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Pentatlo Moderno

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Academic year: 2021

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Definições e Origens O pentatlo moderno tem seu nome oriundo da Antiga Grécia (composto de corrida de aproximadamente 200 metros, salto em distância, lançamento de dardo, lançamento de disco e luta). Foi idealizado pelo Barão Pierre de Coubertin para ser um esporte que, a exemplo dos Jogos Olímpicos antigos, exaltava o atleta completo, sendo, afinal, introduzido nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, em 1912. A versão original apareceu nos Jogos Olímpicos de 708 AC para aproximar a forma de vida guerreira Espartana, quando então, as provas eram realizadas num só dia e tinham caráter eliminatório. Todos iniciavam com a prova de salto em distância e deveriam superar determinada marca. Os que conseguiam superar passavam adiante, para a prova de lançamento do dardo. Os quatro melhores habilitavam-se para a prova de corrida de aproximadamente 200 metros. Os três melhores na corrida iam para o lançamento de disco em que os dois melhores disputavam a prova final, que era a luta similar atual à luta greco-romana. O vencedor era ovacionado e declarado como atleta mais completo dos Jogos.

O Barão Pierre de Coubertin estava pessoalmente empenhado no retorno do pentatlo aos Jogos. Ele pensou em estimular as relações entre países e assegurar a paz, fazendo com que soldados dos exércitos do mundo inteiro achassem algum interesse comum em uma saudável e estimulante disputa desportiva. Para formar o “novo” pentatlo, o Barão se valeu da história de um mensageiro militar, à época de Napoleão, que recebe a missão de entregar uma mensagem tendo de passar pelas linhas inimigas, montando um cavalo desconhecido através de terreno acidentado e com muitos obstáculos. O mensageiro é interceptado e tem seu cavalo ferido, tendo que atirar contra os inimigos. Quando a munição acaba e o soldado é alcançado, ele é forçado a duelar com uma espada. Após desvencilhar-se, atravessa um rio a nado e corre até o final do seu destino para cumprir com a missão. Desde 1909, tentou-se introduzir o pentatlo no Programa Olímpico. Após duas tentativas, na 14ª sessão do Comitê Olímpico Internacional, em Budapest, em 1911, o COI aceita a proposição de incluir o pentatlo moderno no programa de 1912, em Estocolmo, consistindo de provas conjugadas de tiro, natação, esgrima, hipismo e corrida.

Existem, todavia, razões simbólicas envolvendo o ressurgimento do pentatlo: os cinco aros relacionados aos cinco continentes na simbologia Olímpica moderna proposta por Coubertin assemelham-se ao símbolo do oráculo de Delphos da antigüidade grega, sugerindo que a sacralização da ordem quíntupla constituía uma busca de um ideal de atleta. Em termos mais explícitos, Coubertin, ao imaginar a prova de Pentatlo Moderno, descreveu-a como uma forma de “testar as qualidades morais do homem, suas potencialidades físicas e habilidades motoras, produzindo com isto o ideal do atleta completo”. Repetiu-se, então, uma das formulações de Aristóteles no século V AC: “Os esportistas mais perfeitos são os pentatletas, porque em seus corpos força e velocidade estão combinadas em perfeita harmonia”. Em resumo, Coubertin acreditava que o pentatlo moderno não havia sido proposto para ser um esporte de massa, mas sim uma disciplina esportiva que representasse a educação ideal através do esporte dentro do programa olímpico. Ou seja: quanto mais difícil é uma modalidade, menor será o número de praticantes e melhor será a busca da excelência atlética. No Brasil, a introdução do pentatlo moderno aconteceu também dentro das tradições olímpicas, como se registra a seguir.

1922 Juntamente com as comemorações do Centenário da Independência, foi realizada pela primeira vez, uma competição de

Pentatlo Moderno

RICARDODE ALMEIDA CASTILLO

Modern pentathlon

Modern pentathlon was conceived by Baron Pierre de Coubertin based on the story of a French officer in the 19th century who had to overcome several obstacles in order to deliver a message. Coubertin pictured a competition that would determine the greatest all-around sportsman, following the same purpose of the ancient Olympic Games pentathlon, which included a 200m race, long jump, javelin throw, discus throw, and wrestling, all unrelated events. However, the modern pentathlon, initially called “military pentathlon”, consists of shooting, fencing, swimming, riding, and running - five unrelated events - in this order to test endurance as

well as athletic versatility. The sport first appeared on the Olympic program in 1912, in Stockholm. Brazilian modern pentathlon participated for the first time in an international competition in the South American Olympic Games of 1922, which took place in Rio de Janeiro. The Brazilian team went to the Olympic Games in Berlin in 1936. Five years later (1941) the first South-American championship of modern pentathlon was organized in Buenos Ayres and a Brazilian won the bronze medal. Since then the Brazilian team of modern pentathlon has won the first positions in South American competitions. However, in terms of world

championships, the Brazilian athletes who have been abroad have had few favorable results and in some of the five events (see tables below). In 2003, the Brazilian team of modern pentathlon won the silver medal in the Pan-American Games of Santo Domingo and managed to qualify two athletes for the Olympic Games of Athens in 2004 (a man and a woman). Women competed in modern pentathlon for the first time in Olympic Games in Sydney 2000. Today’s situation of modern pentathlon is characterized by a new boost in the discipline with renewal of athletes and more participation of women.

pentatlo moderno no país tendo como vencedor o capitão do Exército Francisco Pereira da Silva Fonseca. Este evento foi incluído no programa dos Jogos Olímpicos Sul-Americanos no Rio de Janeiro, participando então o pentatlo moderno brasileiro de sua primeira competição internacional.

1926 A Liga de Sports do Exército (sic) inclui a modalidade no seu calendário esportivo, o que se repetiu em 1928 e 1930.

1932 Ao regressar como dirigente dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o capitão do Exército Brasileiro Cyro Riograndense de Resende, promove o treinamento da modalidade visando aos Jogos de Berlim, que se realizariam em 1936.

1936 O Brasil participa, pela primeira vez, de uma competição internacional: os Jogos Olímpicos de Berlim, com atletas e técnicos pagando suas despesas (ver tabela adiante).

1941 Realiza-se em Buenos Aires o Iº Campeonato Sul-Americano. O Brasil obtém o 3º lugar individual com Eloy Oliveira Menezes. 1947 Realiza-se no Rio de Janeiro o IIº Campeonato Sul-Americano. O Brasil obtém o 2º lugar por equipes.

1948 Acélio Morrot Coelho vence a prova de esgrima nos Jogos Olímpicos de Londres.

1950 No III Campeonato Sul-Americano em Buenos Aires, Eric Tinoco Marques obtém o primeiro título individual do Brasil em competição internacional.

1951 No III Campeonato Mundial realizado em Hälsimgbörg, na Suécia, Eduardo Leal de Medeiros vence a prova de tiro, fica em 5º lugar individual e o Brasil obtém o 3º lugar por equipes. Este Campeonato Mundial é, sem dúvida, a melhor participação brasileira. Nos primeiros Jogos Pan-Americanos, realizados neste ano, Eric Tinoco Marques sagra-se o primeiro campeão da história dos Jogos.

1952 Aloyzio Alves Borges vence a prova de esgrima nos Jogos Olímpicos de Helsinque.

1953 Realiza-se em Rocas de Santo Domingo, Chile, o IV Campeonato Mundial. Bruno Hermany vence a prova de natação estabelecendo um novo recorde mundial para a prova.

1954 Realiza-se no Rio de Janeiro o V Campeonato Sul-Americano. Eric Tinoco Marques vence a prova individual e o Brasil vence por equipes. A partir deste campeonato inicia-se a hegemonia do Brasil no continente sul-americano.

1955 O Brasil comparece aos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México, sem obter resultados expressivos na modalidade. 1956 Realiza-se em Montevidéu o VI Campeonato Sul-Americano. Nilo Jaime Ferreira vence a prova individual e o Brasil vence por equipes. A seleção nacional viaja para os Estados Unidos para treinar e competir num evento Mundial. Participação nos Jogos Olímpicos de Melbourne.

1957 A seleção nacional viaja aos Estados Unidos novamente, para treinar e competir.

1958 Realiza-se no Rio de Janeiro o VII Campeonato Sul-Americano, e o Brasil ganha o título por equipe.

1959 Na cidade de San Antonio, Texas, Estados Unidos, realiza-se o Campeonato Mundial. Wenceslau Malta vence a prova de equitação. 1960 O Brasil representa-se nos Jogos Olímpicos de Roma com uma equipe completa, tendo como melhor resultado o 27º lugar obtido por Justo B. Santiago.

1963 Realizam-se em São Paulo os Jogos Pan-Americanos. A prova de pentatlo moderno é realizada na Academia Militar das Agulhas Negras em Resende-RJ. José Wilson Pereira vence a prova de natação e estabelece novo recorde mundial para a prova. Brasil obtém a medalha de prata por equipes.

1964 Nos Jogos Olímpicos de Tóquio houve a participação de apenas um atleta, José Wilson Pereira, obtendo o 28º lugar. Não houve participações brasileiras em competições internacionais no período de 1964 até 1969.

1969 O Exército forma uma delegação de atletas para competir no Campeonato Mundial Militar do Conseil International du Sport Militaire-CISM, incentivados pelo então Coronel Eric Tinoco Marques, ex-pentatleta e comandante da Escola de Educação Física do Exército. A delegação é composta por especialistas de cada prova tendo Justo Botelho como técnico, e Tolentino Paz da Silva, Mauro Patrício Barroso, Sérgio Fett Sparta de Souza e Arthur Cramer Ribeiro como atletas. Ainda em 1969, o Presidente da Confederação Brasileira de Desportos-CBD, João Havelange, envia ao Mundial na Hungria Eric T. Marques como técnico e Sergio Sparta como atleta. 1970 O Brasil participa do Mundial em Warendorf, Alemanha Ocidental, com uma delegação completa. Mauro Barroso vence a prova de hipismo. Novo período sem atividades do pentatlo moderno no Brasil até que, em 1979, Sergio Fett Sparta de Souza assume a Diretoria de Pentatlo Moderno da Confederação Brasileira de Desportos Terrestres, recentemente criada, oriunda da mudança na legislação e conseqüente desmembramento da Confederação Brasileira de Desportos - CBD.

1979 Reiniciam-se as atividades de pentlato moderno no Brasil, por meio de uma prova realizada em Resende-RJ, na Academia Militar das Agulhas Negras.

1980 Em novembro acontece uma prova nacional na cidade de Resende-RJ.

1981 No Rio de Janeiro, o Brasil organiza uma competição internacional com a presença da representação do Chile. 1982 A convite da União Internacional de Pentatlo Moderno e Biatlo, o Brasil envia Ricardo de Almeida Castillo ao Campeonato Mundial Adulto em Roma. Volta do Brasil ao cenário de Campeonatos Mundiais. 1983 São retomados os Campeonatos Sul-Americanos. No Chile, Ricardo de Almeida Castillo fica em 3º lugar individual e o Brasil fica em 3º lugar por equipes.

1984 Organiza-se uma Prova Internacional no Rio de Janeiro com a presença de atletas de Portugal e Chile. Brasil fica em 2º por equipes e a melhor colocação individual fica com Ricardo A. Castillo, em 4º lugar.

1985 Paulo Ferreira Horn obtém o vice-campeonato Pan-Americano, realizado no Chile, e faz a melhor marca (recorde) Sul-Americana. O Brasil fica em segundo por equipes.

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1986 Campeonato do Mundo em Montecatini – Itália, com participação de Ricardo de Almeida Castillo obtendo o 46º lugar, Paulo Ferreira Horn em 52º, Lílian Cristina Martins em 48º e Jaqueline Pirichinski em 48º, além de quatro técnicos. Em Porto Alegre realiza o segundo Campeonato Pan-Americano de Pentatlo Moderno e o Brasil fica em segundo lugar por equipes.

1987 Participação de Ricardo A. Castillo no XXX Campeonato Mundial em Moulins, França.

1988 Em Porto Alegre, Carlos Alberto Selistre consegue qualificação para os Jogos Olímpicos de Seoul, porém o Comitê Olímpico Brasileiro decide não ter representação da modalidade . 1989 No Brasil organiza-se novamente, em Porto Alegre, o III Campeonato Pan-Americano, com a representação brasileira obtendo o 2º lugar por equipes. Saindo do eixo Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, São Paulo qualifica um atleta, Sandro Moreira, para o Campeonato Mundial em Budapest, Hungria.

1990 O Brasil comparece ao Campeonato Pan-Americano de Pentatlo Moderno em San Antonio, Texas, EUA.

1991 O Brasil comparece ao Campeonato Pan-Americano de Pentatlo Moderno na Cidade do México.

Década de 1990 Em 1992 realiza-se, no Rio de Janeiro, um Torneio Pré-Olímpico, porém não há brasileiros qualificados. Neste período houve um interstício de atletas com nível para obter índices internacionais. Em 1993 não foram realizadas competições no Brasil e, em 1994, é realizado o Campeonato Brasileiro no Rio de Janeiro com apenas 6 atletas. No ano seguinte é retomada a realização sistemática de competições no país, porém torna-se evidente a descontinuidade que já ocorrera na década anterior quanto ao ritmo de competições e intercâmbio internacional. Mesmo diante das dificuldades, Niltom Rolim Filho vence o Campeonato

Sul-Americano no Chile, em 1996, e uma delegação brasileira comparece ao Campeonato Mundial em Sofia na Bulgária, em 1997. Em 1998, o Brasil fica em 2º lugar no Campeonato Sul-Americano realizado em Santiago do Chile. Finalmente, em 1999, o pentatlo moderno retorna ao programa dos Jogos Pan-Americanos em Winnipeg, no Canadá, com o envio dos atletas Niltom Rolim Filho, Daniel Vargas dos Santos, Gisela Ferraz e Roberta Doernte Sant’Anna. É a primeira competição feminina em Jogos Pan-Americanos; Niltom Rolim Filho vence o Campeonato Sul-Americano neste ano.

2000 A União Internacional de Pentatlo Moderno-UIPM solicita ao Comitê Olímpico Brasileiro a criação de uma Confederação específica do pentatlo moderno e não eclética como estava até então, vinculada à Confederação Brasileira de Desportos Terrestres-CBDT. 2001 No Campeonato Pan-Americano realizado em Havana, Cuba, o Brasil fica em 2º lugar na prova de revezamento, com os atletas Juliano Gonçalves, Daniel Vargas dos Santos e Niltom Rolim Filho. Niltom Rolim Filho vence o Campeonato Sul-Americano. Neste ano são fundadas três federações estaduais, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Distrito Federal. No dia 21 de outubro é fundada a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno.

2002 Samantha Harvey obtém a melhor colocação feminina em Campeonatos do Mundo, 31º lugar em São Francisco, USA. Situação atual A Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno-CBPM, com sede no Rio de Janeiro e filiada ao Comitê Olímpico Brasileiro, é a entidade responsável nacionalmente pelo desenvolvimento, coordenação, fiscalização e organização do esporte no país. A CBPM inclui federações esportivas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e no Distrito Federal. Atualmente existem aproximadamente 300 praticantes da modalidade no país, concentrados principalmente

nos estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O Brasil, em 2003, conseguiu qualificar dois atletas para os Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, através de Daniel Vargas dos Santos e Samantha Harvey, que também obtiveram a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. A última participação do Brasil em Jogos Olímpicos havia sido há 39 anos em Tóquio. Eduardo Montella Carvalho Carvalho venceu o Campeonato Sul-Americano e estabelece a melhor marca no continente, com 5.456 pontos. O Brasil venceu ainda a competição de revezamento com Eduardo Montella Carvalho, Daniel Vargas dos Santos e Niltom Rolim Filho. São fundadas mais duas federações estaduais: Pernambuco e São Paulo. Em resumo, a fase atual caracteriza-se por haver um novo impulso na modalidade, com renovação de atletas e maior peso na participação feminina.

Fontes Escola de Educação Física do Exército. Manual de Pentatlo Moderno – regras. Rio de Janeiro, s.d; Federazione Italiana de Pentathlon Moderno. Storia. Roma. 2003, disponível em www.fipm.it/fipm_storia.asp acesso em 30 de nov. 2003; Roberti, Roberto. Pentathlon. Milão, Itália: ed Sperling & Kupfer, 1958; Rocha, Anísio S. Os pioneiros do pentatlo moderno do Brasil e as participações de delegações em competições internacionais (1936-1964). Boletim Informativo ASEFEX, Rio de Janeiro; p. 8-10; nov/dez. 1998; Rodrigues, Osíris C.L..Eric Tinoco Marques: referência como atleta e dirigente. Boletim Informativo ASEFEX, Rio de Janeiro, n. XII, n. 42, p. 10-11; mai/jun. 2001; União Internacional de Pentatlo Moderno. História. Monaco, 2003. disponível em www.pentathlon.org/history_of.cfm acesso em de 30 de nov. 2003; Arquivos pessoais de José Uchoa Resende, Niltom Rolim Filho, Ricardo de Almeida Castillo, Sérgio Fett Sparta de Souza e Sílvio Dadia Sampaio; Arquivos da Federação Gaúcha de Pentatlo Moderno; Agradecimentos especiais: José Uchoa Resende, Sérgio Fett Sparta de Souza, Sílvio Dadia Sampaio e André Sena de Albuquerque.

Pentatlo moderno – Participação feminina Modern pentathlon – Women’s participation

O pentatlo moderno feminino teve seu ingresso em Campeonatos do Mundo em Londres no ano de 1981 e nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000. O Brasil teve sua primeira prova em junho de 1983 no Rio de Janeiro, com a participação de 6 atletas.

1983 Sônia Maria Moraes Santos obteve o 4º lugar no I Campeonato Sul-Americano Feminino, realizado em Santiago do Chile.

1984 Carla Dondeo foi vice-campeã sul-americana. 1985 O Brasil participa pela primeira vez de um Campeonato Mundial realizado em Montreal, Canadá.

1986 Com uma equipe bem melhor preparada e estruturada, o Brasil participa do Mundial em Montecatini, Itália. Após este período não houve participações relevantes. A modalidade para as mulheres ficou em segundo plano em praticamente todos os países da América do Sul.

1994 Houve um Campeonato Sul-Americano no Chile, com o Brasil ficando em 5º lugar individual.

1999 Roberta Doernte Sant’Anna fica em 2º lugar no Campeonato Sul-Americano em Santiago, no Chile. 2002 Roberta D. Sant’Anna vence o Sul-Americano realizado em Buenos Aires, na Argentina, e Samantha Harvey, norte-americana de nascimento e naturalizada brasileira, compete pelo Brasil no Campeonato Mundial Feminino realizado em São Francisco, Estados Unidos, passando para a final e obtendo a 31ª colocação.

2003 O Brasil envia uma equipe completa ao Campeonato Mundial em Pesaro, Itália, sem que nenhuma atleta passe para a final. Samantha Harvey obtém a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo e também a vaga para os Jogos Olímpicos de Atenas.

Participações e desempenho da Seleção Nacional em eventos internacionais

Participation and performance of the National Team in international events

Shooting (tiro), fencing (esg), swimming (nat), riding (hip), and running (cor)

Campeonatos Sul-Americanos / South American championships

I CAMPEONATO SULAMERICANO - 1941 - Buenos Aires

NOMES FUNÇÃO RESULTADO

Eloy Oliveira Menezes Atleta 3º

Anísio da Silva Rocha Atleta 7º

Syrto de Andrade Ninô Atleta -X-

II CAMPEONATO SULAMERICANO - 1947 - Rio de Janeiro

NOMES FUNÇÃO RESULTADO INDIVIDUAL RESULTADO EQUIPE

Eric Tinoco Marques Atleta 6º

Eduardo Leal de Medeiros Atleta 8º

José Escobar Beviláqua Atleta 10º 2º

III CAMPEONATO SULAMERICANO - 1950 - Buenos Aires

NOMES FUNÇÃO RESULTADO

Eric Tinoco Marques Atleta 1º

V CAMPEONATO SULAMERICANO – Rio de Janeiro – 1954

NOMES FUNÇÃO Resultado Individual Resultados Equipe Tiro Esg Hip Nat Cor

Brenno Vignoli Atleta 2º 1º 8º 8º 9º 1º 1º

Osvaldo Uchoa Resende Atleta 3º 1º 2º 10º 11º 3º 4º Wenceslau Malta Atleta 5º 1º 4º 6º 17º 4º 5º Augusto C. Rocha Maia Atleta 6º 1º 10º 1º 18º 2º 6º

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Campeonatos Sul-Americanos / South American championships (continuação)

Jogos Pan-Americanos / Pan-American Games

O Brasil participou de 6 Jogos, dos sete que foram organizados. Teve o primeiro campeão em 1951 e ganhou também em 1959. Foi medalha de prata por equipes em 1951, 1959 e 1963 e individual feminino em 2003.

CAMPEONATO SULAMERICANO – Santiago, Chile – 1983

NOMES FUNÇÃO Resultado

Individual Resultados Equipe Tiro Esg Hip Nat Cor Ricardo de A. Castillo Atleta 3º 3º 15º 13º 3º 7º 5º

Lorenzo Martin Atleta 8º 3º 22º 3º 17º 1º 8º

Sebastião Rosa Filho Atleta 17º 3º 14º 22º 19º 2º 21º

Paulo F. Horn Atleta 19º 3º 24º 17º 9º 17º 1º

Paulo Amaral Atleta 18º 6º 20º 10º 7º 20º 6º

Nilo Martin Atleta 21º 6º 19º 3º 22º 3º 11º

Cléber Camerino Atleta 22º 6º 18º 13º 22º 4º 13º Marco A. Soares Atleta 24º 6º 21º 23º 22º 24º 4º

Sônia Santos Atleta 4ª 2ª 5º 3ª 5ª 4ª 7ª

Edilzia Abreu Atleta 8ª 2ª 3ª 9ª 8ª 11ª 3ª

Lílian Cristina Martins Atleta 9ª 2ª 11ª 4ª 1ª 9ª 9ª

Carla Dondeo Atleta 10ª 2ª 5ª 10ª 10ª 7ª 10ª

Patrícia Dondeo Atleta 11ª X 9ª 5ª 10ª 10ª 11ª

JOGOS PAN-AMERICANOS - 1951 - Buenos Aires

NOMES FUNÇÃO Resultado Individual

Rui Pinto Duarte Chefe de Equipe

Salli Szajnfberger Técnico

Resultado por equipes

Eric Tinoco Marques Atleta Campeão Individual 2º

Aloyzio Alves Borges Atleta 2º

Eduardo Leal de Medeiros Atleta 2º

Edgar Manoel Espalter Brilhante

(4/8/1922 – 29 anos) Atleta 2º

JOGOS PAN-AMERICANOS - 1955 - Cidade do México Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Airton Salgueiro Freitas Chefe de equipe 4º equipes

Augusto César de Sá

Rocha Maia Atleta 17° 18º 17º 18º 15º 15º

Breno Vignoli

(26/3/1929 – 26 anos) Atleta 12º 16º 10º 1º 17º 10º Wenceslau Malta

(15/12/1931 – 24 anos) Atleta 13° 5º 14º 12º 2º 14º Eric Tinoco Marques Não competiu

JOGOS PAN-AMERICANOS - 1959 - Chicago - Estados Unidos Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Antônio Pires de Castro Filho Chefe de Equipe

Eric Tinoco Marques Técnico equipes 2º por Wenceslau Malta

(15/12/1931 – 28 anos) Atleta 1° 5º 1º 9º 2º 9º Breno Vignoli

(26/3/1929 – 26 anos) Atleta 12º 10º 14º 1º 14º 5º José Wilson Pereira

(9/1/1935 – 24 anos) Atleta 6° 7º 7º 7º 9º 6º Justo Botelho Santiago

(20/10/1935 – 24 anos) Atleta Reserva

JOGOS PAN-AMERICANOS - 1963 - São Paulo - Brasil Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO

Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Rui Pinto Duarte Chefe de Equipe

Wenceslau Malta

(15/12/1931 – 32 anos) Técnico

2º por equipes José Wilson Pereira

(9/1/1935 – 28 anos)

Atleta - igualou o Recorde Mundial da

Natação 4° 2º 4º 1º 3º 6º

Justo Botelho Santiago

(20/10/1935 – 28 anos) Atleta 5º 8º 4º 4º 4º 4º

Nilo Jaime Ferreira Silva

(24/11/1932 – 31 anos) Atleta 6º 9º 4º 8º 8º 3º

Sálvio da Costa Lemos

(25/7/1933 – 30 anos) Reserva

JOGOS PAN-AMERICANOS - 1999 - Winnipeg - Canadá

NOMES FUNÇÃO Resultado

Héber Garcia Portella Chefe de Equipe / Técnico Marcelo da Silva Gonçalves Técnico

Nilton Gomes Rolim Filho Atleta 8°

Roberta Doernte de Sant’anna Atleta 8º

Gisela Nascimento Ferraz Atleta 9º

Daniel Vargas dos Santos Atleta Não competiu

JOGOS PAN-AMERICANOS - 2003 - Santo Domingo - República Dominicana Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Samantha Coleste Harvey Atleta 2º 976 1000 1184 1072 1024 Roberta Doernte de

Sant’anna Atleta 10º 520 800 1268 1144 520

Daniel Vargas dos Santos Atleta 6° 952 1000 1192 1032 896 Eduardo Augusto Montella

de Carvalho Atleta 10º 784 648 1272 1060 928

Osvaldo Noguti Filho Chefe de Equipe

Evandro Cintra Vidal Filho Técnico

Sylvino Tadeu Veloso Lyra Técnico

Ricardo de Almeida Castillo Técnico

Gisela Nascimento Ferraz Técnica

Jogos Olímpicos / Olympic Games

JOGOS OLÍMPICOS DE BERLIM – 1936 (42 participantes) Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. João Franco Pontes* Chefe de Equipe

Nelson de Oliveira Tinoco Técnico

Guilherme Cathamby Filho* Atleta 36º 38º 31º 28º 26º 40º Rui Pinto Duarte Atleta 37º 40º 36º 23º 35º 33º Anísio da Silva Rocha Atleta 39º 33º 27º 39º 41º 30º

* Foram pagando suas despesas

JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES – 1948 (45 participantes) Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Silvio Américo Santa Rosa Chefe de Equipe

Ayrton Salgueiro Freitas Técnico

Acélio Morrot Coelho Atleta 30º 33º 1º 6m47s 15º 17m34s Aloysio Alves Borges

(18/12/1917 – 31 anos) Atleta 38º 36º 26º 4m40s 33º X Hamilton Soares Berford Atleta 43º 40º 43º 45º 37º 45º

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JOGOS OLÍMPICOS DE HELSINQUE – 1952

Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Antonio Pires de Castro Filho Chefe de Equipe

Ayrton Salgueiro Freitas Técnico

Eduardo Leal Medeiros Atleta 10º 5º 24º 2º 23º 26º Aloysio Alves Borges

(18/12/1917 – 35 anos) Atleta 21º 39º 1º 21º 30º 22º Eric Tinoco Marques Atleta 29º 30º 18º 15º 44º 28º

JOGOS OLÍMPICOS DE MELBOURNE – 1956

Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Antonio Pires de Castro Filho Chefe de Equipe

Nilo Jayme da Silva

(24/11/1932 – 24 anos) Atleta 33º

Na prova de hipismo sofreu uma queda e teve uma luxação na

articulação do ombro Salvio da Costa Lemos

(25/7/1933 – 23 anos) Atleta 27º 19º 26º 25º 21º 30º Wenceslau Malta

(15/12/1931 – 25 anos) Atleta 31º 19º 11º 29º 33º 26º

JOGOS OLÍMPICOS DE ROMA – 1960

Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Antonio Pires de Castro Filho Chefe de Equipe

Eric Tinoco Marques Técnico Justo Botelho Santiago

(20/10/1935 – 21 anos) Atleta 27º 22º 24º 17º 50º 20º Wenceslau Malta

(15/12/1931 – 29 anos) Atleta 32º 12º 40º 43º 17º 32º José Wilson Pereira

(9/1/1935 – 25 anos) Atleta 50º 30º 52º 20º 56º 33º

Campeonatos Mundiais / World Championships

III CAMPEONATO MUNDIAL – Hälsimgbörg, Suécia – 1951 (27 concorrentes) Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Eric Tinoco Marques Atleta

Eduardo Leal de Medeiros 5º lugar Atleta

individual 1º 5º 2º 15º 21º

Aloysio Borges Atleta

3º lugar

por equipes

BRONZE

IV CAMPEONATO MUNDIAL – Roca de Santo Domingo, Chile – 1953 Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Hélio Costa Chefe de Equipe

Eduardo Leal de Medeiros Técnico Eric Tinoco Marques Atleta Osvaldo Uchoa Resende

(19/1/1930 – 23 anos) Atleta 13º 3º 11º 7º

Bruno Hermany Atleta 1º

XVI CAMPEONATO MUNDIAL – Budapest, Hungria – 1969

NOMES FUNÇÃO Eric Tinoco Marques Chefe de Delegação/técnico

Sérgio Fett Sparta de Souza Atleta

XVII CAMPEONATO MUNDIAL – Warendorf, Alemanha Ocidental – 1970 Resultado por prova NOMES FUNÇÃO Resultado Tiro Esg. Nat. Hip. Cor. João Costa Delegação Chefe de

Justo Botelho Técnico Tolentino Paz da Silva Atleta

Mauro Patrício Barroso Atleta 1º

Sérgio Fett Sparta de Souza Atleta Arthur Telles Cramer Ribeiro Atleta

XXVI Campeonato do Mundo – Roma, Itália - 1982

Resultado por prova NOMES FUNÇÃO Resultado

Tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Ricardo de Almeida Castillo Atleta 58º 362 382 968 0 862

XXIX Campeonato do Mundo – Montecatini, Itália - 1986 Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado col./pont. Tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Ricardo A. Castillo

(total de 66 competidores) Atleta 46º - 3813 450 473 1040 826 1024 Paulo F. Horn Atleta 50º - 3387 472 626 944 0 1345 Jaqueline Pirichinski

(total de 48 competidoras) Atleta 44ª - 3942 736 563 880 848 915 Lílian Cristina Martins Atleta 48ª - 2953 846 655 752 0 700

XXX Campeonato do Mundo – Moulins, França – 1987 (70 concorrentes) Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado col./pont. Tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Ricardo de Almeida Castillo Atleta 68º - 3427 384 584 960 790 709

Pré-Olímpico – Porto Alegre, Brasil - 1988

Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado Tiro Esg. Nat. Hip. Cor. Carlos Alberto L. Selistre Atleta 3º - 5068 890 1150 796 1100 1132 Sandro Moreira Atleta 5º - 4989 714 850 1064 1070 1291

Campeões Brasileiros adultos de pentatlo moderno Brazilian Championship of Modern Pentathlon – winners (adults)

Ano

year Campeão masculino men Campeã feminina women Local place 1982 Geraldo Gomes de Mattos

Filho Não houve a competição Rio de Janeiro 1983 Kléber Caldas Camerino Lílian Cristina Xavier Martins Rio de Janeiro 1984 Paulo Ferreira Horn Carla Dondeo Rio de Janeiro 1985 Paulo Ferreira Horn Carla Dondeo Rio de Janeiro 1986 Ricardo de Almeida Castillo Jaqueline Pirichinski Rio de Janeiro 1987 Ricardo de Almeida Castillo Não houve a competição São Paulo 1988 Sandro Andrade Não houve a competição Porto Alegre 1989 Sandro Andrade Não houve a competição São Paulo 1990 Ricardo de Almeida Castillo Não houve a competição São Paulo 1991 Ricardo de Almeida Castillo Não houve a competição São Paulo 1992 Não houve a competição

1993 Não houve a competição

1994 Niltom Rolim Filho Roberta Doernte Sant’Anna Rio de Janeiro 1995 Aírton de Oliveira Cardoso Não houve a competição Porto Alegre 1996 Niltom Rolim Filho Não houve a competição Rio de Janeiro 1997 Héber Garcia Portela Não houve a competição Rio de Janeiro 1998 Daniel Vargas dos Santos Não houve a competição Rio de Janeiro 1999 Niltom Rolim Filho Roberta Doernte Sant’Anna Rio de Janeiro 2000 Daniel Vargas dos Santos Não houve a competição Rio de Janeiro 2001 Niltom Rolim Filho Não houve a competição Rio de Janeiro 2002 Daniel Vargas dos Santos Samantha Harvey Rio de Janeiro 2003 Niltom Rolim Filho Clarisse Menezes Porto Alegre

JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO – 1964

Resultado por prova

NOMES FUNÇÃO Resultado tiro Esg. Nat. Hip. Cor. José Wilson Pereira

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Definições e origens A canoagem é o esporte praticado em canoas, caiaques e waveskis, indistintamente em mar, rio, lago, águas calmas ou agitadas. O esforço físico é concentrado nos braços e o ritmo impulsiona a embarcação sobre a água. No Brasil, a Confederação Brasileira de Canoagem-CBCA adota a nome-nclatura: “canoagem” para determinar a prática e “canoísta” seu praticante (canoeing e kayaking, em inglês). A “canoa” e o “caiaque” são duas embarcações distintas tanto na origem quanto na forma. A canoa é uma embarcação aberta ou fechada, originária dos índios canadenses, que usa um remo de uma só pá, em que o praticante pode estar sentado ou ajoelhado. O caiaque é uma embarcação fechada, criada pelos esquimós, que usa um remo de duas pás e na qual os praticantes direcionam os movimentos sentados. Os caiaques são os que mais se popularizaram no Brasil. O mais visto ainda hoje é o conhecido “surfinho”, pelo qual passaram muitos dos que praticam a canoagem em onda. Temos também o Turismo, apropriado ao lazer sem finalidade específica. Passamos daí aos caiaques mais especializados: o slalom e o de descida, para águas brancas (corredeiras), e os caiaques de velocidade em águas calmas: K1, K2 e K4 (1, 2 ou quatro remadores).

A evidência arqueológica mais antiga de uma canoa data de seis mil anos, relacionada à civilização suméria, que colonizou o Rio Eufrates, no Oriente Médio. Índios das Américas do Norte e do Sul e nativos da Polinésia também utilizaram este tipo de embarcação. Uma rápida sondagem etimológica faz suspeitar da complexidade das origens: o substantivo canoa é de origem caribenha (do aruaque), enquanto que caiaque é de origem esquimó (kajak). No século XVI historiadores registravam a utilização de canoas na América do Norte, utilizando madeira e peles, embarcações leves e rápidas, próprias para enfrentar os rios canadenses, repletos de corredeiras. Já os caiaques eram utilizados pelos esquimós na pesca e transporte. Os caiaques eram formados por uma estrutura de madeira, revestida com pele de foca e calafetada com a gordura das articulações daqueles animais. Atualmente os modernos caiaques e canoas são construídos em resina de poliéster reforçada com fibra de vidro, em sua maioria, ou mesmo em resina epóxi com kevlar ou fibra de carbono, e ainda plástico injetado ou rotomoldado – polietileno. Em 1840, escocês John Mac Gregor, adaptou o conceito de caiaque esquimó a uma embarcação de madeira coberta por tela impermeável, batizada como rob roy. Este foi o modelo que predominou nas décadas seguintes e acabou por configurar-se como prática esportiva, isto é, como canoagem na Europa. De 1864 a 1867, Mac Gregor dedicou-se a percorrer rios em vários países, chegando a navegar no Rio Nilo. Em 1865, marcando todo o seu pioneirismo, funda em Londres, o Clube Real de Canoagem. No continente europeu os primeiros caiaques surgiram em 1890, na Suíça e Alemanha. Em princípio para fins excursionistas, e logo depois, para fins competitivos. No Brasil, os primeiros caiaques foram fabricados no início da década de 1940.

1936 A canoagem torna-se um esporte olímpico entrando no programa dos Jogos Olímpicos de Berlim.

Década de 1930 Na Inglaterra, praticantes de canoagem de descida de rios (slalom), começam a treinar as técnicas de remadas e controle do barco em piscinas. Para aprimorar os treinos foi introduzida uma bola para marcar gols no time adversário. Nasce assim o caiaque pólo. Oficializado junto à Federação Internacional de Canoagem-FIC, atualmente são realizados campeonatos regulares em quase todos os países da Europa, Austrália, sudeste da Ásia e África do Sul.

1941 Neste ano, o alemão José Wingen, que competia pelo Kanu Clube, na Alemanha, nos anos de 1930, e que posteriormente fixou

Canoagem

VALÉRIA BITENCOURTE SIMONE AMORIM

Canoeing

Canoeing is a sport done in kayaks, canoes, and wave skis in seas, rivers, lakes, either flatwater, whitewater or wild water. The paddlers’ arms provide the physical effort and the rhythm that pushes the canoe on the water. Canoeing became a full medal sport in the Olympic Games of 1936 (Berlin) with both canoe and kayak events. Brazilian canoeing started in the state

residência em Porto Alegre-RS, muda-se para a cidade de Estrela-RS e constrói o primeiro caiaque em terras brasileiras. Este foi o início da fábrica de “regatas”, nome dado ao caiaque naquela região. Mas, somente na década de 1970, a canoagem chega à concepção atual no Brasil.

1948 O sueco Fredikson, vencedor destacado na canoagem dos Jogos Olímpicos de Londres, permanece na liderança até 1960, nas Olimpíadas de Roma.

1967 Primeira aparição da canoagem nos Jogos Pan-Americanos, na edição de Winnipeg, Canadá.

Década de 1960 O waveski, modalidade que une a canoagem e o surfe surge nesta década durante competições de surfe, como equipamento de salva vidas e fiscais de prova. O primeiro campeonato mundial da modalidade aconteceu em 1975. 1972 Nos Jogos Olímpicos de Munique, Alemanha, a modalidade slalom fez sua primeira aparição como esporte de demonstração. Vinte anos depois nos Jogos Olímpicos de Barcelona e nos Jogos de Atlanta, o slalom teve sua presença validada no quadro de medalhas. 1979 Por iniciativa de Leopoldo J. L. Ávila, de São Paulo-SP, o inglês Alan Byde, teórico da canoagem, veio ao Brasil, trazendo na bagagem os pedaços de um caiaque de turismo, típico da década de 1960. Leopoldo chegou a construir, no quintal de sua casa, cerca de duzentos caiaques.

1980 Fundação da Associação Carioca de Canoagem-ACC, primeira entidade oficial da canoagem brasileira.

1982 Primeiro Encontro Nacional de Canoagem em Visconde de Mauá-RJ.

1984 Realização da Primeira Prova Oficial de Canoagem, em Rio Preto, Visconde de Mauá-RJ. A ACC filia-se à Federação Internacional de Canoagem-FIC.

1985 Filiação da ACC ao Consejo Sudamericano de Canoas. Fundação da Associação Brasileira de Canoagem, durante a Primeira Volta da Ilha de Vitória-ES. Sob a presidência de Uwe Peter Kohnen, esta entidade contou com a representação dos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

1988 – 1989 João Tomasini Schwertner assume a presidência da Associação Brasileira de Canoagem-ABC. Em 1989, a canoagem assume oficialmente a representatividade nacional com a fundação da Confederação Brasileira de Canoagem-CBCa, em Visconde de Mauá-Resende-RJ tendo como fundadoras as Federações dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Ressalta-se a contribuição de Schwertner para o desenvolvimento do esporte, pois além de suas funções, também era membro e vice-presidente da FIC, e membro da Assembléia do Comitê Olímpico Brasileiro-COB.

1991 O eslovaco Vit Vanicek – que se tornou residente no Brasil e passou a competir internacionalmente pela nova bandeira – conquista o título de hexacampeão eslovaco de canoagem na categoria cadete. Curitiba sedia o Campeonato Mundial Junior de Canoagem. O Brasil participa dos Jogos Pan-Americanos de Havana.

1992 Gustavo Selbach fica em terceiro lugar no Campeonato Mundial Júnior de slalom na Noruega. Nos Jogos Olímpicos de Barcelona, o

slalom foi incluído definitivamente no quadro de medalhas. Representando pela primeira vez o Brasil em uma Olimpíada, Sebastian Cuattrin classifica-se em 24º lugar.        1994 Cássio Ramon Petry ficou em terceiro lugar no Campeonato Sul-Americano na categoria C1 slalom. No primeiro Campeonato Mundial de Caiaque pólo realizado em Sheffield, na Inglaterra, 18 países estiveram representados e, entre eles o Brasil.

1995 Sebastián Cuattrin entra para o Guinness Book: primeiro canoísta brasileiro a competir no Mundial de canoagem, Canadá-1989; primeiro canoísta brasileiro em Jogos Pan-Americanos, Cuba-1991; primeiro canoísta brasileiro a competir em Olimpíada, Barcelona-1992; primeiro canoísta a ganhar medalha em Pan-Americano, Argentina-1995; e maior colecionador de primeiros lugares em campeonatos nacionais e internacionais. Realização do primeiro Campeonato Brasileiro de Caiaque Pólo, parte do Segundo Festival Olímpico de Verão, realizado pelo COB. Nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, o Brasil conquista o bronze com os atletas Sebastian Cuattrin e Álvaro Koslowski.

1996 Sebastian Dominik Szubski conquista os títulos de campeão Brasileiro e Sul-Americano. Nos XXVI Jogos Olímpicos de Atlanta destacam-se Sebastian Dominik Szubski e Sebastian Ariel Cuattrin. O Estado do Paraná incluiu a Canoagem Slalom, Travessia (Maratona) nos Jogos Mundiais da Natureza, construindo uma pista artificial de slalom em Foz do Iguaçu-PR. A última etapa da Copa Mundial de Slalom, em Três Coroas-RS, conta com a participação de 17 países. O Brasil participa do Campeonato Mundial de Caiaque Pólo disputado em Adelaide, Austrália, classificando-se em 13° lugar. A Companhia de Canoagem, indústria de SP, inova com o desenvolvimento de embarcações exclusivamente para expedições, além de uma literatura técnica específica até então inexistente no país. 

1997 Realização do Campeonato Mundial de Slalom, em Três Coroas-RS. A CBCa conta, neste ano, com 60 clubes e associações representando 10 Estados nacionais. No Caiaque Pólo, a Copa Brasil Cersa-Vetrotex competiram 32 equipes masculinas e 4 femininas. Roberta Borsari é campeã brasileira de rafting. Ao longo de sua carreira, Roberta coleciona vários títulos na canoagem de águas brancas. Ela é a primeira mulher a desbravar vários rios no Brasil que apresentam grande grau de dificuldade. Nas canoas havaianas, é a única representante feminina a participar da primeira travessia realizada no Brasil e, no caiaque surfe ainda é a única representante do país nas competições oficiais. No mundial da Escócia, o Brasil conquistou o 3º, 4º e 5º lugares na canoagem em ondas entre 176 atletas de 17 países.

1998 Sebastian Cuattrin vence a Copa do Mundo de Velocidade em 4 categorias e Sebastian Dominik, uma etapa da Copa do Mundo Sênior. Nos Jogos Sul-Americanos no Equador destacam-se Sebastian Cuattrin e Álvaro Koslowski.

1999 No Pan-Americano de Caiaque Pólo em Los Angeles, o Brasil ficou em 1º lugar no masculino (principal e júnior) e 2º lugar no feminino. Criação do Projeto Navegar, idealizado pelo iatista Lars Grael e desenvolvido pelo Ministério dos Esportes. Este projeto incentiva a prática dos esportes náuticos através de aulas de remo, canoagem e vela assistindo atualmente, 5.900 crianças de 12 a 15 anos, em 37 núcleos distribuídos em aproximadamente 19 estados. Criação do Centro Esportivo de Alta Performance-CEAP na cidade de Piraju-SP, onde são realizados os treinos da seleção nacional de canoagem. No XV Campeonato Brasileiro de Velocidade, pela primeira vez uma equipe do norte do país participa desta of Rio Grande do Sul in 1941. The very first official canoeing

competition took place in Rio Preto, Visconde de Mauá-RJ in 1984 and soon after that Brazil became affiliated to the International Canoe Federation, which encouraged Brazil to enter international competitions. Today, canoeing has 100,000 paddlers and the state São Paulo, the largest number of

canoeists. The Confederação Brasileira de Canoagem (Brazilian Canoeing Confederation-CBCa) has 2,055 registered athletes: 1,715 men and 340 women. The CBCa includes 10 state federations and 70 associations and clubs today. The Brazilian Permanent Olympic Canoeing Team trains at CBCa’s center of excellence in Piraju-SP.

(6)

modalidade. Representada pela Associação Ecológica de Canoagem e Vela de Belém-AECAVBEL. Esta participação deixa vários registros favoráveis como a participação de portadores de necessidades especiais, participação feminina em canoas canadenses e a integração da região norte às demais regiões do país. A Barra da Tijuca –RJ sedia o Campeonato Mundial de Canoagem em Ondas. Nos XIII Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, o Brasil destaca-se nas provas: K-1 1.000, Sebastian Cuattrin (prata), K-2 1.000, Carlos Campos, Sebastian Cuattrin (prata), K-1 500, Carlos Campos (bronze), K-2 500, Carlos Campos, Sebastian Cuattrin (bronze), K-4 1.000, André Lúcio Caye, Carlos Campos, Roger Caumo, Sebastian Cuattrin (bronze). A partir deste ano começam a ser incluídos atletas da canoagem no Prêmio Brasil Olímpico do COB (Tabela 2).

Década de 1990 O waveski ganha força no Brasil. O Campeonato Mundial de Waveski, realizado em Florianópolis-SC, reuniu cerca de 75 atletas internacionais e 25 brasileiros. Destaque para Rogério Cruz, bi-campeão brasileiro que também é fabricante de pranchas e Maurício Souza, hexa-campeão brasileiro. Contando atualmente com um circuito de Campeonatos Brasileiros, esta modalidade da canoagem, recém-chegada em terras brasileiras, segundo Marcio Silveira (diretor de waveski da CBCa), aponta grande potencial de desenvolvimento e já conta com aproxi-madamente 300 praticantes no território nacional.

O caiaque pólo é introduzido no Brasil por uma equipe de remadores que participou do mundial em Sheffield e trouxe o aprendizado necessário à sua iniciação. No Torneio Olímpico de Verão, promovido pelo COB, em 1994, esta modalidade reuniu equipes da Europa e América do Sul. Os últimos Campeonatos Brasileiros desta modalidade contaram com a participação de cerca de 30 equipes. 2000 Realização do 4° Campeonato Mundial de Caiaque Pólo em São Paulo. A equipe liderada por Sebastian Cuattrin conquista o primeiro lugar no Campeonato Australiano de Velocidade na categoria K4 Sênior 1000m. Sebastian Dominik Szubski registra pela 13ª vez o título de campeão brasileiro e oito vezes campeão Sul-Americano. Além de sagrar-se tri-campeão na etapa da Copa do Mundo Sênior, Roberta Borsari vence a Copa Brasil de caiaque pólo. Cássio Ramon Petry, colecionador de títulos na categoria C1 Slalom, fica em 14º lugar nas Olimpíadas de Sydney-2000. Realização do Campeonato Sul-Americano de Slalom em Três Canoas-RS e o Sul-Americano de Velocidade em Curitiba, no qual o Brasil destacou-se no quadro de medalhas.

2001 Vit Vanicek vence o Campeonato Brasileiro de Canoagem Oceânica e fica em segundo lugar no Campeonato de Canoagem Maratona. Roberta Borsari é campeã brasileira de Canoa Havaiana pela Equipe Paulistano, e medalha de bronze na Copa Brasil Slalom e no Campeonato Brasileiro deste ano. No Campeonato Brasileiro de Caiaque Pólo, destacam-se as equipes: Equipe SO (SC), no feminino; Iate Clube Londrina (PR), na categoria sênior e Equipe Tocantins (TO), na categoria cadete. Gustavo Selbach foi campeão

brasileiro de Slalom em Cerquilho-SP. Na Canoagem Maratona a dupla vencedora (K2) foi Luis Almeida e André Caye. Carlos Augusto Campos e André “Deca” Caye, vencem o Campeonato Sul-Americano de Velocidade, em Santiago do Chile.

2002 Nos Jogos Sul-Americanos, com as competições de canoagem realizadas em Curitiba-PR, 69 canoístas participaram do evento representando a Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela. O Brasil conquista 7 medalhas de ouro, 9 de prata e 3 de bronze nesta competição. Realização do XVI Encontro Canoa Ecológica –ECE, evento esportivo ecológico tradicional em Jaraguá do Sul-SC – travessia de 100km pelo Rio Itapocu entre as cidades de Jaraguá do Sul e Barra Velha, organizado pelo Clube de Canoagem Kentucky – CANOKEN de SC – em que participam aproximadamente 100 canoístas de todo o Brasil. É realizado o primeiro Festival Brasileiro de Ecocanoagem Petrobrás em Florianópolis–SC com 5 modalidades (velocidade, onda, maratona, adaptada e oceânica). O XXXII Campeonato do Mundo de Canoagem Velocidade – Sênior, realizado em Sevilha, Espanha, conta com a participação dos atletas brasileiros: André Borges, Antônio Borges, Carlos Augusto Campos, Roger Caumo, Sebastian Cuattrin, Fábio Demarchi, Lourival Filho, Luis Almeida, Fábio Novaes, Ariela Cesar Pinto, Euvaldo Ramos, Rogério Souza, Sebastian Szubski. Acontece em Aruanã-GO a XIX Travessia do Rio Araguaia. Angra dos Reis-RJ sedia a XXIII Regata Colégio Naval de Canoagem Oceânica. Os canoístas Robinson Ferreira, Felipe Dobbro e Jonatan Maia, todos da categoria Júnior, participam da Regata Internacional de Bochum-Alemanha, que envolveu 72 equipes de 22 países, totalizando 1.600 atletas. No I Festival de Canoagem de Torres-RS, 180 atletas nacionais participaram. Neste evento, estiveram representadas as cidades gaúchas Guaíba, Caxias do Sul, Três Coroas, Gravataí, Santa Maria, Estrela, Pelotas, Montenegro e Bento Gonçalves e, as provas de Kayak Surf e Waveski contaram pontos para o Circuito Brasileiro de Canoagem Onda contando com 50 atletas, representantes dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 2003 Roberta Borsari é a primeira brasileira convocada para o Mundial de Kayak Surf na Irlanda. No Pan-Americano de Slalom realizado em Wassau-EUA, Cassio Petry e Gustavo Selbach conquistaram respectivamente a prata e o bronze. Nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo a equipe brasileira formada por Sebastián Cuattrin, Euvaldo Ramos, Roger Caumo, Fábio Demarchi, Antônio Borges, Rogério Santos, Sebastian Szbski, André Caye e Carlos Campos conquista 3 medalhas de prata, 2 bronze e 1 de ouro. Na Regata do Rio Negro-Argentina, a mais longa do mundo com aproximadamente 336km, Vit Vanicek (K1) conquista um 4º lugar. Neste ano, o caiaque pólo está sendo praticado em mais de 20 cidades e 9 estados a saber: São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

Situação atual Segundo dados da Federação Paulista de Canoagem, este esporte contabiliza a ordem de 100 mil aficio-nados no Brasil, sendo o estado de São Paulo o maior agluti-nador deste montante. A entidade ressalta ainda que após um longo período de afirmação, o efetivo crescimento da canoagem pode ser pontuado pela criação da CBCA, em 1989, e sua filiação ao COB e FIC. Quanto ao número de atletas, a CBCA registra 2.055 cadastros, sendo 1.715 do sexo masculino e 340 do sexo feminino. Atualmente esta entidade é representada por 10 Federações Estaduais e 70 Associações e Clubes. Em Piraju-SP, o Centro de Excelência Esportiva da CBCA continua operando e já constitui um modelo de apoio à Seleção Olímpica Permanente de Canoagem, dispositivo incentivado pelo COB para melhoria das representações esportivas nacionais. Ao nível mundial, a canoagem é muito popular na Europa, Portugal, Espanha e, principalmente na Inglaterra. Estima-se 2 milhões de praticantes no mundo. Porém, Antonio Carlos Osse, da Companhia da Canoagem e membro da Wooden Canoe Heritage Association-WCHA e Canadian Recreational Canoe Association-CRCA, acredita que haja um contingente muito maior de pessoas que procuram a prática da canoagem como lazer, hoje conceituada como “canoagem de expedição”. Nesse sentido, ele estima ainda que a prática como lazer seja praticada por 12 milhões de aficionados nos EUA, 9 milhões no Canadá e 3 milhões na Alemanha.

Algumas universidades brasileiras já estão introduzindo este esporte no curso de Educação Física, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade de Caxias do Sul, ambas em parceria com a Federação de Canoagem do Estado do Rio Grande do Sul - FECERGS. Também por iniciativas próprias a mesma oferta tem sido feita pela Universidade do Vale dos Sinos de São Leopoldo-RS e a Universidade Luterana do Brasil de Canoas-Leopoldo-RS. A indústria também já produz produtos nacionais como Maxifibra, Brudden, Ygará Brasil, Opium Fiberglass, que tem como diretor e projetista o atleta colecionador de títulos na canoagem, Fábio Paiva (hepta-Campeão Brasileiro de Velocidade, Octa-(hepta-Campeão Brasileiro de Canoagem Oceânica). Quanto ao trabalho de base, várias escolinhas e projetos são promovidos no Brasil como o Projeto Rema Brasil-SP, que atende aproximadamente 300 crianças e o Projeto Navegar, hoje apoiado pelo Ministério dos Esportes e já descrito na memória de 1999.

Fontes www.zone.com.br/personalidades/robertaborsari; Fernando Calado- Fed RJ- A História da Canoagem no Rio de Janeiro; www.rioradical.com.br; www.ceap-piraju.com.br; www.canoeicf.com; www.ygara.cjb.net/; www.quatrocantos.com; www.cob.org.br; www.caiaquesopium.com.br; Confederação Brasileira de Canoagem – www.cbca.org.br; www.sebastiancuattrin.com.br; www.canoeing. com.br; www.sportweb.com.br; www.webventure.com.br; www.canoe polo.hpg.ig.com.br; www.fpca.esp.br; www.inema.com.br; www.360graus. com.br; www.nossoscampeoes.com.br; Antonio Carlos Osse; www.com panhiadecanoagem.com.br; www.revistanauticaonline.com.br

Referências

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