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Introduçao Antigo Testamento Werner H Schmidt

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Academic year: 2021

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G. FOHRER

-INTRODUÇAO AO

ANTIGO TESTAMENTO

Volumes 1 e 2

Tradução:

D. Mateus Rocha

2007

ACADEMIA CRISTÃ PAULUS

~

(4)

© Editora Academia Cristã © Quelle&Meyer, Heidelberg

Título original:

Einleitung in das Alte Testament

Supervisão Editorial:

Luiz HenriqueA.Silva Paulo Cappelletti

Layout,e artefinal:

Regina da Silva Nogueira Regina de Moura Nogueira

Tradução: D. Mateus Rocha Revisão: H.Dalbosco Capa: [ames Valdana

VaI. 1 A origem dos livros históricos e dos códigos legais, Pentateuro e Livros Históricos

VaI. 2 Livro de Cânticos, Livros Sapienciais, Livros Proféticos, Livro Apocalíptico (Dn), Compilação e Tradição do AT

Assessoria para assuntos relacionados a Biblioteconomia:

Claudio Antônio Gomes

S 467 Sellin, Ernest

Introdução ao Antigo Testamento./E. Sellin; G. Fohrer; trad. O. Mateus Rocha - São Paulo: Ed. Academia Cristã Ltda, 2007.

Título original: Einleitung in das Alte Testament 16x23 em: 840 páginas

ISBN 978-85-98481-18-0 Bibliografia

Conteúdo: v. 1 A origem dos livros históricos e dos códigos legais, Pentateuco e livros históricos. v. 2 Livro de cânticos, livros sapienciais, livros proféticos, livro apocalíptico (Dn), compilação e tradição do AT - Publicação em um volume.

1- Bíblia -A.T. - Introdução. I.Título

Índice para catálogo sistemático:

COU-221.01

1. Antigo Testamento: Introdução 221.01

Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer forma ou meio eletrônico e mecâni-co, inclusive através de processos xerográficos, sem permissão expressa da editora (Lei nº 9.610 de 19.2.1998).

Todos os direitos reservados à

EDITORA ACADEMIA CRISTÃ LIDA. Rua Marina, 333 - Santo André

Cep 09070-510 - São Paulo, SP - Brasil Fonefax(l1)4424-1204/4421-8170 Email: [email protected] Site: www.editoraacademiacrista.com.br

P

AULUS EDITORA Rua Francisco Cruz, 229

Cep 04117-091 - São Paulo, SP - Brasil Tel.:(l1)5084-3066 e Fax: (011) 5579-3627 [email protected]

(5)

SUMÁRIO 5

ABREVIATURAS 21

APRESENTAÇÃO 27

PREFÁCIO À lOilEDIÇÃO ALEMÃ 29

PREFÁCIOÀ 11ilEDIÇÃO ALEMÃ 31

INTRODUÇÃO: - LITERATURA ISRAELÍTICA, CÂNON E CIÊNCIA

INTRODUTÓRIA DO ANTIGO TESTAMENTO 33

§ 1. FUNÇÃO, HISTÓRIA E MÉTODOS DA CIÊNCIA INTRODUTÓRIA33

1. O AT e os estudos introdutórios 34

2. Os inícios 35

3. O desenvolvimento da pesquisa histórico-crítica 38

4. Novos métodos 39

5. A função da introdução 44

§2. PRESSUPOSTOS DA LITERATURA ISRAELÍTICA 44

1. Pressupostos históricos e geográficos 46

2. Pressupostos culturais 47

3. Pressupostos literários 50

4. O significado da fé javista 51

§3. TRADIÇÃO ORAL E LITERATURA 51

1. O problema 52

2. Tradição oral e escrita 53

3. Tradição oral e escrita em Israel 56

§ 4. A PROSA 58

1. Forma atual 58

2. Características de linguagem 59

(6)

6 SUMÁRIO §5. A POESIA 60 1. O uso da poesia 62 2. O verso longo 64 3. O verso breve 65 4. O metro e o ritmo 67 5. Recursos poéticos 69

§6. LITERATURA ISRAELÍTICA E ANTIGO TESTAMENTO 70

1. O AT como resto da literatura israelítica 70

2. A problemática da história da literatura 71

Primeira Parte

A Origem dos Livros Históricos e dos Códigos Legais

CAPÍTULO I - CONDIÇÕES GERAIS 75

§7. O DIREITO, A INTRODUÇÃO, A NARRATIVA E O RELATO NO

ANTIGO ORIENTE E EM ISRAEL 75

1. Visão panorâmica 76

2. O direito no Antigo Oriente 77

3. A instrução no Antigo Oriente 81

4. A narrativa no Antigo Oriente 83

5. O relato no Antigo Oriente 87

6. As cartas no Antigo Oriente 91

7. Em Israel 92

§8. OS GÊNEROS LITERÁRIOS NORMATIVOS E SUAS

TRADIÇÕES 92

1. As máximas de vida 94

2. Normas de vida e de comportamento em estilo apodítico 97

3. Axiomas legais e princípios jurídicos 100

4. Formas retóricas ligadasàfase processual 102

5. Acordos e contratos 103

§9. OS GÊNEROS LITERÁRIOS IMPETRATIVOS E DESIDERATIVOS

E SUAS TRADIÇÕES 106

1. A súplica e o desejo 107

2. Fórmulas de saudação 108

3. Bênçãos e maldições 109

(7)

§10. OS GÊNEROS QUERIGMÁTICOS E DOUTRINAIS E SUAS

TRADIÇÕES 110

1. Oráculos 111

2. Ordálio 112

3. Torá 113

4. Normas cultuais e o saber sacerdotal.. 114

5. Aprovação, rejeição, censura 115

§11. OS GÊNEROS LITERÁRIOS DE TRANSMISSÃO E

COMUNICAÇÃO E SUAS TRADIÇÕES 115

1. Diálogos 116 2. Discursos 117 3. Pregação 119 4. Orações 120 5. Cartas 121 6. Epístolas 122

§12. OS GÊNEROS LITERÁRIOS NARRATIVOS E SUAS

TRADIÇÕES 122

1. Suas relações em comum 123

2. Mito 125

3. Conto 128

4. Novela 129

5. Anedota 129

6. Saga e lenda 129

7. Significação histórica e teológica 134

§13. OS GÊNEROS LITERÁRIOS INFORMATIVOS E SUAS

TRADIÇÕES 136

1. Listas 137

2. Anais e crônicas 139

3. A narrativa histórica e a historiografia 140

4. Biografia 141

5. Notícias sobre sonhos 142

§14. OUTROS GÊNEROS LITERÁRIOS E SUA INFLUÊNCIA SOBRE

OUTROS LIVROS 142

1. Outros gêneros literários 142

(8)

8 SUMÁRIO

§15. COMPILAÇÃO E TRANSMISSÃO 143

1. Códigos legais 143

2. Partes da narrativa e da história 145

3. Livros históricos e jurídicos posteriores 146

CAPÍTULO II - O PENTATEUCO 147

§16. NOMES E CONTEÚDO 147

1. Terminologia 147

2. Conteúdo 148

§17. A PESQUISA DO PENTATEUCO ATÉ OS NOSSOS DIAS 151

1. Tradição 151

2. Tentativas de resolver o problema 153

3. Novas abordagens 158

§18. MÉTODOS, RESULTADOS E PROBLEMAS 161

1. Resultados das pesquisas 161

2. O método das adições 162

3. O método complementar 164

4. O método das composições 165

5. Os motivos e as forças 165

§19. A ORIGEM DAS TRADIÇÕES HISTÓRICAS 170

1. Os patriarcas 171

2. Moisés 176

3. Outras narrativas sobre a conquista do país 178 4. O desenvolvimento das narrativas fundamentais 179

5. As duas narrativas fundamentais 182

§20. A ORIGEM DAS COLEÇÕES E CÓDIGOS JURÍDICOS

NÃO-AUTÔNOMOS 186

1. Conspecto geral 187

2. O Código da Aliança 187

3. A Lei da Santidade 193

4. Outras coleções de leis 199

§21. A ORIGEM DOS "ESTRATOS FONTES" 201

1. Redação posterior dos "estratos fontes" 201

2. Inclusão de coleções de leis e códigos 202

(9)

§22. O "ESTRATO FONTE"

J

204

1. Terminologia e conteúdo 205

2. A tradição anterior e o contributo de

J

207

3. Características de conteúdo 209

4. Teologia de

J

210

5. Origem de

J

211

§23. O "ESTRATO FONTE" E 212

1. Terminologia e conteúdo 213

2. Outros pontos de vista e variantes 215

3. A tradição anterior e o contributo de E 216

4. Características de conteúdo e teologia de E 218

5. Origem de E 220

§24. O PROBLEMA DE UM TERCEIRO ANTIGO "ESTRATO

FONTE" (Jl, L, N) 221

1. A suposição de um terceiro "estrato" 221

2. Terminologia e conteúdo 223

3. A tradição anterior e o contributo de N 225

4. Características de conteúdo e teologia de N 227

5. Origem de N 229

§25. O "ESTRATO FONTE" D 229

1. Terminologia, extensão, estrutura e estilo 231

2. Relação com a reforma de [osias 232

3. Extensão e conteúdo do Deuteronômio original

(Proto-Deuteronômio) 235

4. Origem do código de leis do "Deuteronômio original" 238 5. O caminho percorrido desde o código original até o

livro atual 242

6. O Deuteronômio no Pentateuco 245

7. Teologia do Deuteronômio 245

§26. O "ESTRATO FONTE" P 247

1. Terminologia e conteúdo 247

2. A tradição anterior e o contributo de P 250

3. O problema da unidade literária 251

4. Características de conteúdo de P 253

5. A teologia de P 255

(10)

10 SUMÁRIO

§27. FRAGMENTOS ISOLADOS FORA DOS "ESTRATOS FONTES" 257

1. Gênesis 14 258 2. Êxodo 15.1-19 259 3. Êxodo 19.3b-8 261 4. Deuteronômio 32.1-43 261 §28. A ORIGEM DO PENTATEUCO 262 TRANSIÇÃO 265

§29. HIPÓTESES SOBRE A EXISTÊNCIA DE OBRAS GLOBAIS 265

1. Hipóteses ,. 265

2. Crítica 266

3. O processo de formação dos livros históricos 268 CAPÍTULO UI - OS LIVROS DE JOSUÉ ATÉ REIS (OS PRIMEIROS

PROFETAS) 271

§30. O LIVRO DE JOSUÉ, MAIS JZ 1.1-2.5 271

1. Terminologia, conteúdo, "estratos fontes" 272

2. O "estrato fonte" N 273 3. O "estrato fonte" G2 275 4. Os "estratos fontes" J e E 278 5. Redação deuteronomista 280 6. O "estrato fonte" P 281 7. Separação do Pentateuco 283

§31. O LIVRO DOS JUÍZES 284

1. Terminologia e conteúdo 284

2. Os "Juízes" 285

3. As tradições sobre as figuras dos heróis 287

4. O livro pré-deuteronomista dos Juízes 292

5. O livro deuteronomista dos Juízes 293

6. Acréscimos posteriores 294

7. Resumo 295

8. Valor histórico e características teológicas 296

§32. OS LIVROS DE SAMUEL 296

1. Terminologia e conteúdo 297

2. Fontes contínuas ou fragmentos isolados? 299

(11)

4. A formação da camada fundamental e seus acréscimos 306

5. A camada suplementar 307

6. A redação deuteronomista 310

7. Conclusão 310

8. Valor histórico e características teológicas 311

§33. OS LIVROS DOS REIS 312

1. Terminologia e conteúdo 312

2. A formação dos livros 313

3. A moldura 315

4. As fontes históricas 317

5. Os complexos narrativos 319

6. Os livros deuteronomistas dos Reis 323

7. Acréscimos posteriores 324

8. Valor histórico e objetivos teológicos 324

CAPÍTULO IV - A OBRA HISTÓRiCA CRONÍSTICA 327

§34. A OBRA CRONÍSnCA (1-2 CRÔNICAS, ESDRAS, NEEMIAS) 327

1. Unidade, inversão e divisão 327

2. Terminologia 328

3. Conteúdo e objetivos 328

4. Origem 329

§35. ORIGEM E PECULIARIDADE DA OBRA CRONÍSTICA 329

1. Fontes para o período anterior ao exílio 330

2. Fontes para o período posterior ao exílio 332

3. Ampliações e acréscimos 335

4. O emprego das fontes 336

5. Elementos exclusivos do Cronista 337

6. Valor histórico 338

7. Características teológicas 339

Capítulo V - OUTROS LIVROS HISTÓRICOS 341

§36. O LIVRO DE RUTE 341

1. Terminologia e conteúdo 341

2. Gênero literário e contexto histórico 342

3. Relação com Davi 343

4. Interpretação 344

(12)

12 SUMÁRIO

§37. O LIVRO DE ESTER 345

1. Terminologia e conteúdo 346

2. Gênero literário 346

3. Origem dos materiais narrativos e sua relação com a história 347

4. Origem 349

5. Apêndice e acréscimos posteriores 349

6. Valor 350

Segunda Parte

A Origem dos Livros de Cânticos

CAPÍTULO VI - CONSIDERAÇÕES GERAIS 353

§38. A POESIA LÍRICA NO ANTIGO ORIENTE E EM ISRAEL 353

1. Mesopotâmia 354

2. Egito 356

3. O resto do Antigo Oriente 357

4. A poesia israelítica 358

§39. OS GÊNEROS LITERÁRIOS DOS SALMOS 359

1. Distinguir os gêneros literários 360

2. Cânticos hínicos 363

3. Cânticos de lamentação 367

4. Cânticos de ação de graças 370

5. Cânticos reais 372

6. Outras formas 373

7. Salmos em outros livros do AT 375

§40. OS GÊNEROS LITERÁRIOS LÍRICOS REFERENTESÀ VIDA

QUOTIDIANA 375

1. Cântico do labor, cântico da colheita e do lagar, cântico da

guarda 376

2. Cântico do vinho 377

3. Cântico de escárnio 377

4. Cânticos de amor e cânticos nupciais 378

5. Cântico guerreiro e cântico de vitória 379

6. Cântico fúnebre 380

7. Relação com acontecimentos históricos 382

§41. AS CARACTERÍSTICAS DOS GÊNEROS LITERÁRIOS DOS

CÂNTICOS NO ANTIGO TESTAMENTO 383

(13)

2. Adaptação de formas estrangeiras 383

3. Desenvolvimento em Israel 384

§42. COMPILAÇÃO E TRANSMISSÃO 385

1. Compilação e transmissão 385

2. Cânticos e coleções de cânticos posteriores 386

CAPÍTULO VII - OS LIVROS DE CÂNTICOS 387

§43. O SALTÉRIO 387

1. Terminologia e numeração 388

2. Significado dos títulos 389

3. Autores e idade 392

4. Visão de conjunto dos gêneros literários, da origem e das

relações dos salmos com o culto 393

5. Compilação e formação do Saltério 406

6. Concepções teológicas 408

§44. AS LAMENTAÇÕES 409

1. Terminologia 410

2. Gênero literário e estilo 410

3. Ocasião e objeto 412

4. Origem 413

5. Autor 414

6. Significado 414

§45. O CÂNTICO DOS CÂNTICOS 415

1. Terminologia 416

2. História da interpretação 416

3. Cânticos de amor e cânticos nupciais 418

4. Forma literária 419

5. Poesia artística 420

6. Origem 420

7. Importância 421

Terceira Parte

Origem dos Livros Sapienciais

CAPÍTULO VIII - ASPECTOS GERAIS 425

§46. A DOUTRINA SAPIENCIAL NO ANTIGO ORIENTE E EM

(14)

14 SUMÁRIO

1. O conceito 426

2. Mesopotâmia 427

3. Egito 428

4. No restante do Antigo Oriente 430

5. Israel 430

6. Importância da doutrina sapiencial 433

§47. OS GÊNEROS LITERÁRIOS DA DOUTRINA SAPIENCIAL E

SUAS TRADIÇÕES 434

1. Mashal 434

2. Provérbio 435

3. O provérbio enigmático e o provérbio numérico 435

4. A sentença 437

5. A poesia sapiencial e didática 438

6. A parábola, a fábula e a alegoria 439

7. A ciência das listas 440

8. Em outros livros do AT 440

§48. COMPILAÇÃO E TRANSMISSÃO 442

1. Compilação e transmissão 442

2. A formação dos livros sapienciais 443

3. Livros sapienciais posteriores 444

CAPÍTULO IX - OS LIVROS SAPIENCIAIS 445

§49. OS PROVÉRBIOS DE SALOMÃO 445 1. Terminologia e estrutura 445 2. Coleção A 446 3. Coleção B 448 4. Coleção C 449 5. Coleção D 450 6. Coleção E 450 7. Coleção F 451 8. Coleção G 452

9. "A mulher virtuosa" 452

10. Redação 452

§50. O LIVRO DEJÓ 453

1. Estrutura 454

2. A narrativa de moldura 455

(15)

4. Acréscimos posteriores 461

5. O livro original e sua origem 462

6. Relação com a tradição 463

7. História dos materiais e dos motivos 465

8. História das formas 466

9. O problema do livro 468

§51. O ECLESIASTES (COÉLET) 469

1. Valor canônico, terminologia, autor 470

2. Origem e estrutura 471

3. As sentenças 473

4. Época e lugar 474

5. História das formas 475

6. Caráter peculiar de Coélet 476

Quarta Parte

A Origem dos Livros Proféticos e do Livro Apocalíptico

CAPÍTULO X - ASPECTOS GERAIS 483

§52. A profecia no Antigo Oriente e em Israel 483

1. O Antigo Oriente 484

2. Antigo Israel 487

3. A época da chamada profecia escrita 487

4. Profetismo escatológico 489

5. Apocalíptica 490

§53. A PREGAÇÃO PROFÉTICA E SEUS GÊNEROS LITERÁRIOS 491

1. A função dos profetas 492

2. Gênese do oráculo profético 493

3. Estilo do oráculo profético 494

4. Gêneros literários 495

5. Relação com a tradição 504

§54. Compilação e transmissão 506

1. A origem da tradição 506

2. A origem dos escritos proféticos 508

3. Estrutura das coleções e livros 509

(16)

16 SUMÁRIO

CAPÍTULO XI - OS LIVROS PROFÉTICOS 513

§55. VISÃO DE CONJUNTO 513 §56. ISAÍAS I (ls 1-39) 514 1. Isaías 514 2.' Atividade de Isaías 515 3. Oráculos e relatos 516 4. Ditos posteriores 520 5. Origem do livro 524 6. Pregação 525 §57. DÊUTERO-ISAÍAS (ls 40-55) 527 1. Dêutero-Isaías 528 2. Época e lugar 529 3. Gêneros literários 532

4. Oráculos sobre o Servo de Javé 532

5. Composição e estrutura 538

6. Pregação 540

§58. TRITO-ISAÍAS (Is 56-66) 542

1. Trito-Isaías 542

2. Autor e época 543

3. Oráculos ou seções independentes 544

4. Grupos de temas 548 §59. JEREMIAS 548 1. Jeremias 549 2. Atividade de Jeremias 550 3. Transmissão escrita 553 4. O escrito de Baruc 561 5. Ditos posteriores 563 6. Origem do livro 564 7. Pregação 565 §60. EZEQUIEL 568 1. As informações do livro 569 2. Os problemas históricos 570 3. Atividade de Ezequiel 575

4. O exercício da pregação de Ezequiel 576

(17)

6. Tradição dos oráculos e dos relatos 579

7. Personalidade de Ezequiel 584

8. A pregação de Ezequiel e seus problemas 585

§61. OSÉIAS 589

1. Relações pessoais de Oséias 590

2. Mulher e filhos de Oséias 591

3. Oráculos 594

4. Tradição 595

5. Pregação 597

§62. JOEL 599

1. Joel 600

2. Significação dos capítulos 1-2 600

3. Unidade do livro 602

4. Época da atividade de [oel 604

5. Pregação 605

§63. AMÓS 606

1. Amós e sua profissão 607

2. Época da atividade de Amós 610

3. Oráculos e relatos coleções parciais 611

4. Palavras de época posterior 614

5. Origem do livro 616 6. Pregação 616 §64. ABDIAS 618 1. Os oráculos isolados 618 2. Época 619 3. Pregação 620 §65. JONAS 621 1. Narrativa 621

2. Historicidade e origem do material narrativo 622

3. Gênero literário 623

4. Época 623

5. Cântico de ação de graças 624

6. Intenção 624

§66. MIQUÉIAS 625

(18)

18 SUMÁRIO

2. Primeira coleção de oráculos 626

3. Segunda coleção de oráculos 628

4. Terceira coleção de oráculos 629

5. Quarta seção 630 6. Estrutura do livro 630 7. Pregação 630 §67. NAUM 631 1. Naum 632 2. Época 632 3. O hino 633 4. Os oráculos 634

5. O livro em seu conjunto 635

6. Pregação 636

§68. HABACUC 637

1. Habacuc 637

2. Tradição 637

3. O conjunto da profecia 639

4. A questão central: o "ímpio" e os caldeus 641

5. Época 642

6. O caráter de Habacuc 642

§69. SOFONIAS 643

1. Lista de antepassados e época 643

2. Oráculos 644 3. Redação 645 4. Pregação 645 §70. AGEU 646 1. Ageu 646 2. Oráculos 647 3. O livro 648 4. Pregação 649 §71. ZACARIAS (Zc 1-8) 649

1. Zacarias e sua época 650

2. Oráculos e relatos 650

3. Origem do escrito 654

(19)

§72. ZACARIAS 9-14 655 1. Questões principais 655 2. Dêutero-Zacarias 658 3. Trito-Zacarias 659 4. Resumo 660 §73. MALAQUIAS 661 1. Malaquias 661 2. Oráculos 662 3. Época 663 4. Pregação 663

CAPÍTULO XII - O LIVRO APOCALÍPTICO 665

§74. DANIEL 665

1. A pretensão do livro Daniel 666

2. Questões literárias 668 3. Narrativas 669 4. Relatos 671 5. Origem do livro 673 6. Época 674 7. Bilingüismo 675 8. Apocalipse 676 Quinta Parte

Compilação e Transmissão do Antigo Testamento

CAPÍTULO XIII - ORIGEM E HISTÓRIA DO CÂNON HEBRAICO 681

§75. NOME E CONCEITO TRADICIONAL 681

1. O cânon; livrosdeuterocanônicose não-canônicos 681

2. Conceito tradicional 684

§76. ORIGEM 00 CÂNON HEBRAICO 685

1. Pressuposto 685

2. Pré-história 687

3. Formação do cânon hebraico 689

4. Divisão 690

§ 77. OUTRAS FORMAS DO CÂNON 691

(20)

20 SUMÁRIO

2. Judaísmo helenístico 692

3. Cristianismo 692

CAPÍTULO XIV - HISTÓRIA DO TEXTO DO ANTIGO TESTAMENTO ... 695

§78. O TEXTO MASSORÉTICO 695

1. O texto tem a sua história 696

2. Conceito tradicional 697

3. Rolo manuscrito e escrita 699

4. Preocupação por uma transmissão exata 701

5. Forma básica do texto massorético 706

6. A atividade dos "escribas" 707

7. Os massoretas 708

8. Desenvolvimento até o "textus receptus" 710

9. Divisão do texto 711

§79. FORMAS TEXTUAIS NÃO-MASSORÉTICAS 712

1. Visão geral 715 2. O Pentateuco samaritano 716 3. Os targuns 717 4. A Peshita 718 5. A Septuaginta 719 6. As traduções dependentes da LXX 724

7. As traduções gregas independentes 725

8. A Vulgata 725

9. Poliglotas 726

§80. CORRUPÇÃO DO TEXTO E CRÍTICA TEXTUAL 727

SUPLEMENTOS 731

BIBLIOGRAFIA 759

ÍNDICE DE AUTORES 761

(21)

1. Obras de comentários

a) Comentários citados nas referências bibliográficas

ATO BK BOT COT EH HAT HK HS IB ICC KAT

KAF

KeH KHC SAT SB SZ

Das Alte Testament Deutsch, Cõttingen. Biblischer Kommentar, Neukirchen.

De Boeken van het Oude Testament, Roermond en Maaseik. Commentar op het Oude Testament, Kampen.

Exegetisches Handbuch zum Alten Testament, Münster. Handbuch zum Alten Testament, Tübingen.

Handkommentar zum Alten Testament, Cõttingen. Die Heilige Schrift des Alten Testaments, Bonn. The Interpreter's Bible, Nova York/Nashville. The InternationaI Critical Commentary, Edinburgh. Kommentar zum Alten Testament, Leipzig.

Kommentar zum Alten Testament, Gütersloh.

Kurzgefasstes exegetisches Handbuch zum Alten Testament, Leipzig.

Kurzer Hand-Commentar zum Alten Testament, (Friburgoi.Br.,

Leipzig) Tübingen.

Die Schriften des Alten Testaments, Cõttingen. Sources Bibliques, Paris.

Kurzgefasster Kommentar zu den Heiligen Schriften Alten und Neuen Testaments (editado por Strack-Zõckler), (Nõrdlingen) Munique.

b) Outros comentários e explicações

The Anchor Bible, Garden City, Nova York. La Bíblia, Montserrat.

Biblischer Kommentar ürber das Alte Testament (Keil-Delitzsch), Leipzig. Die Botschaft des Alten Testaments, Stuttgart.

(22)

22 ABREVIATURAS

Echter-Bibel. Die Heilige Schrift in deutscher Übersetzung, Würzburg. Det Gamle Testamente, Oslo.

Harper's Annotated Bible, Nova York.

Die Heilige Schrift des Alten Testaments(E. Kautzsch), Tübingen. Herders Bibelkommentar, Friburgo.

Korte Verklaring der Heilige Schrift, Kampen. Peake's Commentary on the Bible, Edimburgo. Pismo Swiete Starego Testamentu, Posen. La Sacra Bibbia, Turim.

La Sainte Bible,(L.Pirot - A. Clamer), Paris.

La Sainte Bible, traduite em français sous la direction de l'École Biblique de Jerusalém, Paris.

The Soncino Books of the Bible, Bornemouth. Sources Bibliques, Paris.

Tekst en Uitleg, den Haag/Groningen. Torch Bible Commentaries, Londres. The Westminter Commentaries, Londres. Zürcher Bibelkommentare, Zurique.

2. Revistas e obras coletivas

A. Alt, Kleine Schriften AASOR ABR AcOR AfK AfO AIPhHOS AJSL ANET AnSt AOT ArOr ARM ARW ASTI AThR BA

A. Alt, Kleine Schriften zur Geschichte des Volkes Israel Annual of the American Schools of Oriental Research Australian Biblical Review

Acta Orientalia

Archivfür Kulturgeschichte Archiv für Orientforschung

Annuaire de l'Institut de Philologie et d'Histoire Orientales et Slaves

American Journal of Semitic Languages and Literatures J.B.Pritchard(ed.)Ancien Near Eastern Texts relating to the Old Testament,

z-

ed., 1955.

Anatolian Studies

H. Gressmann (ed.), Altorientalische Texte zum AT, 2il ed.,

1926.

Archiv Orientální

A. Parrot-G. Dossin(ed.),Archives Royales de Mari Archiv für Religionswissenschaft

Annual of the Swedish Theological Institute in Jerusalem Anglican Theological Review

(23)

BASOR BEThL BHET BibI BiOr BJRL BMB BS BSOAS BWAT BZ BZAW Canadian JTh CBQ ChQR ColBG CRAI CuW CV DTT EstBíbI ET EThL EThR EvTh FF GThT HThR HTSt HUCA HZ

IEJ

Interpr Irish ThQ JAOS JBL JBR JCSt JDTh JEA JEOL

Bulletin of the American SchooIs of Oriental Research Bibliotheca Ephemeridum TheoIgicarum Lovaniensium Bulletind'Histoire etd'Exégêsede l'Ancien Testament Biblica

Bibliotheca Orientalis

Bulletin of the [ohn Rylands Library Bulletin du Musée de Beyrouth Bibliotheca Sacra

Bulletin of the SchooI of Oriental and African Studies

Beitrãge zur Wissenschaft vom Alten (und Neuen) Testament Biblische Zeitschrift

Beihefte zur Zeitschriftfür die Alttestamentliche Wissenschaft Canadian[oumalof Theology

Catholic BiblicaI Quarterly Church Quarterly Review

Collationes Brugenses et Gandavenses

Comptes Rendus de I'Académie des Inscriptions et Belles-Lettres Christentum und Wissenschaft

Communio Viatorum Dansk Teologisk Tidsskrift Estudios Bíblicos

The Expository Times

Ephemerides Theologicae Lovanienses Études Théologiques et Religieuses Evangelische Theologie

Foschungen und Fortschritte

Gereformeerd Theologisch Tijdschrift Harvard TheologicaI Review

Hervormde Teologiese Studies Hebrew Union College AnnuaI Historische Zeitschrift

Israel Exploration [ournal Interpretation

Irish TheologicaI Quarterly

JournaI of the American Oriental Society [ournal of BiblicaI Literature

[ournal of Bible and Religion

[oumal of Cuneiform Studies [ahrbücher für Deutsche Theologie [ournal of Egyptian Archaeology

Jaarbericht van het Vooraziatisch-Egyptisch GezeIschap (Genootschap) Ex Oriente Lux

(24)

24 ABREVIATURAS MOAI JSOR JSS JThSt MAA

JJS

JNES JPOS JQR JR JRAS

[ournal of [ewish Studies Journal of N ear Eastern Studies

Journal of the Palestine Oriental Society Jewish Quarterly Review

[ournal of Religion

Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland

Journal of the Society of Oriental Research [ournal of Semitic Studies

[ournal of Theological Studies

Mededeelingen der Konninklijke Akademie van Wetenschappen te Amsterdam

Mitteilungen des Deutschen Archãologischen Instituts Abt. Kairo

MGWJ MonatsschriftfürGeschichte und Wissenschafat des Jundentums MIOF Mitteilungen des Instituts für Orientforschung

MünchnerThZ Münchner Theologische Zeitschrift

MV(À)G Miteilungen der Vorderasiatisch (-Agyptisch) en Gesellschaft

NC La Nouvelle Clio

NedThT Nederlands Theologisch Tjidschrift

NkZ Neue Kirchliche Zeitschrift

NRTh Neue Zeitschrift für Systematische Theologie

NThSt Nieuve Theologische Studien

NThT Nieuw Theologisch Tijdschrift

NTT Norks Teoligisk Tidsskrift

NZSTh Nouvelle Revue Théologique

OLZ Orientalistische Literaturzeitung

Or Orientalia

OrBiblLov Orientalia et Biblica Lovaniensia

OrChr Oriens Christianus

OTS Oudtestamentische Studien

OuTWP Oie Ou Testamentiese Werkgemeenskap in Suid-Afrika PAAJR Proceedings of the American Academy for [ewish Research

PBA Proceedings of the British Academy

PEFQSt Palestine Exploration Fund, Quarterly Statement

PEQ Palestine Exploration Quarterly

PJ Preussische Jahrbücher

PJB Palãstinajahrbuch

PRU Le Palais Royal d'Ugarit

PSBA Proceedings of the Society of Biblical Archaeology RA Revue d' Assyriologie et d' Archéologie Orientale

(25)

RdQ REJ RES RevBibl RGG RHA RHPhR RHR RIDA RivBibl RSR RSO RThPh SEA SJTh StC STKv St.Th ThB1 ThGI ThLBL ThLZ ThQ ThR ThRev ThSt ThStKr ThT ThW ThZ Trierer ThZ TTKi VD VT VTSuppl WdO WuD WZ WZKM ZA Revue de Qumran Revue des Études [uives Revue des Études Sémitiques Revista Bíblica

Die Religion in Geschichte und Gegenwart Revue Hittite et Asianique

Revue d'Histoire et de Philosophie Religieuses Revue de l'Histoire des Religions

Revue Internationale des Droits de l' Antiquité Rivista Biblica

Recherches de Scíence Religieuse Rivista degli Studi Orientali

Revue de Théologie et de Philosophie Svensk Exegetisk Arsbok

Scottish [ournal of Theology Studia Catholica

Svensk Teologisk Kvartalskrift

Studia Thelogica, cura ordinum thelogorum Scandinavicorum edita

Theologische Blãtter Theologie und Glaube Theologisches Literaturblatt Theologische Literaturzeitung Theologische Quartalschrift Theologische Revue Theologische Rundschau Theological Studies

Theologische Studien und Kritiken Theologisch Tijdschrift

Theologisches Wõrterbuch zum Neuen Testament Theologische Zeitschrift

Trierer Theologische Zeitschrift Tiddskrift for Teologi og Kirke Verbum Domini

Vetus Testametum

Supplements to Vetus Testamentum Die Welt des Orients

Wort und Dienst, Jahrbuch der Theologischen Schule Bethel

Wissenschaftliche Zeitschrift

Wiener Zeitschrift ror die Kunde des Morgenlandes Zeitschrift für Assyriologie

(26)

26 ZÁS ZAW ZDMG ZDPV ZKTh ZKWL ZLThK ZMR ZNW ZRGG ZS ZSTh ZThK ZWTh ABREVIATURAS

Zeitschrift für Agyptísche Sprache und Altertumskunde Zeitschrift für die Alttestamentliche Wissenschaft

Zeitschrift der DeutschenMorgenlãndischenGesellschaft Zeitschrift des DeutschenPalãstina-Vereins

Zetischrift für Katholische Theologie

Zeitschrift für Kirchliche Wissenschaft und Kirchliches Leben Zeitschrift für die gesamte Lutherische THeologie und Kirche Zeitschrift für Missionskunde und Religionswissenschaft Zeitschrift für die Neutestamentliche Wissenschaft Zeitschrift für Relgions- und Geitesgeschichte Zeitschrift für Semitistik und verwandte Gebiete Zeitschrift für Systematische Theologie

Zeitschrift für Theologie und Kirche Zeitschrift für Wissenschaftliche Theologie 3. Observações sobre as referências bibliográficas

Nas referências bibliográficas, demos, no início de cada parágrafo

(§), primeiramente os comentários, na medida em que isto se faz necessá-rio, e em seguida a bibliografia de caráter geral ou abrangente, segundo a ordem alfabética dos autores e, havendo várias obras de um mesmo autor, na ordem em que apareceram. A bibliografia especializada a res-peito de temas ou de textos em particular vem indicada em as notas de pé de página. No corpo da exposição, os nomes dos autores referem-se às "Introduções do AT" mencionadas anteriormente - quando estiverem mar-cados com um asterisco (*) - ou à bibliografia colocada antes de cada parágrafo, com inclusão dos comentários. Só raramente esses nomes se referem às notas de pé de página das proximidades.

É-nos impossível oferecer, da extensa bibliografia científica, a não ser uma amostra representativa. Aqueles que se interessam por uma bibliografia mais detalhada, encontram à sua disposição numerosos recursos, principalmente os índices bibliográficos que se podem ler nos comentários bíblicos, os informes bibliográficos de ThR, as resenhas de revistas e de livros, em ZAW, o Elenchus bibliographicus biblicusde "Bibli-ca" (a partir de 1968 como publicação independente), e também a "Inter-nationale Zeitschriftenschau für Bibelwissenschaft und Grenzgebiete".

(No corpo da obra, os nomes dos autores que vierem acompanhados de um asterisco(*) se referem às respectivas publicações que se seguem).

(27)

Vale a pena ler uma Introdução ao Antigo Testamento publicada origi-nalmente em 1969? Podemos responder negativamente a esta pergunta, se considerarmos exclusivamente as mudanças amplas na maneira como a data-ção e a análise dos textos vétero-testamentáriostêm sido elaboradas nas últi-mas três décadas. Várias das conclusões e hipóteses formuladas por FOHRER

não são mais consideradas como válidas para a compreensão da história da escrita do Antigo Testamento. Entretanto, uma Introdução ao Antigo Testa-mento apresenta muito mais do que apenas discussões sobre crítica literária e datação de livros bíblicos - especialmente esta Introdução de CEORG FOHRER.

Em um certo sentido, este livro é uma obra única na bibliografia vétero-testa-mentária em língua portuguesa, de modo que a resposta à pergunta acima só pode ser positiva. Sim! Vale a pena ler uma Introdução ao Antigo Testamento com quase quarenta anos de idade.

O autor, C. FOHRER, já é conhecido em terras brasileiras. A recente

reedição de suaHistória da Religião de Israel e da obra Estruturas Teológicas do Antigo Testamento indica a importância do seu pensamento para a pesquisa

vétero-testamentária. Uma das características da obra de FOHRER é a sua

independência em relação às principais correntes da pesquisa bíblica de seu tempo. Independência esta que, por vezes, se manifesta em hipóteses ricas e instigantes mas, por vezes, em hipóteses arriscadas, com pouca aceitação na academia bíblica. Esta Introdução ao Antigo Testamento apresenta várias

características dessa independência e criatividade de FOHRER,dentre as quais

destaco: 1) a integração dos métodos da crítica literária, da crítica das formas e da história das tradições é singular e foi reconhecida por estudiosos e críti-cos de sua obra; 2) a estrutura do livro também é peculiar, resultado de seu esforço em fazer da crítica das formas muito mais do que um mero alistar de características literárias, erro que não poucos estudiosos cometeram; 3) sua hipótese sobre as fontes e a história literária do Pentateuco merece atenção (conclui a favor da existência, ainda que por pouco tempo, de um Hexateu-co), embora tenha acrescentado valor à fragmentação de fontes na pesquisa e não tenha recebido grande aceitação nos círculos de estudiosos; e 4) sua recusa em aceitar a hipótese quase unânime de uma redação deuteronomista para os livros históricos no cânon profético da Bíblia Hebraica - a chamada

(28)

28 APRESENTAÇÃO

Obra Histórica Deuteronomista (com base teológica em Deuteronômio, e expressa nos livros de [osué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis). Segundo ele, nesses livros, "os métodos de trabalho e de reflexão são tão diversos, de par-te a parpar-te, que não se podem atribuir esses livros a um só autor ou redator". A maior contribuição destaIntrodução,porém, e a principal justifica-tiva para sua reedição neste início do século XXI, é a detalhada atenção que

FOHRERdedica às formas literárias presentes no Antigo Testamento. Ele

ofe-rece uma cuidadosa discussão das formas literárias em seu ambiente vétero-oriental e seu desenvolvimento específico em Israel. Não só procura descre-vê-las em perspectiva histórica, mas também se ocupa em analisar detidamente as características estruturais e estilísticas que possibilitam a de-finição da forma e a distinção entre elas. Não temos, em português, outros textos que apresentem tamanha riqueza de informação e detalhes sobre as formas literárias do Antigo Testamento. A maioria dasIntroduçõesem portu-guês dedica pequena atenção ao tema, remetendo à literatura especializada em língua estrangeira.

Tal riqueza de detalhes, porém, não deixa de apresentar algumas dificuldades. Nem sempre se pode concordar com as distinções altamente elaboradas entre formas específicas. Algumas vezes percebe-se a falta de evi-dências mais claras para certas conclusões, por exemplo, a de que a origem das proposições apodíticas "situa-se no âmbito do nomadismo pré-javísti-co". Independentemente das discordâncias com relação a detalhes e conclu-sões históricas, a obra deFOHRERnos brinda com informações significativas e

fundamentais para o estudo literário do Antigo Testamento. É claro que, quarenta anos depois, possuímos melhores condições para estudar literaria-mente os textos vétero-testamentários, graças aos avanços já realizados no campo da crítica das formas e estilística bíblicas. Todavia, mesmo em auto-res mais recentes, encontramos uma característica também pauto-resente na pes-quisa de FOHRER:a escassa atenção dedicada à pesquisa lingüística e

semióti-ca sobre a literatura. Vale a pena reler e rever a discussão deFOHRERa partir

da discussão sobre os gêneros textuais realizada no âmbito da lingüística, da nova crítica literária, da semiótica e da análise do discurso.

Écom prazer que escrevo esta apresentação à já conhecidaIntrodução ao Antigo TestamentodeG.FOHRER. Sua reedição contribui para o

aperfeiçoamen-to e o enriquecimenaperfeiçoamen-to da pesquisa bíblica em nosso país e, ao completar a trilogia dos manuais escritos porFOHRER,nos dá também um presente adicio-nal: o de poder discutir e analisar criticamente o pensamento de um dos auto-res mais criativos e independentes da pesquisa vétero-testamentária européia. Dr. Julio P.Tavares Zabatiero

Prof. de Exegese e Teologia Bíblica na Escola Superior de Teologia (RS)

(29)

lO!!

EDIÇÃO ALEMÃ

Ao aparecer, em 1910, a primeira edição da presente "Introdução ao Antigo Testamento", seu autor, ERNEsT SELLIN, expunha no prefácio as razões que o determinaram a escrever um pequeno manual em lingua-gem sucinta, bem como as vantagens que via nisso. Pequeno manual con-tinuou a obra nas sete edições que apareceram em vida de E. SELLIN, e nas duas seguintes, refundidas por LEONHARD ROST. O livro passa, no entanto, por notáveis modificações, quanto ao conteúdo, tanto devidas ao próprio E. SELLIN, cuja vivacidade e sensibilidade às necessárias mudanças fica-ram registradas em teses sucessivas, como também graças ao trabalho de refundição empreendido porL. Rosr, dos quais o último "nos apresenta um texto que somente em poucas passagens corresponde à última edição saída das mãos de E.SELLIN, e que é a sétima". Uma décima edição, sob os cuidados de L. Rosr, deveria, segundo intenção deste, passar por novas e radicais transformações. Mas para poder se dedicar, com todas as forças, a outros projetos, propôs-me ele que eu elaborasse a nova edição. Junta-mente com os agradecimentos pela confiança que ele e a Editora deposi-taram sobre mim, dando-me esta incumbência, deveria eu também, pro-priamente falando, prestar contas detalhadas das profundas mudanças introduzidas na presente obra, com relação às edições anteriores. Espero que as explicações resultem, em grande parte, da própria exposição. Nes-te ponto talvez seja suficienNes-te observar que nos foi impossível evitar o aumento sensível da obra quanto ao volume, bem como à nova disposição da matéria para só mencionarmos as modificações mais notáveis -tendo em vista que nosso trabalho devia levar em conta a atual situação da ciência veterotestamentária, como também oferecer uma contribuição à pesquisa, para além dos limites da simples atividade didática. Ademais, tivemos de apresentar muita coisa de forma bastante sucinta - para mui-tos dos leitores talvez demasiado sucinta - ou simplesmente mencioná-la, para evitar o dobro do atual volume.

(30)

30 PREFÁCIOÀlOaEDIÇÃO ALEMÃ

Nossa exposição se restringe apenas aos livros canônicos do Anti-go Testamento e deixa de lado os escritos não-canônicos - indepen-dentemente da menção que deles venhamos a fazer no devido lugar.

É intenção de L. ROST tratar desses escritos em um volume

comple-mentaràparte.

Devo agradecer em primeiro lugar à Sra.HILDEGARDA HIERSEMANNque,

com incansável paciência, tomou a si a incumbência e a datilografia do manuscrito. Meu agradecimento se dirige também ao Dr.GUNTHER W ANKE,

meu assistente, e ao Sr. HANS WERNER HOFFMANN, estudante de teologia,

pelo trabalho de revisão do manuscrito, pela elaboração do catálogo bibliográfico e de abreviações bem como do índice de assuntos, e pela colaboração na revisão das provas e ainda por inúmeras outras ajudas que me prestaram.

(31)

11

il

EDIÇÃO ALEMÃ

Como a 1üll edição se esgotou mais depressa do que esperávamos, na 1111 edição deixei de incorporar, quanto ao conteúdo, a bibliografia

aparecida desde a sua elaboração, para não desvalorizar a décima edi-ção e manter o preço baixo do livro, graças a uma ampla reproduedi-ção por meios foto-mecânicos. Épor isso que na undécima edição foram corrigi-dos apenas alguns pequenos erros e no texto foram feitas várias altera-ções que nos pareceram indispensáveis. Na presente edição, a exemplo do que se fez na tradução inglesa, aparecida recentemente e feita a par-tir da décima edição, a nova bibliografia foi acrescentada em forma de "suplementos". Sobre o conteúdo da mesma, na maioria dos casos, o leitor poderá informar-se nas recensões dos periódicos e livros que se encontram na ZAW.

Erlangen, novembro de 1968. CEORG fOHRER

(32)
(33)

LITERATURA ISRAELÍTICA,

CÂNON E CIÊNCIA INTRODUTÓRIA

DO ANTIGO TESTAMENTO

§ 1. FUNÇÃO, HISTÓRIA E MÉTODOS

DA CIÊNCIA INTRODUTÓRIA

L.ALONSO ScHÓKEL,Estudios dePoética Hebrea,1963. - W. BAUMGARTNER, "Alttestamentliche Einleitung und Literaturgeschichte", ThR NF 8 (1936), 179-222. - lo., "Eine alttestamentliche Forschungsgeschichte",

ibid.25 (1959), 93-110. - lo., "Zum 100. Geburtstag von Hermann Gunkel",VTSupp19,1963, 1-18. - A. BENTZEN, "Skandinavische Literatur zum Alten Testament 1939-1948",ThRNF 17 (1948/49), 273-328. - K-H. BERNHAROT,Die Gattungsgeschichtliche Forschung em Alten Testament ais exegetische Methode, 1959. - J. BRIGHT, "Modem Study of Old Testament Literature", em: Essays Albright,1961, 13-31. - L.DIESTEL,Geschichte des Alten Testaments in der Kirche, 1869. - O. EISSFELDT, "The Literature of Israel: Modem Criticism", em: Record and Revelation, 1938,74-109. - I.

ENGNELL, "Methodological Aspects of Old Testament Study", VTSuppl

7, 1960, 13-30. - G. FOHRER, "Tradition und Interpretation im Alten Testament", ZAW 73 (1961), 1-30. - D. N. FREEOMAN, "On Method in Biblical Studies: The Old Testament", Interpr17 (1963), 308-318. C. H. GOROON,New Horizons in Old Testament Literature,1960. H. GUNKEL, "Die Grundprobleme der israelitischen Literaturgeschichte", em: Reden und Aufsiitze,1913,29-38. - H. F. HAHN,The Old Testament in Modern Research,

1954 (1956). - G.HORNIG,Die Anfiinge der historisch-kritischen Theologie: Johann Salomo Semler's Schriftverstiindnis undseine Stellungzu Luther, 1961.

- H. HUPFELD,über Begrift und Method der sogenannten biblischen Einleitung,

1844; ThStKr 1861, 3ss. - R.KITTEL, "Die Zukunft der alttestamentlichen Wissenschaft",ZAW39 (1921), 84-99. - K KOCH,Was ist Formgeschichte?,

1964. - E. G. H. KRAELING,The Old Testament since the Reformation, 1955.

- H.-J. KRAUS, Geschichte der historisch-kritischen Erforschung des Alten Testaments von der Reformation bis zur Gegenwart, 1956. - J. LINDBLOM,

(34)

34 LITERATURA I5RAELÍTICA, CÂNON E CIÊNCIA INTRODUTÓRIA 00AT

Einige Grundfragen der alttestamentlichen Wissenschaft, em: Bertholet-Festschrift, 1950,325-337. -

J.

MUILENBURG, "Modem Issues in Biblical Studies",ET71 (1959/60),229-233. -PERLITI,Vatke und Wellhausen, 1965.

- H.H. ROWLEY, "TrendsinOld Testament Study", em:TheOld Testament and Modem Study,1951 XV-XXXI. - H. H. ScHREY,"Die alttestamentliche Forschung der sogenannten Uppsala-Schule", ThZ 7 (1951), 321-341. - S. SCHULZ, "Die rõmisch-katholische Exegese zwischen histori-schkritischer Methode und lehramtlichem Machtspruch", EvTh 22 (1962), 141-156. - ST. SEGERT, "Zur Methode der alttestamentlichen Lite-rarkritik",Arar24 (1956), 610-621. - S.

J.

DE VRIES, "The Hexateuchal Criticism of Abraham Kuenen",JBL 82 (1963),31-57. - G. E. WRIGHT, "Archeology and Old Testament Studies", ibid., 77 (1958), 39-51. - W. ZIMMERLI, "Die historisch-kritische Bibelwissenschaft und die Verkündigungsaufgabe der Kirche", EvTh 23 (1963), 17-31. - Cf. G. FOHRER em ThR NF 28 (1962),326-335.

1. O

AT

e os

estudos introdutórios

A coleção de livros que a teologia e a Igreja cristã costumam chamar de (AT) remonta, quanto à seleção e composição ao longo de inúmeros estágios preparatórios, ao judaísmo dos tempos anteriores e posteriores ao nascimento de Cristo. Ela se formou graças às exigências do judaísmo que, reagindo a correntes teologicamente perigosas, surgidas dentro das próprias fileiras ou no confronto com o cristianismo primitivo, começou a se cristalizar sobre certas bases e numa determinada tomada de posição. Esta coleção de livros, porém, tornou-se Sagrada Escritura não apenas para o judaísmo, mas também para o cristianismo e para o islamismo.

A denominação AT remonta, em última análise, ao próprio modo de falar da Bíblia. A expressão "testamento" deriva do latim, testamentum, que é a tradução do hebraico b'rii e do grego diaihêkê, "pacto", "acordo", "contrato", "aliança" (em grego também

=

"disposições testamentárias") e se liga à idéia da "aliança" que Javé contraiu com Israel, por intermédio de Moisés.Ànova expressão desta fé na profecia veterotestamentária cor-responde aquilo que [r 31.31-34 anuncia como sendo a nova "aliança" que Javé concluirá. Em o Novo Testamento, e principalmente em 2Co 3.5-18, usa-se esta palavra para exprimir um novo futuro a se realizar plenamen-te em Jesus Cristo. Tendo-se realizado nele a "Nova Aliança", a expressão "Antigo Testamento" passou a designar os tempos anteriores a Cristo. As duas expressões foram, em seguida, estendidas às Sagradas Escrituras que tratam destas duas alianças, a nova e a antiga, e, conseqüentemente,

(35)

também aos livros da nova e da antiga"Aliança". E assim o Antigo Testa-mento tornou-se igualmente Sagrada Escritura para o cristianismo, como livro da antiga"Aliança". Aliás, originariamente representava simples-mente a Sagrada Escritura para os cristãos, pois aos poucos é que foi sur-gindo o Novo Testamento. O próprio Jesus Cristo, em Mt 5.17-19; Lc 10.25-28; 16.1 9- 31, o assume como autoridade inconteste, a despeito de qualquer diferenciação que a crítica faça, tarefa esta que incumbe, como sempre, à teologia do Antigo Testamento.

Considerando-se que o Antigo Testamento continua sendo Sagrada Escritura para a teologia e para a Igreja cristã, apesar das restrições de MARCIÃO e de HARNACKl, para não falarmos daqueles outros que o rejeitam por ignorância política e por partidarismo racial, temos, a partir daí, a necessidade de o entender corretamente, no todo e em suas partes, e de o pesquisarmos de maneira científica.Éa esta tarefa que se dedica a ciência introdutóriada Escritura, ao lado de outros processos de investigação e de interpretação. A ciência introdutória tem por objeto estudar e expor todas as fases do desenvolvimento do AT, desde suas origens até sua conclu-são. Ou mais precisamente: essa tarefa consiste em seguir esse desenvol-vimento e as tradições do AT no contexto do Antigo Oriente, reconstituí-do tanto a partir da arqueologia como da formação das tradições orais, passando pela fixação por escrito de cada um dos seus textos e pela reu-nião dos mesmos em livros, até sua consolidação no cânon do AT e à fixação do texto em sua forma definitiva.

2.

Os

inícios

Em si, toda Escritura pode ser objeto de uma "introdução", mediante um estudo de iniciação ao seu vocabulário, à sua gramática e às condições históricas, aos fatos reais, ao seu universo conceitual e ao conteúdo de suas afirmações. Uma Escritura deve ser objeto de uma introdução, se pretende reconduzir os leitores a uma época e a um ambiente inteiramen-te diversos e que exigem um conhecimento preliminar correspondeninteiramen-te. O próprio AT já contém observações desta natureza, sobretudo nos títu-los e nas gtítu-losas que escritores ou leitores inseriram posteriormente, pou-co importando se pou-correspondiam ou não à realidade. Incluem-se aí os títulos da maioria dos livros proféticos e dos treze salmos que derivam de uma situação especial da vida de Davi; cf.,

p.ex.,

SI 18[17]; 51[50]; 52[51];

(36)

36 LITERATURA ISRAELÍTICA, CÂNON E CIÊNCIA INTRODUTÓRIA DOAT

54[53]; 56[55]; 57[56]; 59[58]; 60[59], e ainda a glosa de uma palavra-cha-ve, como em Ez 1.2, que se destina a explicar a data de LI, e uma observa-ção, como em Zc 1.7, que tem por fim esclarecer o sentido do undécimo mês,através da indicação do nome.

Evidentemente, uma ciência propedêutica nesses termos não existiu durante séculos. De início, os rabinos transmitiam suas opiniões sobre os autores, sobre a época e o local de origem dos livros do AT, opiniões que a Igreja antiga e medieval fez suas e complementou com outras. Este estu-do se efetuava, juntamente com o de outros aspectos particulares, sob a forma específica de introdução aos livros do AT, como o fez JERÔNIMO, ou no corpo de outras obras, como AGOSTINHO, em De doctrina christiana, e JUNÍLIO AFRICANO, emInstituta regularia divinae legis. O termo "introdução" foi usado pela primeira vez, enquanto se sabe, pelo monge ADRIANO(tcerca de 440) em seu escritoeisagôgê eis tás theías grafás, "Introdução às divinas Escrituras", Daí, com base emIsagoge eIntroductio, é que surgiu o termo [alemão] Einleitungna obra de J. D. MICHAELIS (1750).

Dos estudiosos judeus da Idade Média, devemos mencionar, sobre-tudo, RASCHI (morto em 1105) e IBN ESRA (morto em 1167), Este último aventura-se ocasionalmente a fazer observações críticas, embora apenas alusivamente, por respeito à doutrina da inspiração verbal, e partindo da expressão "do outro lado do [ordão", que ocorre em Dt LI, desig-nando a região situada a leste do [ordão, e também de Dt 3.10-12 e 27.1-8; 31.9, ele conclui que Moisés não poderia ter sido o autor desse livro: "'Do outro lado do [ordão': se entenderes o segredo dos Doze, e ainda: 'E Moisés escreveu a Lei', e mais: 'O cananeu habitava então a terra', e também: 'Sobre o monte de Deus ele se revelará', e por fim: 'Eis que seu leito era um leito de ferro', conhecerás então a verdade"; quem não a tiver conhecido, "cale-se!" Do lado cristão, houve a atuação de ISIOORO DE SEVILHA(tcerca de 636), que resumiu em um compêndio, o Prooemiorum liber, todo o saber de seu tempo, e de NICOLAU DE LYRA (t cerca de 1340) que, graças aos seus conhecimentos de hebraico, pôde transmitir as obras dos sábios judeus e manter-se em contato com os textos originais.

O humanismo e a reforma protestante criaram os pressupostos para o surgimento da ciência propedêutica da Escritura. Os humanistas remon-tavam à língua hebraica (J. REUCHLIN) e ao texto original, enquanto, por seu lado, os reformadores protestantes se apoiavam nesse dado e não na Vulgata, e exigiam sua interpretação com base na filologia. Dentro deste quadro, as tradições referentes aos autores e à época em que surgiram os

(37)

livros do AT foram submetidas à análise mediante a crítica textual. Logo depois de LUTERo, com seus reparos sobre a canonicidade do livro de Ester, deve-se mencionar principalmente KARLSTADT que, em sua obra

De canonicis scripturis libellus (1520), observa, através da análise

crítico-estilística, que entre as seções narrativas do Pentateuco e [osué não existe nenhuma diferença de estilo, mas que ambas foram trabalhadas por uma mesma mão, e que - também por razões estilísticas - seu autor não pode-ria ter sido Esdras. No entanto, os primeiros trabalhos de introdução às Escrituras, da autoria de SIXTO SENENSE (católico, 1566), de RIVETO (calvinis-ta, 1627) e de WALTHER (luterano, 1636) não foram além das concepções tradicionais e procuraram enquadrar nas mesmas as observações críticas individuais que se tornavam conhecidas.

Os passos decisivos para a ciência propedêutica da Escritura foram dados na época do iluminismo [Aufkliirungl e do racionalismo. THOMAS

HOBBES propunha em sua obraLeviathan (1Il 1651), que a época do

apareci-mento dos livros do AT fosse deduzida a partir destes próprios livros, independentemente da tradição. Por outro lado, B.SPINOZA, em seu

Trac-tatus Theolcgico-Potiiicus (1670), acrescentava à crítica feita até então com

base nas contradições isoladas, e à crítica estilística, o princípio metodoló-gico segundo o qual o indicador correto para a pesquisa do AT era "a razão natural, patrimônio comum de todos os homens, e não, conseqüen-temente, uma iluminação sobrenatural nem uma autoridade externa". Além disto, SPINOZA tratava de problemas que mais tarde se tornaram objeto da propedêutica à Escritura: a origem de cada livro, a história do cânon e dos textos. Um quarto impulso foi dado pela análise lingüística dos textos que, em relação ao Pentateuco - e já sob o estímulo de R.SIMON - levou a uma primeira distinção entre as fontes, por sugestão deH.B.WITTER (1711) e

J.

ASTRUC (1753). Depois deles,

J.

S. SEMLER, com sua obraAbhandlung von freier Untersuchung des Canon (1771-1775) e seu Apparatus ad liberalem Veteris Testamenti interpretationem (1773), pede para o AT uma pesquisa liberta de

dogmas e da tradição, e que se adotem os mesmos princípios que se apli-cam a outras obras literárias. Depois de

J.

HERDER e R. LOWTH, com sua nova consideração estética e artística,

J.

G. EICHHORN* resumiu todas as observações e sugestões precedentes em sua Einleitung in das AT, à qual

deu a forma de manual e onde trata, como SPINOZA, dos três problemas referentes à origem de cada livro, à história do cânon e à história dos textos. Foi ele o fundador da ciência propedêutica da Escritura, em seu sentido formal.

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38 LITERATURA I5RAELÍTICA, CÂNON E CIÊNCIA INTRODUTÓRIA DOAT

3.

O

desenvolvimento da pesquisa histórico-crítica

A história posterior situa-se primeiramente sob o influxo do método histórico e da história das religiões. Assim, na opinião de W. M. L. DE WETIE (1806s, 1817), os livros do AT mostram-nos a evolução de suas idéias e ao mesmo tempo nos oferecem a possibilidade de estabelecer a data de origem desses livros. A contribuição básica de DE WETTE consistiu em ter feito a identificação entre o código de [osias e o Deuteronômio. Ao lado de H. G. A. EWALD (1835ss, 1840s, 1843ss), devemos mencionar ainda W. VATKE (1835), o qual, sob o influxo de HEGEL, descreve a evolução da lite-ratura do AT, tendo por pano de fundo a história de sua religião. Em contraposição, emerge a tentativa de uma renovação da tradição da sina-goga e da Igreja primitiva, por parte de E. W. HENGSTENBERG (1831ss) eK.

F.KEIL (1833). Este último se empenhou em provar,

p.ex.,

a autenticidade do Pentateuco e do livro de Daniel, ou a unidade do livro de Zacarias.

Decisiva, porém, foi a pesquisa histórico-crítica, a qual - não obs-tante os conhecimentos fundamentais adquiridos anteriormente por A. KUENEN* (18618s) eK. H. GRAF(1866 - está ligada sobretudo ao nome de

J.

WELLHAUSEN* (1876ss). F. BLEEK (1878), B. STADE (1881ss), W. ROBERTSON SMITH* (1881), C. H. CORNILL* (1891), S. R. DRIVER (1891) e, como que rematando, C. STEUERNAGEL* (1912), prosseguiram com os trabalhos de pesquisa, dentro da linha de WELLHAUSEN. Se, de um lado, DE WETTE havia chegado a um sólido ponto de apoio cronológico, identificando o código de [osias com o Deuteronômio, do outro lado, KUENEN e GRAF

situaram a data do estrato sacerdotal das fontes do Pentateuco no perío-do pós-exílico, enquanto WELLHAUSEN traçava a grande sinopse dentro da qual as fontes, estudadas do ponto de vista literário, formavam um quadro bem definido da história de Israel, no qual, por sua vez, as pró-prias fontes encontram seus respectivos lugares. Como este quadro sim-plesmente não concordava com os pontos de vista tradicionais, concen-traram-se sobre WELLHAUSEN ataques que perduram até os nossos dias. Inculpam-no de hegelianismo e de evolucionismo, quando não o apre-sentam, mesmo, como uma encarnação do demônio. PERLITT, no entanto, demonstrou recentemente, com a máxima clareza possível, que tais crí-ticas carecem de fundamento.

Na realidade, os próprios adversários de WELLHAUSEN muito apren-deram dele e utilizaram-se de suas verificações e de seu método, mesmo que se tenham empenhado, comoH.L.STRACK (1883),E.K.A. RrnHM(1889s), E. KbNIG (1893), W. GRAF BAUDISSIN (1901) e E. SELLIN* (1910, 1935), por

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estabelecer, em suas conclusões, uma síntese conservadora que estivesse em consonância com a perspectiva da sinagoga e da Igreja antiga.

Ainda assim, o método puramente analítico e dissecativo provocou mal-estar, expresso no seguinte trocadilho: "Is the Pentateuch Mosaic or a mosaic?" Daí haver autores que, como G. WILDEBüER* (1893),E.KAUTZSCH (1897),K.BUDDE* (1906),

J.

MEINHOLD* (1919,3il. ed., 1932),

J.

A.BEWER* (1922) e, tardiamente, A. LODS* (1950), tentaram chegar a uma exposição sintéti-ca da história da origem do AT, exposição na qual sintéti-cada livro era isolado da ordem em que se encontram no cânon e estudado em um contexto cronológico. Mas, antes que isto pudesse plenamente se concretizar, sur-giu em cena um outro ponto de vista que deu origem a numerosos méto-dos novos.

4. Novos métodos

A metodologia que se liga aos nomes de H. GUNKEL eH. GRESSMANN, parte, por um lado, dos resultados obtidos pela arqueologia do Antigo Oriente e pela orientalística, cuja importância até hoje crescente tem sido plenamente reconhecida, enquanto, por outro lado, aplica ao AT os dados da pesquisa histórica e comparativa das literaturas. A literatura vetero-testamentária é vista no âmbito de toda a literatura do Antigo Oriente, ao passo que se investigam as relações entre as duas. Por isso, o interesse dos estudiosos se volta primeiramente para a história das formas do discurso e para os gêneros literários, como igualmente para a história do material e seus motivos. Tanto a forma atual como a história primordial dos textos veterotestamentários passaram a ser objeto de pesquisa.

a) A obra de GUNKEL, realizada sob o influxo da filologia clássica e da germanística, exerceu papel pioneiro com relaçãoàpesquisa dos gêneros literários. Ele parte do pressuposto de que as formas de expressão e os gêneros literários tinham, na antiguidade, uma fisionomia muito mais precisa do que em nossos dias, obedeciam a um certo esquema de cons-trução, apresentavam motivos mais ou menos fixos e possuíam determi-nado Sítz im Leben ["situação histórica e existencial"] como lugar de ori-gem. O narrador ou o poeta escolhiam o gênero conforme a ocasião e o motivo, prendendo-se, porém, ao esquema básico deste gênero, de sorte que as possibilidades de variações pessoais eram limitadas, ao passo que os aspectos convencionais e típicos eram determinantes.Àluz desta cons-tatação, GUNKEL* pretendeu substituir o estilo de introdução até então em uso, por uma história da literatura [udaico-israelítica, entendida como

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40 LITERATURA I5RAELÍTICA, CÂNON E CIÊNCIA INTRODUTÓRIA DOAI

história dos gêneros e formas literários correntes em Israel, tanto mais que, por este procedimento, se tornava possível, para além dos limites daquilo que fora transmitido por via literária, extrair conclusões, levar em conta o falar e cantares vivos do povo e acompanhar a história primi-tiva das formas de expressão, recuando até épocas remotíssimas e, de novo, a partir daí, explicar as particularidades dos textos veterotestamentários.

Éesta maneira de expor que encontramos em HEMPEL*.

No entretempo, a pesquisa dos gêneros literários apurou-se e evo-luiu no sentido do estudo da história das formas, de modo a poder inves-tigar o processo de elaboração e as variações das formas e das fórmulas. Havia aí, também, evidentemente, a tendência de situar o método em pri-meiro plano ou de lhe atribuir uma posição absoluta, como também a tendência de se ficar limitado apenas a esse método e o erigir em princí-pio exclusivo ou, quando menos, fundamental, de compreensão, coloca-ção esta a que nos devemos opor firmemente. O estudo da história das formas deve ser realizado com base na diferenciação crítica e literária, e como seu ulterior desenvolvimento, depois de escolhido um de seus numerosos aspectos.

Exageros ocasionais da pesquisa dos gêneros literários devem ser corrigidos:

1) O método em si pode ser aplicado ao estudo das unidades lin-güísticas ou literárias primitivas. O que se discute, porém, é sua apli-cação a todos os componentes do discurso, que poderia degenerar numa espécie de "história das formas:". e a textos mais extensos e mesmo a obras inteiras, cuja estrutura em geral não depende de princípios for-mais.

2) Discute-se também a superestima que se tem pelos aspectos convencionais e típicos, com prejuízo dos aspectos pessoais e indivi-duais, atitude esta que vai de encontro à estrutura pessoal da fé javista e à sua maneira individual de exprimir esta fé. Esta superestima se baseia menos na mentalidade e nas concepções dos israelitas do que na influência moderna, antipsicológica e anti-subjetiva da Sociologia e das Ciências naturais.

3) Um dos erros desta pesquisa consiste em vincular a instituição às respectivas funções. Parte-se muitas vezes do pressuposto de que as formas do discurso se vinculam a uma determinada instituição per-manente, de que sua estrutura reflete e deixa entrever a existência de

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um acontecimento real (ou cultural), de que se pode identificar o local e a data deste acontecimento, e de que aquele, portanto, que utilizou essas formas do discurso teria exercido um papel dentro da instituição e no decurso do acontecimento (cultual). Assim, enquanto a expressão

5itz im Leben ["situação existencial"] indica em si um determinado motivo - o 5itz im Leben dos funerais de uma pessoa, p.ex.,é a sua morte - este mesmo conceito se transforma, aqui, inesperadamente em vinculação com uma instituição geralmente de natureza cultual ou jurídica. Não é difícil de mostrar que esta concepção não leva na devi-da conta a realidevi-dade devi-das situações.

4) Não é exato afirmar que a forma e o conteúdo do discurso estão sempre de acordo. Como prova deste asserto, baste-nos recordar que os profetas usaram a lamentação fúnebre como ameaça ou como ameaça sarcástica. Por conseguinte, é preciso distinguir entre o modo de falar e sua função, entre o5itz im Leben ["contexto existencial"] ori-ginal e o5itz in der Rede ["contexto no discurso"].

b)Também GUNKEL,e GRESSMANNlogo depois dele, puseram em

mo-vimento e incentivaram principalmente a pesquisa da história dos mate-riais e seus motivos. Evidentemente que esta pesquisa, levada a efeito sob o impacto dos resultados da arqueologia e da orientalística, estava e ain-da está exposta de modo particular ao perigo - ao qual chegou mesmo a sucumbir com o panbabilonismo, na controvérsia do "Babel-Bíblia" - de atribuir os materiais e os motivos do AT o mais amplamente possível ao seu mundo ambiente, deixando de considerar o caráter peculiar da fé javista. Contudo, esta pesquisa continua um instrumento indispensável para investigar a origem e as transformações dos materiais e motivos no mundo ambiente de Israel e no seio do AT, de novo aqui com base na diferenciação crítico-literária e seu ulterior desenvolvimento e sob um aspecto diferente.

A pesquisa, no entretempo, se expandiu e se transformou em estudo da história das tradições que procura reconstituir, ao longo do AT, não apenas os motivos em particular, mas as correntes da tradição resultantes da concentração de inúmeros motivos. Observa-se, no entanto, como na pesquisa da história das formas, uma tendência ao unilateralismo e à ab-solutização, qual seja a de colocar a pesquisa das tradições como único critério e de considerar todas as manifestações do AT como dependentes de umas poucas tradições, as quais, segundo esta perspectiva, percorrem toda a história, depois de haverem passado por diferentes transforma-ções. Assim, na realidade, "não há nada de novo debaixo do sol" (Ec11.9),

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42 LITERATURA ISRAELÍTICA, CÂNON E CIÊNCIA INTRODUTÓRIA DOAT

e aquilo que é especifico de determinado enunciado consiste, em última instância, na forma peculiar da mudança sofrida por uma determinada tradição.

Aqui, mais uma vez, é necessário proceder a algumas retificações em benefício das idéias fundamentais e corretas:

1)Muitas vezes, parece que se confunde o aparecimento simultâ-neo de vários motivos com uma determinada tradição.Épreciso, con-tudo, distinguir entre essa tradição e os motivos que podem simples-mente constituir elementos individuais de uma tradição. A transmissão da história da libertação de Israel da terra do Egito é uma tradição; os elementos da teologia posterior de Sião(p.ex.,nos salmos dos filhos de Coré), pelo contrário, não remontam a uma tradição cultual de Jerusa-lém, de origem pré-israelita, mas constituem um conjunto de motivos individuais",Épreciso por isto muita prudência para não confundir teologúmenos de origem recente com correntes de tradição.

2) Ao binômio forma efunção corresponde o binômio tradição e

interpretação, podendo este último aparecer sob formas diversas, e não devendo ser reduzidoà unidade. Este binômio pode mesmo che-gar ao ponto de reduzir a tradição a seu contrário e a revesti-la de nova forma.

3) Em outros casos se deve perguntar se a pesquisa das origens do material utilizado é metodologicamente relevante para a compre-ensão de seu emprego dentro do texto. Muitas vezes os autores de um texto já não tinham certamente consciência da antiga significação do material e introduziram nele seu próprio significado, que é preciso então captar.

4) Talvez não se possa considerar nenhuma parte do AT, e muito menos os profetas, principal ou exclusivamente sob o ponto de vista da sua vinculação com a tradição ou do binômiotradição e interpreta-ção.Além disto, ocorre, como sempre, uma série mais ou menos consi-derável de idéias e de afirmações espontâneas ou deliberadas, que não existiam na tradição. Os profetas em particular são, antes do mais, carismáticos que pretendem anunciar a palavra viva de Javé dirigida a eles e não uma tradição.

c) Um outro método que devemos mencionar é o da pesquisa da his-tória da tradição, adotado pelos escandinavos e que não podemos consi-derar como o oposto ou como uma alternativa para a crítica literária

(con-3Quanto aos detalhes, cf. G. WANKE, Die Zionstheologie der Korachiten in ihrem

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forme pensa L ENGNELL

*,sobretudo), ou como tendo a primazia sobre esta.

Pelo contrário, devemos entendê-lo como mais um passo no sentido de uma diferenciação crítica e literária (como o fazem, p.ex., M. NOTH, W. BEYERLIN,G.FOHRER). Esta pesquisa se ocupa com o passado dos livros do AT e estuda o desenvolvimento progressivo da tradição, desde as cama-das pré-literárias, até seu surgimento por escrito. Estes livros, em sua maioria, não constituem "literatura", no sentido de terem sido planeja-dos, formulados e escritos por determinados autores, num processo que não volta a se repetir. Pelo contrário, a fixação por escrito representa qua-se qua-sempre a etapa derradeira do processo de transmissão de um determi-nado conteúdo, num estágio mais ou menos longo de sua tradição, du-rante o qual esse conteúdo alcançou afinal sua forma atual. O estudo da história da tradição não considera as unidades do texto apenas do ponto de vista de como sua forma definitiva se concretizou, mas procura seguir todo o processo através do qual as unidades surgiram. Neste método é preciso ter-se em conta a variedade dos materiais do AT, de tal ordem, que não nos permitem reduzi-los a um esquema unitário. Compreende-se que esta pesquisa nem sempre conduz a uma solução segura, pois a tradi-ção não o permite.

d) Recentemente a análise estilística tem sido praticada em escala progressiva, lamentavelmente porém com certa tendência ao unilateralis-mo e ao exclusivisunilateralis-mo, em vez de se procurar a complementação dos mé-todos até agora existentes. Para a apreciação da musicalidade e da estru-tura dos versos, emprego das imagens e processo de composição, aplicam-se aí os princípios da "nova estilística" sugeridos pela ciência da literatura. Assim o faz, p.ex.,ALONso-ScHÓKEL. Evidentemente, existe, por trás disto, o perigo latente de um esteticismo estéril.

e)O quadro se amplia, ainda mais, quando se consideram os nume-rosos outros aspectos enriquecidos por novos conhecimentos e novas perspectivas. Assim, devemos mencionar os resultados da arqueologia e do estudo da topografia, das pesquisas da história dos territórios, e do esforço de esclarecimento dos diversos contextos históricos do Antigo Oriente. As descobertas de textos no deserto de [udá, principalmente nas cavernas de Qumran, fizeram com que muitas questões apareces-sem sob uma outra luz, mas ao mesmo tempo colocaram, no mínimo, outros tantos problemas. A pesquisa referente à história da piedade acompanha as idéias e as manifestações da piedade, no que respeita a suas origens, evolução e variações, ao passo que o estudo da história do culto e das funções dentro deste procura identificar as relações existentes

Referências

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