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Levantamento das diferenças orçamentárias de uma obra

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL – UNIJUI

ALEX CRISTIANO ADUATI

LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA

OBRA

Santa Rosa 2015

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ALEX CRISTIANO ADUATI

LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA

OBRA

Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Civil apresentado como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Civil.

Orientadora: Marcelle Engler Bridi

Santa Rosa 2015

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ALEX CRISTIANO ADUATI

LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA

OBRA

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título de ENGENHEIRO CIVIL e aprovado em sua forma final pelo professor orientador e pelo membro da banca examinadora.

Santa Rosa, 23 de novembro de 2015

Profª. Marcelle Engler Bridi Mestra pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Orientador Prof. Eder Claro Pedrozo Coordenador do Curso de Engenharia Civil/UNIJUÍ BANCA EXAMINADORA Profª. Marcelle Engler Bridi(UNIJUÍ) Mestra pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul Prof. Ana Paula Maran (UNIJUÍ) Mestra pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Agradeço, inicialmente, a Deus e em especial a minha família pelo apoio no decorrer da graduação.

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AGRADECIMENTOS

Meu sincero agradecimento a todos aqueles que possam de alguma forma, ter contribuído para a realização deste trabalho.

Aos meus pais, Paulo e Zenaide, por todo amor, amizade, orientação e dedicação, meu eterno agradecimento pelos conselhos dados nos momentos certos, pelos momentos em que estiveram ao meu lado, me apoiando e fazendo acreditar que nada é impossível, sendo peças fundamentais na formação do meu caráter.

Ao meu irmão e colega, Jean Lucas que esteve comigo nesta caminhada desde os primeiros semestres. Pelas horas de estudos, pelos trabalhos desenvolvidos em grupo, enfim pelo companheirismo digno de um irmão.

A minha orientadora, professora Marcelle Engler Bridi, por todo o conhecimento transmitido e confiança depositada. Pela dedicação e paciência no exercício de orientação, além da amizade e empenho no desenvolvimento da minha formação.

Ao professor e coordenador, Eder Claro Pedrozo, pela amizade desenvolvida durante a vida acadêmica. Pelas várias horas de conversa, pelas dicas e conselhos, que de alguma forma sempre agregaram para minha formação tanto profissional quanto pessoal.

A Construtora G PINHEIRO EMPREENDIMENTOS, em especial ao Engenheiro Levi Coelho. Pela disponibilidade em colaborar com o desenvolvimento desde projeto, fornecendo todo o material necessário para as análises e conclusões.

A Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), por proverem toda a estrutura necessária para o meu desenvolvimento como estudante e pesquisador.

Aos meus amigos, agradeço por estar sempre presente em todos os momentos de minha vida seja de alegria como também nos de dificuldade, pelos incentivos e paciência.

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Não confunda derrotas com fracasso nem vitórias com sucesso. Na vida de um campeão sempre haverá algumas derrotas, assim como na vida de um perdedor sempre haverá vitórias. A diferença é que, enquanto os campeões crescem nas derrotas, os perdedores se acomodam nas vitórias.

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RESUMO

ADUATI, A.C. Levantamento das Diferenças Orçamentárias de uma Obra. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Santa Rosa, 2015.

Com o aumento da concorrência no mercado da Construção Civil, o processo de levantamento de custos assume um papel fundamental na fase de estudo de viabilidade dos projetos. As imprecisões nos processos de quantificação e/ou execução podem arruinar um empreendimento inicialmente identificado como rentável. Geralmente o custo é estimado levando-se em consideração a experiência do gestor, projetos similares ou pelo Custo Unitário Básico (CUB). No entanto, essa prática pode reduzir a assertividade do verdadeiro custo do empreendimento, tendo em vista que para o processo de orçamentação os projetos deverão estar concluídos. Este trabalho tem como objetivo identificar as diferenças orçamentárias verificadas em um estudo de caso realizado em uma obra executada na cidade de Porto Alegre. Ainda, buscou-se elencar os principais motivos causadores dessas diferenças. Os resultados indicam que a curva ABC tem grande importância no processo de orçamentação, uma vez que faz a separação dos itens mais impactantes e que devem receber atenção especial. No entanto, o orçamento estudado sofreu distorções que variam de 10 a 25% não podendo ser afirmado com exatidão, pois a obra não se encontra concluída até o presente momento.

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ABSTRACT

ADUATI, A.C. Levantamento das Diferenças Orçamentárias de uma Obra. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Santa Rosa, 2015.

With increasing competition in the civil construction market, cost assessment process plays a key role in the project feasibility stage. Inaccuracies in measurement processes and / or execution can ruin a project initially identified as profitable. Usually the cost is estimated taking into account the experience of the manager, similar projects or the Basic Unit Cost (CUB). However, this practice can reduce the assertiveness of the true cost of the project, considering that for the budgeting process of the projects should be completed. This work aims to identify the budgetary differences found in a case study of a work performed in Porto Alegre. Still, he tried to list the main reasons causing these differences. The results indicate that the ABC curve has great importance in the budget process, since it makes the separation of the most striking and should receive special attention items. However, the budget has studied distortions ranging from 10 to 25% cannot be stated precisely because the work is not completed to date.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1:Etapas do orçamento ... 16

Figura 2: Cub/m² outubro de 2015 ... 19

Figura 3: Curva ABC ... 24

Figura 4: Delineamento da Pesquisa ... 26

Figura 5: Fachada Principal da edificação em estudo ... 29

Figura 6: Gráfico de Pareto ... 33

Figura 7: Curva ABC ... 35

Figura 8: Orçado x Executado ... 36

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Ferramentas utilizadas no planejamento e controle da produção na

construção civil ... 22

Tabela 2 Orçamento detalhado ... 30

Tabela 3: Divisão dos itens macro ... 32

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LISTA DE SIGLAS

CAIXA Caixa Econômica Federal

PCP Planejamento e Controle da Produção

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 12 1.1 CONTEXTO ... 12 1.2 PROBLEMA ... 13 1.2.1 Questões de Pesquisa ... 13 1.2.2 Objetivos de Pesquisa ... 14 1.3 DELIMITAÇÃO ... 14 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 15 2.1 DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO ... 15 2.1.1 Custos Diretos ... 17 2.1.2 Custos Indiretos ... 17 2.2 TIPOS DE ORÇAMENTO ... 17 2.2.1 Estimativa de custo ... 18

2.2.2 Estimativa de custo pelo Custo Unitário Básico (CUB) ... 18

2.2.3 Orçamento analítico ou detalhado ... 19

2.2.4 Orçamento sintético ou resumido ... 20

2.3 DIFICULDADE DE ORÇAMENTAÇÃO ... 20 2.4 PLANEJAMENTO E CONTROLE ... 21 2.4.1 Curva ABC ... 23 3 MÉTODO DE PESQUISA ... 25 3.1 ESTRATÉGIA DE PESQUISA ... 25 3.2 DELINEAMENTO ... 26 3.3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA ... 27

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS ... 29

4.1 APRESENTAÇÃO DA OBRA ... 29

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4.3 ANÁLISE DOS DADOS ... 36

4.4 IDENTIFICAÇÃO DAS CAUSAS ... 37

4.5 FEEDBACK COM A EMPRESA ... 38

5 CONCLUSÕES ... 40

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_____________________________________________________________________________________________ Alex Cristiano Aduati ([email protected]). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa

DCEENG/UNIJUÍ, 2015

1 INTRODUÇÃO

Neste capítulo é apresentado o escopo do trabalho. Na seção 1.1 é abordado o contexto do trabalho. A seguir, no item 1.2 apresenta o problema, além das questões de pesquisa e objetivos. Dando continuidade o item 1.3 relata o delineamento proposto. Por fim, descreve-se a estrutura do trabalho apresentado na seção 1.4

1.1 CONTEXTO

Segundo Golçalvez (2011) o mercado da construção civil é muito cíclico: em várias oportunidades o mercado apresenta baixas, exigindo, assim, um preço competitivo, e, em outros momentos de grande procura, gerando uma competitividade elevada e, novamente, a necessidade de preços competitivos. Deste modo, o lucro passou a depender, muito constantemente, da redução de custo, e com isso, a orçamentação, o planejamento e a gestão de custos têm assumido um importante valor para a sobrevivência das empresas atuantes neste ramo (COSTA; SERRA,2014).

Contudo, diferentemente de outras indústrias, a Construção Civil, ao final da execução, obtém a “edificação”, produto este com características únicas, de escopo amplo e custo elevado, o que torna a criação de um protótipo muitas vezes difícil e inviável (MARCHIORI, 2009). Assim, a falta de planejamento nas empresas pode ser apontada como uma das principais causas para a ocorrência das perdas na construção, sendo, desta forma, importante o desenvolvimento de trabalhos que possam melhorar o desempenho de tal processo (SOILBELMAN, 1993; ALARCÓN, 1997, FORMOSO et al., 1999; ALVES, 2000).

Nesse sentido, o processo de Planejamento e Controle da Produção (PCP) tem papel fundamental no desenvolvimento da construção civil, e diversos estudos realizados tanto no Brasil quando no exterior concluíram que as deficiências no planejamento e controle são os principais motivos da baixa produtividade no setor, além de elevadas perdas e baixa qualidade de seu produto (FORMOSO et al., 1999).

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

1.2 PROBLEMA

Segundo Barros Neto (1999) apesar dos avanços do setor, a preocupação com a gestão da produção é historicamente limitada, tendo em vista que a construção propriamente refere-se a aproximadamente 50% dos custos de produção, o restante refere-se aos custos com marketing, compra de terreno e vendas.

Tas e Yaman (2005) apontam que os orçamentos tradicionalmente elaborados pelas empresas não apresentam um nível de detalhamento e precisão compatível com a importância desta ferramenta gerencial para a sua sobrevivência. Ainda para os mesmos autores, os métodos tradicionais de orçamentação tornam-se obsoletos com o passar do tempo, pois os projetos têm apresentado tamanhos cada vez maiores.

Ainda, para Losso (1995), os orçamentos elaborados no Brasil nas últimas décadas são passíveis de diversas críticas, quais sejam: a falta de precisão das estimativas, a falta de pontualidade e periodicidade das informações de custo e a pouca possibilidade de utilização do orçamento no acompanhamento dos custos da obra.

Segundo O’Brien (1994), a precisão de uma estimativa pode variar com a riqueza de detalhes do levantamento de quantitativos e com a relevância da base de dados utilizada. Para o mesmo autor, chegar ao custo final é importante, no entanto existem diversas condicionantes que podem aumentar o valor orçado em até 100% .

Este fato pode ser explicado tendo em vista que em várias empresas os orçamentos são executados com os projetos ainda em fase de elaboração. Este procedimento pode ser um tanto arriscado, indo de encontro com a ideologia do autor citado.

Pelos motivos supracitados, além de um interesse pessoal referente a assuntos que tratam de orçamentação e controle de obras, optou-se pelo desenvolvimento do presente estudo, tendo em vista que diversas empresas no ramo da construção civil encontram dificuldades referentes ao assunto em questão.

1.2.1 Questões de Pesquisa

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_____________________________________________________________________________________________ Alex Cristiano Aduati ([email protected]). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa

DCEENG/UNIJUÍ, 2015

 Que motivos causam desvios no valor orçado quando comparado com o executado no canteiro de obras?

A questão em estudo originou as seguintes questões secundárias:

 Quais itens tiveram maior alteração em relação ao orçado e executado?

 Quais diretrizes podem ser tomadas pelos gestores com a finalidade de melhorar a gestão orçamentária?

1.2.2 Objetivos de Pesquisa

 O objetivo geral da pesquisa tem como propósito identificar os motivos que causam alterações entre o orçado e o executado em uma obra de construção civil. Com base nisso foram elencados os seguintes objetivos específicos:

 Avaliar os itens mais impactantes nas alterações orçamentárias;  Propor diretrizes para a melhoria da gestão orçamentária; 1.3 DELIMITAÇÃO

Este trabalho delimitou-se apenas a alguns itens macro do orçamento, por exemplo: fundações, alvenarias ou estruturas, não sendo detalhado nenhum destes serviços em subitens, tais como: vigas, formas e pilares.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Baseando-se na pesquisa bibliográfica, o capítulo aborda a definição de orçamento, os principais problemas envolvendo, os processos de orçamentação e também as técnicas envolvidas. Na sequência, serão apresentados conceitos referentes a planejamento e controle, bem como as ferramentas disponíveis para tal tarefa.

2.1 DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO

O processo de orçamentação consiste em quantificar os insumos, mão de obra, ou equipamentos necessários para a realização de uma obra ou serviço, além dos seus respectivos custos e tempo de duração dos mesmos (ÁVILA; LIBRELOTO; LOPES, 2003).

Matos (2006, p.24) distingue orçamento (produto) de orçamentação (processo de determinação) e ainda acrescenta: [...] orçar não é um mero exercício de futurologia ou jogo de adivinhação”

Goldman (2004) apresenta o orçamento detalhado como, sem dúvida, a mais importante ferramenta para o planejamento e acompanhamento dos custos envolvidos nas obras de engenharia.

Na engenharia, de um modo simplista, pode-se dizer que orçamento é o levantamento dos custos para executar uma obra ou um empreendimento. Quanto mais detalhado for o orçamento, mais ele se aproximará do custo real (SAMPAIO, 1999 apud BELTRAME, 2007).Para isso, o custo total deverá ser subdividido em seus principais componentes, alocados nos pacotes de trabalhos, contas de controle e produtos intermediários, ao logo do cronograma do projeto, possibilitando ter uma referência para acompanhar a evolução do mesmo (BARBOSA et al., 2009).

Mattos (2006), de forma esquemática, apresenta uma sugestão para a realização do orçamento, sendo ele composto de três etapas de trabalho: estudo das condicionantes, composição de custos e determinação do preço.

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Este processo pode ser observado na Figura 1.

Figura 1:Etapas do orçamento

Fonte: Adaptada de Mattos (2006)

De acordo com o fluxograma proposto por Mattos (2006), é possível identificar as três etapas da elaboração do orçamento. A etapa inicial, Estudo das Condicionantes, é constituída de uma leitura e interpretação do projeto, leitura e interpretação do edital e visita técnica. Na sequência, o item Composição de Custos é subdividido em: identificação dos serviços, levantamento de quantitativos e custos diretos e indiretos. Por fim, o Fechamento do Orçamento apresenta o lucro, preço de venda/BDI e planilhas de preço.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

Para Santos et al. (2009), os orçamentos tradicionais geralmente dividem os custos da obra em custos diretos e indiretos.

2.1.1 Custos Diretos

De acordo com Kernet al. (2004) os custos diretos são estimados por composições de custos relativas às atividades de transformação da obra, através de coeficientes de consumo para cada insumo da atividade orçada, enquanto que os custos indiretos geralmente são estimados através de uma taxa percentual sobre o custo direto da obra.

Dias (2000) defende um conceito bastante subjetivo para os custos diretos: “custo direto corresponde a todos os serviços constantes da planilha de quantidades e preços; seja ela fornecida pelo cliente ou mesmo quando formulada pelo orçamentista”.

2.1.2 Custos Indiretos

Tisaka (2006) define como custos indiretos todas aquelas despesas que não fazem parte dos insumos da obra e sua infraestrutura no local da execução, mas são necessárias para a realização do mesmo.

Para Mattos (2006) os custos indiretos geralmente são influenciados pelo tamanho das construções e tem maior relação com o tempo de duração do empreendimento. Este tipo de insumo não é incorporado na obra e referem-se a gastos com administração, segurança entre outros.

2.2 TIPOS DE ORÇAMENTO

Para o Instituto de Engenharia, de acordo com a Norma Técnica nº 01/2011 (Elaboração de Orçamento de Obras de Construção Civil) para elaboração de orçamento de obras de construção civil, os tipos de orçamento podem ser por estimativa de custo, orçamento preliminar, orçamento analítico ou detalhado e orçamento sintético ou orçamento resumido.

Existem, porém, diversas maneiras e nomenclaturas para dividir os orçamentos variando de acordo com a preferência de cada autor. Para fins deste trabalho serão utilizados os tipos de orçamento conforme citado nos itens anteriores.

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2.2.1 Estimativa de custo

A estimativa de custo tem por objetivo apresentar uma aproximação na qual o custo do empreendimento esteja bem representado, com grau de precisão aceitável no contexto da utilização de seus resultados. (LOSSO, 1995).

Formoso (1986) apud Kern (2005) acrescenta que a estimativa de custo é um processo alimentado por um conjunto de informações e fornece um resultado não determinístico.

Já para Mattos (2006), a estimativa é realizada com base em custos históricos e comparação com projetos similares.

Em geral, a estimativa de custos é feita de indicadores genéricos, números consagrados que servem para uma primeira abordagem da faixa de custo da obra. A tradição representa um aspecto relevante na estimativa. (MATTOS, 2006, p. 34.)

2.2.2 Estimativa de custo pelo Custo Unitário Básico (CUB)

O CUB/m² (Custo Unitário Básico) originou-se da Lei nº 4.591 (BRASIL, 1964), que trata sobre o Condomínio em Edificações e as Incorporações Imobiliárias.

A Lei nº 4.591 (BRASIL 1964), no. § 3 do Art. 54 descreve: que os responsáveis pela divulgação mensal dos custos unitários a serem utilizados é de obrigatoriedade dos sindicatos estaduais da construção civil. E os orçamentos ou estimativas, baseando nestes custos, só poderão ser considerados atualizados, em certo mês, se baseados em custos relativos ao próprio mês, ou no máximo há dois meses anteriores.

Conforme mencionado, é de suma importância utilizar as planilhas do valor do CUB/m² atualizadas. A Figura 2 apresenta o a planilha referente ao mês de outubro de 2015 para o Estado do Rio Grande do Sul.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA Figura 2: Cub/m² outubro de 2015

Fonte:Sinduscon-RS

Sendo assim, facilmente obtemos o custo de um empreendimento, bastando apenas multiplicar o valor correspondente a tipologia do projeto por sua área construída (MATTOS, 2006).

Logo:

Custo Total = Área de Construção x CUB

Segundo Canxatanhede (2003), a importância do CUB continua sendo na sua utilização como instrumento de avaliação de valores aproximados de custo para execução de incorporações imobiliárias, no início do processo, onde, muitas vezes, o incorporador somente tem o projeto arquitetônico do prédio que pretende edificar.

2.2.3 Orçamento analítico ou detalhado

O orçamento analítico ou detalhado consiste no detalhamento de todas as suas etapas resultando na confiabilidade do preço apresentado, é o tipo de orçamento onde toda a metodologia é aplicada considerando todos os recursos e variáveis (VALENTINI, 2009).

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Segundo Cordeiro (2007), durante a análise do projeto, é fundamental extrair os dados necessários para compor o projeto, tais como: instalações, infraestrutura, fundações e outros que discriminam os itens e subitens relacionados aos serviços que compõem o orçamento obtendo assim, uma relação completa das informações necessárias.

No entanto, segundo Xavier (2008), para a elaboração do orçamento detalhado, é fundamental que o profissional tenha um bom conhecimento dos métodos construtivos e, principalmente do processo de execução da obra. É necessário entender os seguintes itens:

 Entendimento dos projetos, através das informações disponíveis (plantas baixas, cortes, elevações, detalhes construtivos, memorial descritivo e caderno de encargos);

 Quantificação dos serviços, através da extração das informações contidas nos projetos (cálculo dos volumes e áreas);

 Cálculo dos preços unitários (preço de mercado);

 Elaboração das composições (materiais e mão de obra); 2.2.4 Orçamento sintético ou resumido

De acordo com Tisaka (2011), o resumo do orçamento analítico expresso através das etapas com valores parciais ou grupos de serviços a serem realizados, com seus respectivos totais e o preço do orçamento da obra.

Segundo Morethson (1999), o mesmo é utilizado em construtoras para averiguações rápidas que não exijam análises de composições de custo e quantidades de serviços. Também é utilizado para apresentação de propostas orçamentárias, aos quais mais interessa o custo total dos itens principais de forma precisa, sendo necessário de antemão ser composto o orçamento detalhado (MINICHIELLO, 2007).

2.3 DIFICULDADE DE ORÇAMENTAÇÃO

Para Marchiori e Souza (2006), muitas vezes o orçamento é elaborado, com a finalidade de se chegar a um custo de referência quanto ao ônus total, o que não reflete a realidade que se

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dará durante a execução dos serviços, sendo assim, não pode ser utilizado como ferramenta para a gestão dos custos.

Outro fator relevante diz respeito ao processo de quantificação dos insumos, e este foi abordado em diversos trabalhos, tais como Lopes (1982), Otero (2004) e Assumpção e Fugazza (2000).

De modo geral, a quantificação e sua padronização foram pouco exploradas nas pesquisas acadêmicas, até porque a diversidade de insumos com naturezas tão distintas torna difícil a abordagem do tema, confirmando uma das conclusões do trabalho de Marchiori e Souza (2005). 2.4 PLANEJAMENTO E CONTROLE

O processo de planejamento e controle de obras consiste num conjunto de ações necessárias que tem como objetivo evitar a baixa produtividade, sendo de importância relevante para o controle da produção (CARDOSO, 2009).

Para Goldman (2004) para a obtenção de um bom planejamento e controle das obras o passo inicial é a organização. Portanto, a estrutura de serviços deve ser organizada de acordo com a estrutura de custos e contratações de um empreendimento.

O planejamento e controle são necessários devido a diversos motivos (LAUFER, 1990

apud BERNARDES, 2001):

 Facilitar a compreensão dos objetivos do empreendimento;

 Definir todos os trabalhos exigidos para habilitar os participantes a identificar e planejar a sua parcela do trabalho;

 Auxiliar nos processos de orçamentação e programação;

 Melhorar o desempenho da produção através da consideração e análise e processos;

 Fornecer padrões para monitorar, revisar e controlar a execução do empreendimento;

Para Marchesan (2001), a produção na construção acaba sendo conduzida por planos informais, elaborados com base na experiência dos executores das obras que, em muitos casos,

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diferem dos planos formais. O referido autor mostra uma inquietação quanto às situações que favorecem a irregularidade na execução de obras.

De acordo com os pesquisadores Alberton e Ensslin (1994), existem várias técnicas que ajudam o planejamento e controle de obras, como diagrama de barras, cronograma de Gantt, redes PERT/COM e etc., os quais possibilitam melhorias substanciais em termos de desempenho global.

A Tabela 1 apresenta de forma clara e objetiva o conceito e as principais características das ferramentas de controle de obras citadas anteriormente:

Tabela 1:Ferramentas utilizadas no planejamento e controle da produção na construção civil

Ferramenta Conceito Característica

Cronograma Físico -Financeiro

Estabelece o início e o término das diversas etapas de serviços de construção, dentro das faixas de tempo previamente determinadas, possibilitando acompanhar e controlar a execução planejada.

Contém os itens principais e subitens das etapas de serviços de uma obra, apresentam as atividades e os tempos de execução por período de duração, geralmente em meses, os valores totais e o percentual de execução acumulado.

Cronograma de Gantt

Consiste num diagrama onde cada barra tem um comprimento diretamente proporcional ao tempo de execução real da tarefa. O começo gráfico de cada tarefa ocorre somente após o término das atividades das quais depende. As atividades para elaboração do cronograma de Gantt compõem a determinação das tarefas, das dependências, dos tempos e a construção gráfica. Apresenta facilidade em controlar o tempo e em reprogramá-lo; Falha no sentido de fornecer informações para previsão e tomada de decisão;

Não mostra os custos da produção no diagrama; Não indica quais tarefas são críticas para execução da obra, ou seja, podem por em risco o cumprimento do prazo de execução.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

PERT

Os métodos PERT

(ProgramEvoluationandReviewTechnique – Programa de Avaliação e Técnica de Revisão) e CPM (CriticalParthMethod – Método do Caminho Crítico), são bem similares, pode-se dizer que partem da mesma idéia. Estas técnicas foram desenvolvidas independentemente nos anos 50 para ajudar no controle de projetos grandes e complexos. Desde então, têm sido combinadas e usadas extensivamente para o planejamento de projetos e o controle dos mesmos.

Descrevem a tarefa, a duração e ainformação de dependência das mesmas. Cada gráfico começa em um nó inicial, do qual as primeiras tarefas são originadas. Cada tarefa é representada por uma linha que indica seu nome, sua duração. A outra extremidade da linha da tarefa é terminada num outro nó, que é o começo de outra tarefa. Cada tarefa é conectada às suas tarefas sucessoras, o que dá a forma de rede de nós e linhas conectadas.

Fonte: adaptado de Nogueira (2004)

2.4.1 Curva ABC

A curva ABC permite a verificação de quais insumos impactam mais no orçamento, permitindo assim um melhor gerenciamento da obra, além do período em que os recursos de maior custo serão desembolsados.

Cardoso (2009) ressalva que a curva ABC é uma informação gerencial importante para o planejamento e controle de custo do empreendimento.

Mattos (2006) enfatiza que:

A Curva ABC é uma ferramenta que o orçamentista não pode deixar de gerar ao final do processo de orçamentação. Ela traz benefícios para o próprio orçamentista e também para o engenheiro que vai gerenciar a obra. A curva ABC aponta os itens que mais pesam na obra. É justamente nesses itens que o gerente da obra deve se concentrar para melhorar o resultado de sua obra. (MATTOS, 2006, p. 176)

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DCEENG/UNIJUÍ, 2015 Figura 3: Curva ABC

Fonte: Mattos, 2006, p. 175

Segundo Mattos (2006), a finalidade da curva ABC é demostrar os insumos presentes no empreendimento. Nas faixas A e B são alocados os de maior valor e na faixa C os menos significantes. Sendo assim, os insumos presentes nas faixas A e B merecem cuidado especial tanto na fase de orçamentação quanto na busca por preços favoráveis. Na faixa C estão alocados os insumos de menor valor agregado, porém não devem ser negligenciados pelo orçamentista.

Ainda, o mesmo autor considera que a curva A corresponde a cerca de 50% do custo total. A curva B é constituída de 30%, totalizando 80% do custo, os 20% restantes representam a parcela da curva C.

Desta forma, verifica-se como a importância deste processo de gerenciamento da obra, uma vez que erros tanto na quantificação e/ou execução de insumos presentes principalmente nas faixas A ou B poderão acarretar em grandes acréscimos no valor do empreendimento.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

3 MÉTODO DE PESQUISA

Este capítulo apresenta o método de pesquisa utilizado. Inicialmente, na seção 3.1 será apresentada a estratégia de pesquisa. Na sequência, a seção 3.2 será formada pelo delineamento proposto, posteriormente, na seção 3.3 será composta pela caracterização da empresa na qual foi executado o estudo de caso.

3.1 ESTRATÉGIA DE PESQUISA

O trabalho consiste em um estudo de caso realizado em uma obra em fase de execução na cidade de Porto Alegre/RS. Quanto ao método de pesquisa foi do tipo exploratório.

A pesquisa exploratória, segundo Gil (2008), tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. A grande maioria dessas pesquisas envolve:

(a) levantamento bibliográfico;

(b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado;

(c) análise de exemplos que estimulem a compreensão; Fonseca (2002) define estudo de caso como:

Um estudo de caso pode ser caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida como um programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa, ou uma unidade social. Visa conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos, procurando descobrir o que há nela de mais essencial e característico. O pesquisador não pretende intervir sobre o objeto a ser estudado, mas revelá-lo tal como ele o percebe. O estudo de caso pode decorrer de acordo com uma perspectiva interpretativa, que procura compreender como é o mundo do ponto de vista dos participantes, ou uma perspectiva pragmática, que visa simplesmente apresentar uma perspectiva global, tanto quanto possível completa e coerente, do objeto de estudo do ponto de vista do investigador (FONSECA, 2002, p. 33).

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Assim, Yin (1994, apud ARAÚJO et al. 2008) um estudo de caso define-se como o conjunto de características associadas ao processo de coleta de dados além de estratégias de análise dos mesmos.

O objetivo deste tipo de pesquisa consiste na compreensão de um evento em estudo, além de apresentar teorias mais genéricas a respeito do assunto observado.

3.2 DELINEAMENTO

A Figura 4 apresenta o delineamento do presente estudo:

Figura 4: Delineamento da Pesquisa

Fonte: Autoria Própria

Na etapa, 1 nomeada de Compreensão, foram observados os principais fundamentos da engenharia de orçamentação. Para tal, foram definidos os conceitos de orçamento, tipos de orçamento, as dificuldades de orçamentação, planejamento e controle, além de uma breve conceituação sobre a curva ABC, que posteriormente fora utilizada para a categorização dos serviços presentes no orçamento detalhado.

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27

______________________________________________________________________________

LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

a) Seleção de uma obra que atendesse aos requisitos necessários para a realização do estudo proposto;

b) O levantamento de dados que consistiu do contato com a empresa e a disponibilidade de fornecimento do material necessário (projeto arquitetônico, orçamento e relatórios da obra), bem como a aplicação de um questionário referente ao processo de orçamentação na empresa, (APÊNDICE A.)

c) Para a categorização dos itens inicialmente foi dividido os serviços em itens macro, respeitando o orçamento fornecido pela empresa, e, na sequência, foi feita a divisão dos mesmos na curva ABC, alocando cada item em sua respectiva faixa. d) A etapa de análise dos dados consistiu na observação dos itens principais do orçamento, ou seja, os serviços que representam maior fatia em relação ao todo, sendo estes potencialmente perigosos caso ocorra equívocos tanto na orçamentação quanto execução.

e) Por fim, a identificação das causas consistiu em uma entrevista semiestruturada com o responsável da empresa, tendo como objetivo um melhor entendimento sobre os motivos das distorções do orçamento.

A etapa 3, apresentada como Consolidação, consistiu na análise dos resultados obtidos junto a empresa após a aplicação da segunda entrevista. Por fim uma nova conversa com a empresa apresentando os resultados obtidos e argumentando sobre possíveis melhorias nos processos de orçamentação e execução.

3.3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

A empresa A é uma construtora de porte mediano com mais de 15 anos de experiência no mercado construção e incorporação. Sua sede está localizada em Florianópolis e possui uma filial localizada em Porto Alegre, RS.

Na época da pesquisa contava com mais de 130 funcionário diretos e indiretos, divididos em 6 empreendimentos localizados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além disso, para a realização dos projetos (arquitetônico, estrutural, elétrica e lógica) são contratadas empresas terceiras, ficando a cargo dos gestores da empresa apenas o controle dos mesmos durante a execução da obra.

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Para o controle dos empreendimentos eram utilizados softwares específicos para tal finalidade, além de planilhas geradas no Excel.

A etapa de orçamentação ficava a cargo de uma empresa terceirizada. Ficando a cargo da mesma os devidos levantamentos de quantitativos, ao final de tal processo devolve ao gestor tais resultados de forma digital. De porte das destas informações o responsável pela empresa buscava no mercado os insumos necessários para a execução do empreendimento.

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29

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

No presente capítulo será apresentada a obra na qual se deu o estudo de caso, bem como as planilhas orçamentárias utilizadas para as comparações necessárias. Ao final deste capítulo serão apresentados os resultados obtidos, assim como o modelo de entrevista (APÊNDICE A) aplicada com o gestor da empresa após a análise dos dados.

4.1 APRESENTAÇÃO DA OBRA

Para a elaboração deste trabalho foi utilizado um edifício de 17 pavimentos executada na cidade de Porto Alegre/RS. A edificação conta com uma área total construída de aproximadamente 10.069 m².O cronograma inicial contava com 40 meses, com início em maio de 2012 e término em setembro de 2015, em virtude do atraso ocorrido na obra não foi possível obter dados finais no presente trabalho.

Para a locação das fundações foram utilizados aparelhos de alta precisão, com o intuito de evitar erros nesta etapa da obra. A estrutura é de concreto armado, com blocos cerâmicos para o fechamento das alvenarias tendo as seguintes dimensões: 14x10x29cm.

Na Figura 5 é apresentada a fachada principal da edificação em estudo.

Figura 5: Fachada Principal da edificação em estudo

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4.2 CATEGORIZAÇÃO DOS ITENS DO ORÇAMENTO

A Tabela 2 apresenta os itens constituintes dos serviços preliminares gerais no modelo de planilha utilizado pela empresa.

Tabela 2 Orçamento detalhado

Item Discriminação dos serviços un

Quantidades Custos Unitários Custos Totais Total Geral

Mat. Mão

obra Material Mão obra Material Mão obra

1 SERVIÇOS PRELIMINARES E

GERAIS 609.851,87 2.339.457,36 2.949.309,

11 SERVIÇOS PRELIMINARES 215.419,06 772.701,96 988.121,

111 SERVIÇOS TECNICOS 1.295,70 609.447,50 610.743,20

Vistoria e Laudos prj 1,00 10.365,00 10.365,00 10.365,00

Levantamento Topografico do Terreno prj 1,00 3.239,50 3.239,50 3.239,50

Sondagem Geologica prj 1,00 3.887,10 3.887,10 3.887,10 Projeto Arquitetonico/Detalhamento prj 1,00 329.792,50 329.792,50 329.792,50 Projeto Eletrico/Telefonico prj 1,00 23.322,60 23.322,60 23.322,60 Projeto Hidrossanitario/PrevençaoIncendio prj 1,00 23.322,60 23.322,60 23.322,60 Projeto Estrutural prj 1,00 130.477,00 130.477,00 130.477,00 Projeto de Fundaçoes/Consultoria prj 1,00 10.365,60 10.365,60 10.365,60

Projeto Bacia Captaçao Pluvial prj 1,00 3.887,10 3.887,10 3.887,10

Projeto de Escavaçoes/Subsolo prj 1,00 3.887,10 3.887,10 3.887,10

Memorial Prevençao de Incendio/PPCI prj 1,00 5.830,00 5.830,00 5.830,00

Projeto de Instalaçoes Central de Gas prj 1,00 1.295,70 1.295,70 1.295,70

Projeto

VentilaçaoMecanica/Pressurizaçao prj 1,00 5.830,00 5.830,00 5.830,00 Compatibilizaçao de Projeto/Alvenarias prj 1,00 12.957,00 12.957,00 12.957,00

Projeto de Urbanizaçao e Paisagismo prj 1,00 19.435,50 19.435,50 19.435,50

Projeto e Assessoria Ambiental/SMANN prj 1,00 7.774,70 7.774,70 7.774,70

Projeto Segurança Interna/Canteiro

Obra prj 1,00 2.478,50 2.478,50 2.478,50 Orçamentos/Cronogramas prj 1,00 7.500,00 7.500,00 7.500,00 Planilhas de Areas NBR12721 prj 1,00 3.800,00 3.800,00 3.800,00 Despesas de Copias/Ante-Projetos/Projetos prj 1,00 1.295,70 1.295,70 1.295,70 112 DESPESAS INICIAIS 31.761,30 31.761,30

Copias de Projetos para Aprovaçao cj 3,00 652,60 1.957,80 1.957,80

Despesas Legais/Aprovaçao txa 1,00 6.478,50 6.478,50 6.478,50

Seguros Construçao/Responsabilidade Civil me s 30,00 777,50 23.325,00 23.325,00 113 INSTALAÇÖES PROVISORIAS 182.362,06 163.254,46 345.616,52 Placas da Obra un 1,00 2.393,30 2.393,30 2.393,30 Telheiros de Trabalho m2 12,00 12,00 46,18 33,89 554,16 406,68 960,84

Base da Torre do Guincho un 1,00 1,00 1.216,33 423,62 1.216,33 423,62 1.639,95

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

InstalaçoesProvisorias de Energia prv 1,00 1,00 3.230,00 2.590,00 3.230,00 2.590,00 5.820,00 InstalaçoesSanitariasProvisorias prv 1,00 1,00 4.287,00 3.223,00 4.287,00 3.223,00 7.510,00 InstalaçoesProvisorias de Agua/Bombas prv 1,00 1,00 1.895,00 1.625,00 1.895,00 1.625,00 3.520,00 Andaimes Externos/Assoalho m 60,00 53,01 3.180,60 3.180,60 Andaimes Externos/Montagem e Desmontagem m 713,00 27,30 19.464,90 19.464,90 Portao de Acesso Material/Pessoal un 1,00 1,00 480,95 160,77 480,95 160,77 641,72

Depositos e Barracoes de Obra/Externo m2 50,00 50,00 129,00 182,00 6.450,00 9.100,00 15.550,00

Depositos e Barracoes de

Obra/Interno/Rema m2 50,00 50,00 48,29 182,00 2.414,50 9.100,00 11.514,50 Tapume de Concreto Pre-Moldado h=

2,10 m m 29,30 29,30 153,78 27,12 4.505,75 794,62 5.300,37 Andaimes Internos-Assoalho m2 850,00 43,06 36.601,00 36.601,00 Andaimes Internos/Montagem/Desmontagem m2 10.069 ,70 5,77 58.102,17 58.102,17 Bandejas de Proteçao 250+80/Assoalho m 246,80 126,78 31.289,30 31.289,30 Bandejas de Proteçao 140+80/Assoalho m 330,00 88,71 29.274,30 29.274,30 Tela Proteçao de Perimetro/Laranja

h=1,20 m

2.234,0 0

2.234,

00 1,89 1,22 4.222,26 2.725,48 6.947,74

Tela Proteçao de Fachada/Azul m2 4.500,0 0 4.500, 00 2,42 1,22 10.890,00 5.490,00 16.380,00 Bandejas Proteçao 250+80/Mont.Desmontagem m 493,60 26,12 12.892,83 12.892,83 Bandejas Proteçao 140+80/Mont.Desmontagem m 551,50 13,06 7.202,59 7.202,59 ProteçaoProvisoria Escadaria pav 19,00 19,00 182,25 36,48 3.462,75 693,12 4.155,87

Proteçao de Madeira/Perimetro Lajes m 511,50 511,50 34,77 44,32 17.784,86 22.669,68 40.454,54 Fonte: Empresa A

A tabela apresenta um exemplo de um item macro (serviços preliminares gerais) com seus respectivos serviços descritos. Pode-se observar que os itens ligados a projetos representam grande valor, ultrapassando R$ 500 mil reais.

A determinação do valor total do empreendimento parte desta planilha, uma vez somados todos os itens macro presentes no orçamento. Porém neste trabalho somente o item acima apresentado foi descrito de forma detalhada, com o intuito de facilitar a compreensão.

Com a planilha orçamentária completa foi possível fazer a divisão de todos os itens macro do orçamento, respeitando as divisões sugeridas pela empresa, que serviu como base para a realização do gráfico de pareto e da curva ABC. Conforme a Tabela 3.

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_____________________________________________________________________________________________ Alex Cristiano Aduati ([email protected]). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa

DCEENG/UNIJUÍ, 2015 Tabela 3: Divisão dos itens macro

Código Descrição Orçamento (Maio 2012)

01.001 SERVIÇOS PRELIMINARES R$ 988.120,52 01.002 SERVIÇOS GERAIS R$ 1.961.188,21 02.001 INFRA ESTRUTURA R$ 1.217.405,73 03.001 CONCRETO ARMADO R$ 2.599.776,62 04.001 ALVENARIAS E DIVISÓRIAS R$ 840.801,17 04.002 ESQUADRIAS METALICAS R$ 837.317,09 04.003 ESQUADRIAS DE MADEIRA R$ 439.163,07 05.001 COBERTURA E PROTEÇOES R$ 52.918,75 05.002 IMPERMEABILIZAÇÕES R$ 225.390,35 06.001 REVESTIMENTOS INTERNOS R$ 527.204,63

06.002 AZULEJOS E CERAMICAS EM PAREDES R$ 325.117,33

06.003 REVESTIMENTOS EXTERNOS R$ 1.017.704,80

06.004 PINTURA R$ 494.734,88

07.001 PISOS DE MADEIRA R$ 57.541,80

07.002 PISOS / CONTRAPISOS R$ 381.175,97

07.003 RODAPÉS / SOLEIRAS / BASALTO / FUNILARIA R$ 210.691,56

08.001 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELEFÔNICAS R$ 1.066.840,00

08.002 INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS / GÁS / INCÊNDIO R$ 1.253.767,20

08.003 INSTALAÇÕES MECANICAS E ESPECIAIS R$ 330.160,00

08.004 APARELHOS SANITARIOS, BANCOS E TAMPOS R$ 256.357,25

09.001 CALAFETAÇÃO E LIMPEZA R$ 31.500,00

09.002 LIGAÇÕES DEFINITIVAS E CERTIDÕES R$ 26.628,00

10.001 PAISAGISMO R$ 49.818,20

10.002 SERVIÇOS COMPLEMENTARES R$ 43.299,30

Total da unidade construtiva 15.234.622,43

Fonte: Empresa A

Após a alocação de todos os componentes do orçamento em seus respectivos itens macro foi possível verificar o valor total do empreendimento, gerando um montante de R$15.234.622. Além disso, verifica-se os itens mais impactantes, sendo eles: concreto armado, serviços gerais e infraestrutura. Para uma melhor visualização dos itens mais relevantes no orçamento, os itens foram aplicados no gráfico de pareto, demonstrado na Figura 6.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA Figura 6: Gráfico de Pareto

Fonte: Autoria Própria

Com a realização do gráfico de pareto percebe-se que os três primeiros itens: concreto armado, serviços gerias, e instalações hidrossanitárias representam 38% do valor total do orçamento.

Além disso, para uma análise criteriosa dos itens mais impactantes no orçamento, na sequência é apresentada a divisão dos itens macro dentro das faixas da curva ABC, respeitando tanto as metodologias descritas no capítulo 2, bem como a divisão dos itens proposto pela empresa. Este processo pode ser observado na Tabela 4.

17 30 38 4653 60 66 7277 81 84 8789 92 94 95 97 98 99 99 99 100100100 0.00 20.00 40.00 60.00 80.00 100.00 120.00 0.00 2.00 4.00 6.00 8.00 10.00 12.00 14.00 16.00 18.00 CO N C RE TO A RMAD O SE RV IÇOS G ERAIS IN ST ALAÇ ÕE S H IDROSS AN IT Á RIAS /… IN FRA E ST RU TU RA IN ST ALAÇ ÕE S E LÉ TRICA S E … RE VE ST IME N TOS E X TE RN OS SE RV IÇOS PR ELIM IN A RE S ALV EN AR IAS E D IVISÓR IAS ESQU ADRIAS M ET ALIC AS RE VE ST IME N TOS IN TE RN OS PIN TU RA ESQU ADRIAS DE M ADE IRA PISO S / CONT RAPISO S IN ST ALAÇ ÕE S M ECA N ICA S E E SPE CIA IS AZU LE JOS E CE RAM ICAS E M PA RE D ES APAR ELH O S SAN IT ARIOS , BA N C OS E … IMPE RM EAB ILI ZAÇÕ ES ROD APÉ S / SOLE IRAS / BAS A LT O /… PISO S DE M ADE IRA CO BE RT U RA E P ROT EÇOE S PAIS AG IS MO SE RV IÇOS C OMPL EME N TAR ES CA LAFE TAÇ ÃO E L IMPE ZA LIG AÇ ÕE S D EF IN IT IVAS E C ERT IDÕ ES % do item macro Acumulado

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Tabela 4: Divisão dos itens na curva ABC

Código Descrição Orçamento Base (Maio

2012) % % Acumulado

A

03.001 CONCRETO ARMADO R$ 2.599.776,62 17,06 17,06 01.002 SERVIÇOS GERAIS R$ 1.961.188,21 12,87 29,94 08.002 INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS / GÁS / INCÊNDIO R$ 1.253.767,20 8,23 38,17 02.001 INFRAESTRUTURA R$ 1.217.405,73 7,99 46,16

08.001 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E TELEFÔNICAS R$ 1.066.840,00 7,00 53,16

06.003 REVESTIMENTOS EXTERNOS R$ 1.017.704,80 6,68 59,84

B

01.001 SERVIÇOS PRELIMINARES R$ 988.120,52 6,49 66,33 04.001 ALVENARIAS E DIVISÓRIAS R$ 840.801,17 5,52 71,85 04.002 ESQUADRIAS METALICAS R$ 837.317,09 5,50 77,34 06.001 REVESTIMENTOS INTERNOS R$ 527.204,63 3,46 80,80 06.004 PINTURA R$ 494.734,88 3,25 84,05

c

04.003 ESQUADRIAS DE MADEIRA R$ 439.163,07 2,88 86,93 07.002 PISOS / CONTRAPISOS R$ 381.175,97 2,50 89,44

08.003 INSTALAÇÕES MECANICAS E ESPECIAIS R$ 330.160,00 2,17 91,60

06.002 AZULEJOS E CERAMICAS EM PAREDES R$ 325.117,33 2,13 93,74

08.004 APARELHOS SANITARIOS, BANCOS E TAMPOS R$ 256.357,25 1,68 95,42

05.002 IMPERMEABILIZAÇÕES R$ 225.390,35 1,48 96,90

07.003 RODAPÉS / SOLEIRAS / BASALTO / FUNILARIA R$ 210.691,56 1,38 98,28

07.001 PISOS DE MADEIRA R$ 57.541,80 0,38 98,66

05.001 COBERTURA E PROTEÇOES R$ 52.918,75 0,35 99,01

10.001 PAISAGISMO R$ 49.818,20 0,33 99,33

10.002 SERVIÇOS COMPLEMENTARES R$ 43.299,30 0,28 99,62

09.001 CALAFETAÇÃO E LIMPEZA R$ 31.500,00 0,21 99,83

09.002 LIGAÇÕES DEFINITIVAS E CERTIDÕES R$ 26.628,00 0,17 100,00

Fonte: Autoria própria

Conforme pode ser observado, foram classificados como A cinco itens, tais sejam: Concreto Armado, Serviços Gerais, Instalações Hidrossanitárias, de gás e de incêndio, Infraestrutura e Instalações elétricas e telefônicas. Esses itens correspondem a 6.845.210 reais, representando 45% do valor total orçado na obra. Observa-se também que o item de menor impacto foram as Ligações Definitivas e Certidões, as quais totalizam 26.686 reais, representando 0,17% do orçamento.

A Figura 7 apresenta a curva ABC, com os respectivos itens macro já alocados em cada faixa conforme pode ser observado nas suas respectivas faixas.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA Figura 7: Curva ABC

Fonte: Autoria própria

Nesta figura podemos observar que os serviços mais impactantes no orçamento são respectivamente: concreto armado, serviços gerais, instalações hidrossanitárias gás/incêndio, infraestrutura e instalações elétricas e telefônicas.

Esta informação é de suma importância para a empresa executora do projeto, uma vez que equívocos nas fases construtivas de tais elementos podem ocasionar custos adicionais de grande monta ao investidor.

Para estes elementos geralmente se desprende uma demanda maior de estudos, buscando melhores preços e/ou mão de obra mais qualificada para sua execução, com o intuito de evitar

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 CO N C RE TO A RMAD O SE RV IÇOS G ERAIS IN ST ALAÇ ÕE S H IDROSS AN IT Á RIAS / G ÁS /… IN FRA E ST RU TU RA IN ST ALAÇ ÕE S E LÉ TRICA S E T ELE FÔN ICAS RE VE ST IME N TOS E X TE RN OS SE RV IÇOS PR ELIM IN A RE S ALV EN AR IAS E D IVISÓR IAS ESQU ADRIAS M ET ALIC AS RE VE ST IME N TOS IN TE RN OS PIN TU RA ESQU ADRIAS DE M ADE IRA PISO S / CONT RAPISO S IN ST ALAÇ ÕE S M ECA N ICA S E E SPE CIA IS AZU LE JOS E CE RAM ICAS E M PA RE D ES APAR ELH O S SAN IT ARIOS , BA N C OS E … IMPE RM EAB ILI ZAÇÕ ES ROD APÉ S / SOLE IRAS / BAS A LT O /… PISO S DE M ADE IRA CO BE RT U RA E P ROT EÇOE S PAIS AG IS MO SE RV IÇOS C OMPL EME N TAR ES CA LAFE TAÇ ÃO E L IMPE ZA LIG AÇ ÕE S D EF IN IT IVAS E C ERT IDÕ ES A cu m u lado %

A

B

C

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falhas, uma vez que são potencialmente mais nocivos para o orçamento que itens do grupo C, por exemplo.

4.3 ANÁLISE DOS DADOS

Para as análises necessárias, inicialmente foram executados comparativos entre os valores orçados e executados, para isso utilizou-se de gráficos para uma melhor visualização. Este processo pode ser observado na Figura 8.

Figura 8: Orçado x Executado

Fonte: Autoria própria

Percebe-se com a realização do gráfico que alguns itens tiveram grandes distorções em relação ao valor orçado. O concreto armado, por exemplo, apresentou maior variação seguido de revestimentos internos. O primeiro deles apresenta uma distorção equivalente a 25% do valor orçado que gera um acréscimo de aproximadamente 600 mil reais. O segundo, de forma análoga

R$ 0.00 R$ 500,000.00 R$ 1,000,000.00 R$ 1,500,000.00 R$ 2,000,000.00 R$ 2,500,000.00 R$ 3,000,000.00 R$ 3,500,000.00 SE RV IÇOS PR ELIM IN A RE S SE RV IÇOS G ERAIS IN FRA E ST RU TU RA C O N C RET O A RM AD O ALV EN AR IAS E D IVISÓR IAS ESQU ADRIAS M ET ALIC AS ESQU ADRIAS DE M ADE IRA CO BE RT U RA E P ROT EÇOE S IMPE RM EAB ILIZAÇ Õ ES RE VE ST IME N TOS IN TE RN OS AZU LE JOS E CE RAM ICAS E M… RE VE ST IME N TOS E X TE RN OS PIN TU RA PISO S DE M ADE IRA PISO S / CONT RAPISO S ROD APÉ S / SOLE IRAS / BAS A LT O… IN ST ALAÇ ÕE S E LÉ TRICA S E … IN ST ALAÇ ÕE S… IN ST ALAÇ ÕE S M ECA N ICA S E … APAR ELH O S SAN IT ARIOS ,… CA LAFE TAÇ ÃO E L IMPE ZA LIG AÇ ÕE S D EF IN IT IVAS E … PAIS AG IS MO SE RV IÇOS C OMPL EME N TAR ES

(39)

37

______________________________________________________________________________

LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

apresenta uma distorção de 122%, totalizando um montante de 645 mil reais, porém este item encontrava-se com 90 % dos serviços concluídos quando da realização do presente trabalho.

No entanto, se aplicarmos ao item concreto armado a mesma distorção ocorrida nos revestimentos, o montante gerado seria de 5.771.502 reais. Justificando desta maneira a importância da curva ABC nos orçamentos.

4.4 IDENTIFICAÇÃO DAS CAUSAS

Após a análise dos dados, foram identificados que alguns itens tiverem grandes distorções entre o orçado e o executado, sendo os principais: concreto armado e revestimos internos, que somados acrescem ao valor orçado 1.245.000.00 reais.

Em contrapartida alguns itens apresentaram valor abaixo do orçado, sendo o principal deles serviços gerais. Com um valor 23% menor que o orçado, correspondente a 247.262 reais a menos.

A figura Figura 9 apresenta uma relação entre o valor orçado e o executado até o momento da realização deste trabalho.

Figura 9: Total orçado x Total executado

Fonte: Autoria própria

Com isso nota-se que o valor comprometido se aproxima do valor total do empreendimento. Porém, a obra encontrava-se com apenas 94% dos serviços concluídos e o

R$ 15,234,622.43 R$ 15,031,498.24 R$ 14,900,000.00 R$ 15,000,000.00 R$ 15,100,000.00 R$ 15,200,000.00 R$ 15,300,000.00

Orçamento Base (Maio 2012)

Comprometido no Período (Financeiro)

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percentual comprometido referente ao orçamento ultrapassava os 98%. No entanto, levando-se em consideração o valor comprometido até o momento e comparado à porcentagem para a conclusão do empreendimento pode-se afirmar que haverá um acréscimo variando entre 10 à 25% do valor estimado no orçamento.

Na sequência foram realizadas entrevistas com a empresa para identificar as causas que contribuíram para este acréscimo. (APÊNDICE B).Com a aplicação da entrevista foram obtidas algumas informações referentes às distorções já citadas.

Para o item concreto armado, podemos citar como fator determinante para o acréscimo, o orçamento ter sido elaborado ainda na fase de anteprojeto. Esta prática é bastante utilizada, porém, perigosa. É sabido que existem várias condicionantes que poderão determinar a quantidade deste item, sendo uma delas a experiência do engenheiro calculista. Já o item revestimentos, o valor acrescido diz respeito a um erro nas quantidades orçadas, além da espessura utilizadas no reboco não foram as ideias, aproximadamente oito centímetros .

No entanto, a empresa acredita que todo orçamento tem como objetivo proporcionar um aprendizado aos executores. Na análise entre o orçado e o executado podem ser identificadas três possibilidades de distorção:

a. Determinado insumo ou serviço foi mal quantificado pela equipe responsável pelo orçamento;

b. Determinado insumo ou serviço foi mal orçado pela equipe responsável pelo orçamento;

c. Houve uma gestão da execução inadequada feita pela obra; 4.5 FEEDBACK COM A EMPRESA

Vários são os fatores que podem levar o equívoco no processo de orçamentação, podemos citar entre outros: erro no levantamento de quantitativos, falhas no processo de compra dos insumos ou erro executivo.

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Para o entendimento da forma que era realizado tanto o processo de orçamentação bem como as ferramentas de controle durante a execução da obra, aplicou-se uma entrevista ao gestor da empesa (APÊNDICE A).

Inicialmente, pode-se citar como fator de risco o orçamento ser executado por empresa terceirizada. Este motivo se dá pelo baixo volume de obras, que não justifica a contratação de um funcionário exclusivamente para tal processo. Porém, sempre que possível, são feitas reuniões de ajustes, para melhorar a gestão orçamentária da empresa.

Em relação a utilização a curva ABC, segundo o responsável pela empresa, a curva é elaborada pela empresa responsável pelo orçamento, no entanto, a empresa utiliza parcialmente as informações geradas. Este motivo explica-se pela pouca diferença entre os insumos necessários para a execução de obras de mesma característica (residencial, comercial e etc). Desta maneira os itens impactantes são sempre os mesmos.

Outro fator elencado diz respeito à comunicação dentro da empresa, que pode ser melhorada para minimizar os equívocos durante a execução. Na perspectiva da empresa, a construção civil ainda pode ser considerada artesanal, pois depende da interação entre vários setores (jurídico, compras suprimento, engenharia, etc) para obter um produto final de qualidade. A empresa identifica que existem falhas na comunicação entre os profissionais envolvidos, fator que poderia ser melhorado para evitar erros nas etapas de execução.

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5 CONCLUSÕES

Percebe-se que o processo de orçamentação é um tanto quanto complicado e que várias condicionantes podem ocasionar equívocos a este processo. Apesar disso, o orçamento tem objetivo nortear os empreendimentos no ramo da construção civil, e, desta maneira devem apresentar credibilidade, passando confiança tanto para o executor como para o empresário do ramo imobiliário.

Com a realização desta pesquisa atingiu-se o objetivo geral proposto que consistia na identificação dos motivos causadores das alterações entre o valor orçado e o efetivamente executado em uma obra de construção civil.

Da mesma forma foram alcançados os objetivos específicos do trabalho, que buscava avaliar os itens mais impactantes nas alterações orçamentarias na empresa em questão.

Devido a obra não se encontrar totalmente concluída no período em que o presente estudo foi realizado, alguns itens não puderam ser avaliados de forma mais criteriosa e a real distorção entre o orçado e o executado não pode ser apresentada.

Como sugestão para trabalhos sugere-se a aplicação da curva ABC em um novo empreendimento monitorando os elementos da faixa A. Sendo feita uma verificação nas quantidades orçadas, busca pelo melhor preço e também um controle rigoroso durante a execução da obra.

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LEVANTAMENTO DAS DIFERENÇAS ORÇAMENTÁRIAS DE UMA OBRA

APÊNDICE A

1- A empresa possui algum tipo de certificação de qualidade? Se sim, qual?

2- Como se dá o processo de orçamentação na empresa. Possui algum setor específico para a realização de tal serviço ou é contratada empresa terceira?

3- Para um melhor entendimento dos itens mais impactantes no orçamento, a empresa elabora a curva ABC?

4- Existe alguma metodologia empregada com a finalidade de evitar equívocos durante a execução da obra? Quais?

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