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IMPLEMENTAÇÃO DE ALGORITMO DIGITAL DE PROTEÇÃO PARA PERDA DE EXCITAÇÃO EM GERADORES SÍNCRONOS

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Academic year: 2021

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LRC/UFMG – Núcleo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Descargas Atmosféricas Av. Antônio Carlos, 6627 - CEP 31.270-901 - Pampulha - Belo Horizonte - MG - Brasil

Fone/Fax: +55 (031) 3499 4872 - [email protected] - [email protected] GPC/014

21 a 26 de Outubro de 2001 Campinas - São Paulo - Brasil

GRUPO V

PROTEÇÃO, MEDIÇÃO E CONTROLE EM SISTEMAS DE POTÊNCIA

IMPLEMENTAÇÃO DE ALGORITMO DIGITAL DE PROTEÇÃO PARA PERDA DE EXCITAÇÃO EM GERADORES SÍNCRONOS

Marco Paulo Delboni (*) PROTLab/LRC/UFMG

Clever Pereira PROTLab/LRC/UFMG

RESUMO

Este trabalho apresenta os aspectos fundamentais relacionados à filosofia de aplicação da proteção para perda de excitação em geradores síncronos, bem como o desenvolvimento de um software para aplicação de relé digital de distância para a proteção contra perda de excitação (ANSI 40).

PALAVRAS-CHAVE: Proteção digital, Proteção de Geradores, Proteção para Perda de Excitação.

1.0 - INTRODUÇÃO

Quando um gerador síncrono perde a excitação, tende a operar como um gerador de indução. Nesta condição, para suprir a falta de excitação, absorve potência reativa (MVAr) do sistema. Este dreno de reativo imposto pela máquina ao sistema é, sem dúvida, a principal característica da perda de excitação, podendo atingir a valores elevados, na faixa de 2 a 4 vezes a potência aparente nominal da máquina [1].

Sob o ponto de vista do gerador, a operação na condição de perda de excitação pode vir a causar sérios danos, devido a:

•Sobreaquecimento dos enrolamentos do estator, causado pelo alto valor de corrente produzido pela absorção de potência reativa, associada ao baixo valor da tensão terminal da máquina.

• Elevado aquecimento do corpo do rotor e anéis de retenção, devido às correntes induzidas pelo estator.

• Elevado aquecimento das extremidades do núcleo do estator, causado pelo aumento do enlace de fluxo devido à condição de baixa excitação, podendo rapidamente ultrapassar ao limite estabelecido pelo fabricante e incorporado à curva de capabilidade da máquina.

Quanto ao Sistema Elétrico de Potência, o grande dreno de reativo, imposto pela máquina operando sem excitação, pode ter como conseqüências:

• Colapso de tensão e instabilidade

• Sobrexcitação das máquinas vizinhas, para suprir a demanda de reativo requerida pelo gerador sob condição de perda de excitação.

2.0 - FILOSOFIA OPERACIONAL DA PROTEÇÃO PARA PERDA DE EXCITAÇÃO

2.1 - Variação da Potência Ativa, Reativa e Tensão Terminal sob Condição de Perda de Excitação A Figura 1 mostra a variação típica de P, Q e V para um gerador, na condição de perda de excitação. A máquina já se encontrava operando subexcitada quando da perda do campo, passando então a aumentar significativamente esta absorção. Caso a máquina estivesse inicialmente operando sobrexcitada, o fornecimento de reativo para o sistema iria diminuir progressivamente, passando a máquina a absorver reativo em um determinado instante. O dreno de reativo, por sua vez, força uma significativa diminuição da tensão terminal da máquina. O comportamento do gerador se aproxima do comportamento de um gerador de indução. Esta situação perdura até que o ângulo do rotor atinge o valor limite de estabilidade e o gerador perde o sincronismo com o restante do sistema. Neste instante, ocorre uma diminuição brusca da potência ativa fornecida pelo gerador que, juntamente com a potência reativa e a tensão terminal, se tornam oscilantes, em torno de um valor médio, a uma freqüência dupla do escorregamento. Este ponto é claramente identificado na Figura 1, ocorrendo, para o caso simulado, cerca de 4,5 segundos após a perda da excitação. A máquina passa então a operar de

(2)

modo assíncrono, fornecendo uma potência ativa reduzida, absorvendo um valor alto de potência reativa e operando com a tensão terminal significativamente reduzida.

FIGURA 1 – Variação típica de P, Q e V de um gerador na condição de perda de excitação.

2.2 - Impedância Aparente Representativa da Condição de Perda de Excitação

Considerando-se os valores de P, Q e V em um instante qualquer, a impedância aparente correspondente, na forma cartesiana, é expressa por:

2 2 2 Q P PV R + = (1) e 2 2 2 Q P QV X + = (2)

Esta impedância reflete com fidelidade as variações das grandezas elétricas envolvidas na perda de excitação. Deve ser observado que a variação destas grandezas é um fenômeno trifásico equilibrado. Deste modo, a transformação da potência ativa e reativa em impedância aparente, plano PQ para o plano RX, é expressa diretamente pelas equações anteriores. 2.3 - Proteção Atualmente Utilizada

A proteção para perda de excitação mais utilizada atualmente é baseada na transformação PQ => RX e foi proposta inicialmente por C. R. Mason no final da década de 40 [2], tendo incorporado, desde então, modificações em sua forma original [3]. Consta basicamente de um relé de distância monofásico, especialmente projetado para a função de perda de excitação (ANSI 40), composto, em sua forma mais completa, por duas unidades de admitância deslocadas (offset mho) e temporizadores, como mostra a Figura 2. A proteção é capaz de distinguir

adequadamente, através da monitoração da impedância vista dos terminais da máquina, uma condição de operação qualquer (normal ou não) de uma condição de perda de excitação.

FIGURA 2 – Plano RX mostrando ajustes da proteção ANSI 40.

Para geradores com reatância síncrona de eixo direto (Xd) até 1,2 pu, utiliza-se apenas uma unidade de admitância, com diâmetro igual à Xd. No caso de geradores com Xd > 1,2 pu, o diâmetro da unidade interna (Z1) é limitado em 1,0 pu. Em ambos os casos o deslocamento (offset) é igual à metade da reatância transitória de eixo direto (X’d).

3.0 - ESTIMAÇÃO DA IMPEDÂNCIA APARENTE 3.1 - Algoritmo de Estimação Utilizado

Para que a perda de excitação seja detectada, é necessário que a impedância aparente representativa desta condição seja corretamente interpretada pela proteção, a cada instante. O relé de proteção deve então ser capaz de monitorar a trajetória desta impedância ao longo do tempo, disparando o processo para anular os efeitos danosos da perda de excitação. Isto é conseguido através de um algoritmo de estimação implementado no relé.

O desempenho de um algoritmo de estimação, também denominado filtro de estimação ou simplesmente filtro (não confundir com o filtro “anti-aliasing”) está intimamente relacionada com o ambiente ao qual é agregado, em particular à função de proteção associada. Certas peculiaridades, inerentes a determinada anormalidade, são importantes na definição do algoritmo de estimação a ser implementado. No caso da perda de excitação, as

(3)

seguintes características, são importantes para a escolha deste algoritmo:

• A perda de excitação é um fenômeno relativamente lento, principalmente quando comparado a um curto-circuito. A máquina leva, tipicamente, de 2 a 7 segundos para perder o sincronismo, na condição de carregamento inicial elevado. Para baixo carregamento inicial, este tempo é bem maior.

• É de característica trifásica equilibrada, com forma de onda de tensão e corrente predominantemente senoidal na freqüência fundamental, pelo menos até a máquina perder o sincronismo com o sistema. Diversos filtros para estimação da impedância aparente foram desenvolvidos durante a década de 70, tendo como objetivo sua aplicação na proteção digital de linhas de transmissão. Dentre estes algoritmos estão os denominados algoritmos de ajuste à curva senoidal.

Estes algoritmos partem do princípio que os sinais analógicos de entrada são da forma

(

ω

+

φ

)

=

Y

t

t

y

(

)

p

sen

0 (3)

Para aplicação em proteção de linhas de transmissão, estes algoritmos têm atualmente apenas valor didático, devido principalmente à sua baixa imunidade à componente exponencial e aos sinais de alta freqüência, presentes durante curtos-circuitos. Devido à característica predominantemente senoidal da perda de excitação, um destes filtros, denominado algoritmo de ajuste à curva senoidal com janela de dados de 3 amostras [4,5,6,7] é implementado e avaliado no presente trabalho. A lógica de detecção é implementada através de um comparador de amplitude.

3.2 - Principais Fontes de Erro

Por uma série de razões, algumas das quais analisadas a seguir, os sinais de entrada nem sempre podem ser considerados puramente senoidais. A expressão (3) é mais corretamente apresentada como

(

t

) ( )

t

Y

t

y

(

)

=

p

sen

ω

0

+

φ

+

ε

(4)

onde ε(t) representa o erro (ou ruído) devido a se considerar o sinal como sendo puramente senoidal e todos os demais possíveis erros de estimação.

Os principais erros e suas fontes são analisados a seguir.

Componente exponencial presente na corrente de falta Devido ao seu posicionamento no plano RX, a proteção para perda de excitação é, praticamente, imune a faltas externas. Deve ser ressaltado também que o tempo de atuação mínimo do relé 40 é cerca de 250 ms e a constante de tempo típica da componente exponencial se situa na faixa de 30 a 40 ms.

Harmônicos de alta freqüência gerados por

ƒ Saturação de transformadores de corrente (TC’s) – normalmente a perda de excitação não implica em correntes muito elevadas, como as geradas por curtos-circuitos. Também os relés digitais impõem um baixo “burden” aos redutores de medida. TC’s corretamente aplicados não apresentam problemas de saturação na condição de perda de excitação. ƒ Variação brusca de tensão em transformadores de

potencial (TP’s) – afeta de modo significativo apenas os TP’s capacitivos (TPC’s). De modo geral as proteções localizadas no lado da máquina nas unidades geradoras são alimentadas através de TP’s eletromagnéticos. Além disso, a perda de excitação é um fenômeno relativamente lento, não apresentando variação brusca significativa de tensão.

ƒ Curto-circuito externo – como já comentado, a proteção para perda de excitação não é afetada pelas faltas externas. Além disso, os harmônicos presentes nestas condições são de curta duração. Componentes de baixa freqüência

A perda de sincronismo da máquina na condição de perda de excitação é caracterizada pelo aparecimento de uma componente de baixa freqüência (duas vezes o escorregamento). A proteção é prevista para operar antes que a máquina venha a perder o sincronismo. Além disso, esta componente é de baixa intensidade e, geralmente, não impede a operação do relé.

Presença, na mesma janela de dados, de sinais anteriores e posteriores ao início do distúrbio.

Os algoritmos de estimação geralmente trabalham com um determinado número de amostras consecutivas dos sinais de entrada, descartando a mais antiga sempre que uma nova amostragem é executada. Este conjunto de amostras constitui a chamada janela de dados. Desta maneira, sempre que ocorre o distúrbio, durante um certo período, uma mesma janela de dados conterá amostras coletadas antes e após o início do distúrbio de interesse, o que pode dificultar uma detecção adequada da anormalidade. O período em que isto ocorre é função do tamanho da janela utilizada pelo estimador e da taxa de amostragem. A perda de excitação é um fenômeno relativamente lento, não sendo o tempo de atuação crítico o suficiente para tornar significativo este tipo de erro.

Componentes (hardware) do relé digital

Os mais importantes são os devidos à conversão A/D e aos filtros (“group delay”). Atualmente, devido ao avanço tecnológico na área de “hardware”, estes erros contribuem muito pouco para o erro total de estimação. Da análise efetuada, pode se concluir que a proteção de distância aplicada à perda de excitação é bem menos suscetível a certos tipos de erros do que quando aplicada à proteção de linhas de transmissão. No entanto, uma boa seletividade para a freqüência

(4)

fundamental é importante na resposta em freqüência do filtro de estimação. Deve ser enfatizado também que a filtragem “anti-aliasing” cumpre papel importante na dessensibilização da proteção para harmônicos de ordem elevada. Outro ponto importante a ser

destacado também é que o temporizador

implementado no algoritmo de proteção é do tipo “não integrador”, exigindo assim que a impedância permaneça na característica do relé durante todo o tempo ajustado para sua operação.

3.3 - Desenvolvimento Matemático do Algoritmo Aplicando-se o sinal senoidal expresso por (3) para a corrente e tensão, considerando-se a tensão como referência e tomando-se 3 amostras consecutivas nos instantes tk, tk+1 e tk+2, a um intervalo de tempo ∆t, vem:

( ) (

)

( ) (

)

( ) (

)

+

=

+

=

=

+ +

t

t

k

V

v

t

t

k

V

v

t

k

V

v

k p k k p k k p k

2

sen

sen

sen

0 2 0 1 0

ω

ω

ω

(5)

( ) (

)

( ) (

)

( ) (

)

φ

+

+

=

φ

+

+

=

φ

+

=

+ +

t

t

k

I

i

t

t

k

I

i

t

k

I

i

k p k k p k k p k

2

sen

sen

sen

0 2 0 1 0

ω

ω

ω

(6)

Através da manipulação das equações (5) e (6), as seguintes expressões são obtidas [7]:

(

)

sen

(

)

0 2 2 2 2 1

i

i

I

k

t

i

k+

kk+

=

p

ω

(7) ( ) ( )sen sen( ) 0 1 2 2 1i v i V k I k w t vk+ k+k+ k+ =− p p

φ

∆ (8) 2 2 ( ) ( )cos sen ( ) 0 2 2 2 1 1i v i vi V k I k w t vk+ k+k+ kkk+ = p p φ ∆ (9)

A impedância estimada no instante tk pode ser

expressa por

Z

(

k

)

R

(

k

)

j

X

(

k

)

e e e

=

+

(10) onde

)

(

)

(

)

(

k

I

k

V

k

Z

p p e

=

(11) e

=

=

sen

)

(

)

(

)

(

cos

)

(

)

(

)

(

φ

φ

k

I

k

V

k

X

k

I

k

V

k

R

p p e p p e (12) De (7), (9) e (12) vem

(

2

)

2 1 2 2 1 1

2

2

)

(

+ + + + + +

=

k k k k k k k k k e

i

i

i

i

v

i

v

i

v

k

R

(13) Analogamente, de (7), (8) e (12) vem

(

)

sen

(

0

)

2 2 1 1 2 2 1

t

i

i

i

i

v

i

v

k

X

k k k k k k k e





=

+ + + + + +

ω

(14) 3.4 - Resposta em Freqüência

Utilizando-se a propriedade da transformada =, onde.

{ }

k n n k

z

y

y

.

Z

±

=

± (15) com t j

e

z

=

ω.∆ (16)

obtém-se a resposta em freqüência apresentada na Figura 3, para uma freqüência de amostragem (fa) de

240 Hz (4 amostras por ciclo), considerando-se a freqüência fundamental como a freqüência base [4].

FIGURA 3 – Resposta em freqüência do algoritmo de três amostras de 4 pontos por ciclo.

Pode ser observado na Figura 4 que o algoritmo, para a freqüência de amostragem de 240 Hz, apresenta resposta máxima para o sinal fundamental, embora não seja imune a harmônicos de ordem mais elevada.

4.0 - TESTES PARA AVALIAÇÃO DO ALGORITMO 4.1 - Considerações Gerais

Os casos de simulação utilizados foram obtidos da referência [4]. A modelagem é a mesma utilizada para os estudos de estabilidade do Sistema Elétrico Brasileiro. A configuração empregada nos casos é a de máquina x barra infinita. Os dados básicos do gerador são apresentados na Tabela 1 a seguir.

TABELA 1 – Dados do Gerador

Potência aparente nominal (MVA) 156,3 Reatância síncrona de eixo direto (pu) Xd = 1,98

(5)

Em todos os casos simulados, utilizou-se na filtragem “anti-aliasing” filtro do tipo Butterworth de 4a ordem e freqüência de corte (fc) de 80 Hz. A freqüência de amostragem utilizada foi 240 Hz. A ferramenta computacional utilizada na implementação do algoritmo foi o MATLAB®.

4.2 - Critérios para Avaliação

Os seguintes critérios são utilizados [4]: Alcance Máximo • | \d | < 5% - bom desempenho • 5,0% ≤ | \d | ≤ 10% - desempenho aceitável • | \d | > 10% - desempenho insatisfatório • | \φd | < 5o - bom desempenho • 5,0o≤ | \φd | ≤ 7o - desempenho aceitável • | \φd | > 7 o - desempenho insatisfatório

onde \d é o erro relativo de estimação do módulo da

impedância no limite de alcance e \φd é o erro

absoluto de estimação do módulo da impedância no limite de alcance.

Resíduos de Estimação dos Módulos:

• | \z-med | + 2Sz < 5% - bom desempenho

• | \z-med | + 2Sz ≤ 10% - desempenho aceitável

• | \z-med | + 2Sz > 10% - desempenho insatisfatório

onde \z-med é o erro médio dos resíduos de estimação

dos módulos da impedância aparente, ao longo de sua trajetória e Sz o desvio padrão destes resíduos.

Resíduos de Estimação dos Ângulos:

• | \φ-med | + 2Sφ < 5o - bom desempenho

• | \φ-med | + 2Sφ ≤ 7 o

- desempenho aceitável

• | \φ-med | + 2Sφ > 7o - desempenho insatisfatório)

sendo \φ-med e Sφ respectivamente o erro médio e o desvio padrão dos resíduos de estimação dos ângulos da impedância aparente, ao longo de sua trajetória. 4.3 - Casos Simulados

’ Caso 1 – Perda de excitação com carregamento inicial S = 150 – j 15,5 MVA

’ Caso 2 – Perda de excitação com carregamento inicial S = 42 – j 7,7 MVA

’ Caso 3 – Igual ao caso 1 com a freqüência alterada para 55 Hz

’ Caso 4 – Igual ao caso 1 com a freqüência alterada para 65 Hz

’ Caso 5 – Gerado a partir do caso 1 de perda de excitação, com a inclusão da seguinte proporção de harmônicos em relação à onda fundamental de tensão:

- 20% de 2o harmônico

- 30% de 3o harmônico

- 10% de 5o harmônico

4.4 - Resultados das Simulações

A Tabela 2 a seguir apresenta um resumo dos resultados obtidos.

TABELA 2 – Resumo dos casos rodados

Índice Caso1 Caso2 Caso3 Caso4 Caso5

\

d

(%)

-0.048 0.0960 -0.679 -0.430 7.3119

\

φd

(

°

)

-0.245 0.3521 -0.159 -0.265 -1.316

\

z-med

(%)

-0.112 -0.309 -0.366 -0.407 1.773

S

z 0.250 0.8609 0.4615 0.5852 3.3903

\

φmed

(

°

)

-0.050 -0.024 0.1552 0.1732 -0.720

S

φ 0.1450 0.3579 0.1882 0.2229 1.0762

Os valores apresentados na tabela mostram que o algoritmo apresentou bom desempenho para os 4 primeiros casos, e desempenho aceitável para o caso 5, o que, devido às circunstâncias, é um excelente resultado.

As Figuras 4 a 8 a seguir apresentam a trajetória da impedância real e estimada (linhas tracejada e contínua) para cada um dos casos processados.

(6)

Figura 5 – Trajetória da impedância para o caso 2

Figura 6 – Trajetória da impedância para o caso 3

Figura 7 – Trajetória da impedância para o caso 4

Figura 8 – Trajetória da impedância para o caso 5

5.0 - CONCLUSÕES

O trabalho demonstrou que, embora de formulação simples, o algoritmo de proteção implementado detectou, de modo adequado, as condições de perda de excitação simuladas, mesmos em situações graves de desvio de freqüência e poluição harmônica.

A importância deste algoritmo de proteção pode ser estendida na utilização de análise de contingências provenientes de oscilografia em geradores, de forma a se poder estimar seu comportamento quando da ocorrência de fenômenos associados à perda de excitação.

6.0 - BIBLIOGRAFIA

[1] Frazier, M.L., Turanli, H.M., Taylor, R.P., “A New Technique for Setting Loss of Field Excitation Relays at Generators”, 39th Annual Conference for Protective Relay Engineers, Texas A&M University, April 14-16, 1986.

[2] Mason, C.R., “A New Loss-of-Excitation Relay for Synchronous Generators”, AIEE Trans., vol. 68, Part II, 1949, pp. 1240-1245.

[3] Berdy, J., “Loss of Excitation Protection for Modern Synchronous Generators”, IEEE Trans. on PAS, Vol. 94, No. 5, September/October 1975, pp. 1457-1463.

[4] Delboni, M. P.,”Desenvolvimento de Algoritmo de Proteção Digital de Distância Aplicado à Função de Perda de Excitação em Geradores Síncronos”, Dissertação de Mestrado, PPGEE/UFMG, 2001. [5] Johns, A.T., Salman, S.K., “Digital Protection for

Power Systems”, IEE Power series 15, Peter Peregrinus Ltd., 1995.

[6] Phadke, A.G., Thorp, J.S., “Computer Relaying for Power Systems”, Research Studies Press Ltd., Taunton, Somerset, England, 1988.

[7] Gilbert, J.G., Shovlin, R.J., “High Speed Transmission Line Fault Impedance Calculation Using a Dedicated Minicomputer”, IEEE Trans. on PAS, Vol. 94, No. 3, May/June 1975, pp. 872-883.

Referências

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