MESTRADO EM EDUCAÇÃO
TÓPICOS DE ANTROPOLOGIA E SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Nível: MestradoÁrea de concentração: Educação
Linha de Pesquisa: Cultura e Processos Educativos Disciplina: Eletiva
Código: 290029 Créditos: 02
Semestre letivo: 1/2011 Turma: 8a.
Profs. Responsáveis: Profa. Dra. Fernanda Telles Márques e Profa. Dra. Valéria Oliveira de Vasconcelos.
Ementa: Estudo do fenômeno educativo em suas múltiplas relações com a cultura e a realidade social. Abordagens teóricas das ciências sociais e suas possibilidades no campo da Educação. Sociedade capitalista, desigualdade social e Educação. Cultura, alteridade e diversidade no âmbito educacional.
Objetivos:
1. Refletir sobre abordagens antropológicas – clássicas e contemporâneas – do fenômeno educativo.
2. Estudar a escola e o ambiente social e político em que ela se insere enquanto campos de sociabilidade e confronto intercultural.
3. Discutir processos educativos em práticas sociais não escolares.
Metodologia:
A disciplina Tópicos de Antropologia e Sociologia da Educação, a ser desenvolvida ao longo de dez encontros, está organizada em dois eixos temáticos. São eles:
1. Sociologia, Antropologia e Educação: diálogos com os clássicos. 2. Questões de Sociologia e de Antropologia da Educação, hoje.
Do 1°. ao sexto encontro será feita a exposição dialogada dos conteúdos, sustentada pela discussão dos textos previamente indicados e seguida de atividades realizadas em pequenos grupos.
A partir do sétimo encontro, além da preleção-dialogada, haverá a apresentação de Seminários temáticos preparados pelos mestrandos. Os temas e/ou problemas de suas pesquisas em andamento deverão ser levados em conta na organização dos grupos e na escolha dos textos.
Planejamento
O estudo, a ser realizado sob a forma de pesquisas bibliográficas, leituras, exposições dialogadas, debates, apresentação de seminários e de trabalhos escritos, será desenvolvido conforme o roteiro que segue:
EIXO 1: Sociologia Antropologia e Educação: diálogos com os Clássicos
16/03 - Aula inaugural com o Prof. Dr. Roberto Valdés Puentes (UFU). Tema: Profissionalização da Docência e do Professor para a Educação Básica e Superior.
23/03 – Contextualização dos clássicos do pensamento sociológico. Educação e Sociedade: o princípio da integração.
SINGER, Helena. Durkheim: a Educação como fator de normatização. In: República de Crianças: uma investigação sobre experiências escolares de resistência. São Paulo: Hucitec, 1997, pp. 31-38.
Complementar:
DURKHEIM, Emile. O que é um Fato Social. In: PEREIRA, Luiz; FORACCHI, Marialice M. Educação e Sociedade: leituras de Sociologia da Educação. São Paulo, Editora Nacional, 1987.
30/03 - Educação e Sociedade: os princípios da Coesão e da Contradição
GALLIANO, Guilherme. O Princípio da Contradição: conflito e transformação. In: Sociologia. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1981. pp. 91-98.
VIANA, Nildo. Weber: Tipos de Educação e Educação Burocrática. GUANICUNS - Rev. Faculdade de Educação e Ciências Humanas de Anicuns FECHA/FEA - Goiás, 01, 117-132, 2004.
Complementar:
GADOTTI, Moacir. A dialética: concepção e método. In: Concepção Dialética da Educação: um estudo introdutório. 5ª ed. São Paulo, Cortez, 1986.
06/04 -“Nós” e “Eles”: uma introdução histórica ao pensamento antropológico.
LAPLANTINE, François. Introdução: o campo e a abordagem antropológicos, In: Aprender Antropologia, São Paulo: Brasiliense, 1995, pp.13-33.
ROCHA, Everardo P. Guimarães. O que é etnocentrismo?, São Paulo: Brasiliense, 1984. Complementar:
MINER, Horace. Body Ritual among the Nacirema, American Anthropologist, v.58, p. 503-507, june, 1956 (tradução).
13/04 - Educação e Antropologia – primeiras aproximações.
GUSMÃO, Neusa Maria M. de. “Antropologia e educação: origens de um diálogo”. Cadernos CEDES, Campinas, v.18, n.43, Dec. 1997, pp.8-25.
Complementar:
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. “Sobre teias e tramas de aprender e ensinar - anotações a respeito de uma antropologia da educação”. Inter-Ação - Rev. Faculdade de Educação da UFG, 27 (2): 1-54, jul./dez. 2002.
EIXO 2: Questões de Sociologia e de Antropologia da Educação, hoje 27/04 - Educação, Disciplina e Resistência
SINGER, Helena. Foucault – a Educação como fator de sujeição na sociedade disciplinar. In: República de Crianças: uma investigação sobre experiências escolares de resistência. São Paulo: Hucitec, 1997, pp. 39-48.
Complementar:
CORREA, Guilherme. Do livro de receitas: como produzir um homem. In: PASSETTI, Edson. (org.). Kafka-Foucault: sem medos. Cotia-SP: Ateliê Editorial, 2004, pp.45-54.
KAFKA, Franz. Um Relatório para uma Academia. In: Um médico Rural, São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
11/05 - A produção sociocultural da Identidade e da Diferença
SILVA, Tomaz Tadeu. “A produção social da identidade e da diferença”. In: SILVA, Tomaz Tadeu; HALL, Stuart; WOODWARDT, Kathryn (ogs.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis (RJ): Vozes, 2000, pp. 73-102.
Complementar:
MUNANGA, Kabengele. “Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia”. Palestra proferida no 3.o Seminário Nacional Relações Raciais e Educação – PENESBE –Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2003, p. 1-17.
25/05 - Entre diferentes e desiguais I: Infâncias e Juventudes
GUSMÃO, Neusa Ma. Mendes de. Linguagem, Cultura e Alteridade: Imagens do Outro. Cadernos de Pesquisa – Fundação Carlos Chagas, nº 107, pp.41-78, julho 1999.
Complementar
SPOSITO, Marília Pontes. Jovens e educação: novas dimensões da exclusão. Em aberto ano 11, n. 56, Brasília, out/dez 1992, p. 43-53.
08/06 - Entre diferentes e desiguais II - Educação, Etnicidade e Gênero
FLEURI, Reinaldo Matias (et. all.). A questão da diferença na educação: para além da diversidade. 25a. Reunião Anual da ANPEd, Caxambu(MG), 2002.
Complementar
MUNANGA, Kabengele. Diversidade, etnicidade, identidade e cidadania. Ação Educativa, ANPED. Palestra proferida no 1º Seminário de Formação Teórico Metodológica, SP. 2003. Disponível em: <http://www.acaoeducativa.org/kabe.PDF>. Acesso em 28/jul/2006.
15/06 - Para uma Nação multicultural, uma Educação intercultural
VIEIRA, Ricardo. “Da Multiculturalidade à Educação Intercultural: a Antropologia da Educação na Formação de Professores”. Educação, Sociedade & Culturas. Porto, PT, n. 705, nov. 1999, pp. 123-162.
Complementar
FLEURI, Reinaldo Matias. “Intercultura e Educação”. Rev. Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 23, Agosto 2003.
Avaliação Proposta:
Para fins avaliativos, serão considerados:
(a) Leitura, participação nas discussões, presença, pontualidade nos encontros e na entrega de atividades: 20%, sendo 10% atribuídos em autoavaliação;
(b) apresentação de Seminário em grupos, com entrega de produção textual: 40% (c) produção textual final, elaborada conforme as diretrizes abaixo especificadas: 40%
Diretrizes para a produção textual final
A produção textual final, que poderá ser elaborada individualmente ou em duplas, deverá ser redigida em formato de “artigo científico”. O objetivo dessa avaliação é que ela seja, preferencialmente, parte do aprofundamento teórico do(s) projeto(s) de pesquisa dos discentes, em desenvolvimento no Mestrado em Educação. Esses artigos deverão - como parte das exigências da disciplina - ser submetidos a algum periódico científico, com a anuência de seus orientadores. A autoria e co-autoria fica a cargo de cada discente resolver com seus orientadores e professoras responsáveis pela disciplina.
As pesquisas, escritas sob forma de artigos originais, devem levar em consideração os aspectos éticos inerentes a qualquer trabalho científico na área de educação.
As seguintes normas gerais devem ser seguidas:
Os artigos devem ser digitados em Word for Windows versão 6.0, no mínimo, utilizando-se fonte Arial 12, com espaçamento de 1,5 entre linhas, e margens superior/inferior, esquerda e direita de 2 cm, alinhamento justificado, contendo entre dez e vinte páginas.
Na primeira página deverá constar: Título do manuscrito; resumo com aproximadamente 120 vocábulos, acompanhado de 3 a 5 palavras-chave.
Obs: Evitar ao máximo o uso de notas de rodapé.
Identificação: Deve constar o(s) nome(s) do(s) autor(es) e instituições a que estão vinculados.
As referências bibliográficas devem seguir as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), expressas na norma NB66 (NBR 6023).
As referências das obras e outros trabalhos no corpo do texto devem ser feitas pelo sistema autor-data. As indicações serão feitas por meio do sobrenome do autor, com todas as letras em maiúsculo, e do ano de publicação entre parênteses e constante no item de referências bibliográficas. Por exemplo: (TRINCA, 1983) ou (TRINCA, 1983, p. 72).
Em citações com até três linhas diagramadas, o texto virá no próprio corpo, mesmo tamanho de fonte, entre aspas e seguido da fonte citada.
Por exemplo: Segundo o autor, “a necessidade da beleza da mulher atleta não é sem dúvida uma ideia nova no esporte para mulheres” (KNIJNIK, 2001, p. 1).
Citações com mais de três linhas são recuadas do texto em 4 centímetros, sem aspas, em espaço simples e em fonte menor (em média 2 pontos). Por exemplo:
Conforme Pires:
Alguns autores enfatizam o jogo como uma ferramenta pedagógica para contribuição na formação do ser humano, sobretudo no desenvolvimento da inteligência nos períodos iniciais de vida. Assim, se é na interação com o meio que ocorre a efetiva construção da inteligência. (PIRES, 2002, p. 7). Para expressões em idiomas estrangeiros, destaques ou grifos dos autores, deverá
ser utilizado o modo itálico. O negrito não é utilizado no corpo do texto em quaisquer circunstâncias, sendo reservado para inter-títulos.
FLEURI, Reinaldo Matias (et. all.) A questão da diferença na educação: para além da diversidade. 25a. Reunião Anual da ANPEd, Caxambu(MG), 2002.
GADOTTI, Moacir. Concepção Dialética da Educação: um estudo introdutório. 5ª ed. São Paulo, Cortez, 1986.
GUSMÃO, Neusa M.a M. de. “Antropologia e educação: origens de um diálogo”. Cadernos CEDES, Campinas, v.18, n.43, Dec. 1997, pp.8-25.
______. Linguagem, Cultura e Alteridade: Imagens do Outro. Cadernos de Pesquisa – Fundação Carlos Chagas, nº 107, pp.41-78, julho 1999.
LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia, S. Paulo: Brasiliense, 1995.
MUNANGA, Kabengele. Diversidade, etnicidade, identidade e cidadania. Ação Educativa, ANPED. Palestra proferida no 1º Seminário de Formação Teórico Metodológica - SP. 2003. <http://www.acaoeducativa.org/kabe.PDF>. Acessado em 28/jul/2006.
PEREIRA, Luiz; FORACCHI, Marialice M. Educação e Sociedade: leituras de Sociologia da Educação. São Paulo, Editora Nacional, 1987.
SINGER, Helena. República de Crianças: uma investigação sobre experiências escolares de resistência. São Paulo: Hucitec, 1997.
SILVA, Tomaz Tadeu. “A produção social da identidade e da diferença”. In: SILVA, Tomaz Tadeu; HALL, Stuart; WOODWARDT, Kathryn (orgs.) Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis (RJ): Vozes, 2000, pp. 73-102.
VIANA, Nildo. Weber: Tipos de Educação e Educação Burocrática. GUANICUNS - Rev. Faculdade de Educação e Ciências Humanas de Anicuns FECHA/FEA - Goiás, 01, 117-132, 2004.
Bibliografia Complementar:
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. “Sobre teias e tramas de aprender e ensinar - anotações a respeito de uma antropologia da educação”. Inter-Ação - Rev. Faculdade de Educação da UFG, 27 (2): 1-54, jul./dez. 2002.
CORREA, Guilherme. Do livro de receitas: como produzir um homem. In: PASSETTI, Edson. (org.). Kafka-Foucault: sem medos. Cotia-SP: Ateliê Editorial, 2004, pp.45-54.
DUFOUR, Dany-Robert. “A Modernidade: elementos para uma história do Outro”. In: A Arte de Reduzir Cabeças: sobre a nova servidão na sociedade ultraliberal. Rio de Janeiro, Companhia de Freud, 2005.
FLEURI, Reinaldo Matias. “Intercultura e educação”. Rev. Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 23, Aug. 2003 .
GALLIANO, Guilherme. O Princípio da Contradição: conflito e transformação. In: Sociologia. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1981. pp. 91-98.
KAFKA, Franz. Um Relatório para uma Academia. In: Um médico Rural, São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
MINER, Horace. Body Ritual among the Nacirema, American Anthropologist, v.58, p. 503-507, june, 1956 (tradução).
MUNANGA, Kabengele. “Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia”. Palestra proferida no 3.o Seminário Nacional Relações Raciais e Educação – PENESBE –Rio de Janeiro, 5 de novembro de 2003, p. 1-17.
ROCHA, Everardo P. Guimarães. O que é etnocentrismo?, São Paulo: Brasiliense, 1984. SPOSITO, Marília Pontes. Jovens e educação: novas dimensões da exclusão. Em aberto ano 11, n. 56, Brasília, out/dez 1992, p. 43-53.
VIEIRA, Ricardo. “Da Multiculturalidade à Educação Intercultural: a Antropologia da Educação na Formação de Professores”. Educação, Sociedade & Culturas. Porto/PT, n. 705, nov. 1999, pp. 123-162.