Discovering the Universe
Eighth Edition
Discovering the Universe
Eighth Edition
Neil F. Comins • William J. Kaufmann III
© 2008 W. H. Freeman and Company
CHAPTER 3
A natureza da luz
• As cores da luz
• Até o final do século XVII, acreditava-se que o branco era uma cor fundamental da luz e que as cores do arco-íris eram criadas quando a luz passava de um meio para outro
(refração).
• Newton realizou um experimento fazendo passar um feixe de luz do Sol através de um prisma de vidro.
A natureza da luz
• As cores da luz
• Ao selecionar uma única cor e enviá-la para um segundo prisma, Newton demonstrou que o prisma não cria novas cores.
• Em outro experimento, Newton recriou a luz branca ao combinar as cores de um espectro de luz.
• Ele então concluiu que a luz branca é o resultado de uma mistura de cores e que a refração, quando a luz atravessa o prisma, separa as cores formando um espectro de luz.
A natureza da luz
• Dualidade onda-partícula • Ainda no século XVII,
duas teorias concorriam para explicar a natureza da luz.
• Christiaan Huygens propôs que a luz se propaga em forma de ondas. Newton, através de seus
experimentos, estava convencido de que a luz era formada por partículas.
A natureza da luz
• Dualidade onda-partícula
• Em 1801, Thomas Young incidiu luz de uma única cor sobre duas fendas paralelas.
• O resultado mostrou que a luz, ao atravessar as fendas cria um padrão de
interferência em um anteparo.
• Este fenômeno é igual a interferência produzida por ondas na superfície da
A natureza da luz
• Dualidade onda-partícula • Quando a crista de uma
onda encontra o vale de outra, elas se cancelam formando uma região
intermediária no anteparo • Quando duas cristas ou
dois vales se encontram, ocorre uma soma formando cristas e vales mais
acentuados.
• Dessa maneira, o comportamento
ondulatório da luz foi demonstrado.
A natureza da luz
• A natureza da luz
• Apesar da semelhança com ondas na superfície da água, a natureza das ondas de luz foi descoberta por James Clerk Maxwell no século XIX.
• Maxwell unificou as leis da eletricidade e do magnetismo em quatro equações que descrevem o comportamento e a relação de campos elétrico e magnéticos.
A natureza da luz
• A natureza da luz
• Ao combinar as quatro equações, Maxwell descobriu que os campos elétrico e magnéticos se propagam no espaço em forma de ondas acopladas com velocidade igual a da luz.
• Experimentos seguintes demonstraram que a luz era formada por radiação eletromagnética (onda eletromagnética).
A natureza da luz
• A velocidade da luz
• A primeira evidência da velocidade da luz surgiu em 1675 com a medida do tempo dos eclipses da lua de Júpiter.
• O astrônomo dinamarquês Ole Romer descobriu que os eclipses ocorrem mais cedo do que o previsto quando Júpiter está em oposição e mais tarde quando está próximo da conjunção.
A natureza da luz
• A velocidade da luz
• Romer concluiu que as diferenças nas medidas se deve ao fato da distância extra que a luz deve
percorrer quando Júpiter está em conjunção.
• A luz leva 162 minutos para atravessar o diâmetro da órbita da Terra (2 UA). • A interpretação desse
resultado requer uma
A natureza da luz
• A natureza corpuscular da luz
• Em 1905, Einstein descobriu que a luz também atua como partícula.
• Ele se baseou no fenômeno conhecido como efeito
fotoelétrico: quando um metal é exposto à luz de pequeno comprimento de onda elétrons são arrancados de sua
superfície. O mesmo não ocorre quando o metal é exposto a luz de comprimento de onda grande.
• Os físicos sabiam que os elétrons estavam ligados às
superfície metálicas por forças elétricas e que para arrancá-los era necessário energia.
• Para explicar por que o efeito só ocorria utilizando luz de determinadas cores, Einstein utilizou o conceito de quantum de energia proposto por Max Planck.
A natureza da luz
• Tipos de radiação
• As equações de Maxwell não impõem restrições quanto ao tamanho dos comprimentos de onda da radiação eletromagnética. • Em 1800, o astrônomo
inglês William Herschel descobriu a radiação
infravermelha por acaso. Ao esquecer um
termômetro além do final vermelho do espectro
visível ele registrou um aumento de temperatura.
A natureza da luz
• Tipos de radiação
• Esse tipo de radiação foi descoberta antes das
equações de Maxwell e foi chamada de radiação
infravermelha cujo
comprimento de onda é maior que da luz vermelha visível.
• Nossos corpos identificam a luz infravermelha como calor.
A natureza da luz
• Tipos de radiação
• Em 1888, Hertz produziu radiação eletromagnética com centímetros de
comprimento de onda, hoje chamadas de ondas de
rádio.
• A luz ultravioleta é a
radiação eletromagnética com comprimento de onda menor que da luz azul
A natureza da luz
• Tipos de radiação
• Em 1895, Wilhelm
Roentgen inventou uma máquina capaz de produzir radiação com comprimento de onda menor que do
ultravioleta (raios X). • Radiação com
comprimentos de onda ainda menores são
A natureza da luz
• Tipos de radiação
• Todos os tipos de radiação são fótons que se
propagam com a mesma velocidade (luz) e
apresentam a dualidade onda-partícula.
• Porém, interagem de maneira diferente com a matéria: raios X penetram mais na pele do que a luz visível que é espalhada pela superfície. Nossos olhos respondem apenas à luz visível e etc.
A natureza da luz
• Tipos de radiação
• Nossa atmosfera é transparente a
determinados tipos de radiação e opaca a outros.
Óptica e Telescópios
• Tipos de telescópios
• Telescópios refratores – coletam luz por meio de lentes.
• Telescópios refletores – coletam luz por meio de espelhos.
• Os telescópios de pesquisa modernos usam espelhos. • As lentes ainda são usadas
nas oculares nos binóculos e nas câmeras fotográficas.
Óptica e Telescópios
• Óptica de telescópios refletores
• O primeiro telescópio
refletor foi construído por Newton no século XVII. • A formação da imagem em
um refletor é baseada na lei da reflexão: o ângulo de incidência é igual ao
ângulo de reflexão.
• Essa lei é válida mesmo para os espelhos curvos.
Óptica e Telescópios
• Tipos de telescópios
• Quando uma fonte de luz está muito distante, os raios de luz captados são paralelos entre si.
• Esse é o caso dos raios de luz captados de estrelas, planetas e galáxias.
Óptica e Telescópios
• Óptica de telescópios refletores
• Newton descobriu que um espelho côncavo
parabólico reflete raios de luz paralelos para o mesmo ponto chamado de ponto
focal.
• A distância entre o espelho e o ponto focal é chamada de distância focal.
• Caso o objeto seja extenso como a Lua ou um planeta, os raios de luz convergem para um plano chamado de
Óptica e Telescópios
• Óptica de telescópios refletores
• Para ver a imagem
formada no plano focal, Newton colocou um
pequeno espelho plano
(espelho secundário) a um ângulo de 45º entre o
espelho primário e o
plano focal.
• O espelho secundário
reflete a luz para a lateral do telescópio onde uma
lente ocular direciona os
raios de luz para o olho do observador.
Óptica e Telescópios
• Óptica de telescópios refletores
• Este tipo de refletor é
conhecido como refletor
newtoniano.
• Telescópios newtonianos são populares entre
astrônomos amadores. • Porém, por serem
assimétricos, a imagem é distorcida quando câmera pesadas são acopladas na lateral do telescópio.
Óptica e Telescópios
• Óptica de telescópios refletores
• Existem três modelos para refletores usados em
pesquisa: Cassegrain,
Nasmyth ou Coudé e foco primário.
• No foco Cassegrain um espelho secundário
convexo desvia os raios de luz para um buraco aberto no centro do primário.
• Câmeras podem ser
acopladas na parte traseira do telescópio.
Óptica e Telescópios
• Óptica de telescópios refletores • No foco Nasmyth ou coudé
um espelho terciário curvo desvia os raios de luz para um ponto fora do telescópio.
• Assim, equipamentos ainda mais pesados podem ser
utilizados para analisar a luz. • No foco primário, o detector é posicionado no plano focal do espelho primário. Como há menos perda de luz por reflexões, a imagem obtida é mais brilhante.
Óptica e Telescópios
• Brilho, resolução e aumento • A função mais importante
de um telescópio é fornecer uma imagem brilhante.
• O brilho observado
depende do número total de fótons coletados.
• Quanto maior a área do espelho primário maior a capacidade do telescópio de captar fótons.
Óptica e Telescópios
• Brilho, resolução e aumento
• A resolução angular é a menor distância angular que um telescópio consegue distinguir. Se dois objetos estiverem a uma distância angular menor do que a resolução do
Óptica e Telescópios
• Brilho, resolução e aumento
• O telescópio Keck no Havaí tem resolução de 0,1 arcsec. O telescópio espacial Hubble tem resolução de 0,05 arcsec.
• Um espelho primário com o dobro do tamanho tem resolução duas vezes maior.
Óptica e Telescópios
• Brilho, resolução e aumento
• A distância focal do espelho primário é fixa para um telescópio. Portanto, para aumentar a magnificação da imagem devemos utilizar oculares com distâncias focais menores.
• A magnificação de um telescópio é diretamente proporcional ao diâmetro do espelho primário.
Óptica e Telescópios
• Registro de imagens
• A astronomia deu um grande salto com a
invenção da fotografia no século XIX.
• Acoplando uma chapa
fotográfica no plano focal de um telescópio, o brilho de várias estrelas puderam ser registradas.
• Fazendo uma longa exposição, foi possível
identificar objetos cada vez menos brilhantes.
Óptica e Telescópios
• Registro de imagens
• A imagem é produzida quando um fóton atinge a chapa e gera reações
químicas.
• Entretanto, apenas 2% da intensidade da luz produz reações químicas na chapa fotográfica.
• Assim, para produzir imagens brilhantes é necessário longas exposições.
Óptica e Telescópios
• Registro de imagens • Com o avanço da tecnologia de semicondutores, dispositivos capazes de reagir a 70% da luz que incide sobre ele foram criados.• Estes dispositivos são
chamados de dispositivos
de carga acoplada
(charge-coupled devices ou CCDs).
Óptica e Telescópios
• Registro de imagens
• As CCDs têm resolução melhor que as chapas
fotográficas e respondem mais uniformemente à luz de diferentes cores.
• O menor elemento de uma CCD é o pixel. Quanto maior o número de pixels maior a resolução de uma câmera.
• O maior agrupamento de CCDs utilizado em um telescópio tem 378
Óptica e Telescópios
• Registro de imagens
• Quando um fóton atinge um pixel ele gera uma carga elétrica que fica armazenada no pixel (efeito fotoelétrico) • A carga elétrica é diretamente proporcional ao número de fótons. • Quando a exposição termina a carga de cada pixel é lida pelo
computador gerando uma imagem.
Óptica e Telescópios
• Registro de imagens
• Comparação entre imagens obtidas por chapa fotográfica (a) e CCDs (2 e 3) com o mesmo telescópio e o mesmo tempo de exposição.
Óptica e Telescópios
• Telescópios refratores
• Quando a luz atravessa uma superfície que separa dois meios ela sofre refração.
• As lentes têm superfície de espessura variável. O resultado final é que os raios de luz emergem com direções diferentes da original.
Óptica e Telescópios
• Telescópios refratores
• As lentes convexas (mais finas nas bordas) convergem raios de luz paralelos. Enquanto que as côncavas divergem os raios de luz.
• Lentes convexas utilizadas em telescópios são chamadas de
lentes objetivas. Os telescópios que utilizam lentes para
Óptica e Telescópios
• Telescópios refratores
• As lentes também são utilizadas nas oculares. A função dessas lentes é tornar os raios novamente paralelos.
• A distância entre a objetiva e o ponto focal é chamado de distância focal da lente.
Óptica e Telescópios
• Telescópios refratores
• Um telescópio refrator é a combinação de duas lentes: a objetiva e a ocular.
• A lente objetiva fica na parte superior do telescópio e serve para coletar a luz. A lente ocular fica na parte inferior e tem uma distância focal menor para aumentar a imagem formada pela objetiva.
Óptica e Telescópios
• Telescópios refratores
• O maior refrator do mundo fica no Observatório
Yerkes em Williams Bay, Wisconsin tem uma
objetiva de 102 cm (40 polegadas) com distância focal de 19,3 m.
• O segundo maior, com objetiva de 91 cm (36 polegadas) fica no
observatório Lick em San José, Califórnia.
Óptica e Telescópios
• Telescópios refratores
• Os refratores sofrem uma série de desvantagens em relação aos
refletores:
• Aberração cromática: como o índice de refração depende do comprimento de onda da luz, a objetiva tem diferente distâncias focais para diferentes cores.
• Difícil confecção da lente objetiva na forma adequada.
• A lente deve ser sustentada pelas bordas. Assim, lentes muito
grandes e pesadas são deformadas pela gravidade.
• Bolhas de ar na lente deformam a imagem final.
• O vidro é opaco a determinados comprimentos de luz.
Óptica e Telescópios
• Espelhos secundários
• Os espelhos secundários bloqueiam 10% da luz incidente.
• Esse problema é compensado
construindo-se espelhos primários cada vez maiores.
• Entretanto, a presença do espelho secundário não criam manchas escuras nas imagens dos objetos. • Cada região do primário capta luz
proveniente de todas as partes do objeto observado, assim, a imagem é sempre completa.
Óptica e Telescópios
• Formas dos espelhos primários • Para se fabricar um espelho é
necessário polir um grande bloco de vidro dando-lhe a forma desejada. • Polir uma superfície parabólica e
mais complicado do que polir uma superfície esférica, assim muitos espelhos primários foram
construídos com formas esféricas. • Porém, espelhos esféricos não
refletem a luz para o ponto focal como fazem os parabólicos. Esse fenômeno é conhecido como
Óptica e Telescópios
• Formas dos espelhos primários • Para resolver o problema da
aberração esférica, uma lente corretora, chamada de lente
corretora de Schmidt é colocada
na parte superior do telescópio. • A luz que atravessa a lente de
Schmidt é refratada o suficiente para compensar o efeito da
aberração e focar toda luz na mesma distância focal.
• Além disso, a lente de Schmidt tem a vantagem de aumentar o campo de visão do telescópio permitindo mapear grandes áreas do céu.
Óptica e Telescópios
• Formas dos espelhos primários
• Os telescópios com foco Cassegrain que utilizam lentes de Schmidt são conhecidos como telescópios
Óptica e Telescópios
• Formas dos espelhos primários • Os espelhos primários são
fabricados em fornos giratórios onde o vidro é derretido, girado e esfriado. • Após esse procedimento, a
superfície parabólica está pronta para receber uma
camada de material altamente reflexivo.
Óptica e Telescópios
• Tipos de montagens
• Existem quatro tipos básicos de montagens que dirigem
os telescópios:
• Montagem Equatorial de Forquilha,
• Montagem Equatorial Germânica,
• Montagem Altitude-Azimute (Azimutal)
• Montagem Dobsoniana.
Óptica e Telescópios
Óptica e Telescópios
Óptica e Telescópios
Óptica e Telescópios
Óptica e Telescópios
• Efeitos da atmosfera
• Cintilação: provocada pela variação do índice de refração da atmosfera.
• A cintilação borra a imagem da estrela quando fotografada da superfície da Terra.
• Disco de Seeing: medida do diâmetro da imagem da
estrela borrada pela cintilação.
• Exemplos: Monte Palomar (Califórnia) – 1 arcseg;
Mauna Kea (Havaí) – 0,2 arcseg.
Óptica e Telescópios
• Efeitos da atmosfera
• Sem os efeitos da atmosfera as fotografia de estrelas são pontos mais bem definidos. • Ao lado a imagem do mesmo
campo de estrelas do slide
anterior obtida pelo telescópio Hubble.
Óptica e Telescópios
• Poluição luminosa
• Ao lado duas fotos da cidade de Tucson, no Arizona, tira no observatório Kitt Peak a 61 km de distância.
• A foto de cima mostra a
cidade em 1959. A de baixo, a cidade em 1989.
• O crescimento das cidades
vem se tornando um problema para muitos observatórios.
Óptica e Telescópios
• Telescópio Espacial Hubble • O primeiro grande observatório espacial da NASA. • Espelho primário de 2,4m. Lançado em 1990, sofreu reparos em 1993 (aberração esférica) e melhorias em
2002. Sua resolução angular é de 0,1 arcseg.
• O telescópios espacial que substituirá o Hubble será lançado em 2013: James
Webb, com espelho primário de 6,5m.
Óptica e Telescópios
• Óptica ativa e adaptativa
• A óptica ativa ajusta o espelho primário a cada
segundo para manter o telescópio apontado para o
alvo.
• O New Technology Telescope (NTT) no Chile e o
Telescópio Keck no Havaí atingem resoluções de 0,3
arcseg com a óptica ativa.
Óptica e Telescópios
• Óptica ativa e adaptativa
• A óptica adaptativa utiliza amortecedores motorizados na base do espelho primário para remodelá-lo de acordo com a
cintilação da estrela.
• A óptica adaptativa elimina a distorção atmosférica e produz imagens bem definidas.
Óptica e Telescópios
• Telescópios gigantes
• Atualmente, existem pelo menos 67 refletores pelo mundo com espelhos de no mínimo 2m de diâmetro.
• Entre eles, 12 refletores têm entre 8 e 10m de diâmetro. • Os espelhos são montados a
partir de peças menores, encaixadas como ladrilhos. • A luz coletadas por mais de
um telescópio podem ser
combinadas (interferometria) para produzir uma única
Óptica e Telescópios
• Telescópios gigantes
• Os telescópios Keck I e Keck II, quando operados em
conjunto, equivalem a um telescópio de 85m.
• Os quatro refletores de 8,2m do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Paranal no Chile, se
combinam para gerar uma imagem equivalente a um espelho de 200.
• Sua resolução teórica é de 0,002 arcseg.
Astronomia não óptica
• A radiação não visível
• A luz visível representa uma fração pequena do espectro eletromagnético.
• Muitos objetos celestes também emitem grandes
quantidades de radiação não visível.
• As figuras ao lado mostram imagens da constelação de Orion no ultravioleta,
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• Instrumentos capazes de coletar ondas de rádio provenientes do céu. • O funcionamento é
semelhante ao do telescópio óptico: a superfície côncava do radiotelescópio converge as ondas de rádio para o foco primário, onde uma antena capta o sinal e o envia para os instrumentos de medida.
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• A resolução angular depende do comprimento de onda da luz. Como as ondas rádio têm os maiores comprimentos de onda, a resolução angular de imagens rádio é muito menor (2 mil vezes menor) que dos telescópios
ópticos de mesmo diâmetro. • Porém, a resolução angular é
diretamente proporcional ao diâmetro do telescópio. Assim, radiotelescópios grandes
apresentam imagens mais definidas.
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios • A maioria dos
radiotelescópios tem
refletores com diâmetros maiores que 25 m.
• O maior prato de
radiotelescópio existente fica em Arecibo (Porto Rico) com 305 m de diâmetro.
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• Para superar o problema da resolução angular, os
radioastrônomos utizam a interferometria.
• Combinando os sinais de dois ou mais radiotelescópios a imagem produzida tem
resolução equivalente a de um grande radiotelescópio com diâmetro igual à distância entre os telescópios mais afastados da rede.
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• O Very Large Array (VLA) consiste em 27 pratos
côncavos, cada um com 26m de diâmetro, localizado em San Augustin, Novo México (EUA).
• Eles estão posicionados ao longo de um grande Y, com um comprimento de 36 km. • A resolução alcançada pelo
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• Outro arranjo semelhante ao VLA é o VLBA (Very Long Baseline Array).
• Ele consiste de 10
radiotelescópios de 25 m
localizados ao longo do EUA, desde o Havaí até New
Hampshire, na costa leste. • Com uma linha de base de
8.000 km, o VLBA tem uma resolução de 0,001 arcseg.
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• A melhor resolução obtida na superfície da Terra é de
0,00001 arcseg com
radiotelescópios colocados em lados opostos do planeta. • Existem projetos para se
colocar radiotelescópios em órbita com uma linha de base ainda maior.
Astronomia não óptica
• Radiotelescópios
• Para interpretar as imagens de radio os astrônomos utilizam cores para representar a
intensidade detectada.
• Na imagem rádio de saturno ao lado, a cor vermelha
representa emissões altas de rádio enquanto que o azul baixa emissão de rádio. O preto indica que não há
Astronomia não óptica
• Telescópios infravermelhos • Esses telescópios também
utilizam espelhos refletores para coletar luz infravermelha.
• As câmeras CCDs devem ser resfriadas para que a radiação infravermelha da própria câmera supere do objeto observado.
• Como o vapor d´água absorve luz infravermelha, os
observatórios devem ser
construídos em lugares secos como nos Andes (Chile) ou no Mauna Kea (Havaí).
Astronomia não óptica
• Telescópios infravermelhos
• Telescópios infravermelhos no Observatório Mauna Kea:
• Telescópio Subaru • Telescópios Keck
• Infrared Telescope Facility (IRTF).
• Telescópios infravermelhos espaciais:
• Infrared Astronomical Satellite (IRAS; 1983),
• Telescópio Hubble (Near Infrared Camera and
Multi-Object Spectrometer; NICMOS) • Infrared Space Observatory
(ISO; 1995)
Astronomia não óptica
• Observações infravermelhas • Corpos do Sistema Solar
• Faixas de poeira da nossa Galáxia • Estrelas recém formadas
• Discos de poeira em volta das estrelas • Galáxias distantes
Astronomia não óptica
• Observações ultravioleta
• Observações realizadas pelas missões Apollo e pela estação especial Skylab.
• Telescópios espaciais levados por foguetes.
• International Ultraviolet Explorer (IUE; 1978-1996) • Observações realizadas pelos Ônibus Espaciais
• Extreme Ultraviolet Explorer (EUVE; 1992)
• Far Ultraviolet Spectroscopic Explorer (FUSE; 1999) • Solar and Heliospheric Observatory (SOHO; 1995)
Astronomia não óptica
• Telescópios de raios X
• Os raios X emitidos pelos objetos celestes são absorvidos pela
atmosfera da Terra.
• Assim, somente com telescópios espaciais somos capazes de realizar observações nesse comprimento de onda.
• As primeiras observações
ocorreram no final da década de 40 durante breves voos de foguetes. Na década de 70, alguns satélites
observaram diversas fontes de raios X no espaço.
• Os ônibus espaciais também observaram no raio X levando telescópios para o espaço.
Astronomia não óptica
• Telescópios de raios X
• Espelhos refletores não conseguem refletir fótons de raios X, pois por serem muito energéticos, penetram na superfície do espelho.
• Para focar os raios X, eles devem tangenciar uma superfície, somente assim eles podem ser refletidos. • Uma vez focados, existem três
maneira de detectar os raios X: • Câmeras CCDs.
• Cintiliadores – detectam a luz visível criada pelos raios X.
• Calorímetros – detectam o calor gerado pela passagem dos raios X.
Astronomia não óptica
• Telescópios de raios X
• Atualmente, existem sete telescópios de raios X em órbita, entre eles destacam-se:
• Observatório de Raios X Chandra (resolução de 1 arcseg) • XMM-Newton (resolução de 6 arcseg)
• Outros telescópios de raios X são levados até a alta atmosfera por balões.
• Fontes de raios X observadas: • Atmosferas planetárias
• Estrelas
• Remanescentes de supernovas e nebulosas planetárias
• Jatos de gás emitidos por galáxias, buracos negros e quasares • Aglomerados de galáxias
• Gás intergaláctico
Astronomia não óptica
• Telescópios de raios gama
• Os raios gama são as ondas eletromagnética de maior energia e de menor comprimento de onda.
• Em 1991, a NASA lançou o Observatório de Raios Gama Compton.
• Atualmente, existem dez telescópios de raios gama em órbita e vários são lançados por balões.
• Alguns telescópios terrestres conseguem detectar os raios gama indiretamente. Quando esses fótons colidem com partículas da atmosfera, colocam-na em movimento com velocidade superior a da luz no ar. Ao desacelerarem, essas partículas emitem luz azul (visível) na mesma direção do fóton gama. Ao detectar essa luz, é possível determinar a direção do raio gama incidente.
Astronomia não óptica
• Telescópios de raios gama
• Os raios gama são coletados utilizando cristais que focalizam os raios gama para o detector.
• As câmaras detectoras, transformam os raios gama em
elétrons e pósitrons deixando um rastro cuja direção pode ser determinada.
• As resoluções são da ordem de 5 arcmin.
• Os Quatro Grandes Observatórios Espaciais da NASA: • Telescópio Espacial Hubble (visível)
• Telescópio Espacial Spitzer (infravermelho) • Observatório de Raios X Chandra (raios X)