UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE
SANTA
CATARINA
'1 A
CENTRO
SOCIO
ECONOMICO
DEPARTAMENTO
DE
CIÊNCIAS
CONTABEIS
TRABALHO
DE
CONCLUSÃO
DE
CURSO
O
CAPITAL
INTELECTUAL
E
SUA
EVIDENCIAÇÃO PELA CONTABILIDADE
CÍNTIA
SALVADOR SORGEN
_
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
CENTRO
SÓCIO
ECONOMICO
DEPARTAMENTO
DE
CIÊNCIAS
CONTABEIS
O
CAPITAL
INTELECTUAL
E
SUA
EVIDENCIAÇÃO PELA CONTABILIDADE
Trabalho de Conclusão de Curso submetido
aoDepartamento de
CiênciasContábeis
da
Universidade
Federalde
Santa Catarina'como
requisito parcial para aobtenção
do
grau de
bacharel ein Ciências Contábeis.Acadêmica;
CINTIA
SALVADOR SOROEN
orientador;PROF.
ERVES
DUCATI,
MSC
O
CAPITAL
INTELECTUAL
E
SUA
EVIDENCIAÇÃO PELA CONTABILIDADE
AUTOR:
Acadêmica
CÍNTIA
SALVADOR SORGEN
Esta
monografia
foi apresentadacomo
trabalhode
conclusãodo Curso de
CiênciasContábeis da
Universidade
Federalde
Santa Catarina,obtendo
a notamédia
de
... ._ atribuída pelabanca
constituida pelos professores abaixomencionados.
Florianópolis,
29 de
abrilde
2002.5
lí
IA
LProf.
Luiz
F
. õw ».M.
Sc
Coordenador de
Monografia
do
W.
‹ a i= tode
Ciências ContábeisProfessores
que
compuseram
a banca:\(.7\\._dL_,__
`
\
PresidentePK(›f Erves
Duc
ti,M.Sc.
Ux,
Membro
Prof. fz/Alt ir Borgert, Dr.'líeíišro Prof. Joisse
An~randi,
M.Sc.
SUMÁRIO
V_
Indice
de
Figuras,Gráficos
eQuadros
... ..RESUMO
... .. 1INTRODUÇÃO
... .. 1.1Considerações
iniciais ... .. 1.2Tema
eProblema
... .. 1.3 Objetivo geral ... .. ‹l.4 Objetivos específicos ... .. 1.5Organização
do
estudo ... .. 1.6 Justificativa ... .. 1.7Metodologia
... .. 1.8Limitações
... ..2
REVISÃO TEÓRICA
... ..2.1
O
patrimônio objetoda
Contabilidade ... ..2.2 Objetivos
da
Contabilidade ... ..2.3
A
evidenciação (dísclosure) ... ..2.4
O
patrimôniopropriamente
dito ... ..2.4.1
O
ativo ... ..2.4.2
O
passivo ... ..3
CAPITAL
INTELECTUAL
... ..3.1 Capital Intelectual- conceitos ... ..
3.2
Organização do conhecimento,
seus produtos egerenciamento
... ..3.3
A
Contabilidade e o Capital Intelectual ... _.4.
MENSURAÇÃO DO
CAPITAL
INTELECTUAL
... ..4.1
Ferramentas
paramedir
e gerenciar o Capital Intelectual,conforme
STEWART
..4.1.1
Formas
de
medir
o valor geral de ativos intangíveis ... ..4.1.2
Medições
do
Capital Intelectual-humano
... ..4.1.3
Medições
do
capital estrutural ... ..4.1.4
Medições do
capitaldo
cliente ... ..SVEIBY
... ..4.2.1
Avaliação da competência
... ..4.2.2
Avaliação da
estrutura interna ... _.4.2.3
Avaliação da
estrutura externa ... ..4.2.4
Exemplo
de
um
monitor de
ativos intangiveis ... ..4.3
Mensuração
do
Capital Intelectual,conforme
EDVINSSON
eMALONE
4.3.1
O
focofinanceiro
... ..4.1.2
O
focono
cliente ... ..4.1.3
O
focono
processo ... ..4.1.4
Foco
de renovação
edesenvolvimento
... _.4.1.5
O
focohumano
... ..4.1.6
Fónnula
do
Capital Intelectual ... ..5
coNcLUsÃo
... ..ÍNDICE
DE
FIGURAS,
GRÁFICOS
E
QUADROS
Gráfico Ol:
Sun
Microsystems
(valoresde
mercado
das ações) ... ..Gráfico
O2:Valores
do
mercado
global e ativos intangíveis Abrilde 1995
Figura 01: Capital Intelectual ... ..Figura O2:
Balanço
Patrimonial dos ativos intangíveis ... ..Quadro
O1:Os
princípiosda
organizaçãodo conhecimento
... ..RESUMO
O
objetivo geral deste trabalho consisteem
reunir conceitos eobservações
sobreo
Capital Intelectual, destacar a relevância de sua avaliação e evidenciação pela Contabilidade eapontar
modelos
de
avaliação e evidenciação desse ativo;baseando-se
em
diversas obras sobreo
assunto.Para
o
desenvolvimento
do
objetivo,na
revisão teórica, identifica-seo
objetoda
Contabilidade (o patrimônio), seu objetivo (fornecer aos usuáriosinfonnações
relevantes sobre a entidade, para atomada
de
decisões), a importância e os tiposde
evidenciação (visando atender ao objetivoda
Contabilidade), ecomplementa-se
com
conceitosde
ativo (todapropriedade da
empresa
que
pode
ser expressa porum
valor monetário) e suasformas
(tangível e intangível), ede
passivo. (exigibilidadesou
dividas efetivas).H
A
partir desta revisão, secompara
o valor contábil ede
mercado
das organizações(ativos tangíveis
X
ativos intangíveis); se define, identifica e classifica Capital Intelectual (utilizando-sedos
mesmos
autores dosmodelos de
avaliação e evidenciaçao); se conceitua asnovas
organizaçõesdo conhecimento,
seus produtos e gerenciamento; e se analisa a escrituraçãode
ativos intangiveis pela Contabilidade. 'Finalmente
se destaca trêsmodelos
de
avaliação e evidenciaçãodo
Capital Intelectual,baseando-se
nas obrasdos
autores:STEWART
(1998),SVEIBY
(1998), e,EDVINSSON
eMALONE
(1998).Vê-se de acordo
com
oque
foi exposto,que
a teoria contábil abrange o estudodo
Capital Intelectual,
como
ativo intangível,conseqüentemente,
sua avaliação e evidenciaçãotomam-se
responsabilidadeda
Ciência Contábil,de
modo
que
suaomissão
em
relatóriosperiódicos caracteriza
um
lapsoou
atémesmo
ineficiência.1.
INTRODUÇÃO
1.1
Considerações
IniciaisSegundo,
IUDÍCIBUS
(1997, P.19),Há
milharesde
anos, nas civilizações antigas, já seencontravam
registros contábeis atravésde
gravaçoes ein blocosde
pedra. Entretanto, foicom
a criação das partidas dobradas,há aproximadamente
quinhentos anos,que
a Contabilidade realmenteassumiu
como
seu papel o registro das transações comerciais.Muitas
revoluçõesforam
acompanhadas
pela evolução contábil, entre elas a industrial e todas asdescobertas e invenções neste ultimo seculo,
mas
eno
final deste periodoque
se encontra amaior de
todas as revoluções, ado
Conhecimento
eda
Informação.Com
todas essasmudanças
econômicas acontecendo mundialmente, encontramos
atransição
dos
valores empresariais.As
empresas
além de serem
avaliadas pelos seus imóveis,máquinas
eequipamentos
passam
a valertambém
pela tecnologiaque
utilizam, peloconhecimento que
detêm
e pela agilidadena
trocade
informações.A
principal característica destamudança
é a diferença entre a velocidadeeconômica
e a contábil
em
evidenciar anova
realidade.Apesar da
contabilidade reconhecer osnovos
Ativos
de
uma
empresa, relutaem
evidencia-losem
seus relatórios,deixando
de
gerarinformaçoes de
suma
importânciaparao meio
empresarial.Entre
muitos exemplos,
pode-se utilizar omencionado
porSVEIBY
(1998, p. 3):As
ações da Microsoft, a maior empresa de software domundo,
trocaram demãos
porum
preço
médio
deUS$70
no ano de 1995,em uma
épocaem
que o seuchamado
valor contábil era de apenasUS$7.
Em
outras palavras, para cadaUS$l
de valor registrado omercado
viaUS$9
em
valor adicional para o qual não havianenhum
registro correspondenteno
balançopatrimonial da Microsoft.
O
que a Microsofttem
que a faz valer dez vezes mais do que o valor de seus ativosregistrados? Qual é a natureza desse valor adicional percebido pelo mercado,
mas
nãoregistrado pela empresa?
Ou
melhor, para generalizar a pergunta, por que algumas empresaspossuem
relações entre valor de mercado e valor contábil mais altas que outras.A
realidade analisada necessitanão
sódo reconhecimento da
Contabilidade,mas
sim
de
sua evidenciação,de
seu estudo e dedicação.Os
valores anteriormente destacadosprecisam
de urna justificação formal, a história contadanos
balanços patrimoniais das corporações e odesempenho
realque
ocorre diariamente nas próprias organizaçõesprecisam
1.2
Tema
eProblema
As
práticas contábeisnão evidenciam
o valor realda
maioria dasempresas
do
séculoXXI.
Atualmente, segundo
SVEIBY
(1998, p. 12),grande
parte das organizações investeem
ativos intangíveis epassam
a obterganhos oriundos_em
sua maioriado
Capital Intelectual,mas
estes valores geralmentenão
são evidenciados pela Contabilidade. Este--trabalho visadestacar a relevância
da
evidenciaçãodo
Capital Intelectual pela Contabilidade, tanto atravésde
conceitoscomo
atravésde
modelos de
avaliação e evidenciação desse ativo.1.3
Objetivo
Geral
. Este trabalho objetiva reunir conceitos e observações sobre o Capital Intelectual,
destacar a relevância
de
sua evidenciação pela Contabilidade e apresentarmodelos
de
avaliaçao e evidenciaçao desse ativo.1.4
Objetivos
Específicos ,Para
atingir o objetivo geral têm-se os seguintes objetivos específicos:. Evidenciar conceitos utilizados pela Contabilidade para avaliação
do
patrimônio dasorganizações e
emissão de
relatórios;. Conceituar os ativos
baseados no
Conhecimento
ena
Informação, e destacar a relevânciada
evidenciação destes ativosem
relatórios contábeis para atomada
de decisão dasempresas; '
.
Apontar
as diferenças entre valoresde
mercado
e contábeis;.
Apresentar
algunsmodelos
de avaliação e evidenciaçãodo
Capital Intelectual dasorganizações. s
'
1.5
Organização do
estudo
entendimento.
O
primeiro capítulo consistena
apresentaçãoda
monografia,suasconsiderações
iniciais e o
tema
desta pesquisa.Além
destes, sãoespecificadas
afomiulação do
problema
eos objetivos (geral e específicos) deste trabalho;
sendo
que
se finaliza apresentando ajustificativa e a
metodologia
utilizada para realizar a pesquisa e suas limitações.No
segundo
capitulo, faz-se a revisão teórica. Esta é divididaem
quatro partes.Na
primeira, caracteriza-se o patrimônio
como
objetoda
Contabilidade;na
segunda, aponta-se seus objetivos;na
terceira, enfatiza-se a evidenciação e seusmétodos;
ena
quarta, fala-sesobre o patrimônio
propriamente
dito.O
terceiro capítulo consisteno
estudodo
Capital Intelectual, divididoem:
introdução ao assunto; seus conceitos e classificações; caracterização das organizaçõesdo
conhecimento,
seus produtos e gerenciamento; e finaliza-secom
apontamentos
sobre a Contabilidade eo
Capital Intelectual. .
V
No
quarto capítulo são apresentados trêsmodelos
de
mensuração
do
CapitalIntelectual,
sendo que
o primeiromodelo
éde
STEWART
(1998),o segundo
éde
SVEIBY
(1998) e o terceiro
de
EDVINSSON,
MALONE
(1998).O
quinto capitulo apresenta as conclusoesdo
estudo.O
sexto capitulo consistena
apresentaçãoda
bibliografia utilizada neste trabalho.1.6 Justificativa
Após
várias revoluções emudanças
na
economia
mundial
chegamos
aEra
do
Conhecimento
eda
Informaçao,onde
asempresas
substituiram a valorização demáquinas
eprédios
por
idéias,informações
e sereshumanos.
No
meio
empresarial a importância das pessoas nas organizaçoes estáem
destaque,sendo
comum
opensamento de que
custos e investimentos relacionados à sereshumanos
não
devem
ser tratadoscomo
despesa,mas
sim
como
ativos.No
entanto, este ativoproduz
a partirde
movimentos
intangíveis-
opensamento,
o raciocínio, a síntese e análise dificultandosua
mensuração,
portantodimensionar
esse potencial é “daruma
face econômica/financeira”ao
serhumano.
V
No
ambiente
empresarial oconhecimento recebeu
onome
de
Capital Intelectual.Segundo
STEWART
(1998, p. 6), o capital intelectual constitui a matéria intelectual-
conhecimento,
informação, propriedade intelectual, experiência-
que
pode
ser utilizada para3
gerar riqueza.
E
a capacidademental
coletiva.Hoje
0conhecimento costuma
ser amercadoria mais
valiosade
uma
empresa,
eem
geral os recursosmais
preciosos são osempregados
que trabalham
com
oconhecimento.
Estaé
uma
fraçãocada vez maior do
valorde
uma
oferta lançadano
mercado
etambém
é abase
para avantagem
competitiva.Esta
nova
realidade é totalmente absorvida pelos administradores,independente
da
situação
em
que
aempresa
se encontre, a ascensãodo
capital intelectual é inevitável, eprovavelmente,
veiocom
a intençãode
alterar a tradicionalconcepção de
ativoshumanos
nas
empresas.i
"Á**Contabilidade' aceita a existência
do
Capital Intelectualcomo
Mumuafvo,
mas
devido
ao seu conservadorismo,não
atribui valores enão
evidencia sua existênciaem
relatórios e infonnativos, oque
contraria seu principal objetivo:fomecer informações
econômicas
relevantespara
que cada
usuáriopossa tomar
decisões e realizarjulgamentos
com
segurança.
Estas
informações econômicas
geradas pela contabilidadederivam
dasmutações/movimentações
ocorridasno
patrimônio dasempresas
(objeto contábil), constituídopelo conjunto
de
bens, direitos e obrigações (ativo e passivo).As
principais críticas à Contabilidadegiram
em
tomo
dos
demonstrativos apresentados, principalmentequando
se refere aos ativos intangíveis, pois contabilmenteinformações de
suma
relevância são omitidas.O
valordo
Capital Intelectualde
uma
empresa,também
classificadocomo
Ativo
Intangivelna
Contabilidade, é primordial para a avaliação,por
seus administradores,da
repercussãode
suas decisões, para a visualizaçãodo
valor realda empresa
pelos investidores,para ratificação
da
confiança e dedicaçãona
organização pelosfomecedores
e clientes (externos e intemos, entremuitos
outros interessados.A
Contabilidade deixauma
lacunamuito
grande, aomanter modelos de
relatóriosvoltados à
Era
Industrial,enquanto
hoje amaior
parte das transaçõeseconômico
- financeirasenvolvem
produtos resultantesdo conhecimento
eda
informação.Muitos
esforços precisarãoser
despendidos
para se chegar a critérios coerentesde
avaliação e se destacar este ativo1.7
Metodologia
A
importânciado
método
eda metodologia
é incontestável,ordenando o
esforçomental proporciona
segurançana
pesquisa eeconomia
de tempo.
Ainda
que
a inteligência eo
talentocondicionem
o sucesso,cabe
à disciplinado
método
conduzir tais recursos aomáximo
do
seu rendimento.Entre os
muitos
conceitosmetodológicos
encontra-se o Projetode
Pesquisa,segundo
PAULI
(1976,pao);
...ordenação executiva do conhecimento
numa
linha especifica de trabalho, ou seja, das açõesque levam à descoberta da solução de
uma
questão dada. Trata-se deum
método
deplanejamento do agir do conhecimento e não do
método
puramente lógico dopensamento
em
simesmo.
O
projeto de pesquisa agecomo
que extrinsecamente, colocando as várias ações de conhecimento.Ainda
segundo
PAULI
(1976, p.30), “a colocação doselementos
einordem
garante àpesquisa
uma
certa eficiência. Esta é a suamotivação
(...). Distingue-se entre criaro
projeto e a execução.A
criaçãodo
projeto se limita àformulação
do problema
eda
hipótese,destacando ainda recursos
(humanos
e materiais) etempo
(cronograma
e prazos)”.O
projeto éo
primeiro passo para a realizaçãode
um
trabalho científicode
finalde
curso,ou
seja, amonografia. Segundo
LAKATOS,
MARCONI
(1992, p.l5l) trata-sede
um
estudo sobreum
tema
especificoou
particular,com
suficiente valor representativo eque
obedece
a rigorosa metodologia. lnvestigadeterminado
assuntonão
sóem
profundidade,mas
em
todos os seus ângulos e aspectos,dependendo
dos fins aque
se destina.Esta
monografia
foi realizadasegundo
as regrasde
Pesquisa Bibliográfica(levantamento
de
material escrito sobre o assunto escolhido),que
é definidapor
PAULI
(1976, p.49)z ~ .Ar pesquisa bibliográfica, no mais
amplo
sentido, é a busca do que existeem
expressãosignificante (ou
em
arte). Aliás, a arte éuma
expressão fisica, que expressa algo; enquantoexpressa a arte é importante
meio
de comunicação e de que se vale a pesquisa. Diz-se pesquisa bibliográfica principalmente da expressãoem
forma de livro, de onde veio onome
(do grego bíblion=
papel, livro, e grafikós=
gráfico).Todos
estes conceitos apresentadosobjetivam
destacar os principaismétodos
relacionados ao trabalho já realizado e ao
que
ainda se concretizará. '1.8
Limitações
O
apontamento de algumas
limitações,que
podem
ser consideradas temporárias ealgumas ponderações
sefazem
necessárias: V.
não
existeum
modelo
padrão
para amensuração
e divulgaçãodo
Capital Intelectual;. as publicações sobre o tema,
emanam
principalmenteda
Administração,conseqüentemente,
enfocam
principalmente o“gerenciamento” do conhecimento;
e,. devido, principalmente, ao
conservadorismo
naturalda
Contabilidade,grande
partedo
material publicado (trabalhos e artigos, principalmente) tratam
do
assunto superficíalmente enfatizando criticas enão
sugestões.2.
REVISÃO
TEÓRICA
A
Contabilidadenasceu
com
osurgimento
da
necessidadedo
homem em
acompanhar
aevolução do
patriinônio, tendo seuimpulso
definitivocom
o surgimento
do
capitalismo.
Segundo
MARION
(1997, p. 21), os primórdiosda
Contabilidaderesumem-se
praticamente
no
homem
primitivocontando ou
inventariando seu rebanho,preocupado
com
o
crescimento,com
aevolução do rebanho
e,conseqüentemente,
com
aevolução de
suariqueza.
Assim,
a partir destacontagem
em
diferentesmomentos
eda
análise da variaçãoda
sua riquezanascem
os relatórios contábeis (rudimentares).Segundo
IUDÍCIBUS
(1997, p. 30) apreocupação
com
as propriedades e a riqueza éuma
constanteno
homem
da Antigüidade
(como
hojetambém
o é), e ohomem
tevede
ir aperfeiçoando seu instrumentode
avaliaçãoda
situação patrimonial àmedida que
as atividadesforam desenvolvendo-se
em
dimensão
eem
complexidade.
'
r
IUDICUBUS
(1997, p.3 1) ainda acrescenta:De
certa forma, o“homem
contador” põe ordem, classifica, agrega e inventaria o que 0“homem
produtor”,em
seu anseio de produzir, vai, às vezes desordenadamente, amealhando,dando condições a este último para aprimorar cada vez mais a quantidade e a qualidade dos bens produzidos, por meio da obtenção de maiores informações sobre o que conseguiu até o
momento;
e complementa, “oacompanhamento
da evolução do patrimônio líquido das entidades de qualquer natureza constituiu-se no fator mais importante da evolução dadisciplina contábil.
A
partir desta introdução ao estudoda
Contabilidade, apontar-se-á vários conceitosque
estruturam edefinem
a inateria ein si, visandouma
preparação para osapontamentos
sobre Capital Intelectual.
V
V
2.1
O
Patrimônio
objetoda
Contabilidade
Dentre
todos os conceitosque
gerem
a Contabilidade, o Patrimôniopode
ser definidocomo
o “estopim°, o-primeiro passo para o seu entendimento, poissegundo
IUDÍCIBUS
et al.(1995, p. 97), “o objeto delimita o
campo
de abrangênciade
urna ciência”.Ainda
segundo
IUDÍCIBUS
et al. (1995, p. 98),na
Contabilidade, o objeto ésempre
o Patrimônio
de
uma
Entidade, definidocomo
um
conjunto de bens, direitos ede
obrigações paracom
terceiros, pertencente auma
pessoa fisica, aum
conjuntode
pessoas,como
ocorrenas sociedades informais,
ou
auma
sociedadeou
instituiçãode
qualquer natureza,independentemente da
sua finalidade,que
pode,ou
não, incluir o lucro.A
Contabilidade busca, primordialmente, aprender,no
sentidomais
amplo
possivel, e entender asmutações
sofridas pelo Patrimônio, tendo
como
foco muitas vezes,uma
visão prospectivade
possíveisvariações.
E
ainda é acrescentadoque
oconhecimento do
seu objeto estáem
constantedesenvolvimento,
como,
aliás,ocorrem
nasdemais
ciênciasem
relação aos respectivosobjetos.
Por
esta razão, deve-se aceitarcomo
natural o fatoda
existênciade
possíveiscomponentes
do
patrimônio cuja apreensãoou
avaliação se apresenta dificilou
inviávelem
detenninado
momento.
2.2
Objetivos
da
Contabilidade
Após
a identificaçãodo
objetoda
Contabilidade,O
PATRIMÔNIO,
cita-se seus`
1
objetivos.
Confonne
IUDICIBUS
et al.apud
CFC
(1995, p. lOO):O
objetivo cientifico da Contabilidade manifesta-se na correta apresentação do Patrimônio ena apreensão e análise das causas das suas mutações. Já sob Ótica pragmática, a aplicação da
Contabilidade a
uma
Entidade particularizada, busca prover os usuárioscom
informaçõessobre aspectos de natureza econômica, financeira e física do Patrimônio da Entidade e suas
mutações, o que
compreende
registros, demonstrações, análises, diagnósticos e prognósticos expressos sob a forma de relatos, pareceres, tabelas, planilhas e outros meios.Em
se tratando dos objetivosda
Contabilidade,IUDÍCIBUS
(1997, p. 19) coloca: ...o estabelecimento dos objetivos da Contabilidadepode
ser feito na base de duasabordagens distintas: ou consideramos que o objetivo da Contabilidade é fornecer aos
usuários, independentemente de sua natureza,
um
conjunto básico de informações que,presumivelmente, deveria atender igualmente
bem
a todos os tipos de usuários,ou
a Contabilidade deveria ser capaz e responsável pela apresentação de cadastros de informaçõestotalmente diferenciados, para cada tipo de usuário. Freqüentemente, a segunda alternativa
tem sido a citada pelos autores
como
a correta; todavia, ou porque a natureza domodelo
decisório de cada tipo de usuário não foi ainda inteiramente revelada, ou por não ser
do
conhecimento dos contadores, o fato é que raramente se
tem
vistoum
desenvolvimentocoerente e completo de quais seriam os vários conjuntos completos de informações a serem fornecidos para cada tipo de usuário.
Nosso
ponto de vista diferencia-se dos dois citados erepousa mais na construção de
um
“arquivo básico de informação contábil”, que possa serutilizado, de forma flexível, por vários usuários, cada
um
com
ênfases diferentes nesteou
naquele tipo de informação, neste ou naquele princípio de avaliação,porém
extraídos todos os informes do arquivo básico ou “data-base” estabelecido pela Contabilidade.Contabilidade
tem
permanecido
inalteradadesde
seus primórdios.Sua
finalidade éprover
aos usuáriosdos
demonstrativos financeiroscom
informações que
os ajudarão atomar
decisões.Sem
dúvida,tem
havido
mudanças
substanciaisnos
tiposde
usuários e nasformas de
informação que
têm
procurado,mas
o objetivo básicodos
demonstrativos financeirospermanece,
qual seja, proverinformação
útil para atomada
de
decisõeseconômicas.
Outra
consideraçãode
IUDÍCIBUS
(1997, p. 23)abrangendo
os relatóriosemanados
da
Contabilidade, dizque
os relatórios contábeis tradicionaisdeveriam
terpoder
preditivo evir
acompanhados
de
quadros informativos suplementares,demonstrando informações
históricas e preditivas sobre indicadoresde
interesse para os vários usuários.Segundo
IUDÍCIBUS
et al. (1995, p. 58), tem-se conceitos e 'definiçõesmais
técnicas e concisas, “a Contabilidade é, objetivamente,um
sistemade informação
e avaliação destinado a prover seus usuárioscom
demonstrações
e análisesde
naturezaeconômica,
financeira, fisica ede
produtividade,com
relação à entidade objetode
contabilização”.Para complementar
o conceito acima, aindaconforme
IUDÍCIBUS
et al. (1995, p.58)
o
sistemade informação
éum
conjunto articuladode
dados, técnicasde acumulação,
ajustes e editagensde
relatóriosque
permite tratar asinformações de
natureza repetitivacom
o
máximo
possivelde
relevância e ominimo
de
custo, e dar condições para, atravésda
utilizaçaode informaçoes
primárias constantesdo
arquivo básico,juntamente
com
técnicas derivantesda
própria Contabilidade e/ou outras disciplinas,fomecer
relatóriosde exceção
para finalidades específicas, ein oportunidades definidasou
nao.i
Segundo
osmesmos
autores, conceitua-secomo
usuário todapessoa
fisicaou
jurídica
que
tenha interessena
avaliaçãoda
situação edo
progressode determinada
entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidadesnão
lucrativas,ou
mesmo
patrimônio familiar;dividindo os usuários ein: usuário preferencial, o externo à entidade (constituído,
basicamente, por: acionistas, einprestadores
de
recursos e credoresem
geral, e integrantesdo
mercado
de
capitaiscomo
um
todo,no
sentidode
que
a quantidade, a natureza e a relevânciada infonnação
prestada abertamente pela entidadeinfluenciem,
mesmo
que
indiretamente,esse
mercado)
e usuários secundários; os administradores (de todos os níveisda
entidade,bem
como
o Fisco).Ainda
segundo
IUDÍCIBUS
et al. (1995, p. 60),tem-se
a seguinte consideração:O
objetivo principal da Contabilidade, portanto, é o de permitir, a cada grupo principal deusuários, a avaliação da situação econômica e financeira da entidade,
num
sentido estático,bem
corno fazer inferências sobre suas tendências futuras.Em
ambas
as avaliações, todavia, as demonstrações contábeis constituirão elemento necessário,mas
não suficiente (...).Os
objetivos da Contabilidade, pois,
devem
ser aderentes, dealguma
forma explícitaou
implícita, àquilo que o usuário considera
como
elementos importantes para seu processodecisório (...).
A
verdade da Contabilidade resideem
ser instrumento útil para atomada
dedecisões pelo usuário, tendo
em
vista a entidade.Para a
consecução
desses objetivos, doispontos
são destacados pelosmesmos
autores.O
primeiro, asempresas precisam
dar ênfase a evidenciaçãode
todas asinformações
que
permitem
a avaliaçãoda
sua situação patrimonial e dasmutações
desse seupatrimônio
e,além
disso,que
possibilitem a realizaçãode
inferências perante o futuro.As
informações
não
passíveis
de
apresentação explicita nasdemonstrações propriamente
ditasdevem,
ao lado dasque representam detalhamentos de
valores sintetizados nessasmesmas
demonstrações, estarcontidas
em
notas explicativasou
em
quadros
complementares.
E
destacam,que
essa evidenciação é vital para alcançar os objetivosda
Contabilidade,havendo
hoje exigênciasno
sentido
de
se detalharemmais
ainda asinformações
(porsegmento econômico,
regiãogeográfica,
etc.).Também
informações
de natureza socialpassam
cada vez
mais
a ser requisitadas e supridas. Já osegundo
ponto, refere-se aogrande
relacionamento entre a Contabilidade e os aspectos jurídicosque cercam
o patrimônio,sendo que nao raramente
aforma
jurídicapode
deixarde
retratar a essênciaeconômica.
Nessas
situações,deve
a Contabilidade guiar-se pelos seus objetivosde
bem
informar, seguindo, se for necessáriopara
tanto, a essência ao invés
da
forma.Essas características
de
evidenciação ede
prevalênciada
essência sobre a forma,cada vez mais
sefirmam
corno própriasda
Contabilidade, vistoque
estão ligadasintrinsecamente ao objetivo desta, indicando a possível abrangência
de novas
situaçõesde
naturezaeconômica.
2.3
A
Evidenciação
(Disclosure)Segundo
IUDÍCIBUS
(1997, p. 111),não
se tratade
uma
convenção,
mas
de
um
capítulo especialda
teoriada
Contabilidade.Na
verdade, explica, o disclosure está ligado aosobjetivos
da
Contabilidade, ao garantirinformações
diferenciadas para os vários tiposde
usuários.Complementando
sua teoria sobre evidenciação, o autor se utilizada
citaçãodo
Accounting Research Study
n. 1 (editado peloAICPA,
em
1961, p. 50):“Os
demonstrativos contábeisdeveriam
evidenciar oque
for necessário, afim
de não
torná-los enganosos.”; edestaca as seguintes situações
que poderiam tomar enganosos
os demonstrativos, senão
reveladas:.
uso de procedimentos que afetam materialmente
as apresentaçõesde
resultadosou
de
balanço
comparados
com
métodos
altemativosque poderiam
ser supostos pelo leitor,na
ausência
da
evidenciação;.
mudança
importantenos procedimentos de
um
período a outro;. eventos significativos
ou
relaçõesque não derivam
das atividades normais; . contratos especiaisou
arranjosque afetam
as relaçõesde
contratantes envolvidos; .mudanças
relevantesou
eventosque
afetariamnormalmente
as expectativas; e.
mudanças
sensíveis nas atividadesou
operaçõesque
afetariam as decisões relativas àempresa.
«O
autorcomplementa,
com
relação à “quantidade”de
evidenciação,muitas
expressões e conceitostêm
sido utilizados; algunsfalam
em
evidenciaçãoadequada (adequate
disclosure), outros aindaem
evidenciação justa (fair disclosure) e outros aindaem
evidenciação plena (full disclosure).
E
acrescentaque na
verdade,não
existe diferença efetivaentre tais conceitos,
embora tenham
sido utilizadoscom
significados distintos,toda
informação
para o usuário precisa ser, aomesmo
tempo,
adequada, justa e plena, pelomenos
no
que
se refere ao detalheque
estásendo
evidenciado; afinal o sentidoda
evidenciação éque
a
informação que não
for relevantedeve
ser omitida a fimde
tomar
os demonstrativos contábeis significativos e possíveisde serem
entendidos plenamente. VEmbora
a evidenciação se refira a todo oquadro
dasdemonstrações
contábeis,IUDÍCIBUS
(1997, p. 113) classifica vários rnétodosde
realizar a evidenciação:.
forma
e apresentação das dernonstrações contábeis;.
infonnação
entre parênteses (ainda dentrodo
corpo dos demonstrativos tradicionais,maiores
esclarecimentos sobreum
titulode
um
grupo
ou
um
critériode
avaliação utilizadopodem
ser feitos entre parênteses);. notas
de rodapé
(explicativas) (o objetivo é evidenciarinformação que não
pode
serapresentada
no
corpo dos demonstrativos contábeis e/ou, se o fizéssemos,diminuiriamos
sua clareza);
.
quadros
e demonstrativos suplementares(podemos
apresentar detalhesde
itensque
constam dos
demonstrativos tradicionais eque não
seriam cabíveisno
corpo destes);.
comentários do
auditor (serve apenascomo
fonte adicionalde
disclosurepara
ainfonnação); e “
. relatório
da
Diretoria.(nonnalmente informações de
caráternão
financeiroque
afetam
aoperação da
empresa: expectativascom
relação ao futuro).IUDÍCIBUS
(1997, p. 115)também
afirma que, a evidenciação éum
compromisso
inalienável
da
Contabilidadecom
seus usuários ecom
os próprios objetivos.As
fonnas
de
evidenciação
podem
variar,mas
a essência ésempre
amesma:
apresentarinformação
quantitativa e qualitativa demaneira
ordenada,deixando
omenos
possivel para ficarde
forados
demonstrativos formais, a fim de propiciaruma
base adequada de informação para o
usuário.2.4
O
Patrimônio propriamente
ditoEste subtítulo visa a
complementação dos
conceitosque
envolvem
oPatrimônio
das Entidades e a exposição das classificações a ele relacionadas.Segundo
IUDÍCIBUS
et al. (1997, p. 97), o Patrimôniode
uma
Entidade é “definidocomo
um
conjuntode
bens, direitos e de obrigações paracom
terceiros”, conjunto estechamado
de
ativo e passivo.2.4.1
O
Ativo
É
tão importante o estudodo
ativoque
sepode
dizerque
é o capítulofundamental da
Contabilidade,conforme
IUDÍCIBUS
(1997, p. 123).Complementa
com
algumas
definições:. o conjunto de meios ou a matéria posta à disposição do administrador para que este
possa operar de
modo
a conseguir os fins que a entidade entregue à sua direçãotem
em
vista;
. representam benefícios futuros esperados,,direitos que foram adquiridos pela entidade
como
resultado de alguma transação corrente ou passada;. recursos econômicos possuidos por
uma
empresa;...algo representado por
um
saldo devedor que é mantido após o encerramento dos livroscontábeis de acordo
com
as normas ou os princípios de Contabilidade, na premissa deque representa ou
um
direito de propriedade ouum
valor adquirido,ou
um
gastorealizado que criou
um
direito ...;...ativo é qualquer contraprestação, material ou não, possuída por
uma
empresaespecifica e que tem valor para aquela empresa,
não dos
ativos, e porque_salientaque
o ativo precisa ter valor para a empresa,não sendo
suficienteque
tenhaapenas
uin valorde
troca).Um
ativo,de
acordo coinRIBEIRO
(1998, p. 18),pode
ser definidocomo
osrecursos controlados por
uma
entidade,como
resultadode
transaçõesou
eventospassados
edos
quais se espera obter beneficios econôinicos futuros. .Conforme
EDVINSSON,
MALONE
(199, p. 21) os ativos constituem toda apropriedade
de
uma
empresa que
pode
ser expressapor
um
valor monetário, apresentando-se sob quatro formas, três delas precisamente mensuráveis, e a quarta imprecisa e essencialmentenão-mensurável
atéque
seja vendida:As
duas primeiras categorias de ativos são os ativos circulantes, significando queprovavelmente serão utilizados ou vendidos dentro de
um
ano, como, por exemplo, os estoques e as contas a receber, e os ativos pemianentes (ou de longa duração), os quais, sobaforma de plantas industriais, equipamentos e imóveis,
possuem
uma
vida útil superior aum
ano.
Os
ativos permanentes, tendoem
vista que seu valor é utilizado os poucos ao longo dosdiversos períodos
em
que são preparados os demonstrativos financeiros, são depreciados,isto é, seu custo é distribuído de
uma
maneira razoável e sistemáticaem
balançospatrimoniais sucessivos.
A
terceira categoria de ativo é constituida pelos investimentos,como
as ações e obrigaçõesde propriedade de
uma
empresa.Embora
esta categoria de ativo sejacomumente
mais volátilque as duas prinieiras, ela, no entanto,
pode
ser avaliada deuma
maneira sistemática pormeio
do valor e mercado e de outros parâmetros.A
quarta categoria de ativo, no entanto, é muito mais problemática.Os
ativos intangiveis sãoaqueles que não
possuem
existência fisica, mas, assimmesmo,
representam valor para aempresa. Eles são, tipicamente, de longo prazo e de difícil avaliação precisa, até que a
empresa seja vendida.
Para
IUDÍCIBUS
(1997, p. 203) os ativos dividem-se ein tangíveis e intangíveis.Os
ativos tangíveis constituem oselementos que
possuem
um
corpo fisico, talcomo
uma
máquina ou
um
edificio, itensfacilmente identificados dentrode
um
Balanço
Patrimonial. Já os ativos intangiveis, itens rarainente encontrados evidenciadosem
um
relatório contábil,representam
os ativosde
capitalque não
tem
existência fisica cujo valor limitado pelosdireitos e beneficios
que antecipadamente
sua posse confere ao proprietário,por exemplo,
uma
patenteou
titulode
propaganda, cujo valor residenos
direitosde
propriedadeque
são legalmente conferidos aos seus possuidores.'
Os
bens
intangiveisde
uma
einpresa,segundo
IUDÍCIBUS
(1997, p.203)
também
estãobaseados nos conhecimentos
individuaisque colaboraram
para amemória
da
organização,
sendo
que, para sepoder
lançar valor para este ativo deve-se concentrar esforçosno
sentidode
que
osconhecimentos
individuaispassem
acompor
amemória
organizacional,evitando-se
o
riscoda perda
destesconhecimentos
na
ausênciade determinada
pessoa.Assim,
de
fato,o
valoreconômico
de
uma
companhia
não
se limita àsoma
dos
seus valoresde
seusativos tangíveis, incluindo
também
o valorde
ativos intangíveis.Segundo
EDVINSSON,
MALONE
(1998, p. 22) os ativos intangíveissurgiram
em
resposta aum
crescentereconhecimento de
que
fatores extra-contábeispodem
teruma
importante participação
no
valor realde
uma
empresa.Alguns
entre eleseram
muito
óbvios:patentes,
marcas
registradas, direitos autorais, direitos exclusivosde
comercialização; todosconferiam
a seus proprietáriosuma
vantagem
competitivaque
exerciaum
impacto
sobreo
lucro, eram,
de
certa fomia,obviamente
vinculados ao aspectode
capitaldos
ativosda
empresa.
Outros pareciam
afetar o lado oneroso desses ativos,por exemplo,
quando
uma
empresa
emprega
recursos duranteanos
em
pesquisa edesenvolvimento
para aobtençao de
um
novo
processoou
uma
nova
tecnologia,ou
despende
recursosem
treinamentos eeducaçao, esses investimentos
também
contribuem
para o valorda
empresa. 'Desta
forma,não
sepode
continuardando
importância apenas aos ativos tangíveis,sendo
que,segundo
DIEHL
(1997, p. 28) o diferencial competitivo,que
antes era obtido pela avaliaçãode
fatores tangiveis (custode
matéria-prima, custode
mão
de
obra, desperdíciode
materiais e outros)migra
para a correta consideração econseqüente
incorporaçãodos
fatoresintangíveis. '
De
fato sepode
perceberque
há
muito tempo,
nas empresas, se destacaque
osfuncionários e
empregados
sao seus ativosmais
importantes,que
os indivíduostem
muito
a contribuir para a organizaçãoem
termos de
infonriação edo conhecimento que
elespossuem
sobre os seus trabalhos. Entretanto o tratamento contábil
dado
às pessoasque
“valorizaram°,receberam
promoções
eaumentos
salariais, éum
aumento
de
despesasnos
demonstrativos,sem
um
visivel acréscimodo
ativo da empresa. 'Contabilmente
chega-se aum
momento
onde
são necessários tratamentosmais
profundos
e precisos para os ativoshumanos,
abandonando-se
aabordagem
tradicionalde
despesa.
É
evidente que, por se tratarde
um
ativo intangível,toma-se
dificil àmensuração do
capital intelectual
em
virtudeda
sua subjetividade.Porém, de
acordocom IUDÍCIBUS
(1997,p.60) “sabe-se
que
a Contabilidade,em
seu aspectode mensuração,
éum
sistema relacional, tipo espelho.Os
números
que, afinal, são associados a ativos, passivos, receitas, despesas,perdas,
ganhos
e ao patrimônio líquidoexpressam
uma
representaçãoda
realidade e,não
aprópria realidade dos elementos avaliados”, o
que demonstra
a responsabilidadeda
contabilidade para
com
a necessidadeda
mensuração do
capital intelectual,porque
mesmo
em
se tratando
de
ativos tangíveis, a contabilidade refleteumaaproximação
da
realidadedos
O
termo mensurar
ein contabilidade,de acordo
com
ALMEIDA,
EL HAJJ
(1997,p.66), é definido
como
“traduzirmonetariamente o
valoreconômico
dos
objetos e eventos”.Sabe-se,
no
entanto,que
e dificilmensurar
0quanto
vale oconhecimento
deuma
pessoa,todavia,
ALMEIDA,
EL HAJJ
(1997, p.82)afirmam
que
“apesarda
subjetividadeenvolvida
é possivelmensurá-lo
e contribuircom
informações
referente ao goodwíll e' ao ativointelectual” (estes autores
conceituam
ogoodwill
eo
Capital Intelectualde
fonna
complementar (com
diferenças),mas como
não
éum
dos
objetivos deste trabalho,consideram-se
como
conceitos equivalentes).'
Para
IUDÍCIBUS
(1998, p. 205) ogoodwill
tem
sido consideradocomo
excesso de
preçopago
pelacompra
de
um
empreendimento ou
patrimônio sobre o valorde
mercado
de
seus ativos líquidos; nas consolidações,como
excessode
valorpago
pelacompanhia-mãe
por
sua participação sobre os ativos líquidosda
subsidiária; ecomo
o valor atualdos
lucros futuros esperados, descontados por seus- custosde
oportunidade.ANTUNES
(2000, p. 84)também
conceitua goodwill,mas
de forma mais
simples,como
à diferença entreo
valor atualde
toda a empresa,ou
seja, sua capacidadede geração de
lucros futuros, e
0
valoreconômico
de
seus ativos, apresentando, portanto,uma
característicaresidual.
Segundo
IUDÍCIBUS
(1997, p.l27) pelo fatode
os ativosserem
recursoseconômicos
alocados às finalidadesdo
negócio, dentrode
um
período específicode tempo,
esendo agregados de
potenciaisde
serviços disponíveisou
benéficos para asoperações da
entidade, o significadode
alguns ativossomente
pode
ser relacionado aos objetivosda
entidade e
dependerá da
continuidade desta.Assim,
oproblema
consisteem
“traduzir” ospotenciais
de
serviços ein “reais equivalentes”.A
contabilidadedeve
serum
reflexoda
realidade,mesmo em
se tratandode
bens
intangíveis, a subjetividadede mensurar
0 capital intelectualnao
pode
serum
obstáculopara
que
os profissionaisda
área contábilnão
contemplem
omesmo.
Deve-se
buscardefinições de
parâmetros
que
permitam
amensuração
dos ativoshumanos
da forma mais
fidedigna
possível,ou
pelomenos
estabeleceruma
relação destes ativoscom
os resultados obtidos pela organização.2.4.2
Passivo
Já
que 0
objetode
estudo deste trabalho baseia-seem
ativos, este subtítulo consisteapenas
em
um
complemento,
poistambém
constitui o patrimôniopropriamente
dito.Segundo
IUDÍCIBUS
(1997, p. 139), passivo ésinônimo de
exigibilidades, epode
ser conceituado
da
seguinte maneira: »Num
sentido restrito, exigibilidades... são subtraendos dos ativos, ou ativos negativos. Serialógico, portanto, prepara
um
balanço no qual as exigibilidades totais fossem subtraidas dosativos totais, deixando no lado direito do balanço
meramente
os itens que representam apropriedade.
Esta é
uma
visão nítida de teoria da propriedade,como
podemos
notar. Já a teoria dos fundospoderia interpretar os passivos de forma diferente,
como
reservas ou restrições aos ativos,derivantes de considerações legais, eqüitativas, econômicas ou gerenciais.
Por outro lado, a visão da teoria da entidade é outra, isto é, considerada as exigibilidades
como
reclamos contra a entidade ou, mais especificamente, contra os ativos da entidade.Entretanto, a entidade continua sendo vista
como
organismocom
vida própria.Nem
mesmo
o patrimônio liquido pertence aos proprietários, na continuidade,
mas
à entidade.Para
complementar
os conceitos apresentados,IUDÍCIBUS
(1997, p. 140)define
acomposição
das exigibilidades, restritivamente,como
sendo apenas
as dívidas efetivas.Assim, apenas
os valores apagar
decorrentesde algumas
transações passadas (já realizadas),3.
CAPITAL
INTELECTUAL
Têm-se
notado
um
aumento
significativono
interesseda
Contabilidade pelo CapitalIntelectual, principalmente
em
revistas especializadasonde
otema tem
sido levantado ediscutido
com
muita
freqüência. Este despertar contábil, deve-se especialmente as constantescriticas,
muito
bem
representadas porEDVINS
SON,
MALONE
(1998, p. 1):Por que tais relatórios tradicionais não oferecem mais
uma
indicação sobre qual empresa emergentejovem
está para conquistar omundo
ou a respeito de qual corporação tradicional,de primeira linha, está para desaparecer
no
buraco negro da concorrência?Mesmo
quando esses relatóriosconseguem
captarum
vislumbre da realidade, por queaquelas indicações se encontram nas entrelinhas do texto e não
em
negritono
balaço patrimonial?E
por que as corretoras de valores divulgam recomendações decompra
evenda
de ações que parecem não ter qualquer relação
com
odesempenho
financeiro das empresasque estas ações representam?
A
resposta é que omodelo
tradicional de “contabilidade”, que descreveucom
tanto brilho asoperações das empresas durante
meio
milênio, não tem conseguidoacompanhar
a revoluçãoque está ocorrendo no
mundo
dos negócios.De
maneira idêntica ao organograma, à brochurainstitucional, ao manual de pessoal, os demonstrativos financeiros das grandes empresas mostram-se cada vez mais estáticos e obsoletos para
acompanhar
a organização moderna,com
sua estrutura fluida, parceria estratégica, empregadoscom
“empowennent”, trabalhoem
equipe, marketing
em
rede de multimidia e repositórios vitais de recursoshumanos
intelectuais.
EDVINSSON,
MALONE
(1998, p. 2) acrescentam,que sempre
existiram lacunasocasionais e temporárias entre a
percepção do
mercado
e a realidade contábil,mas
destacam
que
atualmente essa lacuna está setomando
um
verdadeiro abismo, “trata-sede
uma
discrepância
fundamental
entre a história contadanos
balanços patrimoniais das corporações eo
desempenho
realque
ocorre diariamente nas próprias organizações”.Um
exemplo
citado porSVEIBY
(1998, p. 4) é oda empresa
Sun
Microsystems,
conhecida
por projetar e fabricar estações de trabalho, sistemasde
rede decomputadores
e microprocessadores, consideradauma
das grandes produtorasde hardware no Vale
do
Silício-
bem
sucedida,mas
nada
de original.A
explicação para aenorme
diferença entre o valorcontábil liquido e o valor
de
mercado
das açõesda
Sun
ein1995
e 1996,mostrada
no
GráficoOl,
não
é encontrada entre os produtos de hardware.da
empresa.A
intençãoda
inclusãodo
Gráfico 01 neste trabalho consisteem
demonstrar: agrande
diferença entre o valor contábil deuma
empresa
(escrituradoem
seu balanço) eo
seuvalor
de
mercado ou
de
liquidação (venda), atravésda proporção
existente entre os valoresdos
ativos tangíveis e intangíveisde
uma
organização.Gráfico
01:Sun
Microsystems
100 Va ores de Mercado das Ações (em US$)8
r (3 eo- 70 _ ` É EIAtivos lntangíveis varorcz>mâb¡1|_¡qu¡‹1‹› 60 _ »Í*¿:,;. .- fa, › 50 _ _ , 'i~ ` f ^ ;\â,s'š'*í »,-,,.,=:“-,. ix» \ =, .V -¬-, ' .,}.¬;,,z; ,¿_¿;;› . 1 , .«,‹;¿-.._~;¿g,_¡ ç .ú z;_êâ_›‹.«. × ff __ É =..¿ ,zs . z=\'- 40 _. W,,›'¡ ~, Á? _____ ) ‹ › .» .¿,í.\'› _ ,,~ *V ‹ - °',';z,"¢›~:¬~. -;f‹«. , /'fz-.Z .`<”¬`;1"`z1 _ ”: . - ,êzf «;;§;~'›;~=¿z/f .. »_. ,, r., z« zg, -× vzz z, 30 _;,›_ ` ~ ¿.\ ,_ ‹ z,._.,_ .‹;z«\` “ ».,,^.»‹,_~«` z,à¿_¿_z ¿¿¿ “_ /_ _ ç ,, N. ›\,_¿ ,Í ,?__;¿__,¿§V¿_._‹ V /Í '_ Í g. . 1. > W* 'éé<»â~¢zzâš».*éë¿»*f, .ÍÍÊ3 fffffffflíi §`§“š'š"' ,._.,.,.,.,.,., , Ífzzfffifë 10 ir ,., 1 ' J f O a , 6 ,á 1 2 3 4 5 õ 7 8 9 ioFonte:
SVEIBY,
Karl Erik.A
nova riqueza das organizações, Rio de Janeiro: Campus, 1998, p.5SVEIBY
(1998, p. 4) esclarece,apontando
como
a verdadeira razão para essadicotomia
agrande
participaçãoda empresa no desenvolvimento de
software para redes e serviçosde computaçao
relacionados a redes, especificamente odesenvolvimento
do
Java
(software para aplicaçõesna
lntemet). Este softwarepromoveu
uma
valorizaçãode
atéUS$
4,4 bilhões das açoes
da empresa
em
dezoito meses,sendo que nada
mudou
no
padrao
de
lucro e
pouco
aconteceuem
termos de
ativos tangíveis para justificar essaenorme mudança.
E
acrescentaque
essa valorização refleteque
aSun
não
émais
vistacomo
uma
fabricante
de
estaçõesde
trabalho, omercado
acionário acreditouque
alinguagem Java
erao
bilhetede
passagem
da
Sun
para o cassinoda
tecnologia, refletindo ainda a presençade
ativos invisíveisou
intangiveis.Esta significativa diferença
de
valores, contábil ede mercado,
é resultanteda
mudança
dos fatores decisivosda
produção,da
terra e depoisdo
capital, para ohomem
e seuconhecimento.
Melhor
caracterizadapor
STEWART
(1998, prefácio p.XIV),
quando
afimia
que o conhecimento
émais
valioso epoderoso do que
os recursos naturais, grandes indústriasVa
or
de
Mercado
(%)
SVEIBY
(1998, p. 6) acrescentaque
as altasproporções de
ativos intangíveisem
relação ao valor
de
mercado
não
se limitam,em
hipótesealguma,
àsempresas
participantesda
tecnologia, emostra
quais os principais setoresinfluenciados
pelos ativos intangíveisno
Gráfico
O2:Gráfico
02:Valores
do Mercado
Global e Ativos
Intangíveis Abrilde
1995
600 -
500 -
E1Ativos Intangíveis
Valor Contábil Líquido
400 __fá _ 300 --
_
"ê " z«;›«z__
« ~ > “ f ¬ . az »'×›_ ; ____. WM
z _ _ _ ,' « ,_ % 113€ z- :¡‹§ az; z. '_ ;~"-==a.v,.-zrx _ tz: _ i z Y š < ~i ‹” . , .. › _ ` “íl '= ~ ‹ «zzwiš -fi - 5 - ~› -_ Ygg» _< z ,Í V .Ig í ;,; ~z ~ ¿§1¿§ fia; W __ ,_ __ , i§^›r= «, z.-_ ¬-‹ __ âfzí › gm.) = f.. ¿â,, ~< -* i z f š as 200 ~- f§‹Êí**-›ff;›-_§§¿;----
_ ' ,,,,;¡. ¬-, ~ ' Çrfiã Ê R \ zëv. šazš -rf; «_ _ * Lê :- ll' Í = *Ê 1ê*ë2×*;z ”<>~.:.. _ ' 2%? ' Ê fia: z _ í *f šfizêš › ¿' â ' ¬ ' Í;¿z¿ 25;' - ' ~ z _ ._ i _ s . 1 .rf ti ,¬‹, «sf za‹ 100- O i Y ífiiíizi. z-z-z-z-zz_ šzzzzz, as. W ' .¬¬ _ , -z= -âz=zâ›z, ì « =zz=z .z=z=zzz'. 7 -'M
. 8°” 00% 4' fa 9¿`e ›0 °ó ,_ '“`-› ge” .,,õ> ~7> °› o _ '1 . Gê» 06° QQ* ¿,‹~° ¿›4° ‹z° \« iv a° -8° _ Y» ° × <=" '°`° \ ba š 9 ×'z\*`¿› °°Q
\. 0/ 90% ago; °z,°& 06% 4% 00% «°‹°° ~i×% 'ra , fóoóf 45;b 'Õ ‹‹ ‹›› <\° " ~›› Ó °¿›°‹. 6,54* zšv» éƒoø \š;'‹‹ 6% ‹9'S¡×<P °§}$* au) -g × v. ‹\ _ o 6;, 69 O; \\\ 6°`\ Qšâ ¿"°à 089 Q* . ti' \ Q~ ècš Q Q'è_<› Qps) -me ze” _ ‹‹ 8° . “O a"°›Fonte:
SVEIBY,
Karl Erik.A
nova riqueza das organizações, Rio de Janeiro: Campus, 1998, p.7.As
conseqüênciasda não
evidenciação dos valores oriundosde
ativos intangíveisem
relatórios contábeis são apontadas porEDVINSSON,
l\/IALONE
(1998, p. 6):Algumas
pessoas tomarani-se muito ricas aproveitando-se desse hiato entre valor percebidoe valor contábil. Criamos,
em
essência,um
mercado
ineficienteem
que os especuladorespodem
aproveitar-se da volatilidade resultante.p
...um
número
excessivo de empresas merecedoras encontram-se subotimizadas esubcapitalizadas e, devido a isso, muitas vezes não
possuem
condições de realizar seudestino. Por outro lado, outras empresas, tendo problemas, são artificialmente sustentadas até
entrarem
em
colapso, levanto junto acionistas e investidores.E
esse é especificaniente o problema entre economistas profissionais, investidores e asempresas que
acompanham.
Para as dezenas de milhões de pequenos investidores privados,munidos
apenas deum
prospecto ou deum
relatório anual e das páginas deum
jornal diário,o sistema atual é brutalmente injusto.
Como
pode o pequeno investidor obter as informaçõesvariadas e dinâmicas de que precisa? Esse acionista certamente não consegue obtê-las a
partir dos quadros financeiros incluídos
no
relatório anual.E, quase esquecidos nessa catástrofe, encontram-se os maiores custos sociais ocultos desta
distorção: desemprego,
menor
produtividade e competitividade nacional reduzida.Uma
economia que não consegue medir adequadamente seu valor não consegue distribuir seus recursos de maneira precisa
nem
remunerar adequadamente seus cidadãos.E
complementam:
Em
uma
eraem
que não somente empresas,mas
categorias inteiras de produtos,podem
alterar diariamente seu relacionamento e suas participações relativas de mercado,demonstrativos de resultados e balaços patrimoniais oferecem
pouco
mais do que retratosinstantâneos do lugar onde a empresa estava. Pior ainda, a maior parte desses retratos
encontra-se distorcido ou focalizado no tema errado. Apesar de tudo,
quem
se importacom
terrenos que
uma
empresa possui caso a sua tecnologia não venha a ser aceita nomercado?
E
qual o valor dos estoques, exceto
como
refugo, se omercado
dotouum
padrão tecnológicodiferente?
Assumindo-se que
a sociedade atual possuinovas
estruturaseconômicas,
política,social e tecnológica,
cumpre
verificar quais são osimpactos
dessasmudanças na
Contabilidade e quais proposições ela precisa fazer para adaptar-se às características
do
momento
atual e, assim, continuarexercendo
corn eficiência e eficácia sua principal função,que
é ade
fornecer a seus usuáriosinfonnações
relevantes para atomada
de
decisões,avaliaçoes e julgamentos.
3.1
Capital
Intelectual - conceitosNo
momento
presente, os conceitosde
Capital Intelectual diferemem
algunsaspectos,
mas, na
essência,apresentam
omesmo
conteúdo.Optou-se por
apresentar asconceituações
de
três autores, os quais se acreditaterem
sido os pioneirosno desenvolvimento
de
pesquisas conclusivas(embora
aindanão
definitivas,por
se tratarde
um
assunto aindaincipiente) e
em
sua publicaçãoenvolvendo
amensuração
e ogerenciamento
do_CapitalIntelectual.
EDVINSSON,
MALONE
(1998, p. 9)empregam
uma
linguagem
metafóricano
intuito