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Discovering the Universe

Eighth Edition

Discovering the Universe

Eighth Edition

Neil F. Comins • William J. Kaufmann III

© 2008 W. H. Freeman and Company

CHAPTER 3

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(3)

A natureza da luz

• As cores da luz

• Até o final do século XVII, acreditava-se que o branco era uma cor fundamental da luz e que as cores do arco-íris eram criadas quando a luz passava de um meio para outro

(refração).

• Newton realizou um experimento fazendo passar um feixe de luz do Sol através de um prisma de vidro.

(4)

A natureza da luz

• As cores da luz

• Ao selecionar uma única cor e enviá-la para um segundo prisma, Newton demonstrou que o prisma não cria novas cores.

• Em outro experimento, Newton recriou a luz branca ao combinar as cores de um espectro de luz.

• Ele então concluiu que a luz branca é o resultado de uma mistura de cores e que a refração, quando a luz atravessa o prisma, separa as cores formando um espectro de luz.

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A natureza da luz

• Dualidade onda-partícula • Ainda no século XVII,

duas teorias concorriam para explicar a natureza da luz.

• Christiaan Huygens propôs que a luz se propaga em forma de ondas. Newton, através de seus

experimentos, estava convencido de que a luz era formada por partículas.

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A natureza da luz

• Dualidade onda-partícula

• Em 1801, Thomas Young incidiu luz de uma única cor sobre duas fendas paralelas.

• O resultado mostrou que a luz, ao atravessar as fendas cria um padrão de

interferência em um anteparo.

• Este fenômeno é igual a interferência produzida por ondas na superfície da

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A natureza da luz

• Dualidade onda-partícula • Quando a crista de uma

onda encontra o vale de outra, elas se cancelam formando uma região

intermediária no anteparo • Quando duas cristas ou

dois vales se encontram, ocorre uma soma formando cristas e vales mais

acentuados.

• Dessa maneira, o comportamento

ondulatório da luz foi demonstrado.

(8)

A natureza da luz

• A natureza da luz

• Apesar da semelhança com ondas na superfície da água, a natureza das ondas de luz foi descoberta por James Clerk Maxwell no século XIX.

• Maxwell unificou as leis da eletricidade e do magnetismo em quatro equações que descrevem o comportamento e a relação de campos elétrico e magnéticos.

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A natureza da luz

• A natureza da luz

• Ao combinar as quatro equações, Maxwell descobriu que os campos elétrico e magnéticos se propagam no espaço em forma de ondas acopladas com velocidade igual a da luz.

• Experimentos seguintes demonstraram que a luz era formada por radiação eletromagnética (onda eletromagnética).

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A natureza da luz

• A velocidade da luz

• A primeira evidência da velocidade da luz surgiu em 1675 com a medida do tempo dos eclipses da lua de Júpiter.

• O astrônomo dinamarquês Ole Romer descobriu que os eclipses ocorrem mais cedo do que o previsto quando Júpiter está em oposição e mais tarde quando está próximo da conjunção.

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A natureza da luz

• A velocidade da luz

• Romer concluiu que as diferenças nas medidas se deve ao fato da distância extra que a luz deve

percorrer quando Júpiter está em conjunção.

• A luz leva 162 minutos para atravessar o diâmetro da órbita da Terra (2 UA). • A interpretação desse

resultado requer uma

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A natureza da luz

• A natureza corpuscular da luz

• Em 1905, Einstein descobriu que a luz também atua como partícula.

• Ele se baseou no fenômeno conhecido como efeito

fotoelétrico: quando um metal é exposto à luz de pequeno comprimento de onda elétrons são arrancados de sua

superfície. O mesmo não ocorre quando o metal é exposto a luz de comprimento de onda grande.

• Os físicos sabiam que os elétrons estavam ligados às

superfície metálicas por forças elétricas e que para arrancá-los era necessário energia.

• Para explicar por que o efeito só ocorria utilizando luz de determinadas cores, Einstein utilizou o conceito de quantum de energia proposto por Max Planck.

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A natureza da luz

• Tipos de radiação

• As equações de Maxwell não impõem restrições quanto ao tamanho dos comprimentos de onda da radiação eletromagnética. • Em 1800, o astrônomo

inglês William Herschel descobriu a radiação

infravermelha por acaso. Ao esquecer um

termômetro além do final vermelho do espectro

visível ele registrou um aumento de temperatura.

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A natureza da luz

• Tipos de radiação

• Esse tipo de radiação foi descoberta antes das

equações de Maxwell e foi chamada de radiação

infravermelha cujo

comprimento de onda é maior que da luz vermelha visível.

• Nossos corpos identificam a luz infravermelha como calor.

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A natureza da luz

• Tipos de radiação

• Em 1888, Hertz produziu radiação eletromagnética com centímetros de

comprimento de onda, hoje chamadas de ondas de

rádio.

• A luz ultravioleta é a

radiação eletromagnética com comprimento de onda menor que da luz azul

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A natureza da luz

• Tipos de radiação

• Em 1895, Wilhelm

Roentgen inventou uma máquina capaz de produzir radiação com comprimento de onda menor que do

ultravioleta (raios X). • Radiação com

comprimentos de onda ainda menores são

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A natureza da luz

• Tipos de radiação

• Todos os tipos de radiação são fótons que se

propagam com a mesma velocidade (luz) e

apresentam a dualidade onda-partícula.

• Porém, interagem de maneira diferente com a matéria: raios X penetram mais na pele do que a luz visível que é espalhada pela superfície. Nossos olhos respondem apenas à luz visível e etc.

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A natureza da luz

• Tipos de radiação

• Nossa atmosfera é transparente a

determinados tipos de radiação e opaca a outros.

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Óptica e Telescópios

• Tipos de telescópios

• Telescópios refratores – coletam luz por meio de lentes.

• Telescópios refletores – coletam luz por meio de espelhos.

• Os telescópios de pesquisa modernos usam espelhos. • As lentes ainda são usadas

nas oculares nos binóculos e nas câmeras fotográficas.

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Óptica e Telescópios

• Óptica de telescópios refletores

• O primeiro telescópio

refletor foi construído por Newton no século XVII. • A formação da imagem em

um refletor é baseada na lei da reflexão: o ângulo de incidência é igual ao

ângulo de reflexão.

• Essa lei é válida mesmo para os espelhos curvos.

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Óptica e Telescópios

• Tipos de telescópios

• Quando uma fonte de luz está muito distante, os raios de luz captados são paralelos entre si.

• Esse é o caso dos raios de luz captados de estrelas, planetas e galáxias.

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Óptica e Telescópios

• Óptica de telescópios refletores

• Newton descobriu que um espelho côncavo

parabólico reflete raios de luz paralelos para o mesmo ponto chamado de ponto

focal.

• A distância entre o espelho e o ponto focal é chamada de distância focal.

• Caso o objeto seja extenso como a Lua ou um planeta, os raios de luz convergem para um plano chamado de

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Óptica e Telescópios

• Óptica de telescópios refletores

• Para ver a imagem

formada no plano focal, Newton colocou um

pequeno espelho plano

(espelho secundário) a um ângulo de 45º entre o

espelho primário e o

plano focal.

• O espelho secundário

reflete a luz para a lateral do telescópio onde uma

lente ocular direciona os

raios de luz para o olho do observador.

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Óptica e Telescópios

• Óptica de telescópios refletores

• Este tipo de refletor é

conhecido como refletor

newtoniano.

• Telescópios newtonianos são populares entre

astrônomos amadores. • Porém, por serem

assimétricos, a imagem é distorcida quando câmera pesadas são acopladas na lateral do telescópio.

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(30)

Óptica e Telescópios

• Óptica de telescópios refletores

• Existem três modelos para refletores usados em

pesquisa: Cassegrain,

Nasmyth ou Coudé e foco primário.

• No foco Cassegrain um espelho secundário

convexo desvia os raios de luz para um buraco aberto no centro do primário.

• Câmeras podem ser

acopladas na parte traseira do telescópio.

(31)

Óptica e Telescópios

• Óptica de telescópios refletores • No foco Nasmyth ou coudé

um espelho terciário curvo desvia os raios de luz para um ponto fora do telescópio.

• Assim, equipamentos ainda mais pesados podem ser

utilizados para analisar a luz. • No foco primário, o detector é posicionado no plano focal do espelho primário. Como há menos perda de luz por reflexões, a imagem obtida é mais brilhante.

(32)

Óptica e Telescópios

• Brilho, resolução e aumento • A função mais importante

de um telescópio é fornecer uma imagem brilhante.

• O brilho observado

depende do número total de fótons coletados.

• Quanto maior a área do espelho primário maior a capacidade do telescópio de captar fótons.

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Óptica e Telescópios

• Brilho, resolução e aumento

• A resolução angular é a menor distância angular que um telescópio consegue distinguir. Se dois objetos estiverem a uma distância angular menor do que a resolução do

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Óptica e Telescópios

• Brilho, resolução e aumento

• O telescópio Keck no Havaí tem resolução de 0,1 arcsec. O telescópio espacial Hubble tem resolução de 0,05 arcsec.

• Um espelho primário com o dobro do tamanho tem resolução duas vezes maior.

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Óptica e Telescópios

• Brilho, resolução e aumento

• A distância focal do espelho primário é fixa para um telescópio. Portanto, para aumentar a magnificação da imagem devemos utilizar oculares com distâncias focais menores.

• A magnificação de um telescópio é diretamente proporcional ao diâmetro do espelho primário.

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Óptica e Telescópios

• Registro de imagens

• A astronomia deu um grande salto com a

invenção da fotografia no século XIX.

• Acoplando uma chapa

fotográfica no plano focal de um telescópio, o brilho de várias estrelas puderam ser registradas.

• Fazendo uma longa exposição, foi possível

identificar objetos cada vez menos brilhantes.

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Óptica e Telescópios

• Registro de imagens

• A imagem é produzida quando um fóton atinge a chapa e gera reações

químicas.

• Entretanto, apenas 2% da intensidade da luz produz reações químicas na chapa fotográfica.

• Assim, para produzir imagens brilhantes é necessário longas exposições.

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Óptica e Telescópios

• Registro de imagens • Com o avanço da tecnologia de semicondutores, dispositivos capazes de reagir a 70% da luz que incide sobre ele foram criados.

• Estes dispositivos são

chamados de dispositivos

de carga acoplada

(charge-coupled devices ou CCDs).

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Óptica e Telescópios

• Registro de imagens

• As CCDs têm resolução melhor que as chapas

fotográficas e respondem mais uniformemente à luz de diferentes cores.

• O menor elemento de uma CCD é o pixel. Quanto maior o número de pixels maior a resolução de uma câmera.

• O maior agrupamento de CCDs utilizado em um telescópio tem 378

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Óptica e Telescópios

• Registro de imagens

• Quando um fóton atinge um pixel ele gera uma carga elétrica que fica armazenada no pixel (efeito fotoelétrico) • A carga elétrica é diretamente proporcional ao número de fótons. • Quando a exposição termina a carga de cada pixel é lida pelo

computador gerando uma imagem.

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Óptica e Telescópios

• Registro de imagens

• Comparação entre imagens obtidas por chapa fotográfica (a) e CCDs (2 e 3) com o mesmo telescópio e o mesmo tempo de exposição.

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Óptica e Telescópios

• Telescópios refratores

• Quando a luz atravessa uma superfície que separa dois meios ela sofre refração.

• As lentes têm superfície de espessura variável. O resultado final é que os raios de luz emergem com direções diferentes da original.

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Óptica e Telescópios

• Telescópios refratores

• As lentes convexas (mais finas nas bordas) convergem raios de luz paralelos. Enquanto que as côncavas divergem os raios de luz.

• Lentes convexas utilizadas em telescópios são chamadas de

lentes objetivas. Os telescópios que utilizam lentes para

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Óptica e Telescópios

• Telescópios refratores

• As lentes também são utilizadas nas oculares. A função dessas lentes é tornar os raios novamente paralelos.

• A distância entre a objetiva e o ponto focal é chamado de distância focal da lente.

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Óptica e Telescópios

• Telescópios refratores

• Um telescópio refrator é a combinação de duas lentes: a objetiva e a ocular.

• A lente objetiva fica na parte superior do telescópio e serve para coletar a luz. A lente ocular fica na parte inferior e tem uma distância focal menor para aumentar a imagem formada pela objetiva.

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Óptica e Telescópios

• Telescópios refratores

• O maior refrator do mundo fica no Observatório

Yerkes em Williams Bay, Wisconsin tem uma

objetiva de 102 cm (40 polegadas) com distância focal de 19,3 m.

• O segundo maior, com objetiva de 91 cm (36 polegadas) fica no

observatório Lick em San José, Califórnia.

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Óptica e Telescópios

• Telescópios refratores

• Os refratores sofrem uma série de desvantagens em relação aos

refletores:

• Aberração cromática: como o índice de refração depende do comprimento de onda da luz, a objetiva tem diferente distâncias focais para diferentes cores.

• Difícil confecção da lente objetiva na forma adequada.

• A lente deve ser sustentada pelas bordas. Assim, lentes muito

grandes e pesadas são deformadas pela gravidade.

• Bolhas de ar na lente deformam a imagem final.

• O vidro é opaco a determinados comprimentos de luz.

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Óptica e Telescópios

• Espelhos secundários

• Os espelhos secundários bloqueiam 10% da luz incidente.

• Esse problema é compensado

construindo-se espelhos primários cada vez maiores.

• Entretanto, a presença do espelho secundário não criam manchas escuras nas imagens dos objetos. • Cada região do primário capta luz

proveniente de todas as partes do objeto observado, assim, a imagem é sempre completa.

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Óptica e Telescópios

• Formas dos espelhos primários • Para se fabricar um espelho é

necessário polir um grande bloco de vidro dando-lhe a forma desejada. • Polir uma superfície parabólica e

mais complicado do que polir uma superfície esférica, assim muitos espelhos primários foram

construídos com formas esféricas. • Porém, espelhos esféricos não

refletem a luz para o ponto focal como fazem os parabólicos. Esse fenômeno é conhecido como

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Óptica e Telescópios

• Formas dos espelhos primários • Para resolver o problema da

aberração esférica, uma lente corretora, chamada de lente

corretora de Schmidt é colocada

na parte superior do telescópio. • A luz que atravessa a lente de

Schmidt é refratada o suficiente para compensar o efeito da

aberração e focar toda luz na mesma distância focal.

• Além disso, a lente de Schmidt tem a vantagem de aumentar o campo de visão do telescópio permitindo mapear grandes áreas do céu.

(53)

Óptica e Telescópios

• Formas dos espelhos primários

• Os telescópios com foco Cassegrain que utilizam lentes de Schmidt são conhecidos como telescópios

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Óptica e Telescópios

• Formas dos espelhos primários • Os espelhos primários são

fabricados em fornos giratórios onde o vidro é derretido, girado e esfriado. • Após esse procedimento, a

superfície parabólica está pronta para receber uma

camada de material altamente reflexivo.

(55)

Óptica e Telescópios

• Tipos de montagens

• Existem quatro tipos básicos de montagens que dirigem

os telescópios:

• Montagem Equatorial de Forquilha,

• Montagem Equatorial Germânica,

• Montagem Altitude-Azimute (Azimutal)

• Montagem Dobsoniana.

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Óptica e Telescópios

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Óptica e Telescópios

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Óptica e Telescópios

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Óptica e Telescópios

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Óptica e Telescópios

• Efeitos da atmosfera

• Cintilação: provocada pela variação do índice de refração da atmosfera.

• A cintilação borra a imagem da estrela quando fotografada da superfície da Terra.

• Disco de Seeing: medida do diâmetro da imagem da

estrela borrada pela cintilação.

• Exemplos: Monte Palomar (Califórnia) – 1 arcseg;

Mauna Kea (Havaí) – 0,2 arcseg.

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Óptica e Telescópios

• Efeitos da atmosfera

• Sem os efeitos da atmosfera as fotografia de estrelas são pontos mais bem definidos. • Ao lado a imagem do mesmo

campo de estrelas do slide

anterior obtida pelo telescópio Hubble.

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Óptica e Telescópios

• Poluição luminosa

• Ao lado duas fotos da cidade de Tucson, no Arizona, tira no observatório Kitt Peak a 61 km de distância.

• A foto de cima mostra a

cidade em 1959. A de baixo, a cidade em 1989.

• O crescimento das cidades

vem se tornando um problema para muitos observatórios.

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Óptica e Telescópios

• Telescópio Espacial Hubble • O primeiro grande observatório espacial da NASA. • Espelho primário de 2,4m. Lançado em 1990, sofreu reparos em 1993 (aberração esférica) e melhorias em

2002. Sua resolução angular é de 0,1 arcseg.

• O telescópios espacial que substituirá o Hubble será lançado em 2013: James

Webb, com espelho primário de 6,5m.

(65)

Óptica e Telescópios

• Óptica ativa e adaptativa

• A óptica ativa ajusta o espelho primário a cada

segundo para manter o telescópio apontado para o

alvo.

• O New Technology Telescope (NTT) no Chile e o

Telescópio Keck no Havaí atingem resoluções de 0,3

arcseg com a óptica ativa.

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Óptica e Telescópios

• Óptica ativa e adaptativa

• A óptica adaptativa utiliza amortecedores motorizados na base do espelho primário para remodelá-lo de acordo com a

cintilação da estrela.

• A óptica adaptativa elimina a distorção atmosférica e produz imagens bem definidas.

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Óptica e Telescópios

• Telescópios gigantes

• Atualmente, existem pelo menos 67 refletores pelo mundo com espelhos de no mínimo 2m de diâmetro.

• Entre eles, 12 refletores têm entre 8 e 10m de diâmetro. • Os espelhos são montados a

partir de peças menores, encaixadas como ladrilhos. • A luz coletadas por mais de

um telescópio podem ser

combinadas (interferometria) para produzir uma única

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Óptica e Telescópios

• Telescópios gigantes

• Os telescópios Keck I e Keck II, quando operados em

conjunto, equivalem a um telescópio de 85m.

• Os quatro refletores de 8,2m do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Paranal no Chile, se

combinam para gerar uma imagem equivalente a um espelho de 200.

• Sua resolução teórica é de 0,002 arcseg.

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Astronomia não óptica

• A radiação não visível

• A luz visível representa uma fração pequena do espectro eletromagnético.

• Muitos objetos celestes também emitem grandes

quantidades de radiação não visível.

• As figuras ao lado mostram imagens da constelação de Orion no ultravioleta,

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Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• Instrumentos capazes de coletar ondas de rádio provenientes do céu. • O funcionamento é

semelhante ao do telescópio óptico: a superfície côncava do radiotelescópio converge as ondas de rádio para o foco primário, onde uma antena capta o sinal e o envia para os instrumentos de medida.

(71)

Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• A resolução angular depende do comprimento de onda da luz. Como as ondas rádio têm os maiores comprimentos de onda, a resolução angular de imagens rádio é muito menor (2 mil vezes menor) que dos telescópios

ópticos de mesmo diâmetro. • Porém, a resolução angular é

diretamente proporcional ao diâmetro do telescópio. Assim, radiotelescópios grandes

apresentam imagens mais definidas.

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Astronomia não óptica

• Radiotelescópios • A maioria dos

radiotelescópios tem

refletores com diâmetros maiores que 25 m.

• O maior prato de

radiotelescópio existente fica em Arecibo (Porto Rico) com 305 m de diâmetro.

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Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• Para superar o problema da resolução angular, os

radioastrônomos utizam a interferometria.

• Combinando os sinais de dois ou mais radiotelescópios a imagem produzida tem

resolução equivalente a de um grande radiotelescópio com diâmetro igual à distância entre os telescópios mais afastados da rede.

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Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• O Very Large Array (VLA) consiste em 27 pratos

côncavos, cada um com 26m de diâmetro, localizado em San Augustin, Novo México (EUA).

• Eles estão posicionados ao longo de um grande Y, com um comprimento de 36 km. • A resolução alcançada pelo

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Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• Outro arranjo semelhante ao VLA é o VLBA (Very Long Baseline Array).

• Ele consiste de 10

radiotelescópios de 25 m

localizados ao longo do EUA, desde o Havaí até New

Hampshire, na costa leste. • Com uma linha de base de

8.000 km, o VLBA tem uma resolução de 0,001 arcseg.

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Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• A melhor resolução obtida na superfície da Terra é de

0,00001 arcseg com

radiotelescópios colocados em lados opostos do planeta. • Existem projetos para se

colocar radiotelescópios em órbita com uma linha de base ainda maior.

(77)

Astronomia não óptica

• Radiotelescópios

• Para interpretar as imagens de radio os astrônomos utilizam cores para representar a

intensidade detectada.

• Na imagem rádio de saturno ao lado, a cor vermelha

representa emissões altas de rádio enquanto que o azul baixa emissão de rádio. O preto indica que não há

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Astronomia não óptica

• Telescópios infravermelhos • Esses telescópios também

utilizam espelhos refletores para coletar luz infravermelha.

• As câmeras CCDs devem ser resfriadas para que a radiação infravermelha da própria câmera supere do objeto observado.

• Como o vapor d´água absorve luz infravermelha, os

observatórios devem ser

construídos em lugares secos como nos Andes (Chile) ou no Mauna Kea (Havaí).

(79)

Astronomia não óptica

• Telescópios infravermelhos

• Telescópios infravermelhos no Observatório Mauna Kea:

• Telescópio Subaru • Telescópios Keck

• Infrared Telescope Facility (IRTF).

• Telescópios infravermelhos espaciais:

• Infrared Astronomical Satellite (IRAS; 1983),

• Telescópio Hubble (Near Infrared Camera and

Multi-Object Spectrometer; NICMOS) • Infrared Space Observatory

(ISO; 1995)

(80)

Astronomia não óptica

• Observações infravermelhas • Corpos do Sistema Solar

• Faixas de poeira da nossa Galáxia • Estrelas recém formadas

• Discos de poeira em volta das estrelas • Galáxias distantes

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Astronomia não óptica

• Observações ultravioleta

• Observações realizadas pelas missões Apollo e pela estação especial Skylab.

• Telescópios espaciais levados por foguetes.

• International Ultraviolet Explorer (IUE; 1978-1996) • Observações realizadas pelos Ônibus Espaciais

• Extreme Ultraviolet Explorer (EUVE; 1992)

• Far Ultraviolet Spectroscopic Explorer (FUSE; 1999) • Solar and Heliospheric Observatory (SOHO; 1995)

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Astronomia não óptica

• Telescópios de raios X

• Os raios X emitidos pelos objetos celestes são absorvidos pela

atmosfera da Terra.

• Assim, somente com telescópios espaciais somos capazes de realizar observações nesse comprimento de onda.

• As primeiras observações

ocorreram no final da década de 40 durante breves voos de foguetes. Na década de 70, alguns satélites

observaram diversas fontes de raios X no espaço.

• Os ônibus espaciais também observaram no raio X levando telescópios para o espaço.

(83)

Astronomia não óptica

• Telescópios de raios X

• Espelhos refletores não conseguem refletir fótons de raios X, pois por serem muito energéticos, penetram na superfície do espelho.

• Para focar os raios X, eles devem tangenciar uma superfície, somente assim eles podem ser refletidos. • Uma vez focados, existem três

maneira de detectar os raios X: • Câmeras CCDs.

• Cintiliadores – detectam a luz visível criada pelos raios X.

• Calorímetros – detectam o calor gerado pela passagem dos raios X.

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Astronomia não óptica

• Telescópios de raios X

• Atualmente, existem sete telescópios de raios X em órbita, entre eles destacam-se:

• Observatório de Raios X Chandra (resolução de 1 arcseg) • XMM-Newton (resolução de 6 arcseg)

• Outros telescópios de raios X são levados até a alta atmosfera por balões.

• Fontes de raios X observadas: • Atmosferas planetárias

• Estrelas

• Remanescentes de supernovas e nebulosas planetárias

• Jatos de gás emitidos por galáxias, buracos negros e quasares • Aglomerados de galáxias

• Gás intergaláctico

(85)

Astronomia não óptica

• Telescópios de raios gama

• Os raios gama são as ondas eletromagnética de maior energia e de menor comprimento de onda.

• Em 1991, a NASA lançou o Observatório de Raios Gama Compton.

• Atualmente, existem dez telescópios de raios gama em órbita e vários são lançados por balões.

• Alguns telescópios terrestres conseguem detectar os raios gama indiretamente. Quando esses fótons colidem com partículas da atmosfera, colocam-na em movimento com velocidade superior a da luz no ar. Ao desacelerarem, essas partículas emitem luz azul (visível) na mesma direção do fóton gama. Ao detectar essa luz, é possível determinar a direção do raio gama incidente.

(86)

Astronomia não óptica

• Telescópios de raios gama

• Os raios gama são coletados utilizando cristais que focalizam os raios gama para o detector.

• As câmaras detectoras, transformam os raios gama em

elétrons e pósitrons deixando um rastro cuja direção pode ser determinada.

• As resoluções são da ordem de 5 arcmin.

• Os Quatro Grandes Observatórios Espaciais da NASA: • Telescópio Espacial Hubble (visível)

• Telescópio Espacial Spitzer (infravermelho) • Observatório de Raios X Chandra (raios X)

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Referências

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