Cap´ıtulo
3
Introdução à Análise de Sinais
Intro.: videAulaIntrodutória-Slides 1
.
3.1 Tipos de Sinais
VideAulaIntrodutória-Slides.
3.2 Potên ia e Energia de um Sinal
Paraaintroduçãodestes on eitos,tomaremosemprestadosos on eitosde EnergiaePotên iaElétri a.
Sabe-se queapotên iaelétri ainstantânea onsumidaporumresistor(
R
) édadapor:p(t) = v(t)i(t) =
1
R
v
2
(t).
(3.1)
Dessa forma, aenergia onsumida poresse resistor no intervalo [
t
1
,t
2
℄ edada por:E
[t
1
,t
2
]
=
Z
t
2
t
1
p(t)dt =
Z
t
2
t
1
1
R
v
2
(t).
(3.2)Ainda,apotên iamedia onsumidaporesseresistoredadapor:
P
[t
1
,t
2
]
=
E
[t
1
,t
2
]
t
1
− t
2
=
1
t
1
− t
2
Z
t
2
t
1
p(t)dt =
1
t
1
− t
2
Z
t
2
t
1
1
R
v
2
(t).
(3.3)Agora,revistosos on eitosdeEnergiaePotên iaElétri a,podemosdenir aEnergiaeaPotên iadeumsinal.
1
Osexemplosreferen iados aolongodestetexto,os quaissãoapresentadosaseguir,são exemplosdolivro:OPPENHEIM,A.,WILLSKYA.Signal&Systems,2ndEd.,Prenti e-Hall,
Denição 3.1 AEnergiade um sinal edenida omo:
E
∞
, lim
T →∞
E
[−T,T ]
= lim
T →∞
Z
T
−
T
|x(t)|
2
dt.
(3.4)Denição 3.2 APotên ia deum sinal edenida omo:
P
∞
, lim
T →∞
E
[−T,T ]
2T
= lim
T →∞
1
2T
Z
T
−T
|x(t)|
2
dt.
(3.5)Exemplo3.2Cal uleaEnergiaeaPotên iadosinal
x(t) = e
−|t|
.Solução:EnergiaE
[−T,T ]
=
Z
T
−T
|x(t)|
2
dt
=
Z
T
−T
e
−|t|
2
dt
=
Z
T
−T
e
−2|t|
dt
=
Z
0
−T
e
2t
dt
+
Z
T
0
e
−2t
dt
=
1
2
e
2t
0
−T
−
1
2
e
2t
T
0
=
1
2
(1 − e
2t
) −
1
2
(e
−2T
− 1)
⇒ E
[−T,T ]
= 1 − e
2t
,
logo,E
∞
, lim
T→∞
E
[−T,T ]
= lim
T→∞
(1 − e
2t
) = 1.
Potên iaP
∞
, lim
T→∞
E
[−T,T ]
2T
= lim
T→∞
1 − e
2t
2T
= 0.
⋄
3.3 Classi ação dos sinais segundo a Energia e
a Potên ia
•
Energia Finita:E
∞
< ∞
. Vide Exemplo3.2.•
Potên ia Finita:E
∞
= ∞
,P
∞
< ∞
.Exemplo3.3Cal uleaEnergiaeaPotên iadosinal
x(t) = 4
. Solução: EnergiaE
[−T,T ]
=
Z
T
−T
|x(t)|
2
dt
=
Z
T
−T
|4|
2
dt
=
Z
T
−T
16dt
= 16t|
T
−T
= 32T
⇒ E
[−T,T ]
= 32T,
logo,E
∞
, lim
T→∞
E
[−T,T ]
= lim
T→∞
32T = ∞.
Potên iaP
∞
, lim
T→∞
E
[−T,T ]
2T
= lim
T→∞
32T
2T
= 16.
⋄
•
Potên ia Innita ePotên ia Innita:E
∞
= ∞
,P
∞
= ∞
.Exemplo3.4Cal uleaEnergiaeaPotên iadosinal
x(t) = t
. Solução:EnergiaE
[−T,T ]
=
Z
T
−T
|x(t)|
2
dt
=
Z
T
−T
|t|
2
dt
=
Z
T
−T
t
2
dt
=
1
3
t
3
T
−T
=
1
3
T
3
− (−T
3
)
⇒ E
[−T,T ]
=
2
3
T
3
,
logo,E
∞
, lim
T→∞
E
[−T,T ]
= lim
T→∞
2
3
T
3
= ∞.
Potên iaP
∞
, lim
T→∞
E
[−T,T ]
2T
= lim
T→∞
2
3
T
3
2T
= lim
T→∞
1
3
T
2
= ∞.
⋄
3.4 TransformaçõesnaVariável Independente(v.i.)
Transformações, de forma geral, é um on eito de extrema relevân ia na Análise de Sinais e Sistemas. Geralmente, quando pro uramos alguma infor-mação de interesseem umsinal (ou sistema) e esta não nos saltaaos olhos estandoosinal(ouosistema)emsuaformanatural(porexemplo: notempo e/ounoespaço),fazemosusodeferramentasmatemáti asparatransformareste sinal,deformaquepossamosextrairmaisinformaçõessobreomesmo.
Além disso, outras apli ações fazem uso de transformaçõessobre o sinal, porexemplo: nosistema Hi-Fi osinal de áudioétratado - remoçãode ruído, balançode omponentesdosinal(graveeagudo).
3.4.1 Exemplo de transformações sobre a v.i.
•
Deslo amento:y(t) = x(t − t
0
)
.•
Es alonamento:y(t) = x(αt)
.Exemplo3.5Exemplo1.1dolivrotexto. Roteiro:
•
Deslo adet
0
(←−
t
0
<0
ou−→
t
0
>0
);•
Reverte(seα <
0
);•
Es alonade|α|
(Compressão|α| > 1
ouExpansão|α| < 1
).⋄
3.5 Sinais Pares e Ímpares
Exemplo3.6
x(t) = t
2
x(t) = t
2
x(−t) = (−t)
2
= t
2
⇒ x(t) = x(−t).
⋄
•
SinalÍMPAR:x(t) = −x(−t)
,∀t
. Osinalrevertidoeseuoposto.Exemplo3.7
x(t) = t
3
x(t) = t
3
x(−t) = (−t)
3
= −t
3
⇒ x(t) = −x(−t).
⋄
Todo sinal pode ser de omposto em uma parte par e outra ímpar. Dessa forma,pode-sees rever:
x(t) = x
E(t) + x
O(t),
(3.6) emque
x
E
(t)
éapartepar(doinglês,even)e
x
O(t)
éaparteímpar(doinglês, odd)dosinal x(t).
ApartirdaExpressão(3.11),podemosdizerque:
x(t) = x
E(t) + x
O(t),
x(−t) = x
E(−t) + x
O(−t);
omo,x
E(t) = x
E(−t)
x
O(t) = −x
O(−t)
⇒
x(t) = x
E(t) + x
O(t)
x(−t) = x
E(t) − x
O(t)
;
Operandoasduaslinhas daequação,tem-se:x(t) = x
E(t) + x
O(t)
(+)
x(−t) = x
E(t) − x
O(t)
⇒ x
E(t) =
x(t)+x(−t)
2
.
Damesmaforma,podemos:
x(t) = x
E(t) + x
O(t)
(−)
x(−t) = x
E(t) − x
O(t)
⇒ x
O(t) =
x(t)−x(−t)
2
.
Figura3.1: Sinal periódi o,deperíodo
T
.3.6 Sinais Periódi os
Umsinalperiódi oserepeteaolongodesuavariávelindependente. Matem-ati amenteumsinalperiódi oobede eàseguinte igualdade:
x(t) = x(t + T ), ∀t
eT 6= 0.
(3.7) emqueT
édenido omooperíododosinalx(t)
.A Figura3.1ilustraumsinalperiódi o.
Per ebe-seque sedeslo armosde
T
osinal a ima ele permane e omesmo, ilustrandoassim,aapli açãodaigualdadea ima.Observa-setambémquesedeslo armosde
mT
osinalemquestão,sendom
uminteiro,tambémobtemosomesmo. Dessaforma,podemosdeduzirque:x(t) = x(t + mT ), ∀t
em ∈ Z;
(3.8) o que nos leva a armar que sex(t)
é periódi o de períodoT
, ele também é periódi odeperíodo−T, ±2T, ±3T, ±4T, . . .
.Denição 3.3 Período fundamentaléomenorvalorpositivode
T
quesatisfaz aigualdadex(t) = x(t + T )
,∀t
.T
0
, min |T | | x(t) = x(t + T ), ∀t
eT 6= 0.
(3.9)Exemplo3.8Exemplo1.4dolivrotexto.
⋄
3.6.1 Energia e Potên ia de Sinais Periódi os
Pensando rapidamente, per ebe-se que todo sinal periódi o, ontínuo ou se ionalmente ontínuo, temenergia,segundoaDenição 3.1, innita. Dessa forma, para sinais periódi os utilizaremos um novo par de denições para a determinaçãodaEnergiaedaPotên ia.
Denição 3.4 AEnergiade um sinal periódi o édenida omo:
E
T
0
,
Z
T
0
|x(t)|
2
dt;
(3.10)Denição 3.5 APotên ia de umsinal periódi oédenida omo:
P
T
0
,=
E
T
0
T
0
=
1
T
0
Z
T
0
|x(t)|
2
dt;
(3.11)onde
T
0
éoperíodo fundamental do sinal.Exemplo3.9Cal uleaEnergiaeaPotên iadosinalperiódi o
x(t) = e
jt
,T
0
= π
.Solução: EnergiaE
T
0
=
Z
T
0
|x(t)|
2
dt
=
Z
T
0
e
jt
2
dt
=
Z
T
0
1
2
dt
= t|
0
T
0
= T
0
.
Potên iaP
∞
,=
E
T
0
T
0
=
T
0
T
0
= 1.
⋄
3.7 Senóides e Exponen iais Complexas
3.7.1 Senóides
Por denição:
x(t) = A cos (ω
0
t + φ) ;
(3.12)emque:
• A
-AmplitudedoSinal• ω
0
-Frequên iadoSinal(velo idadedeos ilação)• φ
-FasedosinalSinal periódi o, al ulemosseuperíodo. Vamos assumir (atéporque ele é) queosinalsejaperiódi o. Dessaforma,aigualdade deveserobede ida:
x(t) = x(t + T ), ∀t
eT 6= 0;
Seen ontrarmos umasolução para
T
(6= 0
), nossapremissa deque osinal é periódi o esta verdadeirae os valoresen ontrados são os períodos do sinal. Contudo,seen ontrarmosumabsurdo,nossapremissadequeosinaléperiódi o nãoestaverdadeira,ouseja,nossosinaleaperiódi o.x(t) = x(t + T );
A cos (ω
0
t + φ) = A cos (ω
0
(t + T ) + φ) ;
cos (ω
0
t + φ) = cos ((ω
0
t + φ) + ω
0
T ) .
Figura3.2: Sinalsenoidal,deperíodo
T
0
.Lembrandoque:
sin(a + b) = sin(a) cos(b) + sin(b) cos(q)
cos(a + b) = cos(a) cos(b) − sin(a) sin(b);
podemosdesenvolveroladodireito daequação:cos ((ω
0
t + φ) + ω
0
T ) = cos(ω
0
t + φ) cos(ω
0
T ) − sin(ω
0
t + φ) sin(ω
0
T ).
Como a ondição é em relação a
T
, e deve valer para qualquer valor det
, on lui-sequeaigualdadecos (ω
0
t + φ) = cos ((ω
0
t + φ) + ω
0
T ) ,
éobtidafazendo-se:
cos(ω
0
T ) = 1
esin(ω
0
T ) = 0
⇒
ω
0
T = k2π
eω
0
T = nπ
, k, n ∈ Z ⇒ ω
0
T = k2π
T =
k2π
ω
0
, k ∈ Z
∗
.
Considerando
ω
0
T > 0
temosqueoperíodofundamental dosinaleT
0
= min |T | ⇒ T
0
= min
k2π
ω
0
T
0
=
2π
ω
0
(3.13) 3.7.2 Exponen iais Complexas Pordenição:x(t) = Ce
at
, C, a ∈ C;
(3.14)Figura3.3: Exponen iais Complexas: CasoReals.
Figura3.4: Exponen iais Complexas. CasoPeriódi o.
Caso Real Por denição:
x(t) = Ce
at
, C, a ∈ R;
(3.15) Caso Periódi o Pordenição:x(t) = Ce
at
, a = jω
0
, C, ω
0
∈ R;
(3.16)Sem perda da generalidade,analisemos oseguinte sinal:
x(t) = e
jω
0
t
, ω
0
> 0
. Depossedosinalperiódi o, al ulemosseuperíodox(t) = x(t + T ),∀t
eT 6= 0;
e
jω
0
t
= e
jω
0
(t+T )
;
e
jω
0
t
= e
jω
0
t
e
jω
0
T
;
e
jω
0
T
= 1 ⇒ ω
0
T = k2π ⇒ T =
k2π
ω
0
.
Temosqueoperíodofundamental dosinalé
T
0
= min |T | ⇒ T
0
= min
k2π
ω
0
T
0
=
2π
ω
0
(3.17)Omesmoperíodofundamental en ontradoparaasenoidedefrequên ia
ω
0
.Relaçãoentre SenóideseExpone iaisPeriódi as PelarelaçãodeEuler,tem-se:
e
jθ
= cos (θ) + j sin (θ) .
(3.18)Atravésdaigualdade,pode-sededuzirfa ilmenteque:
cos (θ) =
e
jθ
+ e
−jθ
2
;
sin (θ) =
e
jθ
− e
−jθ
2j
Diantedoexposto,estabele e-seasseguintesrelações:
A cos (ω
0
t + φ) = ℜ
n
Ae
j(ω
0
t+φ)
o
;
(3.19)e
jω
0
t
= cos (ω
0
t) + j sin (ω
0
t) .
(3.20) ObservaçãoConsidere a Figura ??. Na bus a do valor
θ
, através do ar o-tangente (tan
−1
(·)
), deve-se levarem onsideraçãoo quadrante em que onúmero está, poisessafunçãotemsuaimagemlimitadaaointervalo−
π
2
,
π
2
.Figura3.5: Exponen iaisComplexas: CasoGeral.
Caso Geral Por denição:
x(t) = Ce
at
, a, C ∈ C;
(3.21)Paravisualizarmosmelhorestesinal, façamosasseguintes onsiderações:
C = re
jφ
, r, φ ∈ R
a = σ + jω
0
.
Agora,vejamos omo anossosinal:
x(t) = re
jφ
e
(σ+jω
0
)t
x = re
σ
e
j(ω
0
t+φ)
.
Pode-sedesta ar:x(t) =
re
σ
|{z}
CasoReale
j(ω
0
t+φ)
|
{z
}
CasoPeriódi o,
ouaindax(t) = re
σ
[cos(ω
0
t + φ) + j sin(ω
0
t + φ)] ;
ℜ{x(t)} = re
σ
cos(ω
0
t + φ)
ℑ{x(t)} = re
σ
sin(ω
0
t + φ)
.
3.7.3 Relação Harmni aSinaisperiódi ossemelhantes,perten entesaumamesmafamiliadesinais, emquetodostemumperíodo omum
T
0
sãoditosharmoni amenterela ionados. Para exempli aro on eito, montemos um onjunto de sinais baseadono sinalexponen ialperiódi o:x
n
(t) = e
jω
n
t
∞
Figura3.6: Sinal Degrau.
familiatenhamperíodo
T
0
ene essárioavaliaraseguinte ondição:x
n
(t) = x
n
(t + T ), ∀t ⇒ e
jω
n
t
= e
jω
n
t
e
jω
n
T
0
;
⇔ e
jω
n
T
0
= 1 ⇒ ω
n
T
0
= k2π, k ∈ Z;
ω
n
= k
2π
T
0
, k ∈ Z.
Comasfrequên iasdeterminadas, amos omaseguintefamíliadesinais har-moni amenterela ionados:
n
x
n
(t) = e
jn
2π
T0
t
o
∞
n=−∞
Sedenirmosafrequên iafundamentaldafamilia omosendo
ω
n
=
2π
T
0
, pode-mos on luirqueasoutrasfrequên iassaomúltiplasdafundamental,
ω
n
= nω
0
:x
n
(t) = e
jnω
0
t
∞
n=−∞
. Umaúltima onstataçãoquepodemosfazer,porhora, ede queasfrequên iasdossinais dafamilia estão rela ionadasatravésde um númerora ional. Porexemplo:ω
3
= 3ω
0
eω
11
= 11ω
0
,relaçãoω
3
ω
11
=
3
11
.CURIOSIDADE:OtermoHarmni o é onsistente omoutilizadoem músi a. Refere-se a tons, resultantes da variação da pressão, em frequên ias múltiplasdeumafrequên iafundamenta.
3.8 Sinais Degrau e Impulso Unitários
3.8.1 Degrau Pordenição:
u(t)
,
1,
t > 0
0,
t < 0
,
(3.22) verFigura3.6.Pela sua ara terísti a, ele é bastante utilizado para representar sinais de amplitudedis reta.
Figura3.7: Exemplo3.8.1.
Exemplo3.10Es revaosinal
x(t)
,Figura3.7,emfunçãodesinaisdegraus. Solução:Atentemosparaastransições. Hátrêstransições:1.
t
= 0
:sobe1nível→ (u(t))
; 2.t
= 1
:sobe1nível→ (u(t − 1))
; 3.t
= 2
:des e2níveis→ (−2u(t − 2))
; ObservandoastrêstransiçõesdaFigura3.8.Figura3.8: Exemplo3.8.1.
Somando-seastrêspar elas,obtemos:
x(t) = u(t) + u(t − 1) − 2u(t − 2)
⋄
Sinal sgn
(t)
O sinal sgn
(t)
(do inglês, signal det
) literalmente extrai osinal do argu-mento,ouseja,seoargumentoforpositivo,oresultadoé+1
. Poroutrolado, seoargumentoénegativo,oresultadoé−1
. Seguesuadeniçãomatemáti a:sgn
(t)
,
1,
t > 0
1,
t = 0
−1,
t < 0
= u(t) − u(−t),
(3.23)Figura3.9: Sinalsgn
(t)
.Sinal Porta
O sinal porta, também referen iado omo pulso retangular, é denido da seguinteforma:
Π(t)
,
1,
|t| < 0, 5
0,
|t| > 0, 5
,
(3.24) verFigura3.10.Figura3.10: SinalPorta,
Π(t)
.Como exer í io,pede-se queoleitores revaosinal
Π(t)
emfunçãodeu(t)
.Sinal Triângulo
Osinaltriângulo,tambémreferen iado omopulsotriangular,édenidoda seguinteforma:
Λ(t)
,
1 − |t|,
|t| < 1
0,
|t| > 1
,
(3.25) verFigura3.11.Como exer í io,pede-se queoleitor:
•
es revaosinalΛ(t)
omoauxiliodeversõesdeu(t)
;•
es revaosinalΛ(t)
omoauxiliodeversõesdeΠ(t)
;•
en ontre e esbo e osinald(t)
dt
Λ(t)
, es reva-o omo auxiliode versõesdeu(t)
e,posteriormente, omoauxiliodeversõesdeΠ(t)
.Figura3.11: Sinal Triângulo,
Λ(t)
.Figura3.12: SinaisdeReferên ia
u
∆
(t)
eδ
∆
(t)
.3.8.2 Impulso Pordenição:
Z
t
−∞
δ(τ )dτ
,
1,
t > 0
0,
t < 0
= u(t).
(3.26)Por indução dizemos que: Como a integral do impulso é o degrau, então a derivadododegrauéoimpulso.
d
dt
u(t) = δ(t).
(3.27)Paravisualizarmosestenovosinal(
δ(τ )
),pre isamosrealizarumaanalise. Para isso,vamosdeniroseguintepardesinais:u
∆
(t)
,
0,
t < 0;
t
∆
, t < 0 < ∆;
1,
t > ∆;
;
eδ
∆
(t)
,
d
dt
u(t) =
0,
t < 0;
1
∆
, t < 0 < ∆;
1,
t > ∆;
;
Figura 3.13: Representação do limite gra amente de
lim
∆→0
u
∆
(t)
elim
∆→0
δ
∆
(t)
.Figura3.14: SinalImpulso,
δ(t)
.Avaliandoestessinaisnolimitequando
∆
tendeparazero:lim
∆→0
u
∆
(t)
,
0, t < 0;
1, t > ∆;
= u(t)
elim
∆→0
δ
∆
(t) =
0,
t < 0;
∞, t = 0;
1,
t > 0;
.
Sobreosinal
δ
∆
aindapodemos on luiroseguinte:lim
∆→0
δ
∆
(t) = lim
∆→0
d
dt
u
∆
(t) =
d
dt
∆→0
lim
u
∆
(t) =
d
dt
u(t) = δ(t).
Vejamosestelimite gra amentenaFigura3.13.Um detalhe interessante e que a area abaixo da urva
δ
∆
(t)
e sempre a mesma1para qualquervalorde∆
.Diantedoexposto,tem-searepresentaçãoparaosinalimpulsonaFigura3.14.
Atenção: Ovalor1queapare enográ onãorepresentaovalordosinal parat=0,naverdade eledizqueosinaltemárea1.
Agora vamos interpretar aintegraldeste sinal. Sabemos quea seta repre-sentauma áreaunitária. Dessa forma, seintegrarmososinalem umintervalo detempoaoqualozeronãoperten e,aintegralseránula. Poroutroladosea integralfor al uladaemumintervaloque ontenhaozero,aintegralterávalor unitário, omopodeservisualizadonaFigura3.15.
Figura3.15: Representaçãográ adepossíveisIntervalosdeIntegraçãoparao sinalimpulso,
δ(t)
.Lista de Exer í io
QuestõesreferentesaoCapítulo3.
Exer í io 3.1 Como exer í io,mostreque: a.
x(t)δ(t) = x(0)δ(t)
; b.x(t)δ(t − t
0
) = x(t
0
)δ(t)
.R
t
−∞
δ(τ − t
0
)dτ = u(t − t
0
)
d.d
dt
u(t − t
0
) = δ(t − t
0
)
Exer í io 3.2 Expresseaparterealdesinalnaforma
Ae
−αt
cos (ωt + φ)
,denindo asvariáveisA
,α
,ω
eφ
. a.x
1
(t) = −2
; Solução:ℜ{x
2
(t)} = −2 = 2e
0t
cos (0t + π)
b.x
2
(t) =
√
2e
jπ/4
cos (3t + 2π)
Solução:ℜ{x
2
(t)} =
√
2(cos (
π
4
)+j sin (
π
4
)) cos (3t + 2π) =
√
2 cos (
π
4
) cos (3t + 2π) =
cos (3t) = e
0t
cos (3t + 0)
.x
3
(t) = e
−
t
sin (3t + π)
Solução:ℜ{x
3
(t)} = e
−
t
sin (3t + π) = e
−
t
cos (3t +
π
2
)
Exer í io 3.3 Determine se os sinais ontínuos no tempo, que se segue, são periódi osounão. Caso sejaperiódi o, determineoperíodo do sinal.
(a)
x(t) = 10 cos (10πt)
; (b)x(t) = e
j2t
; ( )x(t) = 2 cos (4t +
π
3
)
;Solução: Periódi o, Período:
=
2π
4
=
π
2
(d)
x(t) = e
j(πt−1)
;
Solução: Periódi o, Período:
=
2π
π
=
π
2
(e)x(t) =
cos (2t −
π
3
)
2
. Solução:x(t) =
1 + cos (4t −
2π
3
)
/2
Periódi o, Período:=
2π
4
=
π
2
Exer í io3.4 Usando arelação de Euler,mostre asseguintesigualdades: (a)
cos θ =
1
2
e
jθ
+ e
−jθ
(b)sin θ =
1
2j
e
jθ
− e
−
jθ
( )cos
2
θ =
1
2
(1 + cos 2θ)
(d)sin θ sin φ =
1
2
cos (θ − φ) −
1
2
cos (θ + φ)
(e)
sin (θ + φ) = sin θ cos φ + cos θ sin φ
Exer í io3.5 Cal ule adaintegral:
(a)
R
4
0
e
j
πt
2
dt
(b)R
6
0
e
j
πt
2
dt
( )R
8
2
e
j
πt
2
dt
(d)R
∞
0
e
−
(1+j)t
dt
(e)R
∞
0
e
−
t
cos (t)dt
(f)R
∞
0
e
−
2t
sin (3t)dt
Exer í io3.6 Determine
P
∞
eE
∞
para: (a)x(t) = e
−2t
u(t)
(b)
x(t) = e
j(2t+
π
4
)
( )
x(t) = cos (t)
Di a:cos
2
(t) =
1+cos(2t)
2
Exer í io3.7 Seja
x(t)
osinal mostradona Figura3.16. Esbo e: (a)x
1
(t) = x(t − 2)
(b)x
2
(t) = 3x(2t)
( )x
3
(t) = x(2t − 2)
(d)x
4
(t) =
1
5
x(t + 1)
(e)x
5
(t) = x −
t
2
(f)x
6
(t) = x −
t
2
+ 1
Figura3.16:
Figura3.17:
Exer í io 3.8 Determine analiti amente egra amente: (a)
y(t) =
d
dt
x(t)
,em quex(t) = −2u(t − 1) + u(t − 2)
(videFigura3.17a); (b)y(t) =
R
t
−∞
x(τ )dτ
,emquex(t) = −3δ(t+2)+2δ(t+1)+2δ(t−1)−δ(t−2)
(videFigura3.17b).Exer í io 3.9 Esbo eosseguintessinais: (a)