UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIENCIAS DA SAUDE
CURSo DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
CCSM
N.Chflm- TCC UFSC ENF 0039TCC Autor: Garcia, Ana Claudi~
UFSC
'
Título: Assistência de enfermagem à gest
I|\\I| Ill II |\| ||l\\H\ |I\ Hill
972519923 Ac. 239760 .
E*-' E×.1 UFSC BsccsM CCSM
ASSISTENCIA' DE ENFERMAGEM
A
GESTANTE ADOLESCENTE. ENFOCANDO ASPECTOS BIo1>sICossoCIAL E ESPIRITUAL
NO CICLO GRÃVIDO PUERPERAL - MATERNIDADE CARMELA
DUTRA
ANA CLAUDIA DE QUEIROZ GARCIA CHRISTIANE BRUNONI
SANDRA REGINA BARRETO COSTA
VIII UNIDADE CURRICULAR - INT ll08
ORIENTADORA: LORENA MACHADO E SILVA
SUPERVISORA: ODALEA MARIA BRUGGEMANN DOS SANTOS
FLORIANÓPOLIS
Sexo nada tem de vergonhoso ou impuro. A sexualidade ë bela como tudo que parte da natureza. É maravilhosa porque ë atra
vês dela que se perpetua a espécie. E a
expressao máxima, mais concreta do amor entre um homem e uma mulher, mas de ma neira responsável e adulta. Nunca uma brincadeira, um passatempo. A juventude também ê maravilhosa com seus sonhos, seus idealismos, seu passado, virgem de mágoas profundas. E. como o Brasil, de amanhã será conduzido pelos adolescentes de hoje, ê mister prepará-los bem, emba
sáelos cultural e emocionalmente. Isso
se consegue com afeto e firmeza".
AGRADECIMENTOS
~
. A Lorena, pela orientaçao, amizade, apoioeaentusiaâ
mo com que nos ajudou a elaborar este projeto.
- A Odalêa, por ter aceito a supervisão ¬do trabalho
previsto neste projeto.
- Ãs professoras do Departamento de Enfermaäem que nos ajudaram fornecendo material e informações para elabora ção deste projeto.
, , ~
Aos pais, namorados, irmaos e tios pelo carinho dis
pensado nos momentos de conflito;
- A nõs mesmas pela paciência, perseverança e acinwàde tudo vontade de vencer, e também por termos estado sempre jun
tas em todos os momentos desta luta.,
- A todos aqueles que colaboraram direta ou indireta
I II III IV V VI VII VIII SUMÃRIO PÁG INTRODUÇÃO .... . . . . .. 01 OBJETIVOS . . . . .. 14
PLANO DE AÇÃO E AVALIAÇÃO . . . . . .. 16
CRONOGRAMA . . . . ... . . . . . . . . .. 20 ORÇAMENTO . . . . . ... . . . . . . . . . ... . 23 CONCLUSÃO ... . . . . . . . . ... 25 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . ... . 28 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA . . . . . . ... 30 ANEXOS
I - INTRODUÇÃO
Este planejamento foi elaborado por um grupo de três acadêmicas de enfermagem: Ana Claudia de Queiros Garcia, Chria tiane Brunoni e Sandra Regina Barreto Costa, da VIII Unidade
~
Curricular (U.C.) do Curso de Graduaçao em Enfermagem, da Una versidade Federal de Santa Catarina (U.F.S.C.). Contará com a
orientação da Enfermeira Professora Lorena Machado e Silva, e ~
a supervisao da Enfermeira Odalêa Maria Bruggemann dos Santos da Maternidade Carmela Dutra (M.C.D.) que ê vinculada â Funda çao Hospitalar de Santa Catarina (F.H.S.C.).
O estágio realizar-se-ã no período de 02.04.87 a
30.06.87, num total de 220 hs/aluno no que corresponde a 55
dias, sendo que cada membro do grupo deverá fazer 4 horas dia
rias de estágio, no setor de pré-natal, sala de parto e pueš
përio da M.c.D./F.H.s.c.
A decisao de trabalharmos com gestanteõadolescentefoi por acharmos que ê um tema atual, cuja incidência tem aumenta do significativamente nos últimos tempos, e também há o fato de grande recidiva da mesma; além de que na maioria dos ca sos a paternidade nao ê assumida. Consideramos bastante inta
2
~ 4 ~
focando-a numa situaçao instavel de concepçao-gravidez, parto
e puerpério. Motivou-nos também a ausência de uma assistência específica que atenda essa faixa etária e-as p9ssibilidades.de contribuirmos para alguma açao que vise atender as necessida des da adolescente grávida.
~
Através da revisao da bibliografia, obtivemos dados que nos permitem apresentar o problema primeiro descrevendo o
adolescente, suas transformaçoes e crises. Em segundo `lugar
situando a adolescente grávida e posteriormente enfatizando a
importância da assistência de enfermagem qualificada e especí
,
fica, prevalecendo uma boa integraçao multiprofissional.
A adolescência é um período muito conturbado da vida do ser humano. E o período de procura de nova identidade; o
adolescente fica dividido entre as bonecas, carrinhos, _: os pais herõis, e a vontade de novas descobertas, novos rumos,um novo papel social. A menina que passa o dia brincando de bone ca a noite faz sua maquilagem e sai em busca de aventura, li
berdade e ação. O menino que de dia acredita ser seu pai um tipo de "He Man" a noite descobre que ele também pode ser um "He Man". A partir daí começam as dúvidas entre a vontade de ser aquela eterna princezinha ou o principezinho do papai e
da mamae, e a irresistível e louca vontade de ser a gatinha
ou o gato da turma, com isso é aí que ele perde a identidade infantil, seu corpo muda, suas idéias se confundem levando o
jovem a ser questionar sobre quem é? porque está aqui? geran
do grande desanimo pela vontade de crescer contra a vontade
de que nada mude.
Com a perda da identidade infantil o jovem perde tam bém os pais de sua infância, vistos até então como pessoas
3
fortes, protetoras, capazes de suprir sempre todas as suas ne cessidades.
¡¡ -f . . 4 . - . ~
A caracteristica biologica da adolescencia nao nos permite estabelecer limites definidos de idade que marquem seu início ou términoÚ(7).
Devido a grande diversidade entre os critérios adota dos pelos estudiosos para delimitar o início e o término sudo
período de adolescência optamos pelo critério estabelecido pe la Organização Mundial de Saúde (OMS) por ser um padrão mun
dial, que estipula como faixa etária o período compreendidc›en tre 10 e l9 anos.
_
Nessa época as mudanças fisiológicas e corporais que ocorrem sao devidas em parte, a um aumento na produçao de hor mõnios ativados pela glândula pituitâria anterior. O hormônio pituitãrio, a atividade das gônadas ou glândulas sexuais, in
~
crementando assim a produçao de hõrmonios sexuais e o cresci
f 1
mento dos espermatozoides e õvulos maduros nos homens e mulhe
res respectivamente. Esses hormônios sexuais que incluem . a testosterona nos meninos e o estrõgeno nas meninas, ao se com
binarem com outros hormônios estimulam o crescimento dos os sos e músculos, fazendo com que haja o estirão de crescimen
to. Nessa fase o corpo do adolescente sofre grande transforma
~
çoes, como o desenvolvimento dos seios, dos pelos, o ganho de peso e altura, hipertrofia do pomo de adão - que causa mudan ça de voz, o aparecimento da menstruação e a capacidade de ge
rar, Todas essas mudanças tao rápidas no corpo do adolescente
ameaçam seu sentido de auto-consciência, precisando ele de um certo tempo para integrã-los num sentido de identidade e au to-consciência que aos poucos vai emergindo.
4 A família acostumada a dirigir a criança fica contra riada diante do adolescente - um ser que passou a ter vonta
des, idéias, impulsos próprios, muitas vezes contraditórios ; sobretudo porque se trata de uma mudança em certos casos bruâ ca que apanha os pais emocionalmente desprevenidos. Se . a
criança perde os pais idealizados, os pais também sentem _que
perderam a posição de que gozaram durante anos; entrando em atritos constantes com os jovens, por não aceitarem críticas,
~ ~
comparaçoes pessoais e a contestaçao de seus valores e ideolg
gia. Essas atitudes do adolescente são importantissímas para
que elepmssapensar por ele próprio, se auto afirmar, tomar
~
decisoes e prepararfse para a vida adulta.
. O jovem representa um forte desafio a mudança, zu que desperta inquietaçao e angústia, porque ameaça por em dúvida
tudo a que está aí há muito estabelecido.
Frente a todos estes conflitos gerados no ambiente fa miliar, o adolescente busca em outro grupo um meio mais fácil para apoiar seus ideais, suas contestaçoes, esclarecer sisuas dúvidas, extravasar suas angústias. Tentando afirmar seu pró
io eu a o escen e cria o seu voca ário - iria, seu
pr " " o d l t bul
g
vestiário e se entrega muitas vezes ao cigarro, alcool e tóxi
CO.
"O interesse ¬-pelas questões ,sexuais '. aumenta na
puberdade, como consequência das mudanças fisiológicas que se
verificam nessa idade. Inicialmente esse interesse se relacio na com as alterações fisiológicas do próprio indivíduo ou de seus companheiros. Só mais tarde sobrevem a curiosidade sobre
"(6)
o que ocorre com o sexo oposto .
5
pais e filhos ê a sexualidade. Não se pode culpar os jovens pelos seus atos, nem seus pais e nem os pais destes, visto que o assunto sexo em nossa sociedade sempre foi visto como tabu. O adolescente não foi preparado nem pela família, nem pela escola, nem pela sociedade para viver sua sexualidade ;
por sua vez se guiam por troca de experiências e confidências entre amigos sem uma verdadeira orientação. A falta de diãlo
~
go e reflexao faz com que muitos adolescentes se permitam a
não pensar a respeito das consequências do relacionamento se xual. As preocupações ficam em torno de "ser igual ao colega?
"ser um atleta sexual", "nao perder o namorado", dessa manei ra colocando de lado o respeito, o amadurecimento afetivo e a
responsabilidade.
"Alia-se ainda a estes fatores o mais precoce amadure cimento sexual, universalmente observado. Segundo Parkes, a
idade média da menarca tem diminuído cerca de 10 meses em ~ca
da geração. Entre os agentes causais invocados para explicar essa antecipação, sem dúvida, as melhores condições nutricig nais e os estímulos emocionais ocupam lugar"(9). Em consequêp cia disso, resulta um grande número de gestantes adolescen
tes. Acreditamos que os tõpicos sexuais, fisiolõgia reproduti
va e mêtodos contraceptivos não devem somente ser salientados mas principalmente a vida familiar e a paternidade, uma vez
que a gravidez na adolescência nao ê sô responsabilidade da mulher. O relacionamento interpessoal, o encorajamento de diê
logo franco com os pais e um tomar de decisões responsáveis
~
com relaçao ao comportamento sexual e outras escolhas a serem
feitas na vida ajuda a tornar o adolescente mais ajustado. "Em nosso país, José Granado Neiva, diretor da Materni
6
dade Carmela Dutra do Rio de Janeiro, ao participar do Forum de Debates sobre a adolescência no 19 Encontro Nacional de Se xologia, em Salvador, 1982, relatou estatistica relativa aos hospitais prõprios do INAMPS em todo o Brasil, em 1980, onde verificou a incidência de ll,2% de partos em adolescentes - (l7.385 para 1.590.801 partos) e que se fossem computados os partos em domicílio e aqueles da rede de hospitais contrata dos pelo INAMPS, esta cifra seguramente ultrapassaria s os l5%"(3)
A partir de resultados de uma pesquisa feita na M.C.D em Florianópolis, notou-se também um alto índice de partos em adolescentes. Segundo GRISARD e cols. no período de Ol.Ol.8l
a 3l.l2.8l, de 5.378 partos, 745 eram de adolescentes, dando um percentual de 3,8%; GARCIA e cols. no período de 09.02.83
3 l3.04.83, observaram que dos 948 partos, 65 destes eram de ON o\°
adolescentes dando um percentual de 6, .
.`"Embora a gravidez em adolescentes sempre tenha exis tido, nas últimas décadas novos problemas sociais surgiram em todo o mundo, fazendo com que o número de casos aumentasse em muito. No início dos anos 60 ocorreu uma explosiva rebeliao
dos jovens que, através de diversas formas de protesto formu laram seus anseios de renovação dos valores vigentes. Os obje tivos primordiais da juventude eram no sentido de-assumir um
. _ . "(8)
papel mais ativo na sociedade . -
"Dentre as revolu Ç ões ocorridas sobressai I a do com _ portamento sexual. O erotismo, como uma avalanche, invadiu o
cinema, a imprensa, o teatro e, principalmente a publicidade. Para vender mais, desde cigarros até automóveis, tornou-se im prescindível fazer um apelou ã sexualidade. Os padrões morais
7
sofreram quase total inversao, sendo comum, nos grandes cen tros, que raras mulheres ainda virgens apõs a adolescência en
vergonhem-se desse "statusT. Os métodos anticoncepcionaisfimor mente a "pílula", contribuiram para uma mais ampla e mais pre
. . 8
cocemente conquistada liberdade sexual"( ).
~ 4 Í ~
A gestaçao e um periodo de grandes transformaçoes pa ra a mulher,.seu organismo reage, para abrigar um novo ser.
Seu papel agora nao ê so mais de mulher, ela agora tem que as sumir o papel de mãe. Quando isso acontece numa fase tão con turbada como a adolescência, quando a menina esta começando a
se descobrir como mulher e jâ tem que assumir o papel de mãe,
a gestaçao se torna duplamente difícil, ou seja, uma criança gerando outra.
A gestaçao na adolescência representa uma superposi
~
ção de crises vitais: uma evolutiva, a adolescência que se ca racteriza por uma transiçao gradativa de um organismo infan til para um organismo adulto com reflexos somãticos e psiquí
cos decorrentes principalmente das alterações que ocorrem na esfera sexual (VALENTE et alii), e outro situacional, a gravi
dez, tipo de crise que independe da idade devido as perspecti
vas de mudança de papel social, necessidade de novas adapta ções, reajustamentos interpessoais e intrapsíquicos, e mudan ça de identidade (MALDONADO)"(2).
Visto que nessa fase o corpo da adolescente-não esta bem desenvolvido para gerar um novo ser os problemas tornam-
se cada vez mais evidentes, colocando-a no grupo das gestan tes de auto risco, pelo auto índice de mortalidade materno in fantil. Segundo VITIELLO & cols. as complicaçoes nessas ges
8
atribuído aos fatores psicológicos e sociais.
A sexualidade precoce tem como consequência mais evi dente as gravidezes prê-matrimoniais, trazendo consigo todos os problemas biopsicossociais. Na maioria dos casos hã o aban dono dos estudos, este ë justificado pelo baixo poder aquisi
tivo, porém em outras pesquisas feitas, a resultante ê outra, ou seja, mesmo com o nível econômico elevado elas abandonam os estudos tendo somente como justificativa a gravidez. As perspectivas do casamento precose resultam em: instabilidade
conjugal, aumento de separação e de divõrcio, diminuição da chance.de uma nova união.
A gestação extra-marital aumenta o número de flfilhos ilegítimos e,consequentemente aumenta o número de abandono. A falta de informaçao acarreta uma subsequente gravidez ou L no aumento do número considerável de aborto que trazem consigr›os riscos da morte. A não realização profissional e consequente
instabilidade econômica são também consequências arbitrârias da gestação na adolescência.
"ROA e cols., destacam a relativa incapacidade da mãe adolescente formar uma família estável, ou seja, a mãe preco
ce esta mal preparada para enfrentar a vida familiar e, em particular as responsabilidades da maternidade; associa-se a
isso, o fato de ser solteira e a possibilidade de continuar
gerando filhos ilegitimos, criando uma situação sõcio-econõmi ca de dependência. O fator mais importante para se determinar
o efeito psicolõgico da gravidez sobre a adolescente, ë a re
laçao da família e a falta de aceitaçao social da gravidez eë tra-marital, com todos os temores e angústias que ela impli
9
A adolescente grãvida e solteira por temer a ação dos pais, sociedade, etc, ..., na maioria das vezes esconde a ge§
~ f ~ ~
taçao ate onde pode, nao procurando assistência prê-natab nao recebendo o apoio emocional e os cuidados higiêno-dietéticos, adequados, sendo esta a causa mais frequente de complicações do ciclo grãvido-puerperal e do recêm-nascido.
Genericamente risco gravídico pode ser definido como
"a maior exposição ao risco de adoecer e morrer a que _ esta
submetida a mulher grávida e o feto", ou então a ""oportunida
de a agravos físicos, psíquicos e sociais a que.estão expoâ tos a gestante e o feto".
Existe uma grande controvérsia entre os estudiosos dessa ãrea; uns citam a gestação na adolescência como um ri§ co obstêtrico, outros não o fazem.
9
"Baseados em nossas observações clínicas acreditamos que a gravidez na adolescência representa fator de risco mais (elevado do ponto de vista biológico para determinadas variš veis, agravadas no entanto pela intercorrência maior ou menor daquelas sociais e psicológicas que interpenetrando-se fazem
com que os dados obtidos sejam discordantes para uma mesma va riãvel entre uma investigação e outra"(l).
"KALTRIDER e cols., NORTHAN, RAUH e cols., confirmam que crianças com baixo peso ao nascer, filhos de mães adoleg centes também tem sido associadas ardefeitos congênitos e de deficiências físicas e mentais, incluindo baixo rendimento es
colar, epilepsia, paralisia cerebral, surdez e cegueira"(3)_
"VALENTE e cols. relatam que muitos autores (Hassan e
Falls em 1964, Sarrel, em 1969, Azmar_e Bennet em l96l e Mar
10
pessimistas e diziam ser mais frequente na gravidez adolescên
A 4
cia, uma maior incidencia de toxemia, de prematuridade, moles tias venéreas, trabalho de parto prolongado, apresentaçao ano malia, sofrimento fetal, desproporção cefalo-pélvica, lacera çoes cervicais, mal formaçoes congênitas, hiperemese gravídi
. . . . 3
ca e um maior 1ntervenc1on1smo"( ).
"CASTELLANOS e cols., PITALUGA e cols., “encontraram uma maior frequência de toxemia e de prematuridade, mas
~
esta, apesar de alta, nao apresentou mortalidade peri
~
maior do que a populaçao geral do hospital; Afirma CAS NOS que, fisiologicamente, ã medida que se aproxima do
~
a adolescente grávida é tao capaz como qualquer outra g
te, devendo no entanto, sem qualquer dúvida, merecer ma atençoes de uma equipe integrada por médicos, sociólogos psicõlogos PITALGA afirma que a adolescente nao é um p ma obstétrico, alegando que "pode-se afirmar até que a
Q
ideal para uma gravidez é a adolescencia, pelo menos, so
ponte de vista obstétrico"(3).~
"ROA e cols. encontrou também alta incidência de mia, amniorrexe prematura, prematuridade e mortalidade f
e baixa incidência de hemorragias do 39 trimestre, com ções do trabalho de parto, hemorragias pôs-parto, mortal materna e mal-formações; verificou ainda, que os período pulsivos não ultrapassaram o esperado bem como a incidên
3
cesareanas"(').
Dentre os fatores de risco que a adolescente gr pode apresentar, concluímos que os mais frequentes são veis pressõricos elevados, anemia, infecçao urinária,
tias venéreas, patologia de fundo emocional, toxemia e
.que natal TELL§ termo estan iores e roble idade b o toxe etal; plica idade s eš cia.de ãvida 4 3 Ill molés prema
ll
turidade. Quanto ãs intercorréncias durante o parto há uma li geira elevação na duração do trabalho de parto, distocia fun cional, uso de fõrceps e lesões de trajeto, principalmente es
garçamento do cole e laceração da vagina. Como complicações do ~
põs-parto, predominou a infecçao, possivelmente pela falta de cuidados higiénicos consequentes ã falta de uma assistência pré-natal.
' Segundo pesquisa feita por Elias
Darzi, o peso baixo ao nascer é duas vezes maior nas adolescentes do que nas mais idosas, o aparecimento de defeitos neurolõgicos em filhos de
~ ,, ~ ~
maes adolescentes e 2,4 vezes maior que em filhos de maes nao adolescentes, a mortalidade perinatal é elavada entre os fi lhos de adolescentes.
No Brasil o problema ético legal de contracepção é
complexo como um todo (vide artigo 57 do cõdigo de ética, Pare cer C.F.M. 1967).
"O argumento que alguns médicos usam, de que a orien
tação contraceptiva estimula a atividade sexual, não encontra amparo na prática. E a relutância em não orientar uma adoles cente na contracepção não desestimula a liberdade sexual"(4).
Outro aspecto de ordem legal, moral e ética a .fr não
~
prescriçao de anticonceptivos, diz respeito âs dificuldades e
efeitos colaterais para essa faixa etária.
A orientaçao contraceptiva está sendo cada vez mais necessária, na presença do aumento significativo da atividade sexual entre os adolescentes. Fatores que ampliam esse proble
~
ma sao: aparecimento da menarca cada vez mais cedo, idade de
matrimônio crescente, cultura urbanizada reduzindo a afetivida de das restrições sociais tradicionais. Subsequente a isso re
12
sulta o aumento de gravidezes indesejadas.
Devemos levar em consideração já que as adolescentes tem o livre acesso ã aquisiçao de anticoncepcionais, -M também
deveriam ter acesso ã orientação e acompanhamento de uso des tes medicamentos; é contraditório que uma jovem receba estimu
los para exercitar sua sexualidade e ao mesmo tempo não possa admitir esse exercício por temor de castigos físicos ou morais "Ainda sobre a contracepçao é necessário que se enfa
tizero papel e a responsabilidade do indivíduo do sexo femini
no em prevenir gestaçoes indesejadas. Deve-se considerar, a
esse respeito, que se espera que a mulher deva "se cuidar" nao
somente do assédio herõtico do homem, como também, da possibi lidade de uma gravidez vir a acontecer"(2).
A experiência sexual na adolescência é algo que deve ser esperado e faz parte de todo um processo de sexualizaçao iniciada já na vida intra-uterina, e que na adolescência abran ge o descobrimento do outro. Numa fase por si mesma cheia de tensoes e conflitos torna-se importante criar condiçoes para a
adolescente viver a sua sexualidade com responsabilidade e sem
sentimento de culpa. ›
Para finalizar, achamos que na tentativa de diminuir
a problemática da gestaçao na adolescência deveriam existir serviços próprios para a adolescente cujas finalidades No deve
riam ser no sentido de: /\`_,\(f,\\`JÁ,\`¡'-4 ¡\.€~¿×Af QC-Ota. - Educá-las sexualmente;
- Oferecer informações econômicas e sociais (para o indivíduo
e sociedade) da gravidez acidental;
- Oferecer-lhes amparo psicológico e emocional individualmente ou com seus familiares;
13
- Proporcionar-lhes assistência prê-natal mais adequada; - Preparâ-las para a maternidade;
- Orientã-las no sentido de melhor conhecimento de anticoncep
ção.
"Quando os profissionais de saúde, usarem todas as ha
bilidades que desenvolvem, isto ê, a avaliação, aconselhamento e ensino em combinação com encaminhamentos apropriados, ë pos
sível que muitas mães adolescentes possam ser auxiliadas a en
. . . . _ - . 5
II - OBJETIVOS
2.1 - Objetivos Gerais:
- Assistir e orientar a gestante adolescente enfocan do a esta ão como um rocesso.P
- - Prestar assistência de enfermagem abordando os
as ectos bio sicossociais e es irituais ã estante adolescente
P P P 9
no ciclo grãvido ~ puerperal.
- Aplicar a metodologia de assistência de enfermagem ao cliente/familiar, Visando a promoção, proteção e recupera ção da saúde e reintegração na comunidade.
2.2 - Objetivos Específicos:
~
Com a execuçao deste projeto pretendemos, no decorrer do estágio, alcançar os seguintes objetivos:
l - Levartar diariamente os problemas do cliente/famí lia no aspecto biopsicossocial e espiritual no ciclo grãvido
puerperal; '
2 - Planejar e executar a prescriçao de enfermagem diariamente baseando-se nos problemas levantados; '
l5
3 - Avaliar a assistência prestada interpretando as
condições do cliente e as respostas aos cuidados prestados,dia
riamente; '
4 - Receber, relatar e registrar informações e ocor rências, relacionadas ao cliente/família e aos procedimentos assistenciais.sempre que necessário;
5 - Planejar e orientar cliente/família segundo neces
sidades específicas; _
6 - Integrar-se com a equipe multiprofissional para a
resolução dos problemas do cliente/família e crescimento mútuo
durante o desenvolvimento do estágio;
7 - Efetuar visita domiciliar no puerpêrio mediato a
20% das pacientes assistidas;
8 - Efetuar contatos, reuniões e outras atividades ad ministrativas; -
9 - Levantar a incidência de adolescentes grávidas ,
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5.1 - Material Didático
. Instrumento ..., . . . . . . . ... . . . . .. CZ$ 500,00 . Copias xerox da bipliografia . . . . .. CZ$ 200,00
|
. Folhas de papel ofício (1 resma) . . . . .. CZ$ 80,00 . Transparências (lO`folhas) ..., . . . . .. CZ$ 100,00 . Canetas hidrocor . , . . . . . . . .. . Fitas cassete ....¡ . . . . . . . . ... . . . . .. CZ$ l00,00 CZ$ 100,00
. Cõpias xerox do planejamento
. . . . .. CZ$ 300,00 . Cópias xerox do relatõrio .... . . . . . . .. CZ$ 240,00
sUB~ToTAL . . . . . ... . . . . ... . . . . .. cz$lz620,00
5.2 - Datilografia e_Encadernagao
. SerViço;doldatilõgrafo para projeto .... . Serviço do datilõgrafo para relatõrio ..
~ . Encadernaçao ...à . . . . .. . . . . .. SUB-.TOTZ-\L... . . . . .. CZ$ 1.000,00 CZ$ 2.000,00 CZS 500,00 CZ$ 3.500,00
r 5,3 - Outros Gastos \ z . L . Passagem de onlbus ... . . . . . .. . Festa de confraternização .. . . . . . .. SUB-TOTAL . . . . . . . . ..Ç. . . . . ... . . . . . . . .. TOTAL ... . . . . ... . . . . .. i
OBS: Os gastos referentes a este item do projeto estao sendo assumidos integralmente pelas alunas
Orçamento,estimado em valor presente
Í I \ 24 CZ$ 150,00 CZ$l.000,00 CZ$l.l50,00 CZ$6.270,00
I
v1 - coNcLU:fsÃo
Para que pudessemos elaborar este projeto contamos com dados bibliogrãficos de várias fontes. Após leitura e anä
lise dos mesmos concluímos que a problemática da assistência obstêtrica a gestante adolescente tem acentuado componente so cial.
m ` z
A incidencia de adolescentes gravidas tem elevadtacres cimento nas últimas duas décadas. O aspecto biológico afeta o
psicológico que toca o social e que por sua vez retorna ao pri meiro e fecha um círculo viciosomfestas variáveis, entrelaça
1
das ou nao, fazem-se¿sentir de modo profundo.
Partindo došponto de vista psicológico, a gravidez ê
\ . . - .
um período onde o envolvimento emocional esta mais acentuado
\
apresentando-se de varias formas. A adolescencia e um período de transformações emftivas muito fortes, cheios‹üecontradiçóës
~
e pressoes. Sendo assim, juntas, a crise da adolescencia e a
gravidez, ê o somatóíio de uma série de sentimentos, conscien tes e/ou inconscientes que entram em conflito com seu próprio "eu", podendo gerar hm adolescente problema.
Referindo-se ao aspecto biológico, liga-se o alto ris
& . I & .
26
afirmam que a gravidez na adolescência ê de alto risco devido
a sua imaturidade de
4 4 I 4
e nessa faixa etaria
procriar; por sua vez, outros relatam que que e o melhor momento. Mas esse fato não
` ë
1 1 1
fica somente na controverssia, pois temos dados relativos ao risco obstêtrico, ta
. l
baixo peso ao nascer que nos fazem reflet conteúdo nos leva a
is como: mortalidade neonatal e puerperal, , toxemias e anemia, dentro outras mais,
ir sobre o assunto. Dessa maneira, este
pcrer que a gravidez na adolescente possui
fator de risco que Éraz '
desvantagens para a parturição e pa
ra o recêm-nascido.,
í
Analisando o aspecto social vemos I a sexualidade pre _-_
coce sem uma orientaçao específica, dentro e fora do casamentq sofrendo os mais van
res de nossa socieda lescentes abandonand grau, com isso a nao nível de aprendizado } liar. V Temos os ca tando-se a gravidez p bilidade conjugal. Qu problema, que ë o apa rupçao precoce da gr
Além do que pré-natal ou puerper
z reforça as consequências anteriormente
\
Esta segunda gravide citadas, que abrange
, uma gravidez precoce sem uma orientaçao
iados tipos de pressão dos diversos seto
de. Em consequência disso, temos maes ado o os estudos, nao chegando a concluir o 29
realizaçao profissional devido ao baixo , influenciando diretamente na renda fami
samentos precipitados, que por sua vez¡jun recoce aumentam a probabilidade da//ínsta
~
ando nao ocorre o casamento temos outro recimento dos filhos ilegítimos ouziinter pvidez, ou seja, o aborto.
al, traz consigo gravidezes subsequentes.
a mesma.
~
Nao deixemo salta de qualquer as
s de lado a consequência primária que res \
l
_ -
27
~
desnutriçao.
. l
. . - . .
No que diz respeito a sexualidade, esta e ainda vista
como um tabu. O jovem exerce a sua sexualidade sem orientação específica, que na maioria dos casos leva a uma gestação inde
~
sejada. Quando isso acontece a sociedade nao aceita, fazendo
I
. - .
com que o adolescente oculte sua gravidez o maximo de; t tempo L
~1
possível. Com isso nao procura uma assistência prë-natal ade
f quada. I \ 1 . .
Os dadosestatísticosde que dispomos, nos despertaram o interesse de trabalharmos, com adolescentes, visto que a_nne cessidade de uma assistência direta e educativa â essas pacien
Í
_
L
tes ê muito grande. Em vista disso, cremos no valor de desen volver um trabalho de assistência específica â adolescente du rante o ciclo grãvido puerperal. y
Assistindo a adolescente grávida em todo o seu contex
to biopsicossocial, acreditamos que podemos contribuir para minorar os conflitosiemocionais e seus problemas biológicos eventualmente existentes, avaliando-a e ajudando-a a enfrentar suas ansiedades e dificuldades no papel de mãe.
Nõs na qualfdade de alunas sabemos que ê uma tarefa difícil, mas atravêsçde uma boa integração com a equipe multi
l
. . I
. ~ .
profissional, recebendo e fornecendo informaçoes, acreditamos
ue conse uiremos alcan ar os ob etivos ue nos ro omos a de
¡ Ç
3 P
_
\
VII - REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
l. DARZÉ, E. Gravidez na adolescência: aspectos psicossomãti
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I -
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KAMINETZKY, H. y IFF, L. Papel de la enfermeira obstetri-
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Vol. 2, 1648-1750. Panamericana. Buenos Aires, l985. KOGUT, P. Gravidez na adolescência: nao feche os olhos
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MENDONÇA, \.T Adolescentes a conquista de um espago no
mundo dos adultos _ » n° 5 1 ano 14 I 71 ” 78 r Janeiro r 1982
MENDONÇA, T. Adolescentes Crise Que crise? P
lhos, n9 3, ano 14, 71-78, novembro, 1981
MENDONÇA, ¬,T Adolescentes um novo corpo
lhos, n? 4
MOREIRA, A.J
REMOR, A. et
P
ano 14, 71-78 dezembro, 1981
Sexualidade precoce Femina, 1(5) 283-285
alii A teoria do auto-cuidado e sua aplic_
outubro, 19
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bilidade n sistema de alojamento conjunto Rev Br Enf., Brasilia, 39(2/3) 6-11, abril/setembro 1986
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Rio de Janeiro, 1l(8) 626-630, agosto 1983
RUZANI, M.M. & EINSENSTEIN, E Cuidados integrados
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32 ...
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tes: proposta para formação de enfermeiros como educado
res sexuais.' Rev. Paulista de Enf., São Paulo, 5(l):8-
ll, Janeiro/março 1985.
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\
bre amamentação: relato de experiências. Rev. Bras. Enf¬
I
39(l):28-33, Janeiro/Março, 1986.
.__,,I'›`¡_ li/
H.
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fissionais na assistência ao adolescente. Femina, Rio de Janeirø, i4(õ)z5oo-501, junho/1986.
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tes. Rev. Egas. de Çinec. e Qbst., São Paulo,
4(4):l65-r
172, outubrovnovembro/dezembro, l982.
23. VITIELLO, N. e:cols. Algumas considerações sobre a anti-
concepçao na adolescencia. Êgmina, l2(5):42l-424, maio
ANEXO I
INSTRUMENfiO PARA COLETA DE DADOS NO PRÉ-NATAL
IDENTIFICAÇÃO: . Nome: . Idade: . Endereço: . Ponto de Referência: . Ocupação: . i _
. Vive com o companheiro?
~
: Ocupaçao do cpmpanheiro:
SUBJETIVO:
~
. Representam informaçoes do paciente, familiares
e amigos,
por exemplo o que ele sente, suas reações e observaçoes.
. Queixa princäpal.
fl z .L ‹ ' z
z
. Historia familiar: Antecedentes sociais.
. Antecedentes
Antecedentes mõrbidos, resolvidos ou não
Amõrbidos pessoais.
1
. Doenças atuais.
. Antecedentesê fisiológicos e ginecolõgicos:
Menarca
Ciclo menstrual (regularidade, cólicas, frequência, du ração, fluxo)
Início da Vida sexual, número de parceiros
Leucorrëiä (quantidade, cor, odor, pruridondispareunia) Exame citdpatolõgico (data e resultado)
K
Exame de fiamas
Anticoncepção: métodos, tempo de uso, interrupção, efei
x _
2 . Antecedentes otstêtricosz DUM - DPP L ~ ~ ~ l .
Gesta - quantas, condiçoes da gestaçao, duraçao
I
Para - a tefimo, precoce, nativivo, natimorto
Tipo de parto (domiciliar, normal, fõrceps, cesãria (in vestigar causa de cesãria, fõrceps), antecedentes aneâ
têsicos í
Aborto provçcado ou espontâneo
1 ~ .
~ .
Estado emocional: gestaçao desejada ou nao, como esta aceitando agvinda do bebê (relações com o marido e fi
|
lhos, relaçfes com o trabalho)
Í
OBJETIVO: exame§físico, exame obstêtrico e exames complemen tares.
. PGSO . Estatura
. sinais vitaiâ
. Estado de nutrição: características da pele, cabelo,
den tadura.
. Cabeça e pescoço: pele, pelos do rosto,
característica da mucosa bucal e conjuntiva, dentes (cáries, proteses, hi
pertrofia gengival, epulide, fissura nas comissuras cg missuras labiais); exame de tireóide.
. Tõrax: gãnqlfios infartados.
(
~ ~
. Seios: pal atao, observa ao da rede de
Haller e areolas ;
P Q Ç
caracterist%cas do mamilo, presença de estrias; lesoes de pele, fissuáas e zonas enrrugadas.
. Membros inferiores e su eriores: as ecto
da ele, edema ,
, P P
. Abdomen: pelefi cicatrizes, pigmentação da
linha alba, pe
los, rede ven%sa, movimentos fetais e hêrnias; forma do
abdomen, tonididade, altura uterina, circunferência abdg minal, palpaçao, ausculta.
. Exames complementares:
Sangue hemogr%ma completo, grupo sanguíneo, fatos 'a RH, VDRL, glicemia. Urina: EQU \ Fezes: parasitolõgico. \ ~ 4. AVALIAÇAO: 5. PLANO: OBS:
l. Esse instrumenuo foi revisado e adaptado pelas autores des
te projeto. ,
2. Os dados serão|levantados segundo as condições específicas
ä
fi
de cada paciente, sem que haja repetiçao de dados ja coleta
i
dos em instrumento anterior ou por outro profissional.
ANEXO 2
INSTRUMENTO PARA COLETA
m_
DE DADOS NA SALA DE ADM1ssAoz¿PRE PARTO1. IDENTIFICAÇÃO:
. Nome:
. Idade: Estado Civil:
. Escolaridade: Ocupação: . Companheiro:fiescolaridade:
\ ~
çcupaçao:
. Endereço: (pohto de referência) . Vive com o cokpanheiro? (nome) . Já fez pré-nakal? Quantos?
. Idade gestaciknal em que procurou? Facilidade e dificulda
des?
. Viu vantagená?
` 4 -
z O que sabe sqbre: gravidez, parto e puerperio.
. Tem vícios? Quais? Alergias? A que?
1
2. ANTECEDENTES FisIoLÓGIcos E cINEcoLÓG1cosz
. Menarca:
-. I _ .
. .
. Leucorreia (quantidade, cor, odor, prurido, dispareunia):
L
3. ANTECEDENTES MQRBIDOS:
. Doenças da infância: . Doenças qineçologicas: . Doenças infeçciosas:
2 4. ANTECEDENTES OBSTÉTRICOS: OBS l 2 . DUM - DPP
. Gesta: quantas, condição de gestação, duração. . Para - ã termo, precoce, nativivo, natimorto:
. Tipo de parto (domiciliar, normal, fõrceps, cesãrea: in
vestigar cesãrea e fõrceps).
. Aborto (provocado ou espontâneo).
. Estado emocional: gestação desejada ou não, aceitação.
Exame Físico:
. Peso, altura uterina, circunferência abdominal. . SV: pulso, temperatura, PA, BCF, DU, respiração.
Esse instrumento foi revisado e adaptado pelas autoras; des
te projeto.
Os dados serão levantados seguindo as condições específicas de cada paciente, sem que haja repetição de dados já coleta dos em instrumento anterior ou por outro profissional.
ANEXO 3
INSTRUMENTO PARA COLETA DE DADOS NO PUERPÉRIO
~ I. IDENTIFICAÇAO
Nome: Maternidade:
Unidade: Quarto: Leito: Categoria: Data da Admissão: Idade:
Religiao: Cor: Estado Civil:
Procedência: Profissão:
Diagnóstico mêdico ou hipõtese diagnóstica:
Número de filhos: Idade dos Filhos: Sexo: Tipo de parto: Dias de Puerpêrio:
II. ANTECEDENTES FAMILIARES DO CASAL (Pai, Mae, Irmaos) COm:
Tb()
Diabete ( ) Epilepsia ( ) Câncer ( )Defeitos físicos ( ) Gêmeos ( ) Outros ( )
N9 de irmãos vivos ( ) NÇ de irmãos mortos ( )
III. ANTECEDENTES PESSOAIS:
1 z
a) Fisiolõgicos:
Menarca aos: Tipo menstrual na menarca: Ciclos posteriores:
N? de gestaçoes: Partos com gestaçao a termo n9:
~
Partos prematuros n9: Evoluçao dos mesmos: Abortos: Espontâneos: Provocados: Evolução dos mesmos
2 b) Patolõgicos:
Virose na infância:
Cirurgias: Tipo de Cirürgia:
Problemas ginecolõgicos: Prurido: Corrimento Vaginal: Aspecto do corrimento:
Grupo sanguíneo da puêrpera: Fator Rh:
Fator Rh do marido: Jã fez alguma transfusao sanguínea: Se Rh negativo, seus filhos apresentaram algum problema?
Iv . ULTIMA GEsTAçÃo=
Evolução: I g Trimestre:
II ZTrimestre: III Trimestre:
Mocimentos fetais com meses.
Fez pré-natal: iniciou com quantos¿ meses?
Quantas consultas fez ao todo? Alguma vacina durante a
gestação: Qual? Fez algum tratamento especial?
V. DADOS DO PARTO ATUAL
Data: Hora: Tipo de parto: Com anestesia?
Qual? Horas para dilatação do colo: Tempo de expulsão: Tempo de dequitação: R.N. Sexo: Peso: Apgar:
Qual o serviço de puericultura que pretende frequentar?
VI. PERCEPÇÃO E EXPECTATIVAS DA PUERPERA:
O que incomoda? Quais suas percepções atuais?
Refere medo ou alguma outra coisa? Que sabe sobre o seu parto? , Que sabe sobre o seu tratamento?
Que espera da equipe de saúde?
VII. ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES BÁSICAS (Puërpera)z l
2.
3
Estado de higiene: pele, cabelos, couro cabeludo, face, or gaos dos sentidos, cavidade bucal, membros.
. Peso: Altura: PA: R: P: T:
. Locomoçao: Estado mental:
.:Estado de nutrição: Alergias: A que? Hábitos:
. Hábitos de repouso: Quantas horas dorme por dia? . Em que horário? A que horas costuma deitar?
Levantar . Hábitos . Hábitos . Hábitos . Hábitos . Higiene alimentares: de hidratação: de eliminação:
de higiene: banho. Como? Frequência: íntima: como? Frequência:
. Observaçoes:
. Sexualidade: (dispareunia, sangramento):
za?
, Faz algum planejamento familiar? Qual o método que
. Outros hábitos: fumo: álcool: drogas: . Vai ao médico e dentista periodicamente?
Habitação
. Casa própria: local:
cômodos: água: esgoto: lixo:
luz: combustível: animais:
insetos: quintal: recreaçao:
4
. Situação econômica?
;.Desempenha algum papel na comunidade? Qual?
. Exerce alguma atividade profissional? ê estudante?
VIII. EXAME FÍSICO
. Condições gerais da puërpera: estado mental:
~ ~
.,Deambulaçao: horas apõs o parto: condiçoes do vestuário:
. Características e valores dos SV:
T: PA: Pulso: R:
. Lõquios: quantidade: aspecto: cheiro:
. Tõrax: Mamas flãcidas ( ) firmes ( ) ingurgitadas ( )
Mamilos: Plano ( ) umbilicado ( ) invertido ( )
ereto ( )
. Secreção de leite: hipogalactia ( ) normogalactia ( )
hipergalactia ( ) . Tireõide:
. Gânglios:
. Condições dos segmentos: limpeza, lesões, secreções, cor,
forma, temperatura, turgor, mobilidade, acuidade dos senti dos, distribuição dos pelos, próteses, deformidade ou ausên cia dos segmentos.
. Condições da rede venosa e muscular para aplicação de inje
ções.
. Abdomen: altura uterina: cicatrizes:
estrias: tonus uterino:
. Genitais externos: Episiorrafia: Edema:
Coloração:
5
picadas de insetos:
. Tronco posterior: tõrax, lombo-sacro, nádegas, ânus:
~
. Eliminaçoes: sonda vesical: qual tipo:
condiçoes da sonda: diurese?
j
Ix.
á urinou? já evacuou?
IMPRESSÕES DO ENTREVISTADOR SOBRE A ENTRIVISTA:
. O que gostaria de perguntar?
. Dados clínicos: de interesse Para a enferma 9 em (resultados de
exames clínicos):
. Tem havido alguma alteraçao no atendimento de sua necessida
de?
X.
OBS
l.
2.
LEVANTAMENTO DE PROBLEMAS, PLANO ASSISTENCIAL, AVALIAÇAO DOS CUIDADOS E EVOLUÇÃO DO PACIENTE:
Esse instrumento foi revisado e adaptado pelas autoras des
te projeto. .
Os dados serão levantados segundo as condições específicas de cada paciente, sem que haja repetiçao de dados já coleta dos em instrumento anterior ou por outro profissional.
ANEXO 4
ROTEIRO PARA VISITA DOMICILIAR
l. PLANEJAMENTO:
a) Seleção da visita a ser realizada:
. prioridades estabelecidas:
. horas mais apropriadas para a assistência que vai ser rea
lizada: V
. cálculo do tempo disponível da visitadora:
b) Coleta de dados:
. revisar fichas de controle de;saüde das pacientes estuda
das:
c) Revisao dos conhecimentos:
. estudar os dados colhidos nas fichas:
. estudar conhecimentos científicos para aplicar nas orien
taçoes:
d) Plano:
. Traçar um plano de ações dexenfermagem:
e) Preparo do material:
. selecionar o material a ser utilizado na visita e rever
'
a forma de usar o material:
2 2. ExEcUçAoz
a) Complementar o estudo com informações que possam ajudar na
abordagem do assunto:
- Situaçao geral da moradia:
. Paciente no ambiente familiar:
. Dinâmica familiar: relacionamento, organização:
b) Estabelecer ambiente favorável:
c) Executar as ações planejadas, equacionando com a situação
encontrada:
d) Resumir todosuos assuntos abordados durante a visita e avg
`
liar se os objetivos foram alcançados:
3. REGISTRO DE DADOS:
. Registrar no prontuário da paciente as ações da visita:
4. AVALIAÇÃO:
. Avaliar a validade do trabalho anotando no prontuário os
pontos positivos e negativos.
OBS:
l. Instrumento revisado e adaptado pelas autoras do projeto.
2. Os dados serão levantados segundo as condições específicas
PLANO DE ORIENTAÇÃO PARA PRÉ-NATAL . Quanto a: . vacinação: . retorno de 15/15 dias: . distúrbios gravidícos: . nutrição: L higiene corporal: . cuidados pessoais: . exercício físico:
. exercício, respiratõrio e relaxamento: . anticoncepção e concepção:
-z
~
PLANO DE ORIENTAÇAO PARA SALA DE PARTO
. Quanto â:
. técnicas de NFR:
. dinâmica uterina (contrações)
. exercícios respiratórios e relaxamento: . fiases do trabalho de parto:
PLANO DE ORIENTAÇAO NO PUERPÉRIO
¿tQuanto ã:
. dieta:
. higiene pessoal: . amamentaçao:
. cuidados com o bebê:
A 3
. importância da puericultura; . métodos anticoncepcionais: . episiotomia/rafia:
. retorno a atividade sexual:-V . _
. exercício pôs-parto: . retorno para avaliação:
~
OBS: Estes planos serao adaptados conforme necessidades do pa ciente, segundo a abordagem de King.
ANEXO 6
Album seriado: A reprodução humana - Departamento Autonomo de Saúde Pública - Divisão Técnica - seção de educação para
saúde.
Album seriado: A gravidez e o parto - Secretaria da Saúde -
Departamento de Saúde Pública - Coordenação de Serviço de
Educação e Saúde.
Manual - Mamae recente - Liga de Apoio ao Desenvolvimento S9 cial Catarinense (LADESC).
Manual: A Gravidez nao acontece sõ na barriga da gente ... -
Ministério da Saúde - SNPES/DINSAMI - Programa de Assistên cia Integral â Saúde da Mulher (PAISM).
Manual: Vacinações - Departamento Autonomo de Saúde Pública -
Secretaria da Saúde - Prõ-Criança.
Folheto: Leite Materno - O melhor alimento para seu bebê -
Departamento Autonomo de Saúde Pública - Secretaria da Saú
de.
Folheto: Instruções para tirar o leite em casa ou no traba
lho. Secretaria da Saúde - Fundação Hospitalar de Santa Cata
rina - Maternidade Carmela Dutra - Banco de Leite Humano e
Central de informaçoes sobre aleitamento materno.
Folheto: O bebê antes de nascer - Secretaria da Saúde - De
É › ...__ . ,_,..
cn|ANÇAsrENoo.cR|lANÇAsE
Á/I
1 8 *O 10 1 314 15 T1617 '21 22 23 24 .28MÉTODO
DA
,TABELINHA
Para quem .não .quer en-
B gravidar. os dias mais se-'
A temperatura normal do
corpo humano varia de 36
a 36,6” C. Se medirmos
nossa temperatura todos os
dias, notamos que ela di-
minui um pouco um dia antes da ovulação. para su-
bir no dia da ovulação. Ela
pode variar de 36.5 a 36,9. Modo de usar: medimos 'a
temperatura todos os dias
colocando o termômetro na
boca. no ânus. axila ou va-
gina, sempre no mesmo lu-
gar, antes de levantar.
\ nnta;¿en:‹
'k Não exige controle
médico *k Não apresenta à saude ir gratuito ir E recomendado Igreja Católica ¬k Aprende-se' o próprio ft Nâose jamais de febre sexual durante0 dar errada m¿ilher se de S68 `_ .='¬.>~ 7-faz? __ _, _-'fl-)~ ._ ,' Í " .»*z?Ê1¿:3* -.av 162 - CLAUDIA A ~~-~--_--t~--»-.z?_.,..",,._ .--‹-,..'..-...-- . ,...,,._ guros sao:
'A' Os dias da menstruação 'k 3 dias após a
menstruação
'k 7 dias antes da menstruação seguinte
Vantagens
'k Não exige controle
"
médico'A' Não tem conseqüências
para a saúde
ir Não custa nada
ir É aceito pela Igreja
Católica ir Aprende-se a conhecer 'Ar' Falha (tarefa jovens ,-t . .ó o próprio corpo . _r_ E . _ç. .~¬c-'_ 4. .¬ ". *fla
É uma capinha de borracha
mole que se coloca no fun-
do da vagina para tapar a
entrada do útero. É preciso
fazer uma consulta gineco-
logiea para saber o tama-
nho certo do diafragma.
aprender a colocar. verifi-
car se está no lugar e reti-
rar corretamente.
Mndn dv usar: a mulher
coloca o diafragma na hora
da relação ou até duas ho-
ras antes. Para retira-lo.
deve-se esperar 8 horas.
que é o tempo que os es-
permatozóides sobrevivem na vagina. Vantagens 'k .Só 6 usado quando se vai ter relação sexual ir Se bem colocado. 6 muito seguro i Não interfere no funcionamento do " `1 _.."'›'›.".:-.~ - "~. ». Vfi. _, _ ,_ F _ _
__ ~A escolha
do
me/hor_ método anticoncepcional4 .~ \' \" »..Í_f›f. ¿ z.Deperzç¶endo_`do_caso, veja
com
seu- f z '*¿iz'-.1.>z- '.-¬:-'ir 14-'É _' -.?Ê'~ÊÊ~ r - - _,.›¿¡-íz .__`›,¿¿z¿ ~__› .z¿\ _- .._.- -.¶,›¢- __¬:: :¡.. . - . . . ~.`ᬠ1;: *ra .aa~s'~>:s'›t7 zrzrz 1 .z __." _ _¿.‹ w›'¬\ Í ,,,- _ _ . A
DIU
/DISPOSITI '_INTRA-UTER
O:š É um aparelhinho que. co-
locado dentro do útero. im-
pede a gravidez. Ele não
atrapalha a relação sexual.
Mnrio dr' usar: só pode
ser colocado por medico ou
pessoa treinada para isso.
A colocação. simples e rá-
pida. é feita quando a mu- lher está menstruada. por-
que é mais fácil de colocar
e se tem certeza de que ela
não está grávida.
\'¡rnl.1g0ns 'k Não interfere na relação sexual
i Falha muito pouco
i Pode ser usado de2
a 5 anos. dependendo do tipo ir Erelativamentc barato e alguns centros de planejamento familiar colocam o DIU de graça i Não interfere no sistema hormonal
'k Algumas mulheres não
adaptam e o expclem. quase uma causar de ter ocorrer uma ç_ ~ ' tubária. A "_.›_,,. `Há aumento da i fl. propagação de uma infecção genital . ;`. - . - - :-..`*'-_»-#5 _ 3 *_ _ ~'.=;19z' *'›. ,._`_ .`i Â, r ,_ 1- ' -15.. .für I'a à~_'--'it ~:. Í' ,_\'i $. . _ fr 5- . = 3. tt.-â '~~ . § I ._=.. *"‹ _.._› .V *~.-.:1*'¬- a 3 .__>_›.- ‹g,..‹ ..~ ._ ‹_._:.__- - _;__ LÊ; ¿ .z . › YR, _/. --..«, _-_' ~- ~ «_ _ .›>¡:__:¿:i 1. . ¬'-..\ - .' ,af ¡.., * -iii .~"fi'¿3».