitas anuais que ocorrem ao longo dos 10
DQRVGRKRUL]RQWHGHSODQHMDPHQWR2VÀX[RVGH
saída são formados pelos custos anuais que ocor-rem ao longo da vida do projeto, inclusive os cus-tos de investimento que incidem no ano zero.
Neste estudo, as situações consideradas na
aná-OLVH¿QDQFHLUDIRUDPUHVSHFWLYDPHQWHDVIRUPDV GHFRQWUROHGHSUDJDVUHDOL]DGDVQDSHVTXLVDH[SH
-ULPHQWDODVLWXDomR63±RPLOKRFXOWLYDGRVRER VLVWHPDFRQYHQFLRQDO6&HEVLWXDomR&3±R PLOKRFXOWLYDGRVRER0,30,3$GLIHUHQoDHQ
-WUHRVÀX[RVGHHQWUDGDHGHVDtGDGHFDGDVLWXDomR GiRULJHPDRÀX[RGHFDL[DOtTXLGR2VÀX[RVGH FDL[D OtTXLGRV SHUPLWHP FDOFXODU RV LQGLFDGRUHV GH YLDELOLGDGH ¿QDQFHLUD GRV SURMHWRV TXH SUHV -supõem a implantação da cultura do milho sob as duas formas de controle de pragas, SC e MIP.
2VÀX[RVGHFDL[DLQFUHPHQWDLVVmRFDOFXODGRV SHODVGLIHUHQoDVHQWUHRVÀX[RVGHHQWUDGDVDtGDH OtTXLGRGDVGXDVVLWXDo}HV63H&3(VVHVÀX[RV
YLDELOLGDGH ¿QDQFHLUD SDUD D DGRomR GR 0,3 HP
substituição ao controle convencional na cultura do milho.
2VLQGLFDGRUHVXWLOL]DGRVQDDQiOLVHVmR9DORU 3UHVHQWH/tTXLGR93/D5HODomR%HQHItFLR&XV
-WR 5%& D7D[D ,QWHUQD GH 5H-WRUQR WUDGLFLRQDO 7,5HPRGL¿FDGD7,50$WD[DGHGHVFRQWR XWLOL]DGDSDUDRFiOFXORGRYDORUSUHVHQWHGRVÀX
-[RVGHHQWUDGDHVDtGDIRLGHTXHFRUUHVSRQGH
ao custo de oportunidade do capital.
29DORU3UHVHQWH/tTXLGRVHJXQGR5RXUDH&H
-SHGDpGH¿QLGRFRPRDGLIHUHQoDHQWUHD
soma atualizada de todos os benefícios em relação
DRV FXVWRV H LQYHUV}HV DWXDOL]DGRV ÀX[R OtTXLGR GHFDL[DjWD[DGHGHVFRQWR293/pGDGRSHOD VHJXLQWHH[SUHVVmR
93/ i=0n FCi
(1+r)i
onde:
)&LpRÀX[RGHFDL[DOtTXLGRQRDQR
r é o valor da taxa de desconto.
i é ano ao longo do horizonte de planejamento, sendo i = 0,1,2,...,n;
293/SRGHVHUSRVLWLYRRXQHJDWLYRUHÀHWLQ
-GRDUHODomRHQWUHRVÀX[RVGHHQWUDGDHVDtGDGH FDL[D3DUD¿QVGHWRPDGDGHGHFLVmRDSOLFDVHR VHJXLQWH FULWpULR VH R93/ IRU SRVLWLYR HQWmR R SURMHWRpYLiYHOHGHYHVHUH[HFXWDGRVHR93/
for zero, o projeto encontra-se em seu ponto de
ni-YHODPHQWRHVHR93/IRUQHJDWLYRRSURMHWRp LQYLiYHOHQmRGHYHVHUH[HFXWDGR
$ 5HODomR %HQHItFLR&XVWR %& p GH¿QLGD
pelo quociente entre o valor atual das entradas
H R YDORU DWXDO GDV VDtGDV GHVFRQWDGRV DPERV j PHVPDWD[DGHGHVFRQWR$UHODomR%&SRGHVHU
representada pela seguinte equação:
i=0n
i=0n
%»& Bi / (1+r) i
Ci / (1+r)i
onde:
%Lp%HQHItFLRQRDQR
Ci é Custo no ano ;
r é o valor da taxa de desconto.
i é ano ao longo do horizonte de planejamento, sendo i = 0,1,2,...,n;
3RU PHLR GD UHODomR %& SRGHVH YHUL¿FDU D
viabilidade do projeto, de acordo com o seguinte critério: se a relação B/C for maior do que 1, o projeto é viável; e se a relação B/C for menor do que 1, o projeto é inviável.
$7D[D,QWHUQDGH5HWRUQRpR³YDORUFUtWLFR´GD WD[DGHMXURVGHRSRUWXQLGDGHTXHWRUQDRVÀX[RV DWXDOL]DGRVGDVHQWUDGDVLJXDLVDRVÀX[RVDWXDOL -zados dos custos, fazendo o valor presente líquido
LJXDOD]HUR(PRXWUDVSDODYUDVD7,5PHGHDUHQ
-WDELOLGDGHGRGLQKHLURHPSDWDGRQRSURMHWR$7,5
é dada pela equação:
93/ i=0n FCi =0
(1+r*)i
onde:
FCi RVVDOGRVGRVÀX[RVGHFDL[D
i é ano ao longo do horizonte de planejamento, i = 0,1,2,...,n;;
r p R YDORU GD WD[D GH GHVFRQWR TXH WRUQD R VPL=0.
$7,5SUHVVXS}HTXHRSURMHWRSRGHVHUUHLQ
-YHVWLGRjWD[DLQWHUQDGHUHWRUQRFDOFXODGD9$1 .227(1RTXHUHVXOWDQDVREUHVWLPDWLYD GDWD[DLQWHUQDGHUHWRUQR$7D[D,QWHUQDGH5H
-WRUQRPRGL¿FDGD7,50WHPVLGRXWLOL]DGDSDUD FRUULJLU HVWH SUREOHPD SRLV LQFRUSRUD H[SOLFLWD -mente no cálculo o pressuposto de reinvestimento
6$7<$6$,
$7,50pDWD[DGHUHWRUQRDQXDOPpGLDTXH VHUiREWLGDQRLQYHVWLPHQWRVHRVÀX[RVGHFDL[D
forem reinvestidos ao custo do capital do projeto,
RTXHUHÀHWHPDLVSUHFLVDPHQWHDOXFUDWLYLGDGHGR LQYHVWLPHQWR9$1.227(1
$ 7,50 SRGH VHU FDOFXODGD HP GXDV HWDSDV 3ULPHLURRVÀX[RVGHFDL[D)&iVmRFRQYHUWLGRV HPYDORUHVIXWXURV9))&SDUDR¿QDOGRSHUtRGR GRSURMHWRDXPDWD[DGHMXURVHVSHFt¿FDTXH UHÀLWD R FXVWR GH RSRUWXQLGDGH GR FDSLWDO FRPR
mostrado na seguinte equação:
VFFC i=1n FC i (1+r)
(n-1)
$WD[DGHUHWRUQR7,50OHYDQGRHPFRQVL
VFFC .7,50n
1RFDVRGD7,5RX7,50RSURMHWRpYLiYHOVH DWD[DGHUHWRUQRFDOFXODGDIRUVXSHULRUDRFXVWRGH
oportunidade, neste estudo correspondendo a 8%. Na avaliação de projetos, por se tratar de pro-jeções futuras, as variáveis não são conhecidas com certeza pelo fato de estarem sujeitos a riscos e incertezas. Por esta razão, o comportamento das variáveis como produtividade, preços dos insumos e do produto somente são conhecidos com certa
SUREDELOLGDGH 8PD IRUPD VLPSOHV GH DYDOLDU R
efeito dessas variáveis na viabilidade do projeto é por meio da análise de sensibilidade.
A análise de sensibilidade consiste em promo-ver variações na magnitude de variáveis relevantes que determinam a receita e/ou custo e avaliar seus efeitos sobre a rentabilidade do investimento. Des-ta forma, pode-se ter uma ideia de quais os fatores
GHULVFRHLQFHUWH]DSRGHPDIHWDUVLJQL¿FDWLYDPHQ -te o resultado da análise.
Nesta análise, as variáveis-chaves alteradas na análise de sensibilidade foram o preço de venda e a produtividade do milho, inclusive calculando-se o
YDORUGRSRQWRGHQLYHODPHQWRswitching valueGHV -sas variáveis para as situações SP, CP e Incremental.
29DORUGR3RQWRGH1LYHODPHQWR931pRYDORU GHXPSDUkPHWURTXHWRUQDR93/LJXDOj]HUR3UR
-moveu-se também a mudança simultânea nos valores
GDV5HFHLWDVH&XVWRVFRQVLGHUDGRVGHIRUPDDJUHJD -da, no intuito de medir a sensibilidade da viabilidade
¿QDQFHLUDGRSURMHWRDHVVDVYDULDo}HV
2VÀX[RVGHFDL[DIRUDPFRQVWUXtGRVXWLOL]DQ
-GRDSODQLOKDHOHWU{QLFD([FHOHRVLQGLFDGRUHVGH
viabilidade e análise de sensibilidade foram calcu-lados por meio dos comandos e recursos de simu-lação que o programa dispõe.
4 Resultados e discussão
4.1 Investimento, custos e receitas da cultu-ra do milho
4.1.1 Investimento
2V LQYHVWLPHQWRV GH LPSODQWDomR GR H[SHUL
-PHQWRGHFDPSRIRUDPGDRUGHPGH5
que corresponderam aos custos do sistema de
irri-JDomR7DEHOD2VLVWHPDGHLUULJDomRIRLQHFHV
-ViULRSHORIDWRGRH[SHULPHQWRWHUVLGRFRQGX]LGR GXUDQWHRSHUtRGRVHFRGRDQRDJRVWRDGH]HP
-EUR1DUHJLmRVHPLiULGDDGHPDQGDVD]RQDOGH
água para a cultura do milho é maior do que em outras regiões, principalmente durante o período
GHGHPDQGDGHSLFRTXHRFRUUHQDVIDVHVGHÀRUHV
-FLPHQWRHHQFKLPHQWRVGRVJUmRV$1'5$'(HW DO
7DEHOD±&URQRJUDPDGHLQYHUV}HVUHLQYHUV}HVHGHVLQYHVWLPHQWRV)LQDQFHLUR
Discriminação Vida Útil
(anos) Unid.
Custo unitário (R$)
Inversão/Reinversões Desinvestimento
Ano 10
Ano 0 Ano 6 Ano 8
Canos/mangueira 8P -
*RWHMDGRUHVHRXWURV 8 8P 1.230,00 1.230,00 - 1.230,00
727$/ 7.180,00 7.180,00 1.230,00
)RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVGDGRVGDSHVTXLVD
2VFXVWRVGHLQYHVWLPHQWRIRUDPFODVVL¿FDGRV
em duas categorias: canos/mangueira; e
goteja-GRUHV H RXWURV 2 SULPHLUR IRL GD RUGHP GH 5
TXHFRUUHVSRQGHXDRVFXVWRVGRVFRP
-ponentes do sistema de irrigação por gotejamen-to tais como cano principal, canos de derivação e mangueiras de polietileno, cujas reinversões
ocor-UHUDPQRVH[WRDQR
2VHJXQGRQRYDORUGH5HQYROYHX
as despesas com chulas, tampão de rosca, curva redução, anel de borracha, adaptador bolsa soldá-vel, iniciais de linha. Nessa categoria, incluiu-se
também o custo do pulverizador costal manual,
QRYDORUGH5(VVHVFRPSRQHQWHVIRUDP
reinvestidos no oitavo ano.
2V HTXLSDPHQWRV GH LUULJDomR GHSUHFLDUDPVH
ao longo da vida do projeto, sendo os mesmos
VXEVWLWXtGRVDR¿QDOGHVXDYLGD~WLO3RURFDVLmR GDYLGD~WLOGHDOJXQVFDSLWDLVWHUH[FHGLGRRKRUL -zonte de planejamento, consideraram-se os
desin-YHVWLPHQWRVGHVVHVFDSLWDLVQRYDORUWRWDOGH5 WHQGRDDPRUWL]DomRVLGRFDOFXODGDSHOR
4.1.2 Custos operacionais
2VFXVWRVRSHUDFLRQDLVHQYROYLGRVQDSURGXomR
do milho para a situação SP, milho cultivado sob
R VLVWHPD FRQYHQFLRQDO 6& IRUDP SUHSDUR GR VRORHSODQWLRLQVXPRVWUDWRVFXOWXUDLVH¿WRVVDQL
-WiULRVHFROKHLWD7DEHOD
No município de Limoeiro do Norte, no
perío-GRGHH[HFXomRGRH[SHULPHQWRRYDORUGDGLiULD
GRDOXJXHOGDPiTXLQDHUD5SDUDRSUHSD
-URGRVRORH5SDUDRSODQWLRVHPHDGXUD HDGXEDomR2SUHoRGDVDFDGHNJGDVHPHQ
-WHGHPLOKRKtEULGR$*FXVWDYD5
sendo necessário para a semeadura de um hectare,
NJGHVHPHQWHV3DUDDDGXEDomRGHIXQGDomR IRL XWLOL]DGD NJKD GH DGXER 13. SRUFLFORTXHFXVWRX5
7DEHOD±&XVWRVRSHUDFLRQDLVDQXDLVFLFORVGHSURGXomRGHXPKHFWDUHGHPLOKRKtEULGR$* VRERVLVWHPDGHSURGXomRFRQYHQFLRQDOHPDQHMRLQWHJUDGRGHSUDJDVQD8HSH/LPRHLURGR 1RUWH&(
Discriminação Unid. Preço
(R$)
SC MIP Relação
SC/MIP
Quant. Valor (R$) Perc.(%) Quant. Valor (R$) Perc. (%)
1. Preparo Solo/
Plantio - - - - 4,2% 1,000
5RoDJHPDUDomR tr/h 120,00 1 120,00 0,7% 1 120,00 0,8% 1,000
*UDGDJHPFDODJHP tr/h 120,00 1 120,00 0,7% 1 120,00 0,8% 1,000
Semeadura/adubação tr/h 100,00 4 400,00 2,3% 4 400,00 1,000
2. Insumos - - - - 7.817,42 51,0% 1,188
Semente kg 18,40 7,7% 1,000
$GXERIXQGDomR kg 1,84 1.200 2.208,00 1.200 2.208,00 14,4% 1,000
Sulfato kg 1,00 800 800,00 800 800,00 5,2% 1,000
8UHLD kg 1,55 1.200 1.200 12,1% 1,000
Inseticida ml 4 3.054,08 17,4% 2 1.588,12 10,4%
Água mil m3 8,35 22 183,70 1,0% 22 183,70 1,2% 1,000
3. Tratos Culturais/
)LWRVV - - - - 1,110
Mão de obra diária 88 18,2% 23,2%
Capina manual diária 10,42 1.000,32 5,7% 1.000,32 1,000 Pulverização diária 50,00 44 2.200,00 12,5% 24 1.200,00 7,8% 1,833
4. Colheita mil 11,00 7,0% 101,1 1.112,10 7,3%
727$/ - - - 17.542,82 100,0% - 15.333,12 100,0% 1,144
)RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVGDGRVGDSHVTXLVD No município de Limoeiro do Norte, a diária da mão de obra empregada na agricultura era de
5HQWUHWDQWRWUDWDQGRVHGRDSOLFDGRUGH GHIHQVLYRV DJUtFRODV D GLiULD FRUUHVSRQGLD D 5
50,00. Já a mão de obra empregada na colheita do milho foi calculada pelo número de espigas
colhi-GDVVHQGRSDJRDRWUDEDOKDUUXUDORYDORUGH5
11,00 por milheiro.
2FXVWRRSHUDFLRQDOWRWDOGRVLVWHPDGHSURGX
-omRFRQYHQFLRQDOIRLGH5KDDQRRX 5KDFLFOR7DEHOD2VLQVXPRVTXH
mais pesaram no custo operacional foram o con-trole de pragas, incluindo as despesas com inse-ticidas e pulverização, correspondendo a 30% do total. Também pesaram nos custos as despesas
FRPPmRGHREUDDGXEDomRGHIXQGDomR HIHUWLUULJDomR(QWUHDVFDWHJRULDVGHFXV
-WRVRVLQVXPRVVHPHQWHVDGXEDomRHIHUWLUULJD
-omRFRUUHVSRQGHUDPDDSUR[LPDGDPHQWHGRV
custos operacionais.
2VFXVWRVRSHUDFLRQDLVGR0,3VHGLIHUHQFLD -ram do SC em função da diminuição no montante
GRVFXVWRVFRPLQVXPRVHWUDWRVFXOWXUDLVH¿WRVVD -nitários, particularmente aqueles relacionados ao
FRQWUROHGHSUDJDVLQVHWLFLGDVHSXOYHUL]DomR1R
período de um ano, os custos com insumos e tratos
FXOWXUDLVH¿WRVVDQLWiULRVGRVLVWHPDFRQYHQFLRQDO
foram, respectivamente, 18,8% e 11% maiores do
TXHDTXHOHVREVHUYDGRVQR0,32VGHPDLVFXVWRV
mantiveram-se iguais, como mostra a relação SC/ MIP na última coluna da Tabela 2. No total, o custo
RSHUDFLRQDOGDFXOWXUDGRPLOKRVRER0,3IRL5 KDDQRRX5KDFLFORVHQGR
(VVHVFXVWRVPRVWUDUDPVHFRQVLGHUDYHOPHQWH
maiores do que aqueles estimados por empresas de
SHVTXLVDDJURSHFXiULDHHPWUDEDOKRFLHQWt¿FR $(PSUHVDGH3HVTXLVD$JURSHFXiULDH([WHQ
-VmR 5XUDO GH 6DQWD &DWDULQD (SDJUL HVWLPRX R
custo de produção do milho utilizando tecnologia
GHQtYHODOWRHPpGLRVHQGR5KDFLFOR H5KDFLFORUHVSHFWLYDPHQWH(3$*5,,
2 ,QVWLWXWR 0DWR*URVVHQVH GH (FRQRPLD $JURSHFXiULD,PHDHVWLPRXRFXVWRGHSURGXomR GH PLOKR VDIUD QR 1RUGHVWH HP 5 KDFLFORQRTXDOIRLLQFOXtGRRVFXVWRVYD
-ULiYHLV¿[RVHUHQGDGRIDWRUWHUUD,0($ 6LOYDHWDOHVWLPRXRFXVWRWRWDOGHSUR -dução do milho de sequeiro, com base em uma amostra de 20 agricultores dos municípios de
,JXDW~0LODJUHVH&DSLVWUDQRHP5KD FLFORRX5KDFLFORHPYDORUHVGRDQR --base 2015.
Desta forma, observa-se que os custos de pro-dução do milho variam consideravelmente no
%UDVLOHUHÀHWHPDWHFQRORJLDGHSURGXomRTXDQWL -dades e preços dos insumos empregados, os
com-ponentes de custos considerados, e, principalmen-te, se o cultivo é conduzido em caráter produtivo
RXH[SHULPHQWDO
4.1.3 Produção e receita do milho
No período do estudo, o preço de venda do mi-lho produzido sob a forma convencional, no portão
GDID]HQGDHUD5PLOKHLURQRDistrito de
,UULJDomR-DJXDULEH$SRGL'LMDQRmunicípio de
/LPRHLURGR1RUWH(QWUHWDQWRR%ROHWLP,QIRUPD -tivo Diário do Sistema Nacional de Informação de
0HUFDGR$JUtFROD GR PXQLFtSLR GH 7LDQJXi&(
datado do dia 25 de março de 2015, registrava o
SUHoRPtQLPRGRPLOKRYHUGHD5SRU HVSLJDVRX5SRUXQLGDGHV&($
-6$ VHQGR HVWH DSUR[LPDGDPHQWH
maior do que preço do milheiro praticado na área de estudo. Nesta análise, decidiu-se por adotar o
SUHoR GR PLOKR SUDWLFDGR QD iUHD GH HVWXGR 5
200,00/milheiro, por ser este o mais conservador.
A Tabela 3 apresenta o preço, produção e recei-ta brurecei-ta da cultura do milho sob os dois sistemas de controle de pragas.
7DEHOD±3UHoRSURGXomRHUHFHLWDEUXWDSRUKHFWDUHDQRGHPLOKRKtEULGR$*VRE6&H0,3QD 8HSH/LPRHLURGR1RUWH&(
Cultura Preço
(R$/milheiro)
Produção Receita Bruta
(R$/ha.ano) espigas/ha.ciclo kg/ha.ciclo1 espigas/ha.ano2
SC 200,00 27.714,51 110.858,04
MIP 200,00 20.220,83
)RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVGDGRVGDSHVTXLVD 1RWD$GRWRXVHRSHVRPpGLRGHXPDHVSLJDGHJUDPDV
DSURGXomRDQXDOGHPLOKRFRQVLGHURXTXDWURFLFORVGHFXOWLYRSRUDQR
A produção do milho por ciclo sob o siste-ma convencional foi 27.714,51 espigas/ha ou
HVSLJDVDQRTXHFRUUHVSRQGHXjUHFHL
-WD EUX-WD DQXDO GH 5 KD 7DEHOD $
produção de milho sob o MIP foi 8,8% menor do que no sistema convencional, ou seja, foram
co-OKLGDV HVSLJDVKDFLFOR RX
espigas/ha.ano, que gerou a receita bruta anual de
5
(VVDGLVFUHSkQFLDQRVUHQGLPHQWRVGDFXOWXUD
do milho sob os dois sistemas de controle de
pra-JDVSRGHVHUH[SOLFDGDFRPEDVHQDDQiOLVHGDV
variáveis de rendimento da espiga e do sabugo,
TXHDSUHVHQWDUDPGLIHUHQoDVVLJQL¿FDWLYDVHQWUH RVWUDWDPHQWRVDRQtYHOGH(VVHpXPLQGL -cativo de que o sistema convencional promoveu
ganhos de produtividade na cultura do milho
nes-VHH[SHULPHQWR
No estado do Ceará, a produtividade do milho, medida em hectare/ano, varia
consideravelmen-WHHPIXQomRGRDQRGDVDIUD6LOYDHWDO
relatou a produtividade do milho, de 544 kg/ha
HP1RSHUtRGRVHJXQGRD&R
-QDEDPpGLDGDSURGXWLYLGDGHDQXDOIRLGH
1.001 kg/ha.
Convertendo a produtividade de espigas para quilogramas, utilizando o peso médio da espiga de 72 gramas, tem-se que as produtividades do milho sob o sistema convencional e o manejo integrado
aquelas registradas no Ceará, o que pode ser
atri-EXtGRDRFDUiWHUH[SHULPHQWDOGRFXOWLYR
!AIKJOPN=PERKO@KOŃQTKO@A?=ET= atualizados
$7DEHODDSUHVHQWDRGHPRQVWUDWLYRGRVÀX
-[RVDWXDOL]DGRVGHHQWUDGDVDtGDHOtTXLGRGDVVLWX
-Do}HV63&6&30,3H,QFUHPHQWDOGDFXOWXUD GRPLOKR2VÀX[RVGHFDL[DOtTXLGRWRWDLVGDVVL
-tuações que representaram a implantação da cultu-ra do milho sob o sistema convencional e manejo integrado de pragas mostraram-se positivos. Isto
VLJQL¿FD TXH HP YDORUHV SUHVHQWHV D VRPD GRV ÀX[RVGHVDtGDIRLPDLRUGRTXHDVRPDGRVÀX[RV GHHQWUDGDTXDQGRGHVFRQWDGRVjWD[DGHDR
longo dos dez anos de vida do projeto, tanto do projeto do milho cultivado sob o sistema conven-cional quanto sob o manejo integrado de pragas.
7DEHOD±'HPRQVWUDWLYRGRVÀX[RVGHHQWUDGDHVDtGDGHFDL[DDWXDOL]DGRVSDUDXPKHFWDUHGHPLOKRQR VLVWHPDGHSURGXomRFRQYHQFLRQDO6&HPDQHMRLQWHJUDGRGHSUDJDV0,3QD8HSH/LPRHLUR GR1RUWH&(
FC1 ANO
0 1 2 3 4 5
1. Situação SP (SC)
)(2 0,00
)63 7.180,00
)&/4± -7.180,00 3.148,03
2. Situação CP (MIP)
)( 0,00
)6 7.180,00 13.148,75 12.174,77
)&/± -7.180,00 4.522,34 3.877,18
3. Incremental
)(,5 0,00 -1433,88
3.2. )6,± 0,00
3.3. )&,7± 0,00 221,74 205,32
FC1
4. Situação SP (SC)
)(2
)63 10.144,15 8.777,43 0,00
)&/4± 1.834,48
5. Situação CP (MIP)
)( 12.742,55 10.115,45
)6 13.414,23 0,00
)&/± 2.443,28
6. Incremental
)(,5 0,00
6.1. )6,± 0,00
6.2. )&/,7± 0,00
)RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVUHVXOWDGRVGDDQiOLVH 1RWD)& ÀX[RVGHFDL[D
)OX[RGH(QWUDGD )OX[RGH6DtGD )OX[RGH&DL[D/tTXLGR )OX[RGH(QWUDGD,QFUHPHQWDO )OX[RGH6DtGD,QFUHPHQWDOH )OX[RGH&DL[D,QFUHPHQWDO
2WRWDOGRVÀX[RVGHFDL[DOtTXLGRGDVLWXDomR &3 0,3 IRL PDLRU GR TXH D VLWXDomR 63 6&
demonstrando que o total dos benefícios líquidos
situações assumindo que nenhuma atividade
esta-YDVHQGRH[HFXWDGDQDiUHDOLQKDGHUHIHUrQFLD
A situação incremental que propõe a
substi-WXLomRGRVLVWHPDFRQYHQFLRQDO6&SHORPDQHMR LQWHJUDGR GH SUDJDV 0,3 QR FXOWLYR GR PLOKR DSUHVHQWRXRWRWDOGRVÀX[RVGHFDL[DOtTXLGRLQ -cremental positivo, porém, este valor positivo não
VLJQL¿FDYLDELOLGDGH¿QDQFHLUDGDPXGDQoDGHWHF
-QRORJLD,VWRSRUTXHSHORIDWRGRVWRWDLVGRVÀX[RV
de entrada e saída incrementais terem sido
nega-WLYRVDGLIHUHQoDHQWUHHVVHVYDORUHV)(,±)6,
mensura quanto o custo incremental foi maior do que a receita incremental, sinalizando que a subs-tituição do SC pelo MIP na cultura do milho é
in-YLiYHO¿QDQFHLUDPHQWH
(VVHVUHVXOWDGRVIRUDPFRQ¿UPDGRVSHORVLQGL
-FDGRUHVGHYLDELOLGDGH¿QDQFHLUDFRPRPRVWUDGRV
pela Tabela 5.293/GDVLWXDomR636&IRL5
HQTXDQWRR93/GDVLWXDomR&30,3
IRL 5 TXDQGR RV ÀX[RV GH HQWUDGDV
HVDtGDVGHDPERVRVFHQiULRVVmRGHVFRQWDGRVj WD[DGHGHVFRQWRGH8WLOL]DQGRDPHVPDWD[D GHGHVFRQWRR93/GDVLWXDomRLQFUHPHQWDOIRL5
SRUpPSHORIDWRGRVÀX[RVGHHQWUDGDH
saída incrementais terem sido negativos, este valor representa o valor absoluto atualizado do prejuízo obtido pelo projeto que retrata a substituição do sistema convencional de controle de pragas pelo manejo integrado na cultura do milho.
7DEHOD±,QGLFDGRUHVGHYLDELOLGDGH¿QDQFHLUDGDFXOWXUDGRPLOKRSDUDXPKHFWDUHVRE6&H0,3QD 8HSH/LPRHLURGR1RUWH&(
Indicadores Unidade SC MIP INCREMENTAL
93/ 5
B/C un. 1,18 nc1
7,5 % nc
7,50 % 22,7% 23,5% nc
)RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVUHVXOWDGRVGDDQiOLVH 1RWDQFVLJQL¿FD³QmRFDOFXODGR´
A relação B/C das situações SP e CP foram maiores do que a unidade, indicando que a soma
GRVÀX[RVGHHQWUDGDIRLPDLRUGRTXHDVRPDGRV ÀX[RVGHVDtGD(VVHLQGLFDGRUQmRIRLFDOFXODGR SDUDDVLWXDomRLQFUHPHQWDOSHORIDWRGHVVHVÀX[RV
serem negativos.
3RU ~OWLPR D 7,5 H 7,50 IRUDP FDOFXODGDV
apenas para a situação SP e CP, os quais assumi-ram valores maiores do que o custo de
oportunida-GHGRFDSLWDO$7,50GDVLWXDomR63H&3
foram 22,7% e 23,5%, respectivamente, indicando que a cultura do milho tanto sob o SC quanto o MIP apresentaram retornos do capital investidos bastante satisfatórios.
6LOYDHWDOHVWXGDQGRDSURGXomRGRPL
-lho híbrido de sequeiro no estado do Ceará, encon-trou que os agricultores da amostra apresentaram
tQGLFHGHOXFUDWLYLGDGHGHTXHUHSUHVHQWD
o percentual da receita bruta que o agricultor dis-põe depois de subtraídos os custos operacionais.
%UDQGmR HW DO DYDOLDQGR R GHVHPSHQKR SURGXWLYRHHFRQ{PLFRGHPLOKRVKtEULGRVHQFRQ -trou que seus índices de lucratividade variaram
en-WUHRPtQLPRGHHRPi[LPRGH
(PERUD tQGLFHV GH OXFUDWLYLGDGH QmR WHQKDP
sido estimados para os cenários investigados, os indicadores de viabilidade calculados neste estudo parecem apoiar os resultados apresentados acima.
4.3 Análise de sensibilidade
Como parte da análise de sensibilidade, os
va-ORUHVGRSRQWRGHQLYHODPHQWR931IRUDPFDOFX -lados para o preço de venda e a produtividade do milho sob os dois sistemas de controle de pragas.
$7DEHODPRVWUDRVUHVXOWDGRVGDDQiOLVHGRVYD -lores do ponto de nivelamento.
Para a situação SP, o preço do ponto de
nive-ODPHQWR31GRPLOKRIRLGH5PLOKHLUR 7DEHOD'DPHVPDIRUPDDSURGXWLYLGDGHGR
PN do milho sob o SC foi de 23.483,28 espigas/
KDFLFOR(VVDVPXGDQoDVQRSUHoRRXSURGXWLYL -dade representam um declínio de 15,3% sobre os
YDORUHVRULJLQDLV92
3DUDDVLWXDomR&3R931GRSUHoRHSURGXWLYL
-GDGHGRPLOKRIRUDPUHVSHFWLYDPHQWH5
milheiro e 20.721,51 espigas/ha.ciclo, correspon-dendo a um declínio de 18% sobre os valores
GRPLOKRVRER0,3IRLPHQRVVHQVtYHOjVYDULD -ções no preço e produtividade, portanto, sendo
PDLVUREXVWDDRVULVFRVWpFQLFRHHFRQ{PLFRTXDQ -do compara-do ao sistema convencional de cultivo.
7DEHOD±9DORURULJLQDOHYDORUGRSRQWRGHQLYHODPHQWRswitching valueGRSUHoRHSURGXWLYLGDGHGD
FXOWXUDGRPLOKRSDUDXPKHFWDUHVRE6&H0,3QD8HSH/LPRHLURGR1RUWH&(
Situação/Variáveis Unidade VO1 VPN2 Variação (%)
Situação SP (SC)
Preço de venda do milho 5PLO 200,00
-15,3% Produtividade espigas/ha.ciclo 27.714,51 23.483,28
Situação CP (MIP)
Preço de venda do milho 5PLO 200,00
-18%
Produtividade espigas/ha.ciclo 20.721,51
Incremental
Preço de venda do milho 5PLO 200,00 202,33
Produtividade do SC espigas/ha.ciclo 27.714,51 28.037,81
Produtividade do MIP espigas/ha.ciclo -1,3%
)RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVUHVXOWDGRVGDDQiOLVH 1RWD9DORURULJLQDO
9DORUGHPXGDQoDRX6witchingValue
Dprodutividade, medida em kg/ha, foi calculada utilizando o pelo médio da espiga de 72 g/espiga.
3DUDDVLWXDomRLQFUHPHQWDOR931GRSUHoR GRPLOKRIRL5PLOKHLURRTXHLQGLFDTXH
o preço deve aumentar 1,2% ao ponto de tornar o
93/GDVLWXDomRLQFUHPHQWDOLJXDOD]HUR
-iR931GDSURGXWLYLGDGHGRPLOKRIRLFDO -culado de duas formas: primeiro, mantendo cons-tante a produtividade do milho sob MIP e varian-do a produtividade varian-do milho sob o SC; segunvarian-do, mantendo constante a produtividade do milho sob SC e variando a produtividade do milho sob MIP.
1R SULPHLUR FDVR R931 IRL KDFLFOR HQTXDQWRQRVHJXQGRFDVRR931IRL KDFLFOR,VWRVLJQL¿FDTXHR93/LJXDO]HURpRE -tido quando a diferença entre as produtividades
GHVVHVGRLVFHQiULRVIRUGHHVSLJDVFLFOR 2FRQWUROHGHSUDJDVGDFXOWXUDGHPLOKRWHYHXP
peso considerável nos custos operacionais no siste-ma convencional, representando 30% dos custos. No sistema MIP, esses insumos corresponderam a
GRVFXVWRVRSHUDFLRQDLV2GHFOtQLRGDSDUWL -cipação dessa categoria de insumos no custo
opera-FLRQDOGR0,3IRLDFRPSDQKDGRWDPEpP SRUXPDTXHGDQDUHFHLWDRTXHHOLPLQRX
parcialmente a vantagem comparativa dessa tecno-logia com relação ao sistema convencional.
)LQDOPHQWH D DQiOLVH GH VHQVLELOLGDGH GD YD -riação simultânea nas receitas e custos incremen-tais, em termos agregados, é mostrada na Tabela
2EVHUYDQGRVHDWDEHODGXDVUHJL}HVVmRLGHQ
-WL¿FDGDVDUHJLmRFRP93/LQFUHPHQWDOSRVLWLYR
PDUFDGDGHFLQ]DHEUHJLmRFRP93/LQFUH
-mental negativo. A primeira região abrange os
ce-QiULRVHPTXHDYLDELOLGDGH¿QDQFHLUDpIDYRUiYHO
ao milho sob CS, enquanto a segunda região
cor-UHVSRQGHDRVFHQiULRVHPTXHDYLDELOLGDGH¿QDQ -ceira é favorável ao milho sob MIP.
2EVHUYDVHTXHTXDQGRRVFXVWRVLQFUHPHQWDLV
crescem, mantendo-se a receita incremental
cons-WDQWHR93/LQFUHPHQWDOSDVVDGHYDORUQHJDWLYR
para positivo, ou seja, o custo operacional da situ-ação SP passa a ser maior do que o da situsitu-ação CP.
7DEHOD±9DORUSUHVHQWHOtTXLGRLQFUHPHQWDOFDOFXODGRHPIXQomRGDPXGDQoDVLPXOWkQHDQRVÀX[RVGH HQWUDGDHGHVDtGDLQFUHPHQWDLVGRPLOKRVRE6&H0,3QD8HSH/LPRHLURGR1RUWH&(
Valor Presente Líquido (R$) Variação no FSI2
1,00 1,05 1,10 1,15 1,20 1,25 1,30 1,35
Variação na FEI1
1,00 -212,23 -821,55 -2.040,18
-2.730,28
235,51 -373,81 -2.201,75 -3.420,37
0,85 -2.282,53 -4.110,47
0,80 -1.754,00 -4.800,57
0,75 -2.444,10 -3.053,42 -4.272,04
0,70 -3.134,20 -3.743,52 -4.352,83
-3.824,30
-4.514,40 -5.123,71 -5.733,03 -8.170,28 )RQWHHODERUDGDSHORVDXWRUHVFRPEDVHQRVUHVXOWDGRVGDDQiOLVH
1RWD)OX[RGHHQWUDGDLQFUHPHQWDO )OX[RGHVDtGDLQFUHPHQWDO
5 Conclusões
&RPEDVHHPGDGRVGHSHVTXLVDH[SHULPHQWDO HVWHDUWLJRDYDOLRXDYLDELOLGDGH¿QDQFHLUDGDFXO -tura do milho conduzida sob dois sistemas de con-trole de pragas- convencional e manejo integrado.
2V UHVXOWDGRV PRVWUDUDP TXH DPERV RV VLVWHPDV SURGXWLYRV IRUDP YLiYHLV ¿QDQFHLUDPHQWH WHQGR
a cultura do milho sob o MIP apresentado maior
UHWRUQR¿QDQFHLURGRTXHRPLOKRVRERVLVWHPD
convencional. Porém, para o agricultor que já pro-duzia milho sob o sistema convencional, a adoção do manejo integrado de pragas não se mostrou
vi-iYHOGRSRQWRGHYLVWD¿QDQFHLUR
Com base na análise de sensibilidade, a cultu-ra do milho sob o MIP apresentou-se ligeicultu-ramente mais robusta a variações no preço e produtividade do milho do que o milho sob o sistema convencio-nal, estando mais apta a suportar variações em pa-râmetros que determinam os riscos técnico e
eco-Q{PLFR GHVVD FXOWXUD 2EVHUYRXVH WDPEpP TXH
a viabilidade do manejo integrado de pragas pelo agricultor depende do aumento no preço de venda ou da produtividade do milho em níveis considera-velmente maiores do que aqueles observados nas
FRQGLo}HVGDSHVTXLVDH[SHULPHQWDO
Portanto, os resultados sinalizam que a viabili-dade do manejo integrado de pragas depende não apenas da melhoria nas práticas de manejo que re-sultem em aumentos de produtividade do milho, mas também da valorização mercadológica do mi-lho produzido por essa tecnologia.
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