A ELABORAÇÃO DO PROGRAMA DE BIBLIOTECA
UNIVERSITÁRIA – UM ESTUDO DE CASO
César Imai(1); Sidnei Junior Guadanhim(2)
(1) Departamento de Arquitetura – Universidade Estadual de Londrina – e-mail: [email protected]
(2) Departamento de Arquitetura – Universidade Estadual de Londrina, Brasil – e-mail: [email protected].
Resumo
O presente artigo descreve resultados parciais de uma pesquisa sobre os procedimentos adotados em um projeto arquitetônico de uma biblioteca universitária, com foco na elaboração do programa por meio de análises e coleta de informações junto a um grupo de usuários, notadamente os funcionários dos diversos setores e da administração geral. Busca-se com essa pesquisa identificar as diferentes percepções do grupo de usuários, bem como avaliar um programa previamente proposto e elaborar o programa definitivo. Espera-se, dessa forma, contribuir para que o projeto em questão corresponda tanto às necessidades funcionais de seus usuários quanto às suas aspirações e desejos em relação ao espaço físico. Posteriormente, durante as definições finais do projeto serão feitas simulações junto a todos os diferentes grupos de usuários para avaliar a adequação do mesmo. Foram elaboradas planilhas destinadas a verificar os aspectos programáticos de cada diferente setor, buscando identificar as demandas espaciais, de funcionamento operacional e dos aspectos gerais das necessidades e desejos desses usuários. As planilhas buscaram coletar dados sobre a quantidade de usuários, as demandas de layout, de mobiliário e de equipamentos, bem como as impressões sensíveis das pessoas que trabalham nos diferentes setores. Os dados coletados indicam que as necessidades funcionais em relação aos ambientes, por vezes, são relativamente consolidadas e não possuem grandes alterações em relação ao que tradicionalmente encontra-se no senso comum sobre a tipologia, porém, em alguns casos, certas atividades necessitam planejamento para permitir condições que permitam futuramente a adequação a novas tecnologias e demandas.
Palavras-chave: Programa de necessidades, Metodologia de projeto, Biblioteca. Abstract
This article describes procedures adopted for the initial stage of an architectural design of a university library, focusing on program design by means of analysis and information with a group of users, especially employees in different sectors and general administration. This research aims to identify the different perceptions of the group of users, to evaluate a previously developed program and prepare the final program adequately. It is seek to contribute to the project in question meets both the functional needs of its users as to their aspirations and desires in relation to environment. Later, during the final settings of the design, will be made simulations in all different user groups, aiming its adequacy.
Spreadsheets were developed to verify the programming aspects of each sector, seeking to identify the spatial demands of operational and general aspects of user’s needs and desires. Spreadsheets sought to collect data on the number of users, demands layout, furniture and equipment, as well as the impressions of people working in different sectors. The data
collected indicate that the functional needs in relation to the environment often are relatively consolidated and have no changes compared to that traditionally found in common sense about the typology, however, in some cases, certain activities requires planning to allow flexibility and conditions that enable future compliance to new technologies and demands. Keywords: Programming, Design methods, Library.
1. INTRODUÇÃO
O processo de projetar em Arquitetura envolve diversos aspectos, não apenas os de apreciação estética, mas também um conjunto de demandas que muitas vezes torna necessário um manejo hábil e complexo das informações por parte do projetista (MOREIRA; KOWALTOWAKI, 2009). A maioria dos projetos é desenvolvida para um grupo específico de usuários, o que implica em uma melhor compreensão sobre suas características, seus anseios e suas necessidades. A atividade de projetar envolve um processo mental sofisticado, capaz de manipular diversas informações, por meio de um conjunto de idéias, que gera alguma idéia mais concreta. Essa concretização pode ser simbolizada por desenhos ou outros tipos de modelos e símbolos de comunicação. Segundo Lawson (2011), o processo considerado tradicional é o projetar baseado no papel central do desenho, onde o projetista transmite a informação aos seus clientes e as instruções aos que de fato executarão a obra. Esses desenhos (ou mesmo modelos), tanto bidimensionais quanto tridimensionais, ainda são o principal instrumento de comunicação do projetista com os diversos agentes envolvidos no processo, e também são o próprio processo de pensamento pessoal de quem faz o projeto. Esse processo projetual baseado unicamente no desenho apresenta falhas ao não levar em consideração os problemas que muitas vezes não são visuais, tais como as demandas dos usuários. Os estudos que buscaram um método para estruturar o problema do projeto (ALEXANDER, 1964; JONES, 1966) também tiveram dificuldades em sua aplicação de maneira pragmática, ao proporem um método científico que buscava tornar explícitos não apenas os resultados, mas também os procedimentos (MITCHELL, 1988).
O processo projetual que se baseia apenas na intuição e nas experiências do projetista, com a sua qualificação técnica específica, por meio de análise e síntese, muitas vezes não deixa clara a estrutura do problema do projeto. Apenas a análise e a síntese do problema, feitas com métodos científicos, ainda que úteis e válidas, também não são uma garantia para alcançar a solução mais adequada. O envolvimento dos usuários no processo de projeto pode possibilitar alcançar uma melhor compreensão sobre as reais necessidades e demandas das pessoas que irão utilizar o ambiente (SANOFF, 2000). Esses procedimentos, no entanto, devem levar em consideração as idiossincrasias e as diferentes opiniões do grupo de usuários de tal forma a não inviabilizar o processo projetual e, ao mesmo tempo, não frustrar as expectativas e anseios daquele grupo.
O desenvolvimento de um projeto que envolva a participação de seus usuários na tomada de decisões, mesmo que de forma parcial, no campo da arquitetura, não é uma prática frequente. Segundo Till (2005), os arquitetos se sentem mais confortáveis se o objeto de seu trabalho for abstrato, pois o conhecimento de sua especialidade pode ser aplicado sem “distúrbios”. O processo de participação deveria buscar transformar a relação entre projetista e usuário em uma via de duas mãos, de tal forma que o arquiteto buscasse conhecer e respeitar o conhecimento do usuário. A arquitetura é o campo natural do arquiteto, portanto os diversos aspectos que a compõe estão sob seu controle direto. No processo participativo, os desejos dos usuários devem estar na busca da solução do problema projetual, procurando resolver os conflitos decorrentes desses desejos.
Segundo Peña e Parshall (2001), a programação arquitetônica é uma forma de buscar compreender o problema arquitetônico e, de maneira sistematizada, eles sugerem a adoção de cinco passos para a programação, que são: estabelecer metas, coletar e analisar fatos, descobrir e testar conceitos, determinar necessidades e, por fim, indicar o problema. Nesse conceito, a busca do problema projetual tem por objetivo servir de subsídio para a busca da síntese que significa a solução do problema (o projeto). Dessa forma, o projeto é entendido como um processo que, para alcançar êxito, precisa ter o problema claramente definido.
2. OBJETIVOS
O objetivo principal da pesquisa em andamento é a análise de parte do processo projetual em arquitetura por meio de um estudo de caso. O objeto concreto é o projeto arquitetônico de um edifício de biblioteca universitária a ser implantada na cidade de Londrina, PR. Foram avaliados os procedimentos adotados para o processo de programação dos setores operacionais da biblioteca juntamente a uma parcela dos usuários (funcionários). Espera-se, com esses procedimentos, tornar claros quais aspectos influenciam na tomada das decisões projetuais e de que forma essas informações podem contribuir para uma melhor compreensão tanto do processo quanto das demandas em relação ao tema.
3. METODOLOGIA
Para a elaboração do programa arquitetônico, foram desenvolvidas planilhas de dados para identificar as demandas técnicas, funcionais, espaciais e comportamentais dos usuários. Essas planilhas foram preenchidas durante entrevistas semiestruturadas em cada setor (aquisição, processo técnico, catalogação, restauro, tecnologia da informação, administração geral, coleções, leitura e acervo). Devido ao porte da biblioteca atual, nesse processo foi possível a participação da a maioria dos funcionários dos setores supracitados, o que ampliou a confiabilidade da coleta. Os dados coletados nas planilhas foram organizados de acordo com as atividades ou separados por zonas de acordo com as funções, buscando uma melhor compreensão das atividades desenvolvidas e das demandas necessárias. Esses dados foram divididos da seguinte forma: (1) atividades, listando as principais funções; (2) setor, listando os setores administrativos; (3) quantidade de pessoas, listando qual a previsão de pessoas por ambiente; (4) ambiente, buscando verificar se aquelas atividades deveriam ser agrupadas ou segregadas; (5) fluxos, identificando as conexões necessárias e as circulações decorrentes e (6)
demandas do ambiente, buscando identificar qual o nível desejável de proximidade entre os
diferentes ambientes/atividades.
Uma segunda planilha foi elaborada para identificar as necessidades em relação aos mobiliários e aos equipamentos que as diversas atividades demandavam. Os dados coletados foram divididos nos seguintes itens: (1) atividades; (2) demanda de mobiliário, buscando identificar a quantidade, dimensão e formato de diferentes modelos, bem como a especificidade de cada caso; (3) necessidades diversas, buscando identificar necessidades técnicas, funcionais ou ambientais. Nesse item foram verificadas, por exemplo, demandas de condicionamento de ar, de iluminação, de redes e de atividades, entre outras.
Quadro 1 – Modelo de planilha de coleta de dados junto aos usuários.
A - ZONAS DE SERVIÇO - AQUISIÇÃO
ATIVIDADES SETOR USU. AMBIENTE FLUXOS DEMANDA DO AMBIENTE
1- SELEÇÃO E PREPARO FÍSICO COMPRAS 10 SALA 01A APÓS REGISTRO VAI PROC. TEC AMPLIAR:DEVE SER MAIOR DO QUE A ATUAL
2-RECEBIMENTO AQUISIÇÕES COMPRAS 3 SALA 02A PROXIMIDADE CARGA/DESCARGA E PREPARO
3-RECEB. PEDIDOS PERIODICOS COMPRAS SALA 01A
4- RECEB. DOAÇÕES PEQUENAS DOAÇÃO SALA 01A APÓS REGISTRO VAI PROC. TEC
5- RECEBIMENTO DOAÇÕES DOAÇÃO 4 SALA 03A APÓS REGISTRO VAI PROC. TEC PROXIMIDADE SALA 04, SALA 01 E CARGA/DESCARGA
6-ARMAZENAGEM PERMUTA/DUPL. DOAÇÃO 2 SALA 04A PROXIMIDADE CARGA/DESCARGA
7-ARMAZENAGEM QUARENTENA SALA 05A AMPLIAR:DEVE SER MAIOR DO QUE A ATUAL
8-ARMAZENAGEM PERMUTA EDUEL DOAÇÃO 2 SALA 06A APÓS EMPAC. VAI SECR./CORREIO CONEXÃO SECRETARIA PROXIMIDADE CARGA/DESCARGA
9-ADMINISTRAÇAO SETOR SALA 07A CONEXÃO VISUAL SALA 01
Além de tais planilhas, os arquitetos dispunham de um pré-programa de necessidades elaborado previamente pela administração da biblioteca, o qual contemplava os ambientes e suas respectivas funções, a área e os detalhes como número de funcionários e mobiliário necessário (Quadro 2). Uma análise prévia deste documento indicou superdimensionamento
em alguns setores, demandando a verificação da cada item e a sua respectiva área mínima adequada.
Quadro 2 – Parte do pré-programa elaborado pela administração biblioteca
O arquiteto coordenador fez a síntese dessas diversas informações obtidas. Apesar de não serem verificadas grandes discrepâncias, foi identificada uma preocupação dos funcionários em manter espaços exclusivos, como copas e sanitários, o que poderia conduzir a uma compartimentação excessiva dos setores, o que poderia prejudicar a flexibilidade ao longo do uso.
Antes do desenvolvimento do estudo preliminar propriamente dito, foram elaborados, em um curto período de tempo, esquemas de relação entre mobiliário e área necessária (Figura 1). Estes diagramas permitiram ao arquiteto coordenador estabelecer a setorização geral do projeto, bem como os esquemas de circulação, distribuição entre pavimentos e lançamento do sistema estrutural, definindo o partido arquitetônico, o qual levou em consideração inúmeras condicionantes, tais como local de implantação, técnica e materiais construtivos, durabilidade e manutenção, entre outras.Posteriormente, um primeiro estudo preliminar em escala reduzida (1:200) foi elaborado considerando: (1) sequência de fluxos e inter-relações entre setores e ambientes e (2) quantidade de funcionários e mobiliário previstos no pré-programa. Sabidamente, este resultado parcial ainda não contemplava totalmente os requisitos obtidos com os instrumentos de coleta. Ao contrário, procurou-se reduzir a compartimentação e agrupar copas e sanitários de modo a aperfeiçoar as instalações e os equipamentos, bem como privilegiar a flexibilidade. Como reflexo imediato, verificou-se uma redução nas áreas estimadas no pré-programa.
Figura 1: Exemplo de relações entre mobiliário e área construída
O estudo preliminar foi enviado à administração da biblioteca que providenciou uma verificação setor a setor, com todos os envolvidos, trabalhando unicamente com as plantas baixas (1:200), as quais traziam cotas gerais e layout. Após essa análise inicial, foi realizado um grupo focal, conduzido pelo arquiteto coordenador. Participaram desse grupo a diretora da biblioteca, os chefes de cada setor, o arquiteto coordenador, o arquiteto assistente e uma estagiária de arquitetura. Durante esse grupo focal foram abordados os aspectos específicos de
cada setor, e ao mesmo tempo todos os participantes puderam emitir suas observações sobre o funcionamento geral da biblioteca e elucidar e resolver conflitos. As discussões no grupo duraram cerca de três horas e os instrumentos utilizados foram os desenhos bidimensionais tradicionais (plantas, elevações, etc), a maquete volumétrica e a maquete parcial do layout (ver figura 2). Com os resultados dessa reunião foi desenvolvida uma nova versão do projeto, ainda em caráter preliminar, porém contemplando a maioria dos requisitos, tanto daqueles obtidos do pré-programa, quanto das dinâmicas de coleta de informações adotadas.
Os procedimentos de projeto a serem desenvolvidos, em uma etapa futura, irão verificar aspectos específicos da distribuição espacial do layout dos mobiliários, junto aos usuários, por meio de maquetes com o dimensionamento dos moveis e suas áreas de utilização (figura 2).
4. RESULTADOS PARCIAIS
Durante a reunião do grupo focal as alterações que levavam em conta decisões de projeto foram tomadas. Uma vez estabelecida a base comum – o estudo preliminar - houve um processo participativo, no qual conflitos puderam ser equacionados, tais como áreas que foram remanejadas e excessos que foram revistos, entre outros. Contudo, apesar de argumentações, ainda permaneceu uma forte tendência dos usuários pela compartimentação dos espaços.
A utilização de maquetes na reunião contribuiu significativamente para a compreensão dimensional e distributiva dos espaços propostos (figura 2). Observou-se uma grande diferença na atitude dos envolvidos na definição do programa quando estavam trabalhando sobre planilhas e estimativas de ambientes e respectivas áreas e depois, quando lidavam com elementos definidos, como desenhos e maquetes. A configuração de uma proposta inicial, apresentada com maquete e desenhos com layout, direcionou fortemente o processo de programação, pois os envolvidos passaramm a tratar o problema não mais de modo abstrato ou idealizado, mas se apropriam rapidamente do projeto como algo mais concreto e passaram a levar em conta as condicionantes decorrentes do desenho, como dimensões, implantação, orientação, etc. Ou seja, o papel do arquiteto na proposta preliminar é determinante na forma como os envolvidos tratam o futuro edifício. Um programa elaborado hipoteticamente, buscando a solução ideal por vezes caminha em direção a soluções economicamente inviáveis ou inexequíveis por diversas razões. Na medida em que os diversos requisitos e condicionantes aparecem juntos num único produto – o projeto arquitetônico – automaticamente a visão dos envolvidos é transformada, o que facilita a resolução de conflitos e permite encontrar soluções adequadas.
5. CONCLUSÕES
O caráter público do edifício implica em múltiplos clientes, entre eles, o pessoal envolvido na administração e operação da biblioteca, os quais podem contribuir significativamente na tomada de decisão. O processo participativo, embora traga desafios e amplie o leque de requisitos e condicionantes de projeto, resultou em um produto cuja aceitação foi de modo geral positiva por todas as partes.
Verificou-se, entretanto, a importância do papel do arquiteto ao lidar com os diversos dados. As competências necessárias ao profissional coordenador em processos dessa natureza podem incluir a visão sistêmica, a capacidade de tomar a iniciativa e a promoção da comunicação, a habilidade em negociação e a disposição para aprendizagem contínua (DE CUNTO, 2006). Um importante aspecto verificado foi a tendência dos usuários utilizarem as condições de trabalho e espaço físico atuais, com os quais estão habituados há anos, como parâmetro para o estabelecimento dos requisitos do novo edifício. Se por um lado isso ajuda a evitar erros, acaba também reduzindo a abertura para alternativas diferentes ou desconhecidas, o que representou um aspecto negativo do processo.
Os dados coletados indicam que as necessidades funcionais em relação aos ambientes, por vezes, são relativamente consolidadas e não possuem grandes alterações em relação ao que tradicionalmente encontra-se no senso comum sobre a tipologia. Em alguns casos, porém, certas atividades possuem uma dinâmica que necessita planejamento que possibilite condições de projeto para futuramente se adequar a novas tecnologias e demandas.
O desenvolvimento do estudo preliminar de arquitetura concomitantemente à programação, embora contrarie as recomendações da literatura, pode em alguns casos acelerar o processo de projeto, pois, a atitude dos envolvidos muda na medida em que o plano abstrato é substituído pelo concreto. Em determinado momento ao se depararem com definições projetuais, tais como modulação estrutural, localização das circulações e acessos, orientação, etc., por meio de desenhos e maquetes, os anseios e expectativas são naturalmente moldados e limitados pela proposta arquitetônica preliminar.
REFERÊNCIAS
ALEXANDER, C. Notes on the synthesis of form. Cambridge: Harvard University Press, 1964.
TILL, Jeromy. The negotiation of hope. In: Architecture and participation. Ed. Peter Blundell Jones et al. London: Spon Press, 2005, p. 23– 41.
DE CUNTO, Ivanóe. Identificação de competências de coordenadores de projeto. 2006. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Edificações e Saneamento) – Universidade Estadual de Londrina. Londrina, 2006. JONES, J. C. Design Methods Reviewed. London: Butterworths, 1966.
LAWSON, B.. Como arquitetos e designers pensam. São Paulo: Oficina de textos, 2011.
MITCHELL, C. Thomas. Redefining Designing: from form to experience. New York: Van Nostrand Reinhold, 1993.
MOREIRA, D. C.; KOWALTOVSKI, D. C. C. K. Discussão sobre a importância do programa de necessidades no processo de projeto em arquitetura. In: Ambiente Construído. Porto Alegre: Antac, v.9, n. 2, p. 31-45, abr./jun. 2009.
PEÑA, William; PARSHALL, S. Problem seeking: an architectural programming primer. 4° Ed. New York: John Wiley & Sons, 2001.
SANOFF, H. Community Participation Methods in Design and Planning. New York: John Willey & Sons, 2000.