«pás?
as
ci
as
APRESENTADA E PUBLICAMENTE SUSTENTADA
PERANTE
A
FACULDADE
DE
MEDICINA
EM NOVEMBRO DE 18f>:>.
FRAITCISSO
SIDR0HI0
BAIlDEIRi
CHAGAS
NATURAL
DA
MESMA
PROVÍNCIA
Filho legitimodeFrancisco Agostinho Guedes Chagas
e31.Emília Augusta Bantleira
Chagas
PA1I&A @iTI!a
©
QJIÃDDE
IDQOTtDBl
Ml
mlIMNUfEMt»
Homoestqui futurus est.
(Tkrtulia no)
T\TOGTl
APIIIA
POGGETTI,
DE
TOURLNIIO
&
G.ISiaa
íSo(torpo
Ssmto
ei.°4?
FACULDADE DE
MEDICINA DA
BAHIA.
DIRECTOR
O
IZjc.™ &'#«#•.Conselheiro
Dv.
Jíoão
Mtttptistados Anjos»
VIGB-BWMECmR
Ex.moSnr. Conselheiro Dr. Vicente Ferreira de Magalhães.
ossns.DOUTORES \ •'ANNO. MATÉRIAS que leccionam
_ ... , „ i..j.h.„ji,ím 1 Physica emgeral,eparticuJarmenlcem suas
Cons. Vicente Ferreira deMagalhães . .
j Ímii.
:içõoSaMedicina. FranciscoRodrigues daSilva Chimicae Mineralogia.
AdrianoAlvesde LimaGordiiho . . . Anatomiadescriptiva.
•i."ANNO.
Antóniode Cerqueira Pinto Chimicaorgânica. Physiologia.
AntónioMarianodobomfim BotânicacZoologia.
AdrianoAlvesdeLimaGordiiho. . . . Repetição deAnatomiadescriptiva.
5.' ANNO.
EliasJoséPedroza Anatomiageral epathologica. JosédeGóesSiqueira Pathologiageral.
Physiologia.
A.°ANNO.
Cons.ManoelLadislaoAranhaDantas. . Pathologia externa.
AlexandreJoséde Queiroz Pathologiainterna.
„„,.,„, «„_».-,c.T1„.,i„ i Partos, moléstiasde mulherespejadasede meninos.
Mathias MoreiraSampaio
| reccI
'
nnasCidos.
S.°ANNO.
AlexandreJosé de Queiroz Continuaçãode Pathologiainterna.
JoaquimAntóniodOliveiraBotelho . . Matériamedicactherapeutica. JoséAntóniodeFreitas j
A
^
l $í|$,l5E ograpWca ' Mcdicinao P eralorla' fi 6."ANNO.AntónioJosé Ozorlo Pharmacia.
Salustiano Ferreira Souto Medicinalegal.
Domingos RodriguesSeixas Hygiene,eHistoriada Medicina.
AntónioJosé Alves Clinicaexternado3.*c4." anno.
AntónioJanuáriodeFaria Clinicainternado5.*e6.' anno.
Rozentlo Aprigio Pereira Guimarães. .}
lgnacio José daCunha /
PedroRibeiro deAraújo )Secção Accessoria.
José lgnaciodeBarrosPimentel. . .)
VirgílioClimacoDamazlo / José AfTonso Paraizo deMoura, . . .\
Augusto Gonçalves Martins I
DomingosCarlosdaSilva >Secçao Cirúrgica.
Demétrio CyriàcoTourinho (
Luiz Alvares dos Santos ) Secção Medica.
JoãoPedro da CunhaValle C
JerónimoSodré Pereira .3
S3SS13!?&S5.2Í).
O
Exin. Kr.I>r.Cinciminto í»into«laSilva.WJSaKMiIDA 8aD2t33A'Ji3A
O
Sr. Dr.Thomaz
cl'AquínoGaspar.VÍCIOS
DE
GOSFORHAÇ.lO
DA
BACIA
E
SUAS
INDICAÇÕES,HSTOIWM
E quizcsscmos traçar a historia de todas as variedades, qs:c a
comformação viciosa da batia poi!c offerecer, pesar
suecessi-vamente ascausas especiaes, as consequências e estabelecer as indicações, que cilas apresentâo, seria mister dar grande extensão a este trabalho.
Nãotemos pois
cm
mira estendero horisoute do nosso escripto,examinan-do com critério os vicios de conformarão da bacia e soasindicações: étarefa
quecompete aos escriptores provectos, que ricosde sulIBcienle cabedal
scien-tiíico podem todo dia patentear o fraclo de seos conhecimentos.
Portanto, sobre o ponto dado pelaFaculdade para prova de nossa sufficien-cia, convém que digamos alguma coisa, que apouquidade de nossas luzes
pos-sasuggcrir-nos
em
cumprimentodo preceito legal que ora nos corre.Para este
Gm
dividiremos esta nossadissertaçãoem
Ires partes, que maior elucidaçãodecm ao assumpto, que tomamos por tbese.VÍCIOS
DE
CONFORMAÇÃO
DA
BACIA E INFLUENCIA
QUE
EXERCEU
DURANTE
APRENHEZ
E O PARTO.
L'accouchcur seul peut reunir lcsconditionsde
savoir.de fermelé,d'autorilé capablcs d'ins-pireruneconflancc absolue,luiseulpeut pre-voir etprevenirlesaccidenspossibles, lui seul peut y remedier convenablement, quand 111
arrlvent.
(Gibert.etBaile).
M
UANDO
por desviodeseu estado normal, a baciaexer-ce
sobreomcchanismodo
partotalinfluencia, de quepode resultargrande perigo, não sópara a mulher,.
;fc^"3§Sp
como
também
para o feto, se diz queella estávicia
-$P
?PfM?
^a ouma
*comformada.
Execulando-se o parto algumas vezesde
uma
maneira muito rápidae n'outras occasiões tornando-se difficile atéimpossível aos esforçosda<
natureza, é evidente, que por dois
modos
esta terrível influenciase-manifesta: primeiro,, o parto sefaz rapidamente por
um
excesso deamplidão da bacia, c
cm
segundo lugara estreiteza seapresentacomo
influencia diametralmente opposta.
Uma
bacia largaparecendo á primeiravistauma
favorávelcircuns-tancia para a mulher, pode todavia expol-a a
immensos
accidentes du-rante a prenhez e o trabalho do parto.se desenvolvo até
uma
epocha adiantada, c não sendo solicitado aele-var-se para cima do estreito superior,
comprime
o rectoc a bexiga ecTisso
provem
difilculdadc maior oumenor
em
suas excreções. Se estevicio é levado ao excessoedepreferencia accomette a escavaçãod'ella,
conservando os estreitos a sua respectiva normalidade, não será raro
vcr-seo reviramento doútero, e maistarde não
podendo
clle pelo seudesenvolvimento demorar-se na
pequena
bacia, encontra difficuldadesinvencíveis daparte do eslreitosupcrior;coembaraço qued'ahi
resul-ta, produz muitavez o aborto.
Accontecc algumasvezes, queo útero retidona escavação seja
com-primido por todos os lados, e que aseu turno
também
aggravando osevidentes acima expostos, produza na mulher lencsmo insuportável
na bexiga e no recto, repuxamentos excessivos nas regiões ingui-naes, lombar e umbilical; e até
um
escorrimento, mais oumenos
fétido,
tem
lugarpela vulva e a final todos ossymptomas
deuma
in-flamação uterina se desenvolvem.
No
fim da prenhez, a cabeça do feto se envolvendocedo no estreito superior; todos os accidentes que vimos apresentar-seno princípio dagestação, renovão-se eo embaraço da circulação, que se patentea
pe-la infiltração das extremidades epor tumores hemorrhoidarios, varices
ete, tem seu
máximo
de intensidade.A
marcha
muito veloz do trabalho pode ser perigosa á mulher e aofeto, se
bem
que pessoas estranhas á arte,entendãocomo
feliz apar-turirão rápida.
Os
eííeitos que se deve recriar deum
parto prompío,são: a rupturada vagina e sobro tudo a dopcrinèo.
Pode
accontecerqueo segmento inferiorda madre, que encerra a cabeça do feto, seja
amasiado pelas forças expulsivas da
mesma,
antes da dilataçãocom-pleta de seu orifício; e ha exemplos de queda de todo útero
com
seuconteúdo, conforme diz o Snr. Naegelé.
Finalmente, a acção continuada dos movimentos, que
tem
lugarn'estas partes, casdores que a parturiente aecusa pela pressão
5
Já vimos quala influencia de
uma
bacia largadurante a prenheze oparto: asindicações d'estcsvicios de conformarão, a maneira de reco-nhecel-ose sua etiologia,
hemos
de tratarcm
capítulos diílerentes.II.
Quando
as dimensões do canal pelviano e as do corpo, que deveser expellido, estão
cm
condições inteiramente oppostas, o parto nãoé mais possível; e se estadesproporção élevada ao extremo o parteiro
não
tem
mais que escolher, senão meios igualmenteperigosos.As
variadas formas de que a bacia se reveste, asdifferenças dese-de das deformidades e especialmente os diversos gráos de
estreita-mento
são tão numerosos, que torna-se necessário dividil-osem
duascalhegorias: estreitamentos uniformes c desiguaes, ou bacia viciada
porestreitesa absoluta e por estreitesa relativa.
A
bacia uniformemente estreitada,em
virtude da qual todos osdiâmetros são proporcionalmente muito pequenos constituo
um
vicioprimitivo. Sr. Naegelé, cujos insignes trabalhos sobre a bacia, muito
se
tem
propagado, torna-se credor deque
assignalemos aimportân-cia dos estreitamentos, queora ó o assumpto, que nos oecupa.
Se não encontradepreferencia nas mulheres de pequena estatura
a
menos
que não estejãoem
condições deuma
anã: todavia a baciapode apresentar-se uniformemente estreitada
em
mulheres,comquan-to convenientemente conformadas pelos seus caracteres exteriores
não possão fazer presentir este estado.
A
estreiteza relativa da bacia resultado da direcção emudanças
quetem
soífrido os differentesos-sos de que ella se compõe, pode apresentar-se
em uma
medidae demaneiras variadas.
O
estreitamento antero-posterior, que resulta doapproximamento
das paredes anteriores e posteriores da bacia, sendo a forma de vicioo
de conformaçãoa mais
commum,
apresenta todavia algumasvarieda-des concernentes d sua extensão.
O
estreito superior pode ser o único estreitado,emquanto
que a escavação pode conservar sua capacidade normale a razão é obvia.O
sacro apresentando de ordinário,uma
pequena concavidadean-terior, toda vez que esta augmentar-se formando
um
angulo obtuso ou diminuirtomando
a forme plana, c evidente, que factosinteira-mente
oppostosdevem
orientar o parteiro, o qual não terásó acon-siderar
um
estreitamento simples do estreito superior,mas
também
a escavação que se acha interessadapor sua vez.
Os
diâmetros sacro-pubiano e coccy-pubiano, de parceriapodem
ser estreitados, amenos
queo sacrocedendo aos impulsos do peso do corpo, que lhe é transmitlido pelo rachis, experimente sobre seueixo
um
movimento
de rotação,em
virtude doqual a base domesmo
seja levada para diante,
em
quanto que o ápice deste osso é repellidopara a parle posterior: o contrario pode dar-se sempre que o sacro
offereça
em
sua face anterioruma
considerável curvadura, c entãoè
claro, que as duas extremidades d'elle se hão dedirigir para o
mes-mo
ponto, e conseguintemente augmentar o diâmetro da escavação.Se
bem
que asymphesc
dos púbis possa concorrerde alguma sortepara o estreitamento da bacia, já pela sua extensão demasiada, já
pela direcção que cila pode tomar, produzindo d^sfarte differentes
configurações na forma da
mesma,
todavia ésempre
o sacro, quecommummente
sedesloca noapproximamento
dos diâmetrosantero-posteriores da bacia.
Em
conclusão, digamoscom
o illustre parteiro Snr.Naegelé,que
é raro, que o estreitamento superior não dependa de
um
estado aná-logo do superior, sebem
que muita vez o parteiro suppondo adiffi-culdade do parto n'este estreitamento, engana-se e vae procurar
*
verdadeira causa
n'um
estado anormal das contracções ou naresis-tênciaquea cabeça do feto encontra nas partes externas da geração.
rara de todas as deformidade!?, muito principalmente quando estas se limitão ao estreito abdominal c a parte superior da escavação, o contrario podcaccontecer ao estreito perinealdando-se o
approxima-mento
das tuberosidadesisebialicas.Quando
um
dos lados da baciaémenos
desenvolvido, que o outro,e discreve
Uma
curvamenos
pronunciada,uma
outra espécie deestrei-tamento seapresenta.
A
articulação do rachiscom
osacro, n esteca-so
não
corresponde ao meio da bacia, e acolumna
vertebral por issomesmo
mais seapproxima doquadril do lado estreitado.Vimos
que os estreitamentos antero-superiores e inferiores,apre-sentavão
um
certo antagonismo ecomo
que se combinavão para darformas diversas ábacia; o contrario suecede aos diâmetros
transver-sos, que a largura de
um
coincidecom
o encurtamento do outro, salvo se este vicio não for determinado pela luxação congénita dos fémures.O
estreitameuto obliquo, sendo mais frequente, do que o prece-dente, pode ser observado deum
lado somente ouconcumitantemen-te
com
odo lado opposto.No
primeiro caso asymphese
dos púbisdes-via-se para
um
lado e o promontório segue a direcçãocontraria; oos-so coxal forma
uma
saliência na junecão das trez peças, que o cons-tituem, demodo
que faz consistira deformaçãono
desdobramento dacurva formada pela bacia.
Quando
este desdobramento, acimamen-cionado,
tem
lugarem
ambos
os lados,uma
certasymetriapodeexis-tir entre estas partes,
porém
accontece muitas vezes que a deformaçãodo osso coxal, sendo levada a
um
alto gráo, concorra a modificar osdiâmetros antero-posteriores e d'ahi d'esta viciação nos diâmetros da
bacia é
que
resultão as multiplicadas variedades de formas,que
ser-vem
de base áclassificação deM.
m9 Lachapelleem
estreitosrenifor-mes, triangulares, bilobados, arredondados, ovalares e cordiformes,
trapezoides, pyramidaes e trilobados.
9
algumas considerações a respeito da variedade de estreitamentos
oblí-quos, assignaladapelo illuslre professor Senhor Naegelé.
A
ankylose deum
dos ossos ilíacoscom
o sacro, ademora
dodes-envolvimento da metade d'este osso, buracos sacros menores de
um
lado sãoos caracteres que constituem a bacia obliquaovalar; a outra
metadeda bacia, isto é, aquella que parece conservar-se
n'um
estadoregular, não é entretanto assim, visto
como
supprimindo-sc a parteviciada de duas bacias d'esla espécie, não se poderá
com
as outras duas metades, que parecembem
conformadas, constituiruma
bacia normal.Este vicio de conformação á que nos referimos, apresenta algumas vezes
uma
grande vantagem, e é—
geralmente—
o quese perde deum
lado
cm
amplidão, ganha-se no outro; c d'est'arte permittindo quese effeetue o parto,
maximè,
seporuma
circunstancia imprevista fòrmister a extracção do produeto no
momento
do trabalho, o parteiropoderá praticar a versão, ainda que
um
vicio de conformação possaser
uma
conlra-indieação doemprego
d'csta operação.Na
primeira parte do nosso trabalho, vimos a influencia, que linhadurante a prenhez, e o parto,
uma
bacia larga; agora porém, queli-geiramente fizemos conhecer
em
geral os vícios dasegundacathego-ria, é misterque apresentemos a sua infíuencia relativa.
O
estreitamento do estreito superior, quando é pouco pronunciadoe
acompanhado
doaugmento
da escavação, o útero achando maises-paço para se desenvolver, ahidemora-se e produzos
mesmos
acciden-tes acima expostos;
mas
nem
sempre isto acontece, a scena semuda,
e
vemos
no fim daprenhez,quando
o útero está bastantedesenvolvi-doe queo estreitamento é sobre tudo na direcção de seu diâmetro
transverso, ser a causa do parto prematuro,
como
faz observar A. Dubois.Quando
este estreitamentose localisa deum
lado, pode atéprodu-zir a obliquidade do útero. embaraço que este terrível vicio traz
(lo estreitamento, se
bem
que o volume dacabeçado teto influa dealgum
modo
na producção d'este embaraço, sua posição, orelaxamen-to maisou
menos
pronunciadodas sympheses pelvianas.E
a rasão é que existem mulheres, quetendoa baciaem
idênticas circunstancias,umas
tem o partocom
feliz suecesso,em
quanto queoutras hão misterque a arte intervenha.
Quando
um
dos lados dabacia apresenta-se estreitado, algumasve-zes o sacro se dirige para diante e ao
mesmo
tempo
curva-sesobrees-te lado: o parto n'estas condições pode eííectuar-se de dois modos; ou
apresentando espontaneamente a grossa extremidade occipital ao lado
não estreitado, ou vice-versa, se a apresentação for da extremidade
pelviana. D'aqui vè-sc quanto é perigosa a influencia d'esse vicio du-rante o parto, se a
mão
compadecida do parteiro nãovem
em
soccor-ro, tanto para a mulher,que
expõe-se á ruptura do útero, da bexiga, á contusão c inflamação (Festes órgãos e do peritoneo, eemfim
aum
estadofebril bastante grave;
como
paraomenino
queenvolto nas aguas amnioticas e chegando aomomento
marcado pela Providencia a dar o seu primeiro vagido, encontraesta resistência no estreito superior,e não podendo fecharcompletamenteo collo uterino, deixa escapar o
liquido, que o banhara; o feto poisfica comprimido entre as paredes do útero e este concorrendo para a terminação do trabalho,
comprime
igualmente o cordão umbilical.A
cabeçado feto, supportando todo esforço das resistênciasoflere-cidas pela bacia, está sujeita as pressões, as quaes
podem
fracturar os frágeis ossinhos, ferir até a massa encephalica.Em
conclusão:quando
o feto se apresenta pela extremidadepoda-lica, as
manobras
que se praticãocom
o fim de conseguir-se, que acabeça se desembarace, produz muita vez luxações das vértebras
cer-vicaes e torsões da
medula
propriamente dita.A
forçada introducção,como
anteriormente vimos, da cabeça dofeto
em uma
bacia anormal pode determinar o afastamento dassym-pheses e deste accidente resultar as infiammações, supurações, e
IO
como
consequência remota,uma
grande mobilidade nas articulaçõesdabacia, a claudicação, etc.
Por
conseguinte, é de crer-se avista de tão hnminentes perigos aimportante influencia, que exercem os estreitamentos dabacia
CAUSAS
PRODUCTORAS
DOS
VÍCIOSDE COMOR1IAÇÍO DA
BACIA E O
MODO
DE
RECOMECEL-OS.
Ondoltbeaucoupexiger deceluiqulsefali
au-teur par unsugetde gain etd'intcièt,maiscelui qui va remplirun devoirdonlilne peut
s^exetu-pter, cstdigne dVxcuse dansles lautes qú' 11
pourracommcltre.
(La Druyêre.)
I.
Se procurarmos as causas geraes dos vicios de conformação da
ba-cia,veremos, que todos trazemalgumas modificações navitabilidade e
no
modo
de nutrição dos ossos, qualquer que sejaa epocha da vidaem
que estas causas se manifestem, podedarcomo
resultadoum
viciona
bacia.O
rachitismoe a osteomalacia,com
quanto muito distinctospor seus caracteres anatómicos, de que nãonos oceupamos,produzem
osmes-mos
resultados; o primeiro, que é próprio dainfância, seaccompanha
muitas vezes de
um
certo gráo de amollecimento,porem
écaracteri-sado sobre tudo por
uma
demora
de desenvolvimento;emquanto
que o secundo—
aosteomalacia,que nãoatacasenão ao adulto, oamolleci-mento
é mais pronunciado, ao passo que os ossostem
adquirido seuinteiro desenvolvimento. São pois estas duasaffecções as causas mais
communs
das diversasdeformações,bem
que para ellasactuarem,hão
mistera acção de
uma
força externa,sem
a qual o esqueleto íicariaintacto
em
sua conformação.ás-f
3
cabeças dos fémures, tendea deprimir de cima para baixo a parle
pos-teriordocirculo ósseo, que representa a bacia, e a elevaraparte
ante-rior; esta força ao passo que
empurra
o sacropara aparte inferior, aomesmo
tempo
dirige-o para diante, conjunctamente parte dos púbis visinhadacavidadecotyloide, que estando subordinada aesta influen-ciadeve approximar-se do angulosacro-vertebral;dahi
a maiorfre-quência nos estreitamentos do estreito superior.
O
peso do corpo cahindo maisparaum
lado, oque halugar,quando
um
dosmembros
é mais curto do que o outro, e se ao habito da mu-lher e a natureza de sua profissão, se liga alguma influencia, é claro,que a deformidade deveaffectarespecialmente
um
lado da bacia enãosua totalidade.
Sede ordinário o
menino
ficaassentado, este peso transmitlido pelorachis pode ainda impellir para diante o promontório, e se
concumi-tantemchte a pontado coccyx segue a
mesma
direcção, a concavidadedoosso, de certo, é augmentada, e conseguintemente os diâmetros antero-postcrioresde
ambos
os estreitossão igualmente viciados.Os
vícios de conformação da bacia, longe de serem naturaes, salvo raras excepções,devem
pois ser attribuidosáalgum
accidente.É
ordinariamente na infânciaque esta posição viciosa apresenta seumáximo
de frequência, e quea causa primordial, o rachitismo, acha seu pleno desenvolvimento.Ninguém
ignora, que mais pouco cuidosasna
educação physica de seosfilhos, arrastadasporum
funesto habito,envolvem estes pequenos seres
em
faixas, aliás estreitas, logo quevêem
a luz do dia, e não satisfeitasainda d'este primeiro género detorturaentregãoosternosfruetos de seu
amor
áamas
mercenárias, queao envéz de estendel-os horisonlalmente sobre seus braços, a fim de
favorecer odesenvolvimento de seus órgãos,levantão-noseosabração decerto
modo,
quecomprimem
mais oumenos
sua delgada bacia;ou-tras ha que fazem-nos andar, ainda fracos e
sem
terem bastantesoli-dez nas pernas para sustentarem o peso do corpo; tornando-se a bacia o centro de acção cjptre o rachis e os
membros
abdominaes, cede ao13
esforço das potencias, que a
comprimem,
porque falta-lhesconsistên-cia e ella secontorna de mil maneiras.
O
quehemos
dito sobre as causas dosvícios deconformação, nãoseapplica ás bacias viciadas por estreiteza absoluta, pelo que
invoca-mos
a opiniãod'aquelles, que pensão, que estevicio é antes devido ademora
dodesenvolvimento,em
consequência de que os caracteres quecilas
Unhão
na infância, se approximão durante a puberdade, aos dohomem.
Finalmente, estas bacias parecendo
um
defeito da naturesa, sibem
que as muito grandes apresentem a
mesma
supposicão ao parteiro,comtudo devemos
dizercom
o illustre professor Naegelé, que nãole-mos
noçãoexacta sobre as causas produetoras d'este vicio dabacia.A
curvadura da columnavertebral, asluxações do fémur, quercon-génitas, quer accidentaes, as lesões dos
membros
inferiores, são causas quepodem
concorrer para semelhante vicio, e d'est'arteimpe-dir que o parto se eífectue pelos esforços da natureza.
IT.
Por
mais minucioso que sejamos noexame
a que procedemos, estetornar-se-haestéril, si não indicarmosos signaes, pelosquaes
podemos
reconhecer os differentes vicios de conformação, e os meios de
apre-cia-los, tanto quantoforpossível .
Estes signaes nos são fornecidos pela inspecção exterior da mulher
e pelapelvimetria ou mensuração da bacia.
O
estado geral da mulher, sua estatura, constituição e a historiadeseus primeiros annos são predicados, queo parteiro não deve
des-presar, cque
podem
oriental-o a respeito do estado da bacia.Comtudo
como
é essencial para a felicidade dasfamíliaschegar are-sultados mathematicos, e
como
ossignaes sensive^ não dão, senão14
habilidades, os parteiros teem imaginado
uma
infinidade deinstrumen-tos,
com
o fim de medircom
mais exactidão a bacia, quer exterior,quer interiormente, conhecidos
com
onome
depelvimetros.Alguns preliminaresjulgamos conveniente ao desenvolvimento da
mensuração dabacia, peloque consideraremososseus estreitos e esca-vação no estado normal, para
podermos
conhecer suasdifferenças e alterações, quando a arte nos imposer a decisão deuma
boa oumá
conformaçãoda bacia.No
estado normal,em
geral, o estreito superior marcano
seu diâ-metro antero posterior quatropollegadas; os doisdiâmetros oblíquos,que se
medem
das sympheses sacro-iliacas a eminência ileo-pectineado lado opposto,
tèm
quatro pollegadas e meia,emfim
o bis-iliaco outransverso, que parte do lugar mais declive das duas fossas ilíacas,
apresenta cincopollegadas.
O
estreito inferior,chamado
também
perineal, é muito irregularem
seu contorno; apresenta no seu diâmetro antero-posterior,medido
da ponta do coccyx abaixo da arcada dopúbis quatro pollegadas; osdoisoblíquos, que, se dirigindo do ponto de reunião do
ramo
descen-dente do púbis eascendente do ischion, chega aomeio do grandeliga-mento
sacro-iliaco,tem
igualmente quatropollegadas, podendoadqui-rir linhas de mais.
Emfim,
o diâmetro transversod'este estreito apresenta amesma
ex-tensão, que osprecedentes, e é marcado ou
tem
como
extremidadesas duas tuberosidades ischyaticas.
Os
diâmetros da escavação apresentão quasi todos quatropollega-das; sua altura é variável, segundo a parede, que se observa.
Passemos
em
revista a mensuração da bacia.O
usotem
consagrado,como
de grande utilidade, paramedirmos
abacia exteriormente, ocompasso de espessura deBaudelocque, que consiste
em
duas hastesmetálicas, curvas
em
semi-circulo, de maneira queem
sua curvadura, possa abraçar a maior parte da bacia; os pontos de terminação d1estas hastes sãolenticulares, destinados á serem applicados sobre os pontos,15
cuja extensão se quer apreciar: marca o gráo de afastamento (Testes
pontos
uma
regoa, que trazendouma
escala, atravessa osramos
dolugar,
em
que sua porção recta seune
á curva,h
pois o instrumentoque o Snr. Baudelocque apresenta, assegurando provassatisfactorias
de seu emprego.
O
emprego
do pelvimetro de Baudelocquenão
dando, segundo anossa fraca opinião, senão resultados approximados, pois que, depois da escala graduada marcar a extensão do diâmetro, que se quer
exa-minar,
havemos
de subtrahiruma
cifra paraa espessura das partesmolles, cujasvariedadesconhecemos, todavia não
devemos
renunciar oseu uso,
quando
tivermos de examinaruma
virgem, enão havendo arigorosa necessidade de
um
exame
mathematico, receiamos aindalan-çar
mão
de outro meio, que, offendendo o pudor da donzella, tragaigualmente a ruptura da
membrana
hymen.
Quanto
a mensuração interna, infinidade de instrumentosha
seapresentado,
com
o fim de facilitar a pratica, taes são os deCoutou-ly, de Stein,
M.
me Boivin, Van-Huevel, até amão
doparteirotem
disputado n'esla pratica
uma
altamissão.Não
nosdemoremos
na discripção minuciosa d'estcsintro-pelvi-metros, e passemos a fallardo ultimo que na arte obstétrica
tem
go-sado forosdesuperioridade.Sendo
amão
do operador o melhor de todosos intro-pelvimetros,quando
temos de apreciar modificações, que se passão durante apre-nhez e o parto, torna-se quasi de
nenhuma
utilidade,quando
temosde emittir a nossa opinião a respeito de
uma
virgem.Não
é senão cautelosamente, que o parteiro pratica estaexploraçãoe que vae apreciar a extensão dos diâmetros dos estreitos, a fim de que não sejaapagado o signal physico davirgindade.
Eis a maneira de servir-se do dedo.
O
indicador é levado navagina e dirigido segundo o eixo dabacia até encontrar o angulo sacro-ver-tcbral, reconhecido peladepressão transversal, queapresentaa articu-lação;'depois,
quando
a extremidade do dedo estábem
applicada sobreeste ponto, levanta-se o punho, até que sou bordo radial encontre a resistência daparte interior da
symphese
dos púbis, e tendo acautellade afastar, oque poder, osgrandes e pequenoslábios, ooperador
mar-cará o ponto do dedo introduzido, que se acha
em
contactocom
asymphese, e a final levará a
uma
escalagraduada, da qual subtrahindo a altura da symphese, terá a dimensão do diâmetro antero-posterior do estreito superior.Quanto ao
mesmo
diâmetro doestreito inferior, semedirá dames-ma
forma.Os
diâmetros oblíquos e transversossuo muito difficeis de apreciarãonoestreito inferior,c só o habito doparteiro poderádecidir.INDICAÇÕES
QUE
RECLAMÂO
OS
VÍCIOSDE CONFORMAÇÃO
DA
BACIA
DURANTE
APRENHEZ
E
O
PARTO.
IIn'est peut-Ctre aucun de nous qui forcede
choisir entrelavicdesafcmmeetcrllede1'enfant
qú\elle porle danssonscin, besilerait aaulorizer
tesacrificodeccdcrnier.
(CASBAUX)•
I.
Quando
a bacia eslá viciadapor forma a impossibilitar o parto, nãoresta mais, que trezgéneros de recursos para livrar a mulher do
im-minente perigo, que a ameaça: primeiro, obrar sobre o feto para dimi-nuirseu volume; segundo, augmentar a bacia, terceiro, extrahir o fetopor
uma
viaartificial.Para
preencher estas indicações,devemos
terem
consideração asdimensões exactas dacabeça do feto e dabacia nos diâmetros, que
de-vem
se corresponder nos differentes tempos do trabalho; saberem
fim o quanto é susceptível dereducção acabeçaequal o gráo de
ener-giae coragem, que apresenta a mulher, que só approximadamente
podemos
adquirir.Para maior elucidação das indicações, que
hemos
de preencher,convém
dividir, segundo Snr. P. Dubois, todos os vicios deconfor-mação
em
trez classes.Na
primeira collocaremos as bacias, queapre-sentarem
em
seumenor
diâmetro trez pollegadas,na
segunda estãoIS
comprehendidas asbaciasque tiverem, pelomenos, duas polJegadase
meia, e a terceira cathegoriacompõe-se daqucllas, cujo
menor
diâme-tro é tal, queo espaço livre será inferior a duas pollcgadas emeia. Antesde tractar das indicações, que reclamão estes vicios acima
ex-postos,
convém
que digamos duas palavras acerca das indicações,que
devemos
preencher durante a prenhez.Diversas opiniões
tem
sido dadas por differenlcs parteiroscom
o fim de tornar nulla adisproporção existente entre o feto de termo e a bacia deformada e quasi sempre estreitada; muitostem
acconselhado deter o desenvolvimeuto do feto, durante a gestação epermitlir-lhe poreste meio franquear mais facilmenteo canal ósseodabacia noter-mo
normal do parto.Se é verdadequea forçado feto encerrado
em
seus envolucros estácm
relaçãocom
as forças da mulher, nada seria mais natural,nem
mais indicado, que enfraquecer as mulheres
mal
conformadas,duran-te a prenhez.
Mas como
a experiência não demonstraestas previsões,etodo o dia
vemos
mulheres robustasdarem
áluzmeninosdébeis e vice-versa, é de recear que a dieta a mais severa e vegetal, as evacuações sanguíneas as mais abundantes, não servirião, senãode impossibilital-as á supportar as operações, quea pratica esclarecida dosgrandespar-teiros tem registrado nos annaes da arte.
Admittindo por
um
instante queuma
dieta severaauxiliada pelas de-pleções sanguíneas, tenhão na praticaalgum
êxito feliz,quem
nos assegurará que a mulher submettida a semelhante influencia poderáresistir por espaço de nove mezes aeste martyrio?
Não devemos
antes terem
consideração a profunda alteração dossólidos e dos líquidos, que este regimen produz e que a predispõe a todos os accidentes post-puerperaes?
Na
preferencia, poisdeum
meio, que satisfaça estaindicação,cum-pre dizer
alguma
coisa acercado parloprematuro artificial e sobre o aborto provocado.IO
físcosda operação cesariana c da sympheseotomia, os parteiros doeste paiz excogitarão
uma
operação, que as substituísse, apresentando osmaisbellos resultados; e
com
efíeitoem
breve o seo anhelo foisatisfei-to por analogias entre partos laboriosos e prematuros espontâneos.
Tendo
pois decidido os práticos d'este paiz, que esta operação eravantajosa e approvada pela moral, Macaulayjustificou suasprevisões, e maistarde foi tendo ingresso na obstetríciao partoprematuro artifi-cial.
Hoje
porem
que não háduvidar dos resultados e muitomenos
dasestatísticas, que nos são transmittidas pelos patriarchasda arte, não
podemos
deixar de emittir nossa fracaopinião e apresentar assuasin-dicações.
Seo
mechanismo
do parto consiste,como
diz Pajotem
seu curso,em
fazer atravessar por
um
canal de forma e direcção dadasum
corpo deforma e de
volume
igualmente dados, é evidente, que quando aprovo-cação do parto forcontestada, o primeiro cuidado que
devemos
ter,serádeterminar tão exactamente, quantopossívelfora relação
existen-te entre as dimensões da bacia e o volume do corpo, que deve de ser cxpellido.
Em
primeirolugar, esta operação deve de ser tentadanum
tempo
da prenhez,em
que a vitabilidade do feto não estejaem
duvida, o quesegundoa nossalei, é aossete
mezes
decorridos,Em
segundo lugar,paraemprehender
semelhante conquista, émis-ter consignarmos o gráo do estreitamento,
em
que se acha a bacia;pelo que passando além doslimites acima expostos, ouconfiaremos nas
forças naturaes
no tempo
próprio do parto, ou recorreremos a outromeio, que a lei nos garante e quenos dá a esperança de salvar, pelo
menos,
amulher.Comparando
a final a epocha marcada,em
que se deve provocar oparto,
convém
queseja ditode passagem cque sejão demarcadososli-mites dos estreitamentos igualmente e as dimensões dos diâmetros da
«o
A
extensãodo diâmetro bi-parietal, quecommumcnte
sepõeem
re-lação
com
o antero-posterior, é, segundo as experiências deM.
meLa-chapelle e P. Dubois, de trez pollegadas e
uma
linha a trez e seteli-nhas, dos oito aosnove mezes; e de duaspollegadase sete linhas atrez e sete,dos sete mezesaos nove.
Ora
paraque tenha lugar a applicaçãod'esse meio, seráprecisoque o diâmetro dabacia, que lhe
correspon-der, tenha pelo
menos
duas pollegadase sete linhas, limite extremoáque
podemos
recorrer, e que estabelece a separação entre o abortoprovocado, de que temos de tractar, e o parto prematuro artificial.
Quando
houver maisde trez pollegadas e duaslinhas, queé o outrolimite extremo da indicação do parto prematuro, os parteiros
recom-mendão
esperar pela expulsão natural, poisha
toda probabilidade de obter-seum
feto de termo, amenos
que a mulher, tendo porhabitoparir sempre meninos volumosos, tenha sido obrigada a recorrer a
embriotomia nos partosprecedentes, pois
com
quanto tenhatrezpolle-gadas e meia
em
seu diâmetroantero-posterior, é todavia denesessi-dade recorrermos aoauxiliodo parto prematuroartificial.
Além
d'estasindicações acima expostas sobre o parto artificial,ha
outras, que não fazem parte do nosso ponto, e de que não nos
oceu-paremos, passando
em
resenha os casos, que reclamão o abortopro-vocado.
Há
circunstancias,em
que o parteiro deve evacuar o útero parasal.var a vida da mulher naepocha,
em
que ofeto é incapazdeviver.Chama-se
aborto provocado artificialareunião dos meiosemprega-dos para conseguir este fim.
Vem
de alta antiguidade a idóado aborto medico. Entre osGregosdizia Demócrito, que era licito provocar o aborto, desde que se con-vencesse que o parto de termo trazia perigo a vida damulher.
Avicennesacreditava que o medico tinha direito de fazer morrer o
feto no seio materno, quando a mulher era muito jovem, e temia-se
«1
qualquer moléstia, que podesse fazer perecer a mulher; e quando
te-mia
aruptura do útero.Finalmente
com
o correr dos séculos, a idéado aborto medicoper-deo-sc completamente, até que Louise Bourgeois fê-la reapparecer
com
o fim delivrarda morte a mulher, que eraaccomettida, durante a prenhez, deuma
metrorrhagiarebelde a todos osmeiosaté entãoem-pregados.
Em
1768
Cooper, Barlow e outros propuserão a pratica do abortoprovocadonoscasosde angustia considerável dabacia.
Na
Allemanha
Mende
e Naegele não tardarãoem
seguir a praticaIngleza, e a França
dominada
por Baudelocque e seos discípulos foiunisona
em
repellir o aborto dapratica obstétrica,mas
Fodéré porfioucom
perseverança, até que este novo recurso foisuecessivãmente ac-ceito por Marc, Velpeau, Dubois. Stoltz, Caseaux, Chailly e outros,tendo ingresso naobstetrícia o aborto provocado.
Assim
como
o parto premaluro artificial ha mister para serindica-do, certas dimensões na bacia, o aborto provocado surge igualmente
do meio da pratica obstétrica e acha sua applicação nos casos
extre-mos
de estreitamentos,quando
não ha senão o triste recurso, eespe-rando-se o termo da prenhez haver de recorrer-se infallivelmente a
uma
operação sangrenta, por que n'estascondiçõesum
feto de termo será physicamente impossível atravessar o canal pelviano.Por
conseguinte assignalamoscomo
indicações do aborto a bacia,que
apresentar dimensões inferiores á duas pollegadasem
seomenor
diâmetro.
Os
perigos d'estaoperação serão decertomenores
que se não pensa.De
doismezes
a trez, a quatro, e até a cinco mezestocaremos,sem
trabalho, o ovo pelo collo uterino, quercom
uma
sonda, quercom
o dedo; amadre
se desembaraçará do produeto,como
sedesem-baraça de coágulos desangue, de falsas
membranas.
É
impossível, pois, comparar, no estado da arte, a vida precária deum
feto de dois á quatro mezes,com
a deum
ser, que mil relações sociaes nos obrigãoa conservar; de sorte que doscasosde estreitamtos extremos, se for positivamente demonstrado que o parto de
ter-mo
não poderá ter lugar, não hesitamoscm
acconselhar o abortopro-vocado no principio da gestação.
II.
As
indicações que a arte ministraaos seus proselytosdurante otra-balho do parto, são inherentes aos estreitamentos, que se
desenvol-vem
peloapproximamento
de suas paredes ouem
consequência detu-mores
sólidos, formados no tecido ósseo, queconstituo este canal.Es-tas indicações não sendo
sempre
asmesmas,
variarão,com
forme o gráo do estreitamento, a intensidade das contracções, o excesso devolume
do feto, quetem
de ser expellido, efinalmente, segundo are-ductibilidade da cabeça.
Finalmente, depois de
havermos
procedidocom
o mais minuciosoexame, que procuraremos estabelecer as regras impostas pela arte, e
nos casos
em
que esta expulsão antes de termo não possaserlegitima-mente
tentada, e aindase o parteiro não fòrconsultado, se nãoduran-te otrabalho, tentaremos essesmeios, senão
com
reservae confiança,ao
menos
com
a esperançadasalvação da mulher.No
estudo dasindicações,supponhamos
a cabeça no estado normal,e os estreitos conservando as calhegorias acima mencionadas, segundo
Snr. Paulo Dubois.
Quando
ocume
da cabeçado feto se apresentan'uma
bacia, cujomenor
diâmetro não excede a trez pollegadas e meia, o primeiro passoque
devemos
dai\ c o que apratica quotidiana demonstra, seráespe-rar e confiar na expulsão espontânea, pois n'estas condições o parto é
mui
possível.Após
a ruptura dasmembranas
e a dilatação completa do collo doimpossibili-S3
ilude de meios, que a naluresa offereea c quesósirvão de adiamento, outros são de opinião que n'eslc
tempo
nãodevemos
hesitar noem-prego do fórceps.
Quando
estivermos pois convicto de que as forças naturaes sãoim-potentes,
quando
a cabeça for detidanuma
porção estreitada da baciae seustegumentosse tumefiserem,
em
consequência da pressãoexer-cida pelos órgãos genitaes, e
quando
osruidosdo coraçãodo fetotive-rem
perdido sua força c sua frequência, o fórceps achará o seu pleno desenvolvimento.A
versão pelos pés,quando
a cabeça se apresenta, é indicada toda vez que depois dehavermos
assignaladoum
certo gráo deestreita-mento, no qual a saliência doangulo sacro-vertebral torna-se a causa
principal do vicio, e dadas certas circunstancias, v. g:
quando
um
doslados da bacia é
menor
do que o outro, o que accontece pela direcçãoque
toma
mais d'este lado, o sacro.N'este caso praticandoa evolução do feto pelaextremidade podalica,
procuraremos offerecer ao lado largamente comformado, o plano
pos-teriordo feto, de
modo
quena extracção da cabeça a sua grossa ex•tremidade passe igualmente do lado não estreitado.
Ao
contrario, se peloexame
da mulhertivermos assignalado que a apresentação corresponde ao lado não viciado, então não trepidemosem
recorrer ao fórceps, principalmente se as contracções estiverem esgotadase grande partedo liquido amniótico houver-se escorrido.A
secunda divisão dos viciosde comformação da bacia, estabelecidapelo Snr. P. Dubois,
comprehende
igualmenteuma
subdivisão, que na pratica torna-se de grande utilidade, vistocomo
assuas indicaçõesigualmente
devem
variar.De
trez e meia a trez pollegadas, o quedevemos
preencher? Será mister esperarmos,como
no caso precedente?Haverão
probabilida-des, que nos assegurem, que esta mulher ajudada pelas contracções
uterinas, possa ainda dar a luz o terno produeto de seu
amor
sem
justifi-S4
quem
avista de semelhantes factos?O
que a praticademonstraéo
seguinte: se a cabeça se apresentar
em
posição favorável,esperare-mos
algum
ternpo pelos esforços naturaes e se estes são infruetiferos,a applicação do fórceps tornar-se-ha
uma
indicação; se esta depoisdeum
tempo
deespectativae de novotentada não aproveitar, e amulher
dobrarde energia nas contracções, procederemos
sem
hesitar a versãopodaiica, da qual poderemos obter alguns resultados, segundo o pare-cer do Sr. Simpson.
Este parteiro notando que
em
certas mulheres mal conformadas o trabalhotinha sido muito mais fácil e mais feliz,quando
o fetose apre-sentava antespelos pés, doque pelacabeça, e atéem
casos queUnhão
reclamado anteriormente a craniotomia, não discrê
da
applicação daversão.
Lachapelle apresentandoasua estatística acerca dos estreitamentos
d'este género, diz, que para a versão dois terços são favoráveis, ao passoque para o fórceps
um
poucomenos
demetade; e então corro-bora asua experiência acrescentando, queestes resultados da versão são devidos,sem
duvida, amaior facilidade,com
quese pode, duranteas tracções sobre a extremidade pelviana, dirigir a cabeça do feto, de
modo
queseu diâmetro transversal corresponda ao antero-posteriorestreitado.
Por conseguinte, julgamos, segundo o parecer de Simpson, conve-nientetentar a versão podalica,
sempre
que depararmoscom
um
es•treitamento sacro-pubiano de trez pollegadas e
com
os oblíquosova-lares de Naegelé; finalmente
quando
discortinarmosuma
posição vi-ciosa do vértice, as apresentaçõesdaface e do tronco.Depois de termosesgotado os dados que
acabamos
de assignalar, eque algumas vezes
depõem
dos recursos daarte, nãodevemos
desani-mar
eencararcomo
alliviooutra operação, senãofavorávelaambos
os seres, ao
menos
que permitte salvar-se a mulher;queremos
fallar da embryotomia.*5
possivol,
cumpre
que nos prestemos por meio d'estamanobra
ásalva-ção da mulher, que submersa nas agonias de
um
trabalhoinfruetife-ro,
tem
sua existência comppromettida, senão immediatamente, aomenos
pelas consequências deum
prolongado trabalho.Em
conclusão: se omenino
ainda vive n'estas circunstancias,aci-ma
expostas, procederemosem
primeiro lugar á applicação do fórcepsou
a versão pelos pés; e quando demodo
nenhum
possamos terminar oparto, e a cabeçanão se adiantar, não obstante tracções repetidas,suspensas por
algum
tempo, depoisrenovadas,julgando que novas ten-tativascom
o fórceps seriãoperigosas paraa mulher, apraticarecom-menda
a perforaçãodo craneo do menino, afim de pôr termo a estequadro horrível de accidentes, eassim considerar o feto
como
nãovi-tavel.
Ao
contrarioquando
a terminação rápida não é indicadaformalmen-te, contentar-nos
hemos
em
esperar a certesa da não vilabilidade dofeto, e segundo o parecer dos
mesmos, somos
acconselhadosa esperaraté que a corrupção do cadáver do
menino
diminua seu volume, de forma a auxiliar sua expulsão pelas forças naturaes.A
perforação do craneo éuma
operação, cuja applicaçãodevemos
restringirnão tental-a, senão
com
muita reserva, porquanto seráim-possível executal-a
em
certos estreitamentos, aindamesmo
quando
a
morte
do feto não seja duvidosa, vistocomo
as consequências, que(Teliaresultão, são
immioentemente
perigozas.O
quedevemos
fazer quando a bacia apresentarem
seumenor
diâ-metro trez pollegadasa duas e meia?
Se o
menino
estiver vivo, esperaremosporalgum
tempo, poisha
exemplosde
em
virtude daenergia das contracçõesuterinas, dareduc-tibilidade extrema dacabeça, e pequenhez do produeto, ser
expel-lido
com
algum
trabalho.Se aocontrario, cançadosdaespectativanão o conseguirmos,
tenta-remos
o fórcepscomo
no caso precedente, antesdeseguir a praticaIn-deza.
Quando
ofeto aclia-se morto, os parteirosrecommendão
obrarim-mediatamentc sobre o cadáver, afim de poupar grandes dores e os
pe-rigos do trabalho.
N'este gráodeestreitamento alguns
tem
acconselhado asympheseo-tomia.
Um
outro gráo de estreitamento se apresentana praticaobs-tétrica, cuja extensão, segundoP. Dubois, fizemossentir.
Quando
a bacia offerecer deduas pollegadase meiaaduas, oquehe-mos
depreencher? N'este caso é physicamente impossivel a extracçãode
um
fetode termo pelas vias naturaes; então se verificarmosimme-diatamenlea morte do feto, o fórceps cephalotriboterá sua applieação,
como
meio de poupar a delonga dotrabalho, eprevenira todos os ac-cidentes, quepoderem
assaltar a mulher.Se ao envéz, o feto vive, a indicação do
mesmo
processo achará seu desenvolvimento; e apesar de todos os perigos, que esteinstru-mento
pode fazercorrera mulher, deixarásempre
algumasprobabili-dades desalvação .
O
ultimográo de estreitamentocomprehende
acifra inferior a duaspollegadas.
Quando
a bacia se apresenta n'estas circunstancias, qual indicação,que
de accordocom
as estatísticasdevemos
seguir?A
operação cesariana é formalmente indicada por certos parteiros,como
oultimo desideratum da sciencia, porquantopelas vias naturaes se torna impossivel a execução do parto, aindamesmo
que o fetole-nha
sido mutilado.Depois da perforação do eraneoe a extracção da
massa
cerebral, asahida do cephalotribo exigiria
com
effeito tantos esforços do parteiro e pressões tão repetidas, que julgamos semelhantes tentativas tãope-rigosas, quantoa operaçãocesariana.
Se
porem
a apresentação é das extremidades inferiores, nalujpo-ihese da bacia se apresentar tão estreita, os parteiros
recommendão
depois detentativas por meio do cephalotribo, praticar a secção do pescoço e deixar á naturesaa expulsão da cabeça, e apesar de todos os
31
perigos, que
podem
sobrevir a esta operação, todavia será melhor do quea operação cesariana.Quanto
as indicações, que rcclamãoos casos de bacias amplas,ado-ptaremos estas. Primeiro que tudo
devemos
esforçar-nos para que aexpulsão do feto não seja rápida; o que consiguiremos, estendendoa parturiente sobre
um
leito ecollocando-a delado: impedil-a-hemosde ajudar ascontracções, desviando d'ella tudo que possa servir de ponto de apoio; repetiremos muitas vezes o toque para assegurar-nosda ver-dadeira posiçãodo feto eestaremos prestes a sustentar o perinêo, logo que a cabeçase introduzir navulva.Se
o feto é rapidamenteexpellido, procuraremos retel-oum
pouco,introdusindo
sem
exercermuita força, doisdedosnavagina; e seocollonão estiverpreparado suíTicientemente, e contracções muito violentas
íizerem receiarrupturasdo
mesmo
ou do corpo uterino, osparteirosac-consclhãoalgumas incisões no primeiro, quando asdoresforem muito
SECÇÃO
CIRÚRGICA.
Aborto provocado e suas indicações.
PROPOSIÇÕES.
i.
O
aborto é a expulsão do produeto da concepção, antes que sejavitavel.
II.
O
aborto ou é natural ouaccidental ou provocado.III.
O
aborto naturalpode-se dar ou porum
estadoparticulardo útero,oupor
um
estadogeral da mulher.IV.
O
aborto accidental pode resultar de vivas emoções, de exercícios forçados.V.
O
aborto provocado pode ser terminado por meios mechanicos,actuando sobre o útero ou sobre o feto; eatépor bebidase emissões
sanguíneas.
30
VI.O
aborto é provocado oucom
o fim medico ou criminoso.VIL
Differe muito do parto prematuro provocado.
VIII.
O
fim do aborto provocadomedicamente
é sacrificaro filhoparasal-var a mãe.
IX.
A
legislação não deve contrariaruma
pratica tão útil.X.
Nem
contra a moral,nem
contra a religiãoassentaesta praticaobs-tétrica.
XI.
Esta operação é indicada
em
todas as complicações daprenhez,em
que a vidada mulher e conseguintemente a dofetoachão-se
em
risco.XII.
Compressões exercidas sobre o grosso intestino pelos desvios e
in-clinações do útero, por tumores ác. de formaa perturbarem o tubo
digestivo; vómitosincoerciveis trasendoo esgoto e a morte,
em
conse-quênciadehérnias estranguladas ou nãoreduetiveis, reclamão
31
XIII.
Quando
collecçõcs aquosas se formão nas diversas cavidades docor-po e
ameaçãoa
vida da mulher, o abortoprovocado ainda acha seuin-teiro desenvolvimento.
XIV.
Nas
hemorragias rebeldes a todos os tratamentos, nas bydropesiasexcessivasdo amnios deve de ser indicado.
XV.
Da
mesma
sorte quando houver tumores nos estreitosda bacia, que não forem susceptíveisde ser deslocados, incisados ou estirpados.XVI.
A
amnistia extrema da bacia constilue a mais positiva dasindica-çõesdo aborto medico.
XVII.
Quando
o diâmetro antero-posterior apresentar duas pollegadas cmeia ou menos, o parteiro deveprovocar o aborto.
XVIII,
Estapratica deve deser preferida aembryotomia no termo da
pre-nhez, cserá melhore mais
humano
provocaro parto, do que praticara symphcseolomia ou a operação cesariana.
XIX.
Em
toJo o caso que venlilar-se estaquestão, o parteiro deveráSECÇÃO
MEDICA.
Kxisliráí» prodromos nas moléstias?
PROPOSIÇÕES.
i.
Prodromos
sãoperturbações dasaúdeanterioresá declaração damo-léstia.
II.
Período prodromieo pode existir
em
todas as moléstiasdecausa in-terna.III.
Não
ha prelúdios mórbidos para moléstias inteiramente locaes,nem
paraas traumáticas.IV.
«
Só no período de invasão das moléstias, signaes precursores se
mostrão, enunca no de sua incubação,
como
algunstem
pensado.V.
É
inexacta a analogia, que algunstem
supposto entre oprodromo
33
VI.
São muito numerosos os prelúdios mórbidos, e estão
na ordem
dasperturbações geraes.
VIL
A
manifestação de muitas moléstiastem
lugarsem
estetrabalho prévio do organismo.VIII.
Prodromos
análogospodem
apparcccrem
moléstias differentes.IX.
Não
se deve confundir osprodromos
com
ossymptomas
dasmolés-tias.
X.
A
maior oumenor
intensidadedoprodromo
não auetorisa aacredi-tar, que lhe sejaproporcionala gravidadeda moléstia, que houver de
surdir.
XI.
Os prodromos
nãopodem
significara naturesa deuma
moléstia.XII.
Pode
portanto existir moléstia,sem
quealgum prodromo
a tenhe precedido.XIII.
Existem prodromos
em
muitas moléstias.SECÇÃO
ACCESSORJA.
Silo os
Micos
responsáveis pelas faltas commettidas no exercício de sua profissão? Existe alguma disposição de lei nossa,que sejaapplicada a estecaso? Se pela affirmaliva, qual êclla?
PROPOSIÇÕES.
i.
Não
ha criminalidade no proceder do Medico,mesmo
quando
soafasta dos princípios conhecidos na sciencia, para seguir
uma
indica-ção de suarasão..
II.
A
lei que tivesse por fimresponsabilizar o Medico, deveria antesde
tudo traçar-lhe o caminho, fora do qualnão haveria acçãojustificável.
III. '
Os
actospraticados pelo sacerdote da medicinano
melindrosoexer-cíciode sua profissão, não
podem
estar ao alcance dasleishumanas.
IV.
O
Medico quecomo
ministro dascienciaprovoca o aborto, nãopode35
V.
A
lei, que traçasse ao Medico a estrada, que devesse forçosamente seguir no exercício de sua profissão, seria maisperniciosa a humani-dade, do que a maisabsoluta irresponsabilidade.VI.
O
Medicosó deve lerparajulgal-o a sua consciência.VII.
Admittindo-se tal responsabilidade era mister a creação de
um
tri-bunal exclusivamente medico, parajulgal-o.
VIII.
Sendo
os códigos formulados por jurisconsultos, elles não podiãoimpor
penasa responsabilidade.IX.
Responsabilisar pois o Medico, perante a lei, é oppor-lhe
uma
bar-reirano
caminho
doprogresso.X.
Quando porem
o Medico, abuzasse da nobresade sua profissãoparadisvirlual-a
com
o crime, ácusta da deshonra das famílias, deveria haveruma
lei especial.XI.
Não
ha no código Brasileiro penas especiaes para o Medico, a34
XII.
Como
Medico legista, o Medico só pode ser responsabilisade porperjúrio
em
causa criminal.XIII.
A
suaposição deMedicoserásempre
uma
circunstancia aggravante»XIV.
O
Medico legista não pode,nem
deve ser responsabilisadenolivreHIPP0C1MTIS
APHORISMI.
i:Q?g*I.
Vila brevis, ars longa, occasio proeceps, experientia fallax,judiei
um
diíficile.
II.
Solvcrcapoplexiam,
vehementem
quidem, impossibile: debilem vero,non
facilc.III.
Mulier iu uterogerens sectavenãabortit, et magis, si major fuerit Fetus.
IV.
Mulicri menses decolores, neque secundun
eadem
prodeuntes, pur-gatione opus esse significant.V
Ad
extremos morbos, extrema remedia exquisite óptima.TI.
Quce
medicamenta non
sanat, ca ferram sananl, Quoc ferrum nonsanat, eaignis sanat. Qucevero ignis
non
sanat, ca insanabiiiaexis-timarc oportet.
HAIIIA
—
T\r. roGGciTi de toit.inho & C. 1&&emc//ic/a
á
0o}>imt'/õão£/bcvc'<)ola. £yaut'a c 2/acuec/ac/e aei//é.catctn<i/é c/e //e/c?n&<o c/e sê/5.
UB*. 9/aà/iat,
uccxelaúo iiitctino.
óa/a //idecdcácon/oimeoj Oófaéufoj. £$a/itas5 c/e6/e/cmCioc/esécfó. ê/'*. %y/éouta.
SD)>. tean/ía fra/ce cÁineo?.
@*.
Ó$</ie.Jm/ittma-de. SSanta c ^sacuá/ac/cc/c ^46cc/c'cma