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›UNIVERSIDADE FÊDERAL DE SANIA¬CATARINA
\ CENTRO DE C1ENc1As DA SAÚDE - , ¬ V _. *_ » DEPARTAMENTO DE TOCOGINECOLOGIA CURSO DE GRADUAÇÃQ EM MEDICINA
znaENcA e%Es;mcí1¿o;NAL IRoFoB|JxsI1,c-A
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`** DouLorandaúdaf11ë~£;se do.Çurso_de Medicina da
:ünivepsidafie Federal.de Santa-Catariqa.
ÀFuoR1ANÓPoL1$;,NovEMBRo¢DE-1986
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AGRADECIMENTOS
Agzmdecemoó _o pneótámoóo auxilia dg
queflaó que dá/Leztamante .Ou z¿nd¿/Lezíamenzte
cdlabomaaam çom eóíø TRABALHO a, em zópg
/ INDICE RESUMO . . . . ... . . . . ... . . . . . ... . . . . . . . . . . . . .... . . . . . . .. INTRODUÇÃOV . . . . . ... ... . . . . . . . . . . ... . . . . ... .. CASUÍSTICA E MÉTODO f... .. . . . . .... . . . . . . . . . . . .. TABELAS . . . . .z. . . . . . . -. . . . . . ... . . . . . ... . . . . ... . . . . .. Q z s o'ø'ó n s u 0 o 1 o m u 0 0 Q 0 u 0 u c Q c Q Q Q -À à à n o Q Q 1 I n à 6 n
unóouuà usos unoou›on›o~o¡nnu;os›\‹6\óz¡\n seus
à.-.ø¢..›..›,..s›àzàuzo-.› .›-\.s zo..¡¡àa›.úv¢.
/,
RESUMO
_ Analisaremos neste trabalho um total de 32 casos de
pacientes com Diagnóstico de Doença Gestacional Trofoblãstica, internados na Maternidade Carmela Dutra, no periodo compreendido
entre janeiro de 1984 a setembro de l986.
Foram coletados os seguintes dadas de cada paciente:
idade, número de gestações, idade gestacional, clínica apresentâ
da, tipo histológico, ndmero de casos com Mola Persistente, tra'
tamento utilizado e incidência sobre o total de gestações.
A idade de aparecimento da Doença Gestacional Trofo
blästica predominante foi de 26 a 30 anos (3l,3Z).
Quanto ao número de gestações, a primiparidade ocor
reu em 37,5%. _
.-
A incidencia de Doença Gestacional Trofoblãstica foi
maior no final do 19 e inicio do 29 trimestre.
Em 90,7% dos casos observou-se Hemorragia Vaginal, constituindo~se no sintoma mais comum.
Verifiicou-se que a Mola Hidatiforme foi o tipo mais
comum da Doença Gestacional Trofoblãstica num total de 90,72. Foi constatato que a cada 712 gestações ocorre 1 caso de Doença Gestacional Trofoblastica.
›
INTRODUÇÃO
A Doença Gestacional Troboblastica (DGT), que possui
A
o sinonimo de: coriomas, neoplasia trofoblástíca gestacional, se
refere a uma série de anomalias proliferatívas do trofoblasto,que
são: Mola Hidatiforme, Coriodenoma destruens e Coriocarcinoma,on
de o diagnóstico é histopatolõgico. A Mola Hidatiforme represen
ta geralmente a forma benigna, e o Cariocarcinoma ë uma lesão
. . - . 7 22
muito maligna, frequentemente metastatica ' .
Estas neoplasias se originam dos elementos trofoblás
ticos do blastocisto em desenvolvimento com certas caracteristi
cas da placenta normal, possui tendências invasivas e tem a capa
cidade de produzir o hormônio gonadotrõfico coriõnico (HCG). A
doença esta relacionada com a gravidez, e termina fatalmente em
aborto espontâneo 23°2€§
O nosso trabalho, através de uma coletãnia de dados, .-
se propos a analisar os aspectos clínicos e correlacionã-los com.
dados estatísticos da literatura. Bem como analisar a terapëuti
ca utilizada, relacionada a evolução clinica e o diagnostico his
topatolõgíco de cada paciente%šã principalmente verificar a inci
dência desta patologia em Florianopolis, na Maternidade Carmela
»
CASUÍSTICA E MÉTODO
_ Foram analisados 40 prontuários de pacientes interna
dos na Maternidade Carmela Dutra, no periodo de janeiro de 1984
a setembro de-1986, com 0 diagnóstico de Doença Gestacional Tro
foblãstica. Em nossa casuística somente foram relacionados os
prontuários que possuíam diagnõsticos confirmados no exame histo patologico, ou seja, 32 casos.
Segundo o grupo etário, os pacientes foram divididos
em idades de: abaixo de 21 anos, 21 a 25, 26 a 30, 31 a 35, 36 a
40, e acima de 40 anos.
Com relaçao ao numero de gestações, incluindo abor
tos, cesareanas, curetagens, partos normais, foram -distribuídos
em: I, II, III, IV gestaçoes ou mais.
Quanto a idade gestacional foi relacionada em semamas
e agrupada da seguinte maneira: abaixo de 10 semanas, entre 10 a
12 semanas,l3 a 15, 16 a 18, e acima de 18 semanas, sendo também
incluida a idade gestacional desconhecida. ,
Os sinais e sintomas dos pacientes foram relacionados
conforme a sua incidência, destacam-se: a hemorragia vagina1,ute ro aumentado de volume em relação a idade gestacional, dor abdg
minal, pressão arterial elevada, eliminaçao de vesículas via va
fl
ââ
edema de membros inferiores, eliminação de restos ovulares, pali
dez.
Quanto ao tipo histológico, foi dividido conforme a
classificação da Doença Gestacional Trofoblãstica: Mola Hidati forme,Coridadenoma, destruens e Coriocarcinoma.
As pacientes com Mola Hidatiforme anterior, e que per
sistiram com sinais e sintomas sugestivos de recrudescimento
, A
da molestiaz como: persitencia da hemorragia vaginal após cureta
_gem, aumento de volume uterino, titulos de HCG elevados num pe
riodo de até 9 meses do diagnóstico anterior. Foram classifica
das como portadoras de Mola Hidatiforme Persistente.
As medidas terapêuticas adotadas foram a curetagem ute
rina, macro-indução seguida de curetagem, a curetagem seguida de
histerectomia e posteriormente a quimioterapia, e finalmente, cu
retagem completada com histerectomia. Sendo que cada conduta ice
rapeutica foi realizada conforme o diagnostico clinico e histopa
tolõgico e a presença ou não de metãstases.
V A fim de obtermos dados estatísticos quanto a incidën
cia de DGT, na Maternidade Carmela Dutra no periodo citado ante
riormente, realizamos o somatõrio do numero total de gestações,
incluindo parto normal, cesareana, curetagem e aborto, e estes
relacionados com o numero total de Coriomas.
/
DQENÇA GEsTAc1oNAL TRoFoBLÁsTIcA D1sTR1BU1çÃo QUANTQ À 1DADE
TABELA I » Íääáflš ng DE cAsos z _abaixo de 21 4 12,5 21 ~ 25 9 28,1 26 - 30 10 31,3 31 - 35 5 16,6 36»LT4O acima de 40 4 12,5 Total 32 1oo,o Fonte: SAME
Maternidade Carmela Dutra Floríanõpolís - 1986
_
TABELA II
DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA NÚMERO -DE GESTAÇÕES
GEsTAçÃo N9 DE cAs0s Z I 12 37,5 II 8 25 111 5 15,7 IV ou mais 7 21,8 T0TAL 32 100,0 Fonte:.SAME
Maternidade Carmela Dutra Florianópolis - 1986
TABELA III
DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA DISTRIBUIÇÃO QUANTO A IDADE GESTACIONAL
IDADE GESTACIONAE 5 (em semanas)
¶_
_ N9 BE C#S0%=¿ Z abaixo de 10 _ 1 3 9,4 10 - 12 _1Q 31,2 13 - 15 3 9,4 16 - 18 7 21,9 acima de 18 2 6,2 desconhecido 7 21,9 TOTAL 3}2}H
Í 1oo,o Fonte: SAMEMaternidade Carmela Dutra Florianópolis - 1986
»
TABELA IV
DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA
' SINAIS
E SINTOMAS
SINAIS E SINTOMAS N9 DE CASOS Z
Hemorragía vaginal 29 90,7
Útero aumentado em relação
a idade gestacional . 16 50 Dor abdominal 10 31,1 Hipertensão artepial ' Ííí5 _ 15,7 Elímípação de vesículas í3_ 9,4 Nãuseas e võmitos 2 6,2 Outros 9 28,3 Fonte: SAME -
Maternidade Carmela Dutra Florianópolis - 1986
I
TABELA V
DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA
“TIPO HISTOLÕGICO
TIPO HIsToLÓGIco V N9 DE cAsos Z
Mola hidatiforme 29 90,7 Coriocarcínoma í 2 6§2 Coründeuoma destruens ' l_ 3,1 TOTAL - 32}} 100,0 Fonte: SAME
Maternidade Carmela Dutra Florianópolis - 1986
_
TABELA VI
DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA MOLA PERSISTENTE N? DE CASOS Z Doenša Gestacional 'Trofob1ãstíCa` e ' ` ' ` ' ' ` ` ^ ` ` ¬ ' ' ` "32` 100 Mola Hídatíforme . Persístente 4 12,5 Fonte: SAME
Maternidade Carmela Dutra
»
TABELA VII
DOENÇA GESTAQIONAL TROFOBLÁSTICA TRATAMENTO¬
I
TRATAMENTO N9 DE CASOS Z
Curetagem V 21 65,6
Macro++ Indução i Curetagem 5 16,6
Curetagem } Quimioterapia /I Í
Q
12,6 Curetagem + Hísterectomía-ë - - - ‹ . . . . ‹ . . . z - . . . z . - . ..3,1 Curëtagem + Hísterectomía 1 3,1 TOTAL 32 Í 100,0 Fonte:_SAME5Maternidade Carmela Dutra Florianópolis - 1986
9q“f
Y _ ¿Hz× agp/90/7 _ Vl/
Õ9fiWfiø~0UxrvÍ)
/
-
TABELA VIII
.- DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA
INCIDÊNCIA
N9 DE CASOS Z
Número de Gestações 22.948 100
Número de Doença Gestacíonal
Trofoblãstíca 32 0,14
Incidência 1/712 gestações
Fonte: SAME
Maternidade Carmela Dutra Florianópolis - 1986
TABELA IX
-
DOENÇA GESTACIONAL TROFOBLÁSTICA_
INCIDÊNCIA DA MOLA .HIDAIIFORME NO MUNDO 22›
PAÍS INCIDÊNCIA REFERÊNCIA
Estados Unidos 111500
1/2093 gestaçoes gestações Brewer Goldstein et al
Irlanda l/ll9O gestações Stevenson
Austrália 1/695 gestações Buscher
França 1/500 gestações Brindeau
Isnael 1/460' sgestaçoes Brondes e Peretz
Hong Kong 1/242 gestações Chun et al.
Japão 1/232 gestações Hasegawa.
Índia l/160 gestações Pai
México 1/200 gestações Marquez¿Monten
Filipinas -
V1/173 gestações A Costa-Sison
Taiwan 1/120* gestações Wei
, ,
Fonte: NOVAK, Edmund R. Doença Trofoblastica. In - NOVAK
1
Jim
/záwíøíäúfi/W]
282,zø«Í'”//W
RESULTADOS
Em relação ä raça, das 32 pacientes analisadas, veri
ficou-se que todas eram leucodërmicas, dispensando-se portanto o
uso de tabela.
Quanto ã idade (tabela I) ocorreram 4 casos com ida
de inferior a 21 anos, eduivalendo a 12,52, 9 casos com idade en
tre 21 e 25 anos atingindo 28,1%, 10 casos (3l,3Z) entre as ida
des de 26 a 30 anos, 5 pacientes (16,6Z) entre 31 e 35 anos, e
finalemnte 4 pacientes (12,5Z) com idade acima de 40 anos.
V
Observamos que o numero de gestações variou de 37,52
ou seja 12 casos de primigesta, GÉII em 8 casos (252), G=III em
5 casos (l5,5Z), com IV ou mais gestações haviam 7 'pacientes
(21,8z).
Na tabela III relacionamos ã idade gestacional quan do o diagnóstico já havia sido comprovado. Abaixo de 10 semanas
somente em 3 pacientes (9,4Z), entre 10 e 12 semanas em]Á)pacien
tes (31,2Z),entre 13 a 15 semanas ‹
3 pacientes (9,4Z). Com 16
e 18 semanas encontramos 7 casos (2l,9Z) acima de 18 semanas 2
casos (6,2Z), e finalmente nas idades gestacionais desconhecidas
encontramos 7 (21,9Z).
I
No primeiro trimestre a incidência foi de 40,6% (13
»
ça Gestacional Trofoblãsticaa
Devem ser levados em consideração o nfimero de casos
em que a idade gestacional era desconhecida, chegando a 7 casos
(21,5Z) dos prontuários analisados. '
Os sinais e sintomas mais comuns, foram analisados na
tabela IV. A hemorragia vaginal ocorreu em 29 pacientes (90,7Z).
O útero estava aumentado em relação a idade gestacig
nal em 16 casos (50%). Dor abdominal foi observada em 10 casos
(3l,lZ). f
Foram encontrados 5 casos (l5,7Z) de hipertensão arte
rial.
Em 3 pacientes (9,4Z) verificou~se eliminação de vesi
culas.
Somente 2 casos (6,2Z) foram observados que tinham nau
seas e vomitos. '
Analisando a tabela V, que relaciona o tipo histolõgi co desta patologia, encontramos uma percentagem de 90,7% de Mola Hidatiforme (29 casos), em segundo lugar foi o Coriocarcinoma com
6,22 (2 casos), e finalmente 1 caso de Corioadenoma, destruens
equivalente a 3,1%. Dados estes confirmados no historapatolõgico.
A relação de Molas Persistentes para o total de Doen
ça Gestacional Trofoblãstica, demonstrada na tabela VI foi de 4
casos, alcançando 12,5%. V
A tabela VII mostra que a Guretagem Uterína foi o pro
cedimento isolado mais frequente, sendo realizada em 27 pacien
tes (65,6Z). A Macro-Indução seguida de Curetagem foi o método
utilizado em 5 pacientes (l6,6Z).
Em l2,6Z das-pacientes (4'casos) adotou-se como medi
da terapêutica a Curetagem seguida de Quimioterapia. - '
Apenas em l paciente (3,lZ) foi realizado Histerecto
mia seguida de Quimioterapia.
"
Também em 1 caso (3,lZ) foi feito Curetagem com poste
A incidência de D
f '
Ls
oença Gestacional Trofoblãstica so
bre o total de gestações `
, ou seja 22.948 foi de 32 ca
zendo 0,14%.
Encontramos 1 caso de DGT em 712 gestações
DISCUSSÃO
Devido a insuficiência de dados nos prontuários anali
sados, não foi possivel registrar em nossa casuística, examescom
plementares com RX de Tõrax, Ultrassom, HCG Urinário, bem comp
altura de fundo uterino, ausculta dos batimentos cardiofetais.
Em vista deste problema, nos detivemos em analisar os
dados clínicos relativos a cada paciente.
_ A Doença Gestacional Trofoblástica (DTG) se refere a
um espectro de anomalia proliferatíva de troboblasto e sempre es tã relacionada com um acontecimento gravidico 2'7'23.
Relacionada também a anomalias proliferativas do Trg
foblastoç com tendência invasiva e capacidade de produzir o hot
mõnio polipeptideo, a gonadotrofina coriõnica (HCG) 2'7.
Possui uma classificação histopatolõgica que é a se
guinte:
l. Mola Hidatifone
/Q 2. Corioadenoma destruens (Mola Invasora)
3. Coriocarcinoma _
A Doença Gestacional Trofoblãstica possui vários sin5
nimos; entre eles: Coriomas, Neoplasias Trofoblãsticas Gestacio
7,24
O fator causal desta patologia é desconhecida mas re
nal
conhece-se uma série de fatores de risco como:
3) Prenhez Mølar Rregressa¡`o_risco de Segunda Mola é
f
*Q
b) Prenhez Molar Atual; o risco de desenvolver Corig
carcioma e aproximadamente 32.
c) Primiparidade idosa ~
d) Gravidez nos extremos de vida reprodura 22'24.
-
e) Procedencia Racial da Paciente ou de seus ascenden
.`
tes ã maior frequencia na Àsia tem sido atribuida a gene predis
ponente, cuja influencia não diminui, mesmo alterando o ambiente
ou a nutrição.
f) Consanguidade, o Coriocarcinoma é mais comum em áreas de en_
dogamia frequente. `
g) Baixo nivel socio-economico, deficiencia proteica,
ácido fólico e ferro.
Em nossa pesquisa encontramos uma incidencia de 12,5% em pacientes com idade inferior a 21 anos e também 12,5% nas pa
cientes com mais de 40 anos, porém a maior incidencia que verifi
camos foi na faixa etária de 26 a 30 anos (31,3Z), devido a este
grupo estar no auge da vida reprodutiva, ocorrendo mais gravidezes,portanto
mais chances de apresentar Coriomas.
A Primiparidade constitui-se num fator de risco'ímP0r
tante, principalmente se estiver relacionado com'¿.gestante's.»que tem me
nos de 20 anos ou aquelas com idade superior a 40 anos 6'10°2O.
'
Nossa série mostra 37,5% de casos de Primiparidade na
DGT, seguidos por 252 de pacientes com um numero de II gestações
igual a II, 15,72 com III e 21,8% com 4 ou mais gestaçoes.
Frequentemente se torna dificil distinguir o infifio de
uma gravidez molaI¿ pois o seu comportamento é semelhante ao que
ocorre em uma gestação normal. O que costuma ocorrer geralmenteé
um aborto precoce 5'1o'15.
O Diagnóstico de DGT, feito geralmente depois de 2 se
~ z . . - . \ » ‹ '
¡ manas de gestaçao permite ainferencia que um numero maior de ca' sos tem epilogo em abortamentos nao diagnosticados nas fases mais
~ . I 13
precoces da_prenhez, com degeneraçao micromolar do ovo .
No comportamento clinico da DGT, não é raro encontrar
az -.
uma divergencia completa entre a histologia e a sua evoluçao cli
nica. Molas de aspecto biologico benigno podem apresentar metas
. 20
_
tase com resultados fatais .
'
A DGT clinicamente assume 2 formas, a benigma e a ma
1
il
zada no utero, e a metastãtica ultrapassa os limites deste Õr
_ 17 _
gao .
O diagnóstico é feito geralmente no final do 19 e ini
cio do 29 trimestre da gravidez, semelhante ao que encontramos
em nossa casuística, onde a idade gestacional de 10 a 18 semanas
correspondeu a 71,9% das pacientes.
Uma vez suspeitado clinicamente da Patologia dispõe-
se de provas para confirma-la.
A Amniografia é um método diagnostico acurado, mas há
riscos, como de irradiar o feto numa gravidez normal. A imagem
amniogrãfica é de Colméia corroida por traça, ou em favo _ de
22
mel .
A Ultrassonografia é o método de escolha, por não ser
invasivo, e com alto grau de acuracidade (972) eespecificidadezé As caracteristicas ultrassonográficas são: ecos difu
sos com "efeito em nevassa", "flocos de neve". Este método diag
nõstico é importante na diferenciação de outras afecçoes, como
. . - . 22
Aborto Iminente e Gravidez Ectopica .
Na DGT uma quantidade excessiva de trofoblasto está
presente, e altos niveis de HCG sao produzidos e detectados na
urina, e HCG descreve uma curva ascendente com um rápido pico en
tre a 8? e 10? semana de gestação numa gravidez normal, chegan
do até lO0 m UI/ml decrescendo após progressivamente até a 16€
- . . - 4,23
semana, em que somente os titulos minimos sao encontrados .
Na DGT titulos permanecem elevados a partir da 8% se
mana. Deste modo, se o titulo de HCG continua se elevando ou se
mantém elevado apos a 14€ semana de gravidez é um bom indicio
. 2 desta patologia 4.
Através do Radio-imunuensaio, dosagem do B-HCG, um má
todo mais apurado e mais especifico, é muito melhor para a sus
. 2
_
peita e acompanhamento da DGT l'23.
A Arteriografia pode ser-util na localização de metas
tases na pele ou abdome, mas geralmente nao ê feito para o diag
. . . - . 23
_
nostico primario da doença .
zíww,
i A ^ f(;'“(/°/)VM*
x
`/‹"l VA! 1° p ^‹/~¿” ix 0/ " Z/V \.z ÍÊ ULWE
O RX de Tõrax evidencia as lesões metastãticas ao ni
vel pulmonar, sendo portanto indicado em toda a suspeita de Co
. _ . _ . . 22
rioma, sugerindo tambem a presença de Coriocarcinoma .
O diagnóstico de certeza, será feito através do exa me histopatolõgico do material curetado oudà peça de histerecto
23,25 ' _
mia
A Patologia trofoblãstica se apresenta clinicamente
com sangramento vaginal e cõlicas uterinas, durante o 19 Crimes
. , . . 20
tre ou inicio do segundo trimestre .
Entre os sinais clínicos, a hemorragia vaginal ë o de
maior importancia, é de intensidade progressiva, aumentando a ca
. . 23
_
da novo surto, sempre mais grave que a anterior .
A DGT deve ser considerada em mulheres com sangramen
. . 2 . .
to no 19 trimestre da gravidez . Realmente a Hemorragia Vaginal
foi o sinal clinico de maior frequencia, ou seja 90% das pacien
tes analisadas.
Segundo Capbell, 45% das pacientes apresentam o tama
nho do utero maior do que se poderia esperar para a idade gesta
cional. O aumento do utero e mais rápido do que o seria numa ges
taçao normal, podendo inclusive causar tensão nas estruturas de
suporte e dor embaixo do ventre, fazendo grande distensão do mig
métrio, e em um terço dos casos,desconforto uterino. Apesar de
que são referidos casos de mola retida Ou morta, onde o volume
uterino é menor para a idade gestacional ?.
Nas pacientes analisadas na Maternidade Carnela Dutra verificamos que o utero estava aumentado para a idade gestacio
nal em 50% das pacientes e que a dor abdominal esteve presenteem
um terço dos casos. <
'
A Toxemia Gravfdica ocorre em 12% das pacientes com Coriomas, com Hipertensao Arterial, Proteinfiria, e outros sinais de Pré-eclãmpsia e seu aparecimento esta diretamente relaciona
do â quantidade de tecido trofoblastico, isso.sugere que a causa da Toxemia esteja relacionada com a atividade excessiva do tro
1
_
1 'Fla
Em nossos dados, houve 5 pacientes com Hipertensão Ar A
terial Sistemica (correspondendo a 15,7%) e 2 pacientes com nãu
.- .`
seas e vomitos, sugerindo a presença de pré-eclampsia.
Às vezes, apaciente elimina pequenas ou grandes _ mas
sas de tecido vesicular característico de um abortamento molar,
sendo um sinal tardio e que surge geralmente quandooadiagnõstico
3 já foi feito
nossas
quando
5'22. A eliminação de vesiculos ocorreu em 10% de
pacientes, sendo portanto um sinal pouco frequente, mas
presente sela o diagnostico.
ëãè@§ Na Mola hidatiforme reconhecida clinicamente em 50%
<Q dos casos, antes da expulsão das vesiculas caracteristicas,os da
dos clinicamente sugestivos sao:
A
peitada em
No
Quadro de Abortamento (50%)
Útero grande para a idade gestacional (50%)
Cistos tecaluteinicos (302) _
Hiperemese gravidica
Toxemia da primeira metade da gestação
Ausência de batimentos cardíacos e de partes fetais
- . 20
Dor pelvica .
Mola Invasora ou Coriadenoma destruens pode ser sus
caso de Mola hidatiforme acompanhada de:
Abdome Agudo Hemorragico (?erfurração Uterina) '
Metãstases Pulmonares .
Hemorragia: ou Útero . `subinvolvido 30 dias após
a evacuação da Mola.
20,21
Cistos tecaluteincos persistentes
é de hemorra
Coriocarcinoma o quadro clinco tipico
z z . - gia genital p de metastates Po 1. Põs-aborto.
ersistente apos umrparto ou aborto, ou
5,22 '
a presença
dem aparecer as seguintes manifestaçoes:
- Genitais - Hemorragia Genital no Puerpério ou
Smfiny0hgzb_ uterina, tumor pëlvivo ou vaginal, cistos
..gí
›
'
2 - Abdominais - Tumor,Abdome Agudo Hemorrãgico (rotu
ra de Metâstases Hepãtica ou ovariana, perfuração uterina.
3 - Outros: dispnéia, hemãtise, dor torácica, hemorra
gia digestiva, sintomas neurológicos, dor no hipocondri- direito
e ictericia, hematüria 1' 15' 19' 24
_ A Mola hidatiforme ocorre com uma frequência de 80 a
85% dos casos, geralmente evoluindo clinicamente com caráter be
nigno, onde as vilosidades coriõnicas se tornam muito. distendi
das com liquido, aparecendo como vesículas acinosas translficidas
que variam de milímetros até o volume de uma cereja; A Mola hida
tiforme possui as seguintes caracteristicas histolõgicasz edema
acentuado e aumento de volume das vilosidades desaparecendo os
vasos sanguíneos vilosos, proliferaçao trofoblãstica das. vilosi
dades, ausência de tecido fetal 10'17'23.
A Mola invasora ou Corioadenoma destruens ocorre em
10 a 15% dos casos de D.G¿T. Nesta ocorre penetração anormal e
invasão local extensa no miomëtrio, lentamente com excessiva pro
liferação trofoblástica. Histologicamente os critérios diagnõsti
cos são imprecisos, ocorre geralmente proliferação aumentada e
um tecido víloso conservado 5'22'24.
. As vilosidades podem invadir o paramétrio ou a vagi
na, raramente ocorrem metástases. Esta variedade de patologia ë,
_ . .
'
. . . 23 _
as vezes, diagnosticada erroneamente com Coriocarcinoma . 0
diagnóstico é raro, devido as curetagens não mostrarem o mate
rial do miomëtrio, visto que e necessário geralmente, uma peça
. ~. .. - . 22 . . .
de histerectomia para fazer o diagnostico . A principal compli
cação desta entidade éia hemorragia, podendo, ãs vezes, ocorrer perfuração uterina. Podem ocorrer metšstases, possui melhor prog
- . . . 1 -
nostico que o Coriocarcinoma .
Parase fawero diagnostico de Corioadenoma destruens ë
necessário que se faça o exame da peça de histerectomia, pois em
, -. , _. -- ,. -
uma curetagem com biopsia nao se obtem o diagnostico qšfgeralmeg
24,25 A
te .
0 Coriocarcinoma constitui-se no tipo maligno,-ë diag
- -
YGQ estruturas adjacentes a t x ' 22 » as
tases pulmonares. A sua incidencia situa-se entre 3 a 52 sobre o
total de Coriomas 22'24.
Além do pulmão, pode dar metástases no figado,cérebro
rins, trato gastrointestinal.âÉ relativamente raro, pode apare
cer apõs gestaçao Molar (50%), aborto expontãneo (30%) ou gravi
dez normal (202) 20.
Histologicamente se apresenta com desordenada prolife
ração de tecido trofoblástico, do sincicio como do Citotrofoblas
to, com destruição e necrose, bem como hemorragiaf~ Macroscopica
mente aparece como uma massa hemorrágica, escura na parede uteri
na, cérvix ou vagina, invadindo em profundidade e superficie as
5,22
Nossos dados revelaram haver 90,7Z de casos de Mola hidatiforme, 6,2% de Coriocarcinoma e Corioadenoma destruens em
3,1%. A Molafhidatiforme portanto confirmou ser a mais comum.
Quanto ao Coriadenoma destruens, constatamos apenas 1
caso e foi diagnosticado_graças ao exame histopatolõgico da peça
de Histerectomia. Em vista disso, acreditamos que a baixa inci
dência de Corioadenoma destruens se deva ao fato de que não se
realizou o exame da peça cirfirgica em todas as pacientes anali
sadas.
/À
Em nossas estatisticas houve um pequeno aumento na in
cidencia de Coriocarcinoma que foi de 6,22, devido ao fato de
.z
ser a Maternidade Carmela Dutra um centro de referencia de paci
entes encaminhadas de outras localidades, a fim de realizar tra
tamento oncologico.
ÉÕ Uma vez feito o diagnostico, se impõe algumas medi
das, na avaliaçao da extensão da doença e na procura de metãsta
6 se .
i
Inclui o RX de Torax, dosagem de HCG urinário, avalia
çao hepática e renal, bem como exame fisico geral e ginecolõgi
6,20
co .
Antes do tratamento adequado de um paciente, ele deve
f ZÉ
111052'
I. Não Metastãticos
II. Metastãticos: baixo risco e risco elevado.
A) Baixo risco - pacientes com doença metastãticas e
sem fatores de risco elevados.
B) Risco elevado - “
1. Nivel de B~HCG superior a lO0.000m UI/ml:
2; Apõs gravidez a termo
3. Metãstase hepática ou cerebral
4. Episódio de gravidez associados a mais do que
4 meses antes do diagnóstico.
5. Falha na Quimioterapia anterior 6'7'9'2o.
Devemos fazer o Diagnöstico diferencial da DGT com:
a) Quadros genitais: abortamento topico ou ectõpico;
.`
gemelidade, hidramnio, Macrossomia fetal, gravidez normal com
erro`de data, mioma e gravidez, turmor de ov§rio,;retenÇão `
de
restos placentários ou ovulares, disfunçao menstrual.
b) Quadros abdominais: abdome agudo hemorrágica de
origem extragenital, “tumor abdominal a esclarecer,, colecistite
calculosa, hepatites, hemorragia digestiva, cálculos urinãrios, nefropatia.
c)fi0utros (em relaçao as metástases): tuberculose pul
monar, epilepsia, acidente vascular cerebral, tumor cerebral 5°
15,22,23
Feito o diagnostico de DGT deve ser realizado o esva
ziamento uterino através de curetagem ou histerectomia. A cureta gem uterina é o método de escolha nas pacientes que queiram man
ter a funçao reprodutora. Sendo a curetagem por aspiração , ë o
_ . . _ - 2.2
metodo mais eficaz e seguro 13'15'16'2 ° 4.
Em fiteros volumosos, atingindo ou ultrapassando a ci
catriz umbelical deve ser feita a induçao comocítocitospara pos
terior curetagem, pois há o perigo de perfuração uterina 13' 20'
22,23
'Ê-l
»
›
ao Serviço de Anatomia Patológica.
Já a Histerectomia é indicado em multiparas com mais
de 40 anos com prole constituida. Esse tratamento, ou seja, : a
histerectomia reduz a possibilidade de haver sequelas malignas . ._ 13,1ó,2z
de recidiva .
¡-1.D ya.Ó |..a. W I-J
Após este tratamento a paciente deve ser acom
panhada clinicamente e laboratorialmente, com dosagens semanais,
de B-HCG ou HCG urinário, conforme a disponibilidade do 1ocal.0s
titulos deB3HCG z devem ser semanais até negativar, mensais até
6 meses, após de 2 em 2 meses até completar l ano 8”10°2l'22
'Os titulos estáveis ou ascendentes deB_HCGplasmátíco,
por 2 a 3 semanas após o esvaziamento uterino, podem ocorrer na
. . . 2
curetagem incompleta ou na malignidade 4.
Nas Doenças Trofoblãsticas Malignas, Corioadenoma des
truens, Coriocarcinoma ë necessário estabelecer, de |-In C3 I-'\O |-la O o pro
..
- . . 14
gnostico antes de adotar-se uma terapeutica .
Considera-se de bom prognõstico a Mclëstia Trofoblãs
, _. - . -
tico nao metastatica ou com Metastase Pulmonar ou Vaginal com me
nos de 4 meses de evolução. E de mau pragnostico quando ha metãs
_ C»
'*~^'
.
tase hepática ou cerebral, Coriocarcinoma pôs-prenhez a termo,
transformação maligna por mais de 4 meses e nos casos de resis
- . _ . . . 9 24 ~
_
tencia a Quimioterapia ”
.
VA Quimioterapia está indicada quando houver:
l. Diagnóstico histopatolögico de Coriocarcinoma.
._
2. Evidencia de Doença Maligna.
3. Nivel serico estacionãrio ou crescente de .-ÍBGHCG
apõs o esvaziamento de Mola hidatiforme.
4. Nivel de B-HCG que não voltou ao normal 12 semanas
apãs o esvaziamento.
5. Nivel serico elevado de B-HCG_descoberto após atin
. - - . l3,l5,24
gir um nivel serico normal .
Na Mola invasora sem metšstase indica-se a histerecto
mia, dois a três dias antes de ¡.-1.U H. Õ a Quimioterapia, como tam
p-I.
N W
Zi
»
tra-uterínas e em pacientes com coriomas com curetagens repeti
das 22,24'
Com o advento da Quimioterapia que elevou o indice de
cura do Coriocarcinoma, acima de 90%, tornando melhor o seu prog
nõstico, apesar de existirem falhas no tratamento, chegando a
ocorrer casos com evolução fatal 23. Primariamente os fatoresres ponsãveis por esta falha estão citados em um estudo realizado no
Centro John I - Brewer de DGT que sao os seguintes:
a) Presença de extensa doença até o inicio do trata
mento.
b) Tratamento inicial inadequado.
c) Falhas nas indicaçoes quanto ao tipo adequado de
tratamento.
A Quimioterapia com Metrotexate e ActinomícinaD, pro
porciona um tratamento eficaz tanto para a doença metãstática
- - . 3
como para a nao-metastatica .
Na Doença Trofoblãstíca Gestacional ;Ánão-metastãtica inicia-se geralmente com um finíco agente quimioterapico, o Metro
texate é o escolhido pela facilidade na sua administração 3'22.
As pacientes com elevado risco metastãtico, 'recebem Quimioterapia triplice com Metrotexate, Actinomícina D e Cloram
. . . 16
"
' bucil ou ciclofosfamida
.
Em nosso estudo, a curetagem uterina como procedimen
to finico foi realizada em 65,62 das pacientes, onde a maior par te dos Coriomas manifestaram-se com quadro de aborto espontaneo
Nos casos de pacientes com utero aumentado acima da
cicatriz umbelical, foi realizado primeiro a Macro-indução, se
guida de Curetagem, para não correr o risco de perfuração uuteri
na.
f/ Os casoíwde Mola persistentes foram tratados com cure
fl kigem combinada com Quimioterapiawposterigrmente.
Na Holanda cerca de 102 dos Coriomas tornam-se persis
tentes, ocorrendo em l/20-910 gestações 12.
I
.Zi
Curetagem persistem osxsínais e sintomas como:
- Hemorragia vaginal intermitente, subinvolução uteri na, aumento do volume uterino, titulos de HCG elevados permanen temente ou estabilizados em uma faixa alta ou moderada.
Por outro lado deve-se fazer o diagnóstico ilfdiferen
cial com curetagem incompleta e também com Coriocarcinoma pois
existe a possibilidade de que a Mola hidatiforme possa maligni
zar-se.
'
Em nossa análise ocorreram 4 casos de Mola persisten
te, ou 12,5% do total, confirmando com a literatura.
Quanto a uma paciente que apresentou Coríocarcinoma o
tratamento adotado foi a Histerectomia, seguida de Quimioterapia indicada por apresentar os requisitos como: idade avançada, pro
le constituida, doença maligna.
Houve l caso de perfuração uterina durante a cureta
gem, onde foi indicado Histerectomia, e realizado exame histopa
tolõgico no qual foi diagnosticado Corioadenoma destruens, nosso
único caso desta patologia. A
A incidência da Doença Gestacional Trofoblãstica (ta
bela IX) varia conforme a localização, por exemplo nos EUA ocor
rem l/ 1500-2000 gestações, outros paises onde a incidência é tão
elevada quanto 1/82 em Formosa, nas Filipinas 1[200, Indonésia e
- A
Vietna 1/1000, China 1/530. Na Tailandia ocorre de l/398 gesta
ções.
-O numero de pacientes com Doença Gestacional Trofo
blãstica, no periodo de janeiro de 1984 a setembro de 1986, na
Maeernidade Carmela Dutra foi de 32.
O numero total de gestações neste mesmo periodo foi
de 22.948 resultando em l Doença Gestacional Trofoblãstico para
I
CONCLUSÕES
1. Com referência a DÊÍ/yerificou-se um predomínio na
faixa etária de 26 a 30 anos.
2. As primiparas são os pacientes mais sujeitasa apre
. ~ ¿/H
._
sentar Corlomas numa.gestaçao.
3. Em relação a idade gestacional, o diagnóstico é
feito principalmente, no fim do primeiro e inicio do segundo tri
mestre.
4. A Hemorragia vaginal ë o sinal mais comum, em se
gundo lugar, o utero esta aumentado desproporcionalmente em rela
çao a idade gestacional. ¢/'
L/gy/A Mola hidatiforme É o tipo histológico mais fre
quente.
(ig) 6. A Mola hidatiforme persistente,_requer o tratamen
to quim1oterãpico¿_e sua ocorrência não é rara (12 5% dos Corio
maS)_ _
,darztzzfzázzai
za. ,ézafztéâø' _
7. Quanto ao tratamento, o esvaziamento uterino se im
.., - ._
poe, e a curetagem e a terapeutica de escolha.
¿Í:> 8. A Quimioterapia está res rvada para as pacientes
com D.G.T. maligna. Í fiáxí Q ¿¢ø¢Ââ7Lú&'
9. Na Maternidade Carmela Dutra, a cada 712 gestações
ocorre uma Doença Gestacional Trofoblãstica. c//
/
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TCC UFSC TO 0326 Ex.l N-Clwmz TCC UFSC TO 0326
Autor: Ludwig, FernandoC
Título: Doença gestacional frofoblástica
~
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972815781 Ac. 254456
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