Contabilidade Pública – ACI – DF/2013
Tópico 1
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli
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Projeto do curso
2
Tópico Itens do edital Aulas
1
Contabilidade Pública: conceito, objeto e campo de aplicação (NBCT 16.1). Regimes contábeis na CASP (Lei 4320/1964; LRF; NBCT 16.5; MCASP). Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000: conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas. Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
2,5
2 Sistema de Contabilidade Federal 0,5
3 SIAFI (retirado do edital) 00
4 Balanço orçamentário 01 Balanço Financeiro 01 Balanço Patrimonial 01 DVP 01 5 RREO e RGF 01
6 Exercícios Simulados (FUNIVERSA e bancas com múltipla escolha) 03
Motivação
•Não há aprendizagem sem motivação, assim
um
aluno
está
motivado
quando
sente
necessidade de aprender o que está sendo
tratado. Por meio dessa necessidade, o aluno se
dedica às tarefas inerentes até se sentir
satisfeito.
Motivação
• COMO RETEMOS AS INFORMAÇÕES• 100 bilhões de neurônios no cérebro humano.
• Quando estressada a pessoa perde aproximadamente 4.000 por dia.
• As informações são retidas em: 10% do que lemos;
20% do que ouvimos; 30% do que vemos;
50% do que vemos e ouvimos;
70% do que dizemos de algo que vemos e ouvimos; 90% do que reescrevemos após ver e ouvir.
Fontes de Estudo
•Lei 4320/1964;
•Decreto 93.872/1986;
•Decreto 6.976/2009 (sistema de contabilidade Federal); •Lei 10.180/2001 (sistemas organizacionais);
•Lei 101/2000 (LRF);
•NBC T 16.1 a 16.11 (alterada em 2009 e em 2013); •Lei 12.919/2013 (LDO 2013 para LOA 2014);
•Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público válido para 2012 5ªed. (facultativo em 2012 para União, Estado e DF e Municípios; obrigatório até 31/12/2014).
•MTO 2014;
•Portaria 665/2010 STN; •Portaria 738/2012.
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Cuidados com o MCASP 5ª ed.
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Parte Descrição Prazo para adoção pelos entes
Parte I Procedimentos Contábeis
Orçamentários Obrigatório desde 1º janeiro de 2012 Parte II Procedimentos Contábeis
Patrimoniais Federação Deverá ser adotada pelos entes da gradualmente a partir do exercício de 2012 e integralmente até o
final do exercício de 2014, salvo na existência de legislação específica emanada
pelos órgãos de controle que antecipe este prazo.
Parte III Procedimentos Contábeis
Específicos Deverá ser adotada pelos entes de forma obrigatória a partir de 2012. Parte IV Plano de Contas Aplicado ao
Setor Público Deverão ser adotadas pelos entes, de forma facultativa, a partir de 2012 e, de
forma obrigatória, a partir de 2013. Parte V Demonstrações Contábeis
Aplicadas ao Setor Público
Parte VI Perguntas e Respostas -Parte VII Exercício Prático -Parte VIII Demonstrativo de Estatísticas
de Finanças Públicas Será elaborado pela STN/MF a partir de 2012 para a União, de 2013 para os Estados, Distrito Federal e Municípios, e de
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Metodologia
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• Aulas expositivas (slides, anotações e exercícios selecionados);
Tópico 1: Contabilidade Pública: conceito, objetivo e
regime; campo de aplicação.
• Conceito da Contabilidade Pública • Objetivo da Contabilidade Pública • Objeto da Contabilidade Pública
• Interesses da Contabilidade Pública
• Campo de atuação Contabilidade Pública
• Patrimônio Público
• Regime da Contabilidade Pública
• Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000: conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas.
• Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
Discussão sobre tema em discursiva: MPU/2010 - Cespe
Conceito de Contabilidade Pública
Item 3 NBC T 16.1
“Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os princípios de Contabilidade e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público”.
Objetivos da Contabilidade Pública
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Fornecer aos usuários
informações sobre
Os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações em apoio ao processo de
tomada de decisão.
A adequada prestação de contas.
O necessário suporte para a instrumentalização do controle social.
Função Social da Contabilidade Pública
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Fonte: Item 6 NBC T 16.1
A função social da Contabilidade Aplicada ao Setor Público deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para evidenciar informações necessárias à tomada de decisões, à prestação de contas e à instrumentalização do controle social.
Questão 1
(ABIN/Cespe/2010/Contador) É objetivo da contabilidade pública fornecer aos usuários informações a respeito dos resultados alcançados e dos aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão.
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Objeto da Contabilidade Pública
• Patrimônio Público ( item 5 da NBC T 16.1)
Interesses do sistema de Contabilidade Pública
Lei 4320
•Art. 85. Os serviços de contabilidade serão organizados de
forma a permitirem o acompanhamento da execução
orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros.
•Art. 87. Haverá controle contábil dos direitos e obrigações
oriundos de ajustes ou contratos em que a administração pública for parte.
•Art. 89. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, financeira, patrimonial e industrial.
Interesses do sistema de Contabilidade Pública
Lei 4320
•Art. 105. O Balanço Patrimonial demonstrará: VI - As Contas de Compensação.
§ 5º Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, obrigações e situações não compreendidas nos parágrafos anteriores e que, imediata ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio.
Dessa forma podemos destacar 4 áreas de interesse:
•Patrimônio (Art. 85 e 89)
•Orçamento Público (Art. 85 e 89) •Atos Administrativos (Art. 87 e 105) •Custos (Art. 85 e 89)
Campo de aplicação da Contabilidade Pública
União,
Estados,
Distrito
Federal
e
Municípios
Administração DiretaÓrgãos do Poder Executivo Órgãos do Poder Legislativo Órgãos do Poder Judiciário Administração Indireta Autarquias
Fundações Públicas
Empresas Públicas*
Sociedade de Economia Mista*
*Desde que participem do Orçamento Fiscal e Seguridade Social: EED
O que é uma EED?
Uma Empresa Estatal Dependente é uma empresa controlada que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital, excluídos, no último caso, aqueles provenientes de aumento de participação acionária.
Campo de atuação da Contabilidade Pública
Lei 4320/64
Art. 83. A contabilidade evidenciará perante a Fazenda Pública a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas, administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados.
LDO 2013 para LOA 2014 Lei 12.919/2013 - Art.37[...] [...]
§5º As empresas cuja programação conste integralmente no Orçamento Fiscal ou no da Seguridade Social, de acordo com o disposto no art. 6º desta Lei, não integrarão o Orçamento de Investimento.
§6º Não se aplicam às empresas integrantes do orçamento de investimento as normas gerais da Lei nº 4.320, de 1964, no que concerne ao regime contábil, execução do orçamento e demonstrações contábeis.
Campo de aplicação da Contabilidade Pública
Item 2 NBC T 16.1•CAMPO DE APLICAÇÃO: espaço de atuação do Profissional de Contabilidade que demanda estudo, interpretação, identificação, mensuração, avaliação, registro, controle e evidenciação de fenômenos contábeis, decorrentes de variações patrimoniais em:
a)entidades do setor público; e
b)ou de entidades que recebam, guardem, movimentem, gerenciem ou apliquem recursos públicos, na execução de suas atividades, no tocante aos aspectos contábeis da prestação de contas.
•ENTIDADE DO SETOR PÚBLICO: órgãos, fundos e pessoas jurídicas de direito público ou que, possuindo personalidade jurídica de direito privado, recebam, guardem, movimentem, gerenciem ou apliquem recursos públicos, na execução de suas atividades. Equiparam-se, para efeito contábil, as pessoas físicas que recebam subvenção, benefício, ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público.
Campo de aplicação da Contabilidade Pública
As entidades abrangidas pelo campo de aplicação devem observar as normas e as técnicas próprias da contabilidade Aplicada ao Setor Público, considerando-se o seguinte escopo:
(a)integralmente, as entidades governamentais, os serviços sociais e os conselhos profissionais;
(b)parcialmente, as demais entidades do setor público, para garantir procedimentos suficientes de prestação de contas e instrumentalização do controle social.
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Campo de atuação da Contabilidade Pública
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Integralmente Entidades governamentais (integrantes do OF e do OSS), Serviços sociais Conselhos profissionais Parcialmente “demais entidades do setor público”
Personalidade jurídica de direito privado (por exemplo: integrantes do OI)
Pessoas físicas que recebam subvenção, benefício, ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público.
Receitas SENAT
Despesas SENAT
Questão 2
(DPU/Cespe/2010/Contador) De acordo com o disposto nas Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, assinale a opção correta acerca do conceito, objeto, objetivo e campo de aplicação da contabilidade pública.
a)Independentemente do escopo, todas as entidades abrangidas pelo campo de aplicação devem observar integralmente as normas e técnicas próprias da contabilidade do setor público.
b)A contabilidade aplicada ao setor público é o ramo da ciência contábil que adota no processo gerador de informações, as normas fiscais direcionadas ao controle da receita e da despesa das entidades do setor público.
c)As pessoas físicas não se equiparam, para efeito contábil, a entidades do setor público, ainda que recebam subvenção, benefício, ou incentivo (fiscal ou creditício) de órgão público.
d) O objeto da contabilidade aplicada ao setor público é o planejamento feito pela administração pública para atender, durante determinado período, aos planos e programas de trabalho por ela desenvolvidos.
e)Um dos objetivos da contabilidade aplicada ao setor público é o de fornecer o necessário suporte para a instrumentalização do controle social.
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Unidade Contábil: NBC T 16.1
• A soma, agregação ou divisão de patrimônio de uma ou mais entidades do setor público resultará em novas unidades contábeis.
• Unidade Contábil é classificada em:
a)Originária – representa o patrimônio das entidades do setor público na condição de pessoas jurídicas;
b)Descentralizada – representa parcela do patrimônio de Unidade Contábil Originária;
c)Unificada – representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais Unidades Contábeis Descentralizadas;
d)Consolidada – representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais Unidades Contábeis Originárias.
Unidade Contábil: NBC T 16.1
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UC Consolidada T UC Originária Y UC Unificada X UC Descentralizada A UC Descentralizada B UC Descentralizada C UC Descentralizada D UC Originária Z UC Descentralizada E UC Descentralizada F UC Consolidada J UC Originária H UC Descentralizada L UC Descentralizada M UC Originária I UC Descentralizada N UC Descentralizada O
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1
Registro dos atos e dos fatos que envolvem o patrimônio público ou suas parcelas, em atendimento à necessidade de controle e prestação de contas, de evidenciação e instrumentalização do controle social.
2
Unificação de parcelas do patrimônio público vinculadas a unidades contábeis descentralizadas, para fins de controle e evidenciação dos seus resultados.
3
Consolidação de entidades do setor público para fins de atendimento de exigências legais ou necessidades gerenciais.
Questão 3
(SAD/PE/Cespe/2010) É classificada como unificada a unidade contábil que representa a soma ou a agregação do patrimônio de duas ou mais unidades contábeis originárias.
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Tópico 1
• Conceito da Contabilidade Pública • Objetivo da Contabilidade Pública • Objeto da Contabilidade Pública
• Interesses da Contabilidade Pública
• Campo de atuação Contabilidade Pública
• Patrimônio Público
• Regime da Contabilidade Pública
• Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000: conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas.
• Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
Patrimônio Público
Dicas:
-Identificar a constituição do Patrimônio Público; -Diferenciar os tipos de bens públicos.
Patrimônio Público
Item 3 NBC T 16.2
Patrimônio Público é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
Patrimônio Público
Item 4 NBC T 16.2
•Ativos são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros
ou potencial de serviços;
•(b) Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços;
•(c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos
Obs: segue a atual classificação da lei 6404/76, porém somente o plano de contas obrigatório até 31/12/2014 adota essa classificação. 37
Patrimônio Público: Visão NBCT 16 e MCASP
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1.Ativo 2.Passivo
1.1. Ativo Circulante 2.1. Passivo Circulante
1.2. Ativo não circulante 2.2. Passivo Não Circulante 2.3. Patrimônio Líquido
Patrimônio Público: Visão Plano de Contas
Tradicional
39
1.Ativo 2.Passivo
1.1. Ativo Circulante 2.1. Passivo Circulante 1.2. Ativo Realizável a Longo
Prazo Prazo2.2. Passivo Exigível a Longo 2.3. Resultado de Exercícios Futuros
1.4. Permanente 2.4. Patrimônio Líquido
1.9. Ativo Compensado1 2.9. Passivo Compensado1
Patrimônio Público
Itens 5, 6 e 7 NBC T 16.2
A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em “CIRCULANTE” e “NÃO CIRCULANTE”, com base em seus atributos de conversibilidade e exigibilidade. Os ativos devem ser classificados como circulante quando satisfizerem a um dos seguintes critérios:
(a) estarem disponíveis para realização imediata;
(b) tiverem a expectativa de realização até doze meses da data das demonstrações contábeis.
Os demais ativos devem ser classificados como NÃO CIRCULANTE.
Patrimônio Público
Itens 8 e 9 NBC T 16.2
Os passivos devem ser classificados como CIRCULANTE
quando satisfizerem a um dos seguintes critérios:
(a)corresponderem a valores exigíveis até doze meses da data das demonstrações contábeis
(b)corresponderem a valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade do setor público for a fiel depositária, independentemente do prazo de exigibilidade
Excluída pela Resolução CFC n.º 1.437/13.
(c) sejam pagos durante o ciclo operacional normal da entidade;
(d) sejam mantidos essencialmente para fins de negociação.
Os demais passivos devem ser classificados como NÃO CIRCULANTE.
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Patrimônio Público: Bens públicos
TIPOS:
•Os de uso comum do povo: São os rios, mares, estradas, ruas e praças;
•Os de uso especial: São os edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;
•Os dominiais/dominicais: São os bens que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real de cada uma dessas entidades.
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Fonte: Manual SIAFI – Assunto 021017 – Imóveis de Propriedade da União
e Lei 10406/2002 (código civil)
Patrimônio Público: Bens públicos
•O código civil reforça ainda que os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
•Já os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei. Ressalta-se que não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às
pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
• Os bens públicos das três categorias não estão sujeitos a usucapião.
•O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.
Bens de Uso Comum: nova visão após a NBCT 16
Os bens de uso comum que
absorveram ou
absorvem
recursos
públicos
,
ou
aqueles
eventualmente recebidos em
doação
, devem ser
incluídos no
ativo não circulante
da entidade
responsável
pela sua administração
OU
controle
,
ESTEJAM, OU NÃO
,
afetos a sua atividade
operacional.
Patrimônio Público: Resumo
45
Tipo de bens
Contabilização
Sistema Podem ser alienados?
Plano de contas tradicional Plano de contas novo (NBCT 16)
Especiais permanenteAtivo circulanteAtivo não SPIU net Não
Dominiais permanenteAtivo circulanteAtivo não SIAPA Sim Uso
Questões 4 a 6
46
4. Gabarito: Errado 5. Gabarito: Certo 6. Gabarito: Certo
4. (PREVIC/Cespe 2011/Contador) Em um município que disponha de uma praça onde estejam instalados diversos brinquedos comunitários fixos, a própria praça não integra o objeto de estudo da contabilidade pública, mas os brinquedos instalados, sim.
(Cespe/ABIN/2010/Agente Técnico de Inteligência) Julgue os itens que se seguem, relativos aos componentes do patrimônio no setor público.
5. Os bens e direitos componentes do patrimônio público devem portar ou representar um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público.
6. O patrimônio público é estruturado em três grupos: ativos, passivos e patrimônio líquido.
Questão 7
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47
7. Gabarito: Certo
7. (Cespe/TRE-RJ/2012/Analista) Uma ponte, estrada ou praça pública, construídas com recursos públicos, deve ser incluída no ativo não circulante da entidade responsável pela sua administração e controle.
Tópico 1
• Conceito da Contabilidade Pública • Objetivo da Contabilidade Pública • Objeto da Contabilidade Pública
• Interesses da Contabilidade Pública
• Campo de atuação Contabilidade Pública • Patrimônio Público
• Regime da Contabilidade Pública
• Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000: conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas.
• Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
Regime da CASP
Dicas:
-Saber identificar no enunciado das questões a qual tipo regime a mesma se refere.
-Diferenciar os dois tipos de regimes.
Professor Giovanni Pacelli 50
Qual o regime da CASP?
Discussão sobre tema em discursiva: STM/2011 – Cespe – Cargo 20 – Contador
Breve explicação sobre etapas e estágios da receita e da despesa pública
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Etapa Receita Despesa
Planejament o Metodologia de projeção das receitas orçamentárias Fixação Descentralizações de créditos orçamentários Programação orçamentária e financeira Processo de licitação e contratação Execução Lançamento Empenho Arrecadação Liquidação Recolhimento Pagamento Controle e
Visão da lei 4320/1964: Regime - Misto
Exceção ao regime caixa (entrada de dinheiro): -Inscrição da dívida ativa
Exceção ao regime de competência (FG):
-Inscrição de Restos a pagar não processados.
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli 54 Lei 4320
•Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro: I -as receitas nele arrecadadas; (Caixa/Gestão)
Visão da LRF: Regime - Misto
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli 55
LC 101/2000
Art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, a escrituração das contas públicas observará as seguintes:
[...]
II - a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa;
Questão 9
56
(Cespe/TCU/2011/AFCE) O regime contábil da contabilidade pública no Brasil adota a competência para as receitas e o regime de caixa para despesas.
Visão NBCT 16.5: Regime de Competência
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli 57
NBCT 16.5
19. As transações no setor público devem ser reconhecidas e registradas integralmente no momento em que ocorrerem.
21. Os registros contábeis devem ser realizados e os seus efeitos evidenciados nas demonstrações contábeis do período com os quais se relacionam, reconhecidos, portanto, pelos respectivos fatos geradores, independentemente do momento da execução orçamentária.
•O art. 35 refere-se ao regime orçamentário e não ao regime patrimonial, pois a contabilidade é tratada em título específico da citada lei, no qual se determina que as variações patrimoniais devam ser evidenciadas, sejam elas independentes ou resultantes da execução orçamentária.
“Título IX – Da Contabilidade
Art. 85. Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros.
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli
Visão MCASP Parte I (2011) : Regime de Competência
Art. 89. A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, financeira, patrimonial e industrial.
Art. 100. As alterações da situação líquida patrimonial, que abrangem os resultados da execução orçamentária, bem como
as variações independentes dessa execução e as
superveniências e insubsistências ativas e passivas,
constituirão elementos da conta patrimonial.
Art. 104. A Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio, resultantes
ou independentes da execução orçamentária, e indicará o
resultado patrimonial do exercício.
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli
Visão MCASP Parte I (2011) : Regime de Competência
•Observa-se que, além do registro dos fatos ligados à execução orçamentária, exige-se a evidenciação dos fatos ligados à administração financeira e patrimonial, de maneira que os fatos modificativos sejam levados à conta de resultado e que as informações contábeis permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros de determinado exercício.
•A contabilidade deve evidenciar, tempestivamente, os fatos ligados à administração orçamentária, financeira e patrimonial, gerando informações que permitam o conhecimento da composição patrimonial e dos resultados econômicos e financeiros.
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60
•Portanto, com o objetivo de evidenciar o impacto no patrimônio, deve haver o registro da variação patrimonial aumentativa, independentemente da execução orçamentária, em função do FATO GERADOR, observando-se os princípios da competência e da oportunidade.
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Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli
62
Regime orçamentário versus regime patrimonial
Momento da Apropriação da
Receita Momento da Apropriação da Despesa
Antes da Arrecadação Registro do IPTU a receber, aplicação de multa, inscrição da dívida ativa Antes do empenho e da Liquidação Provisão do 13º salário em janeiro a ser liquidado e pago
em dezembro Na
arrecadação Receita de serviços LiquidaçãoNa serviços de limpezaDespesas com
Após a arrecadação Venda a termo (similar a receitas a vencer da Contabilidade Geral) Após a Liquidação Despesas com material de consumo; despesas com aquisição de periódicos
Questões 10 e 11
9.(CEHAP PB/Cespe/2009/Contador) O registro da receita orçamentária, em contas orçamentárias, deverá ocorrer no momento do fato gerador da receita pública.
10.(ANAC/Cespe/2009/Área 1) Na entrega de bens de consumo imediato ou de serviços contratados, o reconhecimento da despesa orçamentária não deve coincidir com a apropriação da despesa pelo enfoque patrimonial, dada a ocorrência de redução na situação líquida patrimonial.
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63
10. Gabarito: Errado 11. Gabarito: Errado
Questões 12 e 13
(Cespe/ANS/2013/Analista) A respeito da relação entre o regime orçamentário e o regime contábil, julgue o item subsequente. 12. No âmbito da atividade tributária, pode-se utilizar o momento da realização da receita como referência para o seu reconhecimento.
(Cespe/ANS/2013/Analista) Julgue o item a seguir, referente ao tratamento contábil do suprimento de fundos.
13. O adiantamento de valores a título de suprimento de fundos
constitui despesa pelo enfoque patrimonial, pois no momento
da concessão ocorre redução no patrimônio líquido da entidade.
64
12. Gabarito: Errado 13. Gabarito: Errado
Discussão sobre tema em discursiva: MPU/2010 - Cespe
Prof. M. Sc. Giovanni Pacelli 65
A CASP adota normas internacionais?
NBCT 16.5
25. Na ausência de norma contábil aplicado ao setor púbico, o profissional da contabilidade deve utilizar,
subsidiariamente, e nesta ordem, as normas nacionais e internacionais que tratem de temas similares, evidenciando o
procedimento e os impactos em notas explicativas.
Tópico 1
• Conceito da Contabilidade Pública • Objetivo da Contabilidade Pública • Objeto da Contabilidade Pública
• Interesses da Contabilidade Pública
• Campo de atuação Contabilidade Pública • Patrimônio Público
• Regime da Contabilidade Pública
• Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000:
conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas.
• Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
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[1] Art. 115º do Decreto 93872/1986.
[2] § 1º Art. 115º do Decreto 93872/1986.
A dívida pública abrange a dívida flutuante e a dívida fundada ou
consolidada.[1]
A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento independe de autorização orçamentária, assim entendidos[2]:
a) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; b) os serviços da dívida;
c) os depósitos, inclusive consignações em folha;
d) as operações de crédito por antecipação de receita; e) o papel-moeda ou moeda fiduciária.
69
Dívida pública.
Normativo Conceito da dívida fundada ou consolidada
Lei 4320/1964
A dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou a financeiro de obras e serviços públicos[1].
Decreto 93872/1986
Compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 (doze) meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.[2]
LRF
Corresponde ao montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito,
para amortização em prazo superior a doze meses.[3]
Também integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento[4].
Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites, posteriores a 5/5/2000 (inclusive)[5].
70
[1] Art. 115º do Decreto 93872/1986.
[2] § 1º Art. 115º do Decreto 93872/1986.
Ainda sobre Dívida Pública consolidada, estão inseridas dentro da mesma a dívida pública mobiliária e as operações de crédito.
A dívida pública mobiliária é a parte da dívida pública consolidada representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
71
72
73
Dívida pública.
Quanto às operações de crédito, são exemplos das mesmas: -compromisso financeiro assumido em razão de mútuo; -abertura de crédito;
-emissão e aceite de título;
-aquisição financiada de bens;
-recebimento antecipado de valores provenientes da venda a
termo de bens e serviços; -arrendamento mercantil;
-e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros.
Equipara-se ainda a operação de crédito a assunção, o
74
Dívida pública.
O refinanciamento da dívida mobiliária consiste na emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária. O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término de cada exercício financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado ao das operações de crédito
autorizadas no orçamento para este efeito e efetivamente
realizadas, acrescido de atualização monetária[1].
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Dívida pública.
Quanto à concessão de garantia, a mesma consiste no compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada[1].
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Restos a pagar.
Quanto ao registro dos restos a pagar, o mesmo, far-se-á por
exercício e por credor distinguindo-se as despesas processadas das não processadas.[1]
Especificamente quanto ao disposto, na LRF, é vedado ao titular de
Poder ou órgão, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato,
contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.[2]
[1] Art. 92º da lei 4.320/1964 e art. 67º do Decreto 93.872/1986.
Questões 14 e 15
14. (TCU/Cespe/2008/ACE) Caso a União emita novos títulos para pagamento de dívidas mobiliárias vencidas, as quais se componham de principal, atualização monetária e juros, nos valores de, respectivamente, R$ 100.000.000,00, R$ 10.000.000,00 e R$ 15.000.000,00, nessa situação, de acordo com a LRF, o refinanciamento de tais dívidas corresponderá a R$ 100.000.000,00.
15. (TCU/Cespe/2008/ACE) Por determinação legal, os restos a pagar, que constituem dívida flutuante, devem ser registrados de modo a evidenciar três critérios de classificação: por exercício, por credor e diferençando-se a condição de despesas em processadas e não-processadas.
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14. Gabarito: Errado 15. Gabarito: Certo
Tópico 1
• Conceito da Contabilidade Pública • Objetivo da Contabilidade Pública • Objeto da Contabilidade Pública
• Interesses da Contabilidade Pública
• Campo de atuação Contabilidade Pública • Patrimônio Público
• Regime da Contabilidade Pública
• Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000:
conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas.
• Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
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Escrituração e consolidação das contas.
Quanto à escrituração das contas públicas que deve obedecer também às demais normas de contabilidade pública a LRF estabelece que[1]:
-A disponibilidade de caixa constará de registro próprio, de modo que os recursos vinculados a órgão, fundo ou despesa obrigatória
fiquem identificados e escriturados de forma individualizada;
- a despesa e a assunção de compromisso serão registradas segundo o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o
resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa;
- as demonstrações contábeis compreenderão, isolada e
conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente;
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Escrituração e consolidação das contas.
Quanto à escrituração das contas públicas que deve obedecer também às demais normas de contabilidade pública a LRF estabelece que:
- as receitas e despesas previdenciárias serão apresentadas em
demonstrativos financeiros e orçamentários específicos;
- as operações de crédito, as inscrições em Restos a Pagar e as demais formas de financiamento ou assunção de compromissos
junto a terceiros, deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no período, detalhando, pelo menos, a natureza e o tipo de credor;
-a demonstração das variações patrimoniais dará destaque à origem e ao destino dos recursos provenientes da alienação de ativos.
Questões 16 a 18
16.(SECONT-ES/Cespe/2009/Contador) A receita e a despesa serão
registradas segundo o regime de competência, apurando-se, em caráter complementar, o resultado dos fluxos financeiros pelo regime de caixa.
17. (SECONT-ES/Cespe/2009/Contador) As demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as transações e as operações de cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, excetuando-se empresa estatal dependente.
18. (SECONT-ES/Cespe/2009/Contador) As operações de crédito e as inscrições em restos a pagar deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no período, detalhando, pelo menos, a natureza e o tipo de credor.
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16. Gabarito: Errado 17. Gabarito: Errado 18. Gabarito: Certo
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Escrituração e consolidação das contas.
Item Características
Dívida Pública
Será escriturada com individualização e especificações que permitam verificar, a qualquer momento, a posição dos compromissos, bem como os respectivos serviços de amortização e juros.[1]
Incluem-se os compromissos de caráter contingencial, assim entendidas quaisquer garantias concedidas diretamente pelo Tesouro Nacional, ou por intermédio de seus agentes financeiros.[2]
Títulos da dívida pública
Desde que devidamente escriturados em sistema centralizado de liquidação e custódia, poderão ser oferecidos em caução para garantia de empréstimos, ou em outras transações previstas em lei, pelo seu valor econômico, conforme definido pelo Ministério da Fazenda.[3]
Os títulos da dívida pública são insuscetíveis de gravames de qualquer natureza que importem na obrigatoriedade de as repartições emitentes ou seus agentes exercerem controles prévios especiais quanto à sua negociabilidade, ao pagamento de juros ou efetivação do resgate.[4]
[1]Art. 116º do Decreto 93872/1986.
[2]Parágrafo único do art. 116º do Decreto 93872/1986. [3]Art. 61º da LRF.
Questão 19
19. (SECONT-ES/Cespe/2009/Contador) Os títulos da dívida pública, ainda que devidamente escriturados em sistema centralizado de liquidação e custódia, não poderão ser oferecidos em caução para a garantia de empréstimos.
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Escrituração e consolidação das contas.
Do Para Prazo de
Envio
Município Poder Executivo da União com cópia para o Poder Executivo
do respectivo Estado 30/04 Estado Poder Executivo da União 31/05 Prazo para consolidação Nacional e por
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Escrituração e consolidação das contas.
Caso o ente descumpra o prazo, o mesmo estará impedido, até que a situação seja regularizada, de receber transferências voluntárias e contrate operações de crédito, exceto as destinadas ao refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária[1].
Em 2010 foram consolidadas das contas de todos os 27 estados e de 4.949 municípios dos 5.565 municípios existentes.
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Escrituração e consolidação das contas.
Outro ponto importante é que a edição de normas gerais para consolidação das contas públicas caberá ao órgão central de contabilidade da União, desempenhado pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, enquanto não implantado o conselho de gestão fiscal[1].
Por ressalto que na seção da LRF referente à escrituração e consolidação das contas está o amparado legal para a instituição do sistema de custos. Conforme a LRF a Administração Pública manterá sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial[2].
[1] § 2o do art. 50º da LRF.
Questão 20
20. (Cespe/MP-PI/2012/ Analista) A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que a contabilidade governamental, além de ser executada conforme as normas de contabilidade pública, deve observar e manter sistema orçamentário e financeiro que possibilite a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial.
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Tópico 1
• Conceito da Contabilidade Pública • Objetivo da Contabilidade Pública • Objeto da Contabilidade Pública
• Interesses da Contabilidade Pública
• Campo de atuação Contabilidade Pública • Patrimônio Público
• Regime da Contabilidade Pública
• Tópicos selecionados da Lei Complementar nº 101/2000: conceitos de dívida pública e restos a pagar, escrituração e consolidação das contas.
• Título IX da Lei n.º 4.320/1964.
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Temas relacionadosArtigos Observação
Da contabilidade:
disposições gerais Artigos 83 a 89. Da contabilidade
orçamentária e financeira Artigos 90, 91 e 93.
Dívida pública Artigos 92 e 98. Já visto nos conceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Da contabilidade
patrimonial Artigos 94 a 97, 99 e 100.
Dos Balanços Artigos 101 a 105. Será tratado nas aulas seguintes. Da avaliação patrimonial Artigos 106
90
Da contabilidade: disposições gerais.
A contabilidade evidenciará perante a Fazenda Pública a situação de todos quantos, de qualquer modo, arrecadem receitas, efetuem despesas,
administrem ou guardem bens a ela pertencentes ou confiados[1].
Ressalvada a competência do Tribunal de Contas ou órgão equivalente, a
tomada de contas dos agentes responsáveis por bens ou dinheiros
públicos será realizada ou superintendida pelos serviços de
contabilidade[2].
Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o
acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da
composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros[3].
[1]Art. 83º Lei 4320/1964. [2]Art. 84º Lei 4320/1964.
91
Da contabilidade: disposições gerais.
A escrituração sintética das operações financeiras e
patrimoniais efetuar-se-á pelo método das partidas dobradas[4].
Haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos
de ajustes ou contratos em que a administração pública for parte[5].
Os débitos e créditos serão escriturados com individualização do devedor ou do credor e especificação da natureza, importância e data do vencimento, quando fixada[6].
[4]Art. 86º Lei 4320/1964. [5]Art. 87º Lei 4320/1964. [6]Art. 88º Lei 4320/1964.
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Da contabilidade: disposições gerais.
A contabilidade evidenciará os fatos ligados à administração orçamentária, financeira patrimonial e industrial[7].
93
Da contabilidade orçamentária e financeira.
A contabilidade deverá evidenciar, em seus registros, o
montante dos créditos orçamentários vigentes, a despesa
empenhada e a despesa realizada, à conta dos mesmos créditos, e as dotações disponíveis[1].
O registro contábil da receita e da despesa far-se-á de acordo com as especificações constantes da Lei de Orçamento e dos créditos adicionais[3].
Todas as operações de que resultem débitos e créditos de
natureza financeira, não compreendidas na execução
orçamentária, serão também objeto de registro, individualização e controle contábil.
[1] Art. 90º Lei 4320/1964.
Questão 21
21. (SECONT-ES/Cespe/2009/Contador) Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão do Plano Plurianual (PPA).
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Da contabilidade patrimonial.
A contabilidade deverá evidenciar, em seus registros, o montante dos créditos orçamentários vigentes, a despesa empenhada e a despesa realizada, à conta dos mesmos créditos, e as dotações disponíveis[1].
Haverá registros analíticos de todos os bens de caráter permanente, com indicação dos elementos necessários para a perfeita caracterização de cada um deles e dos agentes responsáveis pela sua guarda e administração[1]. A contabilidade manterá registros sintéticos dos bens móveis e imóveis[2]. O levantamento geral dos bens móveis e imóveis terá por base o
inventário analítico de cada unidade administrativa e os elementos da escrituração sintética na contabilidade[3].
[1] Art. 94º Lei 4320/1964.
[2] Art. 95º Lei 4320/1964.
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Da contabilidade patrimonial.
Para fins orçamentários e determinação dos devedores, ter-se-á o registro contábil das receitas patrimoniais, fiscalizando-se sua efetivação[1].
Os serviços públicos industriais, ainda que não organizados como empresa pública ou autárquica, manterão contabilidade especial para determinação dos custos, ingressos e resultados, sem prejuízo da escrituração patrimonial
e financeiro comum[2].
As alterações da situação líquida patrimonial, que abrangem os resultados da execução orçamentária, bem como as variações independentes dessa execução e as superveniências e insubsistência ativas e passivas,
constituirão elementos da conta patrimonial [3].
[1] Art. 97º Lei 4320/1964.
[2] Art. 99º Lei 4320/1964.
Questões 22 e 23
(Cespe/TJ-ES/2011/Analista Judiciário) Considerando as normas e procedimentos relativos ao inventário de material permanente e de consumo, julgue os itens que se seguem
22. Devem ser organizados no órgão público da administração direta os registros contábeis analíticos de todos os bens de caráter permanente e de consumo, com indicação dos elementos necessários para a perfeita caracterização de cada um deles e dos agentes responsáveis pela sua guarda, uso e administração.
23. A contabilidade deve manter registros sintéticos dos bens móveis e imóveis.
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22. Gabarito: Errado 23. Gabarito: Certo
Avaliação Patrimonial.
Art. 106. A avaliação dos elementos patrimoniais obedecerá as normas seguintes:
I - os débitos e créditos, bem como os títulos de renda, pelo seu valor nominal, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio vigente na data do balanço;
II - os bens móveis e imóveis, pelo valor de aquisição ou pelo custo de produção ou de construção;
III - os bens de almoxarifado, pelo preço médio ponderado das compras.
§ 1° Os valores em espécie, assim como os débitos e créditos, quando em moeda estrangeira, deverão figurar ao lado das correspondentes importâncias em moeda nacional.
§ 2º As variações resultantes da conversão dos débitos, créditos e valores em espécie serão levadas à conta patrimonial.