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Movimento Undeground Hacker Software Livre Autoria e Copyleft

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Academic year: 2021

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Movimento Undeground

Hacker

Software Livre

Autoria e Copyleft

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Globalização

Na década de 90, a globalização dá ao mercado mundial novas características: o capitalismo se vê energizado por uma fabulosa expansão informática(celular, fax e internet);Pode-se dizer que a globalização está baseada na economia

e na tecnologia, que favorece uma economia mundial

vulnerável, mas que também enfrenta as desigualdades e a busca do lucro.

Necessidade de uma cultura baseada nos meios de comunicação produziram uma cultura baseada no

movimento de folclore a partir de temas originais de contra-cultura – Jazz/Rock/Cinema/Arte).

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Globalização

Cultura adolescente e a ação feminista – Movimentos Underground e Feminista.

Greenpeace, Movimento Ecológico e a Conferência de Kyoto.

11 de setembro – Queda das Torres Gêmeas - mundo sofre uma grande transformação e cria-se a necessidade de uma força de segurança global.

Bush assume a missão mundial de enfrentar a guerra ao terrorismo e vê a necessidade de uma polícia global, mas não percebe a necessidade de uma política global.

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O Obstáculo enorme:

A própria humanidade

A tendência à unificação da sociedade suscita resistências nacionais, étnicas e religiosas;

Sociedade-mundo assume a forma de um Império-mundo;

O indivíduo ocidental favorece mais o egocentrismo, o

interesse pessoal, autojustificação do que a compreensão do outro, onde a devastação causada pela incompreensão nas famílias, nos grupos sociais e entre aqueles que se propõem a serem educadores.

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Visão Otimista

Para Edgar Morin, as mudanças necessárias para

modificar a situação atual são impossíveis de

serem atingidas, entretanto, ele propõem três

princípios :

As coisas são simples até que aconteçam;

Apesar das soluções serem improváveis, devemos lembrar que o improvável acontece;

Os seres humanos, assim como as sociedades, são formados por celulas-mães, com poder de regeneração. Em analogia com o homem, estas celulas-mães seriam capazes de

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A Tecnocracia

É preciso desconfiar da tecnocracia como discurso oficial e produtor único dos sentidos acerca da tecnologia na

sociedade contemporânea.

As tecnologias demandam discursos que não se encerram no campo meramente tecnocrático; tornam-se objeto

também dos saberes das ciências humanas, da cultura e alvo de ações políticas.

Deleuze nos adverte que a tecnologia é social antes de ser técnica; as técnicas exprimem formas sociais que as

produzem e utilizam (2004). A sociedade incorporou a inteligência tecnológica às suas formas de organização, ordem e controle social.

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A Tecnologia

Michel Foucault afirma que é possível verificar como a incorporação das novas tecnologias ao cotidiano é um processo histórico fortemente marcado pela produção de diversos discursos acerca do papel e do sentido das

tecnologias na vida social.

A tecnologia, hoje, é um processo histórico muito peculiar que está em curso e que diz respeito à apropriação social de uma série de aparatos desenvolvidos por uma indústria

tecnológica, sobretudo na segunda metade do século XX. Porém vamos considerar o Movimento do Software Livre

que surge na década de 80 como um contradiscurso ao mercado das tecnologias.

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Cibercultura

A cibercultura se situa em outro registro da técnica, no contexto da cibernética e das redes digitais, que

descentralizam a comunicação e instalam formas de sociabilidade mediadas pelas tecnologias.

Chamamos cibercultura, segundo a perspectiva de André Lemos (2004), a associação entre tecnologias digitais e cultura contemporânea.

No nosso entendimento, essa perspectiva contempla a

instalação de um suporte que aporta práticas discursivas e modos de subjetivação inscritos nessas relações históricas.

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Cibercultura

A cibercultura - na medida em que inaugura formas de

produzir, circular e consumir textos - confere novas facetas à questão, n entanto, não “inventa” a crise do autor.

Para Santaella (2007), essas conclusões geralmente partem de concepções de subjetividade herdadas do cartesianismo. Em nosso texto pretendemos mostrar que as concepções de

subjetividade propostas desde a psicanálise até o pós-estruturalismo nos afastaram das teses cartesianas, conduzindo-nos à busca da compreensão do sujeito descentrado e mediado pela linguagem.

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Cibercultura

As práticas experimentadas com o advento da cibercultura aquecem polêmicas e nos instigam questões em busca das relações entre o novo suporte, a circulação dos discursos e os modos de subjetivação.

Chamamos de cibercultura, segundo a perspectiva de André Lemos (2004), a associação entre tecnologias digitais e

cultura contemporânea.

No nosso entendimento, essa perspectiva contempla a

instalação de um suporte que aporta práticas discursivas e modos de subjetivação inscritos nessas relações históricas.

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Cibercultura

Como a câmera escura para a sociedade do espetáculo, o panóptico para a sociedade disciplinar e a televisão para a sociedade pós-industrial, a realidade virtual é o dispositivo que melhor representa o papel das novas tecnologias da imagem na sociedade contemporânea (PARENTE, 1999, p. 28).

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Panóptico

Uma sociedade onde o poder é exercido, de forma que

ninguém consegue identificar os seus executores. Cria-se um controle psicológico em que os indivíduos se auto-controlam, se fiscalizam.

O primeiro a conceber essa ideia, foi o filósofo inglês Jeremy Bentham. Algumas dessas perguntas, podem ser esclarecidas e não respondidas, tendo como suporte a compreensão do Panóptico.

O projeto era para ser uma prisão modelo, para a reforma dos encarcerados. Mas, por vontade expressado do autor, foi

também um plano para todas as instituições educacionais, de assistência e de trabalho, o esboço de um sociedade racional.

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Panóptico

Michel Foucalt ao estudar a sociedade disciplinar, constata que a sua singularidade reside na existência do desvio diante da norma.

Assim para "normalizar" o sujeito moderno, foram

desenvolvidos mecanismos e dispositivos de vigilância,

capazes de interiorizar a culpa e causar remorsos pelos seus atos.

Hoje vivemos numa transição entre a sociedade da disciplina e sociedade do controle.

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Sociedade da Disciplina e

Sociedade do Controle

A sociedade disciplinar procura organizar grandes meios de confinamento: a família, a escola, a fábrica, o exército e, em alguns casos, o hospital e a prisão.

O indivíduo passa de um espaço fechado para outro e não para recomeçar, pois em cada instituição deve aprender alguma coisa, principalmente a disciplina específica do

lugar. Na sociedade disciplinar, a fábrica por exemplo, é um espaço fixo e confinado onde se produzem bens.

A fábrica concebe os indivíduos como um só corpo, com dupla vantagem de facilitar a vigilância por parte dos patrões, que controlam cada elemento na massa, e de

facilitar a tarefa dos sindicatos, que mobilizam uma massa de resistência.

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Sociedade da Disciplina e

Sociedade do Controle

A sociedade de controle está aparecendo lentamente, e

alguns de seus indícios já são perceptíveis. Ela é como uma “prisão ao ar livre”.

Os métodos de controle utilizados são de curto prazo e rotação rápida, mas contínuos e ilimitados. São

permanentes e de comunicação instantânea.

Como não têm espaço definido, podem ser exercidos em

qualquer lugar. Exemplos de modos de controlar as pessoas são as avaliações permanentes e a formação continuada.

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Movimento Underground

O Movimento do Software Livre propõe uma licença

alternativa ao copyright, a Licença Pública Genérica, polemizando as práticas discursivas que representam o autor moderno.

Entra em circulação o conceito de copyleft, que oferece a

possibilidade de colocar o programa em domínio público, com uma única restrição: não ser usado, em hipótese

nenhuma, como proprietário.

O Movimento sugere a permissão para a distribuição livre do software, quanto a marcação de uma posição política.

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Copyright e Copyleft

Os termos copyright e copyleft circulam associados,

respectivamente, às posições políticas “direita” e “esquerda”. Copyleft, all right reversed X Copyright, all right reserved.

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Copyright e Copyleft

A concepção do copyleft vem sendo debatida no campo de

produções culturais, em que intelectuais se mobilizam a favor de uma nova concepção de cultura e comunicação.

O software nem sempre foi mercadoria.

Na década de 70 ainda não se vendiam programas do computador; o que se vendia era a máquina. Os

códigos-fontes eram compartilhados pelos programadores, de modo que o conhecimento se construía a partir de uma rede de colaborações.

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Software Proprietário

Com a ampliação do mercado de informática, o software

adquire valor comercial e passa a ser vendido.

Para concorrer no mercado, empresas impedem o acesso ao seu código-fonte e buscam amparo jurídico através de direitos

autorais (copyright) e patentes.

O software proprietário é patenteado por uma empresa que

detém sobre ele uma propriedade intelectual, em cima da qual cobra direitos de uso.

No fim da década de 70, a AT&M, empresa norte-americana, achou por bem patentear o sistema operativo “Unix” que até então era largamente utilizado por pesquisadores do mundo inteiro, sobretudo nas universidades. O código foi fechado.

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Software Livre

A partir daí, muitos programadores passaram a questionar a prática de fechar o código, até que em 1984 se elabora o

GNU, que era um sistema similar ao Unix, mas desenvolvido colaborativamente.

No ano seguinte, institucionaliza-se a Fundação do Software Livre e a GPL (Licença Pública Genérica), que tem por

finalidade amparar juridicamente o software livre.Do ponto de vista político, é importante frisar que o

desenvolvimento da rede mundial de computadores acontece num processo histórico marcado pela configuração de uma nova ordem mundial, em que destacamos a quebra de

fronteiras, a desterritorialização de bens simbólicos e uma maior fragmentação do sujeito.

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Mudança de Paradigma

Essa realidade provoca um abalo nas identidades culturais

tradicionais e incita à formação de novas identidades culturais (veja-se as comunidades virtuais na rede). É também por isso que as ações sociais em torno das identidades ganham

tamanha visibilidade na virada do século XX para o XXI.

As relações de poder e a produção de discursos na sociedade em rede, lançando a seguinte questão:

Como o Movimento do Software Livre, com a proposição do copyleft, provoca novas práticas e reclama uma nova relação com a autoria na contemporaneidade?

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Copyleft

Para Foucault, há práticas discursivas e práticas não-discursivas produzindo constantemente significados na sociedade em rede.

O Movimento do Software Livre é uma organização

transnacional que se caracteriza por ser difusa, não

pertencendo, portanto, a nenhum lócus específico, e sim a uma nova ordem de mobilização social que se dá em escala global.

A proposição do copyleft ultrapassa a questão tecnológica e vem sendo debatida no campo de produções culturais.

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O discurso da autoria na

contemporaneidade

Paralelamente às iniciativas do Movimento do Software Livre

e em conexão com suas concepções, intelectuais se

mobilizam a favor de uma nova forma de fazer cultura e comunicação.

É o caso da Ciranda Internacional de Informação

Independente, que é um trabalho colaborativo de jornalistas de diversos lugares para a publicação e o aproveitamento mútuo dos seus textos.

Em termos de produção cultural, o copyleft suspende a

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O discurso da autoria na

contemporaneidade

O autor é uma condição discursiva do sujeito, na sua relação com a linguagem e a história, cuja função forja uma unidade de origem e significação, um foco de coerência para os

enunciados.

Segundo Gregolin (2001), a função-autor é um dispositivo de constituição e controle das redes de memória, sendo esta uma série sócio-histórica de vestígios legíveis que compõem trajetos de sentidos.

Os textos remetem a outros textos e estão sujeitos às

condições de produção em que são elaborados, à memória que evocam e à movência de sentidos que suas releituras lhes condicionam.

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O discurso da autoria na

contemporaneidade

Para Eni Orlandi (1996), o autor é uma função enunciativa do sujeito, quando este se representa enquanto produtor e origem da linguagem, em busca de um texto coerente e com unidade.

De acordo com Foucault (2004), a autoria é um dispositivo que agrupa os discursos, controla a circulação dos textos, emprestando-lhes legitimidade e responsabilidade.

A função-autor é um dispositivo de controle que remonta

práticas medievais, mas que se modifica na passagem para a modernidade (FOUCAULT, 2000).

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O discurso da autoria na

contemporaneidade

No século XIX, a Europa atravessa transformações na vida intelectual: se é verdade que os artistas estiveram

anteriormente vinculados ao poder monárquico e religioso, com a revolução burguesa eles se agrupam em uma nova esfera regulada por normas específicas, elegendo uma ordem estética, um espaço institucional da arte (ORTIZ, 1991).

Enquanto a exegese religiosa prima pelo caráter sagrado do texto e pela busca do seu sentido oculto, a crítica estima o aspecto criador do texto e se viabiliza pela prática do

comentário (FOUCAULT, 2000).

(Obs.: exegese é a interpretação profunda de um texto bíblico,

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O discurso da autoria na

contemporaneidade

Dizer que a função da crítica se institucionaliza na

modernidade seguindo critérios pertencentes a uma ordem estética não significa que ela se torne imune às relações de poder próprias à modernidade.

De acordo com Foucault, o autor moderno é regulado

segundo um regime de propriedade sobre os textos: um conjunto complexo de regras a propósito de direitos sobre produção e reprodução textuais, relações entre autores e

editores etc.

Nem sempre a exposição intelectual de palavras e idéias significou

tomar posse de um bem (texto) sob o signo da propriedade. A apropriação de textos e livros acontece em seguida à sua

apropriação penal, isto é, quando o autor se tornou passível de ser

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O discurso da autoria na

contemporaneidade

Civilizações precedentes à modernidade cuidavam de

transmitir suas narrativas de geração a geração, mas não era a assinatura que lhe garantia respeito, e sim o valor de seu tempo acumulado, de sua antiguidade.

Seguindo Foucault, é possível concluir que a categoria de autor —

logo, de indivíduo senhor da sua escrita — é parte do projeto da modernidade de disciplinar a circulação dos textos e a ordem dos discursos.

Essa regência é constitutiva de uma formação histórica que tem, na

representação do sujeito, a imagem do indivíduo dotado de uma identidade fixa, bem como na propriedade um regime de

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Com o século XIX vem a revolução industrial, os meios de comunicação de massa e o processo de migração crescente para as cidades. A celeridade do processo de urbanização

esboça os traços de uma civilização que abriga cada vez mais gente nas cidades, desfalcando a ocupação dos campos e

diluindo os hábitos de comunidades tradicionais.

O aumento do público leitor e o aperfeiçoamento das tecnologias

aproximam a literatura da propagação dos jornais e de seus modos de leitura. É aí que a literatura se populariza na forma do

romance-folhetim.

Ortiz observa que há uma relação entre a multiplicação dos folhetins

e o uso da publicidade como principal motivador econômico dos jornais.

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Mercado, função-autor e tecnologia

O primeiro jornal, na França, a testar a propaganda como espaço

regular e motivador econômico foi o La Presse.

Quanto mais leitores, mais propaganda e, logo, mais lucro (ORTIZ,

1991). É o mercado em torno da literatura popular: os jornais passam a competir pelos escritores que atraem o maior número de leitores.

No interior de suas instituições, a modernidade erige diferentes

valores para as obras culturais. De um lado temos as instituições que selecionam e legitimam os talentos da arte erudita, produzindo um discurso que sacraliza os bens culturais; de outro, temos uma

indústria disposta a torná-los mercadoria e, portanto, submetê-los à lógica do mercado, subtraindo seu caráter restrito e lhe atribuindo a circulação fácil.

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Mercado, função-autor e tecnologia

A industrialização cultural era uma realidade social da qual muitos

artistas, ainda que quisessem, não tinham como fugir.

Aí crescia um movimento de repúdio às instituições que guardavam

uma arte de tradição e de elite, às academias e à mercantilização da cultura.

A arte passou a ser avaliada como o belo em si e como uma instância

apartada das demais questões sociais. A manutenção dessas instituições era, para a burguesia, uma questão de privilégio, de legitimação cultural.

Ao aproximar criação e tecnologia, a vanguarda histórica subverte a

concepção de arte como obra única e a condição instrumental da tecnologia. A tecnologia, assim, adquire um sentido crítico e não se torna meramente refém da industrialização e do progresso.

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Software Livre e a função-autor

Após a Segunda Guerra Mundial, o mercado cultural cresceu

vertiginosamente e o uso de determinadas técnicas deslocou-se de suas motivações políticas e adquiriu um outro sentido social,

normalizando-se nos meios de comunicação de massa (mass media).

Nas décadas de 60 e 70 emerge um movimento que pregava a

programação criativa e a autonomia perante as instituições que desejavam controlar as informações; estamos falando dos hackers

(CASTELLS, 2003).

O hacker é comumente associado à pirataria e ao crime virtual, num

processo discursivo de apagamento mesmo da história desse movimento.

A constituição dessa cultura é muito representativa para compreender

a transição de uma paisagem política, de novos dispositivos de poder que emergem com o fim da Segunda Guerra.

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Software Livre e a função-autor

As questões que atravessam o MSL não se encerram na produção de

tecnologias, mas demandam necessidades culturais mais amplas.

O copyleft é um acontecimento discursivo que se insurge na década de

80 e suspende a representação do autor moderno. A reivindicação por um produto de linguagem “livre” das coações do copyright e fruto da partilha e da negociação de informações está de acordo com

transformações sócio-históricas que a contemporaneidade vivencia.

A hipótese que levantamos é a de que a nova ordem mundial,

acompanhada do desenvolvimento da rede mundial de computadores, desterritorializa bens simbólicos e demanda novas formas de

subjetividade.

O que o copyleft convida à interpretação é o lugar da autoria nesse

mundo de fronteiras esgarçadas, em que as identidades flutuam, deixam-se negociar, em processos; e o seu produto acabado, fixo, parece, cada vez mais, um sonho antigo.

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Underground

Movimento underground ("subterrâneo", em inglês) é uma expressão

usada para designar um ambiente cultural que foge dos padrões comerciais, dos modismos e que está fora da mídia.

Também conhecido como Cultura Underground ou Movimento

Underground, para designar toda produção cultural com estas características.

A Cultura Underground pode estar relacionada a produção musical, as

artes plásticas, a literatura, ou qualquer forma de expressão artística da cultura urbana contemporânea.

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Cultura Underground

A obra em suporte digital experimenta novas dinâmicas: as formas de

publicação e distribuição em rede subvertem a estética da originalidade foi decisiva para a identidade do “autor proprietário”.

O século XX convive com a emergência de campos de saber que

atenuam os efeitos de verdade que sustentaram a fabulação do autor moderno.

A Cultura Underground está relacionada a produção musical, as artes

plásticas, a literatura, ou qualquer forma de expressão artística da cultura urbana contemporânea.

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Hoje, que o planeta já está , ao mesmo

tempo, unido e fragmentado, começa a

se desenvolver uma ética de gênero

humano para que possamos superar

esse estado de caos e começar a

civilizar a terra

.

Referências

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