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Avaliação psicológica, fundamentos e processo

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Academic year: 2021

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Avaliação psicológica, fundamentos

e processo

(2)

Ponto principal

 A centralidade dos aspectos éticos e de defesa dos

Direitos Humanos;

 Devem subordinar todos os outros utilizados, inclusive, e

(3)

 Não existe o Bem e o Mal, mas há o bom e o mau... Bom

e Mal têm pois um primeiro sentido, objetivo, mas relativo e parcial: o que convém a nossa natureza e o que não convém. E, em consequência, bom e mau têm um segundo sentido subjetivo e nodal, qualificando dois tipos, dois modos de existência do homem. A Ética, portanto, é uma tipologia dos modos de existência imanentes; substitui a Moral, a qual relaciona sempre a existência a valores transcendentais [...]. A oposição dos valores (Bem/Mal) é substituída pela diferença qualitativa dos modos de existência (bom/mau). (p. 28-29)

(4)

 Ética é o espaço da liberdade, da livre escolha entre o que

a pessoa considera ser bom ou mau para si e para os outros, a cada momento e dependendo do contexto.

 A ação ética pressupõe:

1. o respeito pela dignidade e pelos direitos das pessoas; 2. o cuidado com o bem-estar das pessoas, reafirmando a

necessidade de existência de uma agência orientadora, reguladora e fiscalizadora para tornar viáveis tais ações, ou seja, o Sistema Conselhos de Psicologia.

(5)

O processo de avaliação psicológica

 A avaliação psicológica está atrelada ao fazer do psicólogo

e deveria ser de domínio tácito para todos aqueles que escolheram essa profissão;

 Fator preocupante: o de que a maioria das pessoas (tanto

leigos quanto profissionais) entende a avaliação psicológica como sinônimo de aplicação e uso

indiscriminado de testes, nos mais variados campos de atuação profissional.

(6)

 Buscar o entendimento do funcionamento do fenômeno

psicológico atrelado a uma rede de vínculos que se estabelece ao longo de sua história, numa construção única de marcos relacionais;

(7)

 Identificar o sintoma,  conhecer o contexto,

 referenciar uma construção histórica e discernir aspectos,  características e relação que compõem o todo

(8)

 Portanto, a avaliação psicológica vai além de uma coleta

de dados, sobre a qual se organiza um raciocínio.;

 Ela é um momento de transição, como um passaporte

(9)

 A busca por uma avaliação psicológica denota, na maioria

das situações, uma posição de fragilidade que não deve parecer para o psicólogo uma oportunidade de exercício

do “descobrir algo” que esteja ocasionando a fragilidade, estabelecendo-se assim uma relação de poder.

(10)

 Destaca-se, então, a técnica da observação como uma das

estratégias fundamentais para esse exercício.

 Ser um observador arguto e minucioso leva o psicólogo a

valer-se do objetivo compreensivista da avaliação psicológica.

 Portanto, é necessário manter constante estado de vigília,

que pode levar o psicólogo a buscar uma atitude de flexibilidade diante das oportunidades que são

construídas, nesse campo relacional, ao longo de um processo de avaliação.

(11)

 A constante busca pela imparcialidade e pela neutralidade

técnica, bem como pelo distanciamento da subjetividade;

 O psicólogo precisa incluir-se nesse processo, fazendo

uso de todo seu potencial intelectual, afetivo, relacional, funcional, a partir da construção de uma dissociação instrumental que o auxilie a um constante olhar-se, em todas as etapas desse processo.

(12)

 Consideramos os diferentes tipos de avaliação psicológica

a partir dos seguintes aspectos:

a) seu objetivo,

b) seu campo de aplicação, c) as estratégias utilizadas,

d) seu objeto de estudo (indivíduos, grupos e

organizações),

e) seu campo de atuação e o local onde a atividade

(13)

 Portanto, considera-se avaliação: a) Psicodiagnóstico, b) Avaliação psicopedagógica, c) Avaliação de potencial, d) Avaliação organizacional, e) Avaliação de desempenho f) e avaliação preliminar;

(14)

Estratégias

 Referencial técnico de que se dispõe para o

desenvolvimento de um procedimento de conhecimento:

a) entrevista, b) observação,

c) testes psicológicos, d) dinâmica de grupo,

e) demais técnicas características do campo do

(15)

Etapas

 Recebimento da demanda (solicitação, queixa, pedido,

motivo, entre outros);

 Caracterização do objeto de estudo (indivíduo, grupo ou

organização);

 Análise da demanda − esclarecimento sobre o fenômeno

psicológico a ser avaliado e levantamento inicial de hipóteses;

 Definição do objetivo da avaliação;

 Definição do tipo de avaliação a ser utilizada;

 Elaboração do planejamento técnico (estabelecimento de

um método e escolha das estratégias10 mais adequadas a serem utilizadas;

(16)

 Enquadramento/contrato de trabalho;  Aplicação do plano estabelecido;

 Levantamento, análise e interpretação dos dados obtidos

com as diferentes estratégias utilizadas (dos instrumentos e técnicas aplicadas);

 Integração dos resultados dos instrumentos e técnicas/

pensamento clínico integrativo;

 Elaboração de enquadramento teórico correlacionado

(17)

 Elaboração de síntese conclusiva do processo de

avaliação realizado;

 Estabelecimento de proposta de intervenção.

 Elaboração de documento conclusivo da avaliação

realizada;

 Escolha de metodologia adequada para a devolução dos

resultados;

(18)

 É necessário que o psicólogo entenda o ato de avaliar a

partir de um voltar-se para si, na tentativa de autoavaliação de seus procedimentos, de sua atitude diante do processo e do sujeito-alvo de sua investigação, bem como de sua prática, tornando–se um profissional reflexivo na e para a sua ação.

 Este movimento permitirá que o psicólogo assuma o

papel de mediador no processo de compreensão de seu objeto de estudo, de tal forma que a legitimação dessas reflexões possa também determinar o autoconhecimento de quem se propõe a realizar um processo avaliativo.

Referências

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