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Proposta de Reabilitação da Galeria do Edifício do Salão de Festas da Sociedade, SIRB “Os Penicheiros”

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Academic year: 2021

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2019

Miguel Ângelo Rosa da

Silva Marques Baptista

Proposta

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e Reabilitação da

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Edifício do Salão

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Sociedade

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Sociedade,,,, SIRB “Os Penicheiros”

SIRB “Os Penicheiros”

SIRB “Os Penicheiros”

SIRB “Os Penicheiros”

Dissertação de Mestrado em Conservação e Reabilitação do

Edificado

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos

necessários à obtenção do grau de Mestre em Conservação e

Reabilitação do Edificado, realizado sob a orientação científica

da Professora Doutora Ana Maria Castanheira Aires Pereira da

Silva Bártolo.

Agosto, 2019

(2)
(3)
(4)
(5)
(6)

Proposta de Reabilitação da Galeria

do Edifício do Salão de Festas

da Sociedade S.I.R.B. “Os

Penicheiros”

Relatório de Dissertação de Investigação do

Mestrado em Conservação e Reabilitação do

Edificado

Trabalho realizado sob a orientação da

Professora Doutora, Ana Maria Castanheira Aires

Pereira da Silva Bártolo

Junho, 2019

Miguel Ângelo Rosa

da Silva Marques

Baptista

(7)

i

Para a minha família

“A medida da inteligência é a capacidade de mudar”

Albert Einstein

(8)

ii

AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar quero agradecer à Professora Doutora Ana Maria Castanheira Aires Pereira

da Silva Bártolo, docente na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto

Politécnico de Setúbal, a orientação que me proporcionou para a realização desta

dissertação, pela disponibilidade e por todo o apoio incondicional prestado no desenrolar

desta empreitada, sem a qual, esta dissertação não teria sido realizada.

Ao Professor José Miguel Baio Dias, docente na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro

do Instituto Politécnico de Setúbal, ao ter colaborado na realização do levantamento

altimétrico da estrutura existente e por todo o apoio prestado que naquela fase deu.

Ao Sr. Alexandre Gamito, técnico de laboratório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro

do Instituto Politécnico de Setúbal, o apoio dado neste trabalho, ao ter colaborado na

realização de carotagem feitos no local.

Quero agradecer também à coordenadora do curso do mestrado em Conservação e

Reabilitação do Edificado, a Professora Doutora Eugénia Maria Santos, docente na Escola

Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal.

Ao Arqt.º Hugo Palma e restantes membros da direcção e pessoal da S.I.R.B. que

disponibilizaram o acesso ao Salão de Festas e total abertura para a realização do

levantamento de anomalias e ensaios de diagnóstico

in situ

.

À minha família, agradeço todo o apoio e força moral dada para poder realizar esta tese.

(9)

iii

RESUMO

Numa sociedade que se quer cada vez mais sustentável, construir de novo não é a melhor

solução. É necessário a adopção de uma política de “errs”: reabilitar, restaurar, reciclar,

reutilizar, recuperar. Assim, e atendendo a estes princípios, há que olhar para as construções

existentes, muitas vezes abandonadas/degradadas e pensar nelas como novos espaços,

com ou sem mudança de uso.

Na reconversão de edifícios preserva-se não só o edifício, mas também o ambiente, já que

há menos emissões poluentes resultantes dos processos de fabrico dos materiais quer aos

produtos de demolição.

O objectivo principal do trabalho consiste em analisar a capacidade estrutural da estrutura

existente da galeria do edifício do Salão de Festas, actualmente interdito ao uso e propor uma

eventual solução da reparação.

Para cumprir com esse objectivo, este trabalho passou por realizar um levantamento do

estado de conservação da estrutura em estudo, identificar as anomalias que possam estar

na origem da interdição ao seu uso e propor uma solução de reabilitação estrutural que

permita cumprir a legislação em vigor.

Palavras-Chave: Reabilitação, Construção, Reparação, Segurança e Estrutura.

(10)

iv

ABSTRACT

In a society that pretends to be sustainable, new construction is not a solution. It is necessary

to adopt a policy of "errs": rehabilitate, restore, recycle, reuse, recover. Thus, and in view of

these principles, the reuse of abandoned / degraded spaces converted in new ones, is

paramount for the sustainability of our planet.

The reuse of buildings not only preserves the building heritage, but also the environment,

reducing emissions resulting from both the manufacturing processes of the materials and the

demolition products.

The main objective of the work is to analyze the structural capacity of the existing structure of

the gallery of the building of the Salão de Festas, currently prohibited to use and propose a

possible solution of the repair. In order to achieve this objective, this work has been carried

out to carry out a survey of the conservation status of the structure under study, to identify

the anomalies that may be the source of the prohibition of its use and to propose a structural

rehabilitation solution to comply with the current legislation.

Keywords: Retrofitting, Construction, Repair, Safety and Structure.

(11)

v

ÍNDICE GERAL

AGRADECIMENTOS... ii

RESUMO... iii

ABSTRACT ... iv

ÍNDICE GERAL………..……….……… v

ÍNDICE……… vi

ÍNDICE DE FIGURAS………... ix

ÍNDICE DE FOTOGRAFIAS………...………... x

ÍNDICE DE TABELAS……….. xii

SÍMBOLOS E ABREVIATURAS……….……….……….. xii

(12)

vi

ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO ... 1

1.1. ENQUADRAMENTO... 7

1.2. OBJETIVOS E METODOLOGIA………... 7

1.3. ORGANIZAÇÃO DA DISSERTAÇÃO………..……….... 8

2. DESCRIÇÃO DO CASO DE ESTUDO………11

2.1. INTRODUÇÃO……….. 11

2.2. LOCALIZAÇÃO DO CASO DE ESTUDO………... 11

2.3. CARACTERIZAÇÃO ARQUITECTÓNICA DO EDIFICADO..………. 12

2.4. CONSULTA DO PROCESSO NA CÂMARA MUNICIPAL DO BARREIRO………. 16

2.5. PEÇAS DESENHADAS DO PROJETO DE ARQUITETURA………..………. 17

2.6. CARACTERIZAÇÃO CONSTRUTIVA………..………. 19

2.6.1. FUNDAÇÕES……….………..………. 19

2.6.2. PAREDES EXTERIORES..………..………. 19

2.6.3. PAVIMENTO TÉRREO………..………..………. 19

2.6.4. LAJE DA GALERIA……....………..………. 19

2.6.5. ESCADAS DE ACESSO À GALERIA…………...………..………. 20

2.6.6. COBERTURA……….…………...………..………. 20

3. CLASSIFICAÇÃO E TIPIFICAÇÃO DAS ANOMALIAS.……….. 22

3.1. INTRODUÇÃO………...………...…. 22

3.2. FISSURAÇÃO NA LAJE DA GALERIA E EM ELEMENTOS ESTRUTURAIS…….……….. 22

3.3. FICHAS DE ANOMALIAS DETETADAS……….24

4. TÉCNICAS DE INSPEÇÃO E ENSAIOS DE DIAGNÓSTICO COMPLEMENTARES……….. 32

4.1. INTRODUÇÃO………..………... 32

4.2. LEVAMENTO DAS FISSURAS OBSERVADAS………... 32

4.2.1. MAPEAMENTO DAS FISSURAS NA FACE SUPERIOR DA LAJE..………... 32

4.2.2. QUANTIFICAÇÃO DA ABERTURA DE FISSURAS DETETADAS NA LAJE DA

GALERIA………... 35

4.3. AFERIÇÃO DAS DEFORMAÇÕES DA LAJE POR NIVELAMENTO GEOMÉTRICO ..…... 36

4.3.1. PLANTA DE LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS LEVANTADOS……….. 38

(13)

vii

4.3.3. ANÁLISE DAS LEITURAS DO NIVELAMENTO GEOMÉTRICO………...……….. 39

4.4. SONDAGENS IN SITU……..……….. 40

4.4.1. SONDAGENS NAS PAREDES.……….. 40

4.4.2. SONDAGENS NA LAJE……..…...……….. 42

4.4.3. DETEÇÃO DE ARMADURAS NA LAJE ...……….. 43

4.4.4. EXTRAÇÃO DE CAROTES ………. 44

4.4.5. ABERTURA DE UM NEGATIVO NA LAJE...……….. 48

4.5. ENSAIOS REALIZADOS EM LABORATÓRIO………..50

4.5.1. RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO………….……….. 51

4.5.1.1. PROCEDIMENTO DO ENSAIO, SEGUNDO A NP EN 12390-3……….. 51

4.5.1.2. OBTENÇÃO DA CLASSE DE RESISTÊNCIA DA CAROTE………..……….. 52

4.5.1.3. REGISTO FOTOGRÁFICO DO ENSAIO DE ROTURA POR COMPRESSÃO….…….. 55

4.5.1.4. AVALIAÇÃO DO TIPO DE ROTURA……….……….. 62

4.6. ANÁLISE E CONCLUSÕES DOS RESULTADOS OBTIDOS AOS ENSAIO

REALIZADOS………... 64

5. ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DA LAJE DA GALERIA……….. 66

5.1. INTRODUÇÃO……….. 66

5.2. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA EXISTENTE………. 66

5.3. INFORMAÇÃO GEOTÉCNICA E SOLUÇÃO DE FUNDAÇÕES……… 67

5.4. ANÁLISE ESTRUTURAL E MODELO DE CÁLCULO……….. 67

5.4.1. AÇÕES E COMBINAÇÕES DE AÇÕES CONSIDERADAS………. 68

5.4.2. MODELAÇÃO E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DA ESTRUTURA EXISTENTE.… 71

5.4.3. CÁLCULO DAS AÇÕES ATUAIS………....… 71

5.4.3.1. CARGAS PERMANENTES, Sgk..………71

5.4.3.2. AÇÕES VARIÁVEIS, Sqk………...…71

5.4.4. COMBINAÇÃO DE AÇÕES………..71

5.4.5. MODELO DE CÁLCULO………...72

5.4.6. VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA AO ESTADO LIMITE DE UTILIZAÇÃO DE

DEFORMAÇÃO……… 76

5.4.7. RECOMENDAÇÃO………... 80

5.4.8. VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA NOVA

ESTRUTURA……… 81

(14)

viii

5.5. MODELAÇÃO DE UMA EVENTUAL SOLUÇÃO DE REABILITAÇÃO ESTRUTURAL.….. 81

5.6. MODELO DE CÁLCULO………. 82

5.7. DEFINIÇÃO DOS MATERIAIS……… 83

5.8. CÁLCULO DAS AÇÕES………..………… 83

5.8.1. CARGAS PERMANENTES, Sgk…..………83

5.8.2. AÇÕES VARIÁVEIS, Sqk………...………...…84

5.8.3. COMBINAÇÃO DE AÇÕES………..84

5.9. MODELAÇÃO DA SOLUÇÃO NO SAP2000………...………. 85

5.10. VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA AO ESTADO LIMITE DE UTILIZAÇÃO DE

DEFORMAÇÃO……… 87

5.11. OBTENÇÃO DOS ESFORÇOS E REAÇÕES DE APOIO PARA A COMBINAÇÃO ESTADO

LIMITE ÚLTIMO………... 91

5.12. MOMENTOS FLETORES NA VIGA DE BORDADURA, USO DA COMBINAÇÃO ESTADO

LIMITE ÚLTIMO………..…. 92

5.13. ESFORÇO TRANSVERSO NA VIGA DE BORDADURA, USO DA COMBINAÇÃO

ESTADO LIMITE ÚLTIMO………...………..…. 93

5.14. MOMENTOS FLETORES NEGATIVOS NA LAJE, USO DA COMBINAÇÃO ESTADO

LIMITE ÚLTIMO, ARMADURA SUPERIOR………..……… 94

5.15. MOMENTOS FLETORES POSITIVOS NA LAJE, USO DA COMBINAÇÃO ESTADO

LIMITE ÚLTIMO, ARMADURA INFERIOR………….………..……… 95

5.16. CÁLCULO DAS ARMADURAS DA LAJE………...………. 97

5.16.1. ARMADURA SUPERIOR LONGITUDINAL DA LAJE……….……… 97

5.17. PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS FUNDAÇÕES………..………. 98

5.18. CORTE ESQUEMÁTICO DAS ARMADURAS, ZONA DE MAIOR VÃO DE LAJE………. 99

5.19. VERIFICAÇÃO PELO SAP2000 À SEGURANÇA REGULAMENTAR, EC2…….……… 100

5.20. PROCESSO CONSTRUTIVO PROPOSTO………..…… 103

6. CONCLUSÃO……… 105

ÍNDICE ONOMÁSTICO……….... 107

ANEXO, RESULTADOS DO SAP2000………... 110

(15)

ix

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura n.º 1 – Localização do edifício SIRB, Fonte: Câmara Municipal do Barreiro…………. 12

Figura n.º 2 – Localização do edifício SIRB, Fonte: Google Maps….………. 12

Figura n.º 3 – Capa da memória descritiva do projecto SIRB……….. 16

Figura n.º 4 – Alçado principal do edifício do Salão de Festas……….... 17

Figura n.º 5 – Corte, Salão de Festas………...……….... 17

Figura n.º 6 – Cobertura do Salão de Festas………... 18

Figura n.º 7 – Planta do Salão de Festas, piso térreo……….... 18

Figura n.º 8 – Mapeamento das Fissuras na Face Superior da Laje.……….. 33

Figura n.º 9a, 9b e 9c – Instrumentos de monitorização de abertura de fissuras...……... 36

Figura n.º 10 – A medição de um desnível..……….... 37

Figura n.º 11 – Mapa de pontos levantados……….... 38

Figura n.º 12 – Classes de resistência à compressão, ………..………... 53

Figura n.º 13 – Ficha técnica do cimento utilizado………..………... 61

Figura n.º 14 – Roturas conformes e não conformes em provetes cúbicos…….…..………... 62

Figura n.º 15 – Roturas conformes e não conformes em provetes cilíndricos…….……..…... 63

Figura n.º 16 – EC1, Quadro n.º 6, Categorias de Utilização………...…. 69

Figura n.º 17 – EC1, Quadro n.º 6.2 – Sobrecargas em Pavimentos, Varandas e Escadas de

Edifícios………...…. 69

Figura n.º 18 – Modelo SAP2000………...………..……..……... 73

Figura n.º 19 – Propriedades do Material C9,39………...……..……..……... 75

Figura n.º 20 – Propriedades do Material parede………...……..……..……... 76

Figura n.º 21 – Deformações Obtidas para o Modelo de Cálculo da Solução Existente na

Localização L2, Obtendo-se Uma Deformação Máxima de – 19,475 mm……….... 77

Figura n.º 22 – Deformações Obtidas para o Modelo de Cálculo da Solução Existente na

Localização L1, Obtendo-se Uma Deformação Máxima de – 17,836 mm……….... 78

Figura n.º 23 – Quadros Orientativos Para o Diagnóstico de Patologias em

Estruturas………. 80

Figura n.º 24 – Novo Modelo, SAP2000………...………...……..……... 82

Figura n.º 25 – Propriedades do Material C30/37………...……..……..……... 83

(16)

x

Figura n.º 27 – Carga Permanente Atuante na Viga de Bordadura, Peso da Parede Mestra Até

à Cobertura, 64 kN/m………. 86

Figura n.º 28 – Deformações Obtidas para o Modelo de Cálculo da Solução Proposta na

Localização L2, Obtendo-se Uma Deformação Máxima de – 3,099 mm………..………….... 88

Figura n.º 29 – Deformações Obtidas para o Modelo de Cálculo da Solução Proposta na

Localização L1, Obtendo-se Uma Deformação Máxima de – 2,294 mm………..………….... 89

Figura n.º 30 – Esforços nos Apoios, 230,70 kN no Apoio n.º 14, Com a Combinação Estado

Limite Último……… 91

Figura n.º 31 – Momento Fletor Máximo de Cálculo na Viga de Bordadura……….…. 92

Figura n.º 32 – Esforço Transverso Máximo de Cálculo na Viga de Bordadura..………….…. 93

Figura n.º 33 – Momentos Fletores Negativos Para a Armadura Superior da Laje………...… 94

Figura n.º 34 – Momentos Fletores Positivos Para a Armadura Inferior da Laje…………...… 95

Figura n.º 35 – Pormenor Tipo das Armaduras………..…. 99

Figura n.º 36 – Verificação SAP2000 à Segurança Regulamentar……….………...…. 100

Figura n.º 37 – Verificação SAP2000 à Segurança Regulamentar……….………...…. 101

Figura n.º 38 – Verificação SAP2000 à Segurança Regulamentar……….………...…. 102

ÍNDICE DE FOTOGRAFIAS

Fotografia n.º 1 – Fachada oeste do edifício em estudo……… ………. 13

Fotografia n.º 2 – Fachada sul do edifício em estudo………..………. 13

Fotografia n.º 3 – Vista da galeria.………..…………. 14

Fotografia n.º 4 – Vista da galeria.………..…………. 14

Fotografia n.º 5 – Vista da galeria.………..…………. 15

Fotografia n.º 6 – Escada de acesso à galeria………....………..……. 15

Fotografia n.º 7 – Ficha de anomalia n.º 1………... 24

Fotografia n.º 8 – Ficha de anomalia n.º 2………... 25

Fotografia n.º 9 – Ficha de anomalia n.º 3………... 26

Fotografia n.º 10 – Ficha de anomalia n.º 4………..………... 27

Fotografia n.º 11 – Ficha de anomalia n.º 5………..………... 28

Fotografia n.º 12 – Ficha de anomalia n.º 6………..………... 29

Fotografia n.º 13 – Ficha de anomalia n.º 7………..………... 30

(17)

xi

Fotografia n.º 14 – Zona A, figura n.º 8………..………..………... 34

Fotografia n.º 15 – Zona B, figura n.º 9………..………..………... 35

Fotografia n.º 16 – Nível ótico……….……….……..………... 37

Fotografia n.º 17 – Abertura de negativo na linha de fissura da parede……… ……... 41

Fotografia n.º 18 – Abertura de negativo na linha de fissura da parede………. 41

Fotografia n.º 19 – Abertura de negativo em laje………...………. 42

Fotografia n.º 20 – Ensaio com o detetor de metais na laje junto à parede………. 43

Fotografia n.º 21 – Ensaio com a caroteadora na laje……… .……….... 45

Fotografia n.º 22 – Ensaio com a caroteadora na laje com maior espessura; escorrência de

água para a platibanda, comprovando a sua deformação………..……….... 45

Fotografia n.º 23 – Ensaio com a caroteadora na laje………..……….... 46

Fotografia n.º 24 – Carote……… .……….... 46

Fotografia n.º 25 – Ensaio com a caroteadora na laje………..……….... 47

Fotografia n.º 26 – Ensaio com a caroteadora na laje………..……….... 47

Fotografia n.º 27 – Abertura do negativo com o martelo pneumático na laje com menor

espessura……… .………..……….... 49

Fotografia n.º 28 – Janela de sondagem na laje………..………..……….... 49

Fotografia n.º 29 – Janela de sondagem na laje, vista inferior………..………..…….... 50

Fotografia n.º 30 – Resultado do ensaio de compressão da amostra n.º 4………... 54

Fotografia n.º 31 – Máquina de rectificação de provetes………...………..…….... 55

Fotografia n.º 32 – Retificação do provete………. .………..…….... 55

Fotografia n.º 33 – Provetes para ensaiar com calda de cimento……..……….... 56

Fotografia n.º 34 – Saco de cimento utilizado para a calda de cimento………... 56

Fotografia n.º 35 – Equipamento de mistura da cada de cimento……….. 57

Fotografia n.º 36 – Amostras para ensaio……….……….. 57

Fotografia n.º 37 – Ensaio de compressão à amostra n.º 1………...……….. 58

Fotografia n.º 38 – Resultado do ensaio à amostra n.º 1………...……….. 58

Fotografia n.º 39 – Resultado das amostras n.º 1, 2 e 3, após tensão de rotura……….. 59

Fotografia n.º 40 – Ensaio de compressão à amostra n.º 4………...……….. 59

Fotografia n.º 41 – Amostra n.º 4, após tensão de rotura………..…….. 60

Fotografia n.º 42 – Amostra n.º 4, após ensaio de compressão à rotura………..…….. 64

(18)

xii

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela n.º 1 – Adaptado de retrospetiva da regulamentação estrutural em Portugal………... 4

Tabela n.º 2 – Leitura dos pontos levantados………... 39

Tabela n.º 3 – Verificação das deformações do modelo….………... 79

Tabela n.º 4 – Verificação das deformações do modelo….………... 90

Tabela n.º 5 – Tabelas técnicas….………... 97

SÍMBOLOS E ABREVIATURAS

μ - Valor do momento flector reduzido

k - Constante relacionada com a altura da secção transversal e a interrupção das armaduras

de betão armado

ρ

min

- Percentagem de armadura mínima

ω - Percentagem mecânica de armadura

A400 NR - Classe de aço para armadura, N= laminado quente e R= rugosa

A

s

- Área da armadura longitudinal de flexão

A

s,d

- Área da armadura de distribuição

b - Largura da secção transversal da peça

C20/25 - Classe de resistência à compressão, betão

d - Altura útil

E - Módulo de elasticidade aos 28 dias, betão

EC1 – Eurocódigo 1 – Ações em Estruturas – parte 1-1: Ações gerais – pesos volúmicos,

pesos próprios, sobrecargas em edifícios, NP EN 1991-1-1:2009

EC2 - Eurocódigo 2 – Projecto de estruturas de betão – Parte 1-1: Regras gerais e regras para

edifícios, NP EN 1992-1-1:2010

ELU – Estado limite último

f

cd

- Valor de cálculo da tensão de rotura do betão à compressão

f

ck

- Valor característico mínimo da tensão de rotura por compressão do betão

h - Altura total de uma secção transversal

I - Inércia

kN/m

2

- Kilograma Newton por metro quadrado, unidade de medida de tensão

(19)

xiii

M

SD

= Momento flector atuante de cálculo na secção

M

A

= M

SDA

- Momento flector atuante de cálculo na secção A

M

B

= M

SDB

- Momento flector atuante de cálculo na secção B

N

sd

- Valor de cálculo do esforço normal atuante

P

sd

= carga actuante

REBAP – Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-Esforçado

SAP2000 - Programa informático de análise tridimensional de estruturas

SIRB - Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense, “Os Penicheiros”

SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

SPT - Standard Penetration Test

S

Sd

- Valor de cálculo de esforço atuante

S

Rd

- Valor de cálculo de esforço resistente

V

A

= V

sd

- Valor de cálculo do esforço transverso atuante na secção A

V

B

= V

sd

- Valor de cálculo do esforço transverso atuante na secção B

V

sd

- Valor de cálculo do esforço transverso atuante

V

Rd,c

- Esforço transverso resistente de cálculo de uma secção em elementos estruturais sem

armadura de esforço transverso

W

máx

- Valor de cálculo da abertura máxima de fenda

(20)

1

1. Introdução

Numa sociedade que se quer cada vez mais sustentável, construir de novo não é a melhor

opção. É necessário a adoção de uma política de “errs”: reabilitar, restaurar, reciclar, reutilizar,

recuperar. Assim, e atendendo a estes princípios, há que olhar para as construções

existentes, muitas vezes abandonadas/degradadas e pensar nelas como novos espaços a

readaptar para reutilizar com os mesmos usos ou com usos diferentes.

A reutilização de edifícios preserva não só o edifício, mas também o ambiente, já que há

menos emissões poluentes resultantes quer associadas aos processos de fabrico dos

materiais quer aos produtos de demolição quer ao consumo de recursos naturais.

Estes fundamentos vão ao encontro do que está preconizado na Declaração de Viena de

2009, onde se pode ler:

“…o investimento no restauro, ou na recuperação de edifícios e sítios históricos, gera postos

de trabalho, relançando a economia, ao contrário da construção de novos edifícios…”

A reutilização e reabilitação de edifícios existentes é considerado um dos temas mais

eficientes de reduzir as emissões de dióxido de carbono e o consumo de energia.

Neste contexto o trabalho que se propõe é uma Proposta de Reabilitação e Reforço da

estrutura em betão armado e alvenaria de pedra da Galeria do Edifício do Salão de Festas da

sociedade SIRB “Os Penicheiros”, no Barreiro, da autoria do Arquiteto Joaquim Cabeça

Padrão, construído em 1950, com vista a repor a utilização da Galeria do Edifício do Salão

de Festas, cuja utilização foi interdita por apresentar anomalias de natureza estrutural que

indiciava que a segurança estrutural estava comprometida, o que nos foi também confirmado

pelo Dono de Obra.

a) Sobre o edifício

Segundo o descrito no site da Câmara Municipal do Barreiro, o edifício do Salão de Festas

faz parte da sede da Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «Os Penicheiros» (SIRB):

“... No tardoz desenvolve-se o Salão de Festas, inaugurado em 1950. Projetado pelo arquiteto

(21)

2

barreirense Joaquim Cabeça Padrão, sócio da coletividade, este edifício é autónomo e

apresenta uma arquitetura modernista e funcional...” (Câmara Municipal do Barreiro).

b) Sobre o arquiteto

O Arquiteto Joaquim Cabeça Padrão nasceu no Barreiro, em 16 de Setembro de 1921 e

formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Escola de Belas Artes de Lisboa em 1952.

Desempenhou vários cargos no governo e câmaras municipais onde elaborou estudos de

levantamento e caracterização patrimonial de núcleos urbanos e foi autor de diversos projetos

de arquitetura, tais como, a nova Igreja Paroquial do Barreiro, o Plano Parcial de Urbanização

da CUF, o Mercado Municipal do Barreiro, o Projeto da área envolvente do Palácio da

Assembleia da República, a remodelação da Baixa de Cascais e o Salão de Festas da SIRB

aqui retratado, pela proposta de reabilitação da Galeria

1

.

c) Sobre o diagnóstico e tipificação de anomalias estruturais em edifícios correntes

A diminuição da oferta do número de fogos destinados à habitação, comércio e serviços

impõe a necessidade de recuperar e revitalizar o parque habitacional existente. Uma

recuperação deverá passar, pela aplicação de medidas gerais, ao nível dos edifícios e das

áreas envolventes, que permitam responder às atuais exigências de habitabilidade,

contribuindo para a existência de um habitat com melhor qualidade de vida, sustentável,

requalificado e valorizado

2

.

Assim numa primeira abordagem, é importante proceder ao levantamento do edificado

degradado para reabilitação, utilizando um conjunto de ferramentas técnicas de trabalho, tais

como fichas normalizadas de anomalias, de técnicas de diagnóstico e de técnicas de

reabilitação. Estas ferramentas devem ser desenvolvidas sectorialmente, isto é, por

elementos de construção tipo e ser posteriormente integradas num sistema global de

inspeção e diagnóstico de edifícios

3

.

1- Território Património, 1º seminário, Reabilitação urbana, Albufeira, 6 maio 2011

2- Flores-Colen, Planos de Manutenção Pró-ativa em Edifícios Correntes. In 3.o Encontro Sobre Conservação

e Reabilitação de Edifícios (tema III). Lisboa: LNEC, 2003

3-

Brito – Sistemas de Inspeção e Diagnóstico de Edifícios In PATORREB 2009 - 3º Encontro Sobre Patologia

e Reabilitação de Edifícios, FEUP, Porto, 2003

(22)

3

O património edificado pode ser agrupado em dois tipos de edifícios, conforme o processo

construtivo e materiais estruturais utilizados

4

:

- Edifícios Antigos: Com o ano de construção inferior a 1945

- Edifícios Correntes: Com o ano de construção superior a 1945

É nesta segunda categoria que se insere o caso da dissertação, tendo em conta o ano de

construção do edifício, 1950. Este é do tipo misto com elementos estruturais de alvenaria e

de betão armado, tendo em consideração que a laje da galeria é em betão armado, apoiada

nas paredes periféricas do edifício, em paredes de alvenaria com todos.

Segundo o ponto de vista da implementação do regulamento ao nível do betão armado e da

construção no projeto do edifício do caso de estudo, podemos assumir que poderá ter sido

utilizado o RBA-35, tendo em consideração que o projecto é datado de 1948.

4- Cóias, Vítor – Inspeções e Ensaios na Reabilitação de Edifícios – IST Press, 2006

(23)

4

Regulamentos/Normas

Observações

RBA-35

Regulamento de Betão Armado

Sintetiza o estado do conhecimento no domínio do

betão armado.

RSEP-61/71

Regulamento de Solicitações em

Edifícios e Pontes

Reúne num documento único as disposições

sobre

as

solicitações

a

considerar

no

dimensionamento das estruturas de edifícios e

pontes.

EBA-67/76

Regulamento de Estruturas de

Betão Armado

Contém regras gerais a aplicar no projeto

e construção de estruturas de betão armado, e em

especial a edifícios. É introduzido o conceito de

verificação da segurança em relação a estados

limites, em substituição do critério tradicional,

baseado em de tensões de segurança.

RSA-83

Regulamento de Segurança e

Ações para Estruturas de Edifícios e

Pontes

Atualiza a regulamentação portuguesa relativa a

estruturas de edifícios e pontes, harmonizando-a

com as modernas tendências internacionais.

REBAP-83

Regulamento de Estruturas de

Betão Armado e Pré-esforçado

Revoga o REBA-67, compatibilizando o projeto de

estruturas de betão com a filosofia de segurança

consignada pelo RSA-83.

Eurocódigos:

Foram publicadas entre 1998 e

2002, 17 Normas Portuguesas (NP).

Os Eurocódigos Estruturais são documentos de

referência, destinando-se a comprovar a

conformidade dos edifícios e das obras de

engenharia civil com requisitos essenciais

estabelecidos

na

DPC,

designadamente

resistência mecânica e estabilidade e segurança

em caso de incêndio.

Tabela n.º 1 – Adaptado de Retrospetiva da Regulamentação Estrutural em Portugal

5

Durante a execução de qualquer obra, ou durante a vida útil da mesma, é frequente

observarem-se fenómenos anómalos que podem condicionar o desempenho estético ou

(24)

5

funcional dos materiais constituintes

6

. Na realidade, essas mesmas anomalias podem ter

implicações na funcionalidade do edifício ou na segurança estrutural

7

.

De um ponto de vista geral, o processo de deterioração de um edifício, caracteriza-se pelas

causas para a degradação (que podem ser o envelhecimento natural ou erros associados às

diferentes fases do processo construtivo que originam defeitos), pelos agentes exteriores de

degradação e pelos sintomas deste processo (anomalias), os quais podem progredir até à

rotura (funcional e/ou física), afetando o desempenho

8

.

Em circunstâncias mais complexas, considera-se que uma ocorrência anómala resulta de um

conjunto de manifestações associadas a uma determinada cadeia de relações causa-efeito

que lhe está subjacente

9

.

No que se refere a estruturas de betão armado em particular, os tipos de anomalias podem

ser divididos em três grupos:

- Defeitos Decorrentes dos Processos de Construção: Erros de geometria, segregação dos

constituintes do betão e vazios interiores, vazios e chochos, desfasamento entre juntas de

betonagens, dificuldade de meios de execução e mão de obra pouco qualificada.

- Anomalias de Durabilidade: Deterioração física do betão (devido à temperatura, água,

poluição, etc), deterioração química do betão (carbonatação, cloretos, sulfatos e álcalis) e

deterioração por corrosão das armaduras.

6- Garcia, Sistema de Inspeção e Diagnóstico de Revestimentos Epóxidos em Pisos Industriais. Dissertação

de Mestrado em Construção. IST, Lisboa, 2006

7- Ribeiro, Cóias, - “Construdoctor”: Um Serviço de Pré-Diagnóstico Via Internet. 3º Encontro Sobre

Conservação e Reabilitação de Edifícios (Tema III: Parque Edificado Recente). LNEC, Lisboa, 2003

8- Flores-Colen, I. - Metodologia de Avaliação do Desempenho em Serviço de Fachadas Rebocadas na

Óptica da Manutenção Predictiva. Dissertação de Doutoramento, Instituto Superior Técnico, 2008

9-

Sousa, M. - Patologia da Construção: Elaboração de um Catálogo. Dissertação de Mestrado em

(25)

6

- Anomalias Estruturais: Erros no dimensionamento do projeto, ações de maior intensidade

que o previsto nos regulamentos, falha no controlo de qualidade dos materiais utilizados,

deficiente controlo da fendilhação e deficiente controlo da deformação.

No que se refere às paredes de alvenarias, os tipos de anomalias mais frequentes são a

fissuração de paredes e alvenarias, fissuração dos revestimentos utilizados nas paredes,

defeitos decorrentes do processo de construção, erros no dimensionamento do

projeto/incompatibilidade entre a estabilidade e a arquitetura e mão de obra pouco

qualificada.

Deste modo, perante anomalias estruturais, a execução de um diagnóstico criterioso torna-

se fundamental na procura de uma solução que conduza a eliminação de anomalias

10

.

Chama-se estudo de diagnóstico ao conjunto de procedimentos destinados a garantir o justo

conhecimento acerca de um edifício ou estrutura, incluindo a avaliação do seu estado de

conservação e segurança e a determinação das causas das anomalias observadas

11

.

Um diagnóstico normalmente só tem a sua validade certificada quando, após eliminadas as

causas apontadas se verifique efetivamente o desaparecimento ou a paragem da progressão

dos efeitos indesejados. A lentidão de muitos fenómenos inerentes ao comportamento das

construções, associada ainda ao carácter cíclico de alguns outros, faz com que a correção

de um diagnóstico deva ser apreciada com uma adequada perspetiva temporal.

O estudo do diagnóstico permite assim ao dono de obra conhecer as necessidades de

intervenção global no edifício, as possíveis soluções de reparação e a estimativa dos custos

unitários dos trabalhos de reabilitação, o que lhe permitirá definir uma estratégia de

intervenção que poderá ser global ou faseada

12

.

10- Aguiar; Cabrita; Appleton - Guião de apoio à reabilitação de edifícios habitacionais. Lisboa: LNEC, 2006

11- Appleton - Estudos de Diagnóstico em Edifícios. Da Experiência à Ciência. A Intervenção no Património.

Práticas de Conservação e Reabilitação. Porto: FEUP, 2004

12- Gonçalves - Anomalias Não Estruturais em Edifícios Correntes. Desenvolvimento de um Sistema de Apoio

à Inspecção, Registo e Classificação. Dissertação de Mestrado, Universidade de Coimbra, 2004

(26)

7

1.1. Enquadramento

Esta dissertação desenvolvida para a obtenção do grau de Mestre em Conservação e

Reabilitação do Edificado, enquadra-se no âmbito da Reabilitação de Edifícios do advento do

betão armado em que a utilização de materiais tradicionais, como a de paredes de alvenaria

ainda eram utilizados como elementos de suporte de lajes de betão, e coberturas em madeira

ou aço. O estudo desenvolvido centra-se na análise de um problema de segurança estrutural

da laje da Galeria do edifício do Salão de Festas da Sociedade “Os Penicheiros” (SIRB) no

Barreiro. O estudo realizado tem um caráter, quer conceptual ao nível estrutural, quer de

análise/diagnóstico da situação existente. Pela sua natureza este trabalho permitiu aplicar

conhecimentos na área da Conservação, Reabilitação, Inspeção e Diagnóstico de Anomalias,

bem como na área da análise de estruturas, em particular a aplicação de métodos de análise

e modelação estrutural e dimensionamento de soluções de reforço.

1.2. Objetivos e Metodologia

O objetivo principal do trabalho consiste em analisar o comportamento e a capacidade

resistente da estrutura em betão armado da laje da galeria do edifício do Salão de Festas. A

galeria tem a sua utilização interdita por apresentar um elevado grau de degradação, com

anomalias graves de natureza estrutural (deformação e fendilhação excessivas da laje), não

se verificando as condições de segurança regulamentares para a sua utilização. Os objetivos

específicos deste trabalho, são a identificação das anomalias e respetivas causas que estão

na sua origem, mediante a realização de inspeções, complementadas com técnicas de

diagnóstico, bem como a realização de ensaios in situ e em laboratório.

Uma vez identificadas as causas que levaram à degradação da estrutura e à perda da sua

capacidade resistente, o objetivo final deste Projecto, é propor uma solução de reabilitação

e reforço, respeitando e mantendo a solução de arquitectura e os elementos estruturais e

materiais sempre que possível, assente nos resultados do modelo de cálculo estrutural que

cumpra com a regulamentação e legislação em vigor, de modo a devolver o uso à estrutura

em questão.

A metodologia seguida consistiu na realização de quatro etapas fundamentais. Uma primeira

etapa consistiu na realização de uma inspeção visual para recolha de toda a informação

relativa ao edifício, nomeadamente projetos, caracterização da estrutura do existente,

(27)

8

identificação de anomalias com levantamento fotográfico e identificação de possíveis causas.

Numa segunda fase procedeu-se a uma inspeção detalhada com diversas visitas ao edifício

e realização de ensaios in-situ destrutivos e não destrutivos, que permitiram caracterizar com

maior rigor as características dos materiais utilizados, clarificar a solução estrutural existente,

antecipar o seu comportamento inadequado e consequentemente apontar um diagnóstico. A

terceira etapa esteve dedicada à análise do comportamento estrutural da galeria. Foram

desenvolvidos modelos de comportamento estrutural no programa SAP2000. Inicialmente foi

desenvolvido um modelo de cálculo que simulasse o comportamento da estrutura existente

tal como foi concebida e para os materiais utilizados de modo a estabelecer uma

conformidade e calibração das anomalias detetadas. A última etapa consistiu em estudar um

modelo de comportamento, o mais compatível possível com o existente, com vista a uma

solução para a reabilitação da estrutura da galeria.

1.3. Organização da Dissertação

Esta dissertação está desenvolvida em sete capítulos, com duas partes fundamentais, a

análise de campo e de laboratório para a determinação das condições existentes em que se

encontra a laje, bem como dos seus materiais constituintes e a conceção de uma solução

para a sua reabilitação.

No primeiro capítulo faz-se uma introdução da temática e do seu enquadramento, no qual se

fazem algumas considerações iniciais acerca do âmbito do trabalho de projeto.

O segundo capítulo é composto pela identificação e descrição do caso de estudo baseado

em elementos recolhidos como documentos, projetos e memórias. Apresenta-se uma

caracterização do edifício e zona em estudo, quer do ponto de vista arquitetónica quer do

ponto de vista do sistema construtivo.

O terceiro capítulo é composto pela identificação, descrição e classificação das distintas

anomalias evidenciadas e possíveis causas.

O quarto capítulo caracteriza-se pela apresentação e descrição dos procedimentos

realizados durante as sucessivas inspeções e consequentes diagnósticos das diversas

situações anómalas, presenciadas no edifício. Realiza-se a identificação, a classificação e a

(28)

9

quantificação das anomalias evidenciadas e das possíveis causas assim como a descrição

das técnicas de diagnóstico utilizadas, levantamentos e ensaios in situ, ensaios de laboratório

efetuados, nas paredes e laje da galeria em estudo.

No quinto capítulo é realizada uma análise do comportamento estrutural da estrutura em

estudo, através da sua modelação em SAP2000 e a verificação da segurança da laje da galeria,

segundo o Eurocódigo 2 – Parte 1.1- Projecto de Estruturas de Betão Armado - Regras Gerais

e Regras para Edifícios (EC2), para aferir a sua segurança e da proposta de reabilitação.

No sexto capítulo são apresentadas as conclusões do trabalho.

Por último apresenta-se a lista de referências bibliográficas e um anexo com os resultados

do programa SAP2000 obtidos para o modelo da solução de reabilitação proposta.

(29)

10

(30)

11

2. Descrição do Caso de Estudo

2.1. Introdução

A SIRB “Os Penicheiros” é uma coletividade centenária, na freguesia do Barreiro, com sede

na Rua Almirante Reis, fundada em 7 de agosto de 1870.

A SIRB é uma das coletividades que resultou da cisão da Sociedade Filarmónica Barreirense,

fundada em 1848, que foi a primeira coletividade do concelho do Barreiro. No ano de 1870,

fruto de uma cisão, dividiu-se em duas, sendo constituídas aquela que é hoje a SIRB «Os

Penicheiros» e a outra deu origem à SDUB «Os Franceses», fundada em 4 de agosto de 1870

13

.

A designação “Penicheiros”, provém do nome popular dos partidários do 3.º Conde de Peniche,

nascendo assim a Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense, “Os Penicheiros”

14

.

A SIRB destaca-se no tecido urbano da zona antiga do Barreiro pela sua presença marcante

e situação excecional no centro do Barreiro, dada a sua antiguidade e importância para a

comunidade.

O edificado cultural e recreativo da SIRB está classificado como património de interesse

público e é constituído por dois edifícios distintos, interligados por um espaço coberto,

anteriormente exterior. O edifício sede da SIRB é um edifício do tipo gaioleiro, datado de 1926

e o edifício do salão de festas data de 1950 onde está inserida a galeria que constitui o caso

de estudo.

2.2. Localização do Caso de Estudo

O edifício SIRB ‘Os Penicheiros' localiza-se no concelho do Barreiro e distrito de Setúbal,

com uma área de 36,39 km

2

e 78 764 habitantes, de acordo com os censos de 2011.

13- Jornal Rostos, jornal digital consultado no dia 03-07-2018:

https://

www.rostos.pt/inicio2.asp?mostra=2&cronica=122649

14- SIPA-Sistema de Informação para o Património Arquitetónico, consultado no dia 07-07-2018:

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=6624

(31)

12

Figura n.º 1 - Localização do Edifício SIRB, Fonte: Câmara Municipal do Barreiro

O caso de estudo localiza-se na Rua Dr. Eusébio Leão, no Barreiro, nas coordenadas

geográficas 38º39'47.50''N; 9º4'46.68''W, a uma altitude de 9 metros.

Figura n.º 2 - Localização do Edifício SIRB, Fonte: Google Maps

2.3. Caracterização Arquitetónica do Edificado

O edifício cuja fachada principal abre para o Largo Gago Coutinho e Sacadura Cabral, resulta

da reconstrução da antiga sede da coletividade, concluída em 1926. Trata-se de um imóvel

cujas características arquitetónicas, apresentam sobriedade no piso térreo e alguma

diversidade de influências estilísticas ao nível do piso superior, do tipo gaioleiro e art nouveau.

No tardoz desenvolve-se caso de estudo, o Salão de Festas, inaugurado em 1950, que

(32)

13

apresenta uma arquitectura modernista e funcional em paredes de alvenaria com elementos

de laje em betão armado e cobertura em estrutura metálica

15

.

Fotografia n.º 1 - Fachada Oeste do Edifício em Estudo

Fotografia n.º 2 - Fachada Sul do Edifício em Estudo

15- Portal Álvaro Velho, consultado no dia 07-07-2018:

https://www.rostos.pt/inicio2.asp?mostra=2&cronica=122649

(33)

14

Fotografia n.º 3 - Vista da Galeria

Fotografia n.º 4 - Vista da Galeria

(34)

15

Fotografia n.º 5 - Vista da Galeria

Fotografia n.º 6 - Escada de Acesso à Galeria

(35)

16

2.4.

Consulta do Processo na Câmara Municipal do Barreiro

A investigação que conduziu à presente tese de dissertação, foi organizada na recolha de

informação relativa ao caso de estudo, a partir das vistorias efetuadas ao edifício e pela

informação constante no processo n.º CT 1850/48, disponível para consulta na Divisão de

Planeamento, Ambiente e Mobilidade da Câmara Municipal do Barreiro.

Da análise e tratamento da informação recolhida, peças escritas e peças desenhadas,

permitiu constatar que não existe no processo camarário, a especialidade do projecto de

estabilidade, apenas a de arquitectura, rede de saneamento e abastecimento de água e de

eletricidade.

Figura n.º 3 - Capa da Memória Descritiva do Projecto SIRB

Pode-se considerar que da análise feita ao processo camarário, o mesmo apresenta uma

memória descritiva rica em conteúdo arquitetónico e o registo de todos os factos que aquele

processo de licenciamento teve ao longo do tempo, desde da sua execução em projecto, até

à conclusão da obra, com a entrega da licença de utilização ao proprietário da SIRB.

Considero interessante também, do ponto de vista histórico e documental, a comparação

inevitável que se pode fazer, no tipo de apresentação e descrição como um projecto era

submetido para licenciamento naquela época, com o atual tipo de modelo que é requerido

por uma câmara municipal, destacando-se as peças desenhadas feitas à mão e a estrutura

(36)

17

de apresentação da informação do projecto.

Constato que a inexistência do projecto de estabilidade, restringe a análise estrutural que

é fundamental para o caso de estudo da galeria, pelo que será necessário utilizar os

métodos de diagnóstico, para retirarmos uma amostra do mesmo e ensaiarmos em

laboratório, a fim de se obter uma leitura e caracterização do tipo de material que o pavimento

da galeria apresenta, nomeadamente a sua resistência.

2.5.

Peças Desenhadas do Projeto de Arquitetura

Figura n.º 4 - Alçado Principal do Edifício do Salão de Festas, Fonte: SIRB

Figura n.º 5 - Corte, Salão de Festas, Fonte: SIRB

Zona de estudo, galeria.

(37)

18

Figura n.º 6 - Cobertura do Salão de Festas, Fonte: SIRB

Figura n.º 7 - Planta do Salão de Festas, Piso Térreo, Fonte: SIRB

(38)

19

2.6.

Caracterização Construtiva

2.6.1. Fundações

Na análise ao processo CT 1850/48, segundo a planta de fundações, subentende-se que as

fundações existentes são do tipo superficial, no entanto desconhecem-se as suas dimensões.

As fundações não estão acessíveis para análise, só mediante a realização de poços de

inspeção e a realização de ensaios SPT (Standard Penetration Test) seria possível idenficá-las e aferir o tipo de terreno de fundação existente e a sua capacidade resistente do solo.

Assim seria possível definir o tipo de terreno da fundação existente e usar esses dados para

o dimensionamento da nova solução de fundação a adotar na reabilitação da laje da galeria.

2.6.2.

Paredes Exteriores

As paredes exteriores são resistentes, constituídas por alvenaria de pedra com todos, com

uma espessura média de 0,60 m, tendo como função principal, resistir às cargas horizontais

(vento e sismos) e às cargas verticais (gravíticas).

2.6.3 Pavimento Térreo

O pavimento do piso térreo é constituído por um soalho assente em vigas de pinho sobre

betonilha de regularização, havendo uma barreira entre o terreno e o pavimento, através de

uma caixa-de-ar ventilada, para evitar o seu contacto com a humidade do terreno.

2.6.4. Laje da Galeria

O pavimento da galeria é constituído por uma laje em consola, encastrada na periferia das

paredes de alvenaria resistente e por uma platibanda que conjuntamente com a geometria

global da própria galeria, em forma de ferradura, produz um efeito de apoio e é o que permite

ter uma maior rigidez e solidez, proporcionando um suporte adicional e prevenindo o seu

(39)

20

A laje é constituída por uma argamassa bastarda e por uma camada superficial de

microcimento. A argamassa bastarda apresenta agregados de diversas e elevadas

dimensões, como se pode comprovar no registo fotográfico realizado, aquando da realização

das sondagens.

A laje apresenta uma geometria variável, tendo no apoio cerca de 45 cm e na ponta 15 cm

(zona do guarda-corpo), e é armada nas duas direções.

A transmissão das cargas da laje às paredes resistentes é feita através da ligação laje-parede

que promove uma melhor distribuição das cargas na parede, no entanto pela inspeção visual

in situ

, não é possível constatar qualquer elemento estrutural de betão armado que faça essa

ligação laje-parede, nem através da análise do projeto de estabilidade, pois este não existe

no processo camarário consultado.

2.6.5. Escadas de Acesso à Galeria

O acesso à galeria é realizado por umas escadas em betão armado, revestidas a marmorite

que permite a ligação do piso térreo à galeria.

A laje da galeria está ligada à escada de acesso, fazendo parte integrante deste corpo.

Assim podemos dizer que essa laje de continuidade da galeria permite uma melhor

distribuição e um equilíbrio das cargas atuantes, contribuindo para minorizar o surgimento de

fendas na laje.

2.6.6. Cobertura

A estrutura da cobertura é constituída por uma estrutura metálica, assente nas paredes de

alvenaria resistente do edifício.

A cobertura é constituída por telhas de fibrocimento, do tipo Lusalite, sendo um produto

descontinuado por apresentar amianto na sua composição e potencial fonte de perigo para

a saúde pública.

(40)

21

(41)

22

3. Classificação e Tipificação das Anomalias

3.1. Introdução

Através da inspeção preliminar visual ao edifício, adquiriu-se uma avaliação geral do seu

estado de conservação e foram detetadas várias anomalias, de natureza não estrutural, de

carácter estrutural e de durabilidade que são as que interessam ao âmbito deste trabalho.

Neste capítulo apresenta-se o levantamento, tipificação e classificação das anomalias

observadas no pavimento da galeria e na parede periférica que está ligada à laje da galeria.

Relativamente à laje da galeria, através da inspeção visual preliminar, observa-se uma

deformação acentuada na extremidade da laje em consola, assim como fendas com

aberturas não regulamentares.

Estas anomalias têm a sua gênese na:

- Má conceção estrutural que considerou o encastramento perfeito da laje da galeria em betão

armado em consola na parede de alvenaria sem que tenha sido realizada a devida ligação

entre os diferentes tipos de materiais, através de uma viga sem rigidez de torção responsável

pela deformação excessiva.

- Insuficiente percentagem de armadura superior, quer longitudinal quer transversal, para

controlar o aparecimento de fendas, devido aos esforços de flexão da consola e efeito de

poisson na direção transversal, como devido ao efeito de canto, conforme se pôde constatar

in-situ.

3.2. Fissuração na Laje da Galeria e em Elementos Estruturais

As fissuras existentes na laje da galeria são os principais tipos de anomalias verificadas e são

originadas por ausência de armadura superior principal de flexão, de canto e de distribuição.

Através da observação das fendas no pavimento da galeria, suas localizações e extensões é

possível determinar as suas origens.

(42)

23

Na face inferior da laje, não se detetaram fissuras, sendo que o aspeto da pintura se revela

regular, sem descoloração ou anomalias, desconhecendo-se a existência de ter havido

intervenções de pinturas nessa área. Não se observam anomalias de durabilidade neste

elemento de betão, nomeadamente coloração por óxido de ferro ou sinais de delaminação

do betão de recobrimento.

A outra zona secundária de análise de anomalias são as paredes periféricas que são usadas

para ligar a laje da galeria. Naquelas, debaixo do lambrim de madeira localizadas nas paredes

da galeria, numa cota acima do pavimento, é visível a existência de fissuras com orientação

vertical alinhada com os pontos de apoio das vigas de cobertura que denunciam falta de

resistência à compressão das paredes resistentes.

Relativamente aos elementos de apoio das paredes, não foi possível no tempo de

desenvolvimento deste trabalho aceder às fundações para identificar o seu tipo, nem realizar

o levantamento de anomalias, pelo que se considerou que estejam em bom estado de

conservação, tendo em conta que não se verificam anomalias indiciosas de assentamentos

diferenciais nas paredes ou qualquer tipo de abatimento no pavimento térreo.

Pela análise do projeto de arquitetura, inexistência do projeto de estabilidade e envolvência

das construções vizinhas, presume-se que as fundações realizadas no salão de festas da

SIRB são diretas, do tipo contínuo a acompanhar o desenvolvimento das paredes existentes.

De modo a realizar qualquer tipo de intervenção nesse nível, deverão ser realizados ensaios

geotécnicos.

No parágrafo n.º 3.3, apresentam-se as fichas das anomalias detetadas mais representativas.

(43)

24

3.3. Fichas de Anomalias Detetadas

Ficha de Anomalia n.º 1

Salão de Festas do Edifício SIRB os “Penicheiros”

Tipologia do edifício: Associação Recreativa, multiusos

Ano de construção: 1950

Anomalia:

Estrutural: X

Durabilidade: X

Elemento a inspecionar: Entrada principal exterior do Salão de Festas, pala de cobertura

Descrição: Degradação da pala de entrada, descasque e descoloração da pintura e

armaduras à vista.

Causas prováveis: Exposição aos agentes atmosféricos, falta de manutenção e conservação

de pintura; carbonatação; problemas de corrosão de armaduras da pala

Técnicas de diagnóstico a aplicar: Inspeção visual, determinação da profundidade de

carbonatação, comparador de fissuras

Fotografia n.º 7:

(44)

25

Ficha de Anomalia n.º 2

Salão de Festas do Edifício SIRB os “Penicheiros”

Tipologia do edifício: Associação Recreativa, multiusos

Ano de construção: 1950

Anomalia:

Estrutural: X

Durabilidade: X

Elemento a inspecionar: Entrada interior da galeria

Descrição: Fissuração no pavimento da galeria; fissura ≥ 1 mm

Causas prováveis: Deformação excessiva da laje, ausência de armadura transversal/canto

Técnicas de diagnóstico a aplicar: Inspeção visual; comparador de fissuras

Fotografia n.º 8:

(45)

26

Ficha de Anomalia n.º 3

Salão de Festas do Edifício SIRB os “Penicheiros”

Tipologia do edifício: Associação Recreativa, multiusos

Ano de construção: 1950

Anomalia:

Estrutural: X

Durabilidade: X

Elemento a inspecionar: Zona interior, pavimento da galeria

Descrição: Fissuração no pavimento da galeria; fissura ≥ 1 mm

Causas prováveis: Deformação excessiva da laje, ausência de armadura transversal

Técnicas de diagnóstico a aplicar: Inspeção visual; comparador de fissuras

Fotografia n.º 9:

(46)

27

Ficha de Anomalia n.º 4

Salão de Festas do Edifício SIRB os “Penicheiros”

Tipologia do edifício: Associação Recreativa, multiusos

Ano de construção: 1950

Anomalia:

Estrutural: X

Durabilidade: X

Elemento a inspecionar: Zona interior, pavimento da galeria

Descrição: Fissuração no pavimento da galeria; fissura de 6 mm afastada 45 cm da parede

Causas prováveis: Deformação excessiva da laje, ausência de armadura transversal

Técnicas de diagnóstico a aplicar: Inspeção visual; comparador de fissuras

Fotografia n.º 10:

(47)

28

Ficha de Anomalia n.º 5

Salão de Festas do Edifício SIRB os “Penicheiros”

Tipologia do edifício: Associação Recreativa, multiusos

Ano de construção: 1950

Anomalia:

Estrutural: X

Durabilidade: X

Elemento a inspecionar: Zona interior, pavimento da galeria

Descrição: Fissuração no pavimento da galeria; fissura de 6 mm

Causas prováveis: Deformação excessiva da laje, ausência de armadura transversal/canto

Técnicas de diagnóstico a aplicar: Inspeção visual; comparador de fissuras

Fotografia n.º 11:

Referências

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