Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
Paulo Bernardo Silva
INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA - IBGE
Presidente
Eduardo Pereira Nunes
Diretor-Executivo
Sérgio da Costa Côrtes
ÓRGÃOS ESPECÍFICOS SINGULARES
Diretoria de Pesquisas
Wasmália Socorro Barata Bivar
Diretoria de Geociências
Luiz Paulo Souto Fortes
Diretoria de Informática
Paulo César Moraes Simões
Centro de Documentação e Disseminação de Informações
David Wu Tai
Escola Nacional de Ciências Estatísticas
Sérgio da Costa Côrtes (interino)
UNIDADE RESPONSÁVEL
Diretoria de Pesquisas
Coordenação de Contas Nacionais
Diretoria de Pesquisas
Coordenação de Contas Nacionais
Contas Nacionais
número 33
Produto Interno Bruto dos
Municípios
Rio de Janeiro
2010
ISSN 1415-9813
Contas Nacionais
Divulga os resultados do Sistema de Contas Nacionais relativos às tabelas de
recursos e usos, contas econômicas integradas, contas regionais do Brasil,
produto interno bruto dos municípios e matriz de insumo-produto.
Elaboração do arquivo PDF
Roberto Cavararo
Produção de multimídia
Marisa Sigolo Mendonça
Márcia do Rosário Brauns
Capa
Marcos Balster Fiore e Renato Aguiar - Coordenação de
Marketing/Centro de Documentação e Disseminação de
Informações - CDDI
ISBN 978-85-240-4160-0 (CD-ROM)
ISBN 978-85-240-4159-4 (meio impresso)
© IBGE. 2010
Apresentação
Introdução
Análise dos resultados
Síntese dos resultados nacional e regional
Produto Interno Bruto dos Municípios
Análise da concentração do PIB
Movimentos mais expressivos entre os municípios
Produto Interno Bruto per capita
Valor adicionado bruto dos principais setores de
atividade econômica
Valor adicionado bruto da agropecuária
Valor adicionado bruto da indústria
Valor adicionado bruto dos serviços
Valor adicionado bruto da administração, saúde e educação
públicas e seguridade social
Tabelas de resultados
1 - Produto Interno Bruto a preços correntes e Produto Interno
Bruto per capita, segundo as Grandes Regiões, as Unidades da
Federação e os municípios - 2004-2008
2 - Posição ocupada pelos 100 maiores municípios em relação
ao Produto Interno Bruto a preços correntes e participações
percentuais relativa e acumulada, segundo os municípios e as
respectivas Unidades da Federação - 2008
3 - Posição ocupada pelos 100 maiores municípios, em relação
ao Produto Interno Bruto per capita e população, segundo os
municípios e as respectivas Unidades da Federação – 2008
4 - Posição ocupada pelos 100 maiores municípios em relação
ao valor adicionado bruto da agropecuária e participações
percentuais relativa e acumulada, segundo os municípios e as
respectivas Unidades da Federação – 2008
5 - Posição ocupada pelos 100 maiores municípios em relação
ao valor adicionado bruto da indústria e participações percentuais
relativa e acumulada, segundo os municípios e as respectivas
Unidades da Federação - 2008
6 - Posição ocupada pelos 100 maiores municípios em relação
ao valor adicionado bruto dos serviços e participações percentuais
relativa e acumulada, segundo os municípios e as respectivas
Unidades da Federação - 2008
7 - Posição ocupada pelos 100 maiores municípios em relação
ao valor adicionado bruto da administração, saúde e educação
públicas e seguridade social e participações percentuais relativa e
acumulada, segundo os municípios e as respectivas Unidades
da Federação - 2008
8 - Posição ocupada pelos 30 maiores municípios em relação
ao Produto Interno Bruto a preços correntes e participações
percentuais relativa e acumulada dos municípios nas Grandes
Regiões, segundo os municípios e as respectivas Unidades
da Federação - 2008
9 - Posição ocupada pelos 30 menores municípios em relação
ao Produto Interno Bruto a preços correntes e participações
percentuais relativa e acumulada nas Grandes Regiões,
segundo os municípios e as respectivas Unidades da
Federação - 2008
Referências
Anexos
1 - Indicadores e fontes utilizados na distribuição do valor
adicionado bruto estadual pelos municípios
2 - Índice de Gini, por atividade econômica, segundo as Grandes
Regiões e Unidades da Federação - 200
Convenções
-
Dado numérico igual a zero não resultante
de arredondamento;
..
Não se aplica dado numérico;
...
Dado numérico não disponível;
x
Dado numérico omitido a fi m de evitar a individualização da
informação;
0; 0,0; 0,00
Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de
um dado numérico originalmente positivo; e
-0; -0,0; -0,00
Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de
um dado numérico originalmente negativo.
3 - Relação entre a média do PIB dos 10% dos municípios com os
maiores PIB e a média do PIB dos 60% dos municípios com os
menores PIB, participação percentual do PIB da mesorregião na
respectiva Unidade da Federação, índice de Gini do PIB, segundo
Unidades da Federação e Mesorregião - 2004 – 2008
4 - Relação entre o PIB per capita dos 10% dos municípios com
os maiores PIB per capita e o PIB per capita dos 60%, 50%,
30% e 10% dos municípios com os menores PIB per capita
e PIB per capita, segundo Unidades da Federação e
Mesorregião – 2008
O
Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística – IBGE, através da
Coordenação de Contas Nacionais e em parceria com os Órgãos
Estaduais de Estatística e Secretarias Estaduais de Governo e a
Supe-rintendência da Zona Franca de Manaus - S
UFRAMA, apresenta, nesta
publicação, os resultados do Produto Interno Bruto - PIB dos
Municí-pios, para os anos de 2004 a 2008.
As informações do Produto Interno Bruto dos Municípios são de
importância crucial para o desenvolvimento sustentável,
independen-temente das condições econômicas ou políticas, e pode servir como
uma ferramenta potencialmente importante na formação das opções
de desenvolvimento e esforços de melhoria social.
Os resultados municipais estão completamente integrados com
as séries das Contas Regionais e Nacionais e estão disponíveis desde
o ano de 1999 a 2008 no portal do IBGE na Internet e no CD incluso
nesta publicação. São apresentados, a preços correntes, os valores
adicionados brutos dos três grandes setores de atividade econômica
– agropecuária, indústria e serviços –, bem como a série do valor
adi-cionado bruto da Administração, saúde e educação públicas e
seguri-dade social, os impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos, o PIB
de 2004 a 2008 e o PIB per capita de 2008. A análise dos resultados,
ilustrada por meio de tabelas, quadros, gráfi cos e cartogramas,
des-taca alguns aspectos econômicos de abrangência nacional, regional
e municipal.
A publicação inclui, ainda, anexos contendo o índice de Gini por
atividade econômica e um coefi ciente de concentração do PIB e do PIB
Wasmália Bivar
Diretora de Pesquisas
Mesorregiões, outras informações de natureza metodológica, e um glossário com os
termos e conceitos relevantes para a compreensão dos resultados.
Cumprindo o compromisso Institucional de transparência das informações, a
metodologia de cálculo do PIB dos Municípios encontra-se descrita, de forma
deta-lhada, no volume 29 da Série Relatórios Metodológicos, também disponibilizado no
portal do IBGE na Internet.
N
o decorrer das duas últimas décadas, com a promulgação da
Constituição Federal de 1988, que deu mais responsabilidade e
autonomia aos municípios, as economias estaduais têm
experimen-tado, em diferentes escalas e com diferentes intensidade, profundos
processos de mudança estrutural. Concomitantemente com essa
re-construção organizacional, a evolução tecnológica afeta tanto as formas
de produção, organização e gestão empresarial, como redimensiona o
papel do Estado na economia local e tem papel preponderante na
rela-ção socioinstitucional. Os resultados do PIB dos Municípios permitem
identifi car as áreas, segundo o grau de desenvolvimento econômico e
a estrutura produtiva, produzindo informações que captam as especifi
-cidades do País, propiciam estabelecer objetivos e defi nir prioridades,
além de auxiliarem as políticas de ajuste estrutural.
O projeto do Produto Interno Bruto - PIB dos Municípios é
desen-volvido desde o ano de 2000, em parceria com os Órgãos Estaduais de
Estatística, Secretarias Estaduais e a Superintendência da Zona Franca de
Manaus – S
UFRAMA. Nesse projeto, coube ao IBGE a tarefa de coordenar as
discussões metodológicas, treinar as equipes técnicas e acompanhar os
trabalhos, seguindo os princípios fundamentais das estatísticas ofi ciais
1e aos organismos estaduais o cálculo do PIB dos Municípios.
O PIB dos Municípios, calculado sob metodologia
2uniforme para
todas as Unidades da Federação, é integrado, conceitualmente, aos
1 Os princípios fundamentais das estatísticas ofi ciais foram defi nidos pela Comissão de Estatística das
Nações Unidas, em 1994, e podem ser consultados no portal do IBGE na Internet, no endereço: < http:// www.ibge.gov.br/home/disseminacao/eventos/missao/principios_fundamentais_estatisticas.shtm>.
2
O relatório metodológico Produto interno bruto dos municípios, em sua segunda edição, pode ser consultado no portal do IBGE na Internet, no endereço: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/ economia/pibmunicipios/2005/srmpibmunicipios.pdf>.
procedimentos adotados nos Sistemas de Contas Nacionais e Regionais do Brasil.
Desta maneira seus resultados são coerentes e comparáveis entre si e compatíveis
com os resultados nacional e regional.
O cálculo do PIB dos Municípios baseia-se na distribuição pelos municípios, do
valor adicionado bruto, a preços básicos, em valores correntes das atividades
eco-nômicas, obtido pelas Contas Regionais do Brasil. Não se estima o valor adicionado
bruto a preços constantes no nível municipal.
O trabalho fundamenta-se na identifi cação de variáveis que permitam distribuir
o valor adicionado bruto das 19 atividades econômicas
3de cada Unidade da
Federa-ção, pelos respectivos municípios. O nível de desagregação necessário ao cálculo do
PIB dos Municípios requer maior abertura das mencionadas atividades, chegando-se,
especialmente na agropecuária, no nível de produto.
A cada divulgação da série do PIB dos Municípios é adotada uma política que
determina a revisão dos resultados do ano anterior como requisito fundamental para
o aprimoramento da qualidade da informação.
Esta publicação apresenta uma série de variáveis, tais como: o Valor Adicionado
Bruto - VAB, o Produto Interno Bruto - PIB e o PIB per capita, que além de permitir
estabelecer relações macroeconômicas, possibilita traçar para cada município seus
perfi s econômico e setorial. Além das informações anteriormente mencionadas,
destacou-se o valor adicionado bruto corrente da administração, saúde e educação
públicas e seguridade social, devido à importância desta atividade na economia
bra-sileira. Os dados de Brasília, que constam desta publicação, são os publicados nas
Contas Regionais para o Distrito Federal.
A análise dos resultados compreende duas partes. Na primeira delas, é
ana-lisado o PIB, o PIB per capita e o valor adicionado bruto dos principais setores de
atividade econômica, destacando-se a concentração desses grandes agregados no
País e os principais movimentos ocorridos em relação ao ano anterior. E na segunda,
um conjunto de nove tabelas detalha as principais informações sobre a economia
municipal brasileira.
3
Consideram-se as seguintes atividades econômicas: agricultura; pecuária; silvicultura e exploração fl orestal; pesca; indústria extrativa; indústria de transformação; produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana; construção civil; comércio e serviços de manutenção e reparação; serviços de alojamento e alimentação; trans-portes, armazenagem e correio; serviços de informação; intermediação fi nanceira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados; atividades imobiliárias e aluguéis; serviços prestados às empresas; administração, saúde e edu-cação públicas e seguridade social; eduedu-cação mercantil; saúde mercantil; serviços prestados às famílias e associativos e serviços domésticos.
Síntese dos resultados nacional e regional
4Em 2008, o PIB brasileiro apresentou crescimento em volume
de 5,2% em relação ao ano anterior e o defl ator da economia foi de
8,3%. Em valores correntes, o resultado alcançado foi de R$ 3 031,86
bilhões e o PIB per capita atingiu R$ 15 989,75 (SISTEMA...,2010, p.
113, tab. 5).
A Tabela 1, a seguir, ilustra o desempenho da economia brasileira
no ano de 2008, por grandes grupos de atividade econômica
5. A
agro-pecuária foi a única a apresentar variação de volume e preço acima
da média do Valor Adicionado Bruto - VAB
6, das demais atividades. O
resultado do crescimento, tanto em volume quanto dos preços, ambos
superiores à média da economia, elevou o peso da agropecuária de
5,6% para 5,9%. Os dados da pesquisa Produção Agrícola Municipal
– PAM 2008 mostram que ocorreu incremento no valor de produção
agrícola, principalmente, em função do aumento dos preços da soja (em
grão), do milho (em grão), do feijão e do arroz, e da maior produção
de cana-de-açúcar, café e trigo.
4
Resumo da análise realizada com os resultados do Sistema de Contas Nacionais e das Contas Regionais, para o ano de 2008.
5 Consideram-se os seguintes grandes grupos de atividade econômica: agropecuária (agricultura;
pecuária; silvicultura e exploração fl orestal; e pesca); indústria (indústria extrativa; indústrias de transformação; produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana; e cons-trução civil); e serviços (comércio e serviços de manutenção e reparação; serviços de alojamento e alimentação; transportes, armazenagem e correio; serviços de informação; intermediação fi nanceira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados; atividades imobiliárias e aluguéis; servi-ços prestados às empresas; administração, saúde e educação públicas e seguridade social; educação mercantil; saúde mercantil; serviços prestados às famílias e associativos e serviços domésticos).
6
O Valor Adicionado Bruto - VAB é sempre a preços básicos (exclui qualquer imposto e qualquer custo de transporte faturado separadamente e inclui qualquer subsídio sobre o produto).
A indústria, devido à elevação nos preços médios, teve um discreto ganho de
participação no valor adicionado bruto, passando de 27,8% para 27,9%, enquanto a
variação dos serviços, de 66,6% para 66,2%, esteve associada às menores taxas de
variação de preço em 2008.
Entre as atividades da indústria, cabe ressaltar o aumento da participação da
indústria extrativa no VAB, total de 2,3%, em 2007, para 3,2%, em 2008, passando a
representar 11,6% do valor adicionado industrial (SISTEMA..., 2010, p. 114-115, tab.
9- 10). Em 2008, a variação dos preços das atividades petróleo e gás natural (39,8%)
e minério de ferro (117,5%) foram determinantes para a elevação da participação da
indústria extrativa na composição do valor adicionado industrial.
A expressiva variação de preços (39,3%) elevou a participação do VAB da
ativi-dade fabricação de aço e derivados no VAB das indústrias de transformação de 5,7%,
em 2007, para 7,2%, em 2008. Entretanto os preços da atividade refi no de petróleo e
coque variaram negativamente (-75,1%), baixando a participação que, em 2007, era
de 3,3% do VAB das indústrias de transformação, passando a participar com 0,8%
(SISTEMA..., 2010, p. 115, tab. 10; p. 117, tab. 12).
Em relação aos serviços, enfatizam-se dois dos principais resultados. Em
primei-ro lugar, o ganho, tanto em volume (6,1%) como em preço (9,9%), de participação da
atividade comércio e serviços de manutenção e reparação no VAB dos serviços que
passa de 18,2%, em 2007, para 18,9%, em 2008. O segundo resultado relevante foi a
perda de participação das atividades: intermediação fi nanceira, seguros e
previdên-cia complementar e serviços relacionados que passa de 11,5%, em 2007, para 10,3%
e atividades imobiliárias e aluguéis que passa de 12,8%, em 2007, para 12,3%, em
2008. O motivo básico para a queda de peso da atividade fi nanceira foi o fator preço,
entretanto, para o setor imobiliário foi o discreto crescimento no volume (SISTEMA...,
2010, p. 115-117, tab. 10-12).
Os resultados nacionais refl etiram o desempenho da economia regional. Um
resumo desses resultados encontra-se na Tabela 2.
Volume Preço Valor 2007 2008
Total 2 288 4,8 7,7 12,8 2 580 100,0 100,0
Agropecuária 127 6,1 12,7 19,6 152 5,6 5,9
Indústria 636 4,1 8,7 13,2 720 27,8 27,9
Serviços 1 524 4,9 6,8 12,0 1 708 66,6 66,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais.
Valor adicio-nado bruto a preços correntes de 2008 (1 000 000 R$) Participação (%)
Tabela 1 - Valor adicionado bruto a preços correntes e variação em volume,
preço e valor, segundo a atividade econômica - Brasil - 2007-2008
Atividade econômica Valor adicio-nado bruto a preços correntes de 2007 (1 000 000 R$) Variação (%)
(continua) 2007 2008 Diferença absoluta 2007 2008 Diferença absoluta Brasil 100,00 100,00 .. 100,00 100,00 .. Rondônia 2,12 2,40 0,28 0,31 0,27 (-) 0,03 Acre 0,71 0,76 0,04 0,12 0,11 (-) 0,01 Amazonas 1,32 1,35 0,03 2,33 2,18 (-) 0,15 Roraima 0,20 0,19 (-) 0,01 0,07 0,08 0,01 Pará 2,99 2,45 (-) 0,53 2,17 2,66 0,49 Amapá 0,19 0,16 (-) 0,03 0,09 0,08 0,00 Tocantins 1,41 1,63 0,21 0,38 0,39 0,01 Maranhão 4,14 5,04 0,90 0,80 0,81 0,02 Piauí 0,81 1,07 0,26 0,34 0,34 0,00 Ceará 2,15 2,44 0,29 1,64 1,73 0,09
Rio Grande do Norte 0,81 0,67 (-) 0,14 0,77 0,79 0,03
Paraíba 0,88 0,93 0,05 0,70 0,69 (-) 0,01 Pernambuco 2,00 2,12 0,13 1,84 1,82 (-) 0,02 Alagoas 0,86 0,90 0,05 0,62 0,56 (-) 0,05 Sergipe 0,55 0,60 0,05 0,73 0,81 0,08 Bahia 6,46 5,90 (-) 0,56 4,21 4,10 (-) 0,11 Minas Gerais 13,24 15,26 2,01 10,43 10,96 0,54 Espírito Santo 3,53 2,49 (-) 1,03 2,62 2,78 0,15 Rio de Janeiro 0,77 0,83 0,07 11,78 12,72 0,93 São Paulo 11,75 7,86 (-) 3,89 35,38 33,89 (-) 1,49 Paraná 9,53 9,56 0,04 6,16 5,72 (-) 0,44 Santa Catarina 5,18 5,65 0,47 5,13 5,12 (-) 0,01
Rio Grande do Sul 11,88 11,90 0,02 6,43 6,35 (-) 0,08
Mato Grosso do Sul 2,97 3,04 0,07 0,63 0,68 0,06
Mato Grosso 8,38 8,95 0,57 0,98 1,05 0,07
Goiás 4,98 5,55 0,58 2,44 2,40 (-) 0,04
Distrito Federal 0,21 0,28 0,08 0,92 0,91 (-) 0,01
Indústria
Tabela 2 - Participação dos setores de atividades e do valor adicionado bruto em relação
ao Brasil, segundo as Unidades da Federação - 2007-2008
Unidades da Federação
Participação dos setores de atividades e do valor adicionado bruto em relação ao Brasil (%) Agropecuária
(conclusão) 2007 2008 Diferença absoluta 2007 2008 Diferença absoluta Brasil 100,00 100,00 .. 100,00 100,00 .. Rondônia 0,57 0,60 0,03 0,58 0,62 0,04 Acre 0,24 0,25 0,01 0,23 0,24 0,01 Amazonas 1,21 1,18 (-) 0,03 1,53 1,47 (-) 0,06 Roraima 0,21 0,21 0,01 0,17 0,17 0,01 Pará 1,76 1,75 (-) 0,01 1,94 2,05 0,10 Amapá 0,32 0,32 0,00 0,25 0,24 0,00 Tocantins 0,38 0,39 0,00 0,44 0,46 0,02 Maranhão 1,18 1,24 0,06 1,24 1,34 0,10 Piauí 0,62 0,64 0,02 0,55 0,58 0,03 Ceará 2,04 2,14 0,11 1,93 2,04 0,11
Rio Grande do Norte 0,94 0,92 (-) 0,02 0,88 0,87 (-) 0,02
Paraíba 0,94 0,98 0,04 0,87 0,89 0,02 Pernambuco 2,56 2,56 0,00 2,33 2,33 0,00 Alagoas 0,72 0,70 (-) 0,02 0,70 0,68 (-) 0,02 Sergipe 0,64 0,64 (-) 0,01 0,66 0,68 0,02 Bahia 3,95 3,92 (-) 0,03 4,16 4,08 (-) 0,07 Minas Gerais 8,33 8,38 0,05 9,19 9,51 0,32 Espírito Santo 1,79 1,86 0,07 2,12 2,15 0,03 Rio de Janeiro 11,47 11,55 0,08 10,96 11,25 0,28 São Paulo 34,11 33,41 (-) 0,70 33,22 32,04 (-) 1,19 Paraná 5,93 5,79 (-) 0,14 6,19 5,99 (-) 0,20 Santa Catarina 3,42 3,60 0,19 3,99 4,15 0,16
Rio Grande do Sul 6,41 6,35 (-) 0,06 6,72 6,68 (-) 0,04
Mato Grosso do Sul 1,06 1,07 0,01 1,05 1,08 0,04
Mato Grosso 1,38 1,53 0,15 1,66 1,83 0,17
Goiás 2,34 2,35 0,01 2,51 2,55 0,04
Distrito Federal 5,49 5,67 0,18 3,93 4,02 0,10
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Tabela 2 - Participação dos setores de atividades e do valor adicionado bruto em relação
ao Brasil, segundo as Unidades da Federação - 2007-2008
Unidades da Federação
Participação dos setores de atividades e do valor adicionado bruto em relação ao Brasil (%) Serviços Valor adicionado bruto
De uma maneira geral, os municípios que possuíam agricultura direcionada
para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foram os que obtiveram os
maiores incrementos no valor da produção agrícola, em função, principalmente,
dos bons preços alcançados por esses produtos, o contrário ocorreu com os preços
da cana-de-açúcar e da laranja, segundo a Pesquisa Produção Agrícola
Munici-pal – PAM 2008. Os resultados das Contas Regionais apontaram para a perda de
participação dos Estados do Espírito Santo e do Paraná no segmento silvicultura
e exploração fl orestal, enquanto o Estado de Minas Gerais ganhava 12 pontos
percentuais nesse mesmo segmento.
O ganho oriundo da indústria extrativa nacional, em 2008, em relação ao
ano anterior, já foi mencionado anteriormente. Regionalmente, observou-se que
o Estado do Rio de Janeiro cresceu em termos nominais, mas relativamente
per-deu participação para os estados produtores de minério de ferro: Pará, Maranhão,
Espírito Santo e Minas Gerais devido ao preço do minério de ferro ter crescido
mais do que o do petróleo, principalmente o minério de Carajás, Pará, de melhor
qualidade.
O Estado de São Paulo concentrava 44,4% de toda a atividade das indústrias de
transformação brasileira, em 2007, e no ano de 2008 apresentou perda de 0,7 ponto
percentual na participação das indústrias de transformação brasileira, enquanto o
maior ganho de participação foi observado no Estado de Minas Gerais, 0,7 ponto
percentual, que passou a participar com 10,7% (CONTAS..., 2010, p. 49, tab. 6; p. 73,
tab. 7). Para o Estado de São Paulo, os principais responsáveis foram os segmentos
do refi no de petróleo e coque, de produtos químicos, de papel e celulose, de
metalur-gia básica - não ferrosos, de produtos farmacêuticos e da indústria da borracha. Em
Minas Gerais, os segmentos industriais do álcool, cimento, máquinas e
equipamen-tos, inclusive manutenção e reparos foram os principais responsáveis pelo ganho de
participação nas indústrias de transformação nacional.
O segmento do comércio e serviços de manutenção e reparação foi o que mais
contribuiu para a perda de participação do setor de serviços, do Estado de São Paulo,
no País. (CONTAS..., 2010, p. 89, p. 91, tab.9).
Produto Interno Bruto dos Municípios
A malha municipal brasileira, em 2008, dividia a extensão territorial
adminis-trativamente em 5 564 municípios, que apresentavam uma grande diversidade de
recursos naturais, de variações climáticas e de situações econômica, social e política.
Os Gráfi cos 1 e 2 apresentam a distribuição dos municípios no País por Unidade da
Federação e por Grandes Regiões, respectivamente.
Os resultados apresentados, a seguir, seguem duas linhas de análise em
rela-ção ao PIB do País: a primeira avalia essencialmente a concentrarela-ção e a segunda, os
movimentos dos municípios.
Análise da concentração do PIB
As informações do PIB dos Municípios permitem avaliar, dentre outros aspectos,
a concentração econômica no País. A seguir, são apresentados alguns resultados cujo
propósito é mensurar a desigualdade ou concentração da renda gerada nos municípios
brasileiros: a curva de Lorenz, o índice de Gini, a distribuição de frequência da renda
acumulada, a concentração medida pela relação entre os municípios que geram as
maiores rendas e os que geram as menores, pela participação dos cinco municípios
que geram as maiores rendas em relação à Unidade da Federação e pela dependência
econômica da Unidade da Federação em relação a sua capital.
16 22 52 62 75 78 78 92 102 139 141 143 167 184 185 217 223 223 246 293 399 417 496 645 853 15 Roraima Amapá Acre Rondônia Amazonas Sergipe Mato Grosso do Sul Espírito Santo Rio de Janeiro Alagoas Tocantins Mato Grosso Pará Rio Grande do Norte Ceará Pernambuco Maranhão Piauí Paraíba Goiás Santa Catarina Paraná Bahia Rio Grande do Sul São Paulo Minas Gerais
Gráfico 1 - Distribuição do número de municípios, segundo as Unidades da Federação,
em ordem decrescente - 2008
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Nota: Exclusive o Distrito Federal.
Gráfico 2 - Distribuição do número de municípios, segundo as Grandes Regiões - 2008
449
1 793
1 668
1 188
465
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Curva de Lorenz e índice de Gini
7As curvas de Lorenz para o PIB e para o valor adicionado bruto da agropecuária,
da indústria e dos serviços evidenciam a desigualdade da economia nacional e estão
representadas no Gráfi co 3.
O índice de Gini para o PIB, em 2008, foi de 0,86, enquanto para o valor
adicio-nado bruto da agropecuária, indústria e serviços foi de 0,57, 0,91 e 0,87,
respectiva-mente. No que diz respeito à concentração, a agropecuária é a atividade econômica
que apresentou o menor grau, na medida em que sua curva de Lorenz situou-se acima
das demais. O inverso ocorre com as atividades serviços e indústria, cujas curvas
situaram-se abaixo daquela da agropecuária, evidenciando grande concentração.
Como o peso dos serviços ultrapassou 66,0% do valor adicionado bruto total (em 2008,
a agropecuária registrou R$ 152 273 milhões; a indústria, R$ 719 987 milhões; e os
serviços, R$ 1 707 850 milhões), a curva de Lorenz do PIB estava bem próxima da curva
desta atividade. A atividade industrial, representada pela curva mais à direita, mostra
grande concentração. Consta no Anexo 2 o índice de Gini por atividade econômica,
segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação, para o ano de 2008.
O índice de Gini para o PIB nacional apresentou estabilidade, na série 2004 a
2008. Apenas os Estados do Amazonas e de São Paulo apresentaram índice de Gini
superior ao nacional, 0,89 e 0,88, respectivamente. Os menores indicadores, todos
inferiores a 0,70, foram observados nos Estados de Rondônia, Acre, Tocantins, Mato
Grosso do Sul e Mato Grosso.
0 20 40 60 80 100 0 20 40 60 80 100
Valor adicionado bruto
da agropecuária Produto Interno Bruto Valor adicionado bruto
dos serviços
Valor adicionado bruto da indústria
% %
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Nota: Dados sujeitos a revisão.
Gráfico 3 - Curva de Lorenz do Produto Interno Bruto, do valor adicionado bruto da
agropecuária, da indústria e dos serviços - Brasil - 2008
7O índice de Gini é o dobro da área entre a curva de Lorenz do valor adicionado bruto e a reta que marca 45 graus. Para
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais; e Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografi a.
Cartograma 1 - Produto Interno Bruto municipal e número de municípios em cada classe - 2008
! H ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ! H !H ! H ! H ! H !H !H D.F. PARANÁ B A H I A TOCANTINS SERGIPE ALAGOAS PERNAMBUCO PARAÍBA RIO GRANDE DO NORTE CEARÁ PIAUÍ MARANHÃO RORAIMA A M A Z O N A S ACRE RONDÔNIA P A R Á MATO GROSSO G O I Á S MINAS GERAIS
MATO GROSSO DO SUL
ESPÍRITO SANTO
RIO DE JANEIRO
SÃO PAULO
SANTA CATARINA
RIO GRANDE DO SUL AMAPÁ BOA VISTA MACAPÁ MANAUS RIO BRANCO PORTO VELHO CUIABÁ CAMPO GRANDE BELO HORIZONTE PALMAS TERESINA SÃO LUÍS BELÉM FORTALEZA NATAL JOÃO PESSOA RECIFE MACEIÓ ARACAJU SALVADOR VITÓRIA RIO DE JANEIRO BRASÍLIA GOIÂNIA SÃO PAULO FLORIANÓPOLIS PORTO ALEGRE CURITIBA Caxias do Sul Gravataí Blumenau Itajaí Joinville Londrina Maringá Text Ponta Grossa Paranaguá Araucária São José dos Pinhais São José do Rio Preto Bauru Matão Anápolis Parauapebas Feira de Santana Camaçari São Francisco do Conde
IpojucaJaboatão dos Guararapes
LA PAZ
ASUNCIÓN
BUENOS AIRES MONTEVIDEO SANTIAGO BOGOTÁ CAYENNE -40° -50° -60° -70° -30° -20° -10° 0° -30° -70° -60° -50° -40° -10° -20° -30° 0° B O L I V I A P E R Ú P A R A G U A Y A R G E N T I N A C H I L E U R U G U A Y C O L O M B I A V E N E Z U E L A GUYANA SURINAME GUYANE OC EA NO AT LÂ NT IC O ( ( ( ( Sorocaba Jundiaí Campinas São José dos Campos Duque de Caxias Macaé Rio das Ostras Cabo Frio Campos dos Goytacazes Juiz de Fora São Gonçalo Santos Moji das Cruzes Limeira
São Bernardo do Campo Cubatão Suzano Cotia Barueri OsascoGuarulhos Louveira Sumaré Paulínia Americana Piracicaba Taubaté
São Caetano do Sul Diadema Santo André Betim Contagem Ipatinga Vila Velha Serra Angra dos Reis Volta Redonda Nova Iguaçu Petrópolis Niterói Uberaba Uberlândia Ribeirão Preto Matão ru Paranaguá BELO HORIZONTE VITÓRIA RIO DE JANEIRO SÃO PAULO O C E A N O A T L Â N T I C O Cotia km 40 0 40 80 km 200 0 200 400 -45°00' -20°00' -25°00' ( Santos Moji das Cruzes
São Bernardo do Campo Cubatão Suzano Cotia Guarulhos São Caetano do Sul Diadema Santo André SÃO PAULO Barueri Osasco -46°00' -47°00' -23°30' -24°00' km 10 0 10 20 PIB Municipal (R$ 1.000,00) 6.492,19 a 50.000,00 50.000,01 a 250.000,00 250.000,01 a 500.000,00 500.000,01 a 1.000.000,00 1.000.000,01 a 5.000.000,00 5.000.000,01 a 10.000.000,00 10.000.000,01 a 43.319.254,03 117.571.951,01 (Brasília) 154.777.300,51 (Rio de Janeiro) 357.116.681,33 (São Paulo) Número de municípios por classe de PIB 2.007 2.456 469 261 280 51 37 2 1
A
B
B
( ( ( ( ( ( ( ( B A H I A SERGIPE ALAGOAS PERNAMBUCO PARAÍBA RIO GRANDE DO NORTE CEARÁ P I A U Í TERESINA FORTALEZA NATAL JOÃO PESSOA RECIFE MACEIÓ ARACAJU SALVADOR Feira de Santana Camaçari São Francisco do Conde Ipojuca Jaboatão dos Guararapes Juazeiro Petrolina Juazeiro do Norte Mossoró Arapiraca Paulo Afonso Sobral Caucaia AlagoinhasCabo de Santo Agostinho Campina Grande
Maracanaú
Guamaré
Parnamirim
Caruaru
Nossa Senhora do Socorro
Candeias Dias d´Ávila Simões Filho Lauro de Freitas Paulista Olinda O C E A N O A T L Â N T IC O Canindé de São Francisco km 60 0 60 120 -35°00' -40°00' -5°00' -10°00'
A
O Cartograma 1 apresenta a distribuição do PIB dos Municípios por classes. Ressalta-se
que o tamanho da área geográfi ca não deve infl uenciar a interpretação dos resultados. Os
municípios com as maiores áreas estão localizados na Região Norte, enquanto os municípios
das Regiões Sudeste e Sul são menores, o que torna a área bastante fragmentada. O Gráfi co
1, com o número de municípios por Unidade da Federação, auxilia a análise espacial.
Distribuição do número de municípios, segundo as faixas de
participação relativa no PIB
A distribuição do número de municípios e da população, segundo as faixas de
parti-cipação relativa
8no PIB, do País está apresentada na Tabela 3, para a série de 2004 a 2008.
8 Sendo a participação relativa no PIB do País ordenada de forma decrescente.
Dos municípios Da população (1) Dos municípios Da população (1) Até 25% 5 0,1 12,8 5 0,1 12,8 De 25% a 50% 49 0,9 18,1 54 1,0 30,9 De 50% a 75% 267 4,8 23,1 321 5,8 54,0 De 75% a 95% 1 931 34,7 30,9 2 252 40,5 84,9 De 95% a 99% 1 963 35,3 11,5 4 215 75,8 96,3 De 99% a 100% 1 345 24,2 3,7 5 560 100,0 100,0 Até 25% 5 0,1 12,8 5 0,1 12,8 De 25% a 50% 45 0,8 17,3 50 0,9 30,0 De 50% a 75% 250 4,5 23,3 300 5,4 53,3 De 75% a 95% 1 895 34,1 31,5 2 195 39,5 84,9 De 95% a 99% 2 001 36,0 11,6 4 196 75,4 96,5 De 99% a 100% 1 368 24,6 3,5 5 564 100,0 100,0 Até 25% 5 0,1 12,7 5 0,1 12,7 De 25% a 50% 45 0,8 17,4 50 0,9 30,1 De 50% a 75% 251 4,5 23,7 301 5,4 53,9 De 75% a 95% 1 911 34,3 31,4 2 212 39,8 85,2 De 95% a 99% 2 003 36,0 11,4 4 215 75,8 96,6 De 99% a 100% 1 349 24,2 3,4 5 564 100,0 100,0 Até 25% 5 0,1 12,9 5 0,1 12,9 De 25% a 50% 44 0,8 17,4 49 0,9 30,3 De 50% a 75% 247 4,4 23,7 296 5,3 54,0 De 75% a 95% 1 924 34,6 31,0 2 220 39,9 85,0 De 95% a 99% 2 004 36,0 11,5 4 224 75,9 96,5 De 99% a 100% 1 340 24,1 3,5 5 564 100,0 100,0 Até 25% 6 0,1 13,5 6 0,1 13,5 De 25% a 50% 45 0,8 17,0 51 0,9 30,6 De 50% a 75% 250 4,5 23,1 301 5,4 53,7 De 75% a 95% 1 956 35,2 31,5 2 257 40,6 85,2 De 95% a 99% 1 994 35,8 11,4 4 251 76,4 96,6 De 99% a 100% 1 313 23,6 3,4 5 564 100,0 100,0
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
(1) População estimada para 1º de julho, série revisada. (2) Dados sujeitos a revisão. 2007
2004
2005
2008 (2) 2006
Tabela 3 - Número de municípios e participações relativa e acumulada dos
municípios e da população, segundo as faixas de participação relativa
no Produto Interno Bruto total do Brasil - 2004-2008
Participação relativa acumulada (%) Faixas de participação
relativa no Produto Interno Bruto total do Brasil
Número de municípios Participação relativa (%) Número de municípios acumulado
Em 2008, a renda gerada por seis municípios correspondeu a aproximadamente
25,0% de toda a geração de renda do País, e agregando a renda de 51 municípios,
alcançou-se, aproximadamente, a metade do PIB e 30,6% da população. No mesmo
ano, nota-se que os 1 313 municípios que pertenciam à última faixa de participação
relativa responderam por até 1,0% do PIB e concentraram 3,4% da população. Estes
números mostram a concentração da geração interna da renda e também a difusão
espacial na produção da riqueza.
Os seis municípios, todos capitais, que representavam aproximadamente 25,0%
do PIB em 2008 eram: São Paulo (São Paulo), 11,8%; Rio de Janeiro (Rio de Janeiro),
5,1%; Brasília (Distrito Federal), 3,9%; Curitiba (Paraná), 1,4%; Belo Horizonte (Minas
Gerais),1,4%; e Manaus (Amazonas), 1,3%.
A Tabela 4 apresenta a posição dos seis maiores municípios em relação ao PIB,
bem como a participação relativa do PIB e da população.
2004 2005 2006 2007 2008 (1) Produto Interno Bruto População (2) São Paulo/SP 1 1 1 1 1 11,8 5,8 Rio de Janeiro/RJ 2 2 2 2 2 5,1 3,2 Brasília/DF 3 3 3 3 3 3,9 1,3 Curitiba/PR 5 4 5 5 4 1,4 1,0 Belo Horizonte/MG 4 5 4 4 5 1,4 1,3 Manaus/AM 6 7 6 6 6 1,3 0,9
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
(1) Dados sujeitos a revisão. (2) População estimada para 1º de julho, série revisada.
Tabela 4 - Posição dos seis maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto
segundo os municípios e as respectivas Unidades da Federação,
em ordem de posição de 2008 - 2004-2008
Municípios e respectivas Unidades da Federação, em ordem de posição de 2008Posição dos seis maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto
Participação relativa em 2008
(%)
e participação relativa do Produto Interno Bruto e da população,
De modo geral, não ocorreu alteração signifi cativa entre os maiores municípios
na série. Os seis maiores municípios em relação ao PIB, em 2008, estavam entre os
primeiros desde o início da série. Essas posições permaneceram praticamente
inal-teradas.
O Gráfi co 4 destaca os seis municípios responsáveis por aproximadamente
25% do PIB em 2008, e apresenta a evolução da participação percentual em relação
ao País na série de 2004 a 2008. Observa-se que, em relação ao biênio 2007-2008, os
municípios de São Paulo e Rio de Janeiro perderam participação no País, enquanto
Brasília (Distrito Federal) ganhou participação. Os Municípios de Curitiba (Paraná),
Belo Horizonte (Minas Gerais) e Manaus (Amazonas) mantiveram a participação no
País. Estes dados podem ser observados na Tabela de Resultados 2.
Na Região Norte, sete municípios de maior PIB agregavam 50,0% da riqueza de
toda a região, sendo que aproximadamente 25,0% dessa riqueza estava concentrada
no Município de Manaus; na Região Nordeste, 23, desse total nove são municípios
de capitais e acumulavam aproximadamente 34,0% do PIB dessa região; na Região
Sudeste, 13 e na Região Sul do País eram necessários 27 municípios. O Município de
Brasília agregava 42,1% do PIB da Região Centro-Oeste, excluindo-se esse município,
eram necessários 16 municípios para agregar aproximadamente 50,0% das riquezas
da região. Estes dados podem ser observados na Tabela de Resultados 8.
Os cinco municípios de menor PIB em 2008 foram: Areia de Baraúna (Paraíba),
São Luis do Piauí (Piauí), São Félix do Tocantins (Tocantins), Santo Antônio dos Milagres
(Piauí) e São Miguel da Baixa Grande (Piauí), em ordem decrescente. A agregação do
PIB destes municípios representava, aproximadamente, 0,001% do total do País.
Na Região Norte, os 30 municípios de menor PIB estavam localizados no Estado do
Tocantins, com exceção dos Municípios de São João da Ponta e Santarém Novo, ambos
localizados no Estado do Pará e do Município de Japurá pertencente ao Estado do
Ama-zonas; na Região Nordeste, os menores localizavam-se nos Estados do Piauí, da Paraíba
e do Rio Grande do Norte, nesse último estado apenas o Município de Viçosa pertencia a
esse conjunto; na Região Sudeste, todos estavam localizados no Estado de Minas Gerais
com exceção do município paulista de Nova Guataporanga. Todos os estados da Região
Sul tiveram municípios entre os 30 de menor PIB; e, na Região Centro-Oeste, somente o
Estado de Mato Grosso do Sul não apresentou nenhum município entre os 30 menores.
Estes dados podem ser observados na Tabela de Resultados 9.
O Cartograma 2 mostra a distribuição acumulada do PIB dos Municípios e
permi-te identifi car, espacialmenpermi-te, a distribuição dos municípios apontados na Tabela 3.
5,1 3,6 3,8 3,8 3,8 3,9 1,4 1,4 1,3 1,4 1,3 1,3 1,4 1,4 1,3 1,4 1,4 1,3 1,4 1,4 1,3 11,8 12,1 11,9 12,2 11,6 5,3 5,4 5,5 5,8 2004 2005 2006 2007 2008(1)
São Paulo/SP Rio de Janeiro/RJ Brasília/DF Curitiba/PR Belo Horizonte/MG Manaus/AM %
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
(1) Dados sujeitos a revisão.
Gráfico 4 - Participação percentual do Produto Interno Bruto dos seis maiores municípios,
por município e respectivas Unidades da Federação - 2004-2008
(
(
(
(
(
(
DF PR BA TO SE AL PE PB RN CE PI MA RR AM AC RO PA MT GO MG MS ES RJ SP SC RS AP O CE AN O A T L Â N T IC O25%
CURITIBA SÃO PAULO RIO DE JANEIRO MANAUS BELO HORIZONTE BRASÍLIA B São Francisco do Conde Canoas Vitória Contagem Belo Horizonte Belém Natal Porto Alegre Fortaleza Recife Florianópolis Santos Salvador Ribeirão Preto São José dos Pinhais Sorocaba São Josédos Campos Araucária Itajaí São Luís Curitiba Jundiaí Betim Campinas Camaçari Maceió Goiânia Serra Campos dos Goytacazes
Caxias do Sul Piracicaba Joinville Londrina Uberlândia Cuiabá Campo Grande Brasília Manaus São Gonçalo Niterói Duque de Caxias Nova Iguaçu Rio de Janeiro O CE AN O A T L Â N T IC O
São Caetano do Sul São Bernardo do Campo São Paulo Diadema Osasco Barueri Santo André Guarulhos
50%
DF PR BA TO SE AL PE PB RN CE PI MA RR AM AC RO PA MT GO MG MS ES RJ SP SC RS AP OC EA N O A T L Â N TI C O95%
DF PR BA TO SE AL PE PB RN CE PI MA RR AM AC RO PA MT GO MG MS ES RJ SP SC RS AP O CE AN O A T L Â N T IC O99%
Número de municípios 51 Número de municípios 4251 Número de municípios 6 DF PR BA TO SE AL PE PB RN CE PI MA RR AM AC RO PA MT GO MG MS ES RJ SP SC RS AP O C EA N O A T L Â N T IC O75%
DF PR BA TO SE AL PE PB RN CE PI MA RR AM AC RO PA MT GO MG MS ES RJ SP SC RS AP O CE A N O A T L Â N T IC O85%
Número de municípios 301 Número de municípios 728 Número de municípios 2257Cartograma 2 - Participação dos municípios no Produto Interno Bruto nacional - 2008
Indicador de concentração
O Gráfi co 5 apresenta um indicador de concentração calculado pela relação
entre a média do PIB dos 10,0% dos municípios que mais contribuíram e a média dos
60,0%, 50,0%, 30,0% e 10,0% dos municípios com menor contribuição para o PIB
9.
9
Os municípios foram ordenados decrescentemente em relação ao PIB. Em seguida, agregou-se o PIB dos 10% dos municípios que mais contribuíram para o total e calculou-se a média. Este é o numerador do índice. Cada denominador é composto pela média da agregação do PIB dos 60%, 50%, 30% e 10% dos municípios com menor contribuição no PIB.
0 200 100 300 400 500
Gráfico 5 - Relação entre a média do PIB dos 10,0% dos municípios com os maiores PIB e
a média do PIB dos 60,0%, 50,0%, 30,0% e 10,0% dos municípios com os menores PIB,
segundo as Grandes Regiões - 2004-2008
Brasil Norte Nordeste
Sudeste Sudeste exclusive Municípios
de São Paulo e do Rio de Janeiro Sul Centro-Oeste Centro-Oeste exclusive Brasília
2004 2005 2006 2007 2008
(1)
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
(1) Dados sujeitos a revisão.
10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 Brasil 96,3 117,7 174,2 294,0 100,9 122,9 181,0 297,1 99,7 121,0 177,2 290,6 99,3 120,0 175,7 285,8 96,7 116,9 170,4 274,9 Norte 54,9 65,1 93,6 164,2 54,9 65,3 93,1 161,3 54,8 65,4 95,0 167,2 53,3 63,3 91,8 158,6 54,3 63,8 91,2 156,0 Nordeste 62,252,7 89,3 144,8 54,0 63,8 91,8 148,3 52,2 61,5 87,6 142,1 52,5 61,6 87,4 139,5 51,0 60,2 85,1 135,3 Sudeste 147,6 186,6 297,8 489,2 151,8 191,7 300,5 484,0 151,6 193,6 306,7 495,4 155,8 197,1 308,5 489,4 152,8 192,9 299,2 463,6 Sudeste exclusive municípios de São
Paulo e do Rio de Janeiro 93,0 117,6 187,6 307,8 95,8 120,9 189,5 304,7 96,8 123,6 195,7 315,7 99,2 125,5 196,4 311,2 98,6 124,5 193,1 298,9 Sul 50,1 59,6 84,3 125,7 57,0 68,3 97,9 144,8 54,9 65,2 91,8 134,4 53,6 63,3 87,9 128,9 51,3 60,7 84,4 123,0 Centro-Oeste 77,5 97,6 154,2 248,8 83,7 103,5 162,4 251,4 87,4 107,9 164,7 260,0 85,7 105,5 164,2 261,8 84,7 104,8 163,4 263,7 Centro-Oeste exclusive Brasília 38,3 48,3 76,2 39,6123,0 49,2 76,9 119,0 40,6 50,4 76,6 120,9 40,8 50,4 78,1 124,5 40,6 50,4 78,2 126,2 2007 2008 Grandes Regiões 2004 2005 2006 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10 10x60 10x50 10x30 10x10
O indicador para o Brasil revelou que, em 2008, a média dos 10,0% dos
muni-cípios com maior PIB geraram 96,7 vezes mais riqueza que a média dos 60,0% dos
municípios com menor PIB. De forma análoga, é a interpretação dos mesmos
indica-dores com bases de comparação de 50,0%, 30,0% e 10,0% da média dos municípios
com menor PIB.
A Região Sudeste apresentou os maiores indicadores ao longo da série. Em
destaque, observou-se que excluindo-se os Municípios de São Paulo (São Paulo) e
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), o cálculo do indicador da região continuou alto, o
maior dentre todas as regiões, evidenciando concentração do PIB na Região Sudeste.
Em outro extremo, as Regiões Nordeste, Norte e Sul apresentaram os menores coefi
-cientes de dispersão. Na Região Centro-Oeste, fi cou evidente a concentração devido
a Brasília (Distrito Federal).
O cálculo desse indicador quando realizado para cada Unidade da Federação
mostrou as maiores concentrações nos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e
do Amazonas enquanto as menores concentrações foram verifi cadas nos Estados de
Rondônia e do Tocantins. Esses resultados estão apresentados no Anexo 3.
Observa-se que esses indicadores mantêm o mesmo padrão em toda a série,
não obstante, constata-se uma leve redução nos últimos anos na magnitude dos
indi-cadores da Região Sudeste e do Brasil. A Região Sudeste, sem os Municípios de São
Paulo e do Rio de Janeiro, apresentou todos os indicadores superiores aos nacionais
em 2008. No último ano, os indicadores da Região Centro-Oeste se aproximavam dos
indicadores nacionais.
Para uma análise mais detalhada, isto é, utilizando um menor nível de
agre-gação geográfi ca do que a Unidade da Federação, calculou-se o indicador descrito
acima para as 136 Mesorregiões
10brasileiras. Para enriquecer a análise, calculou-se
os índices de Gini para cada Mesorregião. Esses indicadores também estão
apresen-tados no Anexo 3.
Observou-se que o Estado de São Paulo era o único estado que apresentava o
maior indicador de concentração em uma Mesorregião que não contemplava a capital
estadual, a Mesorregião do Vale do Paraíba Paulista; nela estava incluído o Município
de São José dos Campos.
As maiores concentrações fornecidas pelo indicador encontravam-se nas
Mesorre-giões das capitais dos Estados de Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso.
Essas Mesorregiões também eram responsáveis pelos maiores índices de Gini.
As Mesorregiões do Norte Fluminense (Rio de Janeiro) e do Centro-Norte de
Mato Grosso do Sul (Mato Grosso do Sul) foram as que apresentaram os maiores
aumentos de concentração e as maiores perdas foram verifi cadas no Vale do Paraíba
Paulista (São Paulo) e na Região Metropolitana de Belém (Pará).
Em geral, observa-se que o conjunto das Mesorregiões com índice de Gini até 0,60
acompanhava coefi ciente de concentração de intermediário para baixo (inferior a 20) e
apresentava pequena participação do PIB na respectiva Unidade da Federação exceto a
Mesorregião do Leste Rondoniense que agregava 61,0% da renda de Rondônia.
10 Mesorregião geográfi ca é o conjunto de microrregiões, contíguas e contidas na mesma Unidade da Federação, defi nidas
Do conjunto das Mesorregiões com alto índice de Gini, entre 0,6 e 0,8, e coefi
-ciente de concentração (de 20 a 100), a grande maioria das Mesorregiões agregava
baixo PIB, exceto as Mesorregiões do Vale do Acre, Norte de Roraima, Sul do Amapá,
Ocidental do Tocantins, Metropolitana de Fortaleza, Metropolitana de Recife, Leste
Alagoano, e Leste Sergipano que apresentavam participação acima de 50,0% do PIB
da respectiva Unidade da Federação.
O grupo das Mesorregiões com altíssimo índice de Gini, superior a 0,80, e
coe-fi ciente de concentração de 65 a 225, agregava grande participação no PIB, exceto a
Mesorregião do Vale do Paraíba Paulista (São Paulo) por possuir índice de Gini (0,81) ,
coefi ciente de concentração (136,4) e apenas 5,0% do PIB da Unidade da Federação.
Participação dos cinco maiores municípios na Unidade da Federação
A Tabela 5 apresenta os cinco maiores PIB municipais por estado, em 2008,
e mostra o quanto esses municípios representavam em relação ao total do PIB de
suas respectivas Unidades da Federação. De maneira geral, pode-se observar que,
na maioria dos estados das Regiões Norte e Nordeste, os cinco maiores municípios
concentravam mais do que 50% do PIB estadual. As exceções foram os Estados do
Tocantins e da Bahia, com 44,7% e 47,4%, respectivamente. A Região Sudeste não
apresentou padrão específi co, sendo que os cinco maiores municípios do Espírito
Santo e do Rio de Janeiro concentravam mais de 65% do PIB dos seus estados. Nas
Regiões Sul e Centro-Oeste do País, essa concentração era bem menor, exceto o
Es-tado de Mato Grosso do Sul, que apresentou concentração de 55,6%.
(continua) Relativa (%) Relativa acumulada (%) Rondônia ( 52 municípios) 48,3 Porto Velho 5 218 343 29,2 29,2 Ji-Paraná 1 354 955 7,6 36,7 Vilhena 1 109 446 6,2 42,9 Ariquemes 1 005 152 5,6 48,6 Cacoal 925 035 5,2 53,7 Acre ( 22 municípios) 68,6 Rio Branco 3 549 306 52,7 52,7 Cruzeiro do Sul 593 629 8,8 61,6 Sena Madureira 346 410 5,1 66,7 Tarauacá 237 732 3,5 70,2 Senador Guiomard 209 832 3,1 73,4 Amazonas ( 62 municípios) 61,5 Manaus 38 116 495 81,4 81,4 Coari 1 547 924 3,3 84,7 Itacoatiara 822 215 1,8 86,5 Parintins 405 664 0,9 87,3 Manacapuru 372 366 0,8 88,1 Participações
Tabela 5 - Participação relativa da população, Produto Interno Bruto total e
participações relativa e acumulada, segundo as Unidades da Federação e os
cinco principais municípios - 2008
Unidades da Federação e seus cinco principais municípios
Participação relativa da população dos cinco principais municípios no total da população da Unidade da Federação (%)
Produto Interno Bruto
Total (1 000 R$)
(continuação) Relativa (%) Relativa acumulada (%) Roraima ( 15 municípios) 80,7 Boa Vista 3 578 135 73,2 73,2 Rorainópolis 195 488 4,0 77,2 Caracaraí 144 066 2,9 80,1 Alto Alegre 129 896 2,7 82,8 Mucajaí 127 367 2,6 85,4 Pará (143 municípios) 32,2 Belém 15 316 130 26,2 26,2 Parauapebas 6 572 427 11,2 37,4 Barcarena 3 860 431 6,6 44,0 Marabá 3 593 892 6,1 50,1 Ananindeua 3 083 495 5,3 55,4 Amapá ( 16 municípios) 86,3 Macapá 4 294 914 63,5 63,5 Santana 951 537 14,1 77,6 Laranjal do Jari 306 642 4,5 82,1 Oiapoque 215 912 3,2 85,3 Porto Grande 155 705 2,3 87,6 Tocantins (139 municípios) 34,6 Palmas 2 593 532 19,8 19,8 Araguaína 1 445 492 11,0 30,9 Gurupi 851 170 6,5 37,4 Miracema do Tocantins 525 515 4,0 41,4 Porto Nacional 442 102 3,4 44,7 Maranhão (217 municípios) 24,6 São Luís 14 724 350 38,3 38,3 Açailândia 1 767 453 4,6 42,9 Imperatriz 1 740 931 4,5 47,4 Balsas 897 281 2,3 49,7 Caxias 738 456 1,9 51,6 Piauí (223 municípios) 35,2 Teresina 7 522 103 44,9 44,9 Parnaíba 672 095 4,0 48,9 Picos 504 673 3,0 51,9 Uruçuí 431 827 2,6 54,5 Floriano 395 299 2,4 56,8 Ceará (184 municípios) 40,6 Fortaleza 28 350 622 47,2 47,2 Maracanaú 3 121 055 5,2 52,4 Juazeiro do Norte 1 986 996 3,3 55,7 Caucaia 1 952 311 3,2 58,9 Sobral 1 702 060 2,8 61,8
Tabela 5 - Participação relativa da população, Produto Interno Bruto total e
participações relativa e acumulada, segundo as Unidades da Federação e os
cinco principais municípios - 2008
Unidades da Federação e seus cinco principais municípios
Participação relativa da população dos cinco principais municípios no total da população da Unidade da Federação (%)
Produto Interno Bruto
Total (1 000 R$)
(continuação)
Relativa (%) Relativa acumulada (%)
Rio Grande do Norte (167 municípios) 42,2
Natal 8 656 932 34,0 34,0
Mossoró 3 025 815 11,9 45,8
Parnamirim 1 654 985 6,5 52,3
Guamaré 1 279 970 5,0 57,4
São Gonçalo do Amarante 660 111 2,6 60,0
Paraíba (223 municípios) 36,1 João Pessoa 7 661 219 29,8 29,8 Campina Grande 3 457 878 13,5 43,3 Cabedelo 2 184 284 8,5 51,8 Santa Rita 979 386 3,8 55,6 Patos 542 838 2,1 57,7 Pernambuco (185 municípios) 32,8 Recife 22 452 492 31,9 31,9
Jaboatão dos Guararapes 6 389 842 9,1 40,9
Ipojuca 6 250 969 8,9 49,8
Cabo de Santo Agostinho 3 235 853 4,6 54,4
Olinda 2 383 898 3,4 57,8
Alagoas (102 municípios) 41,1
Maceió 9 143 488 46,9 46,9
Arapiraca 1 391 550 7,1 54,1
Marechal Deodoro 740 503 3,8 57,9
São Miguel dos Campos 589 504 3,0 60,9
Coruripe 450 151 2,3 63,2
Sergipe ( 75 municípios) 40,0
Aracaju 6 946 348 35,5 35,5
Canindé de São Francisco 1 127 147 5,8 41,3
Nossa Senhora do Socorro 1 025 107 5,2 46,5
Laranjeiras 934 956 4,8 51,3
Estância 832 004 4,3 55,6
Bahia (417 municípios) 26,7
Salvador 29 668 442 24,4 24,4
Camaçari 10 474 421 8,6 33,0
São Francisco do Conde 9 002 648 7,4 40,4
Feira de Santana 5 263 533 4,3 44,8
Candeias 3 173 598 2,6 47,4
Minas Gerais (853 municípios) 23,3
Belo Horizonte 42 151 108 14,9 14,9
Betim 25 314 346 9,0 23,9
Contagem 14 869 759 5,3 29,1
Uberlândia 14 270 392 5,1 34,2
Juiz de Fora 7 140 251 2,5 36,7
Espírito Santo ( 78 municípios) 46,8
Vitória 22 694 461 32,5 32,5
Serra 11 640 836 16,7 49,1
Vila Velha 5 336 306 7,6 56,8
Cariacica 3 552 563 5,1 61,9
Linhares 2 910 803 4,2 66,0
Tabela 5 - Participação relativa da população, Produto Interno Bruto total e
participações relativa e acumulada, segundo as Unidades da Federação e os
cinco principais municípios - 2008
Unidades da Federação e seus cinco principais municípios
Participação relativa da população dos cinco principais municípios no total da população da Unidade da Federação (%)
Produto Interno Bruto
Total (1 000 R$)
(conclusão)
Relativa (%) Relativa acumulada (%)
Rio de Janeiro ( 92 municípios) 55,4
Rio de Janeiro 154 777 301 45,1 45,1
Duque de Caxias 32 266 476 9,4 54,5
Campos dos Goytacazes 29 125 709 8,5 63,0
Niterói 9 232 172 2,7 65,7
Nova Iguaçu 8 359 928 2,4 68,1
São Paulo (645 municípios) 36,2
São Paulo 357 116 681 35,6 35,6
Guarulhos 31 966 247 3,2 38,8
Osasco 30 024 366 3,0 41,8
São Bernardo do Campo 29 872 572 3,0 44,8
Campinas 29 363 064 2,9 47,7
Paraná (399 municípios) 27,0
Curitiba 43 319 254 24,2 24,2
Araucária 11 001 673 6,1 30,3
São José dos Pinhais 10 398 355 5,8 36,1
Londrina 8 033 461 4,5 40,6
Paranaguá 7 107 175 4,0 44,5
Santa Catarina (293 municípios) 24,7
Joinville 13 220 313 10,7 10,7
Itajaí 10 183 448 8,3 19,0
Florianópolis 8 120 986 6,6 25,6
Blumenau 7 391 534 6,0 31,6
Jaraguá do Sul 4 800 617 3,9 35,5
Rio Grande do Sul (496 municípios) 24,2
Porto Alegre 36 774 704 18,4 18,4
Canoas 12 580 262 6,3 24,7
Caxias do Sul 11 716 487 5,9 30,6
Rio Grande 5 402 761 2,7 33,3
Gravataí 5 352 575 2,7 36,0
Mato Grosso do Sul ( 78 municípios) 51,2
Campo Grande 10 462 086 31,6 31,6
Dourados 2 872 065 8,7 40,2
Corumbá 2 846 250 8,6 48,8
Três Lagoas 1 518 087 4,6 53,4
Ponta Porã 726 502 2,2 55,6
Mato Grosso (141 municípios) 36,0
Cuiabá 9 014 929 17,0 17,0 Rondonópolis 4 355 081 8,2 25,2 Várzea Grande 2 684 057 5,1 30,3 Sorriso 2 389 598 4,5 34,8 Primavera do Leste 1 828 499 3,4 38,2 Goiás (246 municípios) 39,9 Goiânia 19 457 328 25,8 25,8 Anápolis 6 265 480 8,3 34,2 Aparecida de Goiânia 3 873 756 5,1 39,3 Rio Verde 3 615 987 4,8 44,1 Catalão 3 348 904 4,4 48,6
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Nota: Dados sujeitos a revisão.
Tabela 5 - Participação relativa da população, Produto Interno Bruto total e
participações relativa e acumulada, segundo as Unidades da Federação e os
cinco principais municípios - 2008
Unidades da Federação e seus cinco principais municípios
Participação relativa da população dos cinco principais municípios no total da população da Unidade da Federação (%)
Produto Interno Bruto
Total (1 000 R$)
O Estado do Amazonas onde, em 2008, os cinco maiores municípios participavam
no PIB do estado com 88,1%, apresentou a maior concentração espacial de renda do País,
seguido pelo Estado do Amapá com 87,6% e Roraima com 85,4%. Em outro extremo,
encontravam-se os Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com
as menores concentrações de renda, 35,5%, 36,0% e 36,7%, respectivamente.
Municípios das capitais
Com relação à participação das capitais na economia brasileira, em 2008, o
Município de São Paulo (São Paulo) ocupava a primeira posição em termos de
contri-buição ao PIB do País, enquanto Palmas (Tocantins) ocupava o último lugar. A Tabela
6 mostra o PIB das capitais, a posição da capital em relação ao estado, e a posição da
capital em relação ao Brasil, e pode-se observar que Florianópolis (Santa Catarina) era
a única capital que não ocupava a primeira posição dentro do seu estado. Em Santa
Catarina, o maior município em toda série, 2004-2008, foi Joinville, o mais populoso
do estado e que faz parte do polo metal-mecânico catarinense e o segundo maior
município em relação ao PIB catarinense, em 2008, foi Itajaí.
Às Capitais À Unidade da Federação Ao Brasil São Paulo/SP 357 116 681 1º 1º 1º Rio de Janeiro/RJ 154 777 301 2º 1º 2º Brasília/DF 117 571 952 3º 1º 3º Curitiba/PR 43 319 254 4º 1º 4º Belo Horizonte/MG 42 151 108 5º 1º 5º Manaus/AM 38 116 495 6º 1º 6º Porto Alegre/RS 36 774 704 7º 1º 7º Salvador/BA 29 668 442 8º 1º 12º Fortaleza/CE 28 350 622 9º 1º 15º Vitória/ES 22 694 461 10º 1º 19º Recife/PE 22 452 492 11º 1º 20º Goiânia/GO 19 457 328 12º 1º 22º Belém/PA 15 316 130 13º 1º 23º São Luís/MA 14 724 350 14º 1º 26º Campo Grande/MS 10 462 086 15º 1º 37º Maceió/AL 9 143 488 16º 1º 43º Cuiabá/MT 9 014 929 17º 1º 44º Natal/RN 8 656 932 18º 1º 47º Florianópolis/SC 8 120 986 19º 3º 50º João Pessoa/PB 7 661 219 20º 1º 54º Teresina/PI 7 522 103 21º 1º 55º Aracaju/SE 6 946 348 22º 1º 60º Porto Velho/RO 5 218 343 23º 1º 88º Macapá/AP 4 294 914 24º 1º 105º Boa Vista/RR 3 578 135 25º 1º 119º Rio Branco/AC 3 549 306 26º 1º 122º Palmas/TO 2 593 532 27º 1º 167º
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.
Nota: Dados sujeitos a revisão.
Tabela 6 - Produto Interno Bruto dos Municípios das Capitais, por posição em relação
às Capitais, à Unidade da Federação e ao Brasil, segundo os Municípios da Capitais
e as respectivas Unidades da Federação, em ordem de posição - 2008
Municípios das Capitais e respectivas Unidades da Federação,
em ordem de posição
Produto Interno Bruto Valor
(1 000 R$)
As capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Bahia, Ceará, Pará, Maranhão,
Santa Catarina, Rondônia, Amapá e Tocantins permaneceram nas mesmas posições
durante todo o período, 2004 a 2008. Os movimentos entre as demais capitais foram
sempre suaves e são explicados pelo desempenho estadual devido à concentração
da atividade econômica na capital. Em 2008, o conjunto das capitais brasileiras
re-presentava 33,9% da renda nacional, sendo que as capitais da Região Norte foram
responsáveis por 2,4% desse montante; as da Região Nordeste, 4,5%; as da Região
Sudeste, 19,0%; as da Região Sul, 2,9%; e as da Região Centro-Oeste, por 5,2%. Em
2008, a participação das capitais na composição do PIB nacional foi a menor quando
comparada com a série 2004 a 2008.
Calculou-se a participação do PIB de cada capital em relação ao PIB do País e
em relação ao PIB da respectiva Unidade da Federação. Esses resultados estão
apre-sentados nos Quadros 1 e 2, respectivamente. Mantiveram-se as mesmas cores para
as Unidades da Federação que pertencem a uma mesma região geográfi ca.
Observa-se que as capitais de Santa Catarina, do Amazonas, do Pará e do
Es-pírito Santo apresentavam perfi s diferenciados das demais capitais das respectivas
regiões. Brasília e a capital de São Paulo foram as que mais ganharam participação,
0,2%, e a capital do Estado do Rio de Janeiro foi a que mais perdeu participação no
período de 2004 a 2008, 0,7%.
São Paulo/SP 11,6 São Paulo/SP 12,2 São Paulo/SP 11,9 São Paulo/SP 12,1 São Paulo/SP 11,8 Rio de Janeiro/RJ 5,8 Rio de Janeiro/RJ 5,5 Rio de Janeiro/RJ 5,4 Rio de Janeiro/RJ 5,3 Rio de Janeiro/RJ 5,1 Brasília/DF 3,6 Brasília/DF 3,8 Brasília/DF 3,8 Brasília/DF 3,8 Brasília/DF 3,9 Belo Horizonte/MG 1,4 Curitiba/PR 1,4 Belo Horizonte/MG 1,4 Belo Horizonte/MG 1,4 Curitiba/PR 1,4 Curitiba/PR 1,4 Belo Horizonte/MG 1,3 Curitiba/PR 1,4 Curitiba/PR 1,4 Belo Horizonte/MG 1,4 Manaus/AM 1,3 Porto Alegre/RS 1,3 Manaus/AM 1,3 Manaus/AM 1,3 Manaus/AM 1,3 Porto Alegre/RS 1,2 Manaus/AM 1,3 Porto Alegre/RS 1,3 Porto Alegre/RS 1,3 Porto Alegre/RS 1,2 Salvador/BA 1,0 Salvador/BA 1,0 Salvador/BA 1,0 Salvador/BA 1,0 Salvador/BA 1,0 Fortaleza/CE 0,9 Fortaleza/CE 0,9 Fortaleza/CE 0,9 Fortaleza/CE 0,9 Fortaleza/CE 0,9 Recife/PE 0,7 Recife/PE 0,8 Recife/PE 0,8 Recife/PE 0,8 Vitória/ES 0,7 Goiânia/GO 0,6 Vitória/ES 0,7 Vitória/ES 0,7 Vitória/ES 0,7 Recife/PE 0,7 Vitória/ES 0,6 Goiânia/GO 0,6 Goiânia/GO 0,7 Goiânia/GO 0,7 Goiânia/GO 0,6 Belém/PA 0,5 Belém/PA 0,5 Belém/PA 0,5 Belém/PA 0,5 Belém/PA 0,5 São Luís/MA 0,4 São Luís/MA 0,5 São Luís/MA 0,5 São Luís/MA 0,5 São Luís/MA 0,5 Cuiabá/MT 0,3 Cuiabá/MT 0,3 Campo Grande/MS 0,3 Campo Grande/MS 0,3 Campo Grande/MS 0,3 Campo Grande/MS 0,3 Campo Grande/MS 0,3 Natal/RN 0,3 Maceió/AL 0,3 Maceió/AL 0,3 Natal/RN 0,3 Natal/RN 0,3 Maceió/AL 0,3 Natal/RN 0,3 Cuiabá/MT 0,3 Maceió/AL 0,3 Maceió/AL 0,3 Cuiabá/MT 0,3 Cuiabá/MT 0,3 Natal/RN 0,3 Florianópolis/SC 0,3 Florianópolis/SC 0,3 Florianópolis/SC 0,3 Florianópolis/SC 0,3 Florianópolis/SC 0,3 Aracaju/SE 0,2 Teresina/PI 0,2 Teresina/PI 0,3 João Pessoa/PB 0,3 João Pessoa/PB 0,3 Teresina/PI 0,2 Aracaju/SE 0,2 João Pessoa/PB 0,3 Teresina/PI 0,2 Teresina/PI 0,2 João Pessoa/PB 0,2 João Pessoa/PB 0,2 Aracaju/SE 0,2 Aracaju/SE 0,2 Aracaju/SE 0,2 Porto Velho/RO 0,2 Porto Velho/RO 0,2 Porto Velho/RO 0,2 Porto Velho/RO 0,2 Porto Velho/RO 0,2 Macapá/AP 0,1 Macapá/AP 0,1 Macapá/AP 0,1 Macapá/AP 0,1 Macapá/AP 0,1 Rio Branco/AC 0,1 Rio Branco/AC 0,1 Boa Vista/RR 0,1 Rio Branco/AC 0,1 Boa Vista/RR 0,1 Boa Vista/RR 0,1 Boa Vista/RR 0,1 Rio Branco/AC 0,1 Boa Vista/RR 0,1 Rio Branco/AC 0,1 Palmas/TO 0,1 Palmas/TO 0,1 Palmas/TO 0,1 Palmas/TO 0,1 Palmas/TO 0,1 Fonte: IBGE, em parceria com os ÓrgãosEstaduais de Estatística, SecretariasEstaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA. (1) Dados sujeitos a revisão.
Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste
Quadro 1 - Participação relativa do Produto Interno Bruto em relação ao Produto Interno Bruto do Brasil, segundo a posição ocupada pelas Capitais - 2004-2008
2008 (1) 2004 2005 2006 2007