• Uma bomba peristáltica
• Uma válvula de injeção – duas posições • reator (bobina de reação)
• Detector com cela de fluxo
Sistema de Linha Simples
http://www2.iq.usp.br/docente/jcmasini/disciplina/QFL5716/ http://www.flowinjectiontutorial.com/
Dispersão da Zona de Amostra
Dispersão
Detecção
Lavagem
Injeção
Detector
DISPERSÃO AXIAL X RADIAL
COEFICIENTE DE DISPERSÃO (D)
D=C
0/C
maxC0= concentração original da amostra Cmax= concentração do elemento de fluido de máxima concentração após o processo de dispersão
Para um detector espectrofotométrico:
D =A
0/A
maxA0= Absorbância da amostra não dispersa Amax= Absorbância lida no máximo de pico
D = 2 significa que a amostra foi diluída na razão de 1:1 com o fluido transportador
D pode ser determinado para qualquer elemento de fluido da zona de amostra e não apenas para o correspondente ao máximo do pico
COEFICIENTE DE DISPERSÃO
LIMITADA
: D = 1 – 2
MÉDIA
: D = 2 – 10
DISPERSÃO LIMITADA
Para obter dispersão limitada, injeta-se um volume de amostra elevado, diminui-se o comprimento da bobina de reação/diluição e diminui-se o diâmetro interno do tubo.
Dispersão limitada é usada para:
•Medidas de pH ou de condutividade •Medidas amperométricas •Injeção automatizada em instrumentos de absorção atômica, fotometria de chama ou ICP
Geralmente usada em análises que não envolvem reação química em solução antes da detecção
DISPERSÃO MÉDIA
Para obter dispersão média: • incorpora-se uma bobina de diluição/mistura (ou ajusta-se seu comprimento)
•Insere-se um ponto de confluência •Ajusta-se o volume de amostra injetado
Em um sistema de dispersão média obtém-se um típico sinal de FIA em que a concentração máxima (Cmax)
corresponde a 10 – 50% da concentração original (C0)
É usada principalmente quando é necessário introduzir um
reagente para gerar um produto detectável – típico para
medidas espectrofotométricas
DISPERSÃO ELEVADA
Para obter dispersão elevada: • Diminua o volume de amostra injetada
•Aumente o volume do reator, com possível inclusão de câmara de diluição Gera elevada diluição da amostra, de modo que Cmax< 0.1 C0
Utilizada para analisar amostras concentradas,
acomodando C
maxdentro da faixa de resposta linear do
detector
PROTOCOLO DE OTIMIZAÇÃO
Volume de amostraTempo de Reação Concentração de reagentes
São os parâmetros mais importantes para o desenvolvimento de um método analítico por FIA, pois influenciam diretamente o limite de detecção, a sensibilidade e a freqüência analítica.
Coeficiente de Dispersão, D Tempo de Residência, T
Orientam a otimização dos sistemas de análise por injeção em fluxo
O volume de amostra necessário para se atingir 50 % do estado estacionário depende do volume e geometria do canal entre o injetor e o detector. Depende também do volume da cela de fluxo
Injeção de corante em tubo com 0.5 mm I.D. tubing, 20 cm de comprimento, vazão de 1,5 mL/min em um sistema de linha simples.
Aumento do volume de amostra injetada aumenta altura de pico até um certo limite (D ~ 1, volume infinito)
Até D=2 (em um sistema de linha simples), a altura de pico aumenta linearmente com o volume de amostra.
O volume de amostra é um parâmetro fundamental na otimização de protocolos FIA. Permite: • Ajuste de sensibilidade e limite de detecção
• Identificação da faixa de resposta linear do detector • Diluição automática da amostra
O volume de amostra em sistemas FIA manuais é alterado trocando-se as alças de amostragem do injetor
K = constante; n = Sv/S1/2;
S1/2= volume de amostra para atingir 50% do estado estacionário (D=2) Injetando 2S1/2→ 75% de C0→ D = 1,33 Injetando 7S1/2→ 99,2% de C0→ D = 1,008 max 0 max / 1 2 1 ) 693 , 0 exp( 1 ) exp( 1 kSv n D C C n = − = − − = − − =
Alterar o volume de amostra é um modo eficiente
para manipular a dispersão e, por consequência, a
sensibilidade e o limite de detecção. Aumento do
volume de amostra aumenta a sensibilidade e o limite
de detecção
(desde que a zona de amostra receba
quantidade de matéria de reagente apropriada)
.
Diluição de amostras concentradas é possível
diminuindo-se drasticamente o volume de amostra
REGRA 1
2
)
5
,
0
(
d
Sv
π
θ
=
θ = Dimensão que o volume de amostra (Sv) ocupa no canal do fluxo, com diâmetro d
Se d é reduzido pela metade, o mesmo Sv ocupará uma distância θ 4 x maior – Restringe o contato da porção central da zona de amostra com a solução transportadora
Exemplo: injeção de 100 µµµLµ
Ocupa 12,7 cm de um tubo de 1 mm de d.i. Ou
50,95 cm de um tubo com 0,5 mm de d.i.
REGRA 2
Dispersão limitada é obtida injetando um volume de
amostra de 1 S
1/2em um sistema constituído por um
canal (bobina de reação) curto e de pequeno
diâmetro
Canais estreitos:
Economia de reagente – química verde Aumento da frequência de amostragem
Aumento da impedância hidrodinâmica – aumento de pressão no sistema Facilidade de entupimento por partículas
Compatibilizar com a cela de fluxo
Típico → 0,50 mm D.I., Dispersão média a elevada → 0,75 a 1 mm Baixa Dispersão → 0,3 mm
Altura de pico, tempo de residência,
comprimento do canal e vazão
Q
V
F
L
Q
L
d
T
(
/
2
)
/
/
r/
2=
=
=
π
T =Tempo de residência médio
L= comprimento do tubo (entre o injetor e o detector) Q = vazão
F=Velocidade linear de fluxo Vr=volume do reator
Influência do comprimento da bobina na altura de pico e em D após injeção de 60 µµµL de amostra, 0,5 mm D.I., µ Vazão = 1,5 ml/min. Corante injetado em transportador inerte em sistema de linha simples
Dispersão, tempo de residência,
comprimento do canal e vazão
v r
T
S
D
d
D
max=
[
2
π
3/2(
/
2
)
2 1/2 1/2]
/
Dr = dispersão radialDmax, para Dmax> 2, diminui linearmente com o aumento de Sv, ou seja, a altura de pico aumenta proporcionalmente com Sv
Embora o decréscimo na altura de pico e o alargamento do pico diminuam em relação a distância percorrida, o aumento de L pode não ser vantajoso acima de uma dado limite – Dispersão elevada e baixa frequência de amostragem. Em vez de se aumentar L (Vr) pode-se diminuir a vazão e manter L com as dimensões definidas por razões práticas – comprimento das conexões entre injetor e bobina e desta com o detector – solução de compromisso. Sistemas típicos: L = 10 a 100 cm, com d = 0,5 mm. Ajusta-se T em ~ 20 – 30 s controlando-se a vazão. Maiores valores de T são obtidos por bombeamento intermitente
Dispersão, tempo de residência,
comprimento do canal e vazão
Coeficiente de dispersão em função de diferentes períodos de parada de fluxo. Em b, c e d o fluxo é parado após 5,5 s da injeção por períodos de 10, 20 e 30 s, respectivamente
REGRA 3
A dispersão da zona de amostra aumenta com a raiz quadrada da distância percorrida através da linha de fluxo e diminui com o decréscimo da vazão. Se é preciso diminuir a dispersão e aumentar o tempo de residência, as dimensões do tubo devem ser minimizadas e a vazão diminuída.O modo mais efetivo de aumentar o tempo de residência e evitar dispersão elevada é injetar a amostra no fluxo, pará-lo, e retomar o bombeamento após tempo adequado
Altura de Pico e Geometria do Canal
Sistema com câmara de mistura/diluição
ou
Onde C = concentração da amostra após um tempo t da injeção, Vm= volume da
câmara
Para t = 0 s, C = Cmax= C0S v/Vm t1/2= 0,693 Vm/Q t1/2= tempo necessário para C cair a C/2 4 t1/2ou 2,8 Vm/Q necessários para o sinal voltar a 6% do pico
Se o volume da amostra é muito menor do que o volume da câmara, e se a amostra é instantaneamente homogeneizada e misturada na solução no interior da câmara, valem as relações:
REGRA 4
Qualquer sistema de fluxo contínuo contendo uma
câmara de mistura gera elevada dispersão e baixa
sensibilidade de medida em relação a uma sistema
sem esse tipo de câmara. Diminui a frequência de
amostragem, a menos que se aumente a vazão.
Consequência: elevado consumo de reagente.
Pode ser usado para grandes diluições amostras
concentradas
DISPERSÃO E GEOMETRIA
Tubo Reto Bobina Helicoidal Bobina Enovelada Empacotada com esferas de vidro Bobina enovelada suportada em armaçãoMudanças bruscas na direção do fluxo aumentam a transferência de massa radial. Este efeito é amplificado aumentando-se a velocidade linear de fluxo. Em um tubo retosob regime de fluxo laminar, a transferência de massa radial é muito lenta, sendo promovida apenas por difusão. Enrolando o tubocom geometria de bobina helicoildalse promove o aparecimento de fluxos secundários na direção radial, o que é ainda mais acentuado no reator enovelado
por causa das mudanças bruscas e aleatórias da direção do fluxo. Bobinas montadas em armações poliméricas ou preenchidas com esferas de vidro foram propostas nos primeiros sistemas FIA, sendo hoje raramente utilizadas, apesar de serem eficientes para promover a dispersão radial.
Bobina Helicoidal x Tubo Reto
Aspecto da zona de amostra (corante azul) injetada em solução
transportadora incolor através de 500 cm de tubo (helicoidal
ou reto) com 0,5 mm de diâmetro interno, acompanhados o
sinal do detector
BOBINA EMPACOTADA E ENOVELADA
Tubo transparente de 0,5 mm de diâmetro interno empacotado com esferas de vidro (esquerda) e enovelado apoiado em suporte plástico perfurado (direita). Note que as fronteiras entre o corante e a solução transportadora são muito mais nítidas e bem definidas do que as mostradas no slide anterior. Aumenta-se a dispersão radial e diminui-se a dispersão axial.
DISPERSÃO E GEOMETRIA DO CANAL
A = tubo reto B = Bobina helicoidal C = Bobina enovelada
D = Bobina (0,86 mm I.D.) empacotada com esferas de vidro (0.6 mm)
L = 80 cm, 0,5 mm I.D. Vr = 160 µL Q = 0,75 mL/min Tampão borato 0,1M BTB 620 nm
REGRA 5
Para reduzir a dispersão axial, que diminui a
frequência de amostragem, a linha de fluxo deve
ser uniforme, sem seções largas (que se
comportam como câmaras de diluição) e devem
ser enrolada (helicoidal), enovelada, estruturada
em suporte ou empacotada. Outros tipos
mudanças bruscas de direção de fluxo podem ser
incluídas no sistema
Largura de pico, e Frequência de
amostragem
Análises/hora Smax= 3600/largura de pico (em s) na linha base
Largura de pico, e Frequência de
amostragem
REGRA 6
Para obter a máxima frequência de amostragem o sistema deve trabalhar com o mínimo S1/2devendo ser operado com o menor volume prático de amostra (Sv). Sistemas com o menor fator de dispersão axial requerem o menor consumo de reagente e produzem a máxima frequência de amostragem em relação ao tempo de residência da zona de amostra movendo através da linha de fluxo
DISPERSÃO DA ZONA DE AMOSTRA
EM UM FLUXO DE REAGENTE
D
R
= C
R
0
/C
R
Sistema de linha simples
Para manter excesso de reagente em toda zona de amostra (excesso de ~ 5 x a relação estequiométrica) e se as concentrações (mol/L) de amostra e reagente forem iguais,
dispersão média em Cmax deve ser obtida Para aumentar a sensibilidade diminuindo a dispersão da zona de amostra a concentração de reagente CR0deve ser aumentada
Injection of increasing sample volumes causes the formation of a double peak. Reaction product (yellow) is formed at the interface
between the sample (red) and the reagent (blue). A
B
Sistemas de Linha Simples - Exemplos
Análise elementar por absorção atômica em chama – Dispersão limitada
Sistemas de Linha Simples - Exemplos
Análise elementar por absorção atômica em chama – Dispersão limitada
(a) – curva analítica para Zn (0.2 a 5 mg/L)
(b) - Sinal obtido para uma solução de Zn(II) 1,5 mg/L por FIA (A) e aspiração convencional (B)
(c) - Curva analítica para Pb (2, 5, 10, 15 e 20 mg/L) obtido em 0 e 3.3% NaCl – diminuição do efeito de matriz Vazão = 4,9 mL/min, Sv = 150 µL
Sistemas de Linha Simples - Exemplos
Determinação potenciométrica de pH
10 cm, 0,5 mm I.D.
Sv = 30 µµµLµ
Solução Transportadora: NaCl 0,4M + Tampão NaH2PO4/Na2HPO4 0,1 mM (pH6,64)
NaCl – condutividade – diminuir a resistência entre o eletrodo de vidro e o de referência
pH na faixa intermediária entre os dois extremos da escala (picos positivo e negativos) Capacidade tamponante menor do que a da amostra Se capacidade tampão da amostra > que da solução transportadora → aumentar volume da amostra (150 a 300 µL) → D ~ 1
Sistemas de Linha Simples - Exemplos
Determinação potenciométrica de Ca(II) e pH
DISPERSÃO DA ZONA DE AMOSTRA
EM UM FLUXO DE REAGENTE
Sistema de confluência DSnunca atinge o valor 1,
mesmo em condições de injeção de “volume infinito”, estado estacionário, etc
A dispersão do reagente não é influenciada pela dispersão da zona da amostra. O reagente é continuamente adicionado a todos os elementos de fluido da zona de amostra Se CR0= CS0 CR CR DR CR y x y CS SS max 0 0/ = [ /( + )]= = →
DISPERSÃO DA ZONA DE AMOSTRA
EM UM FLUXO DE REAGENTE
Sistema de confluência
Em comparação com o sistema de linha simples, nos sistemas com confluência é mais fácil manter um excesso de reagente em contato com toda a zona de amostra, mesmo com DS próximo a da condição de estado estacionário (“volume infinito”).
Se as vazões nas linhas de transmissão x e y são iguais, DSmaxSSnunca é maior que
2 e, portanto, o reagente pode ser usado com concentração apenas levemente acima da relação estequiométrica (economia de reagentes)
Determinação de fosfato – Linha simples x Confluência
- Sensibilidade
7H3PO4+ 12(NH4)3Mo7O24+ 51H+→7(NH4)3PO4••••12MoO3+ 51NH4++ 36H2O
Mo(VI)-complexo amarelo + Ac. Ascórbico →Mo(V)- complexo azul (azul de molibdênio)
(a) Sv=30 µµµµL (b) Sv=200 µµµµL (c) Sv=400 µµµµL Sv = 30 µµµLµ 0,005 M Molibdato de Amônio 0,7% (m/v) ac. ascórbico
Determinação de fosfato – Linha simples x Confluência
- Sensibilidade
7H3PO4+ 12(NH4)3Mo7O24+ 51H+→7(NH4)3PO4••••12MoO3+ 51NH4++ 36H2O
Mo(VI)-complexo amarelo + Ac. Ascórbico →Mo(V)- complexo azul (azul de molibdênio)
Sv = (a) 23, (b) 70, (c) 115, (d) 180 µµµµL e (e) 320 µµµµL de 2 mg/L P-PO4
3-O,0025M Molibdato de Amônio 0,25% (m/v) ac. ascórbico
SISTEMA COM CONFLUÊNCIA E ECONOMIA
DE REAGENTES – ZONAS COALESCENTES
À vazão constante, o comprimento da bobina de reação determina o tempoPROTOCOLO DE OTIMIZAÇÃO
de reação e a razão da mistura entre amostra e reagente. Quanto maior a bobina, maior será a dispersãoda amostra e menor será a sensibilidade da medida por causa da maior diluição do produto formado.
Tal diluição pode ser compensada aumentando-se o volume da amostra, o que resulta em aumento da altura de pico. Porém deve-se garantir excesso de reagente em toda zona de amostra. Para isso, em sistemas de linha simples, usa-se como critério de orientação D ~ 2.
A grande maioria dos métodos de FIA trabalha com volumes de amostra entre 50 - 200 µL, vazões de 1 a 2 mL min-1usando reatores helicoidais com
50 a 100 cm de comprimento e diâmetro interno de 0,5 a 0,8 mm. FERRAMENTAS ADICIONAIS DE OTIMIZAÇÃO:
•Geometria dos canais de fluxo •Pontos de confluência •Parada de fluxo (stopped flow)
Exemplos de configurações
A- Linha simples
B- Duas linhas com um ponto de confluência C- Pré-mistura de reagentes – linha simples
D- Duas linhas com um ponto de confluência e mistura prévia de reagentes E- Três linhas com dois pontos de confluência – adição sequencial de reagentes F-Reator empacotado em linha
G- Injeção dupla e uma confluência (interpenetração) H- reatores sequenciais
I-Linha simples com câmara de mistura/diluição J- Linha simples com parada de fluxo K- Sistema para extração com solvente L- Sistema para diálise e difusão gasosa
M- Duas linhas, ponto de confluência incluindo reator empacotado N-Injeção hidrodinâmica