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Ciências do Ambiente

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Academic year: 2021

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(1)

Aula 21 – O Meio Terrestre II: Recuperação de

áreas degradadas – técnicas e estudos de caso

Ciências do Ambiente

Universidade Federal do Paraná

Engenharia Civil

(2)

Remediação de solos contaminados:

(3)

Remediação de solos contaminados:

Técnica de mobilização in situ: Aeração - Air spargin (injeção de ar no solo + extração de vapores)

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Remediação de solos contaminados:

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Remediação de solos contaminados:

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Remediação de solos contaminados:

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Remediação de solos contaminados:

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Remediação de solos contaminados:

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Remediação de solos contaminados:

(10)

Técnicas de destruição - Biorremediação

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Técnicas de destruição - Biorremediação

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(13)

Comparação de custos das técnicas de

recuperação de solos contaminados

(14)

Legislação brasileira

Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade

do solo quanto à presença de substâncias químicas e

estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de

áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência

de atividades antrópicas

(15)

ESTUDO DE CASO 1:

(16)

Estudo de caso 1 – Contaminação por

derramamento de petróleo

Problema ambiental: derramamento de

petróleo de um navio. O petróleo que vazou

atingiu mais de 1.000 km de praias,

contaminando diretamente a água, o solo e

animais.

(17)

Estudo de caso 1 –

Caso do navio-tanque Exxon

Valdez – Alasca 1989

• Cerca de 40 milhões de litros de petróleo foram lançadas ao mar

• Centenas de milhares de animais morreram nos meses seguintes ao vazamento do óleo (260 000 pássaro marinhos, 2800 lontras marinhas, 22 orcas, além da perda de bilhões de ovos de salmão)

• 1.800 km de praias foram contaminadas (em alguns lugares com camadas de 90 cm)

(18)

Estudo de caso 1 –

Caso do navio-tanque Exxon

Valdez

Primeiras ações:

• 11 mil homens foram mobilizados para a limpeza da área

• 1.400 barcos e 85 aviões foram utilizados

• Lavagem com água quente e alta pressão

• Sucção do material contaminado

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Estudo de caso 1 –

Caso do navio-tanque Exxon

Valdez

Técnica de biorremediação in situ:

• Adição de fertilizantes contendo nitrogênio ao longo de 100

km de costa para estimular o crescimento dos

microrganismos capazes de degradar os hidrocarbonetos

(para degradar o petróleo da superfície)

(20)

Estudo de caso 1 –

Caso do navio-tanque Exxon

Valdez

• Algumas

áreas

foram

deixadas

contaminadas

intencionalmente para fins de estudo

• Ainda hoje são encontrados bolsões de petróleo abaixo da

superfície de praias

(21)

Estudo de caso 1 –

Caso do navio-tanque Exxon

Valdez

• A empresa recebeu multa de U$ 1 bilhão por danos

ambientais

• Em 1990 tornou-se lei o Oil Pollution Act – exigência para as

companhias de petróleo para elaborarem planos de

contingência para evitar futuros derramamentos e contê-los.

(22)

ESTUDO DE CASO 2: CONTAMINAÇÃO

POR DEPÓSITOS IRREGULARES

(23)

Estudo de caso 2 – Contaminação por depósitos

irregulares

Problema: o local onde foi construído um condomínio

de prédios era um antigo depósito de rejeitos de uma

indústria de solventes, em uma área de 8 mil metros

quadrados. Foram projetadas 4 blocos de

apartamentos, sendo que três já foram construídos

(52 apartamentos cada) e um dos blocos já está

ocupado pelos moradores. Os resíduos encontrados

no solo tem composição volátil e são cancerígenos se

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Estudo de caso 2 –

Caso da contaminação no

condomínio Parque Primavera – bairro Mansões de

Santo Antônio, Campinas - SP

Década de 70

• Fábrica que recuperava solventes a partir de

resíduos industriais ou solventes contaminados

Até 1990

• 13 penalidades e 5 multas. Neste ano ela foi

interditada

Em 1996

• Uma construtora comprou o terreno para construir

um conjunto de apartamentos.

Foram projetadas 4 blocos de apartamentos, sendo que três já foram construídos (52

apartamentos cada) e um dos blocos já está ocupado pelos moradores

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Estudo de caso 2 –

Caso da contaminação no

condomínio Parque Primavera – bairro Mansões de

Santo Antônio, Campinas - SP

2001: Cetesb autuou a construtora e impediu o término das obras devido a contaminação do local – gases tóxicos na camada superficial do solo devido aos antigos resíduos.

• Exposição prolongada a essas substâncias pode ser cancerígena • Foram interditados poços artesianos e está proibida a movimentação de solo

Em 2011 a construtora foi obrigada

a instalar um sistema de retirada

de vapores do subsolo e os

moradores foram obrigados a

desocupar o prédio

(26)

Estudo de caso 2 –

Caso da contaminação no

condomínio Parque Primavera – bairro Mansões de

Santo Antônio, Campinas - SP

2014:

Os poluentes retirados da área não

são mais detectados na atmosfera

2016 : A água e o solo da região ainda não

podem ser utilizados

Custos até o momento R$ 3 milhões.

O sistema consiste em tubos de concreto enterrados entre 30 centímetros e 1 metro abaixo do solo, com paredes porosas. O vapor é sugado pelas aberturas e passa por camadas de carvão ativado para filtrar os vapores e liberar o vapor limpo por uma chaminé interligada.

(27)

Pedreira Paulo Leminski/ Opera de Arame Pedreira Municipal e usina de asfalto. Ano: 1990

(28)

Parque Tanguá (Curitiba e Almirante Tamandaré)

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ESTUDO DE CASO 3:

ROMPIMENTO DE BARRAGEM DE

REJEITOS

(30)

Estudo de caso 3 – Contaminação rompimento

de uma barragem de rejeitos

Problema ambiental: rompimento de uma barragem

de rejeitos de uma indústria, com vazamento de mais

de 1 bilhão de litros de um composto escuro, mas

bom baixa toxicidade. O resíduo atingiu o solo e

águas superficiais, afetando 3 estados e deixando 600

(31)

Estudo de caso 3 –

Caso da barragem em

Cataguases – MG em 2003

• Barragem de rejeitos de uma indústria de papel

• Rompimento causou o vazamento de 1,4 bilhões de litros de

licor negro

• Composição do licor negro: lignida e sódio

• Causas: falta de manutenção do barramento

(32)

Estudo de caso 3 –

Caso da barragem em

Cataguases – MG em 2003

• Acidente afetou 3 estados e deixou 600 mil pessoas sem água

• Atingiu a Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul

• Gerou mortandade de peixes, interrupção do abastecimento

de água de vários municípios dos estados de Minas Gerais e

do Rio de Janeiro por cerca de 10 dias

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Estudo de caso 3 –

Caso da barragem em

Cataguases – MG em 2003

• Empresa gastou R$ 1,5 milhões para recuperar a área afetada

• Análises do rejeito indicaram que não apresentava toxicidade

• Depois do acidente as barragens foram esvaziadas

(34)

Estudo de caso 3 –

Caso da barragem em

Cataguases – MG em 2003

• A empresa implementou ações voltadas à recomposição da estabilidade da barragem, a recuperação das margens do Córrego do Cágado, proteção de nascentes, repovoamento com espécies de peixes nativos e remoção dos resíduos acumulados nas propriedades rurais.

• Foram implantadas medidas para tratamento dos resíduos remanescentes nos reservatórios da barragem da Fazenda Bom Destino.

• Foram realizados trabalhos de desmonte e recobrimento do solo da barragem e trabalhos de tratamento do solo visando a revegetação.

• Aplicação de gesso, calcário e adubação para plantio. No local ainda foi plantado um coquetel de sementes composto por gramíneas e leguminosas.

(35)

Estudo de caso 3 –

Caso da barragem em

Cataguases – MG em 2003

• Ibama aplicou multa de R$ 50 milhões, mas o processo até hoje não foi julgado

• Relatos recentes de moradores: "Muito se falou do que aconteceu aqui e todos tinham medo do tal líquido negro que se espalhou no rio. Já os mais novos pouco sabem do acidente. Mas ainda bem que não temos mais barragem aqui”

• “Atualmente, poucos falam desse ocorrido, como ninguém mais vê o licor preto nas águas do Rio Pomba, acaba que esquecemos.”

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Desastre de Mariana – MG 2015

• 62 milhões de toneladas de lama, rejeito da exploração de minério de ferro, que vazaram após o rompimento das barragens de Fundão e

Santarém, em Mariana - MG

• As toneladas de lama atingiram o Rio Doce e o mar no litoral do Espírito

Santo, a mais de 100 quilômetros de distância

• Custo de recuperação poderá custar entre R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões • A empresa tinha um seguro de US$ 1 bilhão (R$ 3,8 bilhões) contra

desastres

• Inicialmente, a Samarco assinou um termo de R$ 1 bilhão para custear as obras de remediação

• Prejuízos já somam R$ 1,2 bilhões, 321 mil pessoas foram atingidas pelo desastre, impactos diretos no abastecimento de água

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Desastre de Mariana – MG 2015

O que foi feito até o presente momento:

• Planos de recuperação foram “elaborados”, envolvendo relatório com levantamento dos danos ambientais, econômicos e humanos

• Assinatura de um “acordo” entre os poderes públicos federal, dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo com a mineradora Samarco:

• Objetivo de criar um fundo de R$ 20 bilhões para recuperar a Bacia do Rio Doce em 15 anos (a mineradora deverá contribuir com R$ 4,4 bilhões até 2018, e novos aportes a cada ano)

• Horizonte de 15 anos para recuperação, com reparação integral das condições socioeconômicas e do meio ambiente afetados, sem limites financeiros até a integral reparação

• As ações serão executadas pela iniciativa privada, mas fiscalizadas pelos estados

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http://sistemavetiver.blogspot.com.br/2014_09_01_archive.html http://www.sorocaba.unesp.br/Home/Pos-Graduacao/PosCA/dissertacao-thales-medeiros.pdf http://www.ciencia-online.net/2014/03/5-fatos-derramamento-exxon-valdez.html http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/o-desastre-ecologico-do-superpetroleiro-exxon-valdez-no-alasca-em-1989-9938120 http://bioremediationoilspillage.blogspot.com.br/p/exxon.html http://centers.njit.edu/nrdp/field-studies/alaska-2009-pt2.php http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/11/mariana-os-dramas-e-culpas-pela-tragedia.html http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2015/11/em-cataguases-barragem-rompida-foi-desativada-apos-acidente-em-2003.html http://brasil.elpais.com/tag/desastre_mariana/a http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,desastre-em-mariana-mg-custara-ate-r-14-bi--dizem-tecnicos,10000002170 https://jornaloexpresso.wordpress.com/2015/11/12/o-antes-e-o-depois-do-desastre-ambiental-de-mariana-em-fotos-de-satelite/ http://g1.globo.com/minas-gerais/desastre-ambiental-em-mariana/noticia/2016/03/acordo-para-recuperar-rio-doce-e-assinado-no-planalto.html

Referências

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