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EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS SIGNIFICANDO A FORMAÇÃO INICAL DE PROFESSORES: O CASO DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU

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Academic year: 2021

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EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS SIGNIFICANDO A FORMAÇÃO 

INICAL DE PROFESSORES: O CASO DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU 

 

 

 

  Resumo 

Apresentamos  uma  experiência  vivida  por  docentes  e  acadêmicos  do  curso  de  Matemática  –  Licenciatura  de  um  Instituto  Federal  de  Educação,  Ciência  e  Tecnologia  do  RS.  Nesta analisamos o processo de aprendizagem da equação  do  2º  grau  por  alunos  do  8º  ano  de  uma  escola  pública.  A  experiência  foi  organizada  para  (re)significar  o  olhar  dos  acadêmicos  sobre  os  processos  de  aprendizagem  dos  alunos.  O  planejamento  didático,  a  ação  pedagógica  e  a  análise  das  aprendizagens  significaram  discussões  desenvolvidas  em  componentes  curriculares  do  curso,  em  uma Prática como Componente Curricular (PPC). Utilizamos  o  Algeplan  e  os  softwares  Equação  do  2º  grau  e  Parábola  como  recursos  didáticos.  Como  fundamentos  teóricos  utilizamos  a  teoria  dos  registros  de  representação  semiótica,  de  materiais  didáticos  (MD)  e  softwares.  Da  experiência  destacamos  os  recursos  didáticos  como  produtores  de  registros  de  representações  diferentes  que  possibilitam  transformações  e  aprendizagens.  O  olhar  dos  acadêmicos  sobre  os  alunos  nas  aprendizagens  permitiu  aproximar a rotina da sala de aula à formação inicial e, com  isso, significar discussões desenvolvidas no curso.    Palavras‐chave: Formação inicial. Aprendizagem da  equação do 2º grau. Representações semióticas. Materiais  didáticos      Roberto Preussler  Instituto Federal de Educação, Ciência e  Tecnologia Farroupilha  [email protected]        Neiva Ignês Grando  UPF  [email protected]   

 

 

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Introdução

 

Os  Parâmetros  Curriculares  Nacionais  (PCNs)  postulam  a  necessidade  de  rever  a  formação  inicial  e  continuada  de  professores  de  matemática.  Solicitam  aos  professores  práticas  pedagógicas  que  utilizem  materiais  didáticos  e  que  orientem  os  processos  de  ensino  e  aprendizagem.  Para  isso  é  necessário  valorizar  as  tendências  da  Educação  Matemática  que  orientam  os  fundamentos  da  aprendizagem,  os  procedimentos  metodológicos  e  a  utilização  de  recursos  didáticos.  Consubstanciam  Grando  e  Marasini  (2012)  quando  ressaltam  a  necessidade  das  escolas  avaliarem  suas  práticas  e  compreendê‐las teoricamente.  

A demanda da Educação Matemática advinda da sociedade complexa, em que os  recursos tecnológicos se fazem presentes primeiro na vida individual e social e, depois, na  escolar,  requer  uma  formação  de  professores  não  mais  projetada  para  um  futuro  profissional,  mas,  sim,  para  uma  ação  pedagógica  presente,  atenta  e  sensível  às  modificações  e  aos  recursos  do  contexto.  Com  olhar  qualitativo,  acompanhada  pelos  acadêmicos do 5º semestre da Licenciatura, desenvolvemos uma experiência pedagógica  que contemplasse o ciclo “compreender, planejar, executar e avaliar situações de ensino  e de aprendizagem” (BRASIL, 2001, p. 54) proposto pelo Conselho Nacional de Educação  (CNE)  ao  orientar  a  Prática  como  Componente  Curricular  (PCC)  às  licenciaturas.  A  experiência  teve  como  objetivo  analisar  o  processo  de  aprendizagem  da  equação  de  2º  grau  por  alunos  do  8º  ano  do  Ensino  Fundamental  e  (re)significar  discussões  desenvolvidas  em  componentes  curriculares  da  Licenciatura.  Para  viver  a  experiência,  buscamos recursos nos materiais didáticos (MD) e softwares.  

O desafio na escolha do tema – equação do segundo grau – foi dos acadêmicos.  Inicialmente por considerar um conteúdo difícil de ensinar e, também, porque relatavam  que na época de estudantes aprenderam de forma abstrata, de um modo convencional,  com quadro e giz, sem qualquer recurso auxiliar. Esses motivos desafiaram a construção,  a  experimentação  e  a  avaliação  de  uma  prática  pedagógica  que  trouxesse  uma  experiência‐verdadeira de sala de aula para ser discutida durante a formação inicial.  

Uma  perspectiva  interdisciplinar  perpassa  o  planejamento  quando  se  envolvem  conceitos  relacionados  a  vários  componentes  estudados na  Licenciatura.  Com  isso  seria 

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possível trazer a vida da escola para (re)significar algumas aprendizagens acadêmicas. A  proposta construída pelos acadêmicos e orientada pelo professor tinha como princípios:  valorizar  a  autonomia  intelectual  dos  alunos;  sua  ação  enquanto  sujeitos  da  aprendizagem;  as  capacidades  criadoras  e  a  utilização  de  recursos  didáticos  como  provocadores de registros de representações.  

A seguir apresentamos os fundamentos da teoria dos registros de representação  semiótica  que  orientaram  o  olhar  sobre  as  aprendizagens.  Algumas  discussões  sobre  o  uso  de  materiais  didáticos  e  softwares  e,  alguns  significados  construídos  pelos  acadêmicos ao viver a experiência. 

 

1 Fundamentos da aprendizagem 

Ao  relatarem  pesquisa  em  que  analisam  percepções  e  procedimentos  dos  estudantes  da  educação  básica  sobre  procedimentos  algébricos,  Grando  e  Marasini  destacam que é “necessário elaborar propostas que consideram princípios pedagógicos  fundamentados  teoricamente  e  que  despertem  no  estudante  o  desejo  de  aprender  matemática.”  (2013,  p.  419).  Ao  encontro,  Raymond  Duval  descreve  que  a  originalidade  de uma abordagem cognitiva deve descrever o funcionamento cognitivo do pensamento  matemático. Salienta que, uma teoria deve possibilitar “ao aluno compreender, efetuar e  controlar ele próprio a diversidade de processos matemáticos que lhe são propostos em  situações de ensino.” (2003, p. 12). 

Considerando  isso,  a  prática  posicionou  os  alunos  como  sujeitos  no  processo  de  aprendizagem, de modo a motivá‐los a aprender. Assim seria possível avaliar a postura do  professor  (neste  caso  os  acadêmicos)  ao  dirigir  a  aprendizagem  dos  alunos.  Os  pressupostos  da  experiência  posicionaram  o  professor  como  alguém  que  organiza  a  situações  de  ensino  e  de  aprendizagem  em  que  a  autonomia  na  ação  do  aluno  é  privilegiada. 

A  teoria  dos  registros  de  representação  semiótica  destaca  a  variedade  de  representações  utilizadas  em  matemática  –  além  do  sistema  de  numeração,  existem  as  figuras geométricas, as escritas algébricas e formais, as representações gráficas e a língua 

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natural  (DUVAL,  2003).  O  autor  observa  que  para  a  compreensão  de  um  objeto  matemático é necessária “a coordenação de ao menos dois registros de representações  semióticas”  (2003,  p.  15).  Essa  coordenação  pressupõe  uma  transformação  do  objeto  matemático  nos  dois  registros.  Descreve  que  “a  originalidade  da  atividade  matemática  está na mobilização simultânea de ao menos dois registros de representação ao mesmo  tempo,  ou  na  possibilidade  de  troca  a  todo  o  momento  de  registro  de  representação”  (2003, p. 14).  

Assim,  para  a  compreensão  e  transposição  dos  fundamentos  teóricos  ao  planejamento  da  experiência,  com  os  acadêmicos  necessitamos  estudá‐los.  A  seguir  apresentamos  alguns  dos  conceitos  teóricos  propostos  por  Duval  para  entender  o  “desenvolvimento  dos  conhecimentos”  (2009,  p.  37)  que  pautaram  as  discussões  acadêmicas.  Apresentamos  os  conceitos  de  transformação,  sistema  de  representação,  coordenação  entre  registros,  diversificação  dos  registros  de  representação  e  objeto  matemático.  

Duval  destaca  que  existem  dois  tipos  de  transformação  de  representações  semióticas.  Uma  chamou  de  tratamento  e  outra  de  conversão.  Os  tratamentos  são  transformações  que  ocorrem  dentro  de  um  mesmo  sistema  de  registro,  normalmente  utilizando procedimentos de justaposição. “De um ponto de vista ‘pedagógico’, trata‐se  de algumas vezes procurar o melhor registro de representação a ser utilizado para que os  alunos  possam  compreender”  (2003,  p.  15).  Já  as  conversões  são  transformações  de  registros  que  ocorrem  com  mudança  de  sistema  de  representação,  mantendo‐se  o  mesmo objeto representado. Afirma o autor que a “conversão implica a coordenação de  registros  mobilizados”  (2003,  p.  15).  A  mudança  de  sistema  pode  ocorrer  com  a  transformação do objeto da escrita algébrica para a representação gráfica, por exemplo. 

Na  análise  do  desenvolvimento  dos  conhecimentos  e  de  alguns  obstáculos  encontrados  nas  representações  fundamentais  relativas  a  raciocínios  e  à  aquisição  de  tratamentos  lógicos  matemáticos,  Duval  destaca  “três  fenômenos  que  aparecem  estreitamente  ligados”  (2009,  p.  37,  grifo  do  autor).  O  primeiro  deles  “é  o  da  diversificação dos registros de representação semióticos” (2009, p. 37, grifo do autor).  Explica  que  uma  posição  clássica  de  diversificação  pode  ser  feita  entre  a  linguagem 

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natural e as linguagens simbólicas. Elas constituem dois sistemas de registros diferentes.  O  autor  exemplifica  para  sistemas  diferentes:  “os  esquemas,  as  figuras  geométricas,  os  gráficos cartesianos, ou as tabelas” (2009, p. 38). 

O  segundo  fenômeno  “é  a  diferenciação  entre  representante  e  representado”  (2009,  p.  38,  grifo  do  autor),  ou  seja,  é  a  diferença  entre  a  forma  utilizada  para  a  representação e o seu conteúdo. Ressaltamos a complexidade quando Duval afirma que,  essa diferenciação entre forma e conteúdo não é adquirida de imediato, independente do  registro  e  do  estágio  do  desenvolvimento.  Ela  normalmente  está  associada  a  “compreensão  do  que  uma  representação  representa  e,  então,  à  possibilidade  de  associar a ela outras representações e de integrá‐las nos procedimentos de tratamento.”  (2009, p. 38). 

O  outro  fenômeno  é  o  que  chamou  de  “coordenação  entre  os  diferentes  registros”  (2009,  p.  38,  grifo  do  autor).  Para  ele,  na  coordenação  entre  os  registros,  obstáculos  de  não‐congruência  podem  ocorrer,  dificultando‐a.  Mas,  evidencia  que  os  estudos sobre as aprendizagens devem considerar os três fenômenos. 

Nesse sentido, Duval afirma que, “se o objeto é acentuar a compreensão de uma  noção matemática, pode ser importante que tais sequências sejam construídas por dois ou  três pares de registros [...]” (2003, p. 27, grifo do autor). Refere‐se propondo que, para a  compreensão do objeto matemático deve‐se considerar sua articulação nos dois sentidos  da  conversão.  Para  ele  a  conversão  entre  registros  ocorre  com  a  mudança  de  registro,  por  exemplo,  um  objeto  escrito  na  forma  algébrica  passa  a  ser  representado  na  forma  gráfica. Para a articulação entre os registros de representação semiótica Duval descreve  que 

A  constituição  das  seqüências depende  evidentemente da natureza  dos  fenômenos que se deseja estudar. Quando se trata da articulação entre  dois  registros  em  relação  à  representação  de  um  objeto  matemático,  duas  ou  três  condições  devem  ser  efetivamente  respeitadas:  primeiramente, a seqüência deve ser construída de uma série de tarefas  que tratem dos dois sentidos da conversão; em segundo lugar, para cada  sentido  da  conversão  deve  haver  tarefas  que  comportem  casos  de  congruência e casos mais ou menos complexos de não‐congruência. (2003,  p. 27, grifos do autor). 

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No  desenvolvimento  da  proposta  buscou‐se  organizar  a  “série  de  tarefas”  de  modo  que  os  recursos  didáticos  permitissem  as  transformações  do  objeto  matemático  nos diferentes sentidos da conversão. Ao docente e aos acadêmicos o desafio inicial foi  entender  os  conceitos  teóricos,  visando  sua  transposição  na  materialização  da  experiência. A escolha dos recursos, uma análise sobre eles foi desenvolvida observando  suas possibilidades de representação. Esses recursos são apresentados a seguir. 

 

2 Os recursos didáticos 

Material didático (MD) é qualquer recurso ou ferramenta favorável ao processo de  ensino  e  aprendizagem  (LORENZATO,  2006).  Para  o  autor,  este  auxilia  o  professor  a  tornar o ensino mais atraente e acessível e, aumentar o interesse e o envolvimento dos  alunos. Como sua função mediadora depende dos objetivos propostos ele serve como o  terceiro elemento na relação entre o professor e o aluno. Ao analisar as funções dos MD,  Lorenzato sugere algumas questões:  

 

Os  MD  podem  desempenhar  várias  funções,  conforme  o  objetivo  a  que  se  prestam,  e,  por  isso,  o  professor  deve  perguntar‐se  para  que  ele  deseja utilizar o MD: para apresentar um assunto, para motivar os alunos,  para auxiliar  a memorização  de resultados, para facilitar a redescoberta  pelos alunos? São as respostas a essas perguntas que facilitarão a escolha  do MD mais conveniente à aula. (2006, p. 18). 

 

Nesse sentido, entende‐se que a ação na sala de aula depende da escolha dos MD  adequados  aos  objetivos  de  ensino.  A  adequação  dos  MD,  as  formas  de  utilização  e  os  desafios provocadores de aprendizagens são planejados pelo professor orientados pelos  pressupostos  teóricos  e  metodológicos.  Então  a  escolha  dos  materiais  utilizados  na  experiência  passou  por  várias  discussões.  No  debate  acadêmico,  as  possibilidades  de  representações permitidas pelos recursos foram discutidas visando às aprendizagens da  equação de 2º grau.   

Mesmo  assim,  “o  MD  não  é  garantia  de  um  bom  ensino,  nem  de  uma  aprendizagem  significativa  e  não  substitui  o  professor”  (2006,  p.  18).  Entende‐se  que  o  sucesso da atividade também relaciona variáveis subjetivas que estão ligadas ao estado 

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de cada aluno e, para isso, é necessário uma atividade mental dele com o MD em busca  de relações e do objeto matemático.  

A ação e a reflexão do aluno constituem‐se o movimento que o leva à abstração  das  regularidades  matemáticas.  Assim  sendo,  os  MD  devem  permitir  ações  externas  de  modo  que  o  aluno  construa  reflexões  internas  que  levam  às  aprendizagens.  Nesse  processo, a criatividade, a descoberta e a qualidade das relações produzidas podem levar  o aluno a ampliar sua autonomia diante da aprendizagem e, com isso, valorizar sua forma  particular de aprender. Passos escreve que    [...] os conceitos matemáticos que eles devem construir, com a ajuda do  professor, não estão em nenhum dos materiais de forma que possam ser  abstraídos deles empiricamente. Os conceitos serão formados pela ação  interiorizada  do  aluno,  pelo  significado  que  dão  às  suas  ações,  às  formulações que enunciam, às verificações que realizam. (2012, p. 81).   

A concepção de aprendizagem evidenciada pela autora serviu de base para nossa  experiência.  Colaboram  ainda,  Rego  e  Rego  quando  ressaltam  que  nas  relações  com  os  MD os alunos devem 

 

i) ampliar  sua  linguagem  e  promover  a  comunicação  de  ideias  matemáticas; 

ii) adquirir  estratégias  de  resolução  de  problemas  e  de  planejamento  de ações; 

iii) desenvolver sua capacidade de fazer estimativas e cálculos mentais;  iv) iniciar‐se  as  métodos  de  investigação  científica  e  na  notação 

matemática; 

v) estimular sua concentração, perseverança, raciocínio e criatividade;  vi) promover a troca de ideias por meio de atividades em grupos;  vii) estimular  sua  compreensão  de  regras,  sua  percepção  espacial, 

discriminação visual e a formação de conceitos. (2012, p. 43‐44).   

Com isso, destacamos a dimensão de possibilidades dos Materiais Didáticos. Vale  salientar  que,  por  si  só,  o  MD  não  garante  aprendizagem,  mas  especialmente,  o  modo  como o planejamento didático conduz a utilização dos MD pode levar às aprendizagens.  Os  materiais  descritos  a  seguir  foram  pensados  para  permitir  aos  alunos  as  transformações necessárias ao desenvolvimento dos conhecimentos sobre equação do 2º  grau.  

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2.1 O Algeplan 

Consiste  num  conjunto  de  peças  quadradas  e  retangulares  que  devem  ser  relacionadas às equações do 2º grau. Para a experiência, as peças foram confeccionadas  em  EVA  de  cores  diferentes,  as  vermelhas  significando  valores  positivos  e  as  cinza  os  valores  negativos.  As  formas  de  utilização  dependem  dos  objetivos  de  ensino  e,  para  objetivos  diferentes  existem  outras  versões  do  Algeplan.  No  nosso  caso,  pretendíamos  calcular  o  valor  das  raízes  da  equação  do  2º  grau  pelo  método  da  fatoração.  A  figura  1  expressa o formato do Algeplan utilizado.     Figura 1 –  Formato das peças do Algeplan.    Fonte – Dados da experiência.    Equação do 2º grau é toda equação de incógnita x que pode ser escrita na forma    em  que  a  ≠  0  e,  a,  b  e  c  são  os  coeficientes  da  incógnita  x  (CARAÇA, 

1951). Para exemplificar, apresenta‐se a equação  , em que os coeficientes 

a  =  1,  b  =  6  e  c  =  5.  Na  solução  de uma  equação  de  2º  grau  encontramos  as  raízes,  que,  substituídas  pela  incógnita  tornam  a  sentença  verdadeira.  Então,  para  essa  equação,  temos as raízes – 1 e – 5, como visualizamos na sequência: 

   

 

 

Para cálculo das raízes da equação de 2º grau utilizamos o método da fatoração.  Consiste  em  identificar  os  fatores  que  multiplicados  levam  a  equação  original.  Eles  são 

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obtidos  a  partir  da  soma  dos  lados  na  disposição  das  peças  do  Algeplan  (figura  2).  A  disposição das peças do Algeplan varia para cada equação. Assim, fatorar uma equação  do  2º  grau  constitui‐se  em  organizar  um  quebra‐cabeça.  Para  o  exemplo,  é  necessário  separar as peças que representam a equação x² + 6x + 5 = 0, ou seja: 1 quadrado grande  representado x², 6 retângulos representado 6x e, 5 quadrados pequenos representando 5  unidades (figura 2). Todos da mesma cor por tratar‐se de valores positivos.    Figura 2 – Representação geométrica da equação x² + 6x + 5 = 0 no Algeplan.    Fonte – Dados da experiência.    A equação x² +6x + 5 = 0 que terá como fatores (x + 5) e (x + 1). Para cálculo das  raízes é necessário igualar os fatores a zero.        Assim, as raízes da equação x² +6x + 5 = 0 são ‐5 e ‐1.  

Os  alunos  utilizaram  procedimento  semelhante  para  solucionar  as  equações  propostas  na  experiência.  Sugerimos  que  registrassem  as  respostas  nas  fichas  das  atividades.  No  segundo  momento  utilizamos  o  software  Equação  do  2º  Grau  (figura  3)  para certificação do cálculo das raízes.   

   

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2.2 Os softwares 

Com a presença das tecnologias da informática no ambiente escolar é necessário  um  repensar  as  práticas  educativas.  Uma  reflexão  foi  desenvolvida  com  os  acadêmicos  para  entender  algumas  orientações  do  uso  desses  recursos  nas  aprendizagens  em  matemática.  Naquele  momento  foi  oportuno  um  afirmação  de  Miskulin  (2006)  quando  orienta que o ambiente tecnológico, por mais rico e construtivo que seja, por si só, não é  suficiente  para  promover  contextos  propícios  à  exploração  e  construção  do  conhecimento.  Para  que  a  aprendizagem  aconteça  é  necessário  um  planejamento  adequado  que  estabeleça  as  formas  de  utilização  da  informática  e  as  ações  de  pensamento dos alunos. Com isso é possível que alunos e professores assumam o papel  de sujeitos críticos no processo de aprendizagem. 

Os  softwares  Equação  do  2º  Grau  e  Parábolas  (figura  4)  foram  pensados  para  atribuir  autonomia  ao  pensamento  dos  alunos  e,  também,  como  produtores  de  outras  formas  de  registros  semiótico,  contribuindo  com  as  aprendizagens.  As  figuras  3  e  4  apresentam as telas dos softwares.    Figura 3 – Software Equação do 2º grau.    Fonte – Software.   

As  representações  algébricas  das  equações  do  2º  grau  foram  transformadas  em  geométricas com o Algeplan. Esse movimento de transformações algébrica e geométrica 

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foi constante no cálculo das raízes, porém, buscamos ainda representá‐las graficamente  e, para isso, utilizamos o software Parábolas (figura 4).    Figura 4 – Software Parábolas.    Fonte ‐ Software.   

Os  PCNs  orientam  o  uso  das  tecnologias  em  sala  de  aula  como  fonte  de  informação,  poderoso  recurso  para  alimentar  o  processo  de  ensino  e  aprendizagem  ou  como auxiliar no processo de construção de conhecimento e, também, como meio para  desenvolver autonomia que possibilite pensar, refletir e criar soluções (BRASIL, 1998). 

Nesse  sentido  Gravina  e  Santarosa  explicam  que  os  softwares  permitem  “mudar  os limites entre o concreto e o formal” (1988, p. 8). Quando relacionam ao contexto da  matemática,  sugerem  que  as  ações  iniciem  sobre  ‘objetos  concretos’  para  que  se  transformem em ‘esquemas’. Esses, logo após num estágio mais avançado são as ações  sobre  ‘objetos  abstratos’  que  se  transformam  em  “conceitos  e  teoremas”.  Assim,  pensamos que os softwares poderiam contribuir com a aprendizagem da equação do 2º  grau. Algumas discussões são desenvolvidas a seguir. 

 

3 Apresentação e discussão da experiência 

Inicialmente  os  alunos  foram  orientados  ao  reconhecimento  do  Algeplan,  suas  formas  e  características  (figura  1).  Informamos  que  o  quadrado  maior  representa  x²,  o  retângulo representa x, o quadrado menor representa as unidades, e, quanto às cores, as  peças  vermelhas  representam  números  positivos  e  as  peças  cinza  números  negativos. 

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Após  análise,  os  alunos  representaram  as  formas  geométricas  e  descreveram  suas  medidas.     Figura 5 – Representação das formas do Algeplan por duas duplas.      Fonte – Dados da experiência.     

Em  seguida,  foram  orientados  a:  (1)  identificar  nas  equações  de  2º  grau   os coeficientes numéricos a, b e c; (2) representar as equações com o  Algeplan dispondo suas peças em forma de retângulo; (3) observar os fatores formados  pela  soma  da  medida  dos  seus  lados  –  uma  equação  de  1º  grau;  (4)  desenhar  a  figura  (retângulo) que se formou ao dispor as peças do Algeplan e escrever as medidas ao lado;  (5)  por  fim,  igualar  cada  fator  a  zero  e  calcular  as  raízes  da  equação.  Aos  alunos  foi  fornecida  uma  tabela  com  equações  diferentes  (tabela  1).  Essa  deveria  ser  preenchida  com os valores calculados.  

 

Tabela 1 – Ficha para registro da atividade desenvolvida ao disporem as peças  do  Algeplan:  identificação  dos  coeficientes,  organização  dos  fatores  e  cálculo  das raízes. 

  Fonte – Dados da experiência. 

 

Para  identificação  dos  fatores  os  alunos  necessitavam  manusear  o  Algeplan.  Ao  obter os fatores da primeira equação: x² + 2x + 1 = 0 um aluno comentou: “Mas profe a  figura não  devia ser um retângulo? Aqui formou um quadrado.” Por isso, foi necessário 

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retomar  que  todo  quadrado  é  um  retângulo  (DOLCE  e  POMPEO,  2005,  p.  110).  Nesse  exemplo,  a  disposição  do  Algeplan  forma  um  quadrado  e,  nesses  casos  as  raízes  coincidem. Não percebemos dificuldades dos alunos ao dispor o Algeplan, representar as  equações  e  identificar  os  fatores.  Algumas  intervenções  foram  necessárias  na  diferenciação das peças vermelhas e cinza, quando haviam valores positivos e negativos,  como mostram a figura 6.    Figura 6 – Alunos representando as equações do 2º grau com o Algeplan.    Fonte – Dados da experiência.     

Em  seguida  deveriam  calcular  as  raízes  das  equações  a  partir  dos  fatores  encontrados. Para esses cálculos percebemos algumas dificuldades. A figura 7 apresenta  o resultado encontrado por uma dupla.    Figura 7 –  Registro da atividade de cálculo das raízes.    Fonte – Dados da experiência.     

Na  última  atividade  do  primeiro  encontro,  o  objetivo  era  observar  se  os  alunos  conseguiam  resolverem  as  equações  do  2º  grau  sem  o  uso  do  Algeplan.  Para  isso,  sugerimos a utilização de desenhos, escritas ou o que entendessem ser necessário. Nessa  atividade dois alunos desenham o Algeplan e os outros realizaram somente cálculos. Isso 

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nos  permitiu  uma  observação  interessante,  somente  os  alunos  que  fizeram  desenhos  conseguiram respostas corretas ao calcular as raízes das equações do 2º grau. Outro fator  interessante  foi  a  forma  como  eles  desenharam  o  Algeplan,  pois  a  mesma  equação  foi  representada de forma distinta (figura 8). Com essas ações podemos perceber modos de  pensar diferentes e entendimentos individuais.              Figura 8 – Representação geométrica para a equação x² + 4x +3 = 0.    Fonte – Dados da experiência.   

Ao  finalizar  o  primeiro  encontro,  alguns  significados  tornaram‐se  presentes  na  análise  da  experiência  realizada  com  os  acadêmicos:  (1)  os  alunos  demonstraram‐se  familiares  no  manuseio  do  MD,  mesmo  não  os  conhecendo.  Com  isso  (re)significamos  alguns  (pre)conceitos  ao  uso  de  MD;  (2)  ao  perceber  que  somente  os  alunos  que  desenharam  a  forma  geométrica  do  Algeplan  acertaram  os  cálculos  das  raízes,  os  acadêmicos  (re)discutem  a  importância  que  a  representação  escrita  –  registro  pedagógico  –  exerce  na  mobilização  do  pensamento.  Ficou  evidente  que  a  visualização  do registro geométrico na transformação algébrica influenciou na aprendizagem; (3) foi  importante perceber que há momentos em que é necessário deixar os alunos interagir e,  em  outros,  são  necessárias  intervenções  dos  professores.  Isso  significou  o  olhar  dos  acadêmicos sobre o aluno no momento da aprendizagem, evidenciando a necessidade de  um tempo para o aluno analisar, pensar e apreender; (4) as dificuldades de alguns alunos  foram  percebidas  ao  realizar  os  cálculos.  Situação  não  esperada,  pois,  tratavam‐se  de  operações  simples  que  estavam  habituados  a  desenvolver.  Esperava‐se  que  as  dificuldades  estivessem  relacionadas  ao  uso  do  MD  que  não  conheciam,  mas,  isso  não  observamos;  (5)  percebemos  também  que,  devemos  valorizar  o  modo  pessoal  de  cada  aluno  agir.  Observamos  as  diferenças  na  representação  do  pensamento  dos  alunos  ao 

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realizar as atividades. Com isso ressaltamos a necessidade de valorizar os alunos na sua  individualidade  e,  refletimos  com  os  acadêmicos,  o  ensino  coletivo  –    homogêneo  –  dirigido pelo professor aos alunos no ensino convencional. 

Ao  iniciarmos  o  segundo  encontro,  retomamos  a  atividade  anterior  e  apresentamos o software Equação do 2º grau.  Esse calcula as raízes da equação  e, com  ele,  conferimos  todos  os  cálculos  realizados  no  primeiro  encontro.  Em  seguida,  apresentamos o software Parábolas. Ele constrói a representação gráfica das equações.  Os elementos das funções estudadas algebricamente deveriam agora ser representados  no gráfico. A figura 9 apresenta os registros da atividade de um aluno quando desenvolve  todo o processo para duas equações: x² ‐ 4x + 4 = 0 e ‐ x² + 4x ‐ 3 = 0. Nesse momento ele  atribui sentido às raízes da equação, pois observa e relaciona as raízes aos pontos onde  toca o eixo das abscissas (x) no gráfico.     Figura 9 – Relação entre o Algeplan, Equação de 2º grau e Parábolas.    Fonte – Dados da experiência.   

  Na  sequência  da  experiência,  orientamos  os  alunos  para  que  utilizassem  a 

linguagem  escrita  para  expressar  suas  conclusões.  Com  isso  pretendíamos  que  registrassem  suas  compressões.  Uma  questão  solicitava  a  análise  relacionando  as 

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atividades do Algeplan ao software Equação do 2º Grau e Parábolas (figura 10). Após as  discussões, registraram.    Figura 10 – Resposta de uma dupla.    Fonte – Dados da experiência.      No segundo encontro também surgiram alguns significados que foram discutidos  com  os  acadêmicos,  que  são  numerados  a  seguir.  Quando  se  expressam  “é  a  mesma  coisa”,  referem‐se  ao  objeto  matemático  estudado  (6).    Essa  expressão  permitiu‐nos  (re)significar  os  fundamentos  teóricos  da  aprendizagem  utilizados  na  experiência.  Observamos  na  avaliação  com  os  acadêmicos  que,  a  compreensão  manifestada  pelos  alunos  foi  resultado  das  transformações  do  objeto  matemático  em  seus  diferentes  registros.  Os  acadêmicos  percebem  que  a  diversificação  dos  recursos  utilizados,  permitindo as diferentes formas de registro semiótico, foram decisivas para isso.  

Em  outra  questão,  os  alunos  relacionaram  o  sinal  do  coeficiente  a  com  a  concavidade da parábola e, assim registram (figura 11):    Figura 11 – Relação entre o sinal do coeficiente a com a concavidade da parábola.    Fonte – Dados da experiência.      Observamos na resposta dos alunos que relacionam a positivo ao gráfico crescente  e  a  negativo  ao  decrescente,  o  que  é  equivocado.  Nesse  momento  intervimos  diferenciando crescente e decrescente de para cima e para baixo e, relacionamos com a  concavidade  da  parábola.  Esse  fato  (7)  permitiu  com  os  acadêmicos  várias  discussões.  Evidenciou  a  necessidade  do  olhar  atento  do  professor/acadêmicos  sobre  o  que 

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expressam  os  alunos  nos  momentos  da  aprendizagem.  O  equívoco  observado  não  representava  um  erro,  mas  sim,  um  não  saber  de  quem  estava  pela  primeira  vez  estudando  esses  conceitos.  Os  acadêmicos  percebem  que  se  essa  resposta  estivesse  numa  avaliação  convencional,  provavelmente  o  aluno  receberia  um  erro  por  algo  que  ainda  não  sabia.  Por  isso,  (re)significamos  a  necessidade  do  olhar  atento  do  professor  sobre/durante o processo de aprendizagens dos alunos. 

E, em especial, a necessidade de com seu saber matemático, intervir no momento  adequado,  a  fim  de,  significar  de  forma  correta  os  objetos  estudados.  Esses  fatores  da  experiência  fizeram  emergir  discussões  sobre  os  saberes  (8)  da  matemática  e  os  fundamentos  da  educação  aliados  ao  cuidado  e  a  sensibilidade  que  o  professor  deve  desenvolver na prática docente.   Em outro momento, os alunos foram instigados a relacionar as raízes da equação  do 2º grau calculadas no Algeplan e no software Equação do 2º grau com o gráfico (figura  12):    Figura 12 – Resposta dos alunos quando relacionam as raízes com o gráfico.    Fonte – Dados da experiência.      Observar que os alunos identificam a representação algébrica que a raiz possui no 

gráfico,  caracterizou  segurança  (9)  dos  acadêmicos  no  fundamento  teórico  da  aprendizagem,  especialmente,  quando  orienta  os  dois  sentidos  que  as  transformações  devem  possuir.  Para  significar  essa  observação,  solicitamos  aos  alunos  que  multiplicassem  os  fatores  encontrados  e  observassem  o  resultado  comparando  com  a  equação original (figura 13).  

     

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Figura 13 – Resposta dos alunos ao analisar o produto dos fatores. 

  Fonte – Dados da experiência. 

 

Na avaliação final da experiência, os acadêmicos se manifestam potencializam as  discussões,  especialmente  no  sentido  de  desvincular  o  discurso  do  senso  comum  presente  inicialmente  na  experiência  (achismos,  prejulgamento  à  escolas,  professores  e  suas  práticas...),  e  voltam‐se  para  um  discurso/olhar  mais  acadêmico,  relacionando  os  fundamentos  teóricos  e  metodológicos  necessários  ao  ensino  e  a  aprendizagem  da  matemática.  Além  de  que,  se  inserem  no  contexto  dos  professores  e  se  (co)responsabilizam com eles. 

 

Considerações finais 

O vivenciar com os acadêmicos experiências pedagógicas que aproximam a sala de  aula da educação básica na formação inicial de professores, faz com que (re)signifiquem  os  componentes  curriculares  e  reflitam  criticamente  acerca  dos  fundamentos  da  aprendizagem necessários à prática docente. A PCC pode tornar‐se um espaço ímpar para  pesquisas  na  formação  inicial.  Envolver  os  acadêmicos  e  alunos  da  educação  básica  em  experiências  de  ensino,  testando  materiais  didáticos  e  observando  processos  de  aprendizagem podem contribuir com a formação.  

Percebemos  que  as  reflexões  produzidas  a  partir  da  prática  docente  possuem  significado  especial  aos  acadêmicos.    Permitem  (re)avaliar  os  elementos  do  planejamento,  que  inicialmente  foram  organizados  para  “dar  certo”  e  podem  ter  se  tornado  “incompletos”.  Observam  com  segurança  os  fundamentos  teóricos  da  aprendizagem  e  as  possibilidades  dos  recursos  didáticos  para  as  representações  matemáticas.  Eles  mudam  qualitativamente  a  sua  relação  com  o  curso  de  formação,  redirecionando‐se  e  comprometendo‐se  com  as  necessidades  dos  professores  e  das 

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escolas  de  educação  básica.  Ao  significar  o  que  é  ser  sujeito  da  sua  aprendizagem,  reveem  a  autonomia  do  aluno  diante  da  aprendizagem  e  da  postura  pedagógica  do  professor enquanto alguém que permite aprender.  

Seria  grandioso  afirmar  que  a  vivência  de  pesquisa  sobre  a  prática  do  professor  em  sala  de  aula,  durante  a  formação  inicial,  pode  levar  os  acadêmicos  a  avaliar  seus  próprios modos de ensinar. Isso atribui um caráter científico à formação inicial e à prática  docente, reinventando‐a e qualificando‐a.   

Referências 

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais –  Matemática. Brasília: MEC/SEF, v. 3. 1997.    BRASIL. MEC/CNE/CP. Diretrizes Curriculares Nacionais para Formação de Professores da  Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Parecer  CNE/CP nº 9/2001.    CARAÇA, Bento de Jesus. Conceitos fundamentais da matemática. Lisboa: Gradiva, 1951.     DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de Matemática Elementar.  Geometria Plana. 8. ed. 7ª reimp. v. 9. São Paulo: Atual, 2005.    DUVAL, Raymond. Registro de representação semiótica e o funcionamento cognitivo da  compreensão em matemática. In: MACHADO, Sílvio Dias Alcântara (Org.). Aprendizagem  em matemática: registros de representação semiótica. São Paulo: Papirus, 2003. p. 11‐34.    _____. Semioses e pensamento humano – registros semióticos e aprendizagens  intelectuais (Fascículo I). 1 ed. Tradução: Lênio Fernandes Levy e Marisa Roâni Abreu da  Silveira. São Paulo, Editora Livraria da Física, 2009.     GRANDO, Neiva Ignês. MARASINI, Sandra Mara. Análise da percepção e procedimentos  algébricos de estudantes da Educação Básica. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 7, n. 2, p  397‐420, jul./dez. 2012.     GRAVINA, Maria Alice; SANTAROSA, Maria Lucila. A aprendizagem de matemática em  ambientes informatizados. Disponível em:  <http://www2.mat.ufrgs.br/edumatec/artigos/artigos_index.php>. Acesso em: 10 nov.  2013.    LORENZATO, Sergio (org.). O laboratório de ensino de matemática na formação de 

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  MISKULIN, Rosana Giaretta Sguerra. Resolução de problemas potencializando processos  formativos de professores que aprendem e ensinam em comunidades. Disponível em  <http://www.rc.unesp.br/serp/trabalhos_completos/completo7.pdf>. Acesso em: 12 dez.  2013.    PASSOS, Carmem Lucia Brancaglion. Materiais manipuláveis como recurso didático na  formação de professores de matemática. In: LORENZATO, Sergio (org.). O laboratório de  ensino de matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados,  2006. p. 77‐92.    REGO, Rômulo Marinho do; REGO, Rogéria Gaudêncio. Desenvolvimento e uso de  materiais didáticos no ensino de matemática. In: LORENZATO, Sergio (org.). O laboratório  de ensino de matemática na formação de professores. 3. ed. Campinas: Autores Associados,  2006. p. 39‐56.   

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