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CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

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Academic year: 2021

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CURSO DE

ADMINISTRAÇÃO DE

MEDICAMENTOS

Diego Bruno Macedo

ENFERMEIRO / PROFESSOR

João Pessoa – PB 2017

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ASPECTOS GERAIS

FARMACOLOGIA: Estudo dos efeitos das substâncias químicas sobre a função dos sistemas biológicos.

• FARMACOTERAPIA: É o uso de medicamentos no tratamento,prevenção, diagnóstico e no controle de sinais e sintomas

• AÇÃO DO MEDICAMENTO: é a ação química que pode ser profilática, curativa, paliativa e diagnóstica

• Ação Local: A medicação age no local onde é administrada, sem passar pela corrente sanguínea

• Ação Sistêmica: Significa que a medicação primeiramente é absorvida, depois entra na corrente sanguínea para atuar no local de ação desejado

• FARMACOCINÉTICA: Esta relacionado ao estudo da movimentação do

medicamento administrado dentro do organismo durante as seguintes etapas: ABSORÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, METABOLISMO, EXCREÇÃO

• FARMACODINÂMICA: Estudo dos mecanismos de ação dos fármacos e seus efeitos no organismo: LOCAL DE AÇÃO, MECANISMO DE AÇÃO e EFEITOS Os profissionais de enfermagem devem estar atentos aos princípios da terapia medicamentosa:AÇÃO E POSOLOGIA, EFEITOS COLATERAIS e VIAS DE

ADMINISTRAÇÃO

• DROGA: É a Matéria Prima utilizada na produção dos farmácos

• FÁRMACO: É a substancia com estrutura química definidada (Princípio Ativo) dotada de propriedade farmacológica. Essa substância da nome aos

medicamentos genéricos

• MEDICAMENTO: Qualquer produto farmacêutico dotado de propriedade farmacológica.

• REMÉDIO: Qualquer dispositivo de tratamento que tenha a finalidade de tratar o doente

• BULA: É o conjunto de informações necessárias para a utilização mais segura do produto pelo paciente, além de apresentar informações para que os

profissionais de saúde orientem os usuários sobre a forma de uso adequada, os cuidados e possíveis problemas relacionados aos medicamentos. Deve

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o seu uso correto. O acesso à bula de medicamentos é um direito reconhecido pela Constituição Federalde1988 e ratificado pelo Código de Defesa do

Consumidor

• EFEITO PLACEBO: substância química inerte, mas na qual o paciente tem fé.

MEDICAMENTO GENÉRICO, REFERÊNCIA E SIMILAR

• MEDICAMENTO REFERÊNCIA: Medicamento que detém a patente de descoberta. Produto inovador que surgiu primeiros no

mercado.Comercializados como marca comercial: Decadron, Fernegan, Buscopan, Plasi, etc.

• MEDICAMENTO GENÉRICO: Medicamento em conformidade da lei 9787/99, que é citada na embalagem. Comercializado apenas com o nome genérico, o nome da substância ativa. O medicamento genérico só pode ser comercializado após o vencimento do direito de patente do produto referência

MEDICAMENTO REFERÊNCIA MEDICAMENTO GENÉRICO

• MEDICAMENTO SIMILAR

– Possui posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária,

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– Diferi somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca.

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OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DE MEDICAMENTOS

• ALOPÁTICOS Medicamentos que produzem no organismo, efeitos contrários aos da doença. Medicamentos que vão produzir no organismo do doente reação contrária aos sintomas que ele apresenta, a fim de diminuí-los ou neutralizá-los. São os principais produtos farmacêuticos vendidos nas farmácias e drogarias.

• FITOTERÁPICOS: Medicamento farmacêutico obtido por processos tecnologicamente adequados, empregando-se exclusivamente matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. É caracterizado pelo

conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.

• HOMEOPÁTICOS: Medicamento homeopático é qualquer substância, submetida a um processo conjunto de diluição ,capaz de provocar tanto o surgimento de sintomas físicos e psíquicos no homem sadio como o desaparecimento destes mesmos sintomas numa pessoa doente. Para a homeopatia as doenças são geradas pelo desequilíbrio das forças do organismo. Portanto, o clínico homeopata não investiga somente sintomas isolados, mas considera o paciente como um todo, corpo e mente. Assim, a homeopatia trata o doente e não a doença.

• MANIPULADOS: Preparados para atender a uma prescrição médica específica, em doses adequadas ao paciente. Qualquer medicamento, alopático, fitoterápico ou homeopático, pode ser manipulado. Substância resultante das informações técnicas fornecidas por um profissional de saúde qualificado, que descreve os princípios ativos e suas respectivas dosagens a serem utilizadas de maneira individualizada na

restauração ou manutenção do estado de saúde de um indivíduo.

ASPECTOS LEGAIS PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS CÓDIGO DE ÉTICA DE ENFERMAGEM RESOLUÇÃO COFEN 307/2011

DOS DIREITOS

Art. 10 - Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade.

Art. 11 - Ter acesso às informações, relacionadas à pessoa, família e coletividade, necessárias ao exercício profissional.

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Art. 12 - Assegurar à pessoa, família e coletividade assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.

Art. 13 - Avaliar criteriosamente sua competência técnica, científica, ética e legal e somente aceitar encargos ou atribuições, quando capaz de desempenho seguro para si e para outrem.

Art. 14 - Aprimorar os conhecimentos técnicos, científicos, éticos e culturais, em benefício da pessoa, família e coletividade e do desenvolvimento da profissão. Art. 21 - Proteger a pessoa, família e coletividade contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde.

Art. 25 - Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar.

PROIBIÇÕES

Art. 30 - Administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga e sem certificar-se da possibilidade de riscos.

Art. 31 - Prescrever medicamentos e praticar ato cirúrgico, exceto nos casos previstos na legislação vigente e em situação de emergência.

Art. 32 - Executar prescrições de qualquer natureza, que comprometam a segurança da pessoa.

DIREITOS

Art. 37 - Recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica, onde não conste a assinatura e o número de registro do profissional, exceto em situações de urgência e emergência. Parágrafo único - O profissional de enfermagem poderá recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica em caso de identificação de erro ou ilegibilidade.

RESPONSABILIDADE E DEVERES

Art. 38 - Responsabilizar-se por falta cometida em suas atividades profissionais, independente de ter sido praticada individualmente ou em equipe

PROIBIÇÕES

Art. 42 - Assinar as ações de enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional.

PENALIDADES

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Enfermagem, conforme o que determina o art. 18, da Lei n° 5.905, de 12 de julho de 1973, são

as seguintes: I - Advertência verbal; II – Multa; III – Censura; IV - Suspensão do exercício profissional; V - Cassação do direito ao exercício profissional.

ERRO NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

• Erro de medicação é definido como um evento evitável, ocorrido em qualquer fase da terapia medicamentosa, que pode ou não causar danos ao paciente. • O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área

de saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo prescrição, rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribui ção,

administração, educação, monitoramento e uso de medicamento

ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTO

10 CERTOS: Paciente Certo, Medicamento Certo, Horário Certo, Dose Certa, Via Certa, Registro Certo, Orientação Certa, Forma Certa, Resposta Certa, Validade Certa

• PACIENTE CERTO: Conferir o nome e sobrenome do cliente solicitando ao mesmo que diga seu nome e verificar o número de quarto e leito. O medicamento deve ser administrado ao paciente para quem é prescrito. Administração de um medicamento para o paciente errado é, no entanto, um erro comum.

• MEDICAMENTO CERTO: Antes de preparar a medicação certificar-se mediante a prescrição qual é o medicamento, e conferir lendo, mais de uma vez, o rótulo do mesmo.Pesquisas mostram que mais de um terço dos erros de

medicamentos ocorre pela administração de droga errada. Os profissionais de enfermagem não estão legalmente habilitadas a receitar medicamentos, mas se não tiver certeza do nome da medicação prescrita (ou acha que é um

medicamento errado), não devem administrá-lo antes de verificar com o médico prescritor.

• HORÁRIO CERTO: Aplicar no horário previsto na prescrição, e no espaço de tempo determinado, 6/6h, 8/8h,..., atenção especial à administração de

antibióticos.A medicação deve ser administrada no tempo correto para garantir níveis séricos terapêuticos. Administrar a medicação na hora errada é,

portanto, um tipo de erro.

• DOSE CERTA: Antes de preparar de administrar a medicação certificar-se da dose na prescrição, lendo mais de uma vez e comparando com o

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preparado.Conferência da dose prescrita com a apresentação da dosagem no rótulo da droga.

• VIA CERTA: Antes de aplicar a medicação, certificar-se da via mediante prescrição, lendo mais de uma vez e só então aplicar. Enfermeiros só estão autorizados a administrar medicamentos por via prescrita, embora às vezes o médico pode dar uma escolha (EV/IM/VO). O profissional de enfermagem deve compreender as diferenças entre estas rotas, tais como a taxa de absorção ou início de ação

• REGISTRO CERTO: Após aplicar a medicação registrar no prontuário checando com rubrica e ainda anotando queixas, suspensão ou não aceitação de

medicação. Quando o profissional de enfermagem administra uma medicação deve checar por escrito. Isso fornece evidências de que o medicamento foi administrado ao paciente. Checar antes de administrar é um risco, pois o paciente pode recusar a medicação ou pode acorrer algo que suspenda a medicação. Da mesma forma, deixando de assinar quando um medicamento foi administrado cria o risco de que outro que assumiu o paciente repita a dose. • ORIENTAÇÃO CERTA: Garantir que o medicamento é prescrito pela razão certa.

Antes de administrar o medicamento deve-se esclarecer ao paciente qualquer dúvida existente referente ao mesmo e deve-se levar em consideração o direito de recusa do medicamento, pelo cliente. O primeiro passo sempre é dizer ao paciente qual medicação será administrada, qual é a via, principal ação do medicamento e como será feita a administração.

• FORMA CERTA: Muitos medicamentos estão disponíveis em diferentes formas para administração por várias vias. Por exemplo, paracetamol vem na forma de comprimidos, cápsulas, xarope, supositórios e ampolas para administração intravenosa. A checagem da forma deve assegurar que atenda às

especificidades do paciente, com a análise do tempo de absorção frente a cada apresentação da droga.

• RESPOSTA CERTA: Muitos medicamentos estão disponíveis em diferentes formas para administração por várias vias. Por exemplo, paracetamol vem na forma de comprimidos, cápsulas, xarope, supositórios e ampolas para

administração intravenosa. A checagem da forma deve assegurar que atenda às especificidades do paciente, com a análise do tempo de absorção frente a cada apresentação da droga.

• VALIDADE CERTA: Embora a dispensação de medicamentos seja atividade privativa do farmacêutico, os profissionais de enfermagem devem conferir a validade do produto para evitar possíveis erros na administração de

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medicamentos. A administração de medicamentos com validade vencida é um erro que pode ocorrer

CUIDADOS GERAIS NO PREPARO DE MEDICAMENTOS

A qualidade da assistência e segurança do paciente são preocupações pulsantes na atualidade, se constituem em desafios diários e 17 impactam diretamente na

eficiência e eficácia do sistema de saúde. No meio hospitalar a assistência e o uso seguro e racional de tecnologias, nestas incluídas os medicamentos, passam por muitos processos, em geral fragmentados.

A assistência hospitalar é multidisciplinar, baseada em diversos conhecimentos técnicos e muitas informações sobre o paciente e em geral, é conseqüência de

decisões interrelacionadas. Diante destas complexas relações, uma elevada probabilidade de falhas é esperada, o que reduz a segurança dos pacientes.

Somada às expectativas dos pacientes estão as da família, amigos e porque não dizer sociedade, quanto ao papel resolutivo do hospital e de seus profissionais. Os profissionais, por sua vez, também possuem expectativas e desejam fornecer o melhor tratamento ao paciente, devolvendo-o ao seio familiar, com sua saúde restabelecida. Todas essas expectativas geradas poderão ser frustradas caso ocorram eventos

adversos durante o internamento do paciente. Infelizmente, eventos adversos no meio hospitalar são mais freqüentes do que se imagina e se deseja, porém, parte deles felizmente prevenível.

Alguma medidas são fundamentos para o preparo adequado de medicamentos: • Seguir rigorosamente as orientações constantes na receita e na bula do

medicamento

• Observar as normas de higiene necessárias no preparo e aplicação de injeções • Não misturar medicamentos em uma mesma seringa

• Observar data de validade dos medicamentos tanto do medicamento quanto da seringa

• Seguir a regra dos certos da enfermagem

• Certificar-se do paciente que irá tomar o medicamento chamando o mesmo pelo nome em voz alta.

Para aplicar um medicamento o profissional de enfermagem não deve apenas ter o conhecimento e saber utilizar a técnica adequada, algumas atitudes fazem a diferença:

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• Tratar o usuário com educação e atenção • Mostrar segurança em suas ações

• Ter boa apresentação pessoal – Roupa lima;

– Cabelos pentados e presos; – Unhas curtas e limpas

– Boa aparência e vestimenta composta • Mostrar interesse pelo bem estar do usuário • Ser seguro e confiável

• Só preparar medicação após prescrição médica • Ser bem humorado

• Ter ética profissionail

• Ter destreza e conhecimento no que esta fazer

PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS

• A prescrição de medicamentos é uma ordem escrita por profissional autorizado por lei, a ser preparada por um profissional habilitado, essa prescrição deve conter:

– Data, Nome do Paciente, Nome da Unidade – Nome do medicamento

– Dose e Horário e Via de Administração – Assinatura do profissional autorizado

• MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRECRIÇÃO: São medicamentos que não

necessitam de prescrição, mas devem ser utilizados de acordo com a orientação de um profissional farmacêutico. A embalagem destes medicamentos não possui tarja. (OTC-over the counter ou de venda livre)

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• MEDICAEMTNSO SOB PRESCRIÇÃO: No geral os medicamentos sob precrição devem ser prescritos pelo profissional médico ou dentista e são divididos em dois grupos:

– Sem retenção de receita: Apresentam na embalagem contendo o seguinte texto VENDA SOB PRESCRIÇÃO. Possuem uma tarja vermelha – Com retenção de receita: Apresentam na embalagem contendo o

seguinte texto VENDA SOB PRESCRIÇÃO SO PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA. Tarja Vermelha ou preta (pode causar

dependência.

– Entre os medicamentos que necessitam de prescrição, alguns possuem um controle especial do governo, devendo ter a sua prescrição retida no momento da compra. É obrigatória a identificação do comprador e seu cadastro no Sistema Informatizado de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa.

Referências

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