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IV PROCESSO ORÇAMENTAL. 4.1 Enquadramento Legal Orçamento do Estado

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IV – PROCESSO ORÇAMENTAL 4.1 – Enquadramento Legal

4.1.1 – Orçamento do Estado

“O Orçamento do Estado é o documento no qual estão previstas as receitas a arrecadar e fixadas as despesas a realizar num determinado exercício económico e tem por objecto a prossecução da política financeira do Estado”, segundo dispõe o artigo 12 da Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro, que cria o Sistema de Administração Financeira do Estado - SISTAFE.

Os princípios e regras da elaboração do Orçamento do Estado são fixados pela já citada Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro. A execução do Orçamento obedece às normas do Estado, da Lei do Orçamento e disposições atinentes, aprovadas pelo Governo para o exercício económico, nos termos do artigo 28 da Lei que cria o SISTAFE.

O Orçamento do Estado para o exercício económico de 2009 foi aprovado pela Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro. Por este diploma legal, a Assembleia da República autoriza o Governo a arrecadar receitas, de acordo com a previsão aí estabelecida e a efectuar despesas, dentro dos limites fixados para o ano económico.

Os procedimentos a observar na administração e execução do Orçamento de 2009 foram fixados pelo Ministro das Finanças, através da Circular n.º 02/GAB-MF/2009, de 17 de Fevereiro.

A receita pública é definida, no n.º 1 do artigo 14 da Lei que cria o SISTAFE, como sendo todos os recursos monetários ou em espécie, seja qual for a sua fonte ou natureza, postos à disposição do Estado, com ressalva daqueles em que o Estado seja mero depositário temporário.

Por sua vez, a despesa pública é referida no n.º 1 do artigo 15 da mesma lei, como sendo todo o dispêndio de recursos monetários ou em espécie, seja qual for a sua proveniência ou natureza, com ressalva daqueles em que o beneficiário se encontra obrigado à reposição dos mesmos.

4.1.2 – Recursos Extraordinários

O valor da previsão das receitas no ano económico é indicado no n.º 1 do artigo 4 da Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro e nos n.ºs 1 e 2 do artigo 5, são estabelecidos os limites das despesas de funcionamento e de investimento, respectivamente.

As despesas de funcionamento dividem-se em correntes e de capital, cujos limites se encontram fixados, respectivamente, nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 5 da lei em referência e as de investimento, em componentes interna e externa, estando os seus limites estabelecidos nas alíneas a) e b) do n.º 2 do mesmo artigo, respectivamente.

No caso de a arrecadação das receitas superar a previsão global referida no n.º 1 do artigo 4 daquela lei, o Governo é autorizado a proceder ao pagamento antecipado, total ou parcial, da dívida pública e financiar o défice, nos termos do n.º 1 do artigo 6 da Lei Orçamental supracitada. O n.º 2 do mesmo artigo autoriza o Governo a aplicar, nos programas de investimento, os recursos externos obtidos para além da previsão indicada na alínea b) do n.º 2 do artigo 5 da lei que temos vindo a citar.

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_______________________________________________________________________________________ 4.1.3 – Alterações ao Orçamento de 2009

O regime geral das alterações orçamentais está consagrado no artigo 34 da Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro.

As alterações aos limites fixados na Lei Orçamental competem à Assembleia da República, sob proposta do Governo, segundo dispõe o n.º 1 daquele artigo.

Constituem excepções a esta regra os reforços de verbas no Orçamento do Estado com recurso à dotação provisional prevista no n.º 3 do artigo 13 do mesmo diploma e inscrita no Orçamento para fazer face a despesas não previsíveis e inadiáveis, da competência do Governo. Estes reforços têm de ser devidamente fundamentados, de acordo com o n.º 2 do artigo 34.

A redistribuição de verbas dentro dos limites estabelecidos pela Assembleia da República é da competência do Governo, conforme dispõe o n.º 3 do artigo supracitado.

A transferência de verbas de um órgão ou instituição do Estado para outro deve ser tratada no Orçamento do Estado a crédito de um e a débito de outro, segundo dispõe o n.º 4 do artigo supracitado.

À semelhança dos anos anteriores, a Assembleia da República, pelo disposto no artigo 7 da Lei do Orçamento do Estado, autorizou o Governo a proceder a transferências de dotações dos órgãos ou instituições do Estado. Por sua vez, ao abrigo do n.º 1 do artigo 2 do Decreto n.º 2/2009, de 17 de Março, o Governo delegou, no Ministro das Finanças, a competência de autorizar, por despacho, transferência e anulação de dotações orçamentais de acções e de projectos inscritos no Orçamento do Estado e inscrição de novas acções e projectos de investimento financiados por recursos externos mobilizados para além da previsão referida no n.º 2 do artigo 5 da lei que aprova o Orçamento.

No exercício desta competência, o Ministro das Finanças aprovou, por despachos de 31 de Março, 30 de Junho, 30 de Setembro e 31 de Dezembro, todos de 2009, referentes ao primeiro, segundo, terceiro e quarto trimestres, respectivamente, as transferências, redistribuições e reforços de dotações orçamentais alocadas aos órgãos e instituições do Estado, relativamente ao Orçamento aprovado pela Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro.

De acordo com o disposto nos números 1, 2, 3 e 4, todos do artigo 3 daquele decreto, são delegadas aos Ministros dos sectores, aos dirigentes dos órgãos ou instituições do Estado que não estejam sob tutela de qualquer Ministério, aos Governadores Provinciais e aos Administradores Distritais, competências para proceder, nos respectivos escalões, à:

a) redistribuição de dotações orçamentais das tabelas de despesas de funcionamento, dentro de cada um dos grupos agregados de despesas de uma mesma acção, não sendo permitida a redistribuição de dotação de um grupo agregado para qualquer outro e da rubrica “Salários e Remunerações” para a rubrica “Outras Despesas com o Pessoal”, sendo nestas, apenas admissíveis redistribuições no sentido inverso; b) redistribuição, na componente interna de despesas de investimento, de dotações

entre as rubricas do mesmo projecto, exceptuando-se a rubrica “Maquinaria e Equipamentos - Meios de Transporte”, do respectivo escalão, que só poderá ser autorizada por despacho do Ministro das Finanças, mediante pedido fundamentado; c) transferência de dotações orçamentais entre acções ou entre projectos inscritos no

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Ainda no concernente às alterações, o artigo 3 da Circular n.º 02/GAB-MF/2009, de 17 de Fevereiro, do Ministro das Finanças, sobre a administração e execução do Orçamento do Estado para 2009, estabelece os procedimentos, os prazos em que podem ocorrer as alterações orçamentais e o número de modificações.

Nos termos do disposto no n.º 7 do artigo supramencionado e no artigo 4 do Decreto n.º 2/2009, de 17 de Março, as alterações autorizadas por delegação de competências devem ser comunicadas ao Ministério das Finanças, no caso de órgãos ou instituições de nível Central e às Direcções Provinciais do Plano e Finanças, quando sejam de Âmbito Provincial e Distrital, logo após a aprovação, acompanhadas do respectivo despacho.

4.2 – Lei do Orçamento do Estado de 2009

Para o ano de 2009, o Governo previu, no quadro da política macroeconómica, a continuação dos esforços visando a sustentação dos ritmos de crescimento económico, a estabilização do índice geral dos preços internos e o aumento da competitividade das exportações.

Assim, o Plano Económico e Social para 2009 definiu como principais objectivos os seguintes:

• Alcançar um crescimento económico de cerca de 6,7%; • Conter a taxa de inflação média anual a um dígito (8%);

• Atingir um nível de 2.926 milhões de Dólares, em exportações de bens, o que representará um crescimento em 8,9%, comparativamente ao valor projectado para finais de 2008;

• Atingir um nível de reservas internacionais líquidas que financiem cerca de 5 meses de importações de bens e serviços não factoriais, excluindo os mega-projectos;

• Prosseguir com a criação de condições que tornem atractivo o investimento em Moçambique;

• Elevar a quantidade e melhorar a qualidade dos serviços públicos de educação, saúde, água e saneamento, estradas e energia;

• Presseguir com a Descentralização do Orçamento do Estado para os Distritos. Relativamente à política monetária, o Governo assumiu a sua orientação, tendo em vista os objectivos finais de política económica, nomeadamente, inflação de um dígito e crescimento real do Produto Interno Bruto de cerca de 7%.

Associada à estabilidade macroeconómica, a política monetária e financeira continuaria a ser orientada com vista a consolidar a estabilidade do sector financeiro, melhoria da eficácia do Sistema Nacional de Pagamentos, maior operacionalidade dos mercados interbancários e prossecução da extensão da intermediação financeira para as zonas rurais.

Nos termos destes objectivos, ao abrigo do disposto na alínea m) do n.º 2 do artigo 179 da Constituição, a Assembleia da República aprovou o Orçamento do Estado para 2009, através da Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro, prevendo as receitas e fixando os limites globais para as despesas, como a seguir se apresenta.

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_______________________________________________________________________________________ Quadro n.º IV. 1 – Lei do Orçamento do Estado de 2009

TOTAL DE RECEITAS 98.142.089,36

Receitas Internas 46.506.344,53

Receitas do Estado 46.216.344,53

Receitas Correntes 43.989.184,81

Receitas Fiscais 37.197.857,52

Receitas Não Fiscais 2.613.792,00

Receitas Consignadas 4.177.535,29 Receitas de Capital 2.227.159,72 Défice Orçamental 51.925.744,83 Crédito Interno 290.000,00 Receitas Externas 51.635.744,83 Donativos 36.671.579,01 Créditos 14.964.165,82 TOTAL DE DESPESAS 98.142.089,36 Despesas de Funcionamento 50.689.476,32 Despesas Correntes 43.550.476,27

Despesa com o Pessoal 21.572.064,43

Bens e Serviços 9.086.443,37

Encargos da Dívida 1.391.944,00

Transferências Correntes 7.747.850,10

Subsídios 430.000,00

Outras Despesas Correntes 3.321.886,66

Exercícios Findos 287,71 Despesas de Capital 7.139.000,05 Bens de Capital 444.341,69 Operações Financeiras 6.694.658,36 Despesas de Investimento 47.452.613,04 Componente Interna 13.446.575,20 Componente Externa 34.006.037,84

Fonte: Mapa A da Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro

(Em mil Meticais)

Como se observa no quadro acima, para o Orçamento do Estado de 2009, o Governo previu assegurar a arrecadação de receitas do Estado no valor total de 46.216.344,53 mil Meticais, fixando as despesas totais em 98.142.089,36 mil Meticais, donde resultou um défice orçamental de 51.925.744,83 mil Meticais.

O valor total das receitas internas do Orçamento é de 46.506.344,53 mil Meticais, das quais 46.216.344,53 mil Meticais (sendo as Correntes e de Capital, de 43.989.184,81 e 2.227.159,72 mil Meticais, respectivamente) são Receitas do Estado e o Crédito Interno é de 290.000 mil Meticais.

No concernente às Receitas Correntes, a previsão das Receitas Fiscais (37.197.857,52 mil Meticais) contribui com maior peso, seguida pelas Receitas Consignadas (4.177.535,29 mil Meticais) e pelas Receitas Não Fiscais (2.613.792 mil Meticais).

A dotação das Despesas de Funcionamento fixada pelo Orçamento do Estado de 2009 totaliza 50.689.476,32 mil Meticais, sendo as Despesas Correntes de 43.550.476,27 mil Meticais e as de Capital, de 7.139.000,05 mil Meticais.

Para o mesmo orçamento, a dotação das despesas de Investimento foi fixada em 47.452.613,04 mil Meticais, sendo a componente interna de 13.446.575,20 mil Meticais e a componente externa, de 34.006.037,84 mil Meticais.

A seguir é apresentado o quadro resumo elaborado com base nos valores globais constantes do Orçamento do Estado de 2009.

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Quadro n.º IV. 2 – Saldos Globais do Orçamento do Estado Designação Lei n.º 1/2009 1- Receitas Correntes 43.989.185 2- Despesas Correntes 43.550.476 3- Saldo Corrente (1-2) 438.709 4- Receitas de Capital 2.227.160 5- Bens de Capital 444.342

6- Saldo do Orçamento Corrente (3+4-5) 2.221.527

7- Despesas de Investimento 47.452.613

8- Operações Financeiras Activas 5.033.367

9- Operações Financeiras Passivas 1.661.291

10- Saldo global (6-7-8-9) -51.925.745

Fonte: Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro

(Em mil Meticais)

De acordo com o quadro supra, foi previsto um saldo corrente de 438.709 mil Meticais,

entre as Receitas Correntes (43.989.185 mil Meticais) e as Despesas Correntes,

(43.550.476 mil Meticais).

Aquele saldo corrente, quando adicionado à previsão das Receitas de Capital, no valor de 2.227.160 mil Meticais e subtraído às dotações de Bens de Capital (444.342 mil Meticais), resultou num saldo do orçamento corrente de 2.221.527 mil Meticais.

Com uma dotação das Despesas de Investimento de 47.452.613 mil Meticais, Operações Financeiras Activas de 5.033.367 mil Meticais e Operações Financeiras Passivas de 1.661.291 mil Meticais, resulta um défice global de 51.925.745 mil Meticais.

4.2.1 – Análise da Evolução do Défice Orçamental

A evolução do défice orçamental, no quinquénio 2005-2009, obtido da comparação entre as receitas e as despesas do Orçamento do Estado, é apresentada no quadro que se segue:

Quadro n.º IV. 3 – Evolução do Défice Orçamental

Receitas do Estado 22.226 27.017 21,6 32.461 20,2 38.816 19,6 46.216 19,1 107,9 Despesas do Estado 46.783 52.530 12,3 70.897 35,0 89.003 25,5 98.142 10,3 109,8

Défice Orçamental 24.557 25.513 3,9 38.435 50,7 50.187 30,6 51.926 3,5 111,5

Taxa Média de Inflação - 13,6% 8,2% 10,3% 3,25%

PIB 153.041 193.322 201.437 239.775 263.174

Défice Orçamental

(Em percentagem do PIB) 16,0 13,2 19,1 20,9 19,7

Fonte: Conta Geral do Estado (2005-2009)

Var. (%) 09/05 Var. (%) 09/08

(Em milhões de Meticais)

Componente Var. (%) 07/06 Var. (%) 06/05 Var. (%) 08/07 2005 2006 2007 2008 2009

Em termos nominais, no período 2005-2009, a previsão das receitas e a dotação das Despesas do Estado, assim como o défice orçamental, registaram crescimentos.

Observa-se, no Quadro n.º IV.3, que o défice orçamental atingiu a variação mais elevada em 2007 (50,7%), seguida da de 2008 (30,6%), em taxas nominais, por ter sido nesses mesmos anos que as taxas de crescimento das despesas conheceram os seus maiores níveis,

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sendo de 35,0%, em 2007 e 25,5%, em 2008, contra os 20,2% e 19,6% de taxas de crescimento das receitas, em igual período.

Contrariamente aos elevados níveis de crescimento registados pelo défice orçamental e pelas Despesas, em 2007 e 2008, foi em 2009 e 2006 que o défice orçamental alcançou os seus níveis mais baixos de variação, com 3,5% e 3,9%, respectivamente.

As Despesas acompanharam o mesmo sentido da variação do défice orçamental, pois em 2009 registaram o seu nível mais baixo de variação (10,4%), seguido do ano de 2006 (12,3%).

A taxa de crescimento do défice orçamental, no quinquénio, foi de 111,5%, sendo a taxa de inflação acumulada, no mesmo período, de 40%1, de que resultou uma taxa de crescimento real de51,1%2.

Apresenta-se, no gráfico abaixo, a evolução do défice orçamental do período 2005-2009.

Gráfico n.º IV. 1 – Evolução do Défice Orçamental (Em Percentagem do PIB)

0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 2005 2006 2007 2008 2009 Anos D é fi ce O r ça men tal (e m pe rc en ta ge m do P IB)

Fonte: Conta Geral do Estado (2005-2009)

Como ilustra o gráfico, o défice orçamental, que representava 16,0% do PIB, em 2005, diminuiu para 13,2%, em 2006, voltando a aumentar nos dois anos seguintes, 2007 e 2008, para 19,1% e 20,9%, respectivamente.

No ano em apreço, o défice orçamental em termos do PIB representou uma diminuição de 1,2 pontos percentuais, quando comparado com o do ano anterior, ao passar de 20,9% para 19,7%.

4.2.2 – Análise da Previsão da Receita

No quadro que se segue, é apresentada a evolução da receita prevista no quinquénio.

1

Taxa média de inflação acumulada entre 2005 a 2009: [ 1,136 * 1,082 * 1,103 * 1,0325) - 1] * 100 = 40,0% 2

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Quadro n.º IV. 4 - Evolução da Receita Prevista por Classificação Económica

Como se pode observar no Quadro n.º IV.4, a variação da receita total do Orçamento do Estado, no quinquénio 2005 a 2009, registou um aumento de 21,6%, em 2006, 23,1%, no ano seguinte e 16,7%, em 2008, para, no exercício em apreço, se situar em 19,1%.

A receita prevista para 2009, aprovada pela Lei n.º 1/2009, de 8 Janeiro (46.216 milhões de Meticais) representa um crescimento de 19,1%, relativamente à do ano anterior, orçada em 38.815 milhões de Meticais. Este aumento resultou de um crescimento nas Receitas Correntes, com destaque para as Receitas Fiscais, que conheceram um incremento de 28,8%, de 2008 para 2009, ao passar de 30.801 milhões de Meticais (2008) para 39.675 milhões de Meticais, em 2009.

No Orçamento do Estado de 2009, as Receitas Correntes (43.850 milhões de Meticais) representam 94,9% do total das receitas, cabendo às Receitas de Capital (2.366 milhões de Meticais) o peso de 5,1%.

As Receitas Fiscais (39.675 milhões de Meticais), com o peso de 85,8% das receitas totais, tiveram uma variação positiva de 28,8%. Nelas, os Impostos sobre o Rendimento (12.386 milhões de Meticais), com o peso de 26,8%, registaram uma variação de 23,8%, com 33,1% no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, 16,4% que incide sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e decréscimo de 27,8% no Imposto Especial sobre o Jogo. No grupo dos Impostos sobre Bens e Serviços (22.740 milhões de Meticais), com o peso de 49,2%, o Imposto sobre Consumos Específicos de Produtos Importados foi o que registou maior variação, com 40,5% em relação ao ano anterior.

Tiveram maior peso sobre as receitas totais, o Imposto sobre o Valor Acrescentado, com 34,2% (15.815 milhões de Meticais), seguido do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas, com 13,4% (6.182 milhões de Meticais) e 13,3% (6.154 milhões de Meticais), respectivamente.

Para as Receitas Não Fiscais (com o peso de 5,7%) e Receitas Consignadas (peso de 3,4%) registaram-se decréscimos de 3,8% e 56,6%, respectivamente.

Cód. Designacão 2005 2006 Var. (%) 2007 Var. (%) 2008 Var. (%) 2009 Var. (%) Peso (%) 1 Receitas Correntes 21.544 26. 237 21,8 31. 401 19,7 37. 117 18, 2 43.850 18, 1 94,9 111 Receitas Fiscais 18.409 21. 925 19,1 26. 532 21,0 30. 801 16, 1 39.675 28, 8 85,8

1111 Impostos Sobre o Rendime nto 4.694 5. 782 23,2 7. 555 30,7 10. 004 32, 4 12.386 23, 8 26,8

11111 Imp. s/Rend. das Pessoas Colectiva s 1.692 1. 749 3,4 3. 259 86,3 4. 622 41, 8 6.154 33, 1 13,3 11112 Imp. s/Rend. das Pessoas Singulares 2.975 3. 996 34,3 4. 250 6,4 5. 312 25, 0 6.182 16, 4 13,4

11113 Imp. Especial sobre o Jogo 27 37 36,5 46 26,1 69 49, 1 50 -27, 8 0,1

1112 Impostos Sobre Bens e Serviços 12.285 14. 520 18,2 17. 222 18,6 18. 861 9, 5 22.740 20, 6 49,2

11121 Imp. sobre o Valor Acrescenta do 7.803 8. 810 12,9 11. 073 25,7 13. 168 18, 9 15.815 20, 1 34,2

11122 Imp. s /Consumos E.-P.Nacionais 1.167 1. 281 9,8 1. 350 5,4 1. 629 20, 7 1.998 22, 6 4,3

11123 Imp. s/Consumos E. -P.Importados 551 712 29,4 856 20,2 940 9, 8 1.321 40, 5 2,9

11124 Imp. sobre o Comércio Externo 2.765 3. 717 34,4 3. 943 6,1 3. 124 -20, 8 3.606 15, 4 7,8

1113 Outros Impostos 1.430 1. 623 13,5 1. 755 8,1 1. 936 10, 3 4.550 135, 0 9,8

112 Receitas Não Fiscais 1.388 2. 097 51,1 2. 544 21,3 2. 718 6, 8 2.614 -3, 8 5,7

113 Receitas Consignadas 1.747 2. 215 26,8 2. 325 4,9 3. 599 54, 8 1.561 -56, 6 3,4

2 Receitas de Capital 682 780 14,4 1. 860 138,5 1. 699 -8, 7 2.366 39, 3 5,1

T otal das Re ceitas do Estado 22.226 27. 017 21,6 33. 261 23,1 38. 816 16, 7 46.216 19, 1 100,0 Fonte: Orçamento do Estado de 2005 e Mapa II da CGE 2006-2009

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A variação orçamental da receita prevista, dos Âmbitos Central e Provincial, este último que inclui o Distrital, nos últimos três anos do quinquénio 2005-2009, é apresentada no quadro que segue.

Quadro n.º IV. 5 – Variação da Previsão da Receita Corrente

2005

Valor Valor Peso

% Valor Peso % Valor Peso % Valor Peso % Central 21.780 26.679 98,8 22,5 32.097 98,9 20,3 38.032 98,0 18,5 43.095 98,3 13,3 Provincial 446 337 1,2 -24,4 364 1,1 8,0 784 2,0 115,4 755 1,7 -3,7 Total 22.226 27.016 100 21,6 32.461 100 20,2 38.816 100 19,6 43.850 100 13,0

Fonte: Orçamento do Estado de 2005 e Mapa II da CGE (2006-2009) Orçamento

2006 2007

(Em milhões de Meticais)

2009 2008 Var. (%) 06/05 Var. (%) 07/06 Var. (%) 08/07 Var. (%) 09/08

Como se pode observar no quadro acima, a receita corrente prevista no Orçamento Central teve, em 2009, à semelhança dos anos anteriores, um peso significativo, com 98,3%. Quanto à variação em termos globais, observa-se que, no quinquénio, a receita prevista cresceu a ritmos decrescentes, pois, passou de 21,6%, em 2006, para 20,2%, em 2007, 19,6%, em 2008 e 13%, em 2009.

No Gráfico n.º IV.2, é apresentada a evolução das Receitas Correntes dos Âmbitos Central e Provincial, no quinquénio 2005-2009.

Gráfico n.º IV. 2 – Evolução da Receita Corrente de Âmbitos Central e Provincial

0 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 30.000 35.000 40.000 45.000 (E m m ilh õ e s d e M etic ai s) 2005 2006 2007 2008 2009 Anos Central Provincial

Fonte: Orçamento do Estado de 2005 e Mapa II da CGE (2006-2009)

Como se observa no gráfico acima, as Receitas Correntes de âmbito Central contribuem com peso significativo no Orçamento do Estado de 2009.

4.2.3 – Análise das Dotações Finais da Despesa

Como já foi referido, a Assembleia da República autorizou o Governo a efectuar modificações às dotações aprovadas nos termos dos números 1, 2 e 3 do artigo 7 da Lei n.º

1/2009, de 8 de Janeiro, que aprova o Orçamento do Estado de 2009. Também, pelo

Decreto n.º 2/2009, de 17 de Março, o Governo delegou, no Ministro das Finanças, a

(9)

orçamentais entre órgãos ou instituições do Estado previstos no artigo 7 da Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro, e com base no disposto nos números 2, 3 e 4 do artigo 34 da Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro.

No Quadro n.º IV.6, são apresentadas as dotações constantes da lei que aprova o Orçamento do Estado e as indicadas na Conta Geral do Estado.

Quadro n.º IV. 6 - Alterações às Dotações Inscritas no Orçamento

CGE/2009 Lei n.º 01/2009 Mapas III, IV e V Despesas de Funcionamento 50.689.476 50.689.464 0,0 1 Despesas Correntes 43.550.476 43.550.464 0,0

11 Despesas com o Pessoal 21.572.064 22.545.929 4,5

12 Bens e Serviços 9.086.443 9.086.454 0,0

13 Encargos da Dívida 1.391.944 1.391.944 0,0

14 Transferências Correntes 7.747.850 7.926.205 2,3

15 Subsídios 430.000 437.520 1,7

16 Outras Despesas Correntes 3.321.887 2.162.124 -34,9

160001 Dotação Provisional 1.160.000 0 -17 Exercícios Findos 288 288 0,0 2 Despesas de Capital 7.139.000 7.139.000 0,0 Bens de Capital 444.342 444.342 0,0 Operações Financeiras 6.694.658 6.694.658 0,0 Despesas de Investimento 47.452.613 47.452.613 0,0 Componente Interna 13.446.575 13.446.575 0,0 Componente Externa 34.006.038 34.006.038 0,0 Total 98.142.089 98.142.077 0,0

Fonte: Mapa C da Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro e Mapas III e IV da CGE de 2009

(Em mil Meticais)

Cód. Designação

OE/2009

Var. (%)

A apresentação das dotações orçamentais no presente relatório é feita em duas colunas, nomeadamente, de verbas iniciais e finais, ao nível dos sub-grupos das despesas de Funcionamento e de Investimento.

Os valores totais das dotações do Orçamento do Estado e os da CGE nas componentes Funcionamento e Investimento apresentam pequenas diferenças. Embora no Investimento não tenha ocorrido qualquer alteração, no Funcionamento registou-se uma ligeira diminuição, caracterizada pelo aumento nas Despesas com o Pessoal (4,5%), Transferências Correntes (2,3%) e Subsídios (1,7%), que teve como contrapartida a diminuição nas Outras Despesas Correntes (34,9%).

Analisa-se, de seguida, a evolução das dotações finais da Despesa, no quinquénio 2005/09.

Quadro n.º IV. 7 - Evolução das Dotações Finais da Despesa no Quinquénio

Valor Peso (%) Valor Peso (%) Valor Peso (%) Valor Peso (%) Valor Peso (%) Funcionamento 22.604 54,3 26.735 55,1 18,3 32.174 47,9 20,3 38.081 46,5 18,4 43.995 48,1 15,5 94,6 Investimento 19.001 45,7 21.788 44,9 14,7 34.972 52,1 60,5 43.902 53,5 25,5 47.453 51,9 8,1 149,7 Total 41.605 100,0 48.523 100,0 16,6 67.146 100,0 38,4 81.982 100,0 22,1 91.447 100,0 11,5 119,8 13,6% 8,2% 10,3% 3,25%

Fonte: Conta Geral do Estado (2005-2009)

2008 Var. (%) 08/07 Var. (%) 09/05 2009 Var. (%) 09/08

(Em milhões de Meticais)

Componente 2007 Var. (%) 07/06 Var. (%) 06/05 2005 2006

(10)

_______________________________________________________________________________________

Como se observa no Quadro n.º IV.7, contrariamente aos primeiros dois anos, nos últimos três, a Componente Investimento superou a de Funcionamento, pois, em 2007, teve um peso de 52,1%, correspondente a uma dotação de 34.972 milhões de Meticais, contra a de Funcionamento, de 47,9%, que teve uma dotação de 32.174 milhões de Meticais. Em 2008, o Investimento representou 53,5% (43.902 milhões de Meticais) e o Funcionamento, 46,5% (38.081 milhões de Meticais). No ano em apreço, a dotação da Componente Investimento teve um peso de 51,9%, (47.453 milhões de Meticais), contra a de Funcionamento, com 48,1% (43.995 milhões de Meticais).

No mesmo período, a taxa de crescimento das dotações da despesa global foi de 119,8%. Tendo-se registado uma taxa de inflação acumulada de 40,0%3, houve um crescimento real de57,0%4

.

Em termos de variação das Despesas de Funcionamento, verificou-se, nos últimos dois anos, crescimento das taxas a ritmos decrescentes, sendo de 18,4%, em 2008 e 15,5%, em 2009.

Em relação às dotações para as Despesas de Investimento, registou-se, também, nos últimos dois anos, crescimento a ritmos decrescentes, tendo passado de 25,5%, em 2008, para 8,1%, em 2009.

No período em análise, as variações acumuladas das Despesas de Funcionamento e de Investimento foram de 94,6% e149,7%, respectivamente.

Para melhor compreensão da distribuição da dotação da despesa, apresenta-se o Gráfico n.º IV.3.

Gráfico n.º IV. 3 – Evolução da Dotação da Despesa 2005-2009

Fonte: Conta Geral do Estado (2005-2009)

Como ilustra o gráfico acima, da comparação feita às duas componentes da despesa, em termos da dotação orçamental, observa-se maior peso nas dotações das despesas de Investimento, em relação às de Funcionamento, com excepção dos primeiros dois anos.

3

Taxa média de inflação acumulada entre 2005 a 2009: [ 1,136 * 1,082 * 1,103 * 1,0325) - 1] * 100 = 40,0% 4

Taxa de crescimento real da despesa no quinquénio (2,198 / 1,400) - 1= 0,57 * 100 = 57,0% 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 Peso (%) 2005 2006 2007 2008 2009 Anos Funcionamento Investimento

(11)

4.2.3.1 – Componente Funcionamento

A evolução das dotações finais das verbas da Componente Funcionamento do Orçamento, no quinquénio 2005-2009, é apresentada no Quadro n.º IV.8.

Quadro n.º IV.8 – Evolução das Dotações Finais das Despesas Correntes e de Capital

Designação 2005 2006 Var. (%) 2007 Var. (%) 2008 Var. (%) 2009 Var. (%) Var. (%) 09/05 1 - Despesas Correntes 22.464.835 26.622.611 18,5 31.970.351 20,1 37.694.565 17,9 43.550.464 15,5 93,9

11- Despesas com o Pessoal 11.044.640 13.324.641 20,6 15.998.841 20,1 19.088.055 19,3 22.545.929 18,1 104,1

12 - Bens e Serviços 5.308.296 5.789.715 9,1 6.606.913 14,1 8.167.851 23,6 9.086.454 11,2 71,2

13 - Encargos da Dívida 1.283.663 1.567.700 22,1 1.326.310 -15,4 1.651.005 24,5 1.391.944 -15,7 8,4

14 - Transferências Correntes 4.003.912 4.737.958 18,3 5.983.395 26,3 7.022.933 17,4 7.926.205 12,9 98,0

15 - Subsídios 221.700 324.900 46,5 377.800 16,3 422.679 11,9 437.520 3,5 97,3

16 - Outras Despesas Correntes 602.624 867.447 43,9 1.665.492 92,0 1.330.006 -20,1 2.162.124 62,6 258,8

17 - Exercícios Findos 0 10.251 - 11.600 13,2 12.036 3,8 288 -97,6

-2 - Despesas de Capital 139.622 112.489 -19,4 203.192 80,6 386.086 90,0 444.354 15,1 218,3 Total do Funcionamento 22.604.457 26.735.100 18,3 32.173.543 20,3 38.080.651 18,4 43.994.818 15,5 94,6 Fonte: Mapa III da CGE (2005-2009)

(Em mil Meticais)

Como ilustra o quadro supra, registou-se um crescimento de 94,6% nas despesas de Funcionamento, resultante do crescimento de 218,3% nas Despesas de Capital e de 93,9%, nas Correntes. Dentro das Despesas Correntes, destacam-se os aumentos observados nas Outras Despesas Correntes e Despesas com o Pessoal, que foram de 258,8% e 104,1%, respectivamente, ou seja, conheceram aumentos superiores ao dobro. Também registaram-se aumentos significativos nas Transferências Correntes, com 98% e nos Subsídios, com 97,3%.

4.2.3.2 – Componente Investimento

A evolução das dotações finais da Componente Investimento do Orçamento, no quinquénio 2005-2009, é apresentada no quadro que se segue:

Quadro n.º IV.9 – Evolução das Dotações Finais da Despesa de Investimento

Natureza da Fonte 2005 2006 Var. (%) 2007 Var. (%) 2008 Var. (%) 2009 Var. (%) Var. (%) 09/05 Interna 5.762.525 6.566.458 14,0 9.248.757 40,8 11.603.227 25,5 13.446.575 15,9 133,3 Externa 13.238.543 15.221.368 15,0 25.722.962 69,0 32.298.314 25,6 34.006.038 5,3 156,9 Total 19.001.068 21.787.826 14,7 34.971.719 60,5 43.901.541 25,5 47.452.613 8,1 149,7 Fonte: Mapa IV da CGE (2005-2009)

(Em mil Meticais)

Ao longo do quinquénio em consideração, houve um crescimento global de 149,7%, sendo 133,3% de financiamento interno e 156,9%, do externo. A maior taxa de crescimento anual registou-se no ano de 2007 (60,5%). No ano em consideração, as dotações finais do orçamento variaram 8,1%, com 15,9% e 5,3% nas despesas financiadas pelas componentes interna e externa, respectivamente.

Seguidamente, são comparadas, no Quadro n.º IV.10, as alterações das dotações das despesas da componente Investimento do Orçamento, no que respeita ao financiamento Interno e Externo.

(12)

_______________________________________________________________________________________ Quadro n.º IV.10 – Diferenças entre as

Dotações do Orçamento e da CGE de 2009 Designação Lei n.º 1/2009 CGE de 2009 Diferença Financiamento Interno 13.446.575 13.446.575 0 Âmbito Central 9.915.244 8.674.515 -1.240.729 Âmbito Provincial 1.838.391 2.743.195 904.805 Âmbito Distrital 1.413.930 1.749.855 335.925 Âmbito Autárquico 279.010 279.010 0 Financiamento Externo 34.006.038 34.006.038 0 Âmbito Central 31.449.781 29.598.700 -1.851.081 Âmbito Provincial 2.380.080 4.217.016 1.836.936 Âmbito Distrital 176.177 190.322 14.145 Âmbito Autárquico 0 0 0 Total 47.452.613 47.452.613 0

(Em mil Meticais)

Fonte: Mapa C da Lei n.º 1/2009, de 8 de Janeiro e Mapas IV - 1, 2 e 3 da

CGE de 2009

A dotação constante da Lei do Orçamento, fixada em 47.452.613 mil Meticais, é igual à dotação indicada na CGE-2009, pelo que não se verificaram alterações, em termos globais. Contudo, o Financiamento interno registou aumentos nos Âmbitos Provincial e Distrital, em 904.805 e 335.925 mil Meticais, respectivamente, que foram contrabalançados pela diminuição de 1.240.729 mil Meticais, no Âmbito Central.

Igual comportamento verificou-se no Financiamento externo, com aumentos nos Âmbitos Provincial e Distrital, em 1.836.936 e 14.145 mil Meticais, que tiveram como contrapartida uma diminuição de 1.851.081 mil Meticais, no Âmbito Central.

4.3 – Análise Sectorial da Despesa

No Orçamento do Estado para o ano de 2009, a dotação total das despesas de Funcionamento e de Investimento dos sectores que integram o Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA) atingiu o montante de 57.927 milhões de Meticais, o que corresponde a 59% da dotação total das despesas (98.142 milhões de Meticais), cabendo aos restantes sectores, 32.129 milhões de Meticais (32,7%) e Operações Financeiras e Encargos da Dívida, 6.695 milhões de Meticais (6,8%) e 1.392 milhões de Meticais (1,4%), respectivamente.

Conforme mostra o Quadro n.º IV.11, as maiores dotações das despesas inscritas no Orçamento foram destinadas aos sectores da Educação, Infra-estruturas, Saúde e Boa Governação, com 18.229, 13.790, 11.512 e 7.989 milhões de Meticais, correspondentes aos pesos de 18,6%, 14,1%, 11,7% e 8,1%, respectivamente. Nesses 4 sectores, destacam-se, pelo seu peso, o Ensino Geral, Sistema de Saúde, Estradas, Águas, Sistema Judicial, Segurança/Ordem Pública e Ensino Superior.

Para além daqueles sectores, à Agricultura e Desenvolvimento Rural e ao Millennium Challenge Account foram alocadas as dotações de 4.852 e 350 milhões de Meticais, correspondentes a 4,9% e 0,4%, respectivamente.

Aos Outros Sectores Prioritários, (do qual fazem parte a Acção Social e Trabalho e Emprego), foram destinados 1.204 milhões de Meticais (1,2%).

(13)

Quadro n.º IV. 11 – Dotação das Despesas de Funcionamento e Investimento

Valor Peso (%) Educação 18.229 18,6 Ensino Geral 15.549 15,8 Ensino Superior 2.680 2,7 Saúde 11.512 11,7 Sistema de Saúde 10.935 11,1 HIV/SIDA 577 0,6 Infra-estruturas 13.790 14,1 Energia/Recursos Minerais 1.159 1,2 Estradas 6.725 6,9 Águas 5.343 5,4 Obras Públicas 563 0,6

Millennium Challenge Account 350 0,4

Agricultura e Desenvolvimento Rural 4.852 4,9

Boa Governação 7.989 8,1

Segurança/Ordem Pública 2.827 2,9

Administração Pública 2.083 2,1

Sistema Judicial 3.079 3,1

Outros Sectores Prioritários 1.204 1,2

Acção Social 917 0,9

Trabalho e Emprego 287 0,3

Total Sectores Prioritários 57.927 59,0

Restantes Sectores 32.129 32,7

Despesa Total (Sem E. da Dívida e O. Financ.) 90.055 91,8

Encargos da Dívida 1.392 1,4

Operações Financeiras 6.695 6,8

Total de Despesas 98.142 100,0

Fonte: Quadro 9 da CGE-2009

Sectores / Instituições Prioritários Integrantes do PARPA

Orçamento do Estado de 2009

(Em milhões de Meticais)

Como ilustra o quadro acima, as despesas totais, excluíndo os Encargos da Dívida e Operações Financeiras, foram de 90.055 milhões de Meticais, montante que representa 91,8% do total das despesas inscritas no Orçamento do Estado de 2009.

Observa-se, também, no Gráfico n.º IV.4, a seguir, que para a Educação e Saúde, juntos, foram inscritos 29.741 milhões de Meticais, equivalentes a 30,3% do total das despesas.

Gráfico n.º IV. 4 – Repartição Percentual das Despesas por Sectores

Millenium Challenge Account 0,4% Agricultura e Desenvolvimento Rural 4,9% Infraestrutura 14,1% Saúde 11,7% Acção Social 0,9% Boa Governação 8,1% Trabalho e Emprego 0,3% Restantes Sectores 32,7% Encargos da Dívida 1,4% Operações Financeiras 6,8% Educação 18,6%

(14)

_______________________________________________________________________________________

Aos 4 sectores prioritários que integram o PARPA, nomeadamente, Educação, Infra-estruturas, Saúde e Boa Governação, foram outorgados recursos financeiros que totalizam 51.520 milhões de Meticais, representando 52,5% do total das despesas do Orçamento. À Agricultura e Desenvolvimento Rural, ao Millennium Challenge Account e a Outros Sectores Prioritários (Acção Social e Trabalho e Emprego), coube o valor de 6.406 milhões de Meticais, representando 6,5% do total das despesas do Orçamento.

Procede-se, a seguir, à análise da relação entre as dotações orçamentais ao nível provincial, do sector da Educação, com o número de alunos e da Saúde e da Agricultura, ao mesmo nível, com o número de habitantes.

4.3.1 – Componente Funcionamento

No Quadro n.º IV.12, são indicados os limites das despesas a realizar pela Educação, no Âmbito Provincial, no valor de 7.929.964 mil Meticais, que representa 93,8% dos 8.453.262 mil Meticais da dotação global da Componente Funcionamento deste Sector.

Quadro n.º IV. 12 – Alocação de Fundos ao Sector da Educação nas Províncias – Componente Funcionamento do Orçamento – Dotação Final

(1) (2) (3) (4) (5)=(1)/(3) Niassa 494.272 6,2 307.560 5,6 1.607 Cabo Delgado 621.385 7,8 396.297 7,2 1.568 Nampula 1.388.237 17,5 962.215 17,5 1.443 Zambézia 1.203.097 15,2 1.211.206 22,0 993 Tete 683.470 8,6 467.335 8,5 1.462 Manica 697.518 8,8 407.713 7,4 1.711 Sofala 794.707 10,0 431.786 7,8 1.841 Inhambane 660.200 8,3 392.767 7,1 1.681 Gaza 187.098 2,4 339.360 6,2 551 Maputo 376.673 4,8 324.167 5,9 1.162 Cidade de Maputo 823.307 10,4 273.199 5,0 3.014 Sub-Total 7.929.964 100,0 5.513.605 100,0 1.438 Central 523.298 Total 8.453.262

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

(Em mil Meticais) Número Total de Alunos (Ensino Público) Despesa por Aluno (Em Meticais) Províncias Dotação Final Peso (%) Peso (%)

Com as maiores dotações, destacam-se as Províncias de Nampula, Zambézia e Cidade de Maputo, com 1.388.237 mil Meticais (17,5%), 1.203.097 mil Meticais (15,2%) e 823.307 mil Meticais (10,4%), respectivamente, e com a menor dotação, a Província de Gaza, com 187.098 mil Meticais (2,4%).

Quanto ao número de alunos por província, Zambézia tem o número mais elevado, 1.211.206, seguida de Nampula, com 962.215. Com menos alunos temos as Províncias de Maputo, com 324.167, do Niassa, com 307.560 e a Cidade de Maputo, com 273.199. Os dados relativos ao rácio despesa/aluno, por província, são apresentados no Quadro n.º IV.12 e ilustrados no Gráfico n.º IV.5.

(15)

Gráfico n.º IV. 5 – Dotação de Despesas de Funcionamento por Aluno 0 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 (E m M e tic ai s) Ni as sa C abo D e lg ad o Na m p u la Za m b éz ia Te te Ma n ic a So fa la In h am b a n e Ga za Ma p u to C ida d e de Ma p u to

Fonte: Volume II dos Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

A dotação da despesa de funcionamento, por aluno, em média, foi de 1.438 Meticais. A Cidade de Maputo, com a média por aluno, de 3.014 Meticais, foi a que teve maior dotação por aluno, enquanto as Províncias da Zambézia e de Gaza tiveram as menores dotações, com 993 Meticais e 551 Meticais por aluno, respectivamente.

Quanto ao sector da Saúde, são indicadas, no quadro seguinte, as dotações orçamentais finais, constantes dos Anexos Informativos da CGE de 2009.

Quadro n.º IV. 13 – Alocação de Fundos ao Sector da Saúde, nas Províncias, Componente Funcionamento do Orçamento – Dotação Final

(1 ) (2 ) (3 ) (4 ) (5 )= (1 )/(3 ) N ia ssa 1 4 2 .8 4 2 7 ,9 1 .3 0 9 6 ,0 1 0 9 C a b o D elg a d o 1 6 5 .0 1 2 9 ,1 1 .6 9 8 7 ,8 9 7 N a m p u la 2 6 8 .8 1 4 1 4 ,9 4 .3 0 1 1 9 ,7 6 3 Z a m b ézia 2 1 0 .2 0 3 1 1 ,6 4 .1 0 2 1 8 ,8 5 1 T ete 1 3 3 .1 1 3 7 ,4 1 .9 6 6 9 ,0 6 8 M a n ic a 1 3 1 .2 8 0 7 ,3 1 .5 5 1 7 ,1 8 5 S o fa la 2 9 6 .7 7 8 1 6 ,4 1 .7 6 9 8 ,1 1 6 8 In h a m b a n e 1 4 0 .8 7 3 7 ,8 1 .3 5 4 6 ,2 1 0 4 G a za 6 4 .5 9 9 3 ,6 1 .2 7 7 5 ,9 5 1 M a p u to 9 2 .9 2 1 5 ,1 1 .3 2 9 6 ,1 7 0 C id a d e d e M a p u to 1 6 0 .2 8 3 8 ,9 1 .1 4 5 5 ,3 1 4 0 S u b -T o ta l 1 .8 0 6 .7 1 9 1 0 0 ,0 2 1 .8 0 1 1 0 0 ,0 8 3 C e n tr a l 1 .4 0 2 .2 7 9 T o ta l 3 .2 0 8 .9 9 8

F o n te : A n ex o s In fo rm a tiv o s d a C G E e A n u á rio E sta tístic o -IN E d e 2 0 0 9

(E m m il M etic a is) P r o v ín c ia s D e sp e sa / H a b ita n te (M etic a is) P o p u la ç ã o (P o r M il H a b ita n tes) D o ta ç ã o F in a l P e so (% ) P e so (% )

A alocação de fundos feita ao sector da Saúde foi de 3.208.998 mil Meticais, sendo de 1.402.279 mil Meticais para o nível Central e 1.806.719 mil Meticais, para o Provincial. Relativamente à distribuição de fundos ao sector, por província, verifica-se que Sofala, Nampula e Zambézia, com 296.778 mil Meticais (16,4%), 268.814 mil Meticais (14,9%) e 210.203 mil Meticais (11,6%), respectivamente, tiveram as maiores dotações, enquanto as Províncias de Gaza e Maputo, com 64.599 mil Meticais (3,6%) e 92.921 mil Meticais (5,1%), tiveram as menores dotações.

(16)

_______________________________________________________________________________________

Os dados relativos aos rácios despesa por habitante e por província, são apresentados no Quadro n.º IV.13 e ilustrados no Gráfico n.º IV.6.

Gráfico n.º IV. 6 – Despesa de Funcionamento na Saúde, por Habitante

0 2 0 4 0 6 0 8 0 1 0 0 1 2 0 1 4 0 1 6 0 1 8 0 (Em Met ic ais) N iassa C abo D elg ad o N a m pul a Zamb ézi a Tet e Man ica Sofal a In ha m b an e Ga z a Ma pu to C id ade de Ma p u to

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

Em termos de distribuição da despesa por habitante, houve uma previsão média de 83 Meticais. A nível Provincial, Sofala, Cidade de Maputo, Niassa e Inhambane obtiveram as maiores dotações, na previsão, com 168, 140, 109 e 104 Meticais, respectivamente, enquanto as da Zambézia e Gaza, ambas com 51 Meticais, tiveram as menores dotações. Quanto à Agricultura, são indicadas, no quadro seguinte, as dotações orçamentais finais da Componente Funcionamento deste sector.

Quadro n.º IV. 14 – Alocação de Fundos ao Sector da Agricultura nas Províncias, Componente Funcionamento do Orçamento – Dotação Final

(1) (2) (3) (4) (5)=(1)/(3) Niassa 28.609 9,7 1.309 6,0 22 Cabo Delgado 27.877 9,5 1.698 7,8 16 Nampula 43.824 14,9 4.301 19,7 10 Zambézia 19.850 6,8 4.102 18,8 5 Tete 23.294 7,9 1.966 9,0 12 Manica 34.704 11,8 1.551 7,1 22 Sofala 35.724 12,2 1.769 8,1 20 Inhambane 26.843 9,1 1.354 6,2 20 Gaza 18.408 6,3 1.277 5,9 14 Maputo 27.870 9,5 1.329 6,1 21 Cidade de Maputo 6.826 2,3 1.145 5,3 6 Sub-Total 293.830 100,0 21.801 100,0 13 Central 344.099 Total 637.929

Fonte: Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

(Em mil Meticais)

Províncias Dotação Final Peso (%) População (Por Mil Habitantes) Peso (%) Despesa/ Habitante (em Meticais)

No Quadro n.º IV.14, são apresentadas as dotações orçamentais finais da Componente Funcionamento, constantes do Volume II dos Anexos Informativos da CGE de 2009. A nível provincial, as maiores dotações respeitam às Províncias de Nampula, Sofala e Manica, com 43.824 mil Meticais (14,9%), 35.724 mil Meticais (12,2%) e 34.704 mil

(17)

Meticais (11,8%), respectivamente, sendo a Cidade de Maputo, com 6.826 mil Meticais (2,3%), a que registou a menor dotação atribuída.

Em termos globais, afecta-se, por cada habitante, no sector da Agricultura, uma dotação média de 13 Meticais.

Os dados relativos aos rácios despesa por habitante, por província, são apresentados no Quadro n.º IV.14 e ilustrados no Gráfico n.º IV.7, que se segue:

Gráfico n.º IV. 7- Despesas de Funcionamento na Agricultura, por Habitante

0 5 10 15 20 25 (E m M et icai s) Ni as sa Ca b o D el g ad o Na mp u la Z am b ézi a Te te Ma n ic a So fa la In h am b an e G aza Ma p u to C ida de de M ap u to

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

Analisando a dotação da despesa por habitante, apresentada no Quadro n.º IV.14, verifica-se que as Províncias do Niassa, Manica e Maputo, com 22, 22 e 21 Meticais, por habitante, respectivamente, tiveram as maiores dotações. Com as menores dotações está a Cidade de Maputo e a Província da Zambézia, com 6 e 5 Meticais, por habitante, respectivamente.

4.3.2 – Componente Investimento

Indicam-se, a seguir, no Quadro n.º IV.15, as dotações orçamentais finais da Componente Investimento alocadas ao sector da Educação, constantes do Volume II dos Anexos Informativos da CGE-2009.

Foram destinados, à Administração Central, 4.720.312 mil Meticais. No que respeita à alocação de fundos a nível Provincial, destacam-se as Províncias de Tete e Nampula, com 299.913 mil Meticais (14,5%) e 288.002 mil Meticais (13,9%), respectivamente, com as maiores dotações, e a Província de Gaza, com a menor, 101.524 mil Meticais (4,9%). Os dados relativos ao rácio despesas de investimento por aluno, por província, são ilustrados no Quadro n.º IV.15 e no Gráfico n.º IV.8.

(18)

_______________________________________________________________________________________ Quadro n.º IV. 15 – Alocação de Fundos ao Sector da

Educação nas Províncias – Componente Investimento

(1) (2) (3) (4) (5)=(1)/(3) Niassa 208.778 10,1 307.560 5,6 679 Cabo Delgado 101.714 4,9 396.297 7,2 257 Nampula 288.002 13,9 962.215 17,5 299 Zambézia 222.182 10,7 1.211.206 22,0 183 Tete 299.913 14,5 467.335 8,5 642 Manica 133.532 6,4 407.713 7,4 328 Sofala 226.151 10,9 431.786 7,8 524 Inhambane 158.011 7,6 392.767 7,1 402 Gaza 101.524 4,9 339.360 6,2 299 Maputo 142.975 6,9 324.167 5,9 441 Cidade de Maputo 187.809 9,1 273.199 5,0 687 Sub-Total 2.070.593 100 5.513.605 100,0 376 Central 4.720.312 Total 6.790.905

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009 Peso

(%)

(Em mil Meticais)

Províncias Despesa/ Aluno (em Meticais) Dotação Final Peso (%) N.º Total Alunos

De acordo com Quadro n.º IV.15 e Gráfico n.º IV.8, a Cidade de Maputo e as Províncias do Niassa e de Tete, com 687, 679 e 642 Meticais, respectivamente, tiveram as maiores dotações por aluno, sendo as Províncias de Cabo Delgado e da Zambézia, com 257 e 183 Meticais, respectivamente, as que tiveram as menores dotações. O valor da despesa de investimento, por aluno, em média, foi de 376 Meticais.

Gráfico n.º IV. 8 – Despesas de Investimento por Aluno

0 100 200 300 400 500 600 700 (E m M e ticais ) N ia ssa Ca b o D e lg a d o Na m p u la Za m b é z ia Te te Ma n ic a So fa la Inha m b a n e Ga z a Ma p u to C ida de de Ma p u to

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

No Quadro n.º IV.16 e no Gráfico n.º IV.9, são indicadas as dotações orçamentais para investimento, no sector da Saúde, extraídos dos Anexos Informativos da CGE-2009.

(19)

Quadro n.º IV.16 – Alocação de Fundos ao Sector da Saúde nas Províncias – Componente Investimento

(1) (2) (3) (4) (5) Niassa 98.741 5,2 1.309 6,0 75 Cabo Delgado 287.853 15,0 1.698 7,8 170 Nampula 243.263 12,7 4.301 19,7 57 Zambézia 161.920 8,5 4.102 18,8 39 Tete 241.445 12,6 1.966 9,0 123 Manica 84.389 4,4 1.551 7,1 54 Sofala 126.198 6,6 1.769 8,1 71 Inhambane 106.368 5,6 1.354 6,2 79 Gaza 293.648 15,3 1.277 5,9 230 Maputo 131.507 6,9 1.329 6,1 99 Cidade de Maputo 140.497 7,3 1.145 5,3 123 Sub-Total 1.915.828 100,0 21.801 100,0 88 Central 6.364.040 Total 8.279.868

Fonte: Anexos Informativos da CGE e Anuário Estatístico-INE de 2009

(Em mil Meticais)

Províncias Despesa/ Habitante (em Meticais) População (Por Mil Habitantes) Dotação Final Peso (%) Peso (%)

De uma dotação total de 8.279.868 mil Meticais, foi alocado o montante de 1.915.828 mil Meticais, no Âmbito Provincial, ao sector da Saúde, destacando-se, com as maiores dotações, as Províncias de Gaza e de Cabo Delgado, com 293.648 mil Meticais (15,3%) e 287.853 mil Meticais (15%), respectivamente. Com as menores dotações salientam-se as Províncias do Niassa e Manica, com 98.741 mil Meticais (5,2%) e 84.389 mil Meticais (4,4%), respectivamente.

Os dados relativos aos rácios despesa por habitante, por província, são ilustrados no gráfico que se segue.

Gráfico n.º IV. 9 – Despesas de Investimento na Saúde, por Habitante

0 50 100 150 200 250 (E m M et icai s) Ni as sa Ca b o D el g ad o Na m p u la Z am b ézi a Te te Ma n ic a So fa la In h am b an e Ga z a Ma p u to C id ade d e M aput o

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

Verifica-se, ainda, no Quadro n.º IV.16 e no Gráfico n.º IV.9, que foi alocada, em termos globais, por habitante, uma dotação de 88 Meticais, tendo as Províncias de Gaza e Cabo

(20)

_______________________________________________________________________________________

Delgado, as maiores dotações, com 230 e 170 Meticais, respectivamente, cabendo à da Zambézia, a menor dotação, 39 Meticais.

Relativamente à Agricultura, são apresentadas, no Quadro n.º IV.17, as dotações orçamentais do sector, constantes do Volume II dos Anexos Informativos da CGE-2009.

Quadro n.º IV.17 – Alocação de Fundos ao Sector da Agricultura nas Províncias – Componente Investimento

(1) (2) (3) (4) Niassa 72.212 7,4 1.309 55 Cabo Delgado 119.476 12,2 1.698 70 Nampula 98.954 10,1 4.301 23 Zambézia 94.550 9,7 4.102 23 Tete 66.243 6,8 1.966 34 Manica 74.423 7,6 1.551 48 Sofala 107.361 11,0 1.769 61 Inhambane 154.961 15,8 1.354 114 Gaza 116.683 11,9 1.277 91 Maputo 71.134 7,3 1.329 54 Cidade de Maputo 2.581 0,3 1.145 2 Sub-total 978.577 100,0 21.801 45 Central 1.833.342 Total 3.790.497

Fonte: Anexos Informativos da CGE-2009 e Anuário Estatístico-INE de 2009

(Em mil Meticais)

Províncias Dotação Final Peso (%) População (Por Mil Habitantes) Despesa/ Habitante (em Meticais)

A nível Provincial, Inhambane, Cabo Delgado, Gaza e Sofala, com 154.961 mil Meticais (15,8%), 119.476 mil Meticais (12,2%), 116.683 mil Meticais (11,9%) e 107.361 mil Meticais (11%), respectivamente, beneficiaram das maiores dotações, enquanto a Cidade de Maputo, com 2.581 mil Meticais (0,3%), teve a menor dotação. Constata-se que, em termos globais, há uma alocação média de 45 Meticais por habitante.

Os dados relativos aos rácios despesa por habitante, por província, são ilustrados no Gráfico n.º IV.10 que se segue.

Gráfico n.º IV. 10 – Despesas de Investimento na Agriculatura, por Habitante

0 20 40 60 80 100 120 (E m M e ti c ai s) Ni as sa C a bo D e lg ad o Na m p u la Za m b é zi a Te te Ma n ic a So fa la Inha m b a n e Ga za M aput o C ida de de M a put o

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Analisando a dotação da despesa por habitante, destacam-se as Províncias de Inhambane e Gaza, com 114 e 91 Meticais, respectivamente, com as maiores dotações, tendo a Cidade de Maputo, com 2 Meticais, apresentado a menor dotação.

Referências

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