UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS
REGIVALDO SENA DA ROCHA
MELHORIAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: Um estudo da aplicação do
plano trienal no Curso de Geografia a Distância da UFRN.
Natal – RN 2018
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MELHORIAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: Um estudo da aplicação do
plano trienal no Curso de Geografia a Distância da UFRN.
Trabalho de conclusão de curso de Administração Pública a Distância, como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administração Pública da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Orientador(a): Matilde Medeiros de Araújo
Natal – RN 2018.
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MELHORIAS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: Um estudo da aplicação do
plano trienal no Curso de Geografia a Distância da UFRN.
Trabalho de conclusão de curso de Administração Pública a Distância, como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administração Pública da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Aprovado em: ____ /_____/______.
_____________________________________________________________ Profa. Dra. Matilde Medeiros de Araújo
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Orientador
_____________________________________________________________ Profª Esp. Bianca Josefa Ribeiro de Oliveira
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Membro
_____________________________________________________________ Profª Esp. Leone Fernanda Ribeiro
Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Membro
5 Aos meus pais, Lourdes Sena e João Reginaldo; aos meus irmãos e a minha querida e companheira de sempre, minha esposa Shirley.
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AGRADECIMENTOS
Primeiramente, agradeço a Deus pela oportunidade de viver novamente, depois da luta travada em busca da minha saúde e da vida, e de poder cotidianamente realizar os sonhos que haviam ficado para trás.
Agradeço a minha família pelo apoio incondicional, a minha esposa amada, (Shirley) pelo carinho, dedicação e apoio que de sua parte nunca me faltaram.
Aos professores do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que desde o início sempre me apoiaram nessa trajetória.
Aos professores Edu Silvestre, Eugênia Dantas e Adriano Troleis, pela compreensão nas minhas ausências da secretaria EaD, e pelo apoio incondicional nesta jornada em busca de novos conhecimentos. Enfim, a todos que como eu, acreditam que o conhecimento é uma via pela qual o homem pode mudar a sua trajetória de vida e assim transformar o mundo a sua volta.
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LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
CONSEPE – Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão.
CEP - Controle Estatístico deProcesso.
8 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO...10 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMA...10 1.2 OBJETIVOS... 13 1.2.1 Objetivo geral... 13 1.2.2 Objetivos específicos... 13 1.3 JUSTIFICATIVA... 14 2. REVISÃO DA LITERATURA... 15 2.1 REFERÊNCIAL TEÓRICO... 15
2.2 A GESTÃO DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR... 17
2.3 PARÂMETROS E INDICADORES PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR... 19
3. METODOLOGIA... 20
3.1 POPULAÇÃO E AMOSTRA... 20
3.2 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS... 22
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS... 26
REFERÊNCIAS ... 27
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RESUMO
A educação pública de qualidade tem um papel estratégico para o desenvolvimento econômico e social e para a construção de uma sociedade mais democrática, diminuindo assim a desigualdade no Brasil. Para isso é importante que os cursos e instituições sejam avaliados, fortalecendo assim a educação superior no país. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN elaborou a Resolução Nº 181/2017 – CENSEPE, de 14 de novembro de 2017, que apresenta diretrizes acerca das políticas de melhoria da qualidade dos cursos de Graduação e Pós-Graduação oferecidos por ela. O presente trabalho tem por objetivo analisar a política de melhoria da qualidade do curso de Licenciatura em Geografia a distância da UFRN, tendo como base de análise a Resolução no 181/2017-CONSEPE, que institui a necessidade de realizar o planejamento anual dentro das coordenações dos cursos de graduação com intuito de identificar as lacunas existentes nesses cursos, com essas identificações servindo de base para a reestruturação dos Planos Pedagógicos dos Cursos - PPC´s de graduação da UFRN. A metodologia utilizada nesse trabalho tem como fundamento a revisão bibliográfica do tema, a análise de caso e a coleta de dados in loco na instituição, bem como entrevista com o responsável pela coordenação do curso em análise. A partir dos dados obtidos somos levados a entender que o processo de Planejamento não é simples e não devemos empregá-lo de forma aleatória, devendo-se levar em conta que o processo de planejamento é um processo sólido, e se tratando de organizações públicas se feito de forma errada, a situação seria mais preocupante tendo em vista que ela existe para prestar um serviço que muitas vezes é função e dever do Estado.
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ABSTRACT
Quality public education has a strategic role for economic and social development and for the construction of a more democratic society, thus reducing inequality in Brazil. For this it is important that courses and institutions be evaluated, thus strengthening higher education in the country. The Federal University of Rio Grande do Norte - UFRN issued Resolution No. 181/2017 - CENSEPE, of November 14, 2017, which presents guidelines on the policies for improving the quality of undergraduate and postgraduate courses offered by it. The objective of this study is to analyze the quality improvement policy of the UFRN Distance Geography Undergraduate course, based on the analysis of Resolution 181/2017-CONSEPE, which establishes the need to carry out the annual planning within the coordinations of the undergraduate courses in order to identify the gaps in these courses, with these identifications serving as a basis for the restructuring of the Pedagogical Plans of the Courses - PPC's undergraduate courses at UFRN. The methodology used in this work is based on the bibliographic review of the topic, the case analysis and the collection of data in loco in the institution, as well as interview with the person in charge of the coordination of the course under analysis. Based on the data obtained, we are led to understand that the Planning process is not simple and should not be used in a random way. It should be taken into account that the planning process is a solid process, and in the case of public organizations, done wrongly, the situation would be more worrying given that it exists to provide a service that is often the function and duty of the State.
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1. INTRODUÇÃO
A Resolução Nº 181/2017 – CENSEPE, de 14 de novembro de 2017, apresenta diretrizes acerca das políticas de melhoria da qualidade dos cursos de Graduação e Pós-Graduação oferecidos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. A resolução considera que a educação pública de qualidade tem um papel estratégico para o desenvolvimento econômico e social e para a construção de uma sociedade mais democrática, diminuindo assim a desigualdade no Brasil. Para isso é importante que os cursos e instituições sejam avaliados, fortalecendo assim a educação superior no país (UFRN, 2017).
Este trabalho está centrado na análise da gestão da qualidade na educação, aplicada ao curso de Licenciatura em Geografia a Distância, tendo como ferramenta a implementação do plano trienal do curso, que tem por objetivo traçar metas e buscar fragilidades concernentes ao curso de graduação na modalidade à distância (EaD), com o intuito de alcançar a melhoria da qualidade do ensino, atendendo assim a Resolução nº 181/2017.
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMA
O mundo moderno vem sendo objeto de profundas e aceleradas transformações econômicas, políticas e sociais, essas mudanças têm levado as nações e seus governos à adotarem estratégias diferenciadas e criativas para elevar a qualidade de vida de sua população, e uma dessas melhorias está ligada diretamente com a melhoria da qualidade do Ensino superior, oportunizando assim, um melhor aproveitamento dos profissionais recém-chegados ao mercado de trabalho, bem como, das perspectivas de avanços no campo técnico e científico, e nessa busca por melhoria da qualidade do ensino a UFRN tem buscado alcançar níveis de excelência em educação superior, nesse rol de melhorias a instituição vem criando diversos mecanismos de avaliação constante para identificar as lacunas existentes nos cursos de graduação, como exemplos desses mecanismos, está inserido o “questionário de avaliação institucional”, aplicado semestralmente aos alunos quando os mesmos vão efetuar matrículas em disciplinas no sistema acadêmico. Sendo assim, a aplicação da Resolução nº 181/2017-CONSEPE, de 14 de novembro de 2017, vem confirmar o trabalho que a UFRN tem desenvolvido na busca por essa excelência em Ensino Superior em termos de qualidade.
A transformação que se requer, exigem mudanças político-institucionais, técnicas, econômicas e culturais de grande envergadura e profundidade, demandando tempo, vontade e competência por parte de todos. O objetivo principal dessa transformação é a elevação do
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nível global de competitividade da economia, e, nesse contexto, a centralidade do papel da educação e da produção do conhecimento é reconhecida por todos. A busca por transformações estruturais e mudanças revolucionárias que descentralizam a autoridade reduz a hierarquia, estimulam parcerias e privilegiam a qualidade, buscando focar nos clientes, visando dessa forma elevar a concorrência nos novos mercados globais que se forma.
Essa configuração de mudança tem sido mais intensa em vários segmentos da sociedade, como empresas e organizações não governamentais que procuram se tornar mais flexíveis, inovadoras e empreendedoras para fazer frente aos desafios do mundo moderno.
De acordo com Fernandes (2017b), o desafio de aliar a qualidade com altas taxas de expansão no Sistema Federal de Ensino (SFE), tem provocado um dilema singular, que é a falsa premissa de que um mesmo órgão pode centralizar a regulação e a garantia da qualidade. A equivocada percepção de que a qualidade da educação superior poderia ser garantia pela via regulatória, em primeiro plano, na qual a avaliação seria mera peça de instrução, em segundo plano, essa não dialoga com os princípios da avaliação formativo-emancipatória (BELLONI, 1999; DIAS SOBRINHO, 2002). Qualquer que seja a iniciativa de produzir indicadores de qualidade deverá partir do pressuposto, de que a qualidade é germinada e desenvolvida por iniciativa e vontade da comunidade acadêmica.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, anualmente divulga a Sinopse Estatística da Educação Superior. Na tabela abaixo podemos observar alguns dados relevantes obtidos nas sinopses dos anos de 2014 a 2017.
Tabela 1: Resumo da Sinopse Estatísticos da Educação Superior 2014 a 2017.
Indicadores 2014 2015 2016 2017 T o tal n o B rasil T o tal em in stitu içõ es p ú b licas T o tal n o B rasil T o tal em in stitu içõ es públ icas T o tal n o B rasil T o tal em in stitu içõ es p ú b licas T o tal n o B rasil T o tal em in stitu içõ es p ú b licas Total de IES 2.368 298 2.364 295 2.407 296 2.448 296 Número de cursos de graduação 32.878 11.036 33.501 10.769 34.366 10.542 35.380 10.425 Número de matriculas em cursos de graduação 7.828.013 1.961.002 8.027.297 1.952.145 8.048.701 1.990.078 8.286.663 2.045.356 Números de cursos de graduação EaD 1.365 427 1.473 422 1.662 449 2.108 462
13 Número de matriculas em cursos de graduação EaD 1.341.842 139.373 1.393.752 128.393 1.494.418 122.601 1.756.982 165.572
Elaboração: Autor, 2018 Fonte: INEP
Na Tabela 1 podemos observar um aumento de 3,38% no total de IES no Brasil, mas durantes esses anos o percentual de IES públicas não ultrapassaram os 12,6%, ou seja, 87,4% são instituições particulares. Podemos observar também que o número de matriculas em cursos de graduação vem aumentando a cada ano. O número de cursos em EaD e de matriculas nessa modalidade também está em crescimento no país, mas apesar do quantitativo de cursos á distância em instituições públicas vir aumentando em termos de percentual esse índice vem caindo, saindo do percentual de 31,28% em 2014 para apenas 21,92% em 2017.
A maior ampliação de cursos tem se dado no campo da formação de tecnólogos. Queremos aqui dar ênfase a esta dimensão quantitativa e dos desafios que o Estado - regulador e avaliador - tem e terá para induzir qualidade e também para criar e aprimorar indicadores que dialoguem com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), criado nos termos da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004 (BRASIL, 2004), mas também com os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDBEN n° 9.394/1996 (BRASIL, 1996). O alinhamento entre SINAES e a LDBEN também deveria corresponder às expectativas inscritas tanto ao Plano Nacional de Educação - PNE (2001-2010), quanto ao atual plano (2014-2024) (BRASIL, 2014).
Nesse sentindo cabe aos indicadores o importante papel de capturar este esforço, ainda que se possa almejar a possibilidade de estimular os atores acadêmicos na consolidação de uma cultura avaliativa (FERNANDES, 2017b).
Cabendo então a pergunta, se é possível assegurar níveis adequados de qualidade? Para atingir este objetivo nossa análise terá por base os princípios do SINAES, que delegou ao INEP, por meio da sua Diretoria de Avaliação da Educação Superior (DAES), a operacionalização de um triplo movimento avaliativo que envolve:
1º - Avaliação institucional externa (Avalies), que subsidia os atos regulatórios de credenciamento e recredenciamento das IES e se inicia com um processo de autoavaliação, devendo contemplar a totalidade das atividades e dos processos institucionais;
2º - Avaliação de cursos de graduação (ACG), que subsidia os atos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos; e, por fim,
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Nesta conjuntura, a atribuição da DAES/INEP ocorre em sintonia com a missão do próprio instituto, vinculada à promoção de estudos, pesquisas e avaliações sobre o sistema educacional do país, subsidiando a formulação e implantação de políticas públicas para a educação a partir de parâmetros de qualidade e equidade (BRASIL, 2007).
No âmbito do SINAES, cada uma das três avaliações já indicadas é expressa em escala de conceitos entre 1 a 5, em que 1 e 2 representam resultados insuficientes, 3 resultado suficiente e 4 e 5, resultados excelentes. Por iniciativa da SESU/MEC em 2008, foram criados dois índices: o Conceito Preliminar de Cursos (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC), segundo metodologia definida pelo INEP, a partir de pequeno conjunto de insumos tidos como preditores de qualidade (BRASIL, 2008a, 2008b).
O CPC está embasado em três blocos de dados: (i) resultados do ENADE e do Indicador de Diferença dentre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que considera em seu cálculo a qualidade da escola de origem do aluno, a partir de indicadores da educação básica divulgados pelo próprio INEP, a formação superior dos pais e o conceito dos Conteúdos Específicos (CE) do Enade, (ii) a opinião que o alunado manifesta no Questionário do ENADE sobre aspectos da IES e do curso, relativos ao corpo docente, infraestrutura, projeto pedagógico e oportunidades de ampliação da formação recebida; (iii) a titulação e o regime do trabalho do corpo docente, declarados anualmente pela IES no Censo da Educação Superior do INEP (SOUSA; FERNANDES, 2015).
O fortalecimento e a melhoria da escola, à construção e conquista de novas parcerias, à modernização e melhoria dos processos de gestão, essas inúmeras sugestões vêm sendo apontadas como absolutamente necessárias para enfrentar os novos desafios e provocar mudanças.
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 Objetivo Geral
● Analisar a percepção dos docentes do curso de Licenciatura em Geografia a Distância sobre a aplicação do plano trienal do referido curso com base na Resolução no 181/2017-CONSEPE, de 14 de novembro de 2017 (UFRN, 2017).
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● Identificar a viabilidade de aplicação do plano trienal no curso de Licenciatura em Geografia a Distância.
● Verificar os efeitos esperados pelos docentes na aplicação do plano trienal. ● Analisar a opinião dos docentes acerca das suas expectativas sobre o plano
trienal.
1.3. JUSTIFICATIVA
Trata-se de um assunto bastante relevante na atualidade, que é “a discussão em torno da melhoria dos indicadores de qualidade do ensino superior”. Nesse sentindo, a motivação para a sua escolha se deu a partir da necessidade de se realizar tal pesquisa dentro do âmbito dessa instituição, tendo como base inicial a necessidade de se construir o Plano Trienal pela Coordenação do Curso de Geografia a Distância, sendo assim, como secretario do curso de licenciatura em geografia à distância, tenho maior possibilidade de acesso as informações e sistemas, bem como, aos docentes do departamento ao qual o curso está lotado, o que facilita bastante a dinâmica de pesquisa e o compartilhamento de assuntos e informações tratados em reuniões pedagógicas e plenárias do departamento, onde as informações e tratativas relacionadas à busca de melhoria dos projetos pedagógicos e como essas melhoria podem tomar um viés prático, dessa forma, todas as informações e dados levantados pela secretaria do curso passam por estas reuniões e discussões.
Além do mais, estudos nessa área carecem de determinadas análises científicas tendo como objeto sua própria estrutura administrativa, suas práticas e o seu cotidiano, e que a partir de determinados trabalhos essas informações e análises possam vir a contribuir no futuro com a mudança nas práticas administrativas e pedagógicas e na melhoria dos serviços de educação prestados por essa instituição.
Segundo Pereira (2011, p. 36) “A palavra Planejamento lembra pensar, criar, moldar ou mesmo tentar controlar o futuro da organização dentro de um horizonte estratégico". Podemos dizer que planejamento pode ser o processo formalizado para gerar resultados a partir de um sistema integrado de decisões. Pensando assim, a UFRN tem cada vez mais se empenhado e buscado planejar suas ações acadêmicas com o objetivo de atingir a excelência de sua qualidade como instituição de ensino superior no país.
As principais motivações que justificam o estudo estão atreladas a percepção pessoal do autor em buscar entender quais as motivações deste instrumento de planejamento e quais
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as expectativas da instituição relacionada a tais mudanças, tendo em vista que o autor participa diretamente da elaboração pelo Departamento de Geografia, deste instrumento de planejamento colocado pela Resolução no 181/2017-CONSEPE, de 14 de novembro de 2017.
2. REVISÃO DA LITERATURA
2.1. REFERÊNCIAL TEÓRICO
Tendo como base de princípios a avaliação formativo-emancipatória que embasa o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), e na literatura sobre o assunto, compreender a realidade social a partir de elementos quantitativos, assim num primeiro momento as singularidades da expansão da educação superior e do sistema federal de ensino (SFE), e num segundo momento a literatura tenta situar o Brasil numa perspectiva a nível mundial, com a criação do Grupo de Estudos de Indicadores da Educação Superior (GEIES), bem como, a Diretoria de Avaliação da Educação Superior do DAES e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira INEP. Cujo objetivo do estudo, é demonstrar que as avaliações presenciais do SINAES e os indicadores preliminares elaborados a partir de 2008 devem ser combinados a outros indicadores, demonstrando assim resultados condizentes com os investimentos do governo federal na Educação Superior, para isso, tomou como base também a educação superior à distância no Brasil, que em 2004 tinha cerca de 60 mil alunos matriculados, tendo um crescimento acelerado, ao qual chegou em 2016 a marca de 1,5 milhão de matriculados nessa modalidade de ensino, dando sua contribuição importante na colaboração para o desenvolvimento do país. Com isso a Universidade Federal do Rio Grande do Norte vem fomentando o desenvolvimento da cultura do planejamento nos departamento e coordenações de curso com o objetivo de obter melhores resultados no cenário nacional, a qual a partir do ano de 2017 estabeleceu a resolução específica que orienta e institui a obrigatoriedade do planejamento nos departamentos e nas coordenações de cursos de graduação e pós-graduação da UFRN.
A resolução 181/2017, traz para a discussão, uma política de melhoria dentro de um papel estratégico que possui as universidades federais, quais sejam, “a educação pública de qualidade para o desenvolvimento econômico e social e para a construção de uma sociedade mais democrática e mais igualitária no Brasil”. A universidade considera que a importância da avaliação de cursos e das instituições para o fortalecimento da educação superior no país e
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sua importância na melhoria constante dos seus indicadores de qualidade dentro de um rol de instituições públicas de educação superior no país, traz benefícios a toda a comunidade acadêmica, apesar de que essa resolução não foi uma decisão de cunho unilateral da instituição UFRN, ela está inserida num contexto da Política Nacional da Educação Superior, do Governo Federal, conforme descrito abaixo.
CONSIDERANDO a Lei no 10.861, de 14 de abril de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), a Portaria no 40/2007, reeditada em 2010, que consolida disposições sobre indicadores de qualidade e a Portaria Normativa MEC nº 4, de 5 de agosto de 2008, que regulamenta a aplicação do Conceito Preliminar de Cursos (CPC).
(UFRN 2017).
Com base no tema, melhoria da qualidade do ensino superior, trazemos alguns autores que serviram como base para essa pesquisa.
FERNANDES, 2017 nos diz que o desafio de aliar qualidade do ensino com as altas taxas de expansão no sistema federal de ensino (SFE), tem trazido um dilema as para as análises no ensino superior.
BELLONI, 1999 e DIAS SOBRINHO, 2002 colocam que seria ate de certa forma equivocada a percepção de que a qualidade da educação superior poderia ser uma garantia pela via regulatória de sucesso somente pelos seus indicadores, pois em primeiro plano, a qual a avaliação seria mera peça de instrução, e em segundo plano, não dialoga com os princípios da avaliação formativo-emancipatória.
KNIGHT, 2011e MOROSINI, 2009 nos pergunta se há uma relação direta entre qualidade universitária e internacionalização? E se essa internacionalização de fato existe, de fato não excluindo standards basilares, e que esses desse conta da colaboração e da equidade, ou, em outras palavras, poderíamos combinar a noção de qualidade isomórfica com a qualidade da equidade e da diversidade.
MOROSINI, 2012 se repete na perspectiva de buscar a construção de indicadores de qualidade para a internacionalização, adotando a metodologia apoiada em estados de conhecimento, entendidos como a produção em livros e artigos científicos qualificados disponíveis on-line, tendo experts internacionais como juízes. Uma primeira constatação é a da presença de indicadores de internacionalização da educação superior na literatura internacional de diferentes regiões desenvolvidas, tais como União Europeia, Estados Unidos da América, Canadá e Japão, elevando assim o padrão de conhecimento e fomentando o contato com instituições e profissionais de outros países e universidades.
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Na mesma linha de pensamento de MOROSINI, 2012, e SARRICO, 2010 coloca que são esses indicadores ligados à garantia da qualidade e ao processo de acreditação, tais como, indicadores voltados ao percentual de presença de alunos e professores estrangeiros no país e de alunos em programas internacionais que valorizam e aumentam o nível de internacionalização das IES no cenário mundial.
Assim sendo, WIT, 2002 coloca que são os indicadores institucionais divididos entre os que avaliam a internacionalização universitária na instituição como um todo – visão total – e os que avaliam um foco da instituição universitária – visão pontual, dessa forma o exame desses indicadores podem nos levar a um modelo de internacionalização periférica ou internacionalização central, ou seja, a internacionalização em toda a IES.
2.2. GESTÃO DA QUALIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
Pensar sobre a gestão da educação superior implica confrontos, que adentram formatos assumidos pelas instituições e que encontram respaldo nas políticas públicas, nos movimentos de internacionalização, nas demandas sociais e no avanço científico tecnológico. A questão torna-se mais complexa devido aos valores e às lógicas que impregnam o trinômio
gestão-educação superior-qualidade. É o que circunscrevem, neste trabalho, os
indicativos/indicadores e categorias de qualidade na gestão da educação superior.
A qualidade da educação superior e o complexo exercício de propor indicadores O conhecimento ocorre em uma rota de colaboração com/entre grupos e de diálogos entre conhecimentos. Acrescentam-se produções e políticas ancoradas em trajetórias do conhecimento científico (Tight, 2003), bem como políticas brasileiras de educação superior e de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), entre elas, pela força indutora, as ligadas ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). São privilegiados os estudos de olhar metateórico, como os estados de conhecimento, entendidos como agregadores analíticos de produções acadêmicas sobre educação superior.
O conceito de gestão é expressivo de práticas que, com as políticas, o planejamento e a avaliação, compõem o espaço da gestão da educação superior. Esta diz respeito às modalidades relacionais assumidas pelas IES e pelo Sistema de Educação Superior no plano de concepções e/ou de práticas que expressam processos decisórios e de ações e suas lógicas. Abrangem concepção e finalidades da IES, premissas sobre pesquisa/ensino/extensão e princípios organizativos. A internacionalização, no cerne do ente universitário, é fator de
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legitimação da circulação do conhecimento e da formação de recursos humanos. Entretanto, seria um mito (Knight, 2011) a relação direta entre qualidade universitária e internacionalização? Seria possível uma internacionalização que, não excluindo standards basilares, desse conta da colaboração à equidade? Ou, em outras palavras, poderíamos combinar a noção de qualidade isomórfica com a qualidade da equidade e da diversidade (Morosini, 2009)
Na busca da construção de indicadores de qualidade para a internacionalização (Morosini, 2012), adotando a metodologia apoiada em estados de conhecimento, entendidos como a produção em livros e artigos científicos qualificados disponíveis on-line, tendo experts internacionais como juízes. Uma primeira constatação é a da presença de indicadores de internacionalização da educação superior na literatura internacional de diferentes regiões desenvolvidas, tais como União Europeia, Estados Unidos da América, Canadá e Japão. Após a seleção do corpus de análise, a bibliografia anotada foi categorizada segundo a amplitude: indicadores de dimensão transnacional, nacional (de Estado) e institucional. A dimensão transnacional exige complexas negociações diante da soberania dos Estados. Assim, identificamos, no máximo, indicadores regionais de qualidade da educação superior, como no caso da União Europeia e do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL). Na dimensão de Estado (nacional), destacam-se indicadores de desempenho que permitem a comparabilidade da qualidade entre instituições de educação superior (IES). São os ligados à garantia da qualidade e ao processo de acreditação, tais como indicadores voltados ao percentual de presença de alunos e professores estrangeiros no país e de alunos em programas internacionais (Sarrico, 2010). Nos indicadores de Estado, registra-se uma diminuição na tensão entre os que credenciam (acreditação) e os que buscam a melhoria (avaliação), “sendo hoje razoavelmente consensual que a avaliação e acreditação são dois processos indissociáveis constituem-se como as duas faces de uma mesma moeda” (Santos, 2010, p. 3).
A dimensão institucional abarca duas subdimensões: a das redes (internacional) e a da instituição propriamente dita. Os indicadores de redes, considerados emergentes, têm como foco a pesquisa. Os indicadores da instituição, considerados tradicionais, predominantes na literatura estrangeira, abarcam também o ensino e principalmente a gestão, reflexo do paradigma da modernização universitária. Os indicadores institucionais estão divididos entre os que avaliam a internacionalização universitária na instituição como um todo – visão total – e os que avaliam um foco da instituição universitária – visão pontual. O exame desses
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indicadores ainda nos pode levar ao modelo de internacionalização periférica ou internacionalização central, ou seja, a internacionalização em toda a IES (Wit, 2002).
2.3. PARÂMETROS E INDICADORES PARA A EDUCAÇÃO SUPERIOR
A busca por novos parâmetros e indicadores que subsidiem as análises da qualidade da educação superior vem trazendo a tona a preocupação de conjugar diferentes visões sobre educação superior em diferentes regiões do país, sendo assim, de acordo com Meneghel (2015, p. 187), houve em 2003 uma concertação política bastante importante quando da criação da Comissão Especial de Avaliação (CEA), pela Sesu/MEC, para oferecer ao Congresso Nacional as bases epistemológicas do SINAES. Essa mesma autora que integrou a referida comissão menciona que houve a preocupação de conjugar diferentes visões sobre educação superior e de diferentes regiões do país.
Como efeito disso tudo, a Lei do SINAES (BRASIL, 2004) nasceu em um contexto no qual ganhava peso a necessidade de promover a qualidade e de se produzir um espelho do sistema de ensino mais próximo da realidade, para subsidiar os atos de regulação e a formulação de políticas públicas, assim como disponibilizar informações ao Estado e à sociedade sobre a situação dos cursos e das IES. Os compromissos do SINAES, portanto, alinham-se aos objetivos da LDBEN e às metas do PNE (2001 -2010), inclusive com o atual (2014- 2024) (BRASIL, 2014), que dá ênfase à implementação da avaliação da educação superior como estratégia para o alcance das suas metas. Mas o SINAES enfrenta problemas para ser operacionalizado conforme as expectativas da sociedade, da comunidade acadêmica e, mesmo, de órgãos governamentais.
A expansão cresce em escalas incompatíveis com a capacidade de dar vazão aos processos, seja pela escassez de servidores no MEC e INEP, dificultando ou inviabilizando as análises qualitativas dos resultados das avaliações presenciais, seja porque os novos arranjos institucionais, das IES e de seus mantenedores, impõem aos reguladores a busca por fatos motivadores não são alcançados pelas avaliações presencias. Ademais disto, em se tratando da correlação entre a expansão da educação superior e a garantia da qualidade é perfeitamente razoável considerar que quando o sistema “cresce em velocidade muito grande o numerador cresce mais rápido que o denominar. [Então, o sistema de educação superior] não cresce em velocidade chinesa com qualidade” (NUNES, 2014, p. 4).
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Ao analisarem o caráter público dos dados do SINAES, Sousa e Fernandes (2015, p. 11), a partir de dados coletados do sistema e-MEC5, indicam que “o sistema recebeu 2.251 processos [de recredenciamento], dos quais apenas 765, correspondendo a 34,0% do total, foram decididos pelo CNE, restando 1.486 processos pendentes (66,0%)”. Superada uma década de aprovação do SINAES, a incapacidade de dar seguimento tempestivo aos processos regulatórios institucionais - na maioria das vezes por entraves no âmbito do órgão de instrução (Seres/MEC) - fragiliza a política de garantia da qualidade. Em adição, quando se observa que significativa parcela da avaliação in loco dos cursos passou a ser dispensada, pois a regulação passou a adotar como motivação o CPC, constata-se que a morosidade processual, aliada à motivação pelos índices, evidencia a clara opção dos reguladores por métricas de qualidade dissociadas das avaliações qualitativas e da história da IES.
A temática abordada neste trabalho traz a tona à perspectiva de mudanças a partir da avaliação dos cursos de graduação e a expectativa de melhoria na qualidade dos cursos dentro da instituição UFRN, nesse sentido, os indicadores evidenciados pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), buscam sintetizar os vários instrumentos que possam subsidiar e orientar os colegiados e as coordenações na busca de uma gestão mais eficiente e orientada pelos parâmetros da qualidade e da gestão estratégica como processo a ser aplicado com o objetivo da melhoria na gestão e na qualidade dos cursos de graduação da UFRN.
3. METODOLOGIA
A metodologia utilizada nesse trabalho tem como fundamento a revisão bibliográfica do tema, a análise de caso e a coleta de dados in loco na instituição, bem como entrevista com o responsável pela coordenação do curso em análise, com o objetivo de identificar os pontos fracos e fortes no processo de implementação dessa política de melhoria da qualidade do curso, dentro do planejamento trienal dessa coordenação de curso, como poderá ser melhorado (caso seja necessário), levantando os possíveis problemas e soluções relacionados ao processo estratégico como um todo, no âmbito da instituição analisada.
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3.1. POPULAÇÃO E AMOSTRA
A pesquisa tem como base de dados o Departamento de Geografia da UFRN e os docentes lotados neste e que atuam diretamente na modalidade à distância. Foi utilizada como ferramenta a aplicação de um questionário com o objetivo de levantarmos as dificuldades e vantagens observadas pelos docentes deste Departamento no conhecimento e aplicação dos objetivos do plano trienal instituído pelo CONSEPE1, em sua resolução 181/2017 de 14 de novembro do ano de 2017.
No entanto, o que condiz a produção e elaboração de um plano trienal, a novidade trazida por essa resolução e que agora se inserem nesta obrigatoriedade, os cursos de Graduação e Pós-graduação, anteriormente a obrigatoriedade de sua construção e elaboração se restringia apenas aos departamentos, que tinham por obrigação elaborar esse plano trienal com o objetivo de prever sua estrutura, afastamentos de docentes para capacitação em nível de mestrado, doutorado e pós doutoramento, além de traçar estratégias para o crescimento e dimensionamento de suas estruturas físicas e desenvolvimento humano. Esse plano somente validado após a aprovação final na plenária do departamento por todos os docentes ou em sua maioria de votos.
O que temos observado na elaboração do plano trienal para os cursos de graduação, é que ainda não se sabe qual o objetivo da Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD, qual a sua principal intenção, tendo em vista que se previa várias reuniões com orientações da comissão de avaliação formada pela Reitoria para os coordenadores de curso de graduação e pós-graduação com o objetivo de discutir e orientar as coordenações na construção do planejamento dos cursos, no entanto, pouco se realizou. Muitas coordenações de curso não sabem nem por onde começar, e como começar, isso demonstra um pouco da falta de organização que muitas vezes atravessa a UFRN, uma resolução que fixa a obrigatoriedade de elaboração de um documento, sem ao menos nortear as coordenações e departamentos de como realizar tal atividade. Apesar de a resolução possuir um pouco mais de um ano da sua publicação, a agenda de reuniões e orientações para as coordenações de cursos são de suma importância no processo de realização e fomento dessa ferramenta de planejamento.
Na verdade a PROGRAD fixou um prazo até o dia 30 de maio do corrente ano, para que as coordenações de curso enviem uma primeira proposta a ser avaliada e devolvida para os ajustes e correções. Claro que entendemos que a intencionalidade de se aprovar uma
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resolução desse tipo é de extrema relevância para a melhoria dos cursos, porém haveria de se ter discutido e esclarecido melhor o que se pretende com a elaboração de um plano trienal, tendo em vista que não se houve se quer uma tratativa anterior, em meados do mês de fevereiro de 2018, a própria PROGRAD sequer havia formado a comissão de avaliação, e quando perguntada sobre tal, ainda não previa uma data específica, ou seja, a pergunta que se faz é: a UFRN e a PROGRAD, sabem o que realmente se está planejando nos cursos de graduação da UFRN? A própria resolução institui vários parâmetros de avaliação constante dos cursos, que aqui não cabe à colocação. O que sabemos é que todos os cursos ou a maioria deles estão passando pelo processo de atualização dos seus Projetos Pedagógicos de Curso - PPC´s, e o plano trienal na verdade seria um resumo de suas estratégias. Parece claro que a própria instituição aguarda o diagnóstico dos cursos para se pronunciar diante das necessidades de mudanças, quando esta deveria estar ocorrendo gradativamente e anualmente, talvez essa seja a intenção do plano trienal, diagnóstico rápido e sucinto da situação dos cursos, com o objetivo de separar as dimensões pedagógicas e assim aplicá-las no âmbito da UFRN, diminuindo a possibilidade de erros e equívocos, claro que dentro de uma política de avaliação mais ampla da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
3.2. ANÁLISES E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS
Os dados levantados centraram-se na aplicação de um questionário para os docentes do Departamento de Geografia, especificamente os que atuam diretamente no curso de Licenciatura em Geografia a Distância, a dificuldade principal dessa metodologia se deu na demora de entrega dos questionários enviados para docentes, muitos dos docentes não retornaram os mesmos, alguns afastados para a realização de pós-doutoramento, apenas 5 docentes dos 10 avaliados, devolveram o que dificultou uma análise mais completa das expectativas destes em relação ao plano trienal da coordenação de curso, as dimensões avaliadas seguem abaixo.
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Questão 1: Como você avalia a implantação do plano trienal da coordenação de curso da EaD?
Fonte: Elaborado pelo autor (2018).
Nessa primeira pergunta, pretendeu-se avaliar qual a percepção dos docentes com relação ao objetivo do plano trienal das coordenações de curso, o que seria na percepção dos mesmos, mais importante, e que deveria melhorar no curso a partir da elaboração desse plano. Percebe-se que o maior percentual 50% dos docentes optaram por uma melhoria pedagógica do curso, 44% dos docentes que optaram por uma melhora na qualidade dos índices acadêmicos, somente 6% por cento optaram pela melhoria da infraestrutura dos cursos. Nessa dimensão de questões os docentes poderiam optar por mais de uma alternativa, no caso em análise somente duas dimensões foram avaliadas como mais importantes para o curso de licenciatura à distância.
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Questão 2: Você e favorável à política de melhoria dos cursos de graduação da UFRN, a partir da implantação do plano trienal? Você acredita que é viável/aplicável?
Fonte: Elaborado pelo autor (2018).
Nessa segunda pergunta, avaliou-se a aplicação do plano trienal a partir da visão/olhar do docente envolvido diretamente nos cursos de graduação sejam eles presenciais e/ou à distância, concluímos que dos 100% dos docentes que responderam ao questionário, todos são favoráveis a obrigatoriedade de elaboração do plano trienal e sua viabilidade tanto para a universidade como um todo, como para as coordenações e departamentos aos quais os cursos estão vinculados.
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Questão 3: Você (docente) acredita que o plano trienal da EaD contempla as expectativas, considerando o plano trienal do Departamento de Geografia?
Fonte: Elaborado pelo autor (2018).
A terceira pergunta, questiona o docente em sua dimensão pessoal, se ele acredita que o plano trienal contempla expectativas dos mesmos e se esse plano trienal da coordenação contempla as expectativas do plano trienal do Departamento de Geografia, 90% por cento dos professores responderam que sim, ele atenda as expectativas dos docentes e contempla o plano trienal do departamento, apenas 10% dos professores acreditam que não corresponde e ou não contempla as expectativas do departamento.
Questão 4: Quais os elementos contidos na referida resolução que apontam para uma melhoria nos cursos tendo por base o referido documento? (descreva-os sucintamente).
A quarta questão é totalmente subjetiva, e a maioria dos docentes tem uma opinião própria e diferente, no entanto, a maior parte desses docentes acredita que a resolução tem o objetivo de contribuir para sanar as lacunas evidenciadas no processo de aprendizagem dos cursos de graduação, e que esses devem de fato passar por avaliações constantes com o objetivo de promover a melhora de sua qualidade e de formação dos futuros profissionais que sairão da universidade para o mercado de trabalho.
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Questão 5: Em sua opinião quais os efeitos esperados do (Plano Trienal e resolução 181/2017)?
A quinta e última questão foram apontados pelos docentes, vários efeitos esperados na aplicação do plano trienal para os cursos de graduação, foram colocados pelos docentes como pontos positivos: O planejamento de ações a melhoria na qualidade de ensino, a Formação de melhores profissionais. A melhoria dos indicadores do curso e da qualidade de ensino dentro da instituição; interação entre os vários níveis administrativos da instituição e a minimização das fragilidades que tem no curso.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Sendo assim, somos levados a entender que o processo de Planejamento não é simples e não devemos empregá-lo de forma aleatória. Devemos levar em conta que o processo de planejamento é um processo sólido e que cada organização e empresa têm suas peculiaridades que devem ser levadas em conta por um processo sólido de reflexão e análise profunda da situação do mercado global, seja ele interno ou externo à própria organização, já com relação às organizações públicas, caso esse planejamento seja feito de forma errada, por falta de empenho administrativo de seus gestores, a situação seria mais preocupante tendo em vista que não há a possibilidade de se fechar uma organização pública tão facilmente, pois ela existe para prestar um serviço que muitas vezes é função e dever do Estado.
Não é o caso da UFRN, que em 2017 aprovou uma resolução determinando que as coordenações dos cursos de graduação, nas modalidades de Licenciatura, Bacharelado e a Distância, elaborem um plano trienal, ou seja, um planejamento em curto prazo das ações dos cursos, que de certa forma não houve nenhuma orientação do que se pretende com esse planejamento, quais os principais objetivos ao qual se quer atingir, e como atingi-los, o que mais se houve nas reuniões plenárias dos departamentos são reclamações e indagações de como se elaborar tal planejamento, qual roteiro seguir, como seguir, e para que seguir? São essas indagações ainda a serem respondidas pela PROGRAD e seus gestores, tendo em vista que a resolução não deixa claro o quê e como deve ser feito.
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ANEXO
QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO DO PLANO TRIENAL – TCC DOCENTE: ____________________________________________________ DEPARTAMENTO/CURSO_______________________________________
1. Como você avalia a implantação do plano trienal da coordenação de curso da EaD?
( ) Melhoria da infra-estrutura ( ) Melhoria pedagógica
( ) Melhoria dos índices acadêmicos Justifique:
2. Você e favorável à política de melhoria dos cursos de graduação da UFRN, a partir da implantação do plano trienal ? Você acredita que é viável/aplicável? ( ) sim ( ) não
3. Quais os elementos contidos na referida resolução que apontam para uma melhoria nos cursos tendo por base o referido documento? (descreva-os sucintamente).
4. Em sua opinião quais os efeitos esperados do (Plano Trienal e resolução 181/2017)?
5. Você (docente) acredita que o plano trienal da EaD contempla as expectativas, considerando o plano trienal do Departamento de Geografia?
( ) sim ( ) não JUSTIFIQUE: