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LUAN SILVA GONÇALVES INFLUÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE/RELIGIOSIDADE NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: GRAVIDADE E FATORES ASSOCIADOS

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Academic year: 2021

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1 LUAN SILVA GONÇALVES

INFLUÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE/RELIGIOSIDADE NO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: GRAVIDADE E FATORES ASSOCIADOS

Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado como requisito parcial ao grau de médico e aprovado em sua forma final pelo Curso de Medicina, da Universidade do Sul de Santa Catarina.

Palhoça, 21 de junho de 2018.

______________________________________________________________ Professor e Orientador Daniel Medeiros Moreira, Dr

Universidade do Sul de Santa Catarina e Instituto de Cardiologia de Santa Catarina

______________________________________________________________ Dr. Jamil Cherem Schneider

Universidade do Sul de Santa Catarina e Instituto de Cardiologia de Santa Catarina

______________________________________________________________ Dr. André Luz da Rosa

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2 INFLUÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE/RELIGIOSIDADE NO INFARTO AGUDO DO

MIOCÁRDIO: GRAVIDADE E FATORES ASSOCIADOS

Influence of Spirituality/Religiosity in Acute Myocardial Infarction: severity and associated factors

Seção para Publicação: Artigo Original Autor principal: Luan Silva Gonçalves

Luan Silva Gonçalves¹; Bruna Holtrup Bianchini¹; Roberto Léo da Silva², MD; Tammuz Fatah², MD, Daniel Medeiros Moreira¹,² MSc, PhD.

¹- Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) - Unidade Pedra Branca, Palhoça-SC

²- Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC) - São José-SC RESUMO

Fundamentos: a religiosidade/espiritualidade tem grande influência nos hábitos e costumes do brasileiro e há evidências sobre seus efeitos nas doenças cardiovasculares. Objetivos: avaliar a associação entre religiosidade e fatores de risco cardiovasculares, gravidade e complicações do infarto agudo do miocárdio (IAM). Métodos: estudo de coorte, com seguimento de 1 mês, sub-análise do Catarina Heart Study. Foram avaliados 274 pacientes diagnosticados com primeiro IAM e submetidos a questionário que envolve variáveis clínicas, laboratoriais, eletrocardiográficas, ecocardiográficas e angiográficas. Foi utilizado a escala DUREL (Duke University Religion Index) para avaliar religiosidade, na qual escores menores identificam maior religiosidade. Resultados: Os escores de religiosidade organizacional (RO) e intrínseca (RI) foram significativamente inferiores em pacientes com HAS (3 (2-4) vs 4 (2 – 5), p = 0,025) e (3 (3-5) vs 5 (3-8), com p<0,001, respectivamente). Escores de RI foram menores em portadores de dislipidemia (3 (3-5) vs 4 (3-7), p = 0,006). Maiores valores de RO, RI e Religiosidade não-organizacional (RNO) foram encontrados em tabagistas (5 (3-8) vs 3 (3-5), com p<0,001), (4 (3-5) vs 3 (2-4), com p<0,001) e (2 (2-5) vs 2 (1-3), com p=0,002, respectivamente). Consumidores de álcool apresentaram maiores valores de RO, RNO e RI (4 (3-5) vs 3 (2-4), com p<0,001); (2 (2-5) vs 2 (1-3), com p = 0,007); (5 (3-8) vs 4 (3-6) com p<0,001, respectivamente). Usuários de drogas apresentaram maiores valores de RNO e RI (3 (2-5,5) vs 2 (1-3), com p = 0,043; 8 (5-11) vs 4 (3-6), com p <0,001, respectivamente). Houve correlação fraca entre o Timi Frame Count e RI (r = -0,202

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3 e p=0,042). A incidência de angina instável foi significativamente menor em 30 dias nos pacientes mais religiosos (0% vs 4%, com p=0,01). Conclusão: este artigo traz mais indícios que religiosidade/espiritualidade apresenta associação com redução de alguns fatores de risco, como tabagismo e drogadição, além de redução de angina no seguimento de 30 dias.

ABSTRACT

Background: religiosity/spirituality have a great influence on habits and behavior on Brazilians and some evidences indicate its effects over cardiovascular disease, especially in Acute Myocardial Infarction. Aim: to evaluate the association between religiosity and cardiovascular risk factor, severity and complication of Acute Myocardial Infarction (AMI). Method: cohort study, with 1 month follow-up, sub-analysis of Catarina Heart Study. Were evaluated 274 patients diagnosticated with first AMI and subjected to questionnaire that involve clinical, laboratorial, electrocardiographics, echocardiographics and angiographics variables. The DUREL (Duke University Religion Index) scale was used to evaluate religiosity, in which smaller scores identify greater religiosity. Results: the scores of organizational religiosity (OR) and intrinsic religiosity (IR) was significantly lower in patients with Systemic Arterial Hypertension (3 (2-4) vs 4 (2–5), p = 0,025) e (3 (3-5) vs 5 (3-8), com p<0,001), respectively. IR scores were lower in patients with dyslipidemia (3 (3-5) vs 4 (3-7), p = 0,006). High values of OR, IR and non-organizational religiosity (NOR) were found in smokers (5 (3-8) vs 3 (3-5), com p<0,001), (4 (3-5) vs 3 (2-4), com p<0,001) e (2 (2-5) vs 2 (1-3), com p=0,002), respectively. Alcohol users presented higher values of OR, NOR and IR (4 (3-5) vs 3 (2-4), com p<0,001); (2 (2-5) vs 2 (1-3), com p = 0,007); (5 (3-8) vs 4 (3-6) com p<0,001, respectively). Drug users presented higher values of NOR and IR (3 (2-5,5) vs 2 (1-3), com p = 0,043; 8 (5-11) vs 4 (3-6), com p <0,001, respectively). There was weak association between Timi Frame Count and IR (r = -0,202 e p=0,042). The incidence of unstable angina was significantly lower in more religious patients (0% vs 4%, com p=0,01). Conclusion: This article shows more evidence that religiosity/spirituality acts on Acute Myocardial Infarction, mainly intermediated in reduction of risk factors, like smoking and drug addiction, and reducing angina in the 30-days follow-up.

Palavras-chave: Infarto do Miocárdio, Espiritualidade/Religiosidade, fator de risco. Keywords: Myocardial Infarction, Spirituality/Religiosity, risk factor.

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4 INTRODUÇÃO

As Doenças Isquêmicas do Coração (DIC) – conjunto de doenças cujo expoente é o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) – são a primeira causa de óbito em todo o mundo(Kotecha & Rakhit, 2016; Organization, 2015; Thygesen et al., 2012) – com 8,76 milhões de óbitos em 2015 (Reed, Rossi, & Cannon, 2017).No Brasil, o primeiro lugar na taxa de mortalidade é também das DIC, com 53,8 óbitos por 100 mil habitantes (Saúde, 2017) e com vasto impacto econômico – custo direto estimado em R$ 3,8 bilhões (Teich & Araujo, 2011).

Uma interface a ser explorada no contexto das doenças cardiovasculares é a influência da Espiritualidade/Religiosidade (E/R), em particular no IAM (Lucchese & Koenig, 2013).A E/R é vista como a maneira que os indivíduos buscam e expressam o sentido e o propósito de suas vidas, numa conexão consigo mesmo, com os outros e com o transcendente – Deus, Allah, HaShem; Brahman, Buda ou Tao. Usualmente, está ligada a religião, embora estenda-se além da mesma (Lucchese & Koenig, 2013; Puchalski, Vitillo, Hull, & Reller, 2014; Timmins & Caldeira, 2017; Wachelder et al., 2016). Para mensurar E/R, existem escalas validadas, úteis para associar com desfechos em saúde (Harold G Koenig & Büssing, 2010), como a Duke University Religion Index (DUREL) que engloba três dimensões de E/R: religiosidade organizacional, não organizacional e intrínseca.

A maioria dos estudos apontam associação inversa entre E/R e mortalidade (Gillum, King, Obisesan, & Koenig, 2008; Goldbourt, Yaari, & Medalie, 1993; Li, Stampfer, Williams, & VanderWeele, 2016; Lutgendorf, Russell, Ullrich, Harris, & Wallace, 2004). Existe ainda relação inversa entre E/R e fatores de risco, como o tabagismo (Feinstein, Liu, Ning, Fitchett, & Lloyd-Jones, 2010), uso de drogas (Drabble, Trocki, & Klinger, 2016), sedentarismo (Gillum et al., 2008), estresse psicosocial(Contrada et al., 2008), depressão(Lac, Austin, Lemke, Poojary, & Hunter, 2017), variação dos batimentos cardíacos (Bernardi et al., 2001) e marcadores inflamatórios (IL-6 e proteína C reativa)(Hybels et al., 2014; King, Mainous III, Steyer, & Pearson, 2001; Pace et al., 2009). Diversos estudos demonstram associação inversa entre E/R, doenças cardiovasculares(Horne et al., 2008) e pressão arterial (Holt-Lunstad, Steffen, Sandberg, & Jensen, 2011). Há estudos que sugerem que o uso de E/R teria melhor custo-benefício que o uso de estatinas(Hall, 2006). Existe

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5 evidência na literatura da associação entre E/R e maior adesão ao tratamento(Alvarez et al., 2016).

Estima-se que os mecanismos que atuam na interface E/R e DCV são via psicológica (50%), via social (15%), via do comportamento (35%) (Lucchese & Koenig, 2013). Sugere-se que, há influência indireta da R/S nas emoções positivas e negativas, nas relações sociais, na saúde mental, em comportamentos de saúde (redução do tabagismo, por exemplo) influenciando o sistema cardiovascular e afetando as taxas de DCV(Harold George Koenig, King, & Carson, 2012).

O Brasil é um país fortemente marcado por tendências religiosas que influenciam os hábitos, a identidade e a saúde. Apesar das evidências quanto a atuação da E/R nas DCV, os mecanismos de tais interações ainda são incertos. Portanto, há uma clara necessidade (Lucchese & Koenig, 2013) de explorar essa lacuna em pesquisas que associem DCV e E/R. Dessa forma, este trabalho analisou a associação entre Gravidade de Infarto Agudo do Miocárdio e fatores relacionados com Espiritualidade/Religiosidade.

MÉTODO

O presente estudo trata-se de uma subanálise do Catarina Heart Study (Medicine, 2017) – um estudo de coorte prospectivo que pretende avaliar 1426 pacientes até o ano 2020 e propõe um seguimento de 30 dias e 1 ano. Os pacientes selecionados, em amostra consecutiva por conveniência, foram atendidos em hospitais da rede pública de Santa Catarina, com diagnóstico de primeiro infarto agudo do miocárdio e submetidos a questionário que engloba diferentes variáveis clínicas, laboratoriais, eletrocardiográficas, ecocardiográficas e angiográficas no período de julho de 2016 a março de 2018.

Foram considerados critérios de inclusão: idade superior a 18 anos; presença de dor precordial sugestiva de infarto agudo do miocárdio associada a eletrocardiograma com nova elevação do segmento ST no ponto J em duas derivações contíguas com os limites: ≥ 0,1 mv em todas as derivações além das derivações V2-V3. Para essas, aplicaram-se os seguintes limites: ≥ 0,2 mv nos homens ≥ 40 anos; ≥ 0,25 mv nos homens < 40 anos e ≥ 0,15 mV nas mulheres; ou presença de dor precordial sugestiva de infarto agudo do miocárdio associada à elevação de troponina I ou CK-MB acima do percentil 99 do limite superior de

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6 referência. Foram considerados critérios de exclusão: infarto agudo do miocárdio prévio e discordância dos Termos de Consentimento Livre e Esclarecido.

O presente estudo tem como desfecho primário avaliar a associação entre E/R com gravidade, complexidade e complicações do IAM, além dos fatores de risco. A mensuração da E/R foi realizada através da DUREL – Duke University Religion Index composta de três subescalas que de forma independente avaliam religiosidade organizacional (RO) (Ligada a atividade religiosa pública, como atendimento em serviços religiosos ou participação em outros grupos de atividades religiosas como Grupos de Oração, Grupos de Estudo das Escrituras, Missas, Cultos), Religiosidade não-organizacional (RNO) (Ligada a atividade religiosa privada como oração, estudo pessoal das Escrituras, assistir programas religiosos televisivos ou escutar rádio de cunho religioso) e religiosidade Intrínseca (RI) (ligada ao grau pessoal de comprometimento ou motivação religiosa). Vale salientar que a escala na versão português (DUREL-PT) tem pontuação inversa: quanto menor a pontuação, maior a religiosidade no determinado aspecto (Moreira-Almeida, Peres, Aloe, Lotufo Neto, & Koenig, 2008).

A gravidade e complexidade do IAM foi avaliada por três variáveis: Syntax (Escore calculado a partir das lesões coronarianas na angiografia. É um preditor independente de mortalidade ou eventos cardíacos maiores e cerebrovasculares), TIMI Frame Count (Definido como o número de frames necessários para o contraste alcançar a parte distal no vaso culpado, que avalia a reperfusão coronariana pós-angioplastia. Útil para predizer desfechos clínicos a longo e curto prazo. Foi calculado e utilizado apenas nos pacientes com IAM com supra de ST) e Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE) (Estimada por meio do Ecocardiograma Transtorácico). Os desfechos secundários corresponderam à descrição das características sociodemográficas, clínicas e hábitos de vida da população em estudo; descrição de dados da reavaliação em 30 dias quanto a mortalidade, reinternação e incidência de novos desfechos cardiovasculares; associação de variáveis sociodemográficas, clínicas e hábitos de vida com Espiritualidade/Religiosidade.

Foram considerados pacientes com história familiar positiva aqueles que tinham parentes de primeiro grau com doença arterial coronariana, mulheres ≤ 65 anos e homens ≤ 55 anos. Quanto ao tabagismo foi considerado consumo de qualquer carga tabágica no momento da pesquisa. No quesito ex-tabagista, foi considerado

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7 sem uso de cigarro em uma quantidade significativa de dias prévios a internação. Para etilismo, foi considerado qualquer consumo etílico. Já os ex-etilistas foram considerados os pacientes com história de etilismo importante. A hipertensão e a dislipidemia foram autorreferidos.

Em conformidade com a resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, todos os pacientes incluídos no estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos das instituições envolvidas com CAAE 55450816.0.1001.0113.

Na análise estatística, uma amostra mínima de 63 pacientes foi calculada para encontrar uma correlação de 0,4 entre Syntax escore e Religiosidade Intrínseca com poder de 90% e alfa de 0,05. Os dados obtidos foram tabulados e analisados pelo software SPSS 13.0 for Windows.

Inicialmente, foi realizada análise descritiva (frequência relativa e absoluta) e após análise bivariada entre as variáveis independentes e a Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo, Syntax Score e o Timi Frame Count – variáveis que avaliam a gravidade do IAM. Na análise bivariada, o teste do qui-quadrado (X²) foi aplicado para as variáveis qualitativas. Testou-se a normalidade das variáveis quantitativas e aplicado o teste “t” de Student ou Mann Whitney. Foram analisadas correlações entre variáveis contínuas através da correlação Sperman. O nível de significância estabelecido foi de valor de p<0,05.

RESULTADOS

Entre julho de 2016 a abril de 2018 foram avaliados 274 pacientes, com idade média de 58,85±11,20 anos. Os pacientes do sexo masculino correspondiam a 65%, 68,6% eram casados/união estável e 52,6% tinham escolaridade de 1º grau incompleto. Os que declaram ser adeptos a alguma religião correspondiam a 95,3% da amostra.

Quanto aos fatores de risco, 44,5% tem história familiar para doença arterial coronariana, 35,8% são tabagistas ativos, 29,5% são ex-tabagistas. A população tinha IMC médio de 27,39±4,71. Possuem Diabetes Mellitus 21,2%, 33,6% Dislipidemia e 56,9% Hipertensão Arterial Sistêmica.

Observou-se uma FEVE média de 50,76±13,53%, TIMI frame count 22,00 (14 – 34) e Syntax 15,00 (8,75 – 21). (Tabela 1)

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8 No seguimento de 30 dias, constatou-se que 2,2% tiveram trombose de stent, 2,1% novo IAM, 1,3% Angina Instável, 0,4% AVC, 5,1% reinternação, 0,8% morreram por causa cardiovascular e 1,3% morreram por todas as causas. (Tabela 2)

Tabela 2 – Descrição do seguimento de 30 dias pós-IAM Evento combinado – nº (%) 20 (8,6%) Trombose Stent – nº (%) 5 (2,2%) Reestenose Stent – nº (%) 0 (0,0%) IAM – nº (%) 5 (2,1%) Angina instável – nº (%) 3 (1,3%) AVC* – nº (%) 1 (0,4%) Reinternação – nº (%) 12 (5,1%)

Tabela 1 - Características sociodemográficas, clínicas e hábitos de vida da população em estudo* Sexo – nº (%) Masculino Feminino Estado Civil – nº (%) Solteiro (a)

Casado (a)/união estável Separado (a) Viúvo (a) 178 (65%) 96 (35%) 21 (7,7%) 188 (68,6%) 34 (12,4%) 31 (11,3%) Escolaridade – nº (%) Analfabeto 1º grau incompleto 1º grau completo 2º grau incompleto 2º grau completo 3º grau incompleto 3º grau completo Pós graduação Hipertensão – nº (%) Dislipidemia – nº (%) Diabetes Mellitus – nº (%) Religião – nº (%) História Familiar – nº (%) Tabagismo – nº (%) Ex-tabagista – nº (%) Etilismo – nº (%) Ex-etilista – nº (%) Drogas – nº (%) Ex-usuário de drogas – nº (%) Idade (média/DP) IMC (média/DP) FEVE (média/DP)

TIMI frame (mediana/IIQ) Syntax (mediana/IIQ) Depressão – nº (%) 19 (6,9%) 144 (52,6%) 45 (16,4%) 7 (2,6%) 39 (14,2%) 6 (2,2%) 9 (3,3%) 5 (1,8%) 156 (56,9%) 92 (33,6%) 58 (21,2%) 261 (95,3%) 122 (44,5%) 98 (35,8%) 80 (29,5%) 80 (29,2%) 39 (14,9%) 10 (3,6%) 16 (6,4%) 58,85 ± 11,20 27,39 ± 4,71 50,76 ± 13,53 22,00 (14 – 34) 15,00 (8,75 – 21) 92 (33%)

DUREL RO – mediana (IIQ) 4 (2 – 5)

DUREL RNO – mediana (IIQ) 2 (1 – 3)

DUREL RI – mediana (IIQ) 4 (3 – 7)

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Morte CV † – nº (%) 2 (0,8%)

Morte Q – nº (%) 3 (1,3%)

*Acidente Vascular Cerebral † Morte por causa cardiovascular ‡ Morte por todas as causas Verificou-se que pacientes com HAS possuem maior religiosidade organizacional (RO) (traduzida por menores escores) quando comparado aos pacientes que não possuem HAS (3 (2-4) vs 4 (2-5), respectivamente, com p = 0,025), assim como maior religiosidade intrínseca (RI) (3 (3-5) vs 5 (3-8), respectivamente, com p<0,001). Da mesma forma, há associação significativa entre RI e dislipidemia, sendo o grupo dislipidêmico com maior índice (menores escores) em relação aos não-dislipidêmicos (3 (3-5) vs 4 (3-7), respectivamente p= 0,006).

O estudo mostrou ainda associação significativa entre religiosidade e tabagismo: pacientes tabagistas apresentaram menor religiosidade (maiores escores) abordados pela DUREL em relação aos não-tabagistas, nas três dimensões da religiosidade: RI (4 (3-5) vs 3 (2-4), respectivamente, com p<0,001), religiosidade não-organizacional (RNO) (2 (2-5) vs 2 (1-3), respectivamente e p=0,002) e RO (5 (3-8) vs 3 (3-5), respectivamente, com p<0,001). Houve também associação do grupo que consumia álcool com menor RO (maiores escores) (4 (3-5) vs 3 (2-4), respectivamente, com p<0,001), RNO (2 (2-5) vs 2 (1-3), respectivamente com p = 0,007) e RI (5 (3-8) vs 4 (3-6), respectivamente, com p<0,001). O grupo que consumia drogas teve menor RNO comparado ao que não consumia (3 (2-5,5) vs 2 (1-3), respectivamente, com p = 0,043), assim como menor RI (8 (5-11) vs 4 (3-6), respectivamente, com p <0,001).

Diabetes, história familiar para DAC, ex-tabagista, ex-etilista e depressão (PHQ-9) não tiveram associação com espiritualidade/religiosidade. (Tabela 3)

Tabela 3 – Associação entre variáveis clínicas e fatores de risco com a escala DUREL em suas três dimensões

VARIÁVEIS MEDIANA DUREL RO* DUREL RNO† DUREL RI‡

(IIQ) § p MEDIANA (IIQ) § p MEDIANA (IIQ) § p HAS ‡ SIM NÃO 3 (2 – 4) 4 (2 – 5) 0,025 2 (1 – 3) 2 (1 – 3) 0,284 3 (3 – 5) 5 (3 – 8) <0,001 DM // SIM NÃO 3 (2 – 4) 4 (2 – 5) 0,236 2 (1 – 3) 2 (1 – 3) 0,907 3 (3 – 5) 4 (3 – 7) 0,069

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10 DISLIPIDEMIA SIM NÃO 3 (2 – 4,5) 4 (2 – 5) 0,359 2 (1 – 3) 2 (1 – 3) 0,257 3 (3 – 5) 4 (3 – 7) 0,006 HISTÓRIA FAMILIAR PARA DAC ¶ SIM NÃO 4 (2 – 5) 4 (2 – 5) 0,372 2 (1 – 3,5) 2 (1 – 3) 0,449 4 (3 – 6) 4 (3 – 6) 0,636 EX-TABAGISTA SIM NÃO 3 (2 – 5) 4 (2 – 5) 0,740 2 (1 – 3) 2 (1 – 3) 0,495 4 (3 – 7) 4 (3 – 6) 0,859 TABAGISMO SIM NÃO 4 (3 – 5) 3 (2 – 4) <0,001 2 (2 – 5) 2 (1 – 3) 0,002 5 (3 – 8) 3 (3 – 5) <0,001 ALCOOL SIM NÃO 4 (3 – 5) 3 (2 – 4) <0,001 2 (2 – 5) 2 (1 – 3) 0,007 5 (3 – 8) 4 (3 – 6) <0,001 EX-ETILISTA SIM NÃO 3 (2 – 4) 4 (2 – 5) 0,087 2 (1 – 3) 2 (1 – 3) 0,656 4 (3 – 7) 4 (3 – 6) 0,633 DROGAS SIM NÃO 4 (2,5 – 5,5) 4 (2 – 5) 0,130 3 (2 – 5,5) 2 (1 – 3) 0,043 8 (5 – 11) 4 (3 – 6) <0,001 DEPRESSÃO (PHQ – 9) # SIM NÃO 4 (2 – 5) 4 (2 – 5) 0,470 2 (1 – 3) 2 (1 – 3) 0,845 4,5 (3 – 6) 4 (3 – 6) 0,971 *DUREL RO: Religiosidadade organizacional †DUREL RNO: religiosidade não-organizacional ‡ DUREL RI: religiosidade intrínseca §Intervalo interquartil. ‡ Hipertensão Arterial Sistêmica. // Diabetes Mellitus ¶ Doença Arterial Coronariana # Patient Health Questionarie, útil para rastreio de depressão, ≥9 é indicativo de Transtorno Depressivo Maior.

Houve correlação fraca inversa entre a RI e TIMI frame count. (p= 0,042, r – 0,202), caracterizando maior gravidade de infarto em pacientes com mais religiosidade. (Tabela 4)

Tabela 4 – Associação de indicadores de gravidade do IAM com a escala DUREL

VARIÁVEIS DUREL RO* DUREL RNO† DUREL RI‡

r § P r § P r § P

SYNTHAX 0,25 0,696 -0,10 0,878 -0,18 0,776

TIMI FRAME -0,72 0,471 0,63 0,527 -0,202 0,042

FEVE 0,94 0,197 0,130 0,76 0,84 0,252

* DUREL RO: religiosidadade organizacional † DUREL RNO: religiosidade não-organizacional ‡ DUREL RI: religiosidade intrínseca § Coeficiente de Correlação

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11 No seguimento de 30 dias, houve associação entre Angina Instável e menor religiosidade organizacional (pacientes com valores superiores ao percentil 50) (0% vs 4%, respectivamente, com p=0,01). Nos demais desfechos, não houve associação significativamente estatística. (Tabela 5)

Tabela 5 – Associação entre DUREL e seguimento em 30 dias

VARIÁVEIS >50 § DUREL RO* <50 // P >50 DUREL RNO§ <50 // P >50 §DUREL RI‡<50 // P

EVENTO COMBINADO § SIM 10 (6,4%) 10 (13,3%) 0,07 11 (7,1%) 9 (11,5%) 0,26 18 (9,1%) 2 (5,9%) 0,53 TROMBOSE # SIM 3 (1,9%) 2 (2,7%) 0,68 4 (2,6%) 1 (1,3%) 0,51 2 (1,6%) 3 (2,8%) 0,55 IAM SIM 2 (1,2%) 3 (4,0%) 0,16 4 (2,5%) 1 (1,3%) 0,52 2 (1,6%) 3 (2,8%) 0,51 ANGINA INSTÁVEL SIM 0 (0%) 3 (4,0%) 0,01 2 (1,3%) 1 (1,3%) 1 1 (0,8%) 2 (1,9%) 0,46 AVC ¶ SIM 1 (0,6%) 0 (0%) 0,49 0 (0%) 1 (1,3%) 0,15 0 (0%) 1 (0,9%) 0,27 REINTERNAÇÃO ** SIM 6 (3,7%) 6 (8%) 0,16 6 (3,8%) 6 (7,6%) 0,20 5 (3,9%) 7 (6,5%) 0,36 MORTE CV †† SIM 2 (1,2%) 0 (0%) 0,33 1 (0,6%) 1 (1,3%) 0,61 1 (0,8%) 1 (0,9%) 0,89 MORTE Q ‡‡ SIM 2 (1,2%) 1 (1,3%) 0,95 1 (0,6%) 2 (2,5%) 0,21 2 (1,6%) 1 (0,9%) 0,66

* DUREL RO: religiosidadade organizacional † DUREL RNO: religiosidade não-organizacional ‡ DUREL RI: religiosidade intrínseca § Valores abaixo do percentil 50 // Valores acima do percentil 50 # Trombose intra-stent ¶ Acidente Vascular Cerebral **Reinternação por qualquer causa †† Morte por causa cardiovascular ‡‡ Morte por qualquer causa incluindo cardiovascular

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12 DISCUSSÃO

Este é um dos primeiros estudos no Brasil que analisou gravidade e complexidade do IAM, religiosidade e fatores associados. Foi encontrado associação positiva de religiosidade com hipertensão e dislipidemia e negativa com tabagismo, drogas e álcool. Verificou-se fraca correlação entre religiosidade intrínseca e reperfusão coronariana. No seguimento, religiosidade organizacional relacionou-se inversamente com angina instável.

O perfil sociodemográfico da população é semelhante a de outros estudos brasileiros em pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio: maior prevalência de homens e idade media de 58,85±11,20 anos (Andrechuk & Ceolim, 2016; de Araujo et al., 2016; Piegas et al., 2013). Na população estudada há uma maior proporção de casados/união estável do que em outros estudos brasileiros e em relação a população geral (IBGE, 2017; V. B. Santos, Lopes, Lopes, & Barros, 2017). Apesar de existirem poucos dados de avaliação de religiosidade em pacientes com primeiro IAM, ressalta-se que a prevalência de religiosidade neste estudo é discretamente maior que na população brasileira(IBGE, 2017). Já em relação à escolaridade, observou-se na população estudada uma prevalência maior de 1º grau incompleto do que em outro estudo nacional com pacientes que tiveram Síndrome Coronariana Aguda (V. B. Santos et al., 2017). A prevalência de história familiar para DAC é semelhante à encontrada em outros estudos nacionais (Piegas et al., 2013; Schmidt, de Quadros, Martinelli, & Gottschall, 2015) e discretamente maior que a encontrada em um estudo americano(Canto et al., 2011). A prevalência de tabagistas (Andrechuk & Ceolim, 2016; Canto et al., 2011; de Jesus, Campelo, & da Silva, 2013; Piegas et al., 2013; Schmidt et al., 2015) e ex-tabagistas (Merry et al., 2011; Piegas et al., 2013) também é similar a literatura. Quanto aos pacientes que consomem álcool, a prevalência é menor do que encontrada em alguns estudos (Merry et al., 2011; Mostofsky et al., 2015). A prevalência de hipertensão, dislipidemia e Diabetes Mellitus é menor neste estudo comparado a pesquisas nacionais(Nicolau et al., 2012; Piegas et al., 2013).

O presente estudo mostrou que a religiosidade organizacional (RO) e religiosidade intrínseca (RI) está associada com o aumento da prevalência de HAS. Distoando dos resultados encontrados, a maioria dos artigos que relacionam RI e HAS apontam que quanto mais RI, menor prevalência de hipertensão (Charlemagne-Badal & Lee, 2016; Meng, Zhang, Shi, Liao, & Chen, 2018). A religiosidade intrínseca – que

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13 trata do comprometimento pessoal com a religião – tem importante atuação no estilo de vida, em aspectos psicológicos e na socialização, que podem influenciar positivamente os níveis pressóricos(Lucchese & Koenig, 2013; Meng et al., 2018). Por sua vez, verifica-se que a maioria dos estudos que associam atendimento religosioso (religiosidade organizacional) e HAS, apontam que há menos HAS em quem tem mais atendimento religioso, em mecanismo semelhante ao da RI(Meng et al., 2018; Silva, Silva, Marcilio, & Pierin, 2012; Sørensen, Danbolt, Lien, Koenig, & Holmen, 2011). Dados que apontam relação inversa entre religiosidade intrínseca/organizacional e HAS associam que a obrigação, culpa ou medo, podem trazer emoções negativas como sentir-se punido por Deus ou ter raiva de Deus, influenciando na elevação dos valores pressóricos. Conflitos com membros do grupo religioso, ansiedade e depressão, podem causar mais hipertensão. (Maselko, Kubzansky, Kawachi, Seeman, & Berkman, 2007). Também pode justificar-se tal achado pelo fato de que pacientes com hipertensão podem ter uma saúde mais debilitada e buscar mais a religiosidade para o enfrentamento da doença (religious coping) (Anyan & Knizek, 2017; Walton, 2002).

Houve também associação significativa entre maior taxa de dislipidemia e maior religiosidade intrínseca. A maioria dos estudos mostram que não há ligação entre dislipidemia e religiosidade intrínseca (Kobayashi, Shimbo, Takahashi, Davis, & Wee, 2015; Obisesan et al., 2006) e possivelmente este achado foi fruto do acaso.

Outro dado verificado pelo estudo é a associação entre tabagismo e religiosidade nas três dimensões: quanto mais tabagismo, menor a religiosidade. Este dado é corroborado pela maioria dos estudos, que associam maior religisiodade a menor tabagismo (Garrusi & Nakhaee, 2012; Martinez, Giglio, Terada, da Silva, & Zucoloto, 2017).As possíveis vias de atuação disso são as instruções das religiões sobre tal tema, que em sua maioria proíbem ou desencorajam o uso do cigarro. O credo religioso pode fortificar um mecanismo positivo no enfrentamento de situações estressoras, reduzindo a possibilidade de adquirir o hábito tabágico (Garrusi & Nakhaee, 2012). Verificou-se, da mesma forma, associação entre pacientes com maior religiosidade não-organizacional e intrínseca e menor uso de drogas. Esta realidade também é sustentada pela literatura (de Oliveira et al., 2017; Drabble et al., 2016; Narvaez et al., 2015).

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14 O consumo etílico foi associado a menor religiosidade nas três dimensões, de maneira semelhante ao tabagismo. O álcool, consumido em quantidades moderadas, reduz a chance de IAM, e o consumo exagerado por sua vez, aumenta a chance (Leonge et al., 2014). No catolicismo católico, o álcool tem importância sagrada em ritos como a Missa, portanto, o consumo moderado é visto positivamente. O abuso, por sua vez, não é tolerado. Vertentes protestantes pentecostais são mais severas quanto ao consumo mínimo de álcool. As pesquisas corroboram com os resultados encontrados no presente estudo e mostram que a religiosidade, nos diversos aspectos, são potenciais canais para o controle do uso dessas substâncias, além de pessoas religiosas terem menos consumo de álcool e dependência. (Lucchetti, Koenig, Pinsky, Laranjeira, & Vallada, 2014; Tumwesigye et al., 2013)

Houve uma correlação fraca entre o aumento do TIMI Frame Count – indicador de gravidade do IAM – e maior religiosidade intrínseca. Na literatura, não foram encontrados estudos que associam gravidade de infarto agudo do miocárdio com religiosidade. Entretanto, na população estudada, a taxa de hipertensão e dislipidemia foi significativamente maior em pacientes com índices mais altos de religiosidade intrínseca. É possível que esses fatores tenham intermediado esse aumento de gravidade em pacientes com maior religiosidade intrínseca. Vale lembrar que a literatura indica menores taxas de doenças cardiovasculares/mortalidade por DCV em pacientes com mais espiritualidade/religiosidade (Goldbourt et al., 1993).

No seguimento de trinta dias, verificou-se associação entre religiosidade organizacional e menor incidência de angina instável. Este é um dos primeiros estudos a demonstrar a associação entre religiosidade e redução de um importante desfecho pós IAM. Não foram encontrados estudos de associação entre as duas variáveis. A religiosidade organizacional – que consiste em presença em missas, cerimônias religiosas, grupos de oração – pode trazer maior suporte social e emocional, associada com melhor enfrentamento da doença e motivação para mudanças no estilo de vida (como cessação do tabagismo, prática de exercícios físicos, melhor adesão a medicação e até melhor alimentação) favorecendo a redução do desfecho encontrado. (Morton, Lee, & Martin, 2017; Ronaldson et al., 2015). Salienta-se que o achado ocorreu apesar dos pacientes com maior religiosidade organizacional apresentarem maior prevalência de HAS.

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15 Este estudo, de caráter observacional, avaliou comorbidades e religiosidade no mesmo momento, o que pode comprometer a relação de causa-efeito. Dessa forma, pode ter ocorrido o erro tipo I em alguns achados. Trata-se de dados preliminares do estudo Catarina, que continua em andamento, e ao final da coorte haverá maior poder para avaliar desfechos como mortalidade e reinternação, por exemplo. Estes viéses, contudo, não invalidam os dados encontrados, inéditos na literatura nacional e que podem justificar a realização de ensaios clínicos sobre o tema.

CONCLUSÃO

O presente estudo mostrou associação positiva de RO e RI com HAS, bem como entre RI e dislipidemia. Verificou-se também associação inversa entre tabagismo e RI, RNO e RO, assim como álcool e os três aspectos da religiosidade. O uso de drogas foi associado a menor RNO e RI. Houve correlação fraca inversa entre TIMI frame count e RI. No seguimento, houve associação inversa entre Angina Instável e RO. ()

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MIOCÁRDIO: GRAVIDADE E FATORES ASSOCIADOS

Influence of Spirituality/Religiosity in Acute Myocardial Infarction: severity and associated factors

Seção para Publicação: Artigo Original Autor principal: Luan Silva Gonçalves

Autores:

Luan Silva Gonçalves – Estudante do Curso de Medicina – Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça/SC.

Rua Nelsa Lídia Martino, 209, Enseada de Brito, Palhoça/SC. Email: luansg95@gmail.com. Tel.: + 55 48 9 91727803.

Bruna Holtrup Bianchini – Estudante do Curso de Medicina – Universidade do Sul de Santa Catarina – Palhoça/SC

Roberto Léo da Silva – Médico Cardiologista/Hemodinamicista – Instituto de Cardiologia de Santa Catarina – São José/SC

Tammuz Fatah, Msc – Médico Cardiologista/Intervencionista – Instituto de Cardiologai de Santa Catarina – São José/SC

Daniel Medeiros Moreira, Dr – Médico Cardiologista – Instituto de Cardiologia de Santa Catarina – São José/SC. Professor no Curso de Medicina da Universidade do

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