Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p. 50866-50878 jul. 2020. ISSN 2525-8761
Softwares educacionais e suas aplicações em tempos de pandemia: estudo sobre
possibilidades de aplicação
Educational software and its applications in pandemic times: study on
application possibilities
DOI:10.34117/bjdv6n7-651
Recebimento dos originais: 18/06/2020 Aceitação para publicação: 24/07/2020
Josué de Paulo Bailo da Silva
Graduando em ciências da computação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Campus de Ponta Porã
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus de Ponta Porã
Endereço: Av. Itibiré Vieira S/N Bairro Julia Cardinal CEP 79907414. Ponta Porã , Mato Grosso do Sul
e-mail: [email protected]
Dionisio Machado Leite Filho
Doutor em ciências com enfase em ciências de computação e matemática computacional pelo ICMC-USP
Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus de Ponta Porã
Endereço: Av. Itibiré Vieira S/N Bairro Julia Cardinal CEP 79907414. Ponta Porã , Mato Grosso do Sul
e-mail: [email protected]
RESUMO
Atualmente, o mundo experimenta um condição de isolamento que faz com que o cotidiano seja modificado drasticamente, essa modificação afetou todas as áreas do cotidiano, inclusive a área da educação. O ensino à distância (EaD) e softwares educacionais são áreas já existentes e que trazem consigo bons resultados. No entanto, há a necessidade de levar o ensino distância para o ensino presencial, devido ao distanciamento social, com isso os softwares educacionais podem desempenhar um papel adicional na composição metodológica dos professores do ensino presencial que precisam se reinventar no ensino EaD. Assim, este trabalho traz uma revisão sobre softwares educacionais e como a tecnologia pode ser um excelente auxiliar para o ensino. Como resultados enumeramos alguns softwares educacionais, ferramentas de apoio EaD e uma lista com alguns softwares educacionais já desenvolvidos e que podem ser utilizados como suporte metodológico neste momento de distanciamento.
Palavras chave: software educacional, ensino à distância, distanciamento social. ABSTRACT
Nowadays, the world is experiencing a condition of isolation that causes daily life to be drastically changed, this change has affected all areas of daily life, including education. Distance learning and educational software are already existing areas that bring good results. However, there is a need to take distance learning to face-to-face teaching, due to social distance, so educational software can play an additional role in the methodological composition of face-to-face teachers, which need to reinvent themselves in distance education. Thus, this work provides a review of educational software and how technology can be an excellent
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teaching aid. As a result, we enumerate some educational software, distance learning support tools, and a list with some educational software already developed, which can, as methodological support in this moment of distance, be used.
Keywords: educational software, distance learning, social distance.
1 INTRODUÇÃO
É indiscutível que a tecnologia da informação toma cada vez mais espaço em meio à sociedade, a maioria das pessoas, sejam elas crianças, jovens ou adultos, dispõem dos seus próprios recursos tecnológicos, tais como: celulares, tablets ou computadores (CAVALCANTE et al., 2017). As tecnologias passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas de forma transversal às várias gerações da população. A escola, como lugar privilegiado da educação e espaço de desenvolvimento pessoal e social, precisa integrar produtivamente as tecnologias digitais (PAZINI; MONTANHA, 2005) (SANTANA et al., 2020).
De acordo com Lima (2019), a sociedade utiliza muita tecnologia e dispõe de comunicação, que amplia os possíveis métodos pedagógicos de ensino e aprendizagem através de seus vários dispositivos, softwares e mídias disponíveis atualmente para proporcionar ao aluno o aprendizado ativo. As áreas do conhecimento que podem se beneficiar do uso da tecnologia e comunicação para a implementação de metodologias de ensino são as mais variadas, podendo contemplar desde o ensino da língua portuguesa, até o ensino de geografia, física, química e biologia (PAZINI; MONTANHA, 2005) (PAULA et al., 2014)(CAVALCANTE et al., 2017).
No entanto, nota-se que pouco ou quase nenhum esforço é realizado de fato para a adoção de softwares educacionais nos vários níveis do ensino nacional. Outro fato marcante é a necessidade de metodologias que extrapolem os métodos tradicionais de ensino, essa necessidade advém de um cenário de pandemia que trouxe consigo vários desafios para o ensino. O principal deles é o ensino à distância e a necessidade de prender a atenção dos estudantes, fazendo com que os mesmos absorvam os conteúdos lecionados.
Autores como Pazini e Montanha (2005), Paula et al. (2014), Cavalcante et al. (2017) e Teodoro, Borges e Oliveira (2017), exploraram os aspectos de construção de softwares e as metodologias para a adoção de softwares educacionais em áreas distintas a do conhecimento. Esses estudos obtiveram bons resultados, no entanto, pouco se sabe sobre a implementação dos mesmos.
Considerando esse fato, este artigo pretende explorar as metodologias postuladas pelos autores que trabalham com tais tecnologias. No fato de não adoção da tecnologia, quais motivos são considerados. Na adoção das tecnologias quais são utilizadas, como e quais os recursos necessários para o êxito da adoção.
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Com isso, o objetivo deste artigo é verificar como os softwares educacionais são compreendidos no ambiente escolar e a partir desse entendimento, propor formas de contemplar o uso de softwares educacionais e ambientes virtuais, pois em meio a pandemia por conta do COVID-19, a educação brasileira está sendo reinventada por todos métodos de ensino.
O restante deste artigo é organizado da seguinte forma: a seção 2 aborda a tecnologia e a BNCC e suas competências, a seção 3 traz um olhar sobre como a tecnologia e a sala de aula podem interagir, a seção 4 aborda os softwares educacionais e algumas possibilidades, o ensino a distância, seus números e possibilidades junto ao uso de softwares educacionais, a seção 5 traz as conclusões dos autores a respeito do tema.
2 A TECNOLOGIA E A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
É necessário compreender como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (MEC, 2020) compreende a tecnologia e sua inserção em sala de aula para depois adentrar nas definições e possibilidades que os softwares educacionais podem trazer para o ensino.
A BNCC é um documento normativo para as redes de ensino e suas instituições públicas e privadas, referência obrigatória para elaboração dos currículos escolares e propostas pedagógicas para o ensino infantil, ensino fundamental e ensino médio (VIEGAS, 2020).
Em um passado recente, os meios tecnológicos e sua utilização em sala de aula eram proibidos. Uma das principais razões para essa proibição era a possibilidade de distração e dispersão de atenção, além de ser um meio que pouco se encaixa nos métodos tradicionais de ensino (VIEGAS, 2020).
Atualmente, a BNCC começou a liberar o uso de tecnologia nas salas de aula, contanto que a mesma seja utilizada de maneira crítica e responsável (VIEGAS, 2020). Segundo a BNCC, a tecnologia possui um papel muito importante na cultura digital, e deve ser inserida no ensino e aprendizagem. Hoje a BNCC possui dez competências e dentre as dez, duas se destacam em relação ao uso de tecnologias, sendo elas (MEC, 2020) :
Competência 4: Diversificação de linguagens, sendo uma delas a linguagem digital para se
expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
Competência 5: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
De acordo com Viegas (2020), a BNCC dispõe que a tecnologia é exibida nos direitos de aprendizagem e desenvolvimento da educação infantil, nas competências especificas de área nos
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ensinos fundamentais e médio. De acordo com o autor, dentre os principais objetivos que a tecnologia pode prover, estão: na educação infantil - estimular o pensamento crítico, criativo e lógico; no ensino fundamental - usufruir da tecnologia de forma consciente, crítica e responsável, tanto para realizar atividades na sala de aula, quanto a resoluções cotidianas; e no ensino médio, estimular a proatividade, utilizando das virtudes da tecnologia para se aprofundar mais na cultura digital como um todo.
Considerando as necessidades impostas pela BNCC, nota-se que os softwares educacionais podem ser inseridos de forma transparente às competências exigidas pela mesma e também podem se tornar um atrativo ao aluno que está em regime de estudo a distância, trazendo assim um senso de responsabilidade mascarado com a forma lúdica que o software educacional impõe.
3 A TECNOLOGIA E A SALA DE AULA
Nos artigos elencados nesta pesquisa, percebe-se que o método de uso de software nas salas de aula em todo Brasil foi implementado em oficinas e pesquisas por instituições que acreditam no potencial de softwares educacionais (PAZINI; MONTANHA, 2005) (PAULA et al., 2014) (ISOTANI; BRANDÃO, 2013) (CAVALCANTE et al., 2017) (TEODORO; BORGES; OLIVEIRA, 2017) (LIMA, 2019) (ROCHA; RAMOS; BRASIL, 2019) (MAZIERO; ANDRADE; RUBIO, 2020).
Segundo o projeto de lei n.º 6.964-B, de 2006, que é um complemento a lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece diretrizes e bases da educação nacional, estabelece a obrigatoriedade da existência de laboratórios de ciências e de informática nas escola públicas de ensino fundamental e médio.
Tanto a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática como a Comissão de Educação e Cultura deram parecer favorável a modificação como a tecnologia deve ser implementada nas escolas, uma vez que poucas escolas utilizavam os laboratórios para apresentar alguma metodologia distinta, sendo apenas utilizadas para videoaulas ou filmes, o que não prendia tanto a atenção do aluno como nas oficinas, onde independente da matéria que seria inserida o software.
De acordo com Rocha, Ramos e Brasil (2019), os softwares educacionais devem ser projetados por meio de uma metodologia que os contextualizem no processo ensino-aprendizagem. Com isso, um dos objetivos do software educacional é automatizar o método de ensino tradicional, ajudar o professor e promover mais recursos para utilizar na sala de aula. De acordo com Maziero, Andrade e Rubio (2020), os softwares educacionais podem garantir melhoras no processo de ensino, oferecendo a possibilidade de uma apresentação visual do conhecimento, um extenso banco de dados
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de informações disponíveis e a possibilidade de pesquisa em diversos temas e, assim, criar um estímulo maior para o aluno e mais foco mesmo em disciplinas que não o agradam tanto.
4 SOFTWARES EDUCACIONAIS E ESTRATÉGIAS DE ADOÇÃO
4.1 SOFTWARES EDUCACIONAIS E APLICAÇÕES EM ÁREAS DIVERSAS
Para Morais (2003), o uso adequado de softwares educacionais pode ser responsável por algumas consequências importantes: a habilidade de resolver problemas, o gerenciamento da informação, a habilidade de investigação, a aproximação entre teoria e prática e outros.
A pesquisa aqui apresentada buscou identificar alguns softwares que podem ser aplicados neste momento de distanciamento, melhorando o processo de aprendizagem e estimulando a participação dos alunos. A Figura 1 apresenta o software luz do saber.
Figura 1: Luz do Saber – Ensino e aprendizagem na disciplina de língua portuguesa. Disponível em: http://tinyurl.com.br/40n
A Figura 1 apresenta o software luz do saber, disponibilizado pela universidade Federal do Ceará. O software tem o objetivo de ensinar a língua portuguesa para alunos do ensino fundamental. A princípio o software foi aplicado no município de Tefé-AM. O mesmo se encontra gratuito na internet, e além disso possui interações com mouse e som, tornando mais fácil o acesso para o professor e para o aluno.
O software luz do saber traz possibilidades para a área de aprendizagem voltada para a língua portuguesa, no entanto há outras áreas que também possuem softwares interessantes, como é o caso do Células Virtuais – Ensino e aprendizagem na disciplina de ciências, apresentado na Figura 2.
Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p. 50866-50878 jul. 2020. ISSN 2525-8761 Figura 2: Células Virtuais – interface inicial do software (Paula et al, 2014)
Na Figura 2 são apresentadas aos opções disponibilizadas aos alunos. O software é utilizado para o ensino de biologia celular e foi inserido ao ensino médio de Porto Alegre-RS. Uma desvantagem desse software é a não disponibilização do mesmo de forma online, no entanto, é possível replicar o mesmo para forma online ou mesmo integrá-lo à ambientes como o Moodle, por exemplo. As Figuras 3 e 4 apresentam a mesma limitação de não disponibilização do software de forma online.
Figura 3: Ludo Químico – Ensino e aprendizagem na disciplina de química (Paula et al, 2014)
A Figura 3 apresenta o software Ludo Lúdico, onde o software proposto é um jogo de tabuleiro utilizado para o ensino de química com diversos temas e foi inserido ao ensino médio de Porto Alegre-RS. O jogo possui um banco de dados de várias questões sobre diversos temas de química, onde o aluno joga um dado e responde uma pergunta, caso acerte ele prossegue na casa da pergunta, se errar ele volta para onde estava. É um jogo que tem potencial para auxiliar a aprendizagem, pois as
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atividades não são de fixação nem de associação, e o aluno precisa saber o conteúdo para acertar as questões.
Figura 4: Efeito Fotoelétrico – Ensino e aprendizagem na disciplina de física (Paula et al, 2014)
A Figura 4 apresenta um software que realiza simulação onde o usuário pode controlar o comprimento de onda e a intensidade da luz que incide na placa metálica. O uso do aplicativo permite predizer como a mudança da intensidade da luz afeta a corrente e a energia dos elétrons, como a alteração do comprimento de onda da luz afeta a corrente e a energia dos elétrons e como a mudança da voltagem da energia e do material do alvo afeta a corrente e a energia dos elétrons. O ensino da matemática pode ser contemplado de várias formas, como apresenta a Figura 5.
Figura 5: Laboratório Virtual de Matemática – Ensino e aprendizagem na disciplina de matemática básica.
A Figura 5 apresenta o Laboratório Virtual desenvolvido pela UNIJUÍ-RS, e aplicado em Manhuaçu-MG no ensino fundamental. Trabalhos como o apresentado por PREUSSLER et al. (2020) poderiam se beneficiar de softwares como o apresentado na Figura 5. O software é uma página web com diversos materiais disponíveis para diversos temas matemáticos, onde é criado a partir do Excel.
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Os softwares apresentados aqui servem para demonstrar como as possibilidades para os software educacionais são os mais variados. Outro ponto de destaque é a forma lúdica com que os softwares se apresentam, podendo atrair a atenção dos estudantes.
Outro ponto que precisa ser explorado é o ambiente de ensino a distância ou aprendizagem remota. Essa preocupação surge em meio a pandemia do ano de 2020 e pode se tornar parte integrante do ensino não apenas como uma metodologia auxiliar, realizada sem sistematização, mas sim como uma metodologia auxiliar ao trabalho presencial do professor.
4.2 ENSINO À DISTÂNCIA
Uma solução de Ensino a Distância - EaD pode fazer uso de várias formas de alcance aos alunos (SILVA, 2017). A forma mais comum atualmente é associada a uma plataforma digital, onde nela é criado uma simulação ampliada de uma sala de aula (SILVA, 2017). Soluções EaD vem crescendo nos últimos anos, devido, principalmente, à flexibilidade que a modalidade apresenta. Na Figura 6 é apresentada uma comparação do crescimento de EaD no Brasil.
Figura 6: Comparativo de crescimento da EaD frente ao ensino presencial nos anos de 2015 e 2016 (LAJOLO, 2020)
Observando a Figura 6, nota-se que há um crescimento significativo na modalidade EaD, como uma queda em torno de 3,7% e um aumento da EaD em 21,4%. Esse crescimento pode ter vários fatores, dentre eles questões comerciais, como a redução dos preços para a modalidade EaD. Na Figura 7, é apresentado o crescimento das instituições que promovem a EaD.
Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p. 50866-50878 jul. 2020. ISSN 2525-8761 Figura 7: Crescimento do número de instituições que forneciam EaD nos anos de 2015 e 2016 (LAJOLO, 2020)
Considerando a Figura 7, percebe-se que a EaD já vinha em uma crescente, não só em número de captação de alunos, mas também na criação de instituições promotoras de EaD. Em 2020 a EaD se consolida não só como uma modalidade contrária ao ensino presencial, mas também como uma metodologia auxiliar ao ensino presencial. Devido, principalmente às necessidades de isolamento social.
Cabe considerar aqui que o atual modelo de ensino presencial pouco contempla a EaD, mesmo havendo normativas e leis que preveem a adoção desta metodologia. O problema fica ainda pior quando são considerados os ensinos básico, fundamental e médio. Para auxiliar os vários níveis de ensino que podem se beneficiar com a EaD é preciso considerar as diversas maneiras inovadoras de compartilhar conteúdos que se tornam possíveis através de uma solução EaD eficiente, tais como:
1 Gestão completa de cursos online (criação e gerenciamento de cursos); 2 Transmissão de vídeos em tempo real;
3 Uploads de videoaulas;
4 Criação de testes, provas e simulados; 5 Chats online;
6 Fóruns de dúvidas; 7 Biblioteca virtual;
8 Slides sincronizados com vídeos; 9 Certificação automática;
10 Avaliação de aprendizagem.
Há softwares voltados para a EaD, chamados de Ambiente Virtual de Aprendizado (AVA), que apoiam as formas de compartilhamento de informação. Esses softwares auxiliam não só na
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organização de materiais como também na gestão o tempo e controle de atividades, destacam-se como softwares de apoio:
7 Moodle 8 LMS Estúdio 9 Google Sala de aula
Os softwares educacionais tem o mesmo objetivo, sendo que o mais utilizado atualmente é o Moodle, que traz várias facilidades para a implementação de ensino a distância (considerando a sua concepção filosófica), mas também pode auxiliar nas atividades do ensino presencial, não substituindo o mesmo, mas trazendo facilidades para a organização de materiais, organização do tempo e servindo como um repositório de atividades.
Unindo as maneiras de compartilhar conteúdos com os softwares de apoio (AVA) é possível agregar conteúdos que não são disponibilizados pelos ambientes virtuais, como os softwares educacionais, além de aumentar a gama de materiais que os professores podem utilizar, visando os vários aspectos da aprendizagem, dentre eles a fixação de conteúdo e a atenção dos alunos, evitando assim dispersões durante o ensino de determinado tema. Como repositório de softwares educacionais, sugere-se o apresentado na Tabela 1.
Tabela 1: Fontes de suporte para obtenção de softwares educacionais Autor Quantidade
de Softwares
Tipos de softwares / Área de aplicação
Site
UFSCAR 21 Português, Matemática, Ciências e Softwares de apoio https://tinyurl.com/y8c76exh Brasil Acadêmico 300 Educação Infantil, Anos Iniciais do Ensino
Fundamental, Anos Finais do Ensino
Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior https://tinyurl.com/yccq5xqf Software livre na Educação 123 Linguagem e ensino de Línguas, Jogos, Matemática, Geografia, Química, Física, Gestão
escolar
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A Tabela 1 traz um levantamento de sites de apoio que contêm uma lista de softwares educacionais e as áreas de conhecimento contempladas. É importante ressaltar que não há uma receita para a adoção de um software específico para uma determinada turma. Compete então, ao professor, escolher o software que melhor se enquadra com as necessidades de sua turma e do conteúdo que está sendo trabalhado. E, caso não haja um software específico para determinado tema, é possível trabalhar o tema em questão considerando como metodologia de ensino a construção de um software para o mesmo. Essa é um possibilidade metodológica que pode ser explorada.
5 CONCLUSÃO
Este trabalho trouxe um olhar sobre os softwares educacionais e suas aplicações, como uma visão sobre questões relacionadas a forma como a tecnologia é entendida pelos gestores da educação e algumas áreas que podem se beneficiar desses softwares, além disso, trouxe uma reflexão de como colocar o ensino presencial junto com o ensino à distância, não em comparação, mas em possibilidades que o ensino à distância pode proporcionar ao ensino presencial.
Em condições normais, esse tema seria apenas mais um relacionado ao ensino e sua relação com o ensino à distância, no entanto, vivemos um momento de pandemia que, de acordo com o que tem se apresentado, pode não ser um fato isolado. Com isso é necessário considerar todas as formas e metodologias que podem ser utilizadas para melhorar a forma como o aprendizado ocorre.
É marcante que as instituições, os professores e os alunos não estão preparados para lidar com o ensino à distância de acordo com a sua concepção filosófica, que é delegar ao indivíduo a forma como o mesmo irá conduzir seus estudos e como fará a gestão do seu próprio tempo.
Para o ensino superior, talvez o ensino à distância não cause muitos prejuízos, no entanto, para a formação inicial, ensino fundamental e médio, é imprescindível que os professores e os gestores tenham preocupações em como manter o nível de aprendizado de forma significativa.
Com isso, os softwares educacionais podem ser um elemento a mais para a construção de metodologias de ensino que utilizem meios virtuais de forma promissora. Assim, foram listadas as determinações que a BNCC traz para o uso de tecnologias em sala de aula e, aqui, fora dela, a relação de alguns softwares educacionais e de suporte e a relação de alguns softwares que podem ser utilizados pelos professores para melhorar a forma de engajamento de seus alunos frente a necessidade de ensino remoto, considerado hoje à distância, mas que não contempla a concepção de ensino à distância e sim um suporte para a forma presencial e tradicional de ensino.
Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p. 50866-50878 jul. 2020. ISSN 2525-8761 AGRADECIMENTOS
O presente trabalho foi realizado com apoio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS/MEC – Brasil.
Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 7, p. 50866-50878 jul. 2020. ISSN 2525-8761 REFERÊNCIAS
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